18/11/2010

CLÍNICA
PSICANALÍTICA:
RE-ARRANJOS
CLÍNICOS

Psic. Bruno Chagas
Julho de 2010

"... Cada um de nós é uma biogr...
18/11/2010

“SERÁ POSSIVEL TRANSMITIR
PSICANÁLISE, SE FORMAR COMO
PSICANALISTA, SEM TER A
PACIÊNCIA DE SE DEBRUÇAR COM
AMO...
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• Nenhum dos autores da
Psicanálise detém a totalidade do
saber sobre o ICS e seus efeitos, e
que nenhuma prop...
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Mas então quem é o Outro ?
“o lugar de onde pode ser colocado, para ele,
a questão de sua existência” isto é: ...
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Quando Winnicott afirmou que não
existe um bebê sem a sua mãe,
estava assinalando um princípio
para a compreen...
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Hanna Arendt (1997) ensina-nos que a realidade
do mundo é garantida pela presença
dos outros. O mundo consiste...
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O nascimento humano e a morte
de seres humanos não são
ocorrências simples e naturais,
mas referem-se a um mun...
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É preciso que o mundo, inicialmente, seja
ela mesma, para que ela possa
apropriar-se dele e compartilhá-lo com...
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Observa-se que pacientes que não
encontraram essa experiência
SIGNIFICATIVA identificam-se com uma
coisa, um v...
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Somos seres falantes e por esta razão
contamos com o simbólico, mas também
sofremos as conseqüências disto. A
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O depoimento a seguir muito bem
definido mostra um pouco o trabalho
que uma análise possibilita. Quando
o suje...
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No início da análise é comum que as queixas refiram-se
à mãe, ao namorado (a), chefe, ao destino etc. Esses
su...
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• Os pacientes descrevem a
experiência de análise como algo que
deu sentido à sua vida, aliviando
suas dores e...
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E a análise possibilita para o
sujeito, descobrir o texto
enigmático desse discurso que
ele repete tantas veze...
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A compulsão à repetição é um
impulso à ação que substitui o
recordar; sendo assim, quanto maior
a atuação, mai...
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TIPO N DE PERSONALIDADE
• O superego esta constituído, a angústia maior
é de castração, o mecanismo de defesa ...
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• Disputam para ver quem pode mais, quem
sabe mais, quem decide, quem manda, seu
discurso é permeado por falas...
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Reação emocional do terapeuta no
tipo N
• Diante do tipo N, o terapeuta tende a competir,
às vezes podendo se ...
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• Há pacientes que mal escutam o analista,
falam sem parar e, no fim, querem
continuar a consulta e ainda acus...
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• O componente artístico de uma análise, é
o que a torna única permitindo o
encontro humano em essência e que
...
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• A sua angústia é de perda de objeto, do
qual ele torna dependente, a sua
angústia depressiva, aparece quando...
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• Devemos tomar cuidado com as
generalizações, pois é o “conjunto da
obra” e não fatores isolados, que se
elab...
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• Outra maneira eficaz de obter apoio,
acreditando não depender de
ninguém é ter SEGUIDORES. Um ator
famoso e ...
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REAÇÃO EMOCIONAL DO TERAPEUTA
• O Terapeuta não se sente checado nem
em competição mas induzido a cuidar. A
EL...
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• Quando a intensidade de EL é suave, suas
maneiras aparecem como as de uma
pessoa agradável, sensível, atenta...
18/11/2010

CARACTERÍSTICAS DA PESSOA TIPO P.
• No tipo P, a natureza da angústia é de
fragmentação. O superego não organi...
18/11/2010

• São pessoas de opinião forte,não cedem
facilmente, para se defender da opinião
desorganizadora, tende a refl...
18/11/2010

• Sente-se confortável pois o tipo P
não é competitivo. Mais a sensação
de invasão pode ocorrer.
• Quando estã...
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O conhecimento disso na clínica
• É o modo como a transferência tende a
se manifestar, naquele momento
conside...
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• Em um análise clássica, no transcorrer de
uma sessão específica a concepção
psicopatológica não precisa esta...
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• O PRIMEIRO CONTATO COM O ANALISTA:
Desde o inicio já se estabelece algum tipo de
vinculo, a forma como o pos...
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• Paranóide (série de perguntas, de modo
desconfiado e defensivo)
• Depressiva (tonalidade vocal, às vezes,
ch...
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FINALIDADES DA E.I.
• Avaliar as condições mentais, emocionais,
materiais e circunstanciais da vida do pacient...
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4. FUNÇÕES DO EGO – por ex. “a capacidade
sintética do ego” já é um nível elevado que
permite simbolizar simul...
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• A sua Orientação e a cura do analisando se
coincidem ???
• O Analisando demanda “cura” ou “alivio de
sintoma...
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• Enfim na E.I. o ideal é
que o analisando saia
do consultório com a
impressão de que foi
atendido e que o
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INDICAÇÕES E CONTA-INDICAÇÕES
• Indicações e contra-indicações
• Cabe interpretar na E.i?
• O contrato (direit...
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O que se espera do Analisando:
• O paciente tem o direito de se
apresentar com todo o seu lado
psicótico, narc...
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• Estar em condição de reconhecer a natureza
de suas contra-resistências,
contratransferências.
• Ele ter cond...
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• PRATICAR A ESCUTA DIRIGIDA. ISTO É UM
DISPOSITIVO CLÍNICO DE QUE O PSICANALISTA
DISPÕE PARA DIRIGIR O TRATAM...
18/11/2010

Bruno Augusto das Chagas
Psicanalista.
Telefone para contato:
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37- 9121-3996
bruno@institutoarios...
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Clinica psicanalitica julho 2010

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Aula ministrada no Instituto Ários Clínica e Pesquisa em Psicanálise e Psicologia que aborda:
PORQUE FAZER ANÁLISE ?
PERSONALIDADES
REFLEXÃO SOBRE OS CRITÉRIOS DE
ANALISABILIDADE.
CLÍNICA PSICANALÍTICA ATUAL.
INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES.
PRÁTICA PSICANALÍTICA ATRAVÉS DE ESTUDOS DE
CASOS.

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  1. 1. 18/11/2010 CLÍNICA PSICANALÍTICA: RE-ARRANJOS CLÍNICOS Psic. Bruno Chagas Julho de 2010 "... Cada um de nós é uma biografia, uma história, uma narrativa singular que, de modo contínuo e inconsciente, é construída por nós, por meio de nós e em nós, através de nossas percepções, sentimentos, pensamentos, ações e, não menos importante, por nosso discurso, nossas narrativas faladas...". (Oliver Sacks) 1
  2. 2. 18/11/2010 “SERÁ POSSIVEL TRANSMITIR PSICANÁLISE, SE FORMAR COMO PSICANALISTA, SEM TER A PACIÊNCIA DE SE DEBRUÇAR COM AMOR SOBRE O TEXTO TEÓRICO, PARA RETRABALHÁ-LO E SOBRE O TEXTO DE NOSSA ALMA E DE NOSSO CORPO, COM O PRAZER DE DESEJAR PARTICIPAR ATIVAMENTE NUMA MUDANÇA, EMBORA MÍNIMA DA COMBINATÓRIA DE NOSSOS ELEMENTOS QUÍMICOS E PULSIONAIS DESEJANTES” J-D NASIO O OBJETIVO DESTE TRABALHO É : PORQUE FAZER ANÁLISE ? PERSONALIDADES REFLEXÃO SOBRE OS CRITÉRIOS DE ANALISABILIDADE. CLÍNICA PSICANALÍTICA ATUAL. INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES. PRÁTICA PSICANALÍTICA ATRAVÉS DE ESTUDOS DE CASOS. 2
  3. 3. 18/11/2010 • Nenhum dos autores da Psicanálise detém a totalidade do saber sobre o ICS e seus efeitos, e que nenhuma proposta clinica é capaz de dar conta de todas as formas de sofrimento psíquico. O que uma análise pode fazer não é eliminar a divisão do sujeito, mas propiciar que ele deixe de responder cegamente ao desejo inconsciente – que é sempre desejo (de se fazer objeto) do desejo de um Outro-, de modo a tornar-se capaz de responsabilizar por sua condição desejante. Esta consiste justamente na impossibilidade de satisfazer plenamente o desejo e, portanto, na permanente tarefa de realizá-lo na produção simbólica. 3
  4. 4. 18/11/2010 Mas então quem é o Outro ? “o lugar de onde pode ser colocado, para ele, a questão de sua existência” isto é: de sua sexualidade e de seu desejo, de sua procriação e de sua filiação, de sua existência e de sua morte, do destino que terá sido o seu, enfim. J. Lacan, "Em uma questão preliminar a qualquer tratamento possível da psicose", Écrits, Paris, Editions du Seuil, 1966, p. 549. Ex. clínico: • Em Freud, o “Homem dos Ratos” foi tomado por um impulso de querer emagrecer, mas não conseguia executar esse intento, porquanto o impulso se manteria incompreensível enquanto não fosse revelado que a palavra “gordo”, no idioma alemão que falava, é dick, sendo também Dick o nome de um rival de quem gostaria de se desfazer. Pelo mecanismo de deslizamento de um significante para o outro, emagrecer teria o significado de matar o rival Dick. 4
  5. 5. 18/11/2010 Quando Winnicott afirmou que não existe um bebê sem a sua mãe, estava assinalando um princípio para a compreensão do self, que na verdade está presente a cada momento do processo maturacional: não existe o self sem o outro, o self acontece no mundo. O acontecer humano demanda a presença de um outro. As primeiras organizações psíquicas do bebê, a entrada na temporalidade (inclusão na Estrutura), a abertura da dimensão espacial, a personalização só se constituem e ganham realização pela presença de alguém significativo. 5
  6. 6. 18/11/2010 Hanna Arendt (1997) ensina-nos que a realidade do mundo é garantida pela presença dos outros. O mundo consiste nas coisas, que devem a sua existência aos homens e que, por sua vez, também condicionam os autores humanos. Assim, tudo o que adentra o mundo humano torna-se parte da condição humana. O trabalho e seu produto, o artefato humano, emprestam permanência e durabilidade ao caráter efêmero do tempo humano. A cada nascimento, o novo começo pode fazer-se sentir no mundo, porque o recémchegado possui a capacidade de iniciar algo novo: agir. Adentramos no mundo ao nascer e o deixamos para trás ao morrer. O mundo transcende a duração de nossa vida, tanto no passado como no futuro. Ele preexistia à nossa chegada e sobreviverá à nossa breve permanência 6
  7. 7. 18/11/2010 O nascimento humano e a morte de seres humanos não são ocorrências simples e naturais, mas referem-se a um mundo ao qual vêm e do qual partem indivíduos únicos, entidades singulares, impermutáveis e irrepetíveis Sem dúvida, pode-se afirmar que é preciso entrar no mundo para que o indivíduo sinta-se vivo e existente, mas tem de ser de uma maneira singular e pessoal. Não basta, para o acontecer do self do bebê, que o mundo esteja pronto com suas estéticas, com seus códigos, com seus mitos. A criança precisa, pelo gesto, transformar esse mundo em si mesma. 7
  8. 8. 18/11/2010 É preciso que o mundo, inicialmente, seja ela mesma, para que ela possa apropriar-se dele e compartilhá-lo com outro. O bebê, dessa forma, faz-se singularidade pelo gesto criativo que a leva a encarnar a memória de seu grupo cultural de maneira peculiar. Se a inscrição no mundo não pôde ser realizada pela interação e comunicação com alguém significativo, certamente tenderá a acontecer de forma impulsiva e desorganizada, que expressa o desespero sem nome, vivido pelas pessoas que não tiveram aqueles acontecimentos em suas histórias. 8
  9. 9. 18/11/2010 Observa-se que pacientes que não encontraram essa experiência SIGNIFICATIVA identificam-se com uma coisa, um vegetal, um animal, um alienígena, quando não organizaram uma psicose, como forma de proteção, frente à agonia impensável, decorrente da impossibilidade de criar um mundo ao qual possam pertencer. ENTÃO PORQUE PSICANÁLISE ? 9
  10. 10. 18/11/2010 Somos seres falantes e por esta razão contamos com o simbólico, mas também sofremos as conseqüências disto. A linguagem tanto pode libertar um sujeito quanto aprisioná-lo, e o aprisionamento é o que testemunhamos nos dias de hoje, principalmente porque a palavra está tão vazia de sentido e valendo pouco para a grande maioria. Ouvimos as pessoas falarem e não cumprirem com o que dizem, dizerem e afirmarem que falaram por falar, que se enganaram, esqueceram ou que não tem importância o que disseram. Poucos contam com a linguagem para saber o que estão dizendo e em que discurso estão inscritos. 10
  11. 11. 18/11/2010 O depoimento a seguir muito bem definido mostra um pouco o trabalho que uma análise possibilita. Quando o sujeito resolve descobrir o porquê do que lhe acontece, depara-se com o valor e a importância de ser falante. • “A análise é árdua e faz sofrer. Mas quando se está desmoronando sob o peso das palavras recalcadas, das condutas obrigatórias, das aparências a serem salvas, quando a imagem que se tem de si mesmo torna-se insuportável, o remédio é esse. Pelo menos, eu o experimentei e guardo por Jacques Lacan uma gratidão infinita (…) Não mais sentir vergonha de si mesmo é a realização da liberdade (…). Isso é o que uma psicanálise bem conduzida ensina aos que lhe pedem socorro”.Françoise Giroud. Setembro de 1995. 11
  12. 12. 18/11/2010 No início da análise é comum que as queixas refiram-se à mãe, ao namorado (a), chefe, ao destino etc. Esses sujeitos chegam em posição de objetos, acreditandose vítimas, onde diz que nada tem a ver com o que lhes acontece e que nada podem fazer a respeito dessa desordem na qual se encontram, porque acreditam que “foram colocados” neste lugar. Isto é o que acreditam primeiramente. • O trabalho de análise é mostrar ao paciente sua implicação no sintoma e também o que ele pode fazer para sair desta desordem. • A felicidade ou a infelicidade não está inscrita nos genes nem nos neurônios, cada sujeito tem uma história singular, por isso cada caso é um caso particular, e o trabalho analítico é escutar o discurso do sujeito que está sofrendo para que ele descubra qual a causa, quais implicações inconscientes estão dirigindo sua vida. E esta descoberta o colocará em outra posição. 12
  13. 13. 18/11/2010 • Os pacientes descrevem a experiência de análise como algo que deu sentido à sua vida, aliviando suas dores e significando sua história, onde conseguem desfazer os nós sintomáticos que são resultados de sua historia familiar, herdados até de outra geração através do discurso. Não é por causa dos problemas que as pessoas vão ao psicanalista, e sim devido aos sintomas. O que a psicanálise faz é mostrar que o próprio problema é uma solução de uma questão inconsciente. Não vamos solucioná-lo, mas ajudar a montar a equação. Qualquer pessoa que conhece um pouco de matemática sabe que essa é a parte mais difícil. 13
  14. 14. 18/11/2010 E a análise possibilita para o sujeito, descobrir o texto enigmático desse discurso que ele repete tantas vezes sem saber exatamente o que diz. O RETORNO DO REPRIMIDO REPRESSÃO CS SINTOMA CENSURA ICS RETORNO DO REPRIMIDO DESEJO REPRIMIDO 14
  15. 15. 18/11/2010 A compulsão à repetição é um impulso à ação que substitui o recordar; sendo assim, quanto maior a atuação, maior a resistência e menor a recordação. Logo, a repetição é definida como algo que faz oposição ao saber, sendo ela da ordem da ação. CLÍNICA E PERSONALIDADES: UM FACILIDADE... 15
  16. 16. 18/11/2010 TIPO N DE PERSONALIDADE • O superego esta constituído, a angústia maior é de castração, o mecanismo de defesa é o recalcamento, o conflito se dá entre o superego e o ID. A relação com os pais é triangular, a relação de objeto é genital. No tipo N, ou os dois pais interditam as duas pulsões (a sexual e agressiva), ou um deles opera uma excitação e o outro uma interdição sexuais. • Dito de outra forma, são pessoas com dificuldades com limites, em função da castração. Todos nós temos problemas com limites, mas o tipo N sofre mais por causa deles. Raramente estão satisfeitos, porque o que falta se torna mais importante do que o possuído. 16
  17. 17. 18/11/2010 • Disputam para ver quem pode mais, quem sabe mais, quem decide, quem manda, seu discurso é permeado por falas desse teor. • Nas sessões de análise, isso aparece de várias maneiras: • Fazem questão de decidir o horário, chegando atrasados e tentando ficar além do horário. • (Nenhum comportamento, por mais típico que seja, define o tipo de personalidade). • A culpa predomina pois é comum o conflito entre o Id e o Superego, entre o que fazer e o que não se deve fazer. • O limite imposto pelo superego é muitas vezes desafiado, gerando culpa. 17
  18. 18. 18/11/2010 Reação emocional do terapeuta no tipo N • Diante do tipo N, o terapeuta tende a competir, às vezes podendo se irritar ou tornar-se agressivo, proteger-se da agressividade do outro ou até mesmo rejeitá-lo. • Por vezes a reação do terapeuta é ser cauteloso com o que fala por se sentir às vezes “checado”. Pois o tipo N discordam, desafiam, e colocam o terapeuta em posição de defesa. • O tipo N pode desconsiderar o que o terapeuta fala, nem ouvi-lo, não deixam espaço algum para que o outro fale, passar a elogiar outros terapeutas, ou mostrar que sabe mais do que o terapeuta, discorrendo sobre assuntos da área Psi. 18
  19. 19. 18/11/2010 • Há pacientes que mal escutam o analista, falam sem parar e, no fim, querem continuar a consulta e ainda acusam o analista de não falar nada. (que neurose heim) • Isso são formas de diminuir o analista, uma forma de competição. • Outra forma é tentar ficar amigo do terapeuta, tentando ser amigo, isso o desqualifica como profissional. • Este tipo é sempre instigante, sedutores e cativantes. • Tipo N mais bem-resolvidas estabelecem relação de igual para igual. 19
  20. 20. 18/11/2010 • O componente artístico de uma análise, é o que a torna única permitindo o encontro humano em essência e que esse par analítico (um par que esta permanente interagindo e se influenciando reciprocamente) seja único. Claro que isso implica na análise pessoal do terapeuta, tornando-o cada vez mais consciente de suas questões psicológicas, separando-as de seus pacientes. CARACTERISTICAS DO TIPO EL • O EL, tem relação de objeto analítica, ou seja, de apoio. Há uma relação de dependência, os dois pais não são sexuados, mas “grandes”. Existe grande necessidade de afeto, de apoio e compreensão, pois o ego é frágil. • A instância dominante é o Ideal do Ego ( está conectada com o conceito, mais genérico de superego, ficando o sujeito submetido as aspirações do outro, em relação ao que ele deve ser e ter, tenta corresponder as expectativas do outro, que passam a ser suas), em que o sujeito se espelha. 20
  21. 21. 18/11/2010 • A sua angústia é de perda de objeto, do qual ele torna dependente, a sua angústia depressiva, aparece quando o objeto ameaça escapar. • São pessoas que se relacionam com ideais (por isso ser difícil de escapar da opinião alheia), assumir sua própria vontade sem se importar com o outro é tarefa árdua para EL. • Não sendo competitiva por principio, o tipo EL induz o terapeuta a acolhê-lo (necessidade). • Em geral é respeitoso, é cuidadoso com horários e, embora questione o valor da consulta, o valor do profissional não se discute. • Geralmente escuta seu terapeuta mesmo que ainda esteja em meio a uma frase, porque lhe interessa a opinião do outro. Isso não acontece com N. e P. 21
  22. 22. 18/11/2010 • Devemos tomar cuidado com as generalizações, pois é o “conjunto da obra” e não fatores isolados, que se elabora o prognóstico. • Embora seja exigente para se entregar, pois para tanto precisa confiar, está atento aos movimentos e as palavras do terapeuta porque deseja ser cuidado. • São mestres em saber o que se passa, e reagir para obterem apoio. • Quanto mais bem resolvida “mais saberá disfarçar (sem perceber) dos outros e dela mesmo suas necessidades de apoio. • Cuida para ser cuidado. 22
  23. 23. 18/11/2010 • Outra maneira eficaz de obter apoio, acreditando não depender de ninguém é ter SEGUIDORES. Um ator famoso e seus séquitos, um professor e seus orientandos, um analista e seus supervisionandos e clientes, um patriarca de família por exemplo. • Entre o tipo EL existem os “cuidadores” onde o objetivo é fugir da solidão e da depressão, maiores receios desta pessoa, e os “solicitantes” exigem mais do que cuidam, embora anunciem cuidar, sendo o BODERLINE (estado limite entre N e P) o caso de gravidade máxima entre estes indivíduos. 23
  24. 24. 18/11/2010 REAÇÃO EMOCIONAL DO TERAPEUTA • O Terapeuta não se sente checado nem em competição mas induzido a cuidar. A EL fica magoada facilmente e o terapeuta fica preocupado em não ser rigoroso ou exigente demais. • O terapeuta tende a sensibilizar com o sofrimento e a solidão do paciente • Chega sempre no horário combinado, se chega a discutir preço é porque precisa de dinheiro ou porque pretende testar se o terapeuta o deseja ou não. • O teste que o EL faz não é para competir mais para se sentir amada, acolhida. • Caso faça perguntas sobre o terapeuta, a intenção é poder se localizar, para saber se confia, e também ter elementos para poder agradar (seduzir), se necessário. 24
  25. 25. 18/11/2010 • Quando a intensidade de EL é suave, suas maneiras aparecem como as de uma pessoa agradável, sensível, atenta e educada. • São sedutores, sabem observar o que é necessário fazer ou dizer para serem agradáveis no intuito de serem acolhidos. • Cuidado com generalizações, pois estas características podem ser observadas em N e P. • O clima da sessão geralmente é confortável, mas EL esta atento a tudo, percebe se o terapeuta desviou o olhar, bocejou... Fica medindo se é bem recebido ou não. • O maior problema de EL é que eles deixam de notar seus próprios desejos. Assim a tarefa de análise se localiza neste tópico. Eles tem dificuldade de lidar com a sua agressividade, não consegui impor seu desejo com medo de destruir o objeto. 25
  26. 26. 18/11/2010 CARACTERÍSTICAS DA PESSOA TIPO P. • No tipo P, a natureza da angústia é de fragmentação. O superego não organiza, a organização dominante é o ID, levando a um conflito com a realidade. A relação com o outro é fusional (espera q os outros adivinhe seus pensamentos e necessidades). • São pessoas profundas, centradas nelas mesmas, estabelecendo uma delicada relação com o ambiente porque este pode ser motivo de desorganização. • São meio confusos, ficam olhando o local para se ambientalizarem, as vezes muito desligado. • Tem um mundo interno rico, em função de ter o ID como estrutura dominante, sua criatividade é grande devido a esse contato com seu mundo interno. 26
  27. 27. 18/11/2010 • São pessoas de opinião forte,não cedem facilmente, para se defender da opinião desorganizadora, tende a refletir antes de falar ou de agir, para evitar rever seus conceitos, mantenho sua organização interna. • Se P defende seus ideais para manter a coesão interna, N defende suas idéias para ter poder, para não se sentir castrada. EL tem idéias próprias, as defende e é criativa. REAÇÃO EMOCIONAL DO TERAPEUTA • É comum o terapeuta ter intervenções do tipo “explique melhor essa parte” ou “ de quem mesmo você esta falando” “em que época se deu isso” • São intervenções que indicam necessidade por parte do terapeuta de organizar o paciente (ou a si mesmo). 27
  28. 28. 18/11/2010 • Sente-se confortável pois o tipo P não é competitivo. Mais a sensação de invasão pode ocorrer. • Quando estão desconfiados criam um clima tenso e basta um olhar ou uma palavra mais brusca ou equivocada para deixar o paciente da defensiva (desorganização interna) • São exigentes e se o terapeuta for descuidado ou impetuoso com palavras, pode perder a confiança de seu cliente. Em geral, não confiam facilmente, embora não sejam desconfiados sem motivo, • E fácil de dispersar com este tipo, pois o terapeuta pode ter a sensação de estar sozinho.(distância promovida pelo próprio P para não de desorganizar, nos casos mais graves não sabe diferenciar quem é ele ou quem é o outro) 28
  29. 29. 18/11/2010 O conhecimento disso na clínica • É o modo como a transferência tende a se manifestar, naquele momento considerado, e como posso demonstrar ao meu paciente que algum conhecimento de seu modo de encarar o mundo e a si mesmo pode ajudá-lo a se conhecer e a se tranqüilizar em relação ao seu modo de ser. • Todos os três funcionamentos podem ser igualmente saudáveis, são maneiras de viver e observar o mundo, igualmente satisfatórias e complicadas. 29
  30. 30. 18/11/2010 • Em um análise clássica, no transcorrer de uma sessão específica a concepção psicopatológica não precisa estar presente como norteadora das intervenções do analista porque surge naturalmente quando se tornam a questão. CRITÉRIOS DE ANALISIBILIDADE 30
  31. 31. 18/11/2010 • O PRIMEIRO CONTATO COM O ANALISTA: Desde o inicio já se estabelece algum tipo de vinculo, a forma como o possível paciente utiliza a sua conduta, atitude e linguagem podem estar expressando uma importante maneira de “ser”, em um nível que extrapola o da linguagem unicamente verbal. Exemplos: • Uma linguagem mais tímida, entrecortada, pedindo desculpas por estar atrapalhando e similares, revela uma personalidade possivelmente frágil e temerosa de um rechaço. • Ou entonação vocal que desperta no terapeuta uma sensação de arrogância, de mandonismo (só posso ir na quarta a noitinha), pode ser uma pessoa que esteja defendendo suas angustias através de traços narcísicos. 31
  32. 32. 18/11/2010 • Paranóide (série de perguntas, de modo desconfiado e defensivo) • Depressiva (tonalidade vocal, às vezes, chega a ser inaudível) • Dependente (induzem que outras pessoas façam o 1º contato) ENTREVISTA INICIAL • Independente de qual modalidade de análise, é necessário que o analista tenha uma idéia razoavelmente clara das condições psíquicas do paciente. • Ter condições de assumir o compromisso. • Entrevista Inicial e Primeira Sessão são diferentes. 32
  33. 33. 18/11/2010 FINALIDADES DA E.I. • Avaliar as condições mentais, emocionais, materiais e circunstanciais da vida do paciente que o buscou; ajuizar os prós e os contras, as vantagens e desvantagens, os prováveis riscos e os benefícios; o grau e o tipo de psicopatologia, de modo a permitir alguma impressão diagnóstica e prognóstica e reconhecer os efeitos contratransferenciais que lhe estão sendo despertados. Abordagem: 1. NOSOLÓGICO – uma determinada categoria clinica. 2. DINÂMICO – a lógica do ICS. 3. EVOLUTIVA – cada etapa, com preponderância de vazios, carências orais, defesas obsessivas anais, etc. implica alguma determinada técnica especifica. 33
  34. 34. 18/11/2010 4. FUNÇÕES DO EGO – por ex. “a capacidade sintética do ego” já é um nível elevado que permite simbolizar simultaneamente significações opostas e ou contraditórias. 5. CONFIGURAÇÕES VINCULARES – dentro da família ou fora dela, nos grupos em gerais, etc. 6. COMUNICACIONAL – na atualidade, esse aspecto adquire uma grande relevância. 7. CORPORAL – cuidados corporais, autoimagem, presença de hipocondria ou de somatizaçao... 8. MANIFESTAÇOES TRANSFERENCIAIS e CONTRATRANSFERENCIAIS,ETC. 34
  35. 35. 18/11/2010 • A sua Orientação e a cura do analisando se coincidem ??? • O Analisando demanda “cura” ou “alivio de sintomas”. • O Analista ter clareza sobre seus próprios alcances e limitações. • Trabalhar de forma confortável diante das combinações feitas de valores e horários. • Sem precipitações não existe 1ª impressão em Psicanálise. Na E.I umas das suas principais finalidades é a do Analista poder observar, e pôr à prova, a forma de como o analisando reage e contata com os assinalamentos ou as eventuais interpretações que lhe sejam feitas; como ele pensa e correlaciona os fatos psíquicos, se demonstra uma capacidade para simbolizar, abstrair, dar acesso ao seu ICS, e se revela condições para fazer insights. 35
  36. 36. 18/11/2010 • Enfim na E.I. o ideal é que o analisando saia do consultório com a impressão de que foi atendido e que o analista entendeu suas questões como elas realmente são. Analisabilidade e Acessibilidade • Analisabilidade: refere-se a indicação para a analise, se baseia nas estruturas. • Acessibilidade: se atenta para a motivação, disponibilidade, a coragem e a capacidade de o paciente permitir um acesso ao seu ICS, para o analista e para ele mesmo. 36
  37. 37. 18/11/2010 INDICAÇÕES E CONTA-INDICAÇÕES • Indicações e contra-indicações • Cabe interpretar na E.i? • O contrato (direitos e deveres de cada um, combinação de valores e forma de pagamento, plano de férias,etc...) O que se espera do Analisando: • Que esteja suficientemente bem motivado para um trabalho árduo e corajoso. • As resistências podem ser “uma porta de abertura para a verdadeira análise” • Motivação demais “desconfie” • Que reflita sobre a seriedade das proposta analíticas e participe ativamente. 37
  38. 38. 18/11/2010 O que se espera do Analisando: • O paciente tem o direito de se apresentar com todo o seu lado psicótico, narcisista, agressivo, mentiroso, atuador e etc... • É por isso que ele faz análise. O que se espera do analista: • Natureza de sua motivação – prazer profissional, pesquisas, obrigatoriedade, currículo e etc. • Definir para obtenção de “benefícios terapêuticos” ou de “resultados analíticos”. • Empatia, continente, amor às verdades • Não utilizar métodos estereotipados. 38
  39. 39. 18/11/2010 • Estar em condição de reconhecer a natureza de suas contra-resistências, contratransferências. • Ele ter condições de envolver-se afetivamente com seu paciente, sem ficar envolvido, ser firme sem ser rígido, ser flexível sem ser fraco e manipulável. • Reconhecer seus limites, buscar trabalhar de forma confortável, retirando tempo para sua vida privada e lazeres. IMPORTANTE: SE O PSICANALISTA ESTÁ EM CONDIÇÕES DE SANCIONAR COMO ATO A EXISTÊNCIA DO ICS. DE SEU ANALISANDO, É PORQUE ELE MSM JÁ PERCORREU, NA CONDIÇÃO DE PACIENTE O CAMINHO DE UMA ANÁLISE. 39
  40. 40. 18/11/2010 • PRATICAR A ESCUTA DIRIGIDA. ISTO É UM DISPOSITIVO CLÍNICO DE QUE O PSICANALISTA DISPÕE PARA DIRIGIR O TRATAMENTO. UMA ESCUTA NA CLÍNICA PSICANALÍTICA ESTÁ LIGADA A UMA VIA DE MÃO DUPLA: POR UM LADO, O PSICANALISTA ESCUTA APOIADO NA TEORIA E POR OUTRO LADO FICA ATENTO AO DESFILE DE SIGNIFICANTES QUE O ANALISANDO REALIZA EM SUA FALA. REFERÊNCIAS: • Arendt, H. (1997). A condição humana. 8 ed. (R. Raposo, Trad.). Rio de Janeiro: Forense Universitária. (Original publicado em 1958) • DICIONARIO DE PSICANÁLISE – ELISABETH ROUDINESCO • PSICOSSOMÁTICA – J-D- NASIO • 7 CONCEITO CRUCIAIS DA PSICANÁLISE – J-D NASIO • MANUAL DA TÉCNICA PSICANALÍTICA – DAVID E. ZIMERMAN • OTTO FENICHEL 40
  41. 41. 18/11/2010 Bruno Augusto das Chagas Psicanalista. Telefone para contato: 37- 3212-7107 37- 9121-3996 bruno@institutoarios.com www.institutoarios.com 41

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