“Três Picos, religiosidade popular e fé por meio da educação patrimonial: uma ação de salvaguarda      para a Folia de Rei...
PALAVRAS CHAVE – Folias de Reis. Educação Patrimonial. Luthieria. Turismo Cultural.Nova FriburgoABSTRACT- This Project ari...
Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo” promovido peloDIREX/CEFET/RJ ao qual os autores ...
confirmando a chegada do Messias, e a ida da família para o Egito, fugindo dos                        soldados de Herodes,...
Para ser mais preciso, e talvez compreensível: existe um "espaço da brincadeira" no                       Brasil. Esse esp...
FOTOGRAFIA nº 1: Grupo de Folia Estrela da Guia em jornada nos Três Picos . Iconografia do projeto de pesquisa: “Identidad...
FOTOGRAFIA nº 2: Grupo de Folia Estrela da Guia. A esquerda o integrante mais novo, Rafael, 14    anos, ao lado do pai. Ic...
FOTOGRAFIA nº 3: Parte do instrumental utilizado pelo Grupo de Folia Estrela da Guia. Momento de    intervalo feito para q...
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GERALDO, Sebastião e CAMPOS, Renato Márcio Martins de. Folia de Reis em Ribeirão Preto –Cenário atual e reflexão teórica. ...
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O projeto é um desdobramento das ações empreendidas na produção de artigo decorrente da implementação do projeto de pesquisa “Identidade Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. O principal objetivo da proposta é implementar a educação patrimonial por meio de oficina de luthieria na localidade dos Três
Picos, visando contribuir para a salvaguarda do Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia. A manifestação cultural está inserida em um espaço turístico e em área de preservação
ambiental, o Parque Estadual dos Três Picos, localizado em Nova Friburgo. Sendo assim, acredita-se que através desta praxis e do viés do Turismo Cultural a proposta possa contribuir
para a salvaguarda a partir do uso destas ferramentas na construção do sentimento de pertencimento junto aos autóctones no que tange a valorização da manifestação cultural.

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Artigo Folia de Reis - “Três Picos, religiosidade popular e fé por meio da educação patrimonial: uma ação de salvaguarda para a Folia de Reis Estrela da Guia em Nova Friburgo”

  1. 1. “Três Picos, religiosidade popular e fé por meio da educação patrimonial: uma ação de salvaguarda para a Folia de Reis Estrela da Guia em Nova Friburgo” DAZZI, Camila Historiadora da Arte, Profª Drª CEFET/ RJ - Campus Nova Friburgo DUTRA, Adriana da Rocha Silva Turismóloga graduanda CEFET/RJ - Campus Nova Friburgo SANCHES, Diego Bonan Turismólogo graduando CEFET/RJ - Campus Nova FriburgoRESUMO – O projeto é um desdobramento das ações empreendidas na produção de artigodecorrente da implementação do projeto de pesquisa “Identidade Cultural e Turismo: umaproposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. O principal objetivo da proposta éimplementar a educação patrimonial por meio de oficina de luthieria na localidade dos TrêsPicos, visando contribuir para a salvaguarda do Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia. Amanifestação cultural está inserida em um espaço turístico e em área de preservaçãoambiental, o Parque Estadual dos Três Picos, localizado em Nova Friburgo. Sendo assim,acredita-se que através desta praxis e do viés do Turismo Cultural a proposta possa contribuirpara a salvaguarda a partir do uso destas ferramentas na construção do sentimento depertencimento junto aos autóctones no que tange a valorização da manifestação cultural.
  2. 2. PALAVRAS CHAVE – Folias de Reis. Educação Patrimonial. Luthieria. Turismo Cultural.Nova FriburgoABSTRACT- This Project arises as a deployment of the undertaken actions for theproduction of the article due to the implementation of the research project “IdentidadeCultural e Turismo: Uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo” . Its purpose isto promote the heritage education through Luthieria’s workshop contributing to the safeguardof Estrela da Guia -a Group of Folia de Reis. The cultural event is inserted at a touristic spaceand at an area of environmental preservation, the State Park of Três Picos, located in NovaFriburgo. Thus, it’s purposed through heritage education and the practice of the CulturalTourism in the district, contribute to the safeguard from the use of this tools in the building ofthe sense of belonging associated to the autochthonous regarding the cultural event.KEY-WORDS- Folias de Reis. Heritage education. Luthieria. Cultural Tourism. NovaFriburgo Introdução O projeto de pesquisa “Três Picos, religiosidade popular e fé por meio da educaçãopatrimonial: uma ação de salvaguarda para o Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia em NovaFriburgo” está sendo proposto no município homônimo junto à comunidade localizada noentorno do Parque Estadual dos Três Picos – PETP1, uma área de proteção ambiental da Baciado Rio São João (Via Rural on line)2. Sua delimitação geográfica concerne ao terceiro distrito,denominado Campo do Coelho, localizado na zona rural. O projeto é de co-autoria da Profª.Drª. Camila Dazzi juntamente com os alunos Adriana da Rocha Silva Dutra e Diego BonanSanches do Curso Superior em Gestão de Turismo do CEFET/RJ - Campus Nova Friburgo O projeto surge de um desdobramento das ações empreendidas para a produção deartigo intitulado “Religiosidade popular e fé: Folias de Reis nos espaços urbano e rural emNova Friburgo” produzido para a submissão na revista do Centro de PatrimônioCultural/USP, ação outra decorrente da implementação do projeto de pesquisa “Identidade1 “O PETP, que ostenta um dos mais extraordinários conjuntos de montanhas de todo o país, é considerado comoum verdadeiro paraíso na prática de esportes como caminhadas e escaladas em rocha [compreende nos]municípios: Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Teresópolis, Guapimirim e Silva Jardim (na Região Serranado Estado do Rio de Janeiro). Disponível em:<http://www.inea.rj.gov.br/unidades/pqtrespicos_apresentacao.asp>. Acessado em 09 mar 2013.2 Disponível em: <http://br.viarural.com/servicos/turismo/areas-de-protecao-ambiental/protecao-ambiental-rio-de-janeiro.htm>. Acessado em: 09 mar 2013.
  3. 3. Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo” promovido peloDIREX/CEFET/RJ ao qual os autores foram membros da equipe pesquisadora. Foram definidos os seguintes objetivos para o projeto: levantar junto às comunidadescontempladas a história, as práticas, saberes e especificidades da Folia e propor ações desalvaguarda para a manifestação cultural por meio da educação patrimonial através de oficinade luthieria3 junto aos alunos do Instituto Bélgica-Nova Friburgo – IBELGA. O Institutopossui parceria com organismos nacionais e estrangeiros privados e públicos. As ações do Instituto estão pautadas no “desenvolvimento educacional e técnico, aelevação da qualidade de vida dos habitantes do município que lhe serve de sede, bem comode municípios vizinhos, sobretudo dos moradores do meio rural e que daí obtenham suamanutenção” (IBELGA apud Circuito Tere-FRI)4. Portanto, se apropriando da missãonorteadora da instituição no sentido pedagógico e de sustentabilidade envolvendo acomunidade, acredita-se que a proposta do projeto venha a ser mais um braço condutor noalcance de melhores resultados na qualidade de vida na localidade. Ressalta-se também que a manifestação cultural está inserida em uma das regiõesturísticas do município, onde sua rede de ofertas inclui pousadas, albergues, restaurantes alémda prática do ecoturismo. Compreende-se dessa forma que esta ação de salvaguarda voltadaao patrimônio cultural imaterial também pode ser um dos meios para fortalecer a identidadecultural local. O que é Folia? Atemporal, a Folia de Reis, sinônimo de “religiosidade popular”, está presente emterras brasileiras desde o período colonial, tendo aqui chegado via colonizadores portugueses: Trazida no século 18, pelos portugueses, as Folias remontam aos tempos medievais, as mais antigas menções a elas em língua portuguesa aparecem em autos do dramaturgo Gil Vicente, no início do século 16, como assinala Neide Gomes. ‘A Folia de Reis conta os cinco passos do nascimento de Jesus: a anunciação do anjo Gabriel à Virgem Maria, a revolta de José com a gravidez da mulher, a chegada do casal a Belém da Judeia para o censo dos romanos, a visita dos três reis do Oriente,3 Refere-se a luthieria como a arte da construção e da manutenção de instrumentos musicais (ANGELUCC eSCOPINHO, 2010, p. 7). Disponível em: < http://www.alasru.org/wp-content/uploads/2011/07/GT5-Thalita-Camargo-Angelucci.pdf>. Acessado em 09 mar 2013.4 “O Circuito TERE-FRI são 68 Km de lugares encantadores e aconchegantes dentro da Mata Atlântica. Nocoração da região serrana do Estado do Rio de janeiro, você encontra o cenário ideal para passeios, aventuras,esportes e descobertas. O Circuito Tere-Fri oferece os mais diversos atrativos para os visitantes, além dos maischarmosos hotéis e pousadas da região. Em todo o percurso da estrada, o clima da montanha convida amagníficos passeios e caminhadas em meio a belas paisagens, cercadas de muito verde e riachos de águascristalinas. Irresistível para um mergulho nos dias de calor. E mais: os adeptos de escaladas encontram noCircuito Tere-Fri algumas das vias mais altas do país, como o conjunto de Três Picos, localizado em Salinas.”Disponível em: http://www.terefri.com.br/index.php. Acessado em: 08 jan de 2013.
  4. 4. confirmando a chegada do Messias, e a ida da família para o Egito, fugindo dos soldados de Herodes, que mandara matar os recém-nascidos’, diz a professora, explicando o enredo inspirado no Evangelho de São Mateus. No Brasil, tambores e outras contribuições africanas ampliaram a força da manifestação da religiosidade popular. (NOEL, 2010) Caracterizada como a representação do caminho percorrido pelos Reis Magos até amanjedoura do recém-nascido Menino Jesus, a encenação feita é e sempre foi, uma dashistórias bíblicas mais emblemáticas do Ciclo Natalino, tendo como um dos símbolos quasemágico, a Bandeira, sinônimo de fé e devoção. A manifestação se constitui de música, dança, alegorias transitoriamentematerializadas nos cânticos entoados e no malabarismo do palhaço descrita assim por MelloMoraes Filho: Dessa noite em diante, os cantadores de reis percorrem a cidade cantando versos de memória e de longa data. Esses ranchos compõem-se de moças e rapazes de distinção; de negros e pardos que se extremam, às vezes, e se confundem comumente. Os trajes são simples e iguais: calça, paletó e colete branco, chapéu de palha ornado de fitas estreitas e compridas, muitas flores em torno etc.; as moças, de vestidos bem feitos e alvos, de chapéus de pastoras; precedendo-os na excursão, habilíssimos tocadores de serenatas. (FILHO apud Noel, 2010). Sua atividade é intensa durante o Ciclo Natalino, quando sai em um período cíclicoque se inicia com ensaios em novembro, passa pelas jornadas normalmente no mês dedezembro e início de janeiro e finaliza com a festa de arremate, evento que marca o fim dajornada/giro em datas distintas. No município de Nova Friburgo, os encontros se estendem atéo dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do Estado do Rio de Janeiro, quando érealizado o principal encontro de Grupos de Folia de Reis. Desta forma, a Folia de Reis é uma manifestação cultural de grande complexidade,que pela importância que assume em diferentes comunidades, merece ser compreendida comoum Patrimônio Cultural do Brasil. Fundamentação Teórica Com vistas na fundamentação da concepção teórica do projeto, detém-se no conceitomais significativo deles: o multíplice e largamente estudado conceito de Cultura. Dentre osmuitos teóricos que se debruçam sobre o tema, optou-se por compreender as manifestaçõesculturais brasileiras conforme sugere o sociólogo Vianna, como partes de uma rede semlimites:
  5. 5. Para ser mais preciso, e talvez compreensível: existe um "espaço da brincadeira" no Brasil. Esse espaço, como o ciberespaço, tem a estrutura de uma rede, uma rede interbrincadeiras. Cada brincadeira é um nó da rede, estando assim interligada a todas as outras brincadeiras. O erro de muito preservacionista bem-intencionado é achar que, para salvar um folguedo da ameaça de desaparecimento, é necessário isolá-lo do resto do mundo, mantendo à força sua "verdade" ou "autenticidade" (uma ideia avessa à mistura e à "circulação"). Como os militares estrategistas que inventaram a Internet perceberam, o que é preciso "preservar" é a rede, a capacidade de as informações circularem dentro da rede, e não um nó específico. Numa rede "saudável", a destruição de um nó não é ameaça para o todo: as informações encontram logo outros caminhos para fazer novas parcerias, novas ciber- brincadeiras”. (VIANNA, 1999, p.7) Complementarmente as colocações de Vianna, entende-se que essas tradiçõesnecessitam de um “incentivo à maior participação da juventude [...] com liberdade para recriare adaptar suas tradições com base nas necessidades do presente”. (PEDRO, F. C. & DIAS, R.,2008, p. 51) Mediante a complexidade acerca dos debates que orbitam o termo cultura,compreende-se que o processo de levantamento das especificidades do grupo investigadodemanda da utilização não apenas de pesquisa em fontes primárias e secundárias, mastambém a aplicação de questionários quali-quantitativo, fichas segmentadas para o folião,mestre, comunidade, alunos e Instituito IBELGA, bem como um levantamento dasespecificidades das políticas de apoio das possíveis entidades parceiras, além de registroaudiovisual. Propõe-se pensar a Folia de Reis como uma manifestação cultural complexa enão como folclore. Estrela da Guia Para que se tenha um norte acerca do patrimônio imaterial em questão, registra-se que,segundo o mestre do Grupo de Folia de Reis Cézar Tardem (TARDEM, 2012), somente noterceiro distrito de Campo do Coelho, há cerca de 15 anos havia aproximadamente 14 Foliasde Reis no local. Atualmente existe apenas o Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia(Fotografia nº1), resultado da fusão de dois grupos das localidades de Baixada de Salinas eTrês Picos. Conclui-se que seus apontamentos sugestionam o risco gradual de inatividade aoqual o Grupo está exposto. O grupo é composto por 15 integrantes do sexo masculino e não possui a figura dopalhaço por entender que a mesma representa uma figura demoníaca.
  6. 6. FOTOGRAFIA nº 1: Grupo de Folia Estrela da Guia em jornada nos Três Picos . Iconografia do projeto de pesquisa: “Identidade Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. Foto: Adriana Rocha Outro fator que se ressalta é com relação a participação irrisória da população jovem,pois mais de 50% dos integrantes são pessoas acima de 60 anos de idade. Tendo apenas aparticipação de um único integrante de 14 anos de idade (Fotografia nº2), filho de um dosmúsicos. % de participação por Idade 7% 7% 0% 29% 05 à 15 16 à 25 26 à 45 46 à 65 57% Ac de 66 Gráfico nº 1: Grupo de Folia Estrela da Guia – percentual de participação de integrantes por idade. Observa-se que 57% dos integrantes possuem até 65 anos. Parte integrante do projeto de pesquisa: “Identidade Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. Produzido por: Adriana Rocha
  7. 7. FOTOGRAFIA nº 2: Grupo de Folia Estrela da Guia. A esquerda o integrante mais novo, Rafael, 14 anos, ao lado do pai. Iconografia do projeto de pesquisa: “Identidade Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. Foto: Adriana Rocha Diante de levantamento das peculiaridades do Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia,foco do estudo, observa-se as singularidades sustentadas conforme aborda Noel (2010): A ausência do personagem [palhaço], também chamado de mascarado e bastião, caracteriza as formações conhecidas como ternos de reis, em estados como Espírito Santo e Minas Gerais. “O terno não tem palhaço porque, embora conte também a viagem dos reis, não canta a perseguição ao Menino Jesus”, explica a pesquisadora capixaba Joelma Consuêlo Fonseca e Silva, observando que os 12 grupos de terno de reis do estado têm origem italiana, diferenciando-se também por cantar em estilo coral. Em Minas, assinala o professor Domingos Diniz, há vários grupos de folia que não usam a figura saltitante e irreverente do palhaço, em municípios das regiões do alto e médio São Francisco e do alto Paranaíba. A Folia em questão não possui a figura do palhaço, canta em estilo coral, utilizainstrumentos basicamente de cordas (Fotografia nº3), corroborando com as afirmativas deNoel, uma vez que, mediante depoimento colhido junto ao mestre da Folia5, o mesmo informaque a comunidade é constituída basicamente de imigrantes italianos.5 Entrevista realizada com o mestre do Grupo de Folia de Reis Estrela da Guia, Sr.Cézar Tarden, no dia20/01/2013, durante a jornada realizada na comunidade de Três Picos, Campo do Coelho, 3º distrito de NovaFriburgo/RJ.
  8. 8. FOTOGRAFIA nº 3: Parte do instrumental utilizado pelo Grupo de Folia Estrela da Guia. Momento de intervalo feito para que os músicos possam se alimentar entre as encenações que ocorrem durante a jornada. Iconografia do projeto de pesquisa: “Identidade Cultural e Turismo: uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo”. Foto: Adriana Rocha No que tange a prática da manifestação no espaço rural, Tremura (2004, p.3) faz umparâmetro entre a música caipira e as Folias de Reis em relação as “melodias de carátermelancólico, progressões harmônicas, e a maneira e forma de cantar e tocar os instrumentosmusicais como a viola e o violão”. Também se identifica a permissão da presença feminina, entretanto, devido aosafazeres domésticos, não há a presença da mesma no Grupo. Certifica-se assim, a constituiçãodo conceito de “Folia Invisível”, onde a “grande maioria é de mulheres [...] responsáveis pelaorganização, preparação, mas não aparecem nos lugares públicos da festa.” (FONTOURAapud Gonçalves, 2010, p. 11) Além disso, a Folia em estudo revela uma tradição “estritamente católica”6(TARDEM,2012) afirma o mestre, representante do Grupo, sobre a opção religiosa de todos.Outro dado interessante é com relação ao lugar de reunião que é escolhido de forma6 Entrevista concedida a Carolinne de Medeiros e Neuzely Padilha, Projeto Identidade Cultural e Turismo nas Áreas deProteção Ambiental de Nova Friburgo, no dia 26/09/2012.
  9. 9. democrática e alternada, durante o seu período de atividade. Todos os integrantes cedem suasresidências para os encontros. Educação Patrimonial aliada ao Turismo cultural Mediante este quadro relatado pelo mestre e constatado pelos pesquisadores, sãoconsideráveis as perspectivas que colocam em risco o processo de salvaguarda damanifestação cultural. Parte-se do princípio instituído pela Lei de Diretrizes e Bases daEducação – 9.394/1996 onde o artigo 1º, onde prevê que: a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. (MEC, 2010 p.9) Acredita-se que o uso da educação patrimonial possa contribuir para com a captaçãode novos integrantes, em especial os jovens, promovendo uma maior interação com asfamílias por meio dos participantes do projeto ampliando as possibilidades de renovação daFolia de Reis Estrela da Guia, além de outros possíveis desdobramentos, sendo capaz de unir: o conhecimento oferecido pelo programa curricular com o conhecimento tradicional das nossas comunidades. Esta proposta pode ser trabalhada nos diferentes níveis de ensino, e também no âmbito da educação não-formal, centrando as ações nos espaços de vida representados pelos territórios educativos. (MEC 2010 p.9) Com a formação profissional dos adolescentes brasileiros, sobretudo daqueles que tendem a procurar atividades produtivas e geradoras de renda antes mesmo de completar 18 anos. E interessará também a todos àqueles que sonham com um Brasil que respeita os direitos e a cidadania de todas suas crianças, sejam elas meninos ou meninas, com deficiência ou não, pobres ou ricos, negros, índios ou brancos, no norte ou do sul, da cidade ou do campo. (GOMES, 2004, p.4). Noel (2010) destaca como a produção de instrumentos de corda é realizada em váriosmunicípios do Estado de Minas Gerais. Seus apontamentos fazem correlação com osprincípios da educação patrimonial no que tange a manutenção de técnicas tradicionais.Segundo o autor o estado de Minas preserva: a confecção artesanal de instrumentos usados na folia de reis e em manifestações como as festas do Divino e do Bom Jesus ou a dança de São Gonçalo. Uma das produções de destaque está em São Francisco, norte do estado, por conta de violas, rabecas, caixas e pandeiros criados pelas mãos de mestres artesãos com materiais e técnicas tradicionais. (NOEL, 2010 on line). O próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional entende a educaçãopatrimonial como sendo:
  10. 10. os processos educativos formais e não-formais que têm como foco o patrimônio cultural apropriado socialmente como recurso para a compreensão sóciohistórica das referências culturais em todas as suas manifestações, com o objetivo de colaborar para o seu reconhecimento, valorização e preservação. [...] [primando pela] construção coletiva e democrática do conhecimento, por meio do diálogo permanente entre os agentes culturais e sociais e pela participação efetiva das comunidades detentoras das referências culturais onde convivem diversas noções de patrimônio cultural. (IPHAN apud MEC, 2010 p.5) Para que se tenha uma compreensão sóciohistória da prática da luthieria7, segundoRoque apud Almeida e Pires (2012, p. 70) “[...] data do século 7 a partir do surgimento damonodia (uma única linha melódica) usada no território sacro pelo canto gregoriano comoveículo de purificação e elevação espiritual” sendo definida como a “arte de elaborarinstrumentos musicais acústicos de madeira construídos minuciosamente a mão” (ROQUEapud Almeida e Pires, 2012, p. 70). Acredita-se que a arte poderá corroborar com resultados significativos no projeto, umavez que os depoimentos do mestre indicam a colonização italiana se aproximando do quedeclara Roque como ser: [...] mister tributar aos imigrantes italianos a entrada oficial – vamos dizer assim – dessa intrincada profissão no espaço geográfico de nosso país. Foi, portanto, ao longo dos primeiros anos do século XX que a luteria – atividade inter-relacionada com física, acústica, mecânica e escultura – incorporou-se na então etérea, rarefeita e difusa atmosfera cultural/musical do Brasil – principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo (ROQUE, 2003, p. 17). Nesse sentido é interessante partir do entendimento de que as oficinas de luthieriapropostas por este projeto aos alunos do colégio IBELGA tem a ver com “ a formação decidadania, identidade cultural, memória e tantas outras que fazem parte da nossa vida mas,muitas vezes, não nos damos conta do quão importante elas são” (MEC, 2010 p.4). Alémdisso, há a constatação, como dito anteriormente, do uso exclusivo de instrumentos de cordapor parte do Grupo de Folia de Reis em visitas realizadas a encontro, jornada e festa de7 “Embora a arte da construção de instrumentos musicais feitos à mão remonte a milênios, o lento salto dalutherie [...] ocorreu na Idade Média (início do século 5 até meados do século 15) e no Renascimento (séculos 15e 16). A música tocada e cantada no continente europeu pelos bardos menestréis medievais no século 11 e depoispelos trovadores [...] deu significativo impulso para que os artesãos buscassem um nível de aprimoramento cadavez mais esmerado – tanto em termos de beleza plástica como em tentativas, nem sempre frutuosas, deaperfeiçoamento sonoro” (ROQUE apud Almeida e Pires, 2012, p. 71). Já no Brasil, Roque diz que“Provavelmente, a luteria chegou ao Brasil há pouco mais de 500 anos, a partir da chegada dos jesuítas nascaravelas que aportaram no país. Ao longo desse processo de colonização, alguns artesãos foram trazidos com ointuito de restaurar instrumentos utilizados em missas católicas. No entanto, devido à escassez de registros deluthiers nesse período, não se pode afirmar, precisamente, se houve ou não a presença desses profissionaisdurante a colonização. [...] Registros afirmam que ela foi trazida por italianos e alemães, o que não surpreende,haja vista a história desse ofício ser enraizada em terras europeias. (ROQUE apud Almeida e Pires, 2012, p. 72)
  11. 11. arremate. Acredita-se nesta oficina como uma oportunidade de compartilhar novos ofícios naregião através de parceria com organismos locais. Portanto, desponta também como uma opção profissional sustentável através destacapacitação com o uso aplicado do conceito de material de reflorestamento, visto que, amanifestação cultural está inserida em uma área de proteção ambiental e a qualidade não estárelacionada ao uso de madeira alternativa quando pode ser constatado nas palavras de Roquequando considera que: No universo da luteria, a maioria dos artesãos davam importância e crédito dos instrumentos nas madeiras utilizadas, porém, alguns luthiers minimizaram essa importância, como Giuseppe Del Gesu (1698-1744), que, suspeito de assassinato, foi preso e, no cárcere, passou a trabalhar com madeiras levadas por seus familiares para a construção de violinos. Ao construir um violino apelidado de “o canhão”, mostrou que a qualidade da madeira não era fundamental para o resultado final da construção, pois a potência sonora do instrumento era muito superior. (ROQUE apud Almeida e Pires, 2012, p. 70). Além do projeto chamado Luthier – Arte Ofício Cidadania, que é desenvolvido em Minas Gerais com a comunidade Barão de Cocais. Esse projeto é realizado pelo luthier Pedro Alexandrino, que se doou à comunidade para dar uma oportunidade a vários jovens de enriquecer seus conhecimentos musicais aprendendo o ofício da luteria com madeiras de reflorestamento. (ROQUE apud Almeida e Pires, 2012, p. 74). Como se acredita que o Turismo pode ser um viés colaborador para as ações desalvaguarda da manifestação cultural, desde que ações adequadas e sustentáveis sejamimplementadas, propõe-se uma visão da prática da atividade por meio do Turismo Cultural.Mesmo que ainda muito incipiente no município, acredita-se nas oportunidades que esse“braço” da atividade pode favorecer região. Quando guardadas as devidas proporções,considera-se que: O Turismo Cultural [irá] implicar em experiências positivas do visitante com o patrimônio histórico e cultural e determinados eventos culturais, de modo a favorecer a percepção de seus sentidos e contribuir para sua preservação. Vivenciar significa sentir, captar a essência, e isso se concretiza em duas formas de relação do turista com a cultura ou algum aspecto cultural: a primeira refere-se às formas de interação para conhecer, interpretar, compreender e valorizar aquilo que é o objeto da visita; a segunda corresponde às atividades que propiciam experiências participativas, contemplativas e de entretenimento, que ocorrem em função do atrativo motivador da visita. (MTUR, 2010 p.16) Logo como o próprio Caderno de Turismo cultural do Ministério do Turismo - MTurdiz:
  12. 12. O Turismo Cultural envolve ações de vários setores e instituições, em especial os que possuem atuação na área de cultura. Seu desenvolvimento exige amplas medidas de apoio e fomento, dentre outras ações, possíveis por meio da identificação de recursos e incentivos para a implantação, adequação e melhoria de infraestrutura, produtos e serviços relacionados ao segmento, estimulando a criação e fortalecimento de atividades e negócios que dinamizem o Turismo Cultural. Ressalta-se que tais investimentos devem contribuir para a criação de condições que resultem na preservação e valorização do patrimônio cultural do destino. (MTUR, 2010 p. 79) O próprio MTur salienta que “novos arranjos de governança entre o setor público,privado e sociedade civil pode se constituir em uma forma de estabelecer mecanismos einstrumentos de incentivos que beneficiem o Turismo Cultural [e as manifestações que acompõem].” (MTUR, 2010, p.79). Portanto, lembra-se que na contemporaneidade se faz necessário a implementação deparcerias por meio da gestão compartilhada, com envolvimento das comunidades acerca dasações de salvaguarda de seus patrimônios culturais. Sua adequada implementação com basena sustentabilidade podem através do Turismo Cultural, obter a contribuição necessária,consciente. A realização deste projeto está sendo pensada em parceria com o poder público eprivado. Desta forma, pode-se contribuir para que se alcance resultados ainda melhores apartir do momento em que a própria comunidade se vê apoiada pelos organismos locais eexternos. Empresas como Gerdau, Petrobrás, Natura entre outras, podem ser parceiros degrande relevância para que a implementação desta ação se concretize por meio de leis deincentivo constituídas pela política pública nacional. Angelucc e Scopinho (2010) preveemque práticas socioculturais politizadas são “capazes de fortalecer identidades sociais em prolde sua sobrevivência enquanto sujeitos coletivos ativos da própria história”. Logo, a atividade turística pode ser um modo privilegiado de promover a valorizaçãodas “cerimônias preservando seu conteúdo religioso” (JURKEVICS, 2007 p.78) gerandoriquezas graduais e cada vez mais equitativas estimulando a inclusão social e práticas cidadãsnas localidades. Conclusão Compreende-se que essas ações complementares para a salvaguarda da manifestaçãocultural sejam empreendidas na comunidade supracitada o mais breve possível. Outro sim, seentende que por meio da educação patrimonial na comunidade envolvida estimulará aapropriação da cultura por parte do autóctone e, mediante ao sentimento de pertencimento,
  13. 13. intensifique as ações e resultados positivos ao que tange a manutenção do Grupo de Folia deReis Estrela da Guia, bem como, abrindo novos leques sócio-culturais e econômicos naregião. Além de um gerador de renda e autoestima para os envolvidos diretamente namanifestação, é reafirmado um novo “leque de possibilidades” que o Turismo Cultural podefornecer ao município. Esse “leque de possibilidades” pode contribuir para a salvaguarda dosGrupos de Folias de Reis e de outras manifestações culturais da região e um meio pelo qualeles se sustentem através da atividade. Entende-se que este patrimônio cultural pode ser umaporte ao Turismo Cultural, uma vez que a Folia de Reis deve ser considerada também comomatéria-prima na prática da atividade turística na localidade. A cultura pode e deve ser compreendida como um “recurso econômico”, tal comopreconizado nas Normas de Quito: “Trata-se de incorporar a um potencial econômico umvalor atual, de por em produtividade uma riqueza inexplorada, mediante um processo derevalorização que, longe de diminuir sua significação, puramente, histórica ou artística, aenriquece [...]”. (OEA, 2000, p.111). Por conseguinte, o projeto torna-se mais um aliado na valorização e dissiminaçãotambém do ofício de luthieria, tão importante culturalmente e pouco difundido em nosso país.Sendo assim, identifica-se ser pertinente a inventariação e implementação de ações propostapor meio da educação patrimonial com viés na luthieria que contribuam para permanência dosGrupos de Folia de Reis, intensificando a apropriação por parte dos locais desta manifestaçãocultural, envolvendo a comunidade, escola e representantes da cultura local, corroborandocom os conceitos de sustentabilidade emergentes da contemporaneidade.Referências BIBLIOGRÁFICAS:ALMEIDA, Gislleine Marques de e PIRES, Ma. Alzira. A arte da luteria no Brasil. Revista Educação- UnG, América do Norte, 7, jun. 2012. Disponível em:<http://www.revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/1002/993>. Acesso em: 19 Mar. 2013.ANGELUCC e SCOPINHO. O espaço da cultura na luta pela reforma agrária: meandros doencontro nacional de violeiros. Ponencia presentada al VIII Congreso Latinoamericano de SociologíaRural, Porto de Galinhas, 2010. Disponível em: < http://www.alasru.org/wp-content/uploads/2011/07/GT5-Thalita-Camargo-Angelucci.pdf>. Acessado em 09 mar 2013.DUTRA, Adriana da Rocha Silva; SANCHES, Diego Bonan & EMERICH, Luis Mateus SiqueiraEmerich. Identidade cultural e turismo – uma proposta para as Folias de Reis de Nova Friburgo/RJ. -Revista Conexão UEPG V8 N2, Novembro,2012. Disponível em:<http://eventos.uepg.br/ojs2/index.php/conexao/article/view/4556>. Acessado em 04 de Março de2013.
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