O teorema do papagaio

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O teorema do papagaio

  1. 1. Escola Estadual Professor João Cruz Tema: Apresentação dos capítulos do livro “O Teorema do Papagaio” de Denis Guedj Alunos e números: Camilla Ramos nº 06 João Paulo nº 16 Murilo Donini nº 27 Thamires de Lima nº 33 Professores: Maria Piedade Teodoro da Silva e Carlos Osamu Narita Disciplinas: Língua Portuguesa e Matemática
  2. 2. Objetivo Essa atividade consiste em apresentar a essência do livro “O Teorema do Papagaio” juntamente com a trajetória da Matemática, nos mostrando grandes nomes e suas descobertas matemáticas e científicas. Assim, portanto, com o intuito de uma maior apreciação da história e da origem da Matemática.
  3. 3. Denis Guedj É matemático. Além de dar aulas de matemática e de história da ciência na universidade Paris VIII, publicou diversos livros e participou da elaboração de filmes e peças de teatro baseados em conceitos científicos.
  4. 4. Capítulo 1 No primeiro capitulo, são apresentadas as personagens, protagonistas são: um filósofo cadeirante, o Max, um casal de gêmeos adolescentes e o papagaio que sofre de amnésia. Em foco, está o papagaio que é adotado pela família de Max, um menino surdo, já que tal estava sendo perseguido por gângsteres, e o fato do Sr. Ruche que é dono de uma livraria receber uma carta de um senhor do Brasil, (já que a história se passa em Paris) lhe deixando ciente de que receberá a maior coleção de livros de matemática do mundo.
  5. 5. Capítulo 2 Max ia acariciar o papagaio, mas se arrependeu, pois pensou que não podia se aproveitar do estado dele. Depois, começou a falar com o papagaio sobre diversos assuntos. O capitão Bastos, após perceber que um dos motores havia pifado, mandou a tripulação jogar a carga (que incluía as caixas de livros vindas de Manaus) no mar. O novo integrante da família falou pela primeira vez enquanto todos esperavam pelo macarrão que Léa estava terminando de preparar. Resolverem chamá-lo de Nofutur e instalaram seu poleiro no alto da escada. Perrete decidiu contar a todos a história de dezessete anos de como os cinco foram se acabar juntos. sr. Ruche, que há anos não fumava, pediu um cigarro à mulher. Jonathan discutia com Léa o que a mãe havia realmente falado sobre suas origens.
  6. 6. No térreo, o velho resmungava que deveria falar com as crianças, principalmente com os gêmeos, mas não sabia como falar com eles. Tinha que achar um jeito, mas antes que isso acontecesse acabou dormindo. sr. Ruche decidiu esvaziar o ateliê, mas antes que viessem levar tudo, Max separou as melhores peças para si com a finalidade de vendê-las no Mercado das Pulgas. Mandou o marceneiro reformar não só o primeiro ateliê, mas o segundo também, depois de ter a idéia que procurava fazia vários dias.
  7. 7. Capítulo 3 No segundo e terceiro capítulo, deixam as perguntas "por que o papagaio é tão cobiçado?", "por que o amigo do Sr. Ruche quer se livrar de uma coleção tão preciosa?" a única conclusão que tiram é que a matemática se envolve com a literatura assim como a literatura se envolve com a matemática. Capítulo 4 Era domingo. Jonathan acordou e foi espremer sua espinha. Nofutur não parava de falar sobre Tales. Na sala, Max recolhia os restos do café da manhã enquanto sr. Ruche fingia ler seu jornal. Léa questionava o porquê de o velho acordá-los de madrugada com o papagaio falando. Perrete havia chegado com uma cesta cheia de compras.
  8. 8. Os gêmeos voltaram para seus quartos. Max elogiava a resposta que Nofutur dera aos meninos pouco tempo atrás. Léa desceu novamente para a sala pediu a sr. Ruche que continuasse a falar sobre Tales. Por sua vez, fez o que ela pedia. Decidiu refrescar a memória sobre esse matemáticofilósofo na Biblioteca Nacional. Fez uma carteirinha de leitor anual. Encontrou muitos problemas ao andar pelos corredores até chegar em seu lugar. Encheu as fichas de pedidos das obras. Almoçou numa ruazinha próxima, depois comprou um caderno na papelaria e voltou para a Ravignan de táxi. No quarto-garagem, passou a tarde executando o projeto que tinha na cabeça. Depois de várias manhãs na BN, seu caderno já estava cheio de notas; decidiu lê-las novamente. A moça que sentava à sua frente se surpreendeu com os desenhos que o desconhecido acabara de produzir. Prosseguiu sua leitura sobre os primórdios da matemática grega. Foi embora do local. Chegou em casa. Disse uma frase que gerou enorme repercussão. Perrete acrescentou em seu copo vazio um pouco mais de soda. Ao nascer do dia, Jonathan-e-Léa foram ao cinema. Max os espiava. Levou-os até o ateliê. Nele, Nofutur voltou a falar de Tales, até sua voz acabar e ser emendado pelo sr. Ruche.
  9. 9. Capítulo 5 O capítulo cinco envolve muito sobre a matemática no mundo árabe, eles criaram a álgebra e a trigonometria. Segunda metade do século IX Bagdá, Al- Khuwarizmi ( álgebra, equações de primeiro e segundo grau com uma incógnita). Segunda metade do século IX é baseado na geometria. Fim do século X, dois grandes sábios, o geógrafo al-biruni, astrônomo e físico, e Ibn-Al-Haitham, o "Al-Hazen" dos ocidentais (teoria dos números, geometria, métodos infinitesimais, ótica, astronomia, mais nada de álgebra. Ibn-Al-Kwwam formula o que vai se tornar mais tarde a célebre conjetura de Fermat: um cubo não pode ser a soma de dois cubos.
  10. 10. Capítulo 6 Sr. Ruche se revoltou ao descobrir que a carta que acabara de receber de Perrette não era de Grosrouvre, mas sim de um delegado que comunicava a morte do remetente da carta que tanto estava mexendo com o velho. Depois, descobriu que havia uma carta anexada, esta escrita por seu amigo, que fora encontrada entre os escombros. Na carta, contava o porquê de ter escolhido Manaus para morar e o que lhe permitiu fugir de seu antigo ambiente. Também, lembrava das diferenças entre eles. Perrette, após terminar de ler a carta, saiu do quarto-garagem e foi abrir a livraria. sr. Ruche percebeu que desta vez havia perdido o amigo definitivamente. Na cervejaria, pôs-se a trabalhar. Perrette chegou e sentou a sua mesa; começaram a conversar sobre o porquê de nunca terem conversado direito. Uma assembléia-geral junto às crianças estava marcada para após o jantar.
  11. 11. O velho começou a relatar os fatos que lhe fizeram gostar tanto de Grosrouvre, inclusive a vez que ele lhe salvou em um inverno enquanto estavam sob ordens dos alemães. Na assembléia-geral, Perrette lia a carta inserindo pausas para que todos pudessem refletir sobre as palavras que foram utilizadas. Quando terminou, um falatório iniciou-se na sala. Jonathan achava que Grosrouvre havia se suicidado, e começou a relatar o que na opinião dele aconteceu, até ser interrompido com uma pergunta de Perrette; mas depois prosseguiu. Sr. Ruche discordou do que o garoto acabara de dizer. Léa não estava interessada no assunto; levantou e foi dormir. Perrette tinha quase certeza de que foi homicídio, e ao declarar isso, provocou um enorme silêncio entre os envolvidos na conversa. Cada um tinha uma opinião, menos Léa que estava pouco se lixando, e Max, que só tinha a certeza de que aqueles caras eram responsáveis pela morte de Grosrouvre.
  12. 12. Capítulo 7 e 9: Nos capítulos 7 e 9, Denis Guedj relata sobre as descobertas de Ruche, após ter lido a carta de seu amigo que o fez aprofundar e procurar saber mais sobre o assunto. Ruche relata a vida de Pitágoras em suas anotações, conta que ele nasceu no século VI a.C. na Ilha de Samos,estudou na Jordânia com Tales, depois no Monte Carmel, no Egito, onde aprendeu com os sacerdotes egípcios , preso na Babilônia, aprendeu com os escribas e os magos babilônicos. Por fim instala-se em Crota, onde funda a Escola Pitagórica, que permaneceu por 150 anos e contou com 218 pitagóricos. E assim foi contando como era a vida desses pitagóricos, e foi descobrindo a matemática. Pitágoras inventou a palavra "Cosmos" que representa a boa ordem e a beleza relacionada à música. A partir da matemática na música, os pitagóricos analisaram a aritmética, a ciência dos números, diferente do cálculo puro.
  13. 13. A história toda é contada para Jonathan e Lea pelo Senhor Ruche, Max e Nofutur, com grande preparação e organização.Eles relatam aos gêmeos que Pitágoras foi o primeiro a classificar os números, dividindo os inteiros em pares e ímpares e estabeleceu as seguintes regras: par mais par igual a par; ímpar mais ímpar igual a par; par mais ímpar igual a ímpar; par vezes par igual a par; ímpar vezes ímpar igual a ímpar; par vezes ímpar igual a par. Contam ainda que o teorema de Pitágoras não foi criado por ele, e sim por um escriba cem anos antes do nascimento de Pitágoras, porém quem demonstrou foi Pitágoras e com isso coube a ele o teorema, fazem a demonstração prática do mesmo com a conclusão sendo a regra, portanto Sr Ruche conta as histórias sobre os matemáticos e cada vez mais descobre como que a matemática foi se desenvolvendo, e quais eram as regras e cada resolução foi criando uma conclusão e sempre um novo descobrimento foi sendo aprimorado.
  14. 14. Capítulo 8 A cadeira do sr. Ruche havia ficado presa na plataforma do monte-Ruche. No ateliê das sessões, Perrette se perguntava o porquê de ter dirigido a palavra daquela maneira ao velho. Max acudiu Nofotur, que não alcançava a água que estava baixa demais dentro do recipiente, mas ao fazer isso acabou inundando o caderno do sr. Ruche. Perrette, instantes antes, pediu para Max parar pois calculou que ia transbordar, o que chamou a atenção do menino. A página que mais sofreu danos, contava sobre Pitágoras, porém era legível o texto. Albert preparou e serviu uma xícara de café a si mesmo, buscando não dormir tão cedo; contou a Jonathan que ontem teve vontade de ir ao Rio, quando perguntado sobre qual o motivo de trabalhar a noite. Todos se instalaram na mesa. Uma interpelação de Perrette assustou o filho, que acabou deixando cair o prato no chão.
  15. 15. Havia acabado o entreato. O sr. Ruche estava cansado e precisou da ajuda de Perrette pata subir no estrado. O serão estava prestes a começar. O assunto foi a crise dos irracionais. Na opinião de todos, esse foi o mais bonito número do sr. Ruche, já que foi realizado sem a ajuda de ninguém. Jonathan estava espionando Léa, que por sua vez, não gostou e foi tirar satisfação. Os gêmeos passaram a noite tentando fazer a demonstração de um número que fosse ao mesmo tempo par e ímpar. E conseguiram! Depois foram mostrar a descoberta para o sr. Ruche.
  16. 16. Capítulo 10 A sala de sessões estava escura. Max, com o pé de um abajur, formou na parede uma circunferência, uma elipse, uma parábola e uma hipérbole, que foram todas anunciadas pela voz rouca de Nofotur. Sr. Ruche explicava a todos a descoberta de Menaecmus, com o auxílio do projetor de transparências, que figuras tão diferentes podiam ser formadas a partir do encontro de um cone com um plano. Pôs AF para funcionar após perceber a incompreensão dos gêmeos. Continuou a explicação, falando agora de Apolônio, que surgiu dois séculos depois e Eudoxo, que fez com que a harmonia mandava que tudo se deslocasse segundo círculos e esferas. Depois, comentou sobre Kepler, que descobriu que os planetas se deslocavam segundo elipses, tendo o Sol como foco e Tartaglia, que pressentiu que a trajetória de uma bala de canhão era uma parábola.
  17. 17. Seguiu dizendo sobre Alexandria, assunto que atraiu a curiosidade de Jonathan-e-Léa. Max mostrou ao público a obra de Ptolomeu e leu a ficha de Grosrouvre. Sr. Ruche folheou suas anotações enquanto Léa aguçava os seus ouvidos. A conversa continuou, e o fim da Grande Biblioteca e do Museu eram os assuntos da vez. A sessão chegou ao fim. O velho respondeu uma pergunta feita por Léa no dia seguinte da queda de Alexandria. Decidiu preparar uma receita que lhe tomou vários minutos. Enquanto isso, a menina insistia em saber o porquê dela não poder discutir sendo que foi assim que os gregos descobriram a matemática. A chuva havia finalmente parado. O cheiro da comida começava a aparecer na cozinha. Sr. Ruche perguntou se Léa acreditava que todos homens eram mortais, iniciando assim um longo jogo.
  18. 18. Capítulo 11 O problema da quadratura do círculo é um dos três problemas clássicos da Geometria grega; consiste em construir, usando apenas régua e compasso, um quadrado com a mesma área que a de um círculo dado. Como aconteceu com os restantes dois problemas, demonstrou-se no século XIX que o problema da quadratura do círculo não tem solução. Essa demonstração foi obtida em várias fases. Em 1801, no seu livro Disquisitiones Arithmeticae, o matemático alemão Carl Friedrich Gauss afirmou que, dado um número natural ímpar n > 1, são condições equivalentes: • é possível construir um polígono regular com n lados usando apenas régua e compasso; • n pode ser escrito como produto de números primos distintos da forma 22k + 1 (os chamados «primos de Fermat», dos quais só se conhecem cinco: 3, 5, 17, 257 e 65537). No entanto, Gauss apenas publicou a demonstração de que a segunda condição implica a primeira.
  19. 19. Capítulo 12 Sr. Ruche encontrava dificuldades em dormir... Começou a pensar que Grosrouvre queria lhe dirigir uma mensagem na carta através dos matemáticos nela citados. Decidiu que devia estudá-los, iniciando por Omar Khayyam e al-Tusi. Albert levou-o até a porta do IMA. Se lembrou de que quarenta anos antes, naquele mesmo local, se encontrava o Mercado do Vinho. Pegou algumas obras de Khayyam e passou a lê-las. O barulho das aberturas dos painéis de vidro, que se fechavam automaticamente quando o sol estava forte, atraiu seus olhos para elas. Uma mulher morena, que anteriormente lhe ajudara a alcançar as obras que estavam em prateleiras mais altas, lhe explicava que eram exatamente 27 mil aberturas. Reconheceu sua ignorância no poeta-matemático. Deixou o IMA. Na BDF, marcou e pegou todas as obras de Omar Khayyam e ALTusi. Perrete entrou e depositou um envelope em cima da escrivaninha.
  20. 20. Capítulo 13: Bagdá, a capital do Iraque, teve boa parte da sua infra-estrutura urbana destruída pelos bombardeios provocados pela aviação norte-americana durante a Guerra do Golfo, fato que a deixou isolada de quase todo o mundo. No passado, porém, foi diferente. Construída pela fé islâmica, ela foi a primeira cidade planejada pela nova religião com a clara função de ser a catapulta para que a palavra do profeta Maomé fosse lançada para as terras da Índia e da Ásia.
  21. 21. Capítulo 14 Os calculadores indianos do século V, e seus continua dores árabes, inscreviam seus algarismos diretamente no chão, terra e como na areia, ou também nas tábuas de madeira cobertas de poeiras. O Sr.Ruche avançou alguns centímetros ao longo das estantes e parou diante de um conjunto de seis bonitos volumes encadernados. Os estilos da redação da ficha reteve a atenção do Sr. Ruche. Grosrouvre as tinha composto como se,dirigindo-se a leitores, quisesse claros temas tratados em cada uma das obras da biblioteca da floresta. A ficha continuava. O sr.Ruche adorava esse gênero de coincidências, que via como a ingerência do milagroso no desenrolar normal das coisas da vida. Racionalista conseqüente que era, rejeitando toda e qualquer interpretação extravagante, não quis ver nisso nada mais e voltou á sua leitura.
  22. 22. Rodando novamente para as estantes, o Sr.Ruche não podia ocultar sua perturbação. "A soma dos ângulos, de um triângulo é igual a 180 graus", essa frase, que ele se lembrava de ter sempre ouvido proclamar como verdade absoluta. Essa necessidade que a matemática tem mais que qualquer outro conhecimento, de precisar em que contexto, em quais condições, que hipóteses uma afirmação é verdadeira, a tornava exemplar. Mas sempre lendo as fichas Sr.Ruche aprendeu como, do círculo, trigonometria passou ao triângulo, estabelecendo relações entre os ângulos e os lados. O sr. Ruche voltou à ficha. A precisão de todo cálculo astronômico repousa na exatidão da tabela de senos, cuja construção está ligada ao problema da trissecção do ângulo! O Sr.Ruche voltava a encontrar os quatro mosqueteiros da trigonometria: seno, cosseno, tangente e cotangente. De repente, se lembrava de tudo. Para estabelecer essas tabelas da maneira mais completa possível, os matemáticos árabes precisaram criar uma teoria, acrescentava Grosrouvre. E o que os levou a construir as famosas formulas de trigonometria, terror de tantos colegiais cos (a+b)= cos a X cos b - sen b Sen (a+b) = sen a X cos b+ sen b x cos a.
  23. 23. Capítulo 15 A grande igreja de brescia nunca tinha visto tanta gente assim. Dezenas de pessoas como mulheres e crianças que nela se apinhavam eram fiéis vindos para a cerimônia religiosa. Dentro, o silêncio é total. Todos os olhos suspendem a respiração, os corpos estão petrificados. Estamos na manhã do dia 19 de fevereiro de 1512. Niccolò fizera seis anos, seu pai havia contratado um professor, mas como eram pobres e não tinham dinheiro suficiente o professor ensinou só um terço do alfabeto de A a L. Depois de um tempo o professor interrompeu as aulas e Niccolò ficou curioso em saber o que vem depois do l e como se escreve. Niccolò ardia de vontade de saber. Acabou arranjando um alfebelo completo que chegaria até a letra Z. Tudo o que sei, aprendi estudando obras de homens defuntos, contava no fim da vida. O Sr. Ruche lia as obras que pegava na BDF, enquanto Habibi fazia suas contas ou pensava na vida. Ruche olhou afetuosamente para Habibi imerso em suas contas.
  24. 24. "Pierro”, filho de Ruche, dito Birucho, eminente filósofo da segunda metado do século XX, aprendeu árabe nos Oriente Médio. Nessa época para quem se interessava em matemática o conhecimento do árabe era muito importante. Durante uma viagem em terras muçulmanas, Fibonacci obteve os números de pares seguintes: 1, 1, 2, 3, 4, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233. Fibonacci inventava a noção matemática de seqüência de números. A numeração escrita romana era totalmente inadequada ao cálculo, a operação mais simples só podia ser feita com o auxílio de ábacos, equivalentes aos contadores de bolinhas chineses, que eram como tábuas com pinos verticais, nas quais se colocavam fichas. A grande revolução constituiu em não operar mais com objetos materiais e com isso, os cálculos mudou radicalmente de natureza, tornou-se um cálculo pela escrita. O Sr.Ruche nunca tinha visto pensado nisso antes. As palavras tornavam-se operacionais. Difícil imaginar que choque isso deve ter causado. Com a chegada do zero todos levam um belo susto! O Sr. Ruche não pode se imperir de mergulhar no histórico da invenção do zero. Nos dispositivos constituídos de colunas, um número era representado por um nove algarismo para significar a quantidade de unidades, dezenas, centenas, entre outros. | 1 | | |1 | Tirou as barras de separação. Colapso total! |1|||1| => |11| Tiradas as muletas, o número foi ao chão. "Mil e um" virou "onze"! |1|0|0|1| Postos os zeros nas colunas, o Sr. Ruche tirou as barras de separação e os números respirou, "mil e um " tornou-se |1|0|0|1| => |1001|
  25. 25. Capítulo 16 Em seu gabinete de trabalho pobremente mobiliado, iluminado pela luz de uma vela, Robert Recorde estava debruçado sobre uma folha carregada de números e letras. Corria o ano de 1557 e fazia tempo que se colocava o problema de criar um sinal para substituir a palavra Aequelis, igual, na escrita das equações. Pouco mais tarde,quando sinal que ele inventara circulava no mundo dos matemáticos,interrogavam Recorde sobre o porquê da escolha. "Se escolhi um par de paralelas, é porque elas são duas linhas gêmeas, e nada é mais semelhante que dois gêmeos". Jonathan olhou para Léa e Léa olhou para Jonathan. Eles procuravam como os namorados procuram cravos um nariz do outro. Não eram iguais como dois livros impressos, mas como duas cópias do mesmo escriba. Numa palavra, eles se diziam que eram os mesmo com tão pequena diferença que valia a pena serem dois.
  26. 26. Nada é mais semelhante do que dois gêmeos! Jonathan-e-Léa não pestanejaram ao ler a frase de recorde. Recorde era matemático, mas também era médico. Algum tempo atrás antes alguém lhes dissesse que eles ainda fariam piadas com a matemática. Na manhã seguinte, um pouco mais tarde, o Sr. Ruche pegou a folha de papel que Jonathan tinha enfiado por baixo da porta do quartogaragem. Quando as pernas dele, que não andavam nem no mesmo sentido nem no sentido oposto, o Sr. Ruche resolveu agasalhá-las. Estavam forçando a barra! O Sr. Ruche sentiu que não dava para parar no meio da travessia.
  27. 27. Continuava sem saber da solução completa da equação de terceiro grau. Eram solúveis por meio de radicais ou não? E o que pensar daquela fórmula? Bem, tinha o seguinte pepino: apresentada em sua roupagem moderna ou não, ela não resolvia nada! O Sr. Ruche levou um bom tempo para compreendê-la. Ás vezes prolífica, a fórmula produzia mais soluções do que se esperava ás vezes estéril, ela se revelava de aplicação impossível. Com que então podia haver mais de uma solução para uma equação de terceiro grau! Na fórmula que Jonathan lhe havia comunicado depois de sua noite em claro, uma parte era problemática: {(q /2 elevado a dois) +(p/3)elevado 5} . Se por infelicidade, a quantidade sob a raiz: {(q /2 elevado a dois) +(p/3)elevado 5} fosse negativa, a fórmula se tornava impraticável! O Sr.Ruche tentou com duas divisões seguidas: 2 dividido por "2/3/5" não dá nada. É 5 que divide 2/3 ou 3/5 que divide por 2. Mas sem os parênteses não tinha jeito! Então começou assim no começo: "(2/3)/5", o que dá 0,13333333333... No fim: "2/(3/5)",o que dá 3,3333333333...
  28. 28. Capítulo 17 Em matemática, o teorema fundamental da álgebra afirma que qualquer polinômio p (z) com coeficientes complexos de uma variável e de grau n ≥ 1 tem alguma raiz complexa. Por outras palavras, o corpo dos números complexos é algebricamente fechado e, portanto, tal como com qualquer outro corpo algebricamente fechado, a equação p (z) = 0 tem n soluções não necessariamente distintas. Todas as demonstrações do teorema envolvem Análise ou, mais precisamente, o conceito de continuidade de uma função real ou número complexa. Algumas funções também empregam derivabilidade ou mesmo funções analíticas.
  29. 29. Algumas demonstrações provam somente que qualquer polinômio de uma variável com coeficientes reais tem alguma raiz complexa. Isto basta para demonstrar o teorema no caso geral, pois dado um polinômio com coeficientes complexos, o polinômio: Tem coeficientes reais e, se for uma raiz de então ou o seu conjugado é uma raiz de um grande número de demonstrações não algébricas usa o fato de se comportar como quando for suficientemente grande. Mais precisamente, existe algum número real positivo R tal que,se /z/ > R,então: /z/r/2</p(z)/<3/z/r/2.
  30. 30. Capítulo 18 Fermat tinha um irmão e duas irmãs, e foi quase certamente criado em sua cidade de nascimento. Embora haja pouca evidência acerca de sua educação, é quase certo que tenha estudado no monastério Franciscano local. Ele esteve na Universidade de Toulouse antes de se mudar para Bordeaux na segunda metade dos anos 1620. Em Bordeaux ele começou suas primeiras pesquisas matemáticas sérias e em 1629 ele deu uma cópia de sua restauração do trabalho de Apolônio - Planos - a um dos matemáticos da instituição. Certamente em Bordeaux ele esteve em contato com Beaugrand e durante este período ele produziu importantes trabalhos sobre máximos e mínimos, dados a Etienne d'Espagnet, que claramente compartilhava com Fermat o interesse pela Matemática. De Bordeaux, Fermat foi para Orleans, onde estudou direito na Universidade. Ele formou-se advogado civil e comprou um escritório no parlamento, em Toulouse. Então, em 1631 Fermat era advogado e oficial do governo em Toulouse e por causa de seu escritório, mudou seu nome para Pierre de Fermat.
  31. 31. Capítulo 19 Neste capítulo, fala sobre a aspiral logarítima de Jacques Bernowille e também mostra com clareza que o objetivo é fazer cálculos que estimulam a estudar sobre a morte das pessoas. Além disso, nos apresenta tabelas e comparações, que ajudam a descobrir porque Jonathan e Léa são irmãos gêmeos. Capítulo 20 Depois de uma longa noite, Sr. Ruche acorda de ressaca e no meio da tarde, ouve barulhos vindo do apartamento, gritos de Nofutur e passos. Corre até lá, porém a biblioteca se encontra no mesmo estado que a tinha deixado, mas percebe que Nofutur tinha sumido, então chamam a polícia e a biblioteca é fechada. O Sr. Ruche, então, continua com a pesquisa juntamente com a equipe e o nome seguinte da lista de Grosrouvre era Euler. Leonhard Euler, nascido na Basiléia em 1707, um grande filósofo matemático.
  32. 32. Capítulo 21 O próximo nome da ficha de Grousrouvre era a conjetura de Goldbach, proposta pelo matemático prussiano Christian Goldbach, é um dos problemas mais antigos não resolvidos da matemática, mais precisamente da teoria dos números. Ela diz que todo número par maior ou igual a 4 é a soma de dois primos. Por exemplo: 4 = 2 + 2; 6 = 3 + 3; 8 = 5 + 3; 10 = 3 + 7 = 5 + 5; 12 = 5 + 7; etc. Capítulo 22 O capítulo nos apresenta vários problemas que diversos matemáticos se esforçaram ao máximo para poder resolver, mesmo com alguns acadêmicos achando que era impossível resolver. Alguns desses problemas eram: trissecção do ângulo, duplicação do cubo e quadratura do cubo.
  33. 33. Capítulo 23 Siracusa tinha latomias que eram pedreiros que rodeavam por lá, além de seus dois portos que dão de costas uns aos outros, e também um enorme penhasco, que era comparado com as orelhas de Dionizio, que era um tirano que morou por lá até a sua velhice. Além de Sr. Ruche ter encontrado seu velho amigo Dom Otávio. Capítulo 24 Este capítulo nos apresenta a evidência de uma batalha que acontecia no lado Norte e Sul de Fortaleza, na época de VII A.C. Mostrou que Arquimedes foi quem demonstrou o volume da esfera que um terço do volume do cilindro.
  34. 34. Capítulo 25 Depois de passar por Siracusa, Sr. Ruche vai para Amazonia, para procurar novas respostas, chegando lá conheceu uma índia idosa, que sabia tudo sobre a vida de Elgar. Sr. Ruche ouviu um barulho estranho, foi ver o que era e viu seu amigo Otávio morto, que foi assassinado pelo mesmo homem que matou Nofutur. Capítulo 26 Este capítulo baseia-se em um mistério, o mistério da "morte" de Cosgrouvre, que estava longe de ser resolvido. Will que foi o matemático que conseguiu demonstrar as conjecturas de Grosrouvre, conseguiu atravessar o rio e chegar a casa de Sr. Ruche, chegando lá, Max desce com várias velas, era aniversário de Sr Ruche, que estava observando atentamente seu bolo, quando viu um bilhete, vindo de Manaus, por Dom Otávio, que escreveu que havia conseguido escapar, e estava vivo, Sr. Ruche leu o bilhete, mas resolveu não contar a ninguém.
  35. 35. Por que vale a pena ou não ler esse livro? Acreditamos que vale a pena ler esse livro pela sua forma de nos mostrar toda a origem da Matemática junto com grandes nomes. O livro nos passa um novo conhecimento sob a Matemática e com isso, podemos ver sua contribuição nos dias atuais.

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