Arte romantica

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Arte romantica

  1. 1. O Romantismo
  2. 2. No Romantismo , a paisagem passou a desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de expressão.
  3. 3. Caspar David Friedrich O Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
  4. 5. Turner
  5. 7. O sentimento individualiza os povos e as pessoas, contrariamente à razão. O individualismo burguês encontra no sentimentalismo romântico a sua forma de expressão. Os grandes cenários naturais, as grandes paisagens, os horizontes abertos e rasgados colocam o indivíduo em confronto com a Natureza. Caspar David Friedrich O Viajante Sobre o Mar de Névoa , 1818
  6. 8. A característica mais marcante do Romantismo é a valorização dos sentimentos e da imaginação como princípios da criação artística.
  7. 9. Características Sonho e fantasia
  8. 10. Características Visão pessimista da realidade Saturno devorando seus filhos- Goya
  9. 11. Características Paixão + fantasmas + noite = morte
  10. 12. A pintura Romântica exaltou o passado histórico numa dimensão nacionalista e ética ,evocando acontecimentos e personagens exemplares. Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre.
  11. 13. Eugène Delacroix A Liberdade Guiando o Povo 1830
  12. 14. Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808 (1814-1815), de Goya.
  13. 15. Os amores impossíveis e a idealização da mulher amada originaram a criação de composições sombrias.
  14. 16. Ofélia Morta - Millais
  15. 17. Características
  16. 19. Mulher Amada – Pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente, leviana, lânguida, nívea, angelical, trémula, gélida. Sentimentos Imperativos – Amor, melancolia, resignação, ódio, rancor, medo, terror, desgosto, fracasso, depressão.
  17. 20. ● Na literatura do passado e do presente, em particular nos romances medievais de cavalaria, nos autores clássicos. ● em acontecimentos trágicos, heróicos ou épicos da realidade, tais como naufrágios ou lutas de libertação de minorias; ● na mitologia do sonho e do pesadelo , povoado por monstros imaginários e visões do subconsciente; ● na natureza protagonizada por lutas entre animais selvagens e pela paisagem, marcada por um certo dramatismo naturalista, iniciando assim as cenas “ao ar livre”; ● nos conteúdos exóticos, com cenas do Oriente ou do Norte de África; ● no retrato psicológico de mulheres e homens comuns, de personalidade e de loucos. A temática romântica baseou-se:
  18. 21. <ul><li>● Composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento </li></ul><ul><li>Contrastes fortes de claro-escuro e de cor ( GRADAÇÃO DA COR) </li></ul><ul><li>utilizou fortes contrastes cromáticos e não harmónicos </li></ul><ul><li>A luz foi, frequentemente, focalizada para o assunto que se queria evidenciar, e serviu também, por vezes, de elemento unificados dos vários componentes do quadro. </li></ul><ul><li>A pincelada larga, fluida, vigorosa e espontânea define os volumes. -Noção de perspectiva ou profundidade </li></ul>Características técnicas:
  19. 22. Liberdade Guiando o Povo é uma pintura que comemora a Revolução de Julho de 1830, na qual se derrubou Carlos X. A pintura foi exibida no Salão Oficial em Maio de 1831. Delacroix pintou esta obra, no Outono; numa carta escreveu ao seu irmão: &quot; O meu mau humor está a desaparecer graças ao trabalho árduo. Embarquei num assunto moderno, uma barricada. E se eu não lutei pelo meu país, pelo menos retratei-o. &quot; Imagem
  20. 23. Eugène Delacroix A Liberdade Guiando o Povo 1830 <ul><li>Principais características </li></ul><ul><li>- o nacionalismo </li></ul><ul><li>Subjetivismo ( eu) </li></ul><ul><li>-profundidade da composição: </li></ul><ul><li>.-1º plano – os defuntos </li></ul><ul><li>2-º plano- a mulher guiando o povo </li></ul><ul><li>3º o povo que se junta à luta </li></ul><ul><li>-Composição em pirâmide cujo vértice é a bandeira </li></ul><ul><li>-Uso de cores escuras sobressaindo o vermelho da bandeira </li></ul><ul><li>Noção de movimento ( esvoaçar da bandeira e a mulher a caminhar) </li></ul><ul><li>-Noção de profundidade </li></ul>
  21. 24. Organizada numa composição clássica, a cena desenvolve-se em 4 partes:
  22. 25. A multidão de revoltosos guiada pela Liberdade ao longo dos corpos. Envolvido em nuvens de poeira e fumo de pólvora, o resto da multidão alvoroçada enquadrada no cenário difuso da cidade.
  23. 26. Existe porém uma mistura entre classes sociais: A classe média pelo revolucionário. E o povo pelo rapaz ; E também a exploração e uso de armas de fogo, nomeadamente pistolas. Os “soldados” têm em comum a crueldade e determinação nos seus olhos.
  24. 27. O monte de cadáveres actua como uma espécie de pedestal da qual Liberdade dá largos passos.
  25. 28. A mulher simboliza a Liberdade, segura a bandeira da Revolução Francesa numa mão, e um mosquete na outra. Descreve-a como Marianne, um símbolo da nação. Tanto alegoricamente uma deusa como uma robusta mulher do povo, uma abordagem que os críticos acusaram como &quot;ignóbil (reles) &quot;. Apresenta-se d escalça e com o seio descoberto; usa um barrete jacobino que simboliza a liberdade durante a Revolução Francesa de 1789.
  26. 29. Ofélia Morta - Millais
  27. 30. Ofélia Morta é um belo exemplo da estranha amálgama de pormenores específicos e temas românticos <ul><li>As peças de Shakespeare proporcionaram um material extremamente rico aos pintores vitorianos e exerceram uma grande influência em vários pintores A trágica história de Ofélia, uma heroína de Shakespeare que é levada à loucura e ao seu suicídio devido ao facto de Hamlet ter assassinado o seu pai, Polónio, foi cuidadosamente recriada por Millais. As flores requintadas a flutuar à superfície da água não são meramente decorativas e naturalistas. Foram escolhidas segundo a descrição de Shakespeare e reflectem o interesse pela “linguagem das flores” ou seja o seu significado simbólico tradicional : </li></ul><ul><li>Papoilas – Sono e Morte </li></ul><ul><li>Violetas – Fidelidade e Morte precoce </li></ul><ul><li>Malmequeres – Inocência </li></ul><ul><li>Rosas – Juventude </li></ul><ul><li>Amores -perfeitos - Amor em vão </li></ul>
  28. 31. Millais passou quatro meses a pintar a vegetação que vemos em segundo plano, no mesmo local, em Surrey, Inglaterra. Criou densas e elaboradas superficies pictóricas baseadas na integração dos elementos naturalistas. Este procedimento foi descrito como uma espécie de «ecosistema pictórico». Depois regressou a Londres para pintar a sua modelo Elizabeth Siddal , na altura com 19 anos, que pousou numa banheira cheia de água, tal era a determinação do pintor em captar a imagem com autenticidade. Ou seja, a Ofélia foi modelada com uma atenção esmerada a um corpo verdadeiro na água, rodeada de uma profusão encantadora de flores selvagens genuínas. O resultado é estranhamente deslocado, como se o cenário, a rapariga e as flores não pertencessem uns aos outros, conservassem a sua própria realidade e ignorassem a dos outros. Imagem
  29. 32. Ofélia Morta - Millais <ul><li>Principais características </li></ul><ul><li>Subjetivismo ( eu) </li></ul><ul><li>-Noção de pespectiva </li></ul><ul><li>Culto da natureza </li></ul><ul><li>- Culto da mulher amada( pálida, morta, ar angelical) </li></ul><ul><li>-Jogo cromático entre o verde da natureza que significa vida e cores utilizadas na mulher que reflectem um corpo sem vida) </li></ul><ul><li>Noção de movimento ( água) </li></ul><ul><li>-0 centro do quadro é a mulher que nos é dado pelo facto que é pintado de forma a que o seu corpo emana luz </li></ul>
  30. 33. Alheia ao que a cerca, o seu semblante melancólico não esboça qualquer reacção. O artista procura imprimir uma visão imaterial da mulher, cuja textura do rosto, em tom de mármore, assemelha-se às madonas renascentistas. O corpo e principalmente os rosto emanam luz, conferindo-lhe intensa carga simbólica. A pose de Ofélia remete-nos aos tradicionais retratos de santos e mártires, contudo também já foi interpretada como erótica. As mãos abertas encontram-se pousadas sob a água enquanto ela flutua pela água. Abertas, mas acolhendo nada. Existe um certo vazio. Nós sabemos que ela já partiu…
  31. 34. A alegada Caveira na folhagem <ul><li>Centralizada na composição, a mulher flutua num lago com a vegetação fechada de modo a emoldurar o seu corpo. </li></ul>
  32. 35. Ópera de Paris – Charles Garnier, 1861-1875 Palácio da Neuschwanstein – Eduard Riedel e Georg von Dollmann, 1868-1886, Alemanha Parlamento de Londres – Charles Barry e Augustus Plugin - 1835 Pavilhão Real – John Nash, 1818, Inglaterra Edifícios Românticos
  33. 36. A arquitectura Romântica Portuguesa tem como principais características a valorização das tradições da Idade Média, o estilo gótico e o estilo manuelino e o interesse pelo rústico e pelo pitoresco. Palácio da Pena – Barão de Eschwede, Sintra, 1840-1847 Palácio da Regaleira – Luigi Manini, Sintra, 1905-1911 Santuário de Santa Luzia, Ventura Terra, Viana do Castelo, 1903 Arquitectura Romântica em Portugal
  34. 38. Revivalismos historicistas em Portugal <ul><li>Em Portugal, o palácio da Pena, de D. Fernando de Saxe-Coburgo, é o primeiro exemplo da arquitectura romântica portuguesa, conjugando temas medievais, manuelinos, árabes e indianos. </li></ul>Barão von Eschwege, 1838-c.1847.
  35. 39. Edifício das Cocheiras <ul><li>Na fachada principal, possui um portal de arco em “asa de cesto”, em cima uma janela de influência neo-manuelina e num dos vértices, salienta-se uma guarita, que serve de minarete para o Parque. Esta é de referência islâmica, a sua cúpula é revestida de azulejos e é delimitada por merlões. </li></ul>
  36. 40. Pórtico do Tritão
  37. 41. Também denominado por “Pórtico alegórico da criação do mundo”, este possui quatro arquivoltas em estilo neo-gótico, emoldurado por corais manuelinos.
  38. 42. <ul><li>Este mostrengo é entendido como uma celebração dos Descobrimentos e os motivos vegetais nele presentes são uma referência à gesta marítima dos portugueses. </li></ul>
  39. 43. Palacete de Monserrate
  40. 44. O Palácio e o Parque de Monserrate são uma das melhores ilustrações da arquitectura do período romântico em Sintra. O edifício original foi construído no século XVIII e imitava um castelo medieval.
  41. 45. A história de Monserrate remonta à época em que Portugal se encontrava sob o domínio dos Mouros. Um cavaleiro moçárabe, que vivia na colina onde se situa actualmente o palácio, entrando em conflito com o alcaide do Castelo dos Mouros e, num duelo entre ambos, acabou por morrer.
  42. 46. Terá sido sepultado pelos seus colegas cristãos na colina e posteriormente, veneraram a sua sepultura como um mártir.
  43. 47. O Palácio foi embelezado na fachada exterior, com colunas de mármore, janelas com múltiplos relevos e graciosas cúpulas, em estilos gótico e mourisco.
  44. 48. Na fachada exterior, com colunas de mármore, janelas góticas com múltiplos relevos e graciosas cúpulas. O elemento ordenador deste ecletismo discreto é, todavia, claramente o vocabulário estético de raiz indiana: o recorte dos arcos, mas sobretudo as cimalhas bastante avançadas, os quatro pequenos minaretes que coroam o corpo central e as coberturas bulbosas que Liberge identificava, em 1910, como sendo de estilo hindu.
  45. 49. No tecto dos corredores, uma impressionante sucessão de lâminas em pedra rendilhada.
  46. 50. No interior, a exuberância decorativa dos estuques e capitéis acentua o carácter orientalizante do pavilhão
  47. 51. <ul><li>Os arquitectos do período romantizo inspiraram-se no passado histórico medieval, pelas suas características romanescas, espirituais e emocionais; e também em civilizações contemporâneas mas diferentes e exóticas (Norte de África e o Mundo Oriental); </li></ul><ul><li>Devia provocar sensações, motivar estados de espirito, transmitir ideias; </li></ul><ul><li>Irregularidade das plantas e das volumetrias – variação dos efeitos de luz; </li></ul><ul><li>Integração de novos materiais e técnicas (ferro, vidro, produção industrial) resultantes da industrialização; </li></ul><ul><li>Gosto historicista: utilização das formas arquitectónicas de períodos passados </li></ul><ul><li>Revivalismo Gótico: o estilo gótico era visto como linguagem ideal para representar os novos valores culturais. </li></ul><ul><li>Esta tendência foi ganhando maior criatividade, conduzindo a um certo ecletismo arquitectónico (mistura de gostos). </li></ul>Principais características da Arquitectura Romântica

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