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O que é Liberdade?

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Liberdade é um conceito amplo, coexistem diversas concepções. Sua compreensão varia de acordo com a cultura, os valores, a ideologia, a política, a religião, a época e os acontecimentos históricos.

Essa apresentação traz algumas concepções sobre a liberdade no tempo e de acordo com alguns filósofos e pensadores.

Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta que valoriza cada pessoa em seu modo de ser singular, promovendo seu autoconhecimento e sua autonomia para lidar com as dificuldades que atravessa, ampliando suas possibilidades de ser e de escolher sua vida.

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O que é Liberdade?

  1. 1. Bruno Carrasco ex-isto, 2017 O que é Liberdade ?
  2. 2. Do latim libertas. Condição daquele que é livre. Capacidade de agir por si mesmo. Autodeterminação. Independência. Autonomia. Liberdade
  3. 3. Descrever liberdade não é simples, pois coexistem diversas concepções sobre este conceito. Sua compreensão varia de acordo com a cultura, os valores, a política, a religião, a época e os acontecimentos históricos. Apresento algumas concepções sobre a liberdade no tempo e de acordo com alguns filósofos e pensadores. A liberdade
  4. 4. A Liberdade no Tempo
  5. 5. Na Grécia Antiga, a liberdade era entendida como um meio de ação orientada pela razão, governando a vontade para escolher o que é bom, justo e virtuoso. Grécia Antiga Séc. VI a.C.
  6. 6. Para Sócrates, livre é a pessoa que consegue dominar os sentimentos, pensamentos e a si próprio por meio da razão. Aquele que não faz isso permanece escravo e controlado pelas paixões, liberdade é autodomínio. Sócrates Séc. V a.C.
  7. 7. Platão entende a liberdade como a opção de viver na virtude. Segundo ele, a alma de cada homem é o que há de puro e o corpo é irracional, movido pelos sentidos. É preciso dominar o corpo por meio da razão, para ser livre. Platão Séc. IV a.C.
  8. 8. Segundo Aristóteles, livre é aquele que pode agir ou não agir, que escolhe sua ação ou decide não agir. A liberdade é a capacidade de optar entre as diversas alternativas que a vida oferece, utilizando habilidade para escolher por meio da vontade e razão. Aristóteles Séc. IV a.C.
  9. 9. A liberdade é o poder da vontade para se determinar ou para escolher ser determinado, é a oposição ao que é condicionado externamente e ao que acontece sem a nossa escolha. É a pessoa que dá a si mesma os motivos e os fins de sua ação, sem ser constrangido ou forçado por nada nem por ninguém. A liberdade é o princípio para escolher entre as alternativas possíveis, se realizando como decisão e ato voluntário. Aristóteles Séc. IV a.C.
  10. 10. Para Santo Agostinho, a liberdade é uma opção do ser humano de determinar seu caminho, cujos parâmetros de escolha são delimitados por uma ordem exterior, que estabelece o valor de sua escolha, ou seja, que define qual escolha é boa e qual é má. Santo Agostinho Séc. IV d.C.
  11. 11. Séc. IV d.C.Santo Agostinho A visão de Santo Agostinho é influenciada pelo cristianismo. Ele define o mal como sendo a ausência de Deus, em decorrência da escolha da pessoa por um caminho que afaste do bem, uma vez que o mal não pode vir de Deus. Para ele, o livre-arbítrio é o que confere ao ser humano a vontade livre de decidir seguir um ou outro caminho.
  12. 12. Para os cristãos, o homem é livre e sua vontade é sua capacidade para escolher tanto o bem quanto o mal. Sua ação só será boa, justa e virtuosa se for guiada pela revelação, sendo mais poderosa do que a razão e. Cristianismo
  13. 13. Segundo Thomas Hobbes, a liberdade é a ausência de impedimentos externos. A capacidade de escolha pode estar sujeita a impedimentos, a liberdade seria a ausência de impedimentos externos que cada um faça o que quer, conforme o seu julgamento e razão. Thomas Hobbes Séc. XVII
  14. 14. Segundo ele, a liberdade natural consiste em não se submeter à vontade ou a autoridade legislativa do homem, tendo por regra apenas a lei da natureza. A liberdade civil é não se submeter a nenhum poder legislativo que não seja aquele estabelecido pelo consentimento. John Locke Séc. XVII
  15. 15. Para Kant, liberdade é o que caracteriza o ser humano e define sua responsabilidade de ser racional. O homem pode resistir aos estímulos sensíveis, tanto internos quanto externos, sendo legislador absoluto de si mesmo, responsável do que faz ou deixa de fazer. Immanuel Kant Séc. XVIII
  16. 16. Para Hegel, a liberdade se efetiva como vontade, porém não se limita à vontade particular de um sujeito. A liberdade deve ser encarada como algo que permeia as estruturas, práticas e tradições das instituições sociais e manifestam o modo de ser comunitário. Georg W. F. Hegel Séc. XVIII
  17. 17. Para Nietzsche, liberdade é criação de novos valores e de um novo homem. Crítico da moralidade cristã ele propõe a liberdade como uma potencialização da existência, e não como uma normativa de valor que limita a ação do homem. Friedrich Nietzsche Séc. XIX
  18. 18. Para Sartre, o ser humano é livre, pois sempre está escolhendo. Liberdade é escolher e somos livres para escolher. Podemos escolher fazer ou escolher não fazer. Conformar-se com a realidade que nos é dada é uma escolha, tal como não se conformar e agir contra as circunstâncias. Jean-Paul Sartre Séc. XX
  19. 19. Três grandes Concepções de Liberdade
  20. 20. Liberdade de Escolha Essa concepção concebe a liberdade como oposto ao que é condicionado e ao que acontece sem a nossa escolha. Foi iniciada por Aristóteles e retomada por Sartre, no século XX. Segundo Aristóteles, é livre aquele que escolhe agir ou não agir, escolhendo determinar suas escolhas ou deixar que sejam autodeterminadas. Trata-se da escolha de cada um sobre suas ações, sem ser constrangido ou forçado por nada nem ninguém.
  21. 21. Liberdade de Escolha A liberdade é a possibilidade de escolher entre alternativas possíveis, sendo realizada como decisão e ato voluntário. Por ser livre, a vontade pode seguir ou não os conselhos da consciência. Para Sartre, todos somos livres. A liberdade é a escolha que cada um faz de seu ser e de seu mundo, e estamos condenados à liberdade, pois não há como não escolher.
  22. 22. Liberdade de Escolha A todo momento estamos fazendo escolhas, podemos fazer uma coisa ou não fazer, podemos acreditar que não podemos fazer algo ou concordar com uma impossibilidade percebida ou podemos contrariar, e isso é sempre nossa escolha. O que não podemos é não sermos livres, ou seja, não escolher. A própria "não escolha" é também uma escolha. E como escolhemos, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos.
  23. 23. Liberdade Coletiva A liberdade é uma escolha do indivíduo e é livre aquele que age por si sem ser forçado nem constrangido por nada nem ninguém. Porém a liberdade não é uma escolha individual, mas uma atividade do todo, onde os indivíduos são partes. Essa concepção de liberdade foi inicialmente desenvolvida pelo estoicismo, sendo retomada no século XVII com Espinosa e nos século XIX com Hegel e Marx.
  24. 24. Liberdade Coletiva O todo ou a totalidade age ou atua segundo seus próprios princípios, dando a si mesma suas leis, suas regras, suas normas. Essa totalidade é livre, pois sua liberdade instaura leis e normas necessárias para os indivíduos. Liberdade não é deliberar, mas agir em conformidade com a totalidade, é o todo que tem o poder para agir em conformidade consigo mesmo, sendo o que é e fazendo o que faz.
  25. 25. “ “A liberdade é uma conquista, lutamos por ela precisamente porque não a temos, as pessoas se libertam em comunhão.” (Paulo Freire)
  26. 26. Liberdade Parcial Não podemos fazer quaisquer escolhas, pois nossas escolhas estão condicionadas pelas circunstâncias naturais, psíquicas, culturais e históricas em que vivemos. Segundo esta concepção, a liberdade é a capacidade de perceber o que podemos fazer e realizar aquelas ações que transformam o modo como as coisas estão, dando outro sentido ou direção.
  27. 27. Liberdade Parcial A liberdade não está em querer alguma coisa, mas fazer alguma coisa que é possível, somos livres para fazer o que temos o poder de fazer. Essa concepção tem como influência o pensamento de Espinosa e Hobbes, no séc. XVII, e por Voltaire, no séc. XVIII. Eles levam em conta a tensão entre nossa liberdade e as condições naturais, culturais e psíquicas que nos determinam.
  28. 28. Liberdade e Política
  29. 29. Liberalismo Liberalismo é uma doutrina que defende a liberdade política e econômica, sendo contra o controle do estado na economia e na vida das pessoas. É um pensamento que evoluiu junto com o desenvolvimento da burguesia e do Iluminismo (a partir do final do século XVIII), diferenciando-se daqueles que se colocavam como dependentes do pensamento religioso.
  30. 30. Anarquismo Segundo os anarquistas, o homem é um ser naturalmente capaz de viver em paz com seus semelhantes, mas as instituições autoritárias impedem que se relacionem de modo cooperativo. De um modo geral eles defendem a ausência de governo, em favor da liberdade individual e coletiva. Também são contrários a propriedade privada, a dogmas e moralidades que impedem a liberdade e autonomia de cada indivíduo.
  31. 31. Capitalismo Capitalismo é um sistema econômico onde os meios de produção e distribuição são quase totalmente de propriedade privada, com fins lucrativos. Os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas. A liberdade para o capitalismo é muitas vezes relacionada com a posse de dinheiro, acreditando que se você tem dinheiro é livre para fazer o que quiser, ou melhor comprar o que quiser.
  32. 32. Referências ● Convite à Filosofia, Marilena Chauí. Editora Ática: SP, 2000. ● Dicionário Básico de Filosofia, Hilton Japiassú, Danilo Marcondes. Jorge Zahar Editor: RJ, 2001. ● Filosofando: introdução à filosofia, Maria Helena P. Martins e Maria Lúcia de Arruda Aranha. Ed. Moderna: SP, 2003. ● O Existencialismo é um Humanismo, Jean-Paul Sartre. Ed. Vozes: RJ, 2014.
  33. 33. por Bruno Carrasco Psicoterapeuta que valoriza a liberdade de ser e o encontro de novos meios para lidar com as dificuldades que atravessamos, ampliando as possibilidades de ser. Mais informações: www.sereconviver.com www.fb.com/sereconviverpg
  34. 34. “ “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” (Cecília Meireles)
  35. 35. ex-isto 2017 Template por SlidesCarnival.

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