Interpretacao de textos(1)97

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Estudo sobre os princípios básicos para uma leitura mais proveitosa.

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Interpretacao de textos(1)97

  1. 1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Ler: o ver de verdade Leitor competente é aquele que, além do sentido das palavras, descobre também o significado das pausas, dos silêncios, da pontuação... (Cereja, Cochar & Cleto)
  2. 3. ELEMENTOS BÁSICOS DA LEITURA: <ul><li>1. decodificar </li></ul><ul><li>2. entender </li></ul><ul><li>3. compreender </li></ul><ul><li>4. analisar </li></ul><ul><li>5. interagir </li></ul>
  3. 4. DECODIFICAR <ul><li>Será que saber os 32 fonemas e as 26 letras de uma língua é o bastante? </li></ul><ul><li>Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hh Ii Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Ww Xx Yy Zz </li></ul>
  4. 5. <ul><li>(&quot;Fábula escrita na linguagem - aqui recuperada - do tempo em que os animais falavam&quot;) </li></ul><ul><li> Andesta na florando um enaco macorme avistorvo um cou com um beço pedalo de quico no beijo. &quot;Ver comou aqueijo quele ou não me chaco macamo.&quot;, vangloriaco o macou-se de sara pigo consi. E berrorvo para o cou: &quot;Oládre compá! Voçá estê bonoje hito! Loso, maravilhindo! Jami o vais tem bão! Nante, brilhio, luzidegro.“ Poje que enso, se quisasse canter, sua vém tamboz serela a mais bia de testa a floroda. Gostari-lo de ouvia, comporvo cadre, per podara dizodo a tundo mer que vocé ê o Rássaros dos Pei&quot;. Caorvo na cantida o cado abico o briu afar de cantim sor melhão cansua. Naturalmeijo o quente caão no chiu e fente imediatamoi devoraco pelo astado macuto. &quot; Obriqueijo pelo gado!&quot;, gritiz o felaco macou. E a far de provim o mento agradecimeu var lhe delho um consou: Jamie confais em pacos-suxa. </li></ul><ul><li>Millôr Fernandes , depois de &quot;A baposa e o rode&quot;, já disponível no &quot;Releituras&quot;, nos traz agora &quot;O macorvo e o caco&quot;, inventiva forma de escrever criada pelo autor, segundo ele do tempo em que os animais falavam. </li></ul>
  5. 6. O MACACO E O CORVO <ul><li>Andando na floresta, um macaco enorme avistou um corvo com um belo pedaço de queijo no bico. </li></ul><ul><li>“ Vou comer aquele queijo ou não me chamo macaco”, vangloriou-se o macaco de si para consigo. E berrou para o corvo: “Olá, compadre! Você está bonito hoje! Lindo, maravilhoso! Jamais o vi tão bem! Negro, brilhante, luzidio! Hoje penso que, se quisesse cantar, sua voz também seria a mais bela de toda floresta. Gostaria de ouvi-lo, compadre corvo, para poder dizer a todo mundo que você é o Rei dos Pássaros.” </li></ul><ul><li>Caindo na cantada do macaco, o corvo abriu o bico a fim de cantar sua melhor canção.. </li></ul><ul><li>Naturalmente o queijo caiu no chão e foi imediatamente devorado pelo astuto macaco. “Obrigado pelo queijo.” gritou feliz o macaco. “E para provar o meu agradecimento vou dar-lhe um conselho”. </li></ul><ul><li>MORAL: JAMAIS CONFIE EM PUXA-SACOS </li></ul>
  6. 7. ENTENDER <ul><li>Dominamos plenamente o vocabulário </li></ul><ul><li>de nossa língua? </li></ul><ul><li>A curiosidade a respeito das palavras é importantíssima para dominar o conteúdo da língua. </li></ul>
  7. 10. <ul><li>1. chilrear – cantar, gorjear </li></ul><ul><li>2. exortar – dar estímulo a; animar, incentivar; induzir; persuadir </li></ul><ul><li>3. inexorável - que não se abala com súplicas ou pedidos; </li></ul><ul><li>4. nosofobia – exagerado medo de adoecer </li></ul><ul><li>5. plenilúnio – lua cheia </li></ul><ul><li>6. tabatinga – argila mole de coloração variada </li></ul>
  8. 11. <ul><li>Palavras com significado desconhecido para nós podem dificultar o entendimento de um texto de forma, às vezes, irreversível. </li></ul><ul><li>É só observar quando ocorre a troca de homônimos e parônimos em uma frase... </li></ul><ul><li>A descriminação racial atinge em cheio as minorias; </li></ul><ul><li>Ela sempre age com muita descrição; </li></ul><ul><li>O tráfego deve ser combatido nas grandes cidades; </li></ul>
  9. 12. <ul><li>O CONTEXTO LINGUÍSTICO TAMBÉM É IMPORTANTE: </li></ul><ul><li>O dono da colher foi colher os frutos; </li></ul><ul><li>Eu governo o governo; </li></ul><ul><li>A bola caiu na bola de atum; </li></ul><ul><li>O célebre autor é célebre por suas críticas ao governo. </li></ul><ul><li>Como sempre, muito cedo eu cedo meus direitos. </li></ul><ul><li>Ela sela a carta na sela de sua égua preferida. </li></ul><ul><li>O cabo Desfez o nó do cabo. </li></ul><ul><li>Eu canto no canto da sala um canto único, imitando os pássaros </li></ul>
  10. 13. COMPREENDER <ul><li>“ Ler bem, ou ser um leitor competente, não é apenas compreender o que está dito, mas compreender também o não dito, as entrelinhas, o implícito do texto.” </li></ul>
  11. 14. COMO SE CONJUGA UM EMPRESÁRIO <ul><li>Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. </li></ul><ul><li>“ Epitáfio para um banqueiro </li></ul><ul><li>n e g ó c i o </li></ul><ul><li>e g o </li></ul><ul><li>ó c i o </li></ul><ul><li>c i o </li></ul><ul><li>O” </li></ul><ul><li>(José Paulo Paes) </li></ul>
  12. 15. ANALISAR <ul><li>“ O leitor crítico é aquele que, diante de qualquer texto, verbal ou não verbal, coloca-se numa postura ativa, de análise, de resposta ao texto lido. Ele não só analisa o texto, mas também os demais elementos da situação de produção: quem fala, para quem fala, em qual contexto e momento histórico, em que meio ou suporte de divulgação,com qual intenção, etc. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Monteiro Lobato merece ser censurado? </li></ul><ul><li>A absurda tentativa de banir um livro infantil de Monteiro Lobato das escolas sob a acusação de racismo </li></ul><ul><li>CELSO MASSON, HUMBERTO MAIA JUNIOR E RODRIGO TURRER </li></ul>
  14. 17. INTERAGIR <ul><li>“ Ninguém fala ou escreve sem ter um destinatário em mente. Quando alguém produz um texto, tem uma intenção e supõe ou tem um interlocutor real. </li></ul><ul><li>Um texto pode interagir com o interlocutor, modificar seu comportamento, suas ideias ou emoções;” </li></ul><ul><li>NENHUM TEXTO É NEUTRO, DESPRENTENSIOSO! </li></ul>
  15. 19. RECURSOS PARA UMA LEITURA MAIS PRODUTIVA <ul><li>Observar títulos e subtítulos; </li></ul><ul><li>A fúria da natureza </li></ul><ul><li>Como o Japão – um exemplo de tecnologia, planejamento e disciplina – enfrenta o maior terremoto de sua história </li></ul>
  16. 20. <ul><li>Analisar ilustrações </li></ul><ul><li>Reconhecer elementos pretextuais importantes (parágrafos, negritos, sublinhados, deslocamentos, enumerações, quadros, legendas etc) </li></ul><ul><li>Reconhecer e sublinhar ou marcar na margem fragmentos significativos; </li></ul><ul><li>Relacionar e integrar, sempre que possível, esses fragmentos a outros; </li></ul><ul><li>Decidir se deve consultar o glossário ou dicionário ou adiar temporariamente a dúvida para esclarecimento no contexto; </li></ul><ul><li>Tomar notas sintéticas de acordo com o objetivo. </li></ul>
  17. 21. PROCEDIMENTOS ESTRATÉGICOS DE LEITURA: <ul><li>Estabelecer um objetivo claro : se sabemos o que queremos, ficamos mais atentos às partes mais importantes para os nossos objetivos; </li></ul><ul><li>Identificar e sublinhar com lápis as palavras-chave : por meio delas podemos reconstruir o sentido de um texto, elaborar uma síntese; </li></ul>
  18. 22. <ul><li>Tomar notas : a partir das palavras-chave, o leitor pode ir destacando e anotando pequenas frases que resumem o pensamento principal dos períodos, dos parágrafos e do texto; </li></ul><ul><li>Estudar o vocabulário : decidir consultar logo ou adiar para uma inicial interpretação pelo contexto. </li></ul>
  19. 23. <ul><li>Destacar divisões no texto para agrupá-las posteriormente : é importante para estabelecer um esquema do texto e reconstruir o raciocínio do autor e torna-se mais fácil elaborar esquemas e resumos; </li></ul><ul><li>Simplificação : paráfrases mentais mais simples daquilo que está no texto; </li></ul><ul><li>Identificação da coerência textual : uma decifração que procura percorrer o mesmo raciocínio do autor do texto, refazendo o trajeto do seu pensamento original, para apreender, discutir, concordar ou se opor a essas ideias; </li></ul>
  20. 24. <ul><li>Percepção da intertextualidade : marcas de outros textos explícitas e implícitas, essa associação é prevista pelo autor e deve ser feita pelo leitor de forma espontânea, desde que partilhe conhecimentos com o autor; </li></ul><ul><li>Monitoramento e concentração : controle consciente sobre as nossas atividades mentais, disciplinando-as e submetendo-as aos nossos interesses. </li></ul>
  21. 25. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>CLODER, COCHAR & CEREJA </li></ul><ul><li>GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. 2ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2004. – (Ferramentas) </li></ul>

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