SlideShare uma empresa Scribd logo
UNIFESSP
A
Psicofarmacologia
Aula 2:
Espectro agonista-antagonista
UNIFESSP
A
ObjetivosObjetivos
1.Explicar porque a concentração plasmática de uma droga pode servir
como correlato útil da resposta farmacológica
2.Definir agonista parcial e pleno; agonista inverso; antagonista; resposta
gradada; efeito máximo e resposta máxima
3.Discutir questões envolvidas na avaliação do efeito das drogas
4.Descrever como a intensidade de uma resposta gradada muda com
mudanças na concentração da droga no sítio de ação
5.Discutir o valor relativo dos conceitos de potência, efeito máximo, e
especificidade na farmacoterapia
UNIFESSP
A
O que é farmacodinâmica?O que é farmacodinâmica?
●
“Utiliza-se o termo farmacodinâmica para descrever os efeitos de um fármaco no corpo.
Tipicamente, esses efeitos são descritos em termos quantitativos” (Golan, p. 18)
●
Os efeitos estudados pela farmacodinâmica não se limitam a um alvo específico, mas são
gerais – i.e., como as drogas podem interagir com os diferentes alvos
●
Os estudos de farmacodinâmica são derivados de leis químicas que estabelecem relações
entre concentrações e efeitos
– Lei de ação das massas
– Lei do equilíbrio químico
– Isoterma de Langmuir
– Equação de Henri-Michaelis-Menten
●
Consequências práticas para a terapêutica! → Estabelecimento de faixas adequadas de
doses, comparação de potência e de perfil de segurança de um fármaco com outro
UNIFESSP
A
Ligação fármaco-receptorLigação fármaco-receptor
●
O estudo da farmacodinâmica baseia-se no conceito da ligação
fármaco-receptor (Ehrlich: “Corpora non agunt nisi fixata”)
●
Quando uma droga liga-se a seu receptor, uma resposta pode ser
desencadeada como consequência dessa reação de ligação;
quando existe um número suficiente de receptores ligados, o efeito
dessa ocupação pode tornar-se aparente na célula e no organismo
como um todo.
●
Essa reação de ligação foi estudada por Langmuir em 1928, em
estado de equilíbrio
UNIFESSP
A
Reação de ligação/adsorçãoReação de ligação/adsorção
● Langmuir demonstrou que moléculas individuais (L)
movimentando-se livremente e alcançando uma camada
de moléculas receptivas (p. ex., membrana celular; R)
ligam-se como camada mono-molecular (LR).
● Como esse processo é reversível, existem na realidade
dois processo acontecendo ao mesmo tempo: ligação (L
e R se associando) e desassociação (complexo LR se
dividindo em L e R)
● L + R LR
UNIFESSP
A
Reação de ligação/adsorçãoReação de ligação/adsorção
● Nesse caso mais simples, um receptor tem dois estados possíveis: livre
(desocupado) ou reversivelmente ligado a um ligante (ocupado)
● Como o número de receptores e a quantidade de ligante é limitada, essa
reação segue a lei de ação das massas
– A taxa de produção de uma reação química é dada pelo produto das
concentrações dos reagentes por um parâmetro k
– [L] • [R] • k1
= taxa de produção do complexo [LR] (reação de ligação)
– [LR] • k-1
= taxa de produção de [L] + [R] (reação de dissociação)
● Em situação de equilíbrio, a fração de R em cada um desses dois estados
depende de uma constante de dissociação Kd
– [L] • [R] • k1
= [LR] • k-1
UNIFESSP
A
Reação de ligação eReação de ligação e afinidadeafinidade
● A equação da reação pode ser re-arranjada da
seguinte forma:
● A razão k1
/k-1
é a constante Kd
● Essa constante tem dimensão “concentração”,
e é chamada de constante de afinidade
LR
R
=S⋅
k1
k−1
UNIFESSP
A
Reação de ligação e interaçãoReação de ligação e interação
fármaco-receptorfármaco-receptor
● Algumas propriedades importantes relativas à interação fármaco-receptor podem
ser deduzidas dessa equação:
1.“à medida que aumenta a concentração de ligante, a concentração de receptores ligados
também aumenta.” (Golan, p. 19)
2.“à medida que a concentração de receptores livres aumenta, a concentração de
receptores ligados também aumenta” (Idem, ibidem)
3.“Por conseguinte, pode ocorrer um aumento no efeito de um fármaco em consequência
de um aumento na concentração do ligante ou do receptor” (Idem, ibidem)
● Mantendo fixa a quantidade de receptores, a equação reordenada passa a ser a
seguinte:
ocupação fracionária dos receptores
[LR]
[Ro]
=
[L]
[L]+Kd
UNIFESSP
A
O que podemos retirarO que podemos retirar
desse gráfico?desse gráfico?
UNIFESSP
A
O que podemos retirarO que podemos retirar
desse gráfico?desse gráfico?
● Curva de ligação ligante-receptor
● A ligação máxima ocorre quando [LR] é igual a [Ro
] ([LR]/[Ro
] = 1)
● Quando [L] = Kd
, então
● Por conseguinte, a Kd
pode ser definida como a concentração de
ligante em que 50% dos receptores disponíveis estão ocupados.
[LR]
[Ro]
=
Kd
2Kd
UNIFESSP
A
Relações dose-respostaRelações dose-resposta
● A reação de ligação é uma possibilidade de efeito; sem ele,
não há efeito, mas não basta a droga se ligar ao receptor,
ela precisa ativar ou inativar o receptor
● Essa reação de ativação é proporcional à concentração de
receptores que estão ocupados pelo ligante:
s
resposta
respostamáxima
∝
[LR]
[Ro]
=
[L]
[L]+Kd
UNIFESSP
A
Relações dose-respostaRelações dose-resposta
graduadasgraduadas
● Curvas dose-resposta graduadas
representam a magnitude de uma
determinada resposta em escala
(gradação) para um indivíduo
● A magnitude da resposta aumenta com a
concentração em doses baixas, e tende a
aproximar-se de valores máximos com
valores altos
● Potência (EC50
): concentração em que o
fármaco produz 50% de sua resposta
máxima
● Eficácia (Emax
): Resposta máxima
produzida pelo fármaco
UNIFESSP
A
Relações dose-respostaRelações dose-resposta
graduadasgraduadas
● A eficácia reflete a capacidade de uma droga em ativer um receptor
e gerar uma resposta celular
● Uma droga com baixa eficácia pode não eliciar uma resposta
máxima sob qualquer dose/concentração
● Esses efeitos são classificados em termos de um espectro
agonista/antagonista
– Agonistas plenos apresentam afinidade e eficácia, com a maior eficácia
possível e positiva
– Agonistas parciais apresentam afinidade e eficácia, com eficácia menor e
positiva
– Antagonistas apresentam afinidade, mas não eficácia
UNIFESSP
A
Ausência de agonismo eAusência de agonismo e
atividade constitutivaatividade constitutiva
● A maioria dos receptores metabotrópicos apresenta
atividade constitutiva – isso é, atividade na ausência
de um ligante
● Baixa frequência
● Um agonista liga-se ao receptor e o estabiliza numa
determinada conformação (ativa ou inativa); um
antagonista inibe a ação de um agonista, mas não
altera sua conformação
UNIFESSP
A
Atividade constitutiva emAtividade constitutiva em
receptores metabotrópicosreceptores metabotrópicos
UNIFESSP
A
Espectro agonista-antagonistaEspectro agonista-antagonista
UNIFESSP
A
AgonismoAgonismo
● O agonista produz mudanças na conformação dos receptores, deflagrando
– Abertura do canal iônico, em receptores ionotrópicos
– Síntese de segundo mensageiro, em receptores metabotrópicos
● Quando medimos a potência relativa de 2 agonistas de eficácia igual no mesmo
sistema biológico, produzimos uma medida relativa da afinidade e da eficácia
dos dois agonistas, normalmente descrevendo a resposta em termo da EC50
● Também podemos comparar a resposta máxima das drogas, quando os
agonistas não produzem a resposta máxima possível. Essa comparação é
vantajosa, porque depende somente da eficácia, enquanto a potência é uma
função mista da afinidade e da eficácia
UNIFESSP
A
UNIFESSP
A
Estados de complexosEstados de complexos
agonista-receptoragonista-receptor
L + R L + R*
LR LR*
Atividade constitutiva
UNIFESSP
A
Agonistas parciaisAgonistas parciais
● “É possível produzir transdução de sinais que
seja mais do que o antagonismo, porém menos
do que um agonismo total”
UNIFESSP
A
UNIFESSP
A
Agonistas inversosAgonistas inversos
● A eficácia é neutra quanto à direção do
efeito; um agonista pode aumentar ou
diminuir a atividade constitutiva →
AGONISTA INVERSO
● “Esses agentes exercem uma ação que
supostamente produz mudança na
conformação do receptor ligado às
proteínas G, estabilizando-o em uma
forma totalmente inativa” ●
“O resultado da presença de um agonista inverso consiste em interromper até mesmo a atividade constitutiva do sistema de
receptores ligados às proteínas G. Naturalmente, se determinado sistema de receptores não tiver nenhuma atividade
constitutiva, talvez nos casos em que os receptores estejam presentes em baixa densidade, não ocorrerá nenhuma redução
da atividade, e o agonista inverso irá se assemelhar a um antagonista.”
UNIFESSP
A
AntagonistasAntagonistas
● “Um antagonista é uma molécula que inibe a
ação de um agonista, mas que não exerce
nenhum efeito na ausência do agonista” (i.e.,
possui afinidade, mas não eficácia)
UNIFESSP
A
Classificação dosClassificação dos
antagonistasantagonistas
UNIFESSP
A
UNIFESSP
A
Espectro agonista e estadosEspectro agonista e estados
dos receptoresdos receptores
UNIFESSP
A
Respostas quantaisRespostas quantais
● Representam graficamente a fração da população
que responde a determinada dose de um fármaco
como função da dose deste fármaco.
● Diferente das resposta graduadas, são definidas em
termos de presença ou ausência
● Boas medidas de eficácia e toxicidade no nível
populacional, e referem a janela terapêutica de uma
droga
UNIFESSP
A
Índice terapêuticoÍndice terapêutico
● Eficácia quantal – ED50
: Dose
mínima para produzir efeito
terapêutico em 50% dos
indivíduos
● Dose tóxica – LD50
: Dose mínima
para produzir efeito
adverso/indesejado em 50% dos
indivíduos
● O índice terapêutico é um
indicativo de quão seletivo é o
efeito benéfico da droga em
relação à sua toxicidade.
UNIFESSP
A
Índices terapêuticosÍndices terapêuticos
de drogas selecionadasde drogas selecionadas
< 5 Entre 5 e 10 Maior do que 10
Amitriptilina Barbitúricos Paracetamol
Clordiazepóxido Diazepam Propoxifeno
Metadona Digoxina Nortriptilina
Procainamida Imipramina Hidrato de cloral

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Farmacologia 04 farmacodinâmica
Farmacologia 04   farmacodinâmicaFarmacologia 04   farmacodinâmica
Farmacologia 04 farmacodinâmica
Jucie Vasconcelos
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
Leonardo Souza
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides
Safia Naser
 
Aula antiinflamatórios
Aula  antiinflamatóriosAula  antiinflamatórios
Aula antiinflamatórios
Renato Santos
 
Farmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínicaFarmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínica
Vinicius Henrique
 

Mais procurados (20)

Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinéticaFarmacologia 2 introdução a farmacocinética
Farmacologia 2 introdução a farmacocinética
 
Aula 1 (1)
Aula 1 (1)Aula 1 (1)
Aula 1 (1)
 
Aula - Anti-inflamatórios não esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios não esteróidaisAula - Anti-inflamatórios não esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios não esteróidais
 
Farmacologia 04 farmacodinâmica
Farmacologia 04   farmacodinâmicaFarmacologia 04   farmacodinâmica
Farmacologia 04 farmacodinâmica
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
 
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de FármacosAula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
 
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
 
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e HipnóticosAula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula - SNC - Ansiolíticos e Hipnóticos
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
 
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & DistribuiçãoAula - Básica - Adsorção & Distribuição
Aula - Básica - Adsorção & Distribuição
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides
 
Aula antiinflamatórios
Aula  antiinflamatóriosAula  antiinflamatórios
Aula antiinflamatórios
 
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticosAula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
Aula - Farmacologia básica - Parâmetros farmacocinéticos
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAISANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS
 
Farmacologia dos Analgésicos
Farmacologia dos Analgésicos Farmacologia dos Analgésicos
Farmacologia dos Analgésicos
 
Aula de Farmacologia sobre Antihistaminicos
Aula de Farmacologia sobre AntihistaminicosAula de Farmacologia sobre Antihistaminicos
Aula de Farmacologia sobre Antihistaminicos
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Parassimpatomiméticos e Parassimpatol...
 
Farmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínicaFarmacocinética básica e clínica
Farmacocinética básica e clínica
 
Aula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - AntidepressivosAula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - Antidepressivos
 
Opióides
OpióidesOpióides
Opióides
 

Semelhante a Espectro agonista-antagonista (18)

Aula 3 Medicina
Aula 3 MedicinaAula 3 Medicina
Aula 3 Medicina
 
Aula 1 Cf1
Aula 1 Cf1Aula 1 Cf1
Aula 1 Cf1
 
Farmacologia
Farmacologia Farmacologia
Farmacologia
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Aula 1 Biomedicina
Aula 1 BiomedicinaAula 1 Biomedicina
Aula 1 Biomedicina
 
Aula 1 Enfermagem
Aula 1 EnfermagemAula 1 Enfermagem
Aula 1 Enfermagem
 
FARMACODINAMICA.pdf
FARMACODINAMICA.pdfFARMACODINAMICA.pdf
FARMACODINAMICA.pdf
 
Princípios da Farmacologia
Princípios da FarmacologiaPrincípios da Farmacologia
Princípios da Farmacologia
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Cap01 Quimica Medicinal-Eliezer J.Barreiro
Cap01 Quimica Medicinal-Eliezer J.BarreiroCap01 Quimica Medicinal-Eliezer J.Barreiro
Cap01 Quimica Medicinal-Eliezer J.Barreiro
 
enzimas-regulatorias.pdf
enzimas-regulatorias.pdfenzimas-regulatorias.pdf
enzimas-regulatorias.pdf
 
2 aula psicofarmacologia
2 aula psicofarmacologia2 aula psicofarmacologia
2 aula psicofarmacologia
 
A10 BQ - METABOLISMO.pptx
A10 BQ -  METABOLISMO.pptxA10 BQ -  METABOLISMO.pptx
A10 BQ - METABOLISMO.pptx
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
 
Opioides e antagonistas
Opioides e antagonistasOpioides e antagonistas
Opioides e antagonistas
 
Enzimas
EnzimasEnzimas
Enzimas
 
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7Biologia Molecular e Celular - Aula 7
Biologia Molecular e Celular - Aula 7
 
[Instituto Interage - Curso de Psicofarmacologia] Aula 1/2
[Instituto Interage - Curso de Psicofarmacologia] Aula 1/2[Instituto Interage - Curso de Psicofarmacologia] Aula 1/2
[Instituto Interage - Curso de Psicofarmacologia] Aula 1/2
 

Mais de Caio Maximino

Mais de Caio Maximino (20)

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 

Último

AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
ssuserbb4ac2
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
carlaOliveira438
 
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
ESCRIBA DE CRISTO
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
rarakey779
 
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkO QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
LisaneWerlang
 

Último (20)

Apresentação Formação em Prevenção ao Assédio
Apresentação Formação em Prevenção ao AssédioApresentação Formação em Prevenção ao Assédio
Apresentação Formação em Prevenção ao Assédio
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
 
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docxAtividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
Atividades-Sobre-o-Conto-Venha-Ver-o-Por-Do-Sol.docx
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BÍBLICA [BIBLIOLOGIA]]
 
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantilApresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
Apresentação sobre as etapas do desenvolvimento infantil
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
ATPCG 27.05 - Recomposição de aprendizagem.pptx
ATPCG 27.05 - Recomposição de aprendizagem.pptxATPCG 27.05 - Recomposição de aprendizagem.pptx
ATPCG 27.05 - Recomposição de aprendizagem.pptx
 
Desastres ambientais e vulnerabilidadess
Desastres ambientais e vulnerabilidadessDesastres ambientais e vulnerabilidadess
Desastres ambientais e vulnerabilidadess
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 
Poema - Reciclar é preciso
Poema            -        Reciclar é precisoPoema            -        Reciclar é preciso
Poema - Reciclar é preciso
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
 
Atividade português 7 ano página 38 a 40
Atividade português 7 ano página 38 a 40Atividade português 7 ano página 38 a 40
Atividade português 7 ano página 38 a 40
 
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkO QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O QUINZE.pdf livro lidokkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdfHans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
Hans Kelsen - Teoria Pura do Direito - Obra completa.pdf
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 

Espectro agonista-antagonista

  • 2. UNIFESSP A ObjetivosObjetivos 1.Explicar porque a concentração plasmática de uma droga pode servir como correlato útil da resposta farmacológica 2.Definir agonista parcial e pleno; agonista inverso; antagonista; resposta gradada; efeito máximo e resposta máxima 3.Discutir questões envolvidas na avaliação do efeito das drogas 4.Descrever como a intensidade de uma resposta gradada muda com mudanças na concentração da droga no sítio de ação 5.Discutir o valor relativo dos conceitos de potência, efeito máximo, e especificidade na farmacoterapia
  • 3. UNIFESSP A O que é farmacodinâmica?O que é farmacodinâmica? ● “Utiliza-se o termo farmacodinâmica para descrever os efeitos de um fármaco no corpo. Tipicamente, esses efeitos são descritos em termos quantitativos” (Golan, p. 18) ● Os efeitos estudados pela farmacodinâmica não se limitam a um alvo específico, mas são gerais – i.e., como as drogas podem interagir com os diferentes alvos ● Os estudos de farmacodinâmica são derivados de leis químicas que estabelecem relações entre concentrações e efeitos – Lei de ação das massas – Lei do equilíbrio químico – Isoterma de Langmuir – Equação de Henri-Michaelis-Menten ● Consequências práticas para a terapêutica! → Estabelecimento de faixas adequadas de doses, comparação de potência e de perfil de segurança de um fármaco com outro
  • 4. UNIFESSP A Ligação fármaco-receptorLigação fármaco-receptor ● O estudo da farmacodinâmica baseia-se no conceito da ligação fármaco-receptor (Ehrlich: “Corpora non agunt nisi fixata”) ● Quando uma droga liga-se a seu receptor, uma resposta pode ser desencadeada como consequência dessa reação de ligação; quando existe um número suficiente de receptores ligados, o efeito dessa ocupação pode tornar-se aparente na célula e no organismo como um todo. ● Essa reação de ligação foi estudada por Langmuir em 1928, em estado de equilíbrio
  • 5. UNIFESSP A Reação de ligação/adsorçãoReação de ligação/adsorção ● Langmuir demonstrou que moléculas individuais (L) movimentando-se livremente e alcançando uma camada de moléculas receptivas (p. ex., membrana celular; R) ligam-se como camada mono-molecular (LR). ● Como esse processo é reversível, existem na realidade dois processo acontecendo ao mesmo tempo: ligação (L e R se associando) e desassociação (complexo LR se dividindo em L e R) ● L + R LR
  • 6. UNIFESSP A Reação de ligação/adsorçãoReação de ligação/adsorção ● Nesse caso mais simples, um receptor tem dois estados possíveis: livre (desocupado) ou reversivelmente ligado a um ligante (ocupado) ● Como o número de receptores e a quantidade de ligante é limitada, essa reação segue a lei de ação das massas – A taxa de produção de uma reação química é dada pelo produto das concentrações dos reagentes por um parâmetro k – [L] • [R] • k1 = taxa de produção do complexo [LR] (reação de ligação) – [LR] • k-1 = taxa de produção de [L] + [R] (reação de dissociação) ● Em situação de equilíbrio, a fração de R em cada um desses dois estados depende de uma constante de dissociação Kd – [L] • [R] • k1 = [LR] • k-1
  • 7. UNIFESSP A Reação de ligação eReação de ligação e afinidadeafinidade ● A equação da reação pode ser re-arranjada da seguinte forma: ● A razão k1 /k-1 é a constante Kd ● Essa constante tem dimensão “concentração”, e é chamada de constante de afinidade LR R =S⋅ k1 k−1
  • 8. UNIFESSP A Reação de ligação e interaçãoReação de ligação e interação fármaco-receptorfármaco-receptor ● Algumas propriedades importantes relativas à interação fármaco-receptor podem ser deduzidas dessa equação: 1.“à medida que aumenta a concentração de ligante, a concentração de receptores ligados também aumenta.” (Golan, p. 19) 2.“à medida que a concentração de receptores livres aumenta, a concentração de receptores ligados também aumenta” (Idem, ibidem) 3.“Por conseguinte, pode ocorrer um aumento no efeito de um fármaco em consequência de um aumento na concentração do ligante ou do receptor” (Idem, ibidem) ● Mantendo fixa a quantidade de receptores, a equação reordenada passa a ser a seguinte: ocupação fracionária dos receptores [LR] [Ro] = [L] [L]+Kd
  • 9. UNIFESSP A O que podemos retirarO que podemos retirar desse gráfico?desse gráfico?
  • 10. UNIFESSP A O que podemos retirarO que podemos retirar desse gráfico?desse gráfico? ● Curva de ligação ligante-receptor ● A ligação máxima ocorre quando [LR] é igual a [Ro ] ([LR]/[Ro ] = 1) ● Quando [L] = Kd , então ● Por conseguinte, a Kd pode ser definida como a concentração de ligante em que 50% dos receptores disponíveis estão ocupados. [LR] [Ro] = Kd 2Kd
  • 11. UNIFESSP A Relações dose-respostaRelações dose-resposta ● A reação de ligação é uma possibilidade de efeito; sem ele, não há efeito, mas não basta a droga se ligar ao receptor, ela precisa ativar ou inativar o receptor ● Essa reação de ativação é proporcional à concentração de receptores que estão ocupados pelo ligante: s resposta respostamáxima ∝ [LR] [Ro] = [L] [L]+Kd
  • 12. UNIFESSP A Relações dose-respostaRelações dose-resposta graduadasgraduadas ● Curvas dose-resposta graduadas representam a magnitude de uma determinada resposta em escala (gradação) para um indivíduo ● A magnitude da resposta aumenta com a concentração em doses baixas, e tende a aproximar-se de valores máximos com valores altos ● Potência (EC50 ): concentração em que o fármaco produz 50% de sua resposta máxima ● Eficácia (Emax ): Resposta máxima produzida pelo fármaco
  • 13. UNIFESSP A Relações dose-respostaRelações dose-resposta graduadasgraduadas ● A eficácia reflete a capacidade de uma droga em ativer um receptor e gerar uma resposta celular ● Uma droga com baixa eficácia pode não eliciar uma resposta máxima sob qualquer dose/concentração ● Esses efeitos são classificados em termos de um espectro agonista/antagonista – Agonistas plenos apresentam afinidade e eficácia, com a maior eficácia possível e positiva – Agonistas parciais apresentam afinidade e eficácia, com eficácia menor e positiva – Antagonistas apresentam afinidade, mas não eficácia
  • 14. UNIFESSP A Ausência de agonismo eAusência de agonismo e atividade constitutivaatividade constitutiva ● A maioria dos receptores metabotrópicos apresenta atividade constitutiva – isso é, atividade na ausência de um ligante ● Baixa frequência ● Um agonista liga-se ao receptor e o estabiliza numa determinada conformação (ativa ou inativa); um antagonista inibe a ação de um agonista, mas não altera sua conformação
  • 15. UNIFESSP A Atividade constitutiva emAtividade constitutiva em receptores metabotrópicosreceptores metabotrópicos
  • 17. UNIFESSP A AgonismoAgonismo ● O agonista produz mudanças na conformação dos receptores, deflagrando – Abertura do canal iônico, em receptores ionotrópicos – Síntese de segundo mensageiro, em receptores metabotrópicos ● Quando medimos a potência relativa de 2 agonistas de eficácia igual no mesmo sistema biológico, produzimos uma medida relativa da afinidade e da eficácia dos dois agonistas, normalmente descrevendo a resposta em termo da EC50 ● Também podemos comparar a resposta máxima das drogas, quando os agonistas não produzem a resposta máxima possível. Essa comparação é vantajosa, porque depende somente da eficácia, enquanto a potência é uma função mista da afinidade e da eficácia
  • 19. UNIFESSP A Estados de complexosEstados de complexos agonista-receptoragonista-receptor L + R L + R* LR LR* Atividade constitutiva
  • 20. UNIFESSP A Agonistas parciaisAgonistas parciais ● “É possível produzir transdução de sinais que seja mais do que o antagonismo, porém menos do que um agonismo total”
  • 22. UNIFESSP A Agonistas inversosAgonistas inversos ● A eficácia é neutra quanto à direção do efeito; um agonista pode aumentar ou diminuir a atividade constitutiva → AGONISTA INVERSO ● “Esses agentes exercem uma ação que supostamente produz mudança na conformação do receptor ligado às proteínas G, estabilizando-o em uma forma totalmente inativa” ● “O resultado da presença de um agonista inverso consiste em interromper até mesmo a atividade constitutiva do sistema de receptores ligados às proteínas G. Naturalmente, se determinado sistema de receptores não tiver nenhuma atividade constitutiva, talvez nos casos em que os receptores estejam presentes em baixa densidade, não ocorrerá nenhuma redução da atividade, e o agonista inverso irá se assemelhar a um antagonista.”
  • 23. UNIFESSP A AntagonistasAntagonistas ● “Um antagonista é uma molécula que inibe a ação de um agonista, mas que não exerce nenhum efeito na ausência do agonista” (i.e., possui afinidade, mas não eficácia)
  • 26. UNIFESSP A Espectro agonista e estadosEspectro agonista e estados dos receptoresdos receptores
  • 27. UNIFESSP A Respostas quantaisRespostas quantais ● Representam graficamente a fração da população que responde a determinada dose de um fármaco como função da dose deste fármaco. ● Diferente das resposta graduadas, são definidas em termos de presença ou ausência ● Boas medidas de eficácia e toxicidade no nível populacional, e referem a janela terapêutica de uma droga
  • 28. UNIFESSP A Índice terapêuticoÍndice terapêutico ● Eficácia quantal – ED50 : Dose mínima para produzir efeito terapêutico em 50% dos indivíduos ● Dose tóxica – LD50 : Dose mínima para produzir efeito adverso/indesejado em 50% dos indivíduos ● O índice terapêutico é um indicativo de quão seletivo é o efeito benéfico da droga em relação à sua toxicidade.
  • 29. UNIFESSP A Índices terapêuticosÍndices terapêuticos de drogas selecionadasde drogas selecionadas < 5 Entre 5 e 10 Maior do que 10 Amitriptilina Barbitúricos Paracetamol Clordiazepóxido Diazepam Propoxifeno Metadona Digoxina Nortriptilina Procainamida Imipramina Hidrato de cloral