A ação do homem sobre a natureza

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Uma reflexão sobre a atitude do homem sobre a natureza, desde o primitivo ao atul. Um texto rápido e objetivo.

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A ação do homem sobre a natureza

  1. 1. Texto elaborado para o blog pramsopa.blogspot.com Santa Catarina, 14 de dezembro de 2014. A ação do homem sobre a natureza Invernos rigorosos, verões com pouca umidade, primavera e outono com tempestades extremas. O planeta terra parece estar fora de controle, ou é o homem quem se descontrolou? Vamos tentar responder este questionamento num texto breve, levando em conta a citação do Mestre Alexandre de Medeiros Motta, durante o lecionamento sobre a formação histórico-geográfico de Santa Catarina no curso de Geografia, na UNISUL: “não existe uma verdade, mas verdades”, tendo como foco analisar fatos e estudos, para se buscar uma conclusão plausível. A formação da terra, vem seguida de mudanças climáticas significantes, inclusive no período do surgimento do homem. (…) Analisando amostras de diversas áreas no planalto e no litoral, detecta um significativo aumento na temperatura e umidade no planalto sul-brasileiro entre 13 e 11,5 mil anos atrás aproximadamente, com evidências de transgressão marinha tomando corpo entre 7,5 e 5,9 mil anos no Rio Grande do Sul. A máxima transgressiva se situaria entre 5,7 e 4,5 mil anos, correspondendo assim ao optimum climático, que teria ocorrido por volta de pouco mais de 5 mil anos AP. O desenvolvimento e expansão das matas tropicais após 4,5 mil anos indicam contínua e progressiva regressão, aparentemente sem fases secas. Para o planalto, Behling (2003) propõe uma seqüência de fases secas e úmidas, com um período mais úmido que teria se estendido de 6 a 2,8 mil anos atrás, seguindose outra fase ainda mais úmida, até cerca de 600 anos, quando as condições hoje reinantes teriam sido atingidas. (DEBLASIS, Paulo. KNEIP, Andreas. SCHEEL-YBERT, Rita. GIANNIN, Paulo César. GASPAR, Maria Dulce. 2007) Nos estudos desenvolvidos por arqueólogos em Santa Catarina, sobre os povos caçadores, coletores e construtores de sambaquis, pode-se compreender um pouco desta alteração climática. Isso por que, os sambaquieiros habitaram essa região a mais de 5.500 anos, tendo como geolocalização, as áreas próximas a alagados. Atualmente, os sambaquis que sobreviveram a ação humana, são encontrados desde a costa marítima a regiões que jamais se imaginaria ter presença de oceano. Outros povos que habitaram o estado catarinense, foram os Xokleng, Kaigang, Guaranis, Carijos e de tradição Umbu e Humaitá (1). Esses povos também presenciaram as alterações climáticas, sendo muitos dizimados com a colonização europeia. Outro exemplo de áreas que mudaram com o tempo, é o deserto do Saara. Esta área já foi um mar. Mesmo com o secamento das águas, se mantiveram os plânctons, que se misturam a areia. Os ventos que sopram em direção ao oeste, levam esses microrganismos do deserto localizado na áfrica até a amazônia, no continente americano, dando vida a floresta, sendo levado ao oceano pelos rios, produzindo assim oxigênio e alimento para peixes. (1) MOTTA, Alexandre de Medeiros. Viajando pelas fronteiras de Santa Catarina : Da gênese à atualidade. Copiart : Tubarão, 2011. p 7-11. 1 BORGES, C. A ação do homem sobre a natureza. Ed. do autor. Içara : 2014.
  2. 2. Texto elaborado para o blog pramsopa.blogspot.com Santa Catarina, 14 de dezembro de 2014. Figura 1: Viagem dos plânctons do deserto do Saara a Amazônia. Reprodução National Geographic. Os nativos brasileiros, como todos os nativos mundiais, não possuíam nem buscavam necessidades como a energia elétrica, o automóvel, a produção de alimento em massa. Essa não necessidade, promoveu uma vida saudável e mantenedora da biodiversidade. Com o início da revolução industrial, no século XIV, até a atualidade, o homem começou a se distanciar da natureza, produzindo grande quantidade de gazes, explorando de forma exorbitante os minerais, desmatando e destruindo habitats de animais, dizimando espécies e poluindo rios. Os benefícios aos humanos eram e são visíveis. O homem criou necessidades, como os veículos para transporte em grandes e curtas distâncias, casas e móveis, aviões, trens, produtos de limpeza, higiene, alimentos embalados e mercadorias prontas em supermercados. A moda estimula na compra de novas roupas, de produtos de beleza. Os celulares, que até umas décadas atrás, jamais se imaginava sua existência, e hoje faz parte do cotidiano. Mas essa necessidade, que foi criada durante os anos e trouxe benefícios, como intercomunicação entre milhares de pessoas por todo o planeta, auxiliou na evolução da ciência, medicina, … também criou lixões, produziu uma quantidade descontrolada de gazes que se estivessem mantido em equilíbrio seria benéfico, além de gazes que causam sérios danos ao ambiente, como o cloro-flúor-carboneto, que altera a química da camada de ozônio, o metanol, entre outros. Nossos nativos sambaquieiros, como abordado anteriormente, criavam monumentais montes de conchas, que, ao contrário dos nossos montes de lixos que produzem gazes maléficos, são fontes ricas em nutrientes para o solo, sendo explorado até a década de 80, como calcário para horticultura/agricultura. Muito se ouve falar no gaz carbônico e no aquecimento global. Isso é fato, já enfrentamos as consequências da ação do homem sob a natureza. Isso, por que, ambientes como o oceano, estão se aquecendo, alimentando assim tempestades como os furacões, que são abastecidos com a água quente dos oceanos, sendo uma ferramenta utilizada pelo mesmo para o resfriamento das águas, mantendo a vida 2 BORGES, C. A ação do homem sobre a natureza. Ed. do autor. Içara : 2014.
  3. 3. Texto elaborado para o blog pramsopa.blogspot.com Santa Catarina, 14 de dezembro de 2014. marinha. Com o aquecimento global, aumenta a frequência dessas tempestades, além de fortalecê-las cada vez mais. Muitos problemas poderiam ser evitados se houvessem planejamento. Como evitar corte de árvores e construção de casas em encostas de montanhas, tratamento do esgoto antes de ser despejado nos rios, produção de alimento orgânico e produção de energia e combustível limpo. Filtragem correta dos motores automotivos e, principalmente, produção de energia renovável e redução maciça da utilização do petróleo, substituindo por matérias-primas renováveis. O pastor Werner Fucks, no livro Inevitável Mundo Novo, expôs sua ideia de usina de combustível a partir de vegetais, sendo que, além de produzir o combustível, faz o óleo comestível e possibilita que pequenos agricultores mantenham suas fazendas em atividade, fora que, diferentemente de uma usina hidroelétrica, que necessita de 10 ha para produzir 1 MW, uma fazenda, com apenas 2 Ha produz a mesma quantidade de energia. Cada vez mais necessitamos repensar em nossas atitudes. Não basta comprar CO2 na bolsa de valores, para ter permissão de poluir. Devemos literalmente parar de poluir. O planeta sempre muda seu estado, mas para isso necessita de milhares de anos. O homem, pode até alterar o estado físico e climático da terra, mas para tudo há uma consequência. Vivemos num planeta que busca sempre o equilíbrio. Se alteramos uma montanha, ela irá se buscar seu equilíbrio, nem que para isso, necessite criar um desmoronamento. Se mudamos o clima, o planeta vai buscar neutralizar. O homem pode achar que a natureza é frágil. Mas entre a potência do planeta e a existência do homem, frágil somos nós, pobres mortais. Necessitamos aprender a viver no planeta, pois ele não se desestabiliza, apenas se ajusta para manter a vida. Bibliografia DEBLASIS, Paulo. KNEIP, Andreas. SCHEEL-YBERT, Rita. GIANNIN, Paulo César. GASPAR, Maria Dulce. Sambaquis e Paisagens : Dinâmica natural e arqueologia regional no litoral do sul do Brasil. ARQUEOLOGÍA SURAMERICANA/ARQUEOLOGIA SUL-AMERICANA 3,1, enero/janeiro 2007. PRADO JÚNIOR, Caio. 1907 – 1990 História Econômica do Brasil – 41ª. ed. São Paulo : Brasiliense, 1994. UCZAI, Pedro. Inevitável mundo novo: A relação entre energias renováveis, produção de alimentos e o futuro do planeta. Chapecó, 2009. ISBN 978-85-7782-066- 5 National Geographic. Série : A terra vista do espaço. 50 Min. 3 BORGES, C. A ação do homem sobre a natureza. Ed. do autor. Içara : 2014.

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