8 ano populacao e povoamento ficha informativa

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8 ano populacao e povoamento ficha informativa

  1. 1. POPULAÇÃO E POVOAMENTO - FICHA INFORMATIVA POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS E RECURSOS DA TERRA Na história da Humanidade a evolução demográfica nem sempre apresentou os mesmos ritmos de crescimento. Podem considerar-se três momentos distintos de evolução demográfica na história do Homem na Terra: - Antes da Revolução Industrial, o primeiro momento, em meados do século XVIII foi caracterizado demograficamente por taxas de natalidade e mortalidade muito elevadas. A esperança média de vida era, em média, inferior a trinta anos; - Da Revolução Industrial ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, caracterizou-se por uma redução significativa da taxa de mortalidade, particularmente no mundo industrializado, fruto de melhores condições médico-sanitárias; - Da Segunda Guerra Mundial aos nossos dias, assiste-se a um acréscimo muito grande da população mundial. Ritmos de crescimento da população mundial entre 1650 e a actualidade: 1650 - 1750 - moderado 1750 - 1945 - acelerado 1945 - actualidade - muito acelerado 1
  2. 2. Esta expansão demográfica não é alimentada pelo aumento da taxa de natalidade, mas sim pelo progressivo aumento da esperança média de vida em todo o mundo e pela redução da taxa de mortalidade infantil na maioria dos países. No entanto, ainda são grandes as diferenças dos valores da esperança média de vida entre os países desenvolvidos (hemisfério norte) e os países em vias de desenvolvimento (hemisfério sul), tal como a taxa de mortalidade infantil ainda apresenta valores excessivos nos países menos desenvolvidos. A distribuição da população mundial A população mundial distribui-se muito desigualmente na superfície do globo terrestre. Os quatro focos populacionais mais povoados da superfície terrestre são: 1 - Ásia Oriental; 2 - Ásia do Sul (ou Ásia Meridional); 3 - Europa Central e Ocidental; 4 – Nordeste dos Estados Unidos da América. Nas quatro áreas indicadas vive cerca de 70% da população mundial, quando elas representam apenas 20% das terras emersas. Em duas destas áreas (Ásia Oriental e Ásia do Sul) vive mais de metade da população mundial. Num único país desta área (China) vive um bilião de pessoas, o que representa 1/6 da população mundial. Noventa por cento da população mundial habita o hemisfério norte. Entre os paralelos dos 20º N e 40º N vive quase metade da população mundial. 2
  3. 3. Factores da distribuição espacial da população mundial Factores naturais: - clima - relevo - situação geográfica - solos - água - riquezas naturais Factores humanos: - económicos - sociais (religiosos, militares , entre outros) - políticos - históricos Existem, actualmente, duas categorias de países, diferenciadas em termos demográficos. Assim, temos os países desenvolvidos, com um crescimento natural reduzido, devido a uma taxa de mortalidade baixa - em que se inclui também uma taxa de mortalidade infantil 3
  4. 4. baixa e o correspondente prolongar da esperança média de vida -, e uma taxa de natalidade baixa. A conjugação destes factores levou a que, em vários países desenvolvidos, o crescimento natural já seja negativo, enquanto noutros países desenvolvidos, o valor do crescimento natural é muito baixo. Esta situação conduz ao envelhecimento da população. Em alguns destes países, como a França, assiste-se já há algum tempo a uma política de incentivos à natalidade, com o objectivo de rejuvenescer a população. Por outro lado, nos países em desenvolvimento, assistimos, em grande parte deles, a um crescimento natural elevado. Esta situação deve-se por um lado, a uma baixa da taxa de mortalidade que se vai tornando progressiva em grande parte destes países, estendendo-se também à taxa de mortalidade infantil, havendo o consequente aumento da esperança média de vida, e por outro lado a uma taxa de natalidade elevada, que em muitos casos é considerada como "explosão demográfica". Evolução das taxas de natalidade, mortalidade e crescimento natural No entanto, a evolução da população mundial não pode estudar-se sem ter presentes os enormes contrastes demográficos existentes não só entre continentes, mas também no interior 4
  5. 5. dos continentes e dos países, onde se verificam, às vezes, desigualdades regionais muito grandes. Tem de se ter em conta, por conseguinte, a diversidade de taxas de mortalidade, a variedade de fenómenos migratórios, as diferenças entre as taxas de crescimento da população, que nalguns territórios até são negativas. As populações concentram-se em cidades litorais de grande dimensão despovoando as áreas do interior. Em relação às causas de uma taxa de natalidade elevada, que nalguns casos é considerada como "explosão demográfica", temos como causa principal o facto de a população ser um recurso humano importante e necessário para o desenvolvimento sustentável, sem o qual os recursos naturais ficam inactivos e não podem ser explorados. A existência de uma estrutura etária jovem permite que haja rejuvenescimento da população, mão-de-obra jovem, maior capacidade de trabalho, maior capacidade de inovação, maior capacidade de iniciativa, ambiente propício a um maior crescimento económico. A solução para a questão da “explosão demográfica” passa por: 1 - pela mobilização de populações para áreas menos povoadas, criando estruturas e condições eficazes para que tal aconteça, nomeadamente, emprego e equipamentos de apoio à qualidade de vida; 2 - por um decréscimo da taxa de natalidade, nos países com elevadas taxas, através de um planeamento familiar livre, razoável e ética e moralmente aceitável, e finalmente, 3 - por uma intensificação do empenho por um aumento dos recursos naturais e económicos, por uma sua distribuição mais justa, bem como por uma correcta cooperação internacional no desenvolvimento dos países menos favorecidos. Existem, actualmente, políticas demográficas natalistas e anti-natalistas. As políticas anti-natalistas, que visam a diminuição da natalidade, introduzem medidas como as seguintes: 5
  6. 6. - subsídios dados a casais com um só filho; - agravamento de impostos e/ou anulação de regalias sociais a casais com muitos filhos; - campanhas para que os casamentos sejam tardios; - processos de racionamento alimentar que prejudicam as famílias numerosas; - legalização do aborto; - divulgação generalizada de processos de planeamento familiar (métodos contraceptivos que podem ser naturais-regulação dos nascimentos ou artificiais-não naturais); - distribuição gratuita de produtos artificiais como os contraceptivos e incentivos para a utilização de métodos artificiais de controle de nascimentos em casais que já tenham um ou dois filhos, como a esterilização; - outras medidas. As políticas natalistas, que visam o aumento da natalidade, tomam várias medidas como as seguintes: - subsídios progressivos atribuídos aos casais a partir do primeiro filho e que vão subindo de montante, atingindo valores consideráveis quando têm quatro filhos; - subsídios para as mães que ficam em casa a criar os seus filhos; - gratuidade dos serviços médico-maternais e infantis; - alargamento do período de licença de parto para as mães que trabalham; 6
  7. 7. - facilidades concedidas à pré-escolarização e escolarização dos filhos; - atribuição de licença de parto também para o pai; - incentivos fiscais para as famílias com muitos filhos; - facilidades de compra de residência compatível com o aumento do número de filhos; - concessão de redução de horário para a mãe no período de amamentação; - outras medidas. As dificuldades do desenvolvimento nos países pobres ou em desenvolvimento não se encontram somente no aumento do número dos seus habitantes. Muitos destes países possuem recursos naturais consideráveis, com frequência capazes de sustentar populações mais numerosas que as actuais. Infelizmente, este potencial encontra-se hoje, em muitos casos sub- -explorado ou mal explorado. Na generalidade, a Terra possui elementos que ao longo da História se tornaram, graças à criatividade do Homem, recursos decisivos para o progresso da Humanidade. A origem das dificuldades dos países chamados do Terceiro Mundo deve ser procurada, antes de mais, nas relações internacionais, no facto de praticamente não ter havido uma correcta cooperação internacional no desenvolvimento dos países menos favorecidos. Perante estas causas, que incidem na dificuldade do desenvolvimento, torna-se necessária a solidariedade, ainda que esta pressuponha uma mudança nas políticas das nações desenvolvidas. Existem também outras causas internas nos países em desenvolvimento, que são um obstáculo ao seu desenvolvimento: 7
  8. 8. 1. o baixo nível de vida e as carências alimentares, que chegam inclusive ao nível da fome, podem ser fruto de más gestões, tanto políticas como económicas, combinadas frequentemente com a corrupção. A esta situação se devem acrescentar gastos militares exagerados, em pleno contraste com o reduzido investimento na educação; 2. guerras, às vezes pela intromissão de outras nações, ou conflitos fratricidas; 3. desigualdades gritantes na repartição dos ganhos; 4. concentração dos meios de produção em proveito de uma casta de privilegiados; 5. discriminação das minorias; 6.a carga paralisadora da dívida externa, acompanhada de êxodo de capitais; 7. o peso de certas práticas culturais negativas; 8. o acesso desigual à prosperidade; 9. as burocracias que bloqueiam a iniciativa e a inovação; 10. outras causas. Na realidade, apesar de haver condições objectivas que explicam o sub- desenvolvimento em certas regiões do nosso planeta, não existe fatalidade perante o não- desenvolvimento, porque todas estas causas podem vencer-se, se se aplicarem as medidas oportunas, apesar de tal ser difícil. Existe actualmente, na sociedade em geral, uma mentalidade que encara de forma negativa o investimento num núcleo familiar com vários filhos e que incentiva o investimento em bens materiais, no entanto, nunca existiu tanto dinheiro em circulação como actualmente, que se encontra mal repartido a nível mundial, o que pode possibilitar boas condições de vida 8
  9. 9. mesmo nas famílias que optem por ter vários filhos. Cabe ao governo de cada país dar liberdade e apoiar os casais para terem o número de filhos que desejarem, sem os condicionar nem os menosprezar. O que é ser-se responsável na utilização da sexualidade? É utilizar esta força e energia que existe no nosso organismo, apenas no âmbito do casamento, com aquela pessoa com quem existe um compromisso sério e permanente. A melhor maneira de evitar doenças transmitidas por via sexual é casar e ser-se fiel à pessoa com quem se casou. É preciso contrariar a cultura de morte que existe actualmente e construir uma civilização do amor, da amizade, da solidariedade, da responsabilidade. As pessoas, todos nós, devemos estar abertos à vida e aceitar os novos seres que chegam, há lugar para todos. Um novo filho corresponde a uma riqueza acrescida para os pais, para toda a família e para toda a Humanidade. A partir do momento em que alguns afirmam que os recursos alimentares mundiais são limitados, perguntamo-nos se o crescimento da população traz como consequência inevitável a miséria e a pobreza. Em relação a isto, é preciso ter em conta que o volume de recursos de que dispõe o planeta nem está pré-definido nem é invariável. A história das sociedades e civilizações mostra-nos que alguns povos, em certos momentos da sua história, souberam explorar recursos que não foram tidos em conta ou que foram desconhecidos por gerações precedentes. Assim, ao longo dos séculos, os recursos da Humanidade não se estancaram nem diminuíram, antes aumentaram e se diversificaram. Com o cultivo de plantas entretanto descobertas, como a batata que originou uma verdadeira revolução na alimentação; com o emprego de novas técnicas, por exemplo a irrigação dos arrozais ou o cultivo em estufas; a capacidade de voltar a utilizar recursos anteriormente abandonados como o carvão, o petróleo, os adubos, o átomo, a areia, os homens aumentaram as riquezas disponíveis. 9
  10. 10. Estes progressos são perceptíveis também nos sectores da agricultura e pecuária, onde os métodos modernos multiplicam as possibilidades e fazem aumentar significativamente o rendimento da produção. Desde a energia solar, passando pelos centros de "revolução verde" anunciados pelos agrónomos, e tendo em conta, sobretudo, os progressos da engenharia aplicada ao mundo vegetal e animal, os homens continuam a contar com grandes possibilidades para o desenvolvimento do nosso planeta. Por outro lado, estuda-se a utilização das tecnologias agrícolas nos países mais avançados, e constata-se que os homens possuem, já a partir de agora, a capacidade de produzir bens alimentares suficientes para a população mundial, e isto sem ter em conta os progressos técnicos do futuro. Tudo isto confirma que as carências mais críticas de recursos alimentares têm remédio quando os homens estão equipados para as enfrentar e procuram ser solidários. As penúrias alimentares postas em evidência pelos meios de comunicação nestes últimos anos são consequência de guerras e lutas fratricidas, como se pode ver actualmente em diversos países, ou de má gestão estatal ou privada, muito mais do que provocadas pelo clima ou por outras causas naturais. CONCLUSÃO: É difícil encontrar na História o exemplo de um país que tenha tido uma diminuição prolongada da sua população e que tenha conseguido ao mesmo tempo desenvolver-se economicamente de forma substancial. O que aconteceu, inclusive, foi que o crescimento da população com frequência antecedeu o crescimento económico. Portanto, é especialmente importante que exista uma população jovem e em elevado número nos países pobres, que possa explorar e desenvolver os recursos naturais e económicos que existem nestes países, e que estão mal explorados. 10
  11. 11. Por outro lado, o crescimento natural negativo de muitos dos países desenvolvidos, traz vários problemas a nível social, e estes países procuram actualmente encorajar a subida da taxa de natalidade. Por fim, a diversidade e complexidade da evolução da população nos diferentes povos e países do mundo inteiro, não pode resumir-se a uma média mundial ou a algumas fórmulas. É necessário estudar caso a caso. Os índices de crescimento da população mundial estão com tendência para diminuir, depois de terem alcançado o seu máximo entre os anos de 1965 e 1970. As projecções médias para o século XXI feitas pelas organizações especializadas, tendo em conta o conjunto da população dos diferentes países, prevêem que vai haver um aumento da população três vezes inferior ao que aconteceu no século XX. Tudo isto demonstra que as potencialidades do planeta são amplamente suficientes para satisfazer as necessidades dos homens. A riqueza principal do Homem é, em conjunto com a Terra, o próprio Homem. É a sua inteligência que o leva a descobrir as potencialidades através das quais podem ser satisfeitas as necessidades humanas. O Homem deve, então, explorar com optimismo, responsabilidade e iniciativa os bens que existem no nosso planeta, e não deve ter medo em face do futuro. 11

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