Aula 1 Cf1

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Aula 1 Cf1

  1. 1. Aspectos conceituais da farmacologia Aula 1
  2. 2. Ementa http://www.slideshare.net/caio_maximino/ementa-cf1
  3. 3. Programa http://www.slideshare.net/caio_maximino/cf1-plano-de-aula1 <ul><li>Conceito de droga </li></ul><ul><li>Conceito de receptor </li></ul><ul><li>Interações ligante-receptor </li></ul><ul><li>Afinidade e eficácia </li></ul><ul><li>Espectro agonista/espectro antagonista </li></ul><ul><li>Dessensibilização </li></ul><ul><li>Alvos para a ação de drogas </li></ul><ul><li>Farmacocinética I: </li></ul><ul><ul><li>(L)ADME </li></ul></ul><ul><ul><li>Liberação </li></ul></ul><ul><ul><li>Absorção </li></ul></ul>
  4. 4. O que é uma droga ?
  5. 5. Conceitos de droga <ul><li>Rang: “Agentes químicos que alteram a função dos sistemas biológicos” </li></ul><ul><li>Shellack: “Substâncias químicas usadas para prevenir, diagnosticar e tratar doenças” </li></ul>
  6. 6. Resumindo... <ul><li>Uma droga é uma substância química que altera parâmetros fisiológicos de um dado sistema biológico , agindo sobre um ou mais constituintes desse sistema. </li></ul><ul><li>Paul Ehrlich: “Corpora nun agunt </li></ul><ul><li>nisi fixata” </li></ul>
  7. 7. Uma breve digressão... <ul><li>Em termos práticos, a farmacologia está ligada à terapêutica – ou seja, ao tratamento de uma patologia. </li></ul><ul><li>O que, no entanto, é uma patologia? </li></ul><ul><li>Podemos elencar algumas metáforas . </li></ul>
  8. 8. O aspecto discursivo da doença: Lakoff & Johnson, 1999 <ul><li>Doença como batalha </li></ul><ul><ul><li>Causa: Inimigo </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito: Derrota </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento: Armas </li></ul></ul><ul><li>Doença como contaminação </li></ul><ul><ul><li>Causa: Poluente </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito: Contaminação </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento: Agente de limpeza </li></ul></ul><ul><li>Doença como impedimento: </li></ul><ul><ul><li>Causa: Obstáculo </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito: Bloqueio </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento: Remoção do obstáculo </li></ul></ul><ul><li>Doença como disfunção: </li></ul><ul><ul><li>Causa: Quebra </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeito: Mal funcionamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento: Arrumar o que está quebrado </li></ul></ul>Objetos Vias
  9. 9. Um exemplo <ul><li>Um paciente vai a um hospital reclamando de compulsões e “manias”; passa horas limpando as suas coisas e a si mesmo. </li></ul><ul><li>O paciente atribui suas “manias” ao fato de sua mãe ter lhe ensinado que limpeza é essencial. </li></ul><ul><li>Um exame de neuroimagem funcional demonstra que o paciente apresenta alta atividade no corpo estriado. </li></ul><ul><li>O médico o diagnostica com TOC e receita clomipramina; meses depois, as manias diminuem. </li></ul>
  10. 10. Explicações em farmacologia <ul><li>As explicações em farmacologia são mecanísticas. </li></ul><ul><li>Bechtel e Richardson (1993): “Uma máquina é composta de partes inter-relacionadas, cada uma executando suas funções, que são combinadas de uma forma tal que cada uma contribui para o comportamento do sistema. Uma explicação mecanística identifica essas partes e sua organização, demonstrando como o comportamento da máquina é uma conseqüência das partes e de sua organização”. </li></ul>Aumento na atividade da alça CSTC Polimorfismos genéticos Estressores ambientais Obsessões e compulsões Clomipramina
  11. 11. Resumindo... <ul><li>Uma droga é uma substância química que altera parâmetros fisiológicos de um dado sistema biológico , agindo sobre um ou mais constituintes desse sistema. </li></ul><ul><li>Paul Ehrlich: “Corpora nun agunt </li></ul><ul><li>nisi fixata” </li></ul>
  12. 12. Ligada a que? <ul><li>É necessário que as moléculas das drogas interajam com moléculas do sistema biológico para exercer sua função, mas... </li></ul><ul><li>...o número de moléculas do organismo excedem muito o número de moléculas da droga. </li></ul><ul><li>Ainda: se a droga fosse distribuída de forma aleatória no organismo ou no tecido, a probabilidade dessa interação seria ínfima. </li></ul><ul><li>PORTANTO, as moléculas de uma droga devem estar “ligadas” a constituintes das células e tecidos para produzirem algum efeito </li></ul><ul><li>OU SEJA: “Corpora non agunt nisi fixata”. Q.E.D. </li></ul>
  13. 13. Segundo conceito importante: Sítio de ligação <ul><li>As drogas produzem, em sua maioria, efeitos através de sua LIGAÇÃO a moléculas protéicas : </li></ul><ul><ul><li>Enzimas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Moléculas transportadoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Canais iônicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Receptores de membrana ou nucleares. </li></ul></ul>
  14. 14. Enzimas Inibidores Classe Efeito Inibição da reação normal Substrato falso Produção de metabólito anormal Pró-droga Produção da droga ativa Ex.: Sinvastatina (Inibidora HMG-CoA redutase) Ex.: Metildopa (Substrato falso HMG-CoA redutase) Ex.: Cortisona (Pró-droga p/ hidrocortisona)
  15. 15. Moléculas transportadoras Inibidores Classe Efeito Bloqueio do transporte Substrato falso Acúmulo de composto não-natural Ex.: Cocaína (Inibidora recaptação NE) Ex.: Metildopa (Substrato falso Recaptação NE)
  16. 16. Canais iônicos Bloqueadores Classe Efeito Permeabilidade bloqueada Moduladores Aumento ou redução da probabilidade de abertura Ex.: Amilorida (Bloquedora canais Na + ) Ex.: Diidropiridina (Moduladora canais Na+)
  17. 17. Receptores Agonista Classe Efeito Abertura/fechamento canais iônicos Antagonista Bloqueio dos mediadores Ex.: Nicotina (Agonista nAChRs) Ex.: Danazol (Bloqueador rcpt estrogênio) Ativação / inibição enzimática Ex.: THC (Agonista CB 1 ) Modulação de canais iônicos Ex.: Diazepam (Ligante BZD) Expressão gênica Ex.: Etinilestradiol (Ligante rcpt estrogênio)
  18. 18. Interação ligante-receptor <ul><li>Formação de ligações químicas entre droga e receptor ( REAÇÃO DE LIGAÇÃO ). </li></ul><ul><li>Transdução de sinal ( REAÇÃO DE ATIVAÇÃO ). </li></ul>
  19. 19. Reação de ligação <ul><li>A primeira etapa na ação de uma droga consiste na formação de um COMPLEXO DROGA-RECEPTOR reversível , governada pela Lei da Ação das Massas . </li></ul>A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k +1 k -1
  20. 20. Lei da Ação das Massas A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k +1 A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k -1
  21. 21. Em equilíbrio... Constante de equilíbrio para a reação A + R  AR K A EQUAÇÃO DE HILL-LANGMUIR <ul><li>Possui a dimensão de concentração </li></ul><ul><li>É numericamente igual à concentração da droga necessária para ocupar 50% dos sítios em equilíbrio </li></ul><ul><li>Quanto maior a AFINIDADE da droga pelos receptores, menor o K A </li></ul>“Tendência ou grau com que as moléculas de drogas são atraídas para seus receptores” AFINIDADE
  22. 22. Equação de Hill-Langmuir <ul><li>Descreve a relação entre a ocupação dos receptores e a concentração da droga . </li></ul>
  23. 23. Forças químicas responsáveis pela reação de ligação
  24. 24. Reação de ativação <ul><li>As drogas produzem, em sua maioria, efeitos através de sua ligação a moléculas protéicas : </li></ul><ul><ul><li>Enzimas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Moléculas transportadoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Canais iônicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Receptores de membrana ou nucleares. </li></ul></ul>
  25. 25. Reação de ativação <ul><li>“ As drogas que atuam sobre receptores podem ser agonistas ou antagonistas do receptor. </li></ul><ul><li>Os agonistas causam alterações na função celular, produzindo vários tipos de efeitos; os antagonistas ligam-se aos receptores sem provocar essas mudanças.” (Rang) </li></ul>
  26. 26. Curvas de concentração-efeito
  27. 27. Antagonismo competitivo <ul><li>“‘ Competir’ significa que o receptor pode ligar-se a apenas uma molécula da droga de cada vez” (Rang) </li></ul><ul><li>Assim, se adicionarmos uma droga B à preparação com a droga A, e B for um antagonista competitivo, esse irá reduzir a ocupação pela droga A. </li></ul>
  28. 28. Antagonismo competitivo
  29. 29. Agonistas parciais <ul><li>Se aplicarmos agonistas diferentes (mas quimicamente relacionados) sobre uma preparação, verificamos que a resposta máxima difere de uma droga para outra. </li></ul><ul><li>Alguns compostos ( AGONISTAS PLENOS ) podem produzir uma resposta máxima, enquanto ( AGONISTAS PARCIAIS ) só podem produzir uma resposta submáxima. </li></ul><ul><li>PORTANTO, a capacidade de uma molécula de droga em ativar o receptor é mais uma propriedade graduada do que “tudo-ou-nada” </li></ul>
  30. 30. Agonistas inversos <ul><li>Além disso, certos agonistas diminuem o nível de atividade que é observado em uma preparação. Esses são chamados AGONISTAS INVERSOS , e também podem ser parciais ou plenos. </li></ul>
  31. 31. Eficácia <ul><li>A relação quantitativa entre o grau de ocupação e o grau de resposta produzida é chamado de EFICÁCIA . </li></ul><ul><li>Agonistas (inversos ou não) parciais são menos eficazes do que agonistas plenos. </li></ul>
  32. 32. Eficácia <ul><li>A eficácia é determinada </li></ul><ul><ul><li>Por características do tecido </li></ul></ul><ul><ul><li>Por características da droga </li></ul></ul>
  33. 33. Modelo de dois estados A Droga R Receptor livre + AR Complexo AR* Complexo ativado
  34. 34. Conceitos vistos na aula de hoje <ul><li>Droga </li></ul><ul><li>Mecanismo </li></ul><ul><li>Receptor </li></ul><ul><li>Reação de ligação </li></ul><ul><li>Complexo ligante-receptor </li></ul><ul><li>Afinidade </li></ul><ul><li>Reação de ativação </li></ul><ul><li>Agonistas plenos e parciais </li></ul><ul><li>Agonistas inversos </li></ul><ul><li>Antagonistas </li></ul><ul><li>Eficácia </li></ul><ul><li>Estados do receptor </li></ul>
  35. 35. Tarefa <ul><li>Não nos aprofundamos nos mecanismos moleculares de transdução; isso será feito por vocês. </li></ul><ul><li>Sua tarefa é EXPLICAR, MECANISTICAMENTE, UM MECANISMO MOLECULAR DE TRANSDUÇÃO DE SUA ESCOLHA. </li></ul><ul><li>Sugestão de bibliografia: Alberts </li></ul><ul><li>Prazo: 04 de Maio </li></ul><ul><li>VALE NOTA! </li></ul>
  36. 36. http://www.slideshare.net/caio_maximino/aula-1-cf1 [email_address]

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