Romantismo brasileiro 3a_geracao

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Romantismo brasileiro 3a_geracao

  1. 1. Romantismo brasileiro 3ª Geração: Condoreirismo
  2. 2. 3ª Geração Romântica <ul><li>I – Objetivos, influências e características: </li></ul><ul><li>Geração condoreira ou hugoana. </li></ul><ul><li>condor: ave que alça voos altos; assim, ela pode ver tudo de um ponto elevado, diferenciado, como os poetas dessa geração. Como gênios, eles tinham o dever de orientar os “homens comuns” para os caminhos da liberdade. </li></ul><ul><li>Victor Hugo: poeta francês que escrevia poesia político-social. Obra principal: Os miseráveis . </li></ul>
  3. 3. 3ª Geração Romântica <ul><li>A poesia da 3ª geração não é mais voltada para o ego, mas para a sociedade. </li></ul><ul><li>Os poetas condoreiros estavam comprometidos com o abolicionismo e com a república. </li></ul><ul><li>A linguagem é grandiloquente, com o fim de convencer, pela oratória, o público-leitor a respeito das ideias que eles pregavam. </li></ul>
  4. 4. Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871): <ul><li>I – Biografia: </li></ul><ul><li>Baiano. </li></ul><ul><li>Foi com o irmão para Recife após as primeiras séries. </li></ul><ul><li>Lá, percebeu que tinha doença pulmonar. </li></ul><ul><li>Romance com uma atriz portuguesa. </li></ul><ul><li>O irmão ficou mentalmente desequilibrado. </li></ul><ul><li>1864: começou a estudar Direito e seu irmão cometeu suicídio. </li></ul>
  5. 5. Castro Alves <ul><li>1867: abandonou Recife e voltou à Bahia. </li></ul><ul><li>Consagração dele e de sua amante (Eugênia Câmara) na apresentação de Gonzaga ( A Revolução de Minas ). </li></ul><ul><li>1868: chegada a São Paulo com Eugênia e Rui Barbosa. Ingressa na São Francisco. </li></ul><ul><li>Apresentação de “Navio Negreiro” (07/09/1868). </li></ul><ul><li>Ferimento no pé com arma de fogo e consequente amputação. </li></ul><ul><li>Retorno à Bahia, onde a doença pulmonar agravou-se e ele morreu. </li></ul>
  6. 6. Castro Alves <ul><li>II – A época de Castro Alves: </li></ul><ul><li>Questão Coimbrã (Portugal); </li></ul><ul><li>Positivismo (Augusto Comte); </li></ul><ul><li>Socialismo (Marx e Engels); </li></ul><ul><li>Evolucionismo (Darwin); </li></ul><ul><li>Lutas operárias; </li></ul><ul><li>Declínio da Monarquia (pensamento republicano); </li></ul><ul><li>Luta abolicionista; </li></ul><ul><li>Guerra do Paraguai. </li></ul>
  7. 7. Castro Alves <ul><li>III – Poesia social: </li></ul><ul><li>Castro Alves foi capaz de unir arte literária com poesia social. </li></ul><ul><li>Ponto comum a Álvares de Azevedo: desejo de mudar a sociedade (Castro Alves posiciona-se a respeito; Álvares de Azevedo não passa do desejo). </li></ul><ul><li>Indicação dos aspectos feios da pátria: a escravidão, a opressão e a ignorância. Defesa de ideais republicanos. </li></ul>
  8. 8. Castro Alves <ul><li>Linguagem grandiosa, com hipérboles, metáforas, antíteses e espaços amplos. </li></ul><ul><li>Poesia que prenuncia o Realismo, ao demonstrar criticismo, objetividade e novas tendências formais. </li></ul><ul><li>Linguagem carregada de emoção e ideias liberais fazem de sua poesia representante do Romantismo brasileiro. </li></ul><ul><li>Poemas: “Vozes D’África”, “Canção do africano”, “Saudação a Palmares”, “Tragédia no mar” e “Navio Negreiro”. </li></ul>
  9. 9. Castro Alves <ul><li>“ Navio Negreiro” – poema épico-dramático (exaltação dos africanos). </li></ul><ul><li>Tema: tráfico negreiro, abolicionismo, nacionalismo. </li></ul><ul><li>6 partes: </li></ul><ul><li>Descrição do cenário, exaltação da beleza natural. </li></ul><ul><li>Elogio aos marinheiros, exaltação da beleza humana. </li></ul><ul><li>Descrição do navio negreiro: um quadro de horror em oposição às belezas anteriormente descritas. </li></ul><ul><li>Descrição do navio negreiro e do sofrimento dos escravos. </li></ul><ul><li>Imagem do passado livre dos negros na África, em oposição ao momento que eles viviam ali. </li></ul><ul><li>Outra oposição: a África livre e um país que se beneficia com a escravidão. </li></ul>
  10. 10. Castro Alves <ul><li>Poesia lírica: </li></ul><ul><li>Em relação aos outros poetas românticos, apresenta avanços: </li></ul><ul><li>Abandono do amor convencional e abstrato dos clássicos; </li></ul><ul><li>perda do medo de amar, típico dos românticos; </li></ul><ul><li>transformação da mulher num ser corporificado e concretizado, não sendo mais a virgem pálida dos ultrarromânticos; tipo de Eugênia Câmara. </li></ul><ul><li>Superando tais convenções amorosas infantis, ele caminha rumo ao amor mais objetivo, mais adulto, que pode trazer tanto a felicidade quanto a dor (aproximação do Realismo). </li></ul>
  11. 11. Joaquim de Sousa Andrade – Sousândrade (1833-1902): <ul><li>I – Biografia: </li></ul><ul><li>Maranhense, filho de fazendeiros. </li></ul><ul><li>Estudou Letras e Engenharia na França. </li></ul><ul><li>Cansado da aristocracia rural do Maranhão, pôs-se a viajar: Amazônia, França, Inglaterra, Estados Unidos, Bélgica, Chile... </li></ul><ul><li>Após a proclamação da República, voltou ao Maranhão. </li></ul><ul><li>Morreu sozinho e em miséria, em 1902. </li></ul>
  12. 12. Sousândrade <ul><li>II – Características: </li></ul><ul><li>Cronologicamente, pertenceria à 2ª geração. </li></ul><ul><li>Os ideais abolicionistas e republicanos enquadram-no na 3ª geração. </li></ul><ul><li>Algumas ideias: </li></ul><ul><li>Unificação das Américas; </li></ul><ul><li>recuperação da cultura indígena; </li></ul><ul><li>crítica ao sistema financeiro de Wall Street. </li></ul><ul><li> Sua obra foi rejeitada pela crítica da época, sendo resgatada e respeitada a partir de 1960. </li></ul>
  13. 13. Sousândrade <ul><li>III – Principais Obras: </li></ul><ul><li>A) Guesa errante . </li></ul><ul><li> Guesa: jovem índio que será sacrificado. </li></ul><ul><li> O índio escapa dos sacerdotes e vai para Wall Street. </li></ul><ul><li> Os novos sacerdotes serão os capitalistas nova-iorquinos. </li></ul><ul><li>B) Novo Éden . </li></ul><ul><li> O fim da monarquia é comparado à queda de Adão e Eva no paraíso. </li></ul>

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