TEXTÍCULOSHUMOR PODRE, NOJENTO & AMORAL           Carlos Ramos        ceduardoramos@bol.com.br
LEIA! NÃO APERTE, AQUEÇA OU AGITE!        Meus colegas de trabalho e do meio acadêmico ficam interessadíssimos e, àsvezes,...
ÍNDICE1ª PARTE: ESTÓRIAS COM AGÁH!  1. TALCO  2. O PINTO INVERTIDO  3. A LÍNGUA  4. O BOQUETE  5. BEIJOS, MIJOS & CURVATUR...
1ª PARTE ESTÓRIAS COM AGÁH!             Carlos Eduardo Oliveira Ramos     4ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
TALCO        A primeira coisa que recordo de minha infância é do monte de mulher queficava trocando minhas fraldas e coloc...
O BOQUETE        Como você deve saber, às tardes, entre outras coisas, as crianças dormem.Pois bem, estava eu meio que mim...
A MAIOR MENTIRA DO MUNDO E THE BIG FOOT       Quando este que vos escreve completou dezenove anos, conheceu a suaprimeira ...
DÓI, MAS É BOM...        Antes que eu esqueça, quando eu estava namorando a Big Foot, rolou umlance interessante sobre mem...
Como vocês sabem, gosto de sofrer e, então, coisei com ela por uns trêsmeses, sempre usando as camisinhas que o namorado d...
possível, coisa de loco, mano. Era agulha para lá e linha para cá. Era sangue egritos para tudo quanto é lado.          Qu...
MUTATIS MUTANDIS          Em uma das vezes em que fui visitar a minha genetriz em um hospital, eu via gata pela primeira v...
psicanaliticamente, as duas conversando sobre o meu saquinho do tempo de bebê eo meu pintão de hoje. Cara, rolou uma neces...
LA CUCARACHA        A sala de concerto – que estava precisando de conserto – estava lotada. Anata da sociedade estava pres...
BATENDO SOPA E LAVANDO A LÍNGUA NO CHUVEIRO        Eu, sem querer querendo, omiti para ustedes que jo soy, além de covarde...
Estávamos mezzo mimindo, quando a ”quebra-galho” pegou a minha mãodireita e colocou sobre seu peitão esquerdo e, simultane...
2ª PARTE    PAPO DE BUTECO...             Carlos Eduardo Oliveira Ramos     16ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
NOTURNO OPUS PÓSTUMO        Eu me sinto como um espectador neste mundo muito pirado. Não acho graçaem mais nada. Não vejo ...
AO AR LIVRE        Outro dia desses, enquanto ouvia uns colegas conversando, tive um insight(insight quer dizer uma inspir...
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  1. 1. TEXTÍCULOSHUMOR PODRE, NOJENTO & AMORAL Carlos Ramos ceduardoramos@bol.com.br
  2. 2. LEIA! NÃO APERTE, AQUEÇA OU AGITE! Meus colegas de trabalho e do meio acadêmico ficam interessadíssimos e, àsvezes, ruborizados com os enredos dos meus ‘causos’. Tem colegas de outrosestados que telefonam para saber se aquele ‘causo’ que eu contei, quando do nossoencontro, é ficção ou fantasia, pois, dificilmente, alguém acredita nos absurdos queeles relatam ter ouvido. Resolvi, então, escrever e publicar este monte de baboseirae sacanagem por puro exibicionismo. Tudo que vocês irão encontrar neste livro tem um laço com o real. Algunsacontecimentos absolutamente inacreditáveis são totalmente reais, por mais absurdoque possam parecer. Outros, eu potencializei um ‘pouco’ para ficarem mais “podres”.Em todos os ‘causos’, eu omiti nomes e detalhes que determinassem as identidadesdas infelizes criaturas que fazem parte da minha vida, com exceção da minhagenetriz. Como vocês sabem, mãe é uma só (não tem como disfarçar). Se, ao terminar a leitura, a vítima, quero dizer, o leitor ficar com a impressãode que eu sou muito obsceno, saibam que por motivos de autocensura eu não incluívárias histórias absolutamente modernas, como por exemplo: o caso de uma moçacasada que me comeu todinho (entendam isto como quiserem!) e, de quebra, sugouos dedos dos meus pés (que estavam com chulé!). Incluí, também, uma segunda parte que enfoca a filosofia de botequim com afinalidade de encher lingüiça. O que não impede que o caríssimo leitor dê umaolhadinha. Finalmente, é fundamental evidenciar que este livro é recomendado parapessoas ‘normais’, certinhas e bonitinhas que queiram ler sacanagem com conteúdopodrera. Como se trata de um livro um tanto quanto ‘punk’, faz-se necessário mantereste objeto embaixo do travesseiro, bem longe dos comentários moralistas ebabacas tipo: “que horror! Como você pode estar lendo esta porcaria?”. Ah, antes que eu me esqueça, muito cuidado com os meus textículos, poissão sensíveis a condições anormais de temperatura e pressão. Capisce?! Carlos Eduardo Oliveira Ramos 2 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  3. 3. ÍNDICE1ª PARTE: ESTÓRIAS COM AGÁH! 1. TALCO 2. O PINTO INVERTIDO 3. A LÍNGUA 4. O BOQUETE 5. BEIJOS, MIJOS & CURVATURA PARA A ESQUERDA 6. A MAIOR MENTIRA DO MUNDO E THE BIG FOOT 7. DÓI, MAS É BOM... 8. PÊLOS NOS PEITOS 9. HARDCORE STARS 10. LA MAMMA MORTA 11. MUTATIS MUTANDIS 12. HOJE TEM 13. LA CUCARACHA 14. BATENDO SOPA E LAVANDO A LÍNGUA NO CHUVEIRO2ª PARTE: PAPO DE BUTECO... 1. NOTURNO OPUS PÓSTUMO 2. RELAÇÕES EGOPUTATIVAS 3. AO AR LIVRE 4. ESPELHO Carlos Eduardo Oliveira Ramos 3 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  4. 4. 1ª PARTE ESTÓRIAS COM AGÁH! Carlos Eduardo Oliveira Ramos 4ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  5. 5. TALCO A primeira coisa que recordo de minha infância é do monte de mulher queficava trocando minhas fraldas e colocando talco em minhas partes’. Era o maiorbarato, elas me colocavam sobre uma mesa ou sobre uma cama de casal einiciavam os serviços de manutenção. Era cocô para lá, algodãozinho para cá etalco, muito talco. Confesso que até hoje uso talco como um bebê, não é lindo? O PINTO INVERTIDO Um dia, na creche que eu freqüentava, um garoto conseguiu colocar o pintopara dentro de seu próprio corpo... eu não sei explicar como. Talvez ele tivesse umpinto muito pequeno ou sei lá, o que importa é que o moleque me assustou deverascom a cena horripilante. Para piorar, o infeliz disse que quem não comesse jilóficaria do mesmo jeito. Eu acreditei. Só quem odeia jiló sabe o que eu passeidurante um ano de tortura gustativa. A LÍNGUA Um belo dia, enquanto almoçava no refeitório desta aprazível creche, deixeicair propositadamente o prato no chão, prato este que coincidentemente estavarepleto de algo que poderíamos chamar de... jiló. Imediatamente surgiram aquelas senhoras que são uma constante na vida detodo exemplar perfeito do gênero masculino, a saber: as ‘colaboradoras’. Estas‘pessoas’ trataram de ‘delicadamente’ perguntar: “quem quebrou o prato?” Você nãopode imaginar o que aconteceu. Todas as crianças apontaram seus dedosindicadores em minha direção, ao passo que eu, obviamente, apontei meu indicadorpara aquelas traidoras. Claro que eu fui carregado pelas orelhas para a cozinha eimobilizado pelas caras feias das ‘colaboradoras’ que aguardavam a cozinheira.Naquele momento eu compreendi o que significava fechar o cú. A tal da cozinheiraera uma mistura de tia Anastácia com o capeta. Ela aproximou-se de mimempunhando uma faca enorme e disse para que eu colocasse a língua para fora daboca para que ela pudesse cortá-la, evitando, assim, que eu mentisse novamente.Deste momento em diante, eu voltei a mijar na cama por um longo tempo. Carlos Eduardo Oliveira Ramos 5 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  6. 6. O BOQUETE Como você deve saber, às tardes, entre outras coisas, as crianças dormem.Pois bem, estava eu meio que mimindo quando uma garotinha muito bonitinha e decurtos cabelos loiros aproximou-se. Ah... bem... ela abaixou o short que eu usava echupou o meu... ‘esquema’. Eu, como era um completo imbecil, não entendi o queestava acontecendo. Nem cheguei a gozar, como eu me odeio por isso! Após ter me sugado até o caroço, ela queria que eu fizesse o mesmo e, paratanto, tirou o short que estava usando e deitou-se diante de mim com as pernasabertas. Eu, ao ver o ‘esquema’ da garotinha, obviamente procurei o quê chupar,procurei e procurei, mas não encontrei nada além de talco e algo que me lembrava ogarotinho do pinto invertido, um horror... Vocês sabiam que as meninas não têmpênis? Eu não sabia! BEIJOS, MIJOS & CURVATURA PARA A ESQUERDA Meus pais tinham uma escola de artes e, um belo dia, solicitaram que euacompanhasse uma garotinha a um dos banheiros do segundo andar. Lá fui eu, namaior inocência, apesar do que Freud afirmou em seus escritos. Pois bem, não éque a danadinha fazia xixi sentada. O pior é que eu demorei um mês para sacar queela, também não deveria ter pinto. Pode? Nesta mesma escola, havia uma gatinha muito bonitinha que, após as aulas,insistia sempre que eu a acompanhasse até sua casa que ficava a uns doisquarteirões da escola. Eu sempre era convidado para ficar por uma horaaproximadamente. Lá, acontecia o seguinte: enquanto a mãe da gatinha ficava costurando ecoisa e tal que as mães normais da época faziam, nós ficávamos espiando, meioque agachados, por uma janela de um pequeno jardim interno e, em seguida agatinha me beijava como se isso fosse o máximo. Isso se repetiu por um longotempo até que eu, para variar, resolvi em um momento de inspiração divina,aproveitando que a gatinha foi até a cozinha pegar uns doces, realizar algodiferente. Na sala, coloquei uma banqueta em frente ao aparelho de televisão eempunhei meu então pequeníssimo pinto e mijei. Mijei como nunca houvera mijado.Com prazer quase que obsceno, dirigi o jato do líquido dourado para o aparelho detelevisão que começou a soltar faíscas de alegria e gozo (bem, parecia). Ao mesmotempo em que isto estava acontecendo, o pai da gatinha chegou em casa eapareceram, também, a mãe e a minha amiguinha atraídas pelo estranho barulho. Não me lembro bem o que aconteceu depois disso, pois como sou umapessoa sensível, fiquei abalado psicologicamente com a falta de senso de humordaquela família. Sei que o clima esquentou e que meu pau entortou para aesquerda. Até hoje, acerto o bidê quando não miro com atenção para privada. Carlos Eduardo Oliveira Ramos 6 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  7. 7. A MAIOR MENTIRA DO MUNDO E THE BIG FOOT Quando este que vos escreve completou dezenove anos, conheceu a suaprimeira namorada. É verdade. O que aconteceu antes não valeu. Ela tinha dezesseis anos e era muito simpática – se é que vocês meentendem – e quando soube que eu era virgem – se é que vocês me entendem –achou anormal o fato e perguntou se eu não seria gay. Eu, como sempre, movidopor algo além da imaginação, prontamente rebati: “e você... por acaso é lésbica?”.Eu acho que ela não gostou muito da m inha pergunta, mas fazer o quê se eutambém não gostei daquele papo do tipo: “você é gay?”. Como ela estava um tanto quanto possessa com aquele papo de lésbica, elademorou umas duas semanas para liberar o esquema – se é que vocês... A primeira vez não foi... bem... digamos... muito bem, pois, além de ser difícilpacas colocar a tal da camisinha, arrumar um lugar para ‘coisar’ não é nada fácil. Oesquema todo melou nos sentidos que vocês imaginam. Não deu. Não rolou. Asimpática sentia muitas dores na hora – se é que... Passei uns dias batendo acabeça superior na parede de tão necessitado que eu estava. Eu, afinal, contavaapenas com dezenove anos – se é que... Evidentemente que para a segunda tentativa consultamos especialistas queeram, naquele período, toda a população mundial menos eu e a simpática. Pois bem, o momento glorioso foi mais ou menos assim: Ela senta na cama; Eu tiro a roupa toda e fico com o esquema em prontidão; Ela, com os olhos esbugalhados, olha para o meu esquema; Percebo um desejo de ‘estágios presidenciais’ em seu olhar; Como ela só ficou olhando, hipnotizada; eu falei: “Tire a roupa!”; Ela tirou; Fiquei dez minutos tentando colocar aquela merda de camisinha no meuesquema; Ela abriu a ponte; Eu direcionei bem e menti: “É só a cabecinha, minha querida!”. Ela relaxou e aí... como pinto não tem ombros, rolou aquele sangue básico eetc... O episódio todo não chegou a completar um minuto – e olha que meu nomenem é Enéas. É obvio que ela só foi saber o que era um orgasmo lá para o quartoou quinto mês de práticas intensivas. O namoro acabou após dois anos e hoje, passados mais de dez anos, ela é,ou está... lésbica. Eu fico me perguntando se tenho algo a ver com isso. Tenho?!?!?... Carlos Eduardo Oliveira Ramos 7 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  8. 8. DÓI, MAS É BOM... Antes que eu esqueça, quando eu estava namorando a Big Foot, rolou umlance interessante sobre memória e prazer. Quando a Big Foot sentia tudo o que tinha e o que não tinha direito de sentirnaqueles momentos de pecado e sacanagem – se é que... ela encravava suasafiadas unhas em minhas costas até sair sangue. Parece loucura, mas eu gostavaum pouquinho disso. Só que, em uma aprazível tarde, eu quase caí de tanto tesãocom essa história de arranhões nas costas. Explico, um conhecido, ao encontrar-secomigo na rua, deu um tapa forte em minhas costas. Como eu tinha acabado decoisar com a Big Foot, minhas costas ainda estavam sensíveis. Parece que misturouo momento em que eu e a Big Foot chegávamos – vocês sabem onde – com aminha tara adormecida. Eu fiquei de pernas bambas de tanto tesão, parecia oparaíso. Deste dia em diante, eu soube que sou um masoquista, além de tarado egordo. Hoje, quando olho para algumas mulheres, penso que elas vão me cobrir deporrada e que eu vou gostar – se é que vocês me entendem?!?!… PÊLOS NOS PEITOS Em uma aula de matemática, quando eu estava em um cursinho pré-vestibular, conheci uma garota estranha que tinha um nome estranho. Ela usavaroupas pretas e de couro. Tudo bem colante. Tinha cabelos encaracolados e pintade fumadora profissional de maconha. Até aí tudo bem; tá limpo; sem crise e etc! Atéque o professor disse: “galera! Quem não entendeu absolutamente nada sobre oconteúdo que acabei de demonstrar, grite histericamente!” Não é necessário ser umgênio para adivinhar que eu e a figuraça dressed to kill, que, até então, não haviamsido apresentados, gritassem a uma intensidade que todos os colegas de cursinhoouvissem. Isso de cara limpa. Sem a menor vergonha característica aos colegasvestibulandos. Well, quando pintou uma oportunidade de ela me convidar para estudar emsua casa, ela o fez tão bem que o otário aqui achou que era para estudarmatemática e coisa e tal. Em sua sala, sentados à mesa ela tentou pegar a minhamão. Eu, como ‘devo’ ter problemas de ordem sexual, rapidamente evitei o seutoque. Ela ficou nervosa e saiu da sala para, instantes após, surgir com as apostilase despejá-las sobre a mesa dizendo: “vamos estudar, porra!”. No segundo semestre, eu voltei para estudar em sua casa com maistranqüilidade, pois sabia que ela estava namorando um cara de outra cidade. Afinalaquela figura me dava... medo. Ela aproveitou-se de minha ingenuidade e conseguiume colocar na horizontal – se é que... Só que ela… tinha… pêlos nos peitos. Bemem volta daquelas bolinhas do meio. É uma cena sinistra. Aquela visão somada aofato dela: fumar, beber, não usar perfume e, principalmente, ter, também, pêlos nasaxilas. Dificultaram em muito a manutenção do nível de dureza do já famoso‘esquema’. Carlos Eduardo Oliveira Ramos 8 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  9. 9. Como vocês sabem, gosto de sofrer e, então, coisei com ela por uns trêsmeses, sempre usando as camisinhas que o namorado dela deixava em seuapartamento. Um dia o cara sacou que ele não poderia ter acabado com o grandeestoque. Não foi difícil sair dessa ileso porque o cara é adepto do sexo livre, nãosente ciúmes e etc. Como a coisa perdeu a graça eu desapareci. Sentiste o drama? HARDCORE STARS Eu tenho três amigos, a saber: um carcamano e dois lusitanos. Este causoaconteceu com o carcamano. Ele estava com problemas no... saco (aquele negócio peludo e enrugadoque fica entre as pernas e que é feio pacas) e teria que realizar uma pequenacirurgia. Ele estava com varicoceles. Varicoceles quer dizer varizes na sacola. Ocoitado estava andando com as pernas abertas e lentamente, parecia um idoso.Como a coisa estava ficando complicada, o médico recomendou uma pequenacirurgia, coisa "simplisinha" que poderia ser no consultório com anestesia local. No dia, o meu amigo, quero dizer a vítima, foi com a sua cara, sua corageme sua mãe. Afinal, o coitado não poderia ficar com o esquema enrijecido e, comovocês sabem, mãe é um animal assexuado, portanto é um amolecedor de pintoexcelente. Só que quando o nosso amiguinho foi conduzido para o local do abate,quero dizer, da cirurgia, lá encontrou duas enfermeiras extremamente sexies. Oinfeliz teve que pensar em tudo que pudesse distraí-lo daqueles dois pares de peitose de pernas e daqueles quadris roliços e daquelas bocas convidativas. Ele,inicialmente, conseguiu, mas em seguida a coisa ficou como um canhão – se éque... Ele teve que tirar toda a roupa. Tudinho, incluindo as meias! Sentou-se emuma mesa de metal gélido que não interferiu em nada porque as gatas ficavamsegurando o coitado pelos braços e dizendo em seus ouvidos: "calma meu querido,a anestesia vai fazer com que você nem perceba a operação". Crianças, dá paraimaginar que tesão duas gostosas falando, uma em cada orelha, com aquelas vozesroucas de tele-sexo? Uau! O problema era que doía pra capeta quando o esquemaficava armado. Tudo estava às mil maravilhas. O médico rasgando o saco do nosso herói;as enfermeiras quase lambendo as orelhas do pobre coitado e uma delas segurandoo esquema com sua mãozinha macia e quente (que inveja!); a bunda gelada e etc etal. Quando, estranhamente, o nosso amiguinho viu uma estrela. Uma, duas, umaporrada de estrelas. Sem entender o motivo dessa alucinação, o nosso amiguinhorelatou para o médico o que estava acontecendo. O médico não deu bola, pois jáestava ocupado com duas nas mãos. Nosso amigo sentiu algo, talvez uma dor, não dá para ter certeza, pois tudoestava confuso. Só sei que as pessoas que estavam na sala de espera ficaramapavoradas com os gritos e grunhidos de dor que saiam do consultório. A mãe docoitado começou a gritar também. Foi um lindo dueto, digno de ser gravado poralguma banda de trash metal. Lá dentro, o nosso herói estava agarrado aospescoços das enfermeiras e gritando bem dentro das zoreias delas. A esta altura da tortura, o médico gritava: “a porra da anestesia parou defazer efeito!”. Meu amiguinho via o médico costurando o seu saco com a maior velocidade Carlos Eduardo Oliveira Ramos 9 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  10. 10. possível, coisa de loco, mano. Era agulha para lá e linha para cá. Era sangue egritos para tudo quanto é lado. Quando, finalmente, o saco estava completamente costurado, a merda daanestesia voltou a fazer efeito. Em silêncio, nosso coleguinha vestiu uma roupa dedoente que as enfermeiras lhe deram. A roupa era branca e fechada somente naparte anterior, o que deixava as suas costas à mostra e, também, a sua horripilantebunda peluda e branca. Ao sair, teve que passar pela sala de espera e recepção. Foi muito sinistro.Todas aquelas pessoas olhando para aquela figura branca, pálida, vestida debranco, curvada, quase se arrastando apoiado em duas garotas, que podiamtrabalhar em filme de sacanagem – se é que... e, de quebra, com a bunda peluda ebranca à mostra. Teve que entrar no carro de quatro, deixando à mostra uma singular bunda-lê-lê horrorizando os outros motoristas. É mole? LA MAMMA MORTA Minha mãe é profissional em ficar muito doente. Já chegou a morrer, mas osmédicos conseguiram reanimá-la (!). Quando saiu do hospital após esta internaçãona qual chegou a morrer, foi direto para uma lanchonete super famosa na cidade naqual moramos e pediu para o dono que, por acaso, estava disponível para atendê-la,pudim. O pudim chegou rapidamente à mesa pelas suaves mãos do dono dalanchonete que nunca havia visto a minha mãezinha. A mãe do homem mais gato domundo, assustada com a fatia do pudim, disse: “O quê? Uma pequena fatia depudim? O senhor está louco? Eu falei pudim! O senhor quer que eu soletre? P... u...d... i... m...! Inteiro! O senhor acha que esta amostra grátis vai me satisfazer?” Tenho que adverti-los que a mãe dos meus irmãos sempre acha que nóssabemos o que ela pensa. Ela sempre reclama do que a gente não fez, masesquece de comunicar verbalmente e claramente o que quer. É osso essa figura! Voltando à trama, crianças. O solícito dono da lanchonete pegou o benditopudim que foi devorado com sofreguidão pela minha genitora. Quando terminou acena animalesca, não satisfeita com o mico elevado à enésima potência, pediu: “umcafezinho, por favor!”. O desconfiado dono da lanchonete trouxe o cafezinho com osdevidos complementos, a saber: açúcar, colherinha e um sorriso amarelo. A pessoado gênero feminino que me pariu, arrematou: “Pó, moço! Qual é a sua afinal? Osenhor quer que eu engorde? Custa alguma coisa o senhor trazer um adoçante?”. O infeliz empresário não pôde crer no que estava acontecendo. Ele trouxe oadoçante. A mãe, não sei de quem – se é que..., colocou três gotinhas de adoçanteno café e bebeu. Pagou a conta e saiu na maior tranqüilidade, sob os olhares deincredulidade dos funcionários e clientes do estabelecimento, pois, além de toda acena memorável, usava uma roupa igual à da história do meu amigo carcamano. Emoutras palavras, ela saiu com a bunda de fora! Eu quero morrer!!!! Carlos Eduardo Oliveira Ramos 10 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  11. 11. MUTATIS MUTANDIS Em uma das vezes em que fui visitar a minha genetriz em um hospital, eu via gata pela primeira vez. Lá estava ela com seus olhos verdes e seu corpoabsolutamente espetacular. Ela todinha estava recostada na cama ao lado da, aesta altura do campeonato, idolatrada mãezinha querida do meu coração. A tesudaera amiga da minha madre, não é incrível? Eu mal conseguia conter a baba. Tanto a baba superior quanto a inferior –se é que... só pensava em desossar aquela fêmea. Eu fingia ouvir o blá, blá, blá daconvalescente, enquanto inebriava-me com os hormônios daquela deusa. Recordo-me de ter pensado: “nem mesmo um viado seria capaz de ficar de pau-mole frenteaquele poço de estrogênio e sensualidade”. Chegou a aparecer uma rodelinhamolhada no lado esquerdo inferior do zíper da minha calça, tipo pinto mal balançadoafter-restroom – se é que... Passados uns quatro meses, o sacana do destino, trouxe em evidênciaaquele espetáculo de mulher. Vocês lembram do cursinho pré-vestibular e patati-patacolá? Pois neste cursinho havia um excepcional professor. O professor, em umadas aulas, após um aluno ter ‘vomitado‘ uma impropriedade qualquer do tipo: “agente somos legal!”, disse, colocando as mãos na virilha: “ai, esta doeu lá no útero!”.Sem comentários. O “alegre” e uterino professor decidiu, sabe-se lá o por quê, virar macho.Decidido a ser um autêntico macho, do tipo que não cospe, escarra, escarra algoverde e corrosivo capaz de furar o assoalho de qualquer boteco (argh)! Para talintento, tratou de descolar uma fêmea para carcar. Mas quem, quem,... ninguémmais indicada do que a tesuda de olhos verdes. Depois de apenas passear de mãosdadas por toda cidade com a filha-de-deus-perfeita, cansou do teatrinho e dispensoua fêmea. Minha matriz contou-me toda a triste história. Estigma é um termoadequado para aquela mulher de olhos verdes e peitinhos que apontam o céu, eupensei. Em uma singela tarde, tive que ir ao apartamento da gostosa a fim deentregar algo que a minha madre salve-salve pediu. Chegando lá, conversa vai econversa vem, fui ficando por lá mesmo. Lá pelas tantas, ela resolveu fritar batatas.Eu ficava ali olhando seus ombros e sentindo aquele cheiro de batatas fritas (minhaboca estava mais cheia que o Oceano Atlântico). Eu não resisti ao seu sex appealcom fritas. Avancei com o meu bocão em direção aos seus ombros e nuca. Ela ficouali, deixando eu quase engolir sua coluna vertebral enquanto as batatas queimavam.Fodam-se as batatas! Eu queria virar aquela fêmea ao avesso, queria comer até aalma dela e, depois, com seus ossos já digeridos, lamber os beiços e arrotar. Como sou sortudo para capeta, o destino resolveu me sacanear. Ela disseque seu pai estava para chegar e que não seria seguro ele encontrar um cara com opinto para fora das calças (não havia a menor condição anatômo-psico-fisiológica demantê-lo preso, sob pena dele, de tão duro, rachar. Capisce?). Tive que sair pelatangente encobrindo meu pingolim dos olhares desavisados dos pacatos cidadãos. No dia seguinte, eu, sem querer-querendo, ouvi as mensagens que estavamna secretária eletrônica da senhoura minha genitora. Até aí, beleza. O problema éque uma das mensagens dizia textualmente: “E aí sogrona! Depois eu te encontropara gente fofocar. Um beijo!”. Putz! Fiquei imaginando, meio quê Carlos Eduardo Oliveira Ramos 11 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  12. 12. psicanaliticamente, as duas conversando sobre o meu saquinho do tempo de bebê eo meu pintão de hoje. Cara, rolou uma necessidade de sumir do mapa. Então, comoeu era um covarde, medroso e burro (além de masoquista, tarado e gordo), sumisem dar explicações. Uma pergunta, arrependimento mata? Em tempo, o professor que sente dor no útero está em um hospitalpsiquiátrico... HOJE TEM Meu amigo carcamano ficou possesso quanto leu parte do rascunho destessingelos textículos que eu enviei por e-mail. Por telefone disse coisas do tipo: “vocêdeveria escrever algo que trouxesse alguma contribuição para a humanidade!”.Parece que ele abriu o e-mail na frente de algumas senhouras que trabalham nomesmo departamento que ele. Claro que elas disseram: “que horror,...”. Enquanto ele detonava com os meus inocentes textículos, eu lembrava de umcauso que rolou com nosso nervoso amiguinho carcamano. Como sou humildepacas, vou contar, seguindo, assim, seu conselho. Acho que vamos aprender algo. Quando o nosso herói era adolescente, tinha um grupo de amigos muitobásico. Todos tinham o mesmo nome, inclusive eu (!). Éramos sete ao todo. Íamospara tudo quanto é lado e só falávamos de sacanagem. Em um memorável sábado à noite em que estávamos em um ‘point’ da cidadetendo como objetivo descolar uma fêmea (tarefa impossível para os adolescentes deentão que tinham que se contentar com as revistas ‘educativas’), nosso queridocolega disse ter localizado, em meio à multidão, uma fêmea de cabelos douradosque, indubitavelmente, estava ‘querendo’– se é que... Ficamos ali ouvindo umtempão o que o nosso intrépido herói faria e o que não deixaria de fazer com avítima. “Ela tá toda-toda, meu! Ainda bem que não corri hoje!”. Correr quer dizeraquele negócio que os adolescentes fazem no banheiro e que fortalece muito obraço direito – se é que... Incentivado por nós, ele avançou em direção à fêmea. Foi chegando maisperto da gatinha estrogenada, fazendo um estilo bem macho para impressioná-la.Ao chegar junto dela percebeu que ela não tinha: pés, pernas, quadril, umbiguinho,peitos, braços, ombros, pescoço e cabeça com olhos, nariz e etc. Coisas básicasque as mina têm, capisce. A ‘coisa’ tinha um tubo azul no lugar do corpo e, no alto,onde deveria haver uma cabeça, tinha uma caixa amarela onde lia-se: “correios”... Moral, jamais abra e-mails perto de ‘tias’ e nunca saia de casa sem óculos oulentes de contato se sua miopia tiver grau elevado. Viram como eu contribuí para a humanidade? Mais um pouco eu poderia serconfundido com o Paulo Coelho! Carlos Eduardo Oliveira Ramos 12 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  13. 13. LA CUCARACHA A sala de concerto – que estava precisando de conserto – estava lotada. Anata da sociedade estava presente – nata da sociedade quer dizer um bando debabacas que adoram se ver em colunas sociais –, e, também este bípede,cefalópode, pós-moderno que redige este singular textículo. Havia, também, na platéia, sentado na primeira fila, um garoto ruivo, gordo,com os dentes para fora e aparentando uns treze anos. No paupérrimo palco, a pianista estava trajando um modelito azul celestebásico que deixava à mostra seus ombros e braços roliços (que observação maisbichosa!). Tudo estava em conformidade: ‘pessoas’ fazendo aquele barulhocaracterístico das embalagens de guloseimas; outras realizando comentáriosabsolutamente ridículos sobre a performance da azul pianista; eu, como semprequerendo comer a vítima que estava ao meu lado,... quando aconteceu o inusitado... Enquanto a internacionalmente conceituada pianista tocava brilhantemente osEstudos de Execução Trancendente de Liszt, uma barata do tipo “tanque-de-guerra”que, se crescesse mais um pouco, poderia ser promovida à ratazana resolveuevidenciar suas habilidades acrobáticas. A mulher tocava e a barata subia e descia pela banqueta! A mulher tocava e a barata subia em suas costas! A mulher tocava e a barata passeava por seus mordíveis ombros! A mulher parou de tocar quando viu a barata e, com sua mão esquerdarealizou um glissando sobre seu braço direito provocando, assim, a queda da barataentre a primeira fila e o palco. A barata ficou desfilando seu estiloso corpinho até que aquele garoto ruivo,gordo, com os dentes para fora e aparentando uns treze anos que estava sentadona primeira fila resolveu, ante o silêncio que imperava (a esta altura a pianista jáhavia gritado mais que cantora de ópera italiana), destruir o exoesqueleto daquelanojenta criatura. Deu um pisão cheio de categoria no bicho e foi ovacionado como herói. Quempoderia imaginar que aquele moleque seria tão macho a ponto de matar uma barataselvagem tão eficazmente? Basta estar vivo para surpreender-se... Carlos Eduardo Oliveira Ramos 13 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  14. 14. BATENDO SOPA E LAVANDO A LÍNGUA NO CHUVEIRO Eu, sem querer querendo, omiti para ustedes que jo soy, além de covarde,medroso, burro, masoquista, tarado e gordo,... well, how can I say?... Psicólogo!Vamos ao que interessa! O homem mais lindo do mundo, quando era estudante psi, foi assistir a umciclo de palestras sobre as teorias de um tal camarada de nome R... Para quem nãoconhece o camarada R..., eu posso resumir sua teoria rapidamente assim: trepes eserás feliz! Como vocês já perceberam, eu não consigo ficar calado muito tempo,entonces, em uma das palestras, quando as senhouras palestrantes que, diga-se depassagem, não eram nada comíveis, explicitavam didacticamente sobre um tal de“Orgasmo Total” (um lance super-super muderno, saca?!?), o leitor de revistas desacanagem falou na maior cara-de-pau: “Aí doutoras, qual a diferença entreOrgasmo Total e orgasmo múltiplo?”. Porra meu, eu tinha mais que ser direto! As digníssimas palestrantes estavamrelacionando sexo com chuva, trovões e relâmpagos. Sinceramente, eu não vimotivos para ficarem espantadas com minha singela pergunta. Uma colegaacadêmica psi virou-se para mim e disse: “orgasmo múltiplo é uma tempestade,criança inocente!”. Isso tudo é muito light perto do que aconteceu após umas das palestrasnoturnas. Sempre rolam uns bate-papos nos intervalos desses eventos e, o psizinhoaqui mais um garoto de quinze anos (que tinha uma irmã gêmea absolutamentedesossável) e totalmente interessado em R..., inventamos de ir a uma churrascariacom duas formandas de psicologia de outra faculdade da cidade após a palestra. Na churrascaria, enquanto comíamos as carnes e etc, cada um pensava oseguinte: - Vou fazer amizade com esse moleque só para comer a irmãzinha dele (pensei)! - Não suporto ser virgem por mais uma semana, eu preciso comer uma fêmea o mais rápido possível (pensou o moleque de quinze anos)! - Eu quero dar para todos os machos do planeta (pensou a... ”quebra- galho”)! - Vai rolar a maior sacanagem de todos os tempos (pensou a “psi mais sóbria”)! A “quebra-galho” convidou-nos para ouvir umas músicas alternativas e tomarum vinho em sua casa. Nós fomos, é óbvio. A certa altura da noite, após umasquatro garrafas de vinho e muito som podrera, deitamos, cada um em uma parte doquarto, pois estávamos vencidos pelo álcool (o quarto ficava no subsolo da casa da”quebra-galho” e tinha acesso externo, através de um corredor lateral). Continuando, eu deitei em uma cama no canto oposto à porta. A “quebra-galho” deitou-se em um colchonete que ficava à minha direita, praticamenteencostado na cama onde este pobre psi estava. Ao lado direito dela, estava omoleque (que tem uma irmã que certamente é uma delícia), deitado sobre o tapete,portanto, estávamos lado a lado. A “psi mais sóbria” estava deitada no chão, junto àparede, sob nossas cabeças, portanto em posição “tê” em relação a nós. Carlos Eduardo Oliveira Ramos 14 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  15. 15. Estávamos mezzo mimindo, quando a ”quebra-galho” pegou a minha mãodireita e colocou sobre seu peitão esquerdo e, simultaneamente, colocou a mãoesquerda do moleque em seu peitão direito. Eu fiquei curtindo aquilo, é verdade,mas pensei que fosse ficar por isso mesmo quando a ”quebra-galho” foi medeixando de esquema ereto. A “quebra-galho” tirou toda a roupa e o moleque mandou ver. Eu fiquei sóolhando a memorável cena quando, inesperadamente o nosso amiguinho (ex-moleque e ex-virgem) parou de carcar na ”quebra-galho” e dirigiu-se para a porta. A”quebra-galho” me puxou e eu mandei ver (!). Como eu acho a ”quebra-galho”literalmente o tipo de fêmea que não se deve comer em hipótese alguma, salvo emestado de alta embriaguês, e, também, o nosso famoso esquema estava sem o seusuéter de látex (eu me odeio! - se é que...), mandei ver em presto agitadíssimo(traduzindo: carquei o mais rápido possível). A “quebra-galho” dizia: “mais devagar; calma; assim você me machuca!”. Eunem queria saber. O que me interessava naquele momento era acabar rápido,porque o nosso adolescente ex-virgem, enquanto eu carcava na (vocês sabem) fezpipi no jardim lá fora (?!?!?!) e estava voltando, pareceu-me que estava de pau duro.Eu é que não iria ficar na reta de um cara de quinze anos com o pau duro e bêbado.É ruim heim! Ejaculei, a palavra é essa mesmo (não teve nada de orgasmo total e etc) evoltei rapidamente para a cama do canto. Ali, fiquei a observar o descontrolado ex-virgem mandar ver sem miséria na inundada ”quebra-galho”. Neste momentotranscendental, filosofei: “pó, meu, o carinha está batendo a maior sopa de porra,que nojo!!!!”. Essa doideira toda rolou e a psi em “tê” durmiu o tempo todo. É mole? Lá pelas cinco da matina, eu e o ex-virgem fomos saindo. A “quebra-galho”acompanhou-nos até o portão e beijou a gente. Cara, eu me senti totalmente podre! Enquanto saíamos do local do crime, o ex-virgem disse-me o motivo de terinterrompido a transa inicial. O pobrezinho falou que ficou nervoso e, por isso ficoude pau mole, então, imaginou que se desse uma mijada, poderia ficar mais calmo epoder recuperar a pau-durescência. Irc! Quando cheguei em casa, fui direto para o banheiro e tomei o banho maisdemorado da minha vida. Lavei até a língua. Contei o caso para minhas amigas do c urso de psicologia que contaram paraum “amigo” da “quebra-galho”. O caboclo veio até mim e disse: “as fulanas disseramque você acha que pegou AIDS por ter transado com a ‘quebra-galho’. Fica frio,cara! Eu sempre transo com ela (ele e metade dos caras da cidade) e, no mêspassado nós fizemos exame de sangue e tá beleza, falei?!”. Eu sou podre demais. Ahrrrrr... Carlos Eduardo Oliveira Ramos 15 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  16. 16. 2ª PARTE PAPO DE BUTECO... Carlos Eduardo Oliveira Ramos 16ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  17. 17. NOTURNO OPUS PÓSTUMO Eu me sinto como um espectador neste mundo muito pirado. Não acho graçaem mais nada. Não vejo mais os pássaros, as árvores, as pessoas, o amanhecer e oentardecer. Não suporto ter que pegar ônibus, acordar cedo (para quê?), falar comas pessoas, estudar psicologia, informática, ler um livro apenas por prazer, pois nãohá prazer. Queria gostar das pessoas, das coisas e da vida, mas não consigo. Eu bemque tento, mas acho tudo muito estúpido e mergulho naquela sensação cada vezmais presente em minha existência: o vazio. Qual o sentido em acordar e trabalhar para o os outros enriquecerem e vocêse foder cada vez mais? Qual o sentido de haver tantos sorrisos no carnaval? Qual osentido do não sentido? Eu pensei se haveria algum momento no qual, talvez, perceba-me mais “leve”e notei que pareço vivo quando estou perto dos filhos dos meus amigos. Nãoentendo o por quê deles gostarem de mim, só sei que eu volto em minha infância eacho que sou feliz nestes momentos. Uma felicidade à la Chopin, algo como: eu erafeliz e não sabia. Um saudosismo babaca (ou qualquer coisa do gênero), talvez umacrise dos trinta. Cara, a cada segundo, eu estou mais próximo da morte! Que merda!Ou não??? RELAÇÕES EGOPUTATIVAS A minha relação com o mundo é putativa! Eu não sinto prazer nenhum quando estou no trabalho, mas vou lá porque mepagam. Eu acho uma porrada de pessoas com as quais eu sou obrigado a “conviver”um bando de imbecis, mas fico calado para não ser processado. Acho o máximo da imbecilidade os programas televisivos dos domingos, masnão me pronuncio a respeito só para ter a possibilidade de comer uma otária quegoste dessas porcarias. Eu não tenho a menor vontade de ser gentil com 99,9% das pessoas que vejonas ruas, mas como uma delas poderia ser meu filho ou filha, eu digo: “olá, comovai?”. Não suporto ter que ouvir aquela baboseira sobre qual pessoa famosa comeuou foi comida. Afinal, quem tem que comer aqui? Eu ou os outros? Carlos Eduardo Oliveira Ramos 17 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953
  18. 18. AO AR LIVRE Outro dia desses, enquanto ouvia uns colegas conversando, tive um insight(insight quer dizer uma inspiração chique, coisas de psi). Pensei que poderia serbom para a humanidade instituir o cocô ao ar livre. Imaginem que sofisticado: privadas nos jardins ou nas sacadas dos prédios.Por que não? Essa implementação acabaria de vez com aquele cheiro que fica nobanheiro após realizarmos os “estágios não remunerados” rotineiros, além de sertotalm ente anti-estresse. É possível curtir a natureza e, quando não estiverchovendo, ler um jornalzinho. Não é graciosa e singela esta idéia? ESPELHO Engraçado... eu precisei passar trinta e dois anos fugindo de Deus paraencontrá-lo em mim. Quanto mais me fechava, mais próximo ficava. Não teveescapatória. Encontrei-me. Encontrei Deus. Encontrei a Natureza. Agora eu sei oque é o Belo (que antes era Teoria Estética). Deus está além da teoria. Ele está no sentir, no agir, no ser, no não ser, notudo e no nada, na presença e na ausência, ele está no fim e no início. Agora sei que a alegria dos meus amigos é também minha alegria. Agora eusei para quê e por quê da amizade. Eu percebo que não olhava nos olhos dosamigos. No máximo cruzava o olhar... sempre com uma sensação de estranheza,um incômodo ou algo assim. Agora eu vejo a minha alma através dos olhos deles... um reflexoextremamente cristalino que me atinge como... não sei bem como colocar empalavras mas é duro se ver. Quanta coisa ruim acumulada que me envenenava... Agora sinto uma dor na alma... É uma dor boa... É a dor da limpeza... Carlos Eduardo Oliveira Ramos 18 ceduardoramos@bol.com.br .*. ICQ # 110546953

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