Aula 15 Biomedicina

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Aula 15 Biomedicina

  1. 1. Nocicepção: Anestésicos e analgésicos Aula 15 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  2. 2. Programa <ul><li>Definição de dor: Componentes motivacional-afetivos & componentes sensorial-discriminativos. </li></ul><ul><li>Vias nociceptivas; </li></ul><ul><li>Modulação descendente da dor; </li></ul><ul><li>Anestesia local: Mecanismos de ação, vias de administração, características físico-químicas; </li></ul><ul><li>Anestesia geral: Monoanestesia vs. anestesia balanceada, vias de administração, mecanismos de ação. </li></ul><ul><li>Receptores associados à dor e à analgesia: Opióides endógenos, vias vanilóides, canabinóides endógenos, outros peptídeos; </li></ul><ul><li>Analgésicos opióides; </li></ul><ul><li>Analgésicos antipiréticos; </li></ul><ul><li>Opióides e canabinóides como drogas de abuso. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  3. 3. Dor vs. nocicepção <ul><li>Dor: Resposta subjetiva à entrada nociceptiva ao cérebro. </li></ul><ul><li>Nocicepção: Consciência da estimulação de nociceptores por um estímulo nocivo. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  4. 4. Entrada nociceptiva e dor 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Dor primária Dor secundária <ul><li>Fibras A δ </li></ul><ul><li>Tálamo somatossensorial </li></ul><ul><li>Córtex somatossensorial </li></ul><ul><li>Fibras C </li></ul><ul><li>Tálamo central </li></ul><ul><li>Formação reticular </li></ul><ul><li>Hipotálamo </li></ul><ul><li>Grísea periaqueductal </li></ul>Consciência de ambas intensificada pela emoção Componente motivacional-afetivo Componente sensorial-discriminativo
  5. 5. Sistema somatossensorial 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Receptores de tato na pele apresentam campos receptivos pequenos Receptores de dor na pele apresentam campos receptivos grandes Via nociceptiva
  6. 6. Receptores 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Terminações livres
  7. 7. A complexidade das fibras nociceptivas 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  8. 8. Entrada medular 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  9. 9. Mais complexidade: A sinapse no corno dorsal 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  10. 10. Mais complexidade: A sinapse no corno dorsal <ul><li>Aminoácidos excitatórios: Aspartato, glutamato [EPSP, plasticidade, atividade sustentada]. </li></ul><ul><li>Neuropeptídeos: Substância P, neurocinina A (NKA), peptídeo relacionado ao gene da calcitocina (CGRP) [EPSP lento]; neuropeptídeo Y, galanina, peptídeo vasointestinal vasoativo (VIP), colocistoquinina (CCK) [concentrações internas de cálcio]; endomorfina [modulação pré-sináptica e IPSP] </li></ul><ul><li>Purinas: ATP [aumento na transmissão Glu e EPSP], adenosina [inibição de correntes pós de cálcio e aumento de correntes pós de potássio]. </li></ul><ul><li>Neurotrofinas: NGF, BDNF, NT-4, NT-5, NT-3, GDNF [sensibilização, sinaptogênese] </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  11. 11. Fibras ascendentes 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  12. 12. Fibras descendentes 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  13. 13. Circuitos da dor (Melzack & Casey, 1968) 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Sistema motivacional-afetivo (monitor central de intensidade) Sistema sensorial-discriminativo (análise espaço-temporal) L S Medial Lateral Sistema motor Processos de controle central Sistema inibitório descendente
  14. 14. Inflamação e sensibilização periférica <ul><li>Lewis (1942): Resposta tripla do tecido lesionado: </li></ul><ul><ul><li>Vermelhidão no local da lesão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Inchaço; </li></ul></ul><ul><ul><li>Espalhamento da vermelhidão ao tecido próximo. </li></ul></ul><ul><li>Essas reações demonstram os quatro sinais clássicos da inflamação: vermelhidão , queimação , inchaço e dor . </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  15. 15. Inflamação e sensibilização periférica <ul><li>Bradicinina: Ativa condutâncias diretamente em alguns nociceptores; produz LTP nesses nociceptores, sensibilizando os canais iônicos ativados pela temperatura. </li></ul><ul><li>Histamina: Liga-se a receptores na membrana dos nociceptores, despolarizando a membrana; aumenta a permeabilidade dos vasos sangüíneos, o que causa edema e vermelhidão. </li></ul><ul><li>Prostaglandinas: Aumentam (muito) a sensibilidade dos nociceptores a outros estímulos. </li></ul><ul><li>Substância P: Causa vasodilatação e liberação de histamina a partir dos mastócitos; sensibiliza outros nociceptores ao redor do local da lesão. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  16. 16. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  17. 17. Inibição da condução nervosa em diferentes tipos de axônios 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  18. 18. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  19. 19. Estrutura química <ul><li>Os anestésicos locais costumam ser aminas primárias ou terciárias. </li></ul><ul><li>O nitrogênio liga-se, através de uma cadeia intermediária, a um motivo lipofílico (p. ex., um anel aromático). </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  20. 20. Estrutura química <ul><li>A presença de um grupo amina significa que os anestésicos locais existe ou como uma amina neutra, ou como um cátion de amônio (i.e., carga +)  varia em função do p Ka e do pH do ambiente. </li></ul><ul><li>Na forma protonada, a molécula irá possuir tanto um motivo hidrofílico polar (nitrogênio protonado) quanto um motivo lipofílico apolar (anel aromático): MOLÉCULA ANFIFÍLICA. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  21. 21. Estrutura química 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Forma catiônica ativa - anfifílica Forma permeável - lipofílica Habilidade de penetrar em barreiras lipofílicas e membranas celulares Baixa Alta
  22. 22. Aditivos à anestesia local <ul><li>Bicarbonato: Adicionado à anestésicos locais, em locais de pH ácido, para diminuir a latência para anestesia. </li></ul><ul><li>Adrenalina: Usada para vasodilatação, prolongando a duração da anestesia e reduzindo a conc. plasmática do agente local; também usado como marcador para i.v. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  23. 23. Anestesia geral <ul><li>Estado reversível de inibição do SNC, induzido por drogas, usado em procedimentos cirúrgicos que necessitam da eliminação da cs, da resposta à dor, de mvmts defensivos involuntários, e de reflexos autonômicos. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  24. 24. Monoanestesia vs. anestesia balanceada 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  25. 25. Anestesia balanceada 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  26. 26. Anestésicos inalados 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  27. 27. Vias de eliminação de anestésicos voláteis 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  28. 28. Anestésicos intravenosos 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  29. 29. Término da ação de anestésicos intravenosos por redistribuição 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  30. 30. Sistemas de neurotransmissores associados à dor e à analgesia <ul><li>Opióides </li></ul><ul><li>Sistemas peptidérgicos centrais </li></ul><ul><li>Vanilóides e receptores TRPV1 </li></ul><ul><li>Canabinóides </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  31. 31. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  32. 32. Opióides endógenos 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  33. 33. Opióides endógenos <ul><li>Met-Encefalinas: Tyr-Gly-Gly-Phe-Met </li></ul><ul><li>Leu-Encefalinas: Tyr-Gly-Gly-Phe-Leu </li></ul><ul><ul><li>Gerados a partir da clivagem da proencefalina. </li></ul></ul><ul><li>α -dinorfinas </li></ul><ul><li>Dinorfina A </li></ul><ul><li>Dinorfina B </li></ul><ul><ul><li>Gerados a partir da clivagem da prodinorfina </li></ul></ul><ul><li>β -endorfina </li></ul><ul><ul><li>Gerado a partir da clivagem da pro-opiomelanocortina </li></ul></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos δ κ
  34. 34. Receptores μ -opióides <ul><li>A maior parte dos analgésicos opióides usados para tratar a dor são parecidos com a morfina, e agem sobre receptores μ . </li></ul><ul><li>7TM; ligam-se a proteínas G i e G o (G i : INH AC, EXC canal K + , INH canal Ca 2+ ; G o : EXC PLC, INH canal Ca 2+ ). </li></ul><ul><li>“ Alternative splicing ” do MOR-1 gera diferentes variações dos receptores; esses receptores costumam variar no éxon 4 (que codifica o C-terminal). </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  35. 35. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  36. 36. Receptores δ -opióides <ul><li>Seletivos para encefalinas; </li></ul><ul><li>7TM; mecanismo de ação controverso; </li></ul><ul><li>Não existem fármacos que agem sobre esses receptores; relevância clínica limitada, por enquanto. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  37. 37. Receptores κ -opióides <ul><li>Ligante endógeno é a dinorfina A. </li></ul><ul><li>7TM; KOR-1 apresenta alta homologia com MOR-1, o que sugere mecanismo fisiológico (proteínas G o e G i ) semelhantes. </li></ul><ul><li>Fármacos: cetociclazocina, pentazocina, nalorfina, nalbufina (agonistas κ e antagonistas μ )  efeito psicotomimético acentuado. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  38. 38. Receptor ORL-1 <ul><li>Apresenta alto grau de homologia aos receptores opióides tradicionais. </li></ul><ul><li>Ligante endógeno: nociceptina ou orfanina FQ. </li></ul><ul><li>A nociceptina tem como primeiro aminoácido é a fenilalanina, ao invés da tirosina; não apresenta afinidade para os receptores opióides tradicionais. </li></ul><ul><li>Em concentrações baixas, a OFQ/N é hiperalgésica, enquanto em concentrações altas apresenta efeito analgésico. </li></ul><ul><li>As ações analgésicas da OFQ/N são revertidas por antagonistas opióides (o que é inesperado, dado que essa substância não se liga aos outros receptores). </li></ul><ul><li>Quando co-expressados, MOR-1 e ORL-1 dimerizam-se, apresentam um perfil farmacológico no qual opióides e a OFQ/N podem deslocar uns aos outros. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  39. 39. Dimerização de receptores opióides <ul><li>Os receptores opióides podem se associar com outros receptores do mesmo tipo (homodímeros) ou com outros GPCRs (heterodímeros). </li></ul><ul><li>Em alguns casos, os heterodímeros apresentam propriedades farmacológicas “sinergísticas”. </li></ul><ul><li>Também podem se associar a receptores adrenérgicos. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  40. 40. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  41. 41. Farmacocinética 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  42. 42. Farmacocinética 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  43. 43. Farmacodinâmica dos opióides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  44. 44. Farmacodinâmica dos opióides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  45. 45. Efeitos dos opióides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  46. 46. Prostaglandinas estáveis <ul><li>“ A PGE 1 é responsável pela manutenção fisiológica da estrutura de órgãos-chave como a mucosa GI, onde age como um inibidor da secreção de ácido gástrico. Também relaxa a musculatura lisa vascular. </li></ul><ul><li>A PGE 2 e a PGF 2 α são mediadores do processo inflamatório. Também sensibilizam os receptores periféricos de dor e causam uma contração seletiva da musculatura lisa (...). A PGE 2 causa vasodilatação como parte da resposta inflamatória e também broncodilatação. A prostaglandina F 2 α causa tanto broncoconstrição quanto vasocontrição. Ambos os eicosanóides aumentam a motilidade gastrointestinal” (Shellack, 2005) </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  47. 47. 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  48. 48. Antiinflamatórios não-esteróides e inbição das COX 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  49. 49. Vias vanilóides e o receptor TRPV1 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  50. 50. TRPV1 <ul><li>A ativação desse receptor produz um influxo de cátions por um canal iônico, levando à despolarização de nrns nociceptivos. </li></ul><ul><li>O influxo de cálcio no nrn nociceptivo, através do TRPV1, causa a liberação de substância P e peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, um fenômeno chamado de inflamação neurogênica . </li></ul><ul><li>Expressão em um subconjunto de nrns sensoriais pequenos ou médios que projetam-se da raiz dorsal, gânglio trigêmeo e gânglio nodoso para as camadas superficiais da medula e do trato solitário. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  51. 51. Fatores que ativam o TRPV1 <ul><li>Capsaicina </li></ul><ul><li>Prótons </li></ul><ul><li>Calor </li></ul><ul><li>Essa ativação produz correntes de cátions retificadoras, direcionadas para fora, com alta permeabilidade ao cálcio. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  52. 52. Prostaglandinas modulam a atividade do TRPV1 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  53. 53. A capsazepina em contexto clínico <ul><li>Antagonista competitivo no receptor TRPV1 </li></ul><ul><li>Bloqueia a ativação desse receptor por agonistas, anandamida, prótons ou calor. </li></ul><ul><li>Testada em modelos animais; ainda não foi testada em humanos. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  54. 54. A origem do uso dos canabinóides <ul><li>Zend-Avesta (~600 a.C.), o livro sagrado do Zoroastrianismo: Faz alusões ao uso da Banga em contexto médico. </li></ul><ul><li>Atharvaveda (1500 a. C.): “Nós falamos de cinco reinos de ervas encabeçadas pela Soma;a erva kusa , a bhanga e a cevada, e a erva saha nos liberta da ansiedade”. </li></ul><ul><li>Anandakanda (~1200 d. C): Apresenta cerca de 43 sinônimos para a cannabis. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  55. 55. Sinônimos da Cannabis no Anandakanda <ul><li>Ajaya (O invencível) </li></ul><ul><li>Ananda (Prazerosa) </li></ul><ul><li>Bhang, bhanga (Folhas da Cannabis ). </li></ul><ul><li>Bhangini (Que quebra três tipos de sofrimento). </li></ul><ul><li>Bharita (Verde) </li></ul><ul><li>Capala (Ágil, caprichosa) </li></ul><ul><li>Charas (Resina da Cannabis [haxixe]) </li></ul><ul><li>Cidalhada (Que dá alegria à mente) </li></ul><ul><li>Divyaka (Que dá prazer, intoxicação, beleza) </li></ul><ul><li>Ganja (flor feminina não-fertilizada da Cannabis ) </li></ul><ul><li>Harshani (Doadora de prazer) </li></ul><ul><li>Indrasana (o alimento de Indra) </li></ul><ul><li>Sarvarogaghni (a que cura todas as doenças) </li></ul><ul><li>Tandrakrit (causadora de tontura) </li></ul><ul><li>Trailokya vijaya (Vitoriosa nos três mundos) </li></ul><ul><li>Ununda (Movedora do riso) </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  56. 56. Canabinóides no Makhzan-al-Adwiya (séc. 18) <ul><li>“ As folhas dão um bom inalante para limpar o cérebro; o suco das flores, aplicado como lavagem, remove a caspa e os vermes; gotas do suco, pingadas na orelha, aliviam a dor e destróem os vermes ou os insetos. Cura a diarréia, é útil na gonorréia, restringe as secreções seminais, e é diurética. A casca têm efeitos similares. </li></ul><ul><li>O pó é recomendado como aplicação externa em feridas frescas e machucados, e para causar granulações; uma preparação ferventada da raiz e das folhas para discutir inflamações, e curar erisipelas, e aliviar dores nevrálgicas.” </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  57. 57. Hashishin ( حشّاشين ) 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  58. 58. Caracterização dos endocanabinóides <ul><li>Devane WA, Dyzars III FA, Johnson MR, Melvin LS, Howlett AC (1988). Determination and characterization of a cannabinoid receptor in rat brain. Molecular Pharmacology 34: 605-613. </li></ul><ul><li>Devane WA, Hanu š L, Breuer A, Pertwee RG, Stevenson LA, Griffin G, Gibson D, Mandelbaum A, Etinger A, Mechoulam R (1992). Isolation and structure of a brain constituent tha binds to the cannabinoid receptor. Science 258: 1946-1949. </li></ul><ul><li>Fride E, Mechoulam R (1992). Pharmacological activity of the cannabinoid receptor agonist, anandamide, a brain constituent. European Journal of Pharmacology 231: 313-314. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  59. 59. E. A. Carlini <ul><li>Carlini EA, Leite JR, Tannhauser M, Berardi AC (1973). Cannabidiol and Cannabis sativa extract protect mice and rats against convulsive agents. Journal of Pharmacy and Pharmacology 25: 664-665. </li></ul><ul><li>Karniol IG, Shirakawa I, Kasinski N, Pfeferman A, Carlini EA (1974). Cannabidiol interferes with the effects of Δ 9 -tetrahydrocannabinol in man. European Journal of Pharmacology 28: 172-177. </li></ul><ul><li>Carlini EA, Mechoulam R, Lander N (1975). Anticonvulsant activity of four oxygenated cannabidiol derivatives. Research Communications in Chemical Pathology and Pharmacology 12: 1-15 </li></ul><ul><li>Guimarães FS, Chiaretti TM, Graeff FG, Zuardi AW (1990). Antianxiety effect of cannabidiol in the elevated plus-maze. Psychopharmacology 100: 558-559. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  60. 60. Classificação dos canabinóides <ul><li>Fitocanabinóides: Aqueles que ocorrem naturalmente na C. sativa ( Δ 9 -THC; canabicromeno, canabinol, ácido tetrahidrocanabinolico, etc.); </li></ul><ul><li>Endocanabinóides: Aqueles que ocorrem naturalmente no corpo (AEA, 2-AG, etc.); </li></ul><ul><li>Canabinóides sintéticos: Compostos canabinomiméticos resultantes da síntese química (dronabinol, nabilona, HU-210, CP-55940, SR-141716A); </li></ul><ul><li>Inibidores da ácido graxo amida hidrolase (FAAH): Compostos que afetam a produção, liberação, metabolismo e recaptação da anandamida. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  61. 61. Endocanabinóides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  62. 62. Canabinóides sintéticos 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  63. 63. Receptores canabinóides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  64. 64. Receptores canabinóides <ul><li>Vários estudos indicam que um único agonista canabinóide pode eliciar ≠s graus de amplificação de sinal em ≠s regiões do cérebro. </li></ul><ul><li>≠ s agonistas canabinóides evocam ≠s níveis de ativação de um único subtipo de proteína G, e a seletividade para esse subtipo é conferida por domínios intracelulares distintos do rcpt. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  65. 65. Efeitos de agonistas dos receptores canabinóides <ul><li>Dixon WE (1899). The pharmacology of Cannabis indica . British Medical Journal 2: 1354-1357. </li></ul><ul><li>Os canabinóides suprimem seletivamente a atividade neuronal evocada por estímulos nocivos nos nrns nociceptivos do tálamo e da espinha dorsal . </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  66. 66. Ação cerebral de agonistas canabinóides na dor <ul><li>Administração intracerebroventricular suprime a dor. </li></ul><ul><li>Inibição das respostas nociceptivas espinais através da ação na PAG, rafe dorsal, tronco encefálico, amígdala, tálamo lateral posterior e submédio, colículo superior e núcleo NEérgico A5. </li></ul><ul><li>Aparentemente, a modulação noradrenérgica descendente medeia esse efeito central. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  67. 67. Ação espinal de agonistas canabinóides na dor <ul><li>Administração intratecal do HU-210 suprime a hiper-excitabilidade neuronal mediada por fibras C em animais inflamados e não-inflamados; esses efeitos são bloqueados por um antagonista de rcpts CB 1 . </li></ul><ul><li>A administração da anandamida também produz efeitos mediados pelo CB 1 R em ratos inflamados, mas os efeitos em ratos não-inflamados são inconsistentes. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  68. 68. Ação periférica dos agonistas canabinóides na dor <ul><li>Administração periférica da anandamida suprime a hiperalgesia térmica e o edema em modelos animais de inflamação de maneira dependente de receptores CB1. </li></ul><ul><li>A administração da WIN-55212-2 (agonista CB não-seletivo) atenua o desenvolvimento da hiperalgesia mecânica evocada pela inflamação, da alodinia e a expressão da proteína Fos espinal. </li></ul><ul><li>Administração tópica do agonista HU-210 reduz a magnitude da dor produzida pela capsaicina, assim como a hiperalgesia e alodinia mecânicas e térmicas em voluntários humanos, sem efeitos psicotrópicos observáveis. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  69. 69. Possível variável interveniente: Inflamação e canabidiol <ul><li>Inibição da elevação dos níveis séricos de TNF induzida por lipopolissacarídeos em camundongos. </li></ul><ul><li>Inibição ( ex vivo ) da estimulação da produção do leucotrieno LTB4 induzida pela estimulação de ionóforos de Ca2+ no plasma. </li></ul><ul><li>Aumento ( ex vivo ) da estimulação da produção da tromboxana B2 induzida pela estimulação de ionóforos de Ca2+ no plasma. </li></ul><ul><li>Diminuição nos níveis plasmáticos de PGE2 em ratos com tecidos inflamados. </li></ul><ul><li>Inibição dos níveis basais de produção de PGEs por macrófagos peritoneais de camundongos. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  70. 70. Sinergismo entre agonistas canabinóides e agonistas opióides 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  71. 71. Sinergismo entre agonistas canabinóides e agonistas opióides <ul><li>“ O sinergismo poderia permitir que doses menores de opióides e canabinóides fossem administradas de forma a alcançar um determinado grau de supressão da dor. Dado que doses moderadas a altas da maioria dos canabinóides e opióides, administrados individualmente, causam efeitos colaterais psicotrópicos ou fisiológicos em humanos, o uso de doses menores pode aumentar sua utilidade clínica (...). Dado que opióides são substâncias eméticas e canabinóides são anti-eméticos, a combinação pode aliviar o perfil de efeitos colaterais de ambas as drogas.” (Huang e Walker, 2005) </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  72. 72. Canabinóides e opióides como drogas de abuso (Stahl, 2000) <ul><li>Abuso: auto-administração de qqer droga, de maneira desaprovada pela cultura, que causa conseqüências comportamentais. </li></ul><ul><li>Drogadição: Um padrão comptal. de abuso caracterizado por gde. envolvimento com o uso da droga (uso compulsivo), garantia de fornecimento, e uma gde. tendência de recaída após descontinuação do uso. </li></ul><ul><li>Dependência: Estado fisiológico de adaptação neural produzido pela administração repetida de uma droga, exigindo administração contínua para prevenir o aparecimento de uma síndrome de abstinência. </li></ul><ul><li>Reforçamento: A tendência de uma droga que produz prazer em levar à auto-administração repetida. </li></ul><ul><li>Tolerância: Efeito que se desenvolve qdo., após a administração repetida de uma droga, uma dada dose produz um efeito diminuído. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  73. 73. Tolerância 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  74. 74. Canabinóides e opióides como drogas de abuso 16/06/2009 Anestésicos e analgésicos Droga Índice de propensão à drogadição Cocaína, anfetamina 1 Nicotina 2 Opióides 2 Depressores do SNC (álcool, barbitúricos, BZDs) 3 Maconha 4 Cafeína 5 Alucinógenos (LSD, PCP) 5
  75. 75. Síndrome avolitiva <ul><li>Predominante em usuários pesados de maconha. </li></ul><ul><li>Caracterizada pela diminuição da motivação e da ambição. </li></ul><ul><li>Associada à perdas na atenção, capacidade de julgamento, diminuição nas habilidades de comunicação, introversão e efetividade diminuída em situações interpessoais. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  76. 76. Estudo de caso <ul><li>Descreva as relações entre dor e inflamação. </li></ul><ul><li>Como o processo inflamatório pode afetar a atividade da capsazepina (antagonista do receptor TRPV1)? Quais são as conseqüências desses efeitos para o potencial farmacológico dessa droga? </li></ul><ul><li>A anandamida aumenta a liberação de ácido araquidônico e prostaglandina dos monócitos. Como esse efeito pode ser relacionado à inflamação e à dor? </li></ul><ul><li>A administração de agonistas canabinóides conjuntamente com agonistas opióides produz um efeito sinergístico. Proponha uma hipótese que correlacione a ação analgésica dos canabinóides, a ação analgésica dos opióides, e a ação antiinflamatória dos canabinóides. </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos
  77. 77. <ul><li>http://www.slideshare.net/caio_maximino/aula-15-biomedicina </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>16/06/2009 Anestésicos e analgésicos

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