SlideShare uma empresa Scribd logo

A mímica

História da Mímica

1 de 8
Baixar para ler offline
A MÍMICA 
O que é a mímica 
Relação entre Mimo, Gesto e Verbo 
Formas de Mimo 
Pantomima 
Mimo e Pantomima 
Origens e desenvolvimento da arte mímica 
A mímica na Idade Média 
O período barroco 
A mímica no século XX 
A mímica moderna 
Marcel Marceau 
O que é a Mímica 
A expressão provém do grego «mimos», que significa «imitar». Arte do 
movimento corporal. 
Forma dramática que pretende utilizar apenas o gesto e a expressão facial 
como meios de expressão. 
Arte que permite ao actor, por meio de gestos, expressões fisionómicas, 
atitudes e movimentos coordenados, dar corpo à personagem que 
representa e materialidade a objectos evocados. 
Relação entre Mimo, Gesto e Verbo 
O mimo está apto a produzir um constante dinamismo do movimento, é 
uma arte em movimento na qual a atitude é apenas pontuação”. O gesto 
restitui o ritmo de uma espécie de fraseado valorizando os momentos-chaves 
do gesto, detendo-se imediatamente antes do início ou do fim de 
uma acção, atraindo a atenção para o desenvolvimento da acção gestual e 
não para o seu resultado (técnica épica): “No mimo, o espectador só 
capta o gesto se o preparamos para isso. Assim, quando vou apanhar uma 
carteira, primeiro levanto a mão, olha-se para a mão, e em seguida é que 
me dirijo à carteira. Existe um tempo de preparação, e depois uma outra 
acção” (MARCEAU). O mimo estrutura o tempo à sua maneira, decide o 
tempo das paragens ou da “pontuação” marcada pelas atitudes dos 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
1
actores. Deste modo, ele separa-se do ritmo da frase verbal e evita o 
efeito de redundância. 
Formas de Mimo 
O mimo varia de acordo com cada intérprete e não se pode falar em 
género, no máximo em tendências: 
O mimodrama constrói toda uma fábula a partir de um encadeamento de 
episódios gestuais, vai ao encontro das estruturas narrativas da comédia 
ou da tragédia (ex.: MARCEAU). 
O mimo dançado utiliza um gesto estilizado, abstracto e depurado à 
maneira de um balet. É acompanhado de música e muitas vezes 
confunde-se com a dança (ex.: TOMASZEWSKI). 
O mimo puro corresponde a um gesto que não imita uma situação, não 
visa o efeito de reconhecimento; é abstracto e despojado. 
O mimo corporal provém das experiências de COPEAU no Vieux- 
Colombier: o actor, o rosto mascarado, o corpo, tão nu quanto o permitia 
a decência” (DECROUX), praticava uma ‘arte dramática interpretada 
exclusivamente com o corpo”, ancestral de todo o teatro gestual 
contemporâneo. 
Pantomima 
A pantomima antiga era a “representação e a audição de tudo o que se 
imita, tanto pela voz, como pelo gesto: pantomima náutica, acrobática, 
equestre; procissões, Carnavais, triunfos etc.” No final do século I a. C., 
em Roma, a pantomima separa texto e gesto, o actor mima cenas 
comentadas pelo coro e pelos músicos. A pantomima tem a sua época 
áurea nos séculos XVIII e XIX: arlequinadas e paradas, jogo não-verbal 
(cenas mudas) dos actores de feira, que reintroduzem a palavra através de 
subterfúgios engraçados (como cartazes). Hoje, a pantomima não usa 
mais a palavra. Tomou-se um espectáculo composto unicamente dos 
gestos do comediante. Próxima da anedota ou da história contada através 
de recursos teatrais, a pantomima é uma arte independente, mas também 
um componente de toda a representação teatral, particularmente dos 
espectáculos que exteriorizam ao máximo o jogo dos actores e facilitam 
a produção de jogos de cena ou quadros vivos. No século XX, os 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
2
melhores exemplos encontram-se nos filmes burlescos de Buster Keaton 
e Charles Chaplin. 
Mimo e Pantomima 
O uso actual diferencia os dois termos, valorizando-os diferentemente: o 
mimo é apreciado como acto criador original e inspirado, ao passo que a 
pantomima é uma imitação de uma história verbal que ela conta com 
“gestos para explicar”. O mimo tenderia para a dança, logo, a expressão 
corporal liberta de qualquer conteúdo figurativo; a pantomima buscaria 
comparar por imitações de tipos ou de situações sociais. A oposição entre 
mimo e pantomima baseia-se numa questão de estilização e de 
abstracção. O mimo tende para a poesia, amplia os seus meios de 
expressão, propõe conotações gestuais que cada espectador interpretará 
livremente. A pantomima apresenta uma série de gestos, muitas vezes 
destinados a divertir e a substituir uma série de frases; denota fielmente o 
sentido da história mostrada. 
Origens e desenvolvimento da arte da mímica 
A linguagem dos gestos nasceu com o homem e renasce todos os dias 
como parte da sua necessidade de expressão. Antes do desenvolvimento 
da linguagem fonética, os gestos serviam não só para comunicar mas 
também para ajudar o desenvolvimento dos sons vocais. Mais tarde 
foram incorporados nas primeiras formas de escrita como, por exemplo, 
nos Egípcios, nos Aztecas e na escrita pictográfica dos Hebreus. Os 
gestos e movimentos expressivos eram também utilizados nas antigas 
danças e cerimónias religiosas. E das antigas cerimónias da China, Japão, 
Índia e Egipto emergiu o actor, que era também dançarino, cantor e 
mimo. 
Na Grécia, o primeiro actor de pantomima de que há registo é o lendário 
dançarino Telestes, que na peça “Os Sete Contra Tebas” (467 d.C.), de 
Ésquilo, se destacava do coro para interpretar, através de passos e gestos 
rítmicos, a acção que o coro cantava ou recitava. Com a adição do texto, 
de protagonistas e dispositivos cénicos, a mímica e a dança 
permaneceram intrínsecas quer à tragédia quer à comédia. 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
3
Com o desenvolvimento do teatro grego, o movimento tornou-se a base 
da arte do actor. E enquanto a arte da mímica se desenvolvia, na Grécia, 
em diferentes e distintas categorias, ela raramente se separava da dança e 
do teatro falado. Só entre os romanos a mímica se destacou da dança e do 
texto para dar lugar à pantomima. A pantomima romana consistia em 
cenas curtas, burlescas e improvisadas sobre acontecimentos correntes e 
temas como o amor, o adultério e a ridicularização dos deuses. Durante o 
período de Júlio César tornou-se mais literária nas obras de, por 
exemplo, Laberius (106 – 43 a. C.). Enquanto a pantomima trágica foi 
desenvolvida por Pylades da Sícilia e seus discípulos, o seu rival 
Bathyllus de Alexandria e seus seguidores apostavam na pantomima 
cómica. 
A mímica na Idade Média 
Depois da queda do império romano, artistas que herdaram a tradição 
mímica greco-romana, cantavam, dançavam, imitavam e realizavam 
acrobacias nas cortes e banquetes privados através da Europa. E apesar 
dos altos e baixos, os artistas e mimos ambulantes nunca abandonaram as 
antigas tradições mímicas. 
Os mimos, que cedo tiveram um papel no desenvolvimento da comédia 
latina e das obras de autores como Plauto, colaboraram mais tarde no 
teatro religioso e cómico da idade média. Estas mesmas tradições e este 
espírito mímico seriam revivificados quando se fundiram com uma das 
mais ricas formas teatrais da Europa, a commedia dell’arte. Como a 
mímica greco-romana e a farsa atelana, a commedia dell’arte contém 
personagens-tipo, máscaras, acção em ritmo de farsa e cenas plenas de 
bastonadas, acrobacias e incidentes divertidos. Os guiões são curtos e 
simples e a acção suficientemente flexível para permitir ao actor a 
liberdade para improvisar, para a mímica e a palhaçada. 
O período barroco 
Durante os séculos XVII e XVIII balets-pantomimas campestres, 
alegóricos e mitológicos foram realizados nas cortes e nos teatros da 
Europa. Também eram designadas como pantomimas os melodramas 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
4
tradicionais franceses e ingleses dos séculos XVIII e XIX. Em França, 
depois da Comédia Italiana ter sido proibida nos teatros oficiais, bem 
como os monólogos e diálogos falados em francês, a pantomima com 
personagens-tipo da commedia dell’arte apareceram nos Théâtres de la 
Foire. Quando levadas à cena nos music-halls ingleses, no Natal, eram 
chamadas arlequinadas. No final do século XIX, as pantomimas de Natal 
inglesas como “Cinderela” e “João e o pé de feijão” continham efeitos 
cénicos espectaculares e interlúdios musicais populares com diálogos, 
acrobacia, canções e danças, nas quais os palhaços tinham substituído 
Arlequim e Pierrot. No século XIX, em Inglaterra e na América, a 
pantomima incorporava os espectáculos de circo, como com o palhaço 
Humpty Dumpty representado por George Fox (1825-77). 
Entretanto, em França, Gaspard Deburau imortalizava as pantomimas 
mudas de Pierrot, que hoje chamamos “pantomima branca” devido à cara 
pintada de branco do artista. Paris inteiro vinha aplaudir Deburau no 
Théâtre des Funambules. O seu Pierrot, embora inspirado no malévolo 
Pedrolino da commedia dell’arte, depressa se tornou num personagem 
essencialmente francês. Ele transformou o Pierrot, de um tipo grotesco e 
cínico, numa personagem poética, acrescentando-lhe uma expressão 
pessoal cheia de fantasia, acrobacia, melodrama e interpretação 
espectacular que caracterizou as pantomimas do século XIX. Outros 
mimos franceses do século XIX, Paul Legrand, Alexandre Gyon, Louis 
Rouffe e Séverin, continuaram a tradição do Pierrot. 
A mímica no século XX 
Mas na viragem do século a pantomima clássica tinha-se tornado 
estereotipada. Foi Georges Wague quem a revitalizou e preparou o 
terreno da mímica moderna, descobrindo e treinando mimos como o 
autor Colette, que representou na sua companhia. 
A mímica voltou também à ribalta em 1923, quando Jacques Copeau 
fundou a sua escola de representação no Théâtre du Vieux Colombier, 
onde a mímica com máscara, em exercícios parecidos com os do drama 
Noh japonês, ajudava o actor a encontrar maior expressividade corporal. 
O seu discípulo Etienne Decroux, convencido de que o corpo humano é, 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
5
por si só, suficiente para preencher um palco vazio, desenvolveu e 
aperfeiçoou esses exercícios, criando uma mímica corporal codificada. 
Ao contrário da pantomima clássica, a mímica corporal não era mais uma 
arte anedótica, que usava gestos convencionais para criar ilusões de 
objectos ou pessoas. As descobertas que Decroux trouxe à mímica do 
século XX tiveram repercussões pelo mundo inteiro, abrindo dimensões 
técnicas e expressivas desconhecidas desde a pantomima antiga grega e 
romana. 
Em meados do século XX, Paris era a cidade dos mimos. Foi aqui que 
diversos grandes mestres deram nova vida à arte da mímica e a fundiram 
com outras formas. Etienne Decroux, Marcel Marceau e Jacques Lecoq 
desenvolveram escolas de mímica modernas. As suas escolas e estilos 
diferiam umas das outras, tanto quanto diferiam da pantomima europeia 
tradicional. Marcel Marceau, discípulo de Decroux, converteu a mímica 
corporal numa arte que podia ser rapidamente comunicada. Através do 
seu Bip, ele tornou esta arte conhecida em todo o mundo. E enquanto 
Decroux treinava mimos em Paris e Nova Iorque, Jacques Lecoq 
ensinava mímica não como uma arte separada mas como um instrumento 
de pesquisa da criatividade dramática que poderia ser combinada com 
outras artes. O método de treino global de Lecoq funde a arte do clown e 
do bufão, malabarismo, acrobacia, texto falado, dança, artes plásticas e 
movimento corporal. A expressão através do movimento, baseada na 
observação do movimento natural, abriu novas direcções ao ”teatro 
físico”. 
Através das contribuições de Decroux, Marceau e Lecoq, três escolas de 
mímica desenvolveram-se na Europa com repercussões mundiais. A 
ilusão pantomímica do comum mimo de cara branca representa emoções 
e situações concretas através de gestos convencionais, criando a ilusão de 
algo que realmente lá não está. A mímica corporal rejeita esta forma para 
expressar ideias e emoções abstractas e universais através de 
movimentos codificados do corpo inteiro. Lecoq combina estes dois 
elementos com a dança e a arte circense. 
A mímica moderna 
BS – 2004 
http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 
6

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)
TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)  TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)
TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes) Wellinton Augusto
 
Simple Past X Past Progressive
Simple Past X Past ProgressiveSimple Past X Past Progressive
Simple Past X Past ProgressiveNarielyn Elias
 
Inglês-Simple present x Simple past
 Inglês-Simple present x Simple past  Inglês-Simple present x Simple past
Inglês-Simple present x Simple past Lauraesther25
 
Planejemanto de inglês 1º ano do ensino médio
Planejemanto de inglês   1º ano do ensino médioPlanejemanto de inglês   1º ano do ensino médio
Planejemanto de inglês 1º ano do ensino médioIsabel Araujo
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Denise
 
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...Ana Beatriz Cargnin
 
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.Cláudia Heloísa
 
Artes O Teatro e Atividades
Artes O Teatro e AtividadesArtes O Teatro e Atividades
Artes O Teatro e AtividadesGeo Honório
 

Mais procurados (20)

Presente Simples
Presente SimplesPresente Simples
Presente Simples
 
TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)
TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)  TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)
TEATRO (Conceito; História; Gêneros e principais atores e atrizes)
 
Simple Past X Past Progressive
Simple Past X Past ProgressiveSimple Past X Past Progressive
Simple Past X Past Progressive
 
Teatro para iniciantes.
Teatro para iniciantes. Teatro para iniciantes.
Teatro para iniciantes.
 
Inglês-Simple present x Simple past
 Inglês-Simple present x Simple past  Inglês-Simple present x Simple past
Inglês-Simple present x Simple past
 
Planejemanto de inglês 1º ano do ensino médio
Planejemanto de inglês   1º ano do ensino médioPlanejemanto de inglês   1º ano do ensino médio
Planejemanto de inglês 1º ano do ensino médio
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Simple past
Simple pastSimple past
Simple past
 
Apostila ensino médio danca
Apostila ensino médio dancaApostila ensino médio danca
Apostila ensino médio danca
 
Regencia verbal (1)
Regencia verbal (1)Regencia verbal (1)
Regencia verbal (1)
 
Verbos 2
Verbos 2Verbos 2
Verbos 2
 
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...
Plano de aula 1: Pinturas que Contam Histórias I: Arte Rupestre, Arte Egípcia...
 
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.
Figuras de linguagem: 25 propagandas. Exercício 2.
 
Figuras de Linguagem - Ironia
Figuras de Linguagem - IroniaFiguras de Linguagem - Ironia
Figuras de Linguagem - Ironia
 
Simple Present Tense
Simple Present TenseSimple Present Tense
Simple Present Tense
 
Artes O Teatro e Atividades
Artes O Teatro e AtividadesArtes O Teatro e Atividades
Artes O Teatro e Atividades
 
Artes Visuais
Artes VisuaisArtes Visuais
Artes Visuais
 
Verbo to be
Verbo to be Verbo to be
Verbo to be
 
Ing form
Ing formIng form
Ing form
 
Avaliação 9 ano grafite
Avaliação 9 ano grafiteAvaliação 9 ano grafite
Avaliação 9 ano grafite
 

Destaque

Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanet
Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanetJogo party infantil_wwwmanualdacriancanet
Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanetElizete Caetano
 
Dinamica divertidas em grupo
Dinamica divertidas em grupoDinamica divertidas em grupo
Dinamica divertidas em grupocleberfs_ro
 
Relatório posto 3 party & co
Relatório posto 3 party & coRelatório posto 3 party & co
Relatório posto 3 party & coIsabel Lopes
 
Aot mimica - 1ª semana
Aot mimica - 1ª semanaAot mimica - 1ª semana
Aot mimica - 1ª semanaTânia Ribeiro
 
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓN
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓNUSO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓN
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓNwilberfigo
 
Resposta do teste vocacional
Resposta do teste vocacionalResposta do teste vocacional
Resposta do teste vocacionalVivian Mesquita
 
Conceitos dos profissionais da libras
Conceitos dos profissionais da librasConceitos dos profissionais da libras
Conceitos dos profissionais da librasValdemar Júnior
 
Desa siaga kilensari
Desa siaga kilensariDesa siaga kilensari
Desa siaga kilensariYupy Cinta
 
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desa
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desaImplementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desa
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desaJoenas Sianturi
 

Destaque (20)

Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanet
Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanetJogo party infantil_wwwmanualdacriancanet
Jogo party infantil_wwwmanualdacriancanet
 
dinâmicas de grupo
dinâmicas de grupodinâmicas de grupo
dinâmicas de grupo
 
Mímica Facial
Mímica FacialMímica Facial
Mímica Facial
 
Apostila de jogos[1]
Apostila  de  jogos[1]Apostila  de  jogos[1]
Apostila de jogos[1]
 
Adivinhas
AdivinhasAdivinhas
Adivinhas
 
Dinamica divertidas em grupo
Dinamica divertidas em grupoDinamica divertidas em grupo
Dinamica divertidas em grupo
 
Relações interpessoais no século xxi
Relações interpessoais no século xxiRelações interpessoais no século xxi
Relações interpessoais no século xxi
 
Relatório posto 3 party & co
Relatório posto 3 party & coRelatório posto 3 party & co
Relatório posto 3 party & co
 
Aot mimica - 1ª semana
Aot mimica - 1ª semanaAot mimica - 1ª semana
Aot mimica - 1ª semana
 
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓN
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓNUSO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓN
USO DE LAS HERRAMIENTAS PARA LA COMUNICACÓN Y LA INFORMACIÓN
 
Resposta do teste vocacional
Resposta do teste vocacionalResposta do teste vocacional
Resposta do teste vocacional
 
Conceitos dos profissionais da libras
Conceitos dos profissionais da librasConceitos dos profissionais da libras
Conceitos dos profissionais da libras
 
La expresión corporal y mímica
La expresión corporal y mímica La expresión corporal y mímica
La expresión corporal y mímica
 
Desa siaga kilensari
Desa siaga kilensariDesa siaga kilensari
Desa siaga kilensari
 
Desa siaga book
Desa siaga bookDesa siaga book
Desa siaga book
 
Plano de aula
Plano de aulaPlano de aula
Plano de aula
 
Marinetti
MarinettiMarinetti
Marinetti
 
1 teste vocacional
1 teste vocacional1 teste vocacional
1 teste vocacional
 
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desa
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desaImplementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desa
Implementasi uu desa dlm pemberdayaan masyarakat desa
 
Teste vocacional
Teste vocacionalTeste vocacional
Teste vocacional
 

Semelhante a A mímica

Arte teatro conceito, história, etc
Arte teatro   conceito, história, etcArte teatro   conceito, história, etc
Arte teatro conceito, história, etcNatália Matos
 
Gêneros dramáticos
Gêneros dramáticosGêneros dramáticos
Gêneros dramáticosAline Raposo
 
Teatro origem e evolução
Teatro  origem e evoluçãoTeatro  origem e evolução
Teatro origem e evoluçãojosivaldopassos
 
6982397 Origem E Evol Do Teatro
6982397  Origem E  Evol  Do  Teatro6982397  Origem E  Evol  Do  Teatro
6982397 Origem E Evol Do TeatroRicardo Araujo
 
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdf
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdfA COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdf
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdfNaiaraJohn2
 
Elementos estruturais da linguagem teatral
Elementos estruturais da linguagem teatralElementos estruturais da linguagem teatral
Elementos estruturais da linguagem teatralJailson Carvalho
 
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptTEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptAna Vaz
 
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptTEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptPROFESSORALORENA
 
Apresentação melodrama
Apresentação melodramaApresentação melodrama
Apresentação melodramaAmine Boccardo
 
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...studio silvio selva
 
Panorama Do Teatro Ocidental Stan
Panorama Do Teatro Ocidental StanPanorama Do Teatro Ocidental Stan
Panorama Do Teatro Ocidental StanClaudia Venturi
 

Semelhante a A mímica (20)

Arte teatro conceito, história, etc
Arte teatro   conceito, história, etcArte teatro   conceito, história, etc
Arte teatro conceito, história, etc
 
Gêneros dramáticos
Gêneros dramáticosGêneros dramáticos
Gêneros dramáticos
 
Os vários tipos de teatro
Os vários tipos de teatroOs vários tipos de teatro
Os vários tipos de teatro
 
Teatro origem e evolução
Teatro  origem e evoluçãoTeatro  origem e evolução
Teatro origem e evolução
 
6982397 Origem E Evol Do Teatro
6982397  Origem E  Evol  Do  Teatro6982397  Origem E  Evol  Do  Teatro
6982397 Origem E Evol Do Teatro
 
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdf
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdfA COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdf
A COMMÉDIA DELL’ARTE Rebecca Piro _ Teatro.pdf
 
Elementos estruturais da linguagem teatral
Elementos estruturais da linguagem teatralElementos estruturais da linguagem teatral
Elementos estruturais da linguagem teatral
 
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptTEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
 
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.pptTEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
TEATRO - Texto teatral gênero, enredo, diálogos, monólogos.ppt
 
Apresentação melodrama
Apresentação melodramaApresentação melodrama
Apresentação melodrama
 
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...
A commedia dell'arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico do Arlequim, N...
 
Documento
DocumentoDocumento
Documento
 
Atividades sobre teatro novinho rsr
Atividades sobre teatro novinho rsrAtividades sobre teatro novinho rsr
Atividades sobre teatro novinho rsr
 
Atividades sobre teatro novinho rsr
Atividades sobre teatro novinho rsrAtividades sobre teatro novinho rsr
Atividades sobre teatro novinho rsr
 
Panorama Do Teatro Ocidental Stan
Panorama Do Teatro Ocidental StanPanorama Do Teatro Ocidental Stan
Panorama Do Teatro Ocidental Stan
 
Cor na teatro
Cor na teatroCor na teatro
Cor na teatro
 
Teatro contemporâneo
Teatro contemporâneoTeatro contemporâneo
Teatro contemporâneo
 
Teatro e [1]..
Teatro e [1]..Teatro e [1]..
Teatro e [1]..
 
Artes cênicas
Artes cênicasArtes cênicas
Artes cênicas
 
Aula teatro 6º ano.pptx
Aula teatro 6º ano.pptxAula teatro 6º ano.pptx
Aula teatro 6º ano.pptx
 

Último

a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...
a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...
a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...excellenceeducaciona
 
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Mary Alvarenga
 
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdf
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdfAtividade O homem mais rico da Babilônia.pdf
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdfRuannSolza
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfddddddddddddddddddddddddddddddddddddRenandantas16
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...excellenceeducaciona
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...azulassessoriaacadem3
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...azulassessoriaacadem3
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024excellenceeducaciona
 
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...excellenceeducaciona
 
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...azulassessoriaacadem3
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxJean Carlos Nunes Paixão
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...azulassessoriaacadem3
 
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptxSlides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...azulassessoriaacadem3
 
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...azulassessoriaacadem3
 
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...azulassessoriaacadem3
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;azulassessoriaacadem3
 

Último (20)

a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...
a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...
a. Cite e explique os três princípios básicos da progressão do treinamento de...
 
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
 
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdf
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdfAtividade O homem mais rico da Babilônia.pdf
Atividade O homem mais rico da Babilônia.pdf
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
ATIVIDADE 1 - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
 
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
 
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
 
Namorar não és ser don .
Namorar não és ser don                  .Namorar não és ser don                  .
Namorar não és ser don .
 
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptxSlides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
 
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...
Sobre os princípios da teoria burocrática de Max Weber e com base em suas exp...
 
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
 
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
 

A mímica

  • 1. A MÍMICA O que é a mímica Relação entre Mimo, Gesto e Verbo Formas de Mimo Pantomima Mimo e Pantomima Origens e desenvolvimento da arte mímica A mímica na Idade Média O período barroco A mímica no século XX A mímica moderna Marcel Marceau O que é a Mímica A expressão provém do grego «mimos», que significa «imitar». Arte do movimento corporal. Forma dramática que pretende utilizar apenas o gesto e a expressão facial como meios de expressão. Arte que permite ao actor, por meio de gestos, expressões fisionómicas, atitudes e movimentos coordenados, dar corpo à personagem que representa e materialidade a objectos evocados. Relação entre Mimo, Gesto e Verbo O mimo está apto a produzir um constante dinamismo do movimento, é uma arte em movimento na qual a atitude é apenas pontuação”. O gesto restitui o ritmo de uma espécie de fraseado valorizando os momentos-chaves do gesto, detendo-se imediatamente antes do início ou do fim de uma acção, atraindo a atenção para o desenvolvimento da acção gestual e não para o seu resultado (técnica épica): “No mimo, o espectador só capta o gesto se o preparamos para isso. Assim, quando vou apanhar uma carteira, primeiro levanto a mão, olha-se para a mão, e em seguida é que me dirijo à carteira. Existe um tempo de preparação, e depois uma outra acção” (MARCEAU). O mimo estrutura o tempo à sua maneira, decide o tempo das paragens ou da “pontuação” marcada pelas atitudes dos BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 1
  • 2. actores. Deste modo, ele separa-se do ritmo da frase verbal e evita o efeito de redundância. Formas de Mimo O mimo varia de acordo com cada intérprete e não se pode falar em género, no máximo em tendências: O mimodrama constrói toda uma fábula a partir de um encadeamento de episódios gestuais, vai ao encontro das estruturas narrativas da comédia ou da tragédia (ex.: MARCEAU). O mimo dançado utiliza um gesto estilizado, abstracto e depurado à maneira de um balet. É acompanhado de música e muitas vezes confunde-se com a dança (ex.: TOMASZEWSKI). O mimo puro corresponde a um gesto que não imita uma situação, não visa o efeito de reconhecimento; é abstracto e despojado. O mimo corporal provém das experiências de COPEAU no Vieux- Colombier: o actor, o rosto mascarado, o corpo, tão nu quanto o permitia a decência” (DECROUX), praticava uma ‘arte dramática interpretada exclusivamente com o corpo”, ancestral de todo o teatro gestual contemporâneo. Pantomima A pantomima antiga era a “representação e a audição de tudo o que se imita, tanto pela voz, como pelo gesto: pantomima náutica, acrobática, equestre; procissões, Carnavais, triunfos etc.” No final do século I a. C., em Roma, a pantomima separa texto e gesto, o actor mima cenas comentadas pelo coro e pelos músicos. A pantomima tem a sua época áurea nos séculos XVIII e XIX: arlequinadas e paradas, jogo não-verbal (cenas mudas) dos actores de feira, que reintroduzem a palavra através de subterfúgios engraçados (como cartazes). Hoje, a pantomima não usa mais a palavra. Tomou-se um espectáculo composto unicamente dos gestos do comediante. Próxima da anedota ou da história contada através de recursos teatrais, a pantomima é uma arte independente, mas também um componente de toda a representação teatral, particularmente dos espectáculos que exteriorizam ao máximo o jogo dos actores e facilitam a produção de jogos de cena ou quadros vivos. No século XX, os BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 2
  • 3. melhores exemplos encontram-se nos filmes burlescos de Buster Keaton e Charles Chaplin. Mimo e Pantomima O uso actual diferencia os dois termos, valorizando-os diferentemente: o mimo é apreciado como acto criador original e inspirado, ao passo que a pantomima é uma imitação de uma história verbal que ela conta com “gestos para explicar”. O mimo tenderia para a dança, logo, a expressão corporal liberta de qualquer conteúdo figurativo; a pantomima buscaria comparar por imitações de tipos ou de situações sociais. A oposição entre mimo e pantomima baseia-se numa questão de estilização e de abstracção. O mimo tende para a poesia, amplia os seus meios de expressão, propõe conotações gestuais que cada espectador interpretará livremente. A pantomima apresenta uma série de gestos, muitas vezes destinados a divertir e a substituir uma série de frases; denota fielmente o sentido da história mostrada. Origens e desenvolvimento da arte da mímica A linguagem dos gestos nasceu com o homem e renasce todos os dias como parte da sua necessidade de expressão. Antes do desenvolvimento da linguagem fonética, os gestos serviam não só para comunicar mas também para ajudar o desenvolvimento dos sons vocais. Mais tarde foram incorporados nas primeiras formas de escrita como, por exemplo, nos Egípcios, nos Aztecas e na escrita pictográfica dos Hebreus. Os gestos e movimentos expressivos eram também utilizados nas antigas danças e cerimónias religiosas. E das antigas cerimónias da China, Japão, Índia e Egipto emergiu o actor, que era também dançarino, cantor e mimo. Na Grécia, o primeiro actor de pantomima de que há registo é o lendário dançarino Telestes, que na peça “Os Sete Contra Tebas” (467 d.C.), de Ésquilo, se destacava do coro para interpretar, através de passos e gestos rítmicos, a acção que o coro cantava ou recitava. Com a adição do texto, de protagonistas e dispositivos cénicos, a mímica e a dança permaneceram intrínsecas quer à tragédia quer à comédia. BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 3
  • 4. Com o desenvolvimento do teatro grego, o movimento tornou-se a base da arte do actor. E enquanto a arte da mímica se desenvolvia, na Grécia, em diferentes e distintas categorias, ela raramente se separava da dança e do teatro falado. Só entre os romanos a mímica se destacou da dança e do texto para dar lugar à pantomima. A pantomima romana consistia em cenas curtas, burlescas e improvisadas sobre acontecimentos correntes e temas como o amor, o adultério e a ridicularização dos deuses. Durante o período de Júlio César tornou-se mais literária nas obras de, por exemplo, Laberius (106 – 43 a. C.). Enquanto a pantomima trágica foi desenvolvida por Pylades da Sícilia e seus discípulos, o seu rival Bathyllus de Alexandria e seus seguidores apostavam na pantomima cómica. A mímica na Idade Média Depois da queda do império romano, artistas que herdaram a tradição mímica greco-romana, cantavam, dançavam, imitavam e realizavam acrobacias nas cortes e banquetes privados através da Europa. E apesar dos altos e baixos, os artistas e mimos ambulantes nunca abandonaram as antigas tradições mímicas. Os mimos, que cedo tiveram um papel no desenvolvimento da comédia latina e das obras de autores como Plauto, colaboraram mais tarde no teatro religioso e cómico da idade média. Estas mesmas tradições e este espírito mímico seriam revivificados quando se fundiram com uma das mais ricas formas teatrais da Europa, a commedia dell’arte. Como a mímica greco-romana e a farsa atelana, a commedia dell’arte contém personagens-tipo, máscaras, acção em ritmo de farsa e cenas plenas de bastonadas, acrobacias e incidentes divertidos. Os guiões são curtos e simples e a acção suficientemente flexível para permitir ao actor a liberdade para improvisar, para a mímica e a palhaçada. O período barroco Durante os séculos XVII e XVIII balets-pantomimas campestres, alegóricos e mitológicos foram realizados nas cortes e nos teatros da Europa. Também eram designadas como pantomimas os melodramas BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 4
  • 5. tradicionais franceses e ingleses dos séculos XVIII e XIX. Em França, depois da Comédia Italiana ter sido proibida nos teatros oficiais, bem como os monólogos e diálogos falados em francês, a pantomima com personagens-tipo da commedia dell’arte apareceram nos Théâtres de la Foire. Quando levadas à cena nos music-halls ingleses, no Natal, eram chamadas arlequinadas. No final do século XIX, as pantomimas de Natal inglesas como “Cinderela” e “João e o pé de feijão” continham efeitos cénicos espectaculares e interlúdios musicais populares com diálogos, acrobacia, canções e danças, nas quais os palhaços tinham substituído Arlequim e Pierrot. No século XIX, em Inglaterra e na América, a pantomima incorporava os espectáculos de circo, como com o palhaço Humpty Dumpty representado por George Fox (1825-77). Entretanto, em França, Gaspard Deburau imortalizava as pantomimas mudas de Pierrot, que hoje chamamos “pantomima branca” devido à cara pintada de branco do artista. Paris inteiro vinha aplaudir Deburau no Théâtre des Funambules. O seu Pierrot, embora inspirado no malévolo Pedrolino da commedia dell’arte, depressa se tornou num personagem essencialmente francês. Ele transformou o Pierrot, de um tipo grotesco e cínico, numa personagem poética, acrescentando-lhe uma expressão pessoal cheia de fantasia, acrobacia, melodrama e interpretação espectacular que caracterizou as pantomimas do século XIX. Outros mimos franceses do século XIX, Paul Legrand, Alexandre Gyon, Louis Rouffe e Séverin, continuaram a tradição do Pierrot. A mímica no século XX Mas na viragem do século a pantomima clássica tinha-se tornado estereotipada. Foi Georges Wague quem a revitalizou e preparou o terreno da mímica moderna, descobrindo e treinando mimos como o autor Colette, que representou na sua companhia. A mímica voltou também à ribalta em 1923, quando Jacques Copeau fundou a sua escola de representação no Théâtre du Vieux Colombier, onde a mímica com máscara, em exercícios parecidos com os do drama Noh japonês, ajudava o actor a encontrar maior expressividade corporal. O seu discípulo Etienne Decroux, convencido de que o corpo humano é, BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 5
  • 6. por si só, suficiente para preencher um palco vazio, desenvolveu e aperfeiçoou esses exercícios, criando uma mímica corporal codificada. Ao contrário da pantomima clássica, a mímica corporal não era mais uma arte anedótica, que usava gestos convencionais para criar ilusões de objectos ou pessoas. As descobertas que Decroux trouxe à mímica do século XX tiveram repercussões pelo mundo inteiro, abrindo dimensões técnicas e expressivas desconhecidas desde a pantomima antiga grega e romana. Em meados do século XX, Paris era a cidade dos mimos. Foi aqui que diversos grandes mestres deram nova vida à arte da mímica e a fundiram com outras formas. Etienne Decroux, Marcel Marceau e Jacques Lecoq desenvolveram escolas de mímica modernas. As suas escolas e estilos diferiam umas das outras, tanto quanto diferiam da pantomima europeia tradicional. Marcel Marceau, discípulo de Decroux, converteu a mímica corporal numa arte que podia ser rapidamente comunicada. Através do seu Bip, ele tornou esta arte conhecida em todo o mundo. E enquanto Decroux treinava mimos em Paris e Nova Iorque, Jacques Lecoq ensinava mímica não como uma arte separada mas como um instrumento de pesquisa da criatividade dramática que poderia ser combinada com outras artes. O método de treino global de Lecoq funde a arte do clown e do bufão, malabarismo, acrobacia, texto falado, dança, artes plásticas e movimento corporal. A expressão através do movimento, baseada na observação do movimento natural, abriu novas direcções ao ”teatro físico”. Através das contribuições de Decroux, Marceau e Lecoq, três escolas de mímica desenvolveram-se na Europa com repercussões mundiais. A ilusão pantomímica do comum mimo de cara branca representa emoções e situações concretas através de gestos convencionais, criando a ilusão de algo que realmente lá não está. A mímica corporal rejeita esta forma para expressar ideias e emoções abstractas e universais através de movimentos codificados do corpo inteiro. Lecoq combina estes dois elementos com a dança e a arte circense. A mímica moderna BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 6
  • 7. Entretanto, nos anos oitenta, estas três linhas expandiram-se em diversas novas direcções. Em vez de se limitarem à expressão silenciosa, à pantomima clássica ou à técnica mímica codificada, foram experimentadas livremente com textos e o uso da voz. Alguns mimos escreveram os seus próprios textos, como haviam feito os mimos-autores gregos. Incluíram também adereços, fatos, máscaras, efeitos de iluminação e música. A mímica da era pós-moderna incorporou tantos novos elementos que não é mais referida exclusivamente como mímica. É chamada mimo-dança, mimodrama, mimo-clowning, mimo-marionetismo, Novo Vaudeville, entre outros. O teatro verbal do século XX também explorou a expressão física (a mímica, num sentido mais lato) para criar uma mais completa ou total forma de teatro. Isto não só permitia ao actor desafiar os seus próprios recursos criativos, mas conduzia também o espectador a uma experiência sensorial mais completa, restabelecendo o teatro como espectáculo (do Latim spectare significa ver) e dando campo aberto ao desenvolvimento de um teatro mais fértil, mais rico e mais visual. Marcel Marceau 1. Nasceu em Estrasburgo, França a 22 de Março de 1923. Aluno de Duilin e de Decroux, estreou-se em 1947 no Théâtre de Poche. Identificando-se, de início, com a tradição da commedia dell’arte dos séculos XVII e XVIII, criou a personagem Bip, tão identificável como Arlequim, com a sua calça às riscas pretas e brancas, o seu colete encarnado e a sua rosa vermelha no chapéu. Para familiarizar um público pouco habituado a escutar o silêncio, Bip (ou seja, o homem comum às voltas com a vida quotidiana) dedicou-se, numa primeira fase, a meros exercícios de estilo: (Le Tireur de corde», «Au café», «La chasse aux papilions» e «Bal public»). Ainda simples pantomima; o drama mímico viria mais tarde. 2. Em 1951, no Festival de Berlim, Marceau conhece o seu primeiro sucesso internacional. Esse acontecimento, mais ainda do que a celebridade, dá azo ao estabelecimento de relações frutuosas com Bertolt Brecht e o Berliner Ensemble e à rodagem dos seus primeiros filmes para a DEFA de Berlim-Leste. Assim se enriquecia uma cultura dramática que já assimilara o circo e o teatro asiático, BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 7
  • 8. designadamente o kabuki, em que Marceau se inspirou. Enquanto o actor procura estabelecer relações no interior de um conjunto, o mímico está quase sempre só, autónomo, e concentra o espaço. 3. Marceau exibiu-se nos palcos do mundo inteiro, em 66 países, onde foi calorosamente recebido, e que ainda o apreciaram mais do que a França. Fez muitos rivais, suscitou vocações e ensinou. Na sua esteira formaram-se diversos grupos, especialmente na União Soviética, em Israel e nos Estados Unidos, onde Rony G. Davis, também antigo aluno de Decroux, criou a companhia mímica de São Francisco para romper com o naturalismo e renovar a representação do actor. Todos se inspiram em experiências realizadas por Marceau com a sua companhia, fundada em Paris em 1948, mantida a suas expensas, e que demonstrou que a arte do gesto pode, só por si, introduzir no palco uma verdadeira arquitectura dramática. 4. Esta companhia, que dava 365 representações por ano, cessa as suas actividades em 1960 por falta de subsídios. Marcel Marceau inicia então as suas viagens no estrangeiro e até 1975 actua de novo sozinho. Em Paris, apresenta uma retrospectiva 1947-1974, com quatro espectáculos diferentes (54 números, incluindo 15 criações), e exprime o desejo de encontrar uma sala que lhe permita criar em França a sua escola permanente. 5. Para um público a quem a ausência de comentário já não desconcerta, como outrora, que facilmente compreende o que o artista lhe pretende comunicar pelo gesto, a atitude e a expressão facial, Marceau abordou temas mais vastos e mais filosóficos: «Bip et la Dynamite», que evoca a ameaça nuclear, ou ainda «La Cage», «Le Marchand de Masques» e «Réminiscences» (com acompanhamento musical). Nestes dramas mímicos, despoja a sua actuação de qualquer ornamento supérfluo, adaptando aos temas abstractos escolhidos um estilo elíptico original. Todavia, Marceau reconhece que deve alguma coisa a Charlie Chaplin e a Buster Keaton. BS – 2004 http://pwp.netcabo.pt/calbsilva/teatronaescola/bloco%201/mimica.htm 8