PATÓGENOSENTÉRICOSEMERGENTESANÁLISE DEÁGUAS EALIMENTOS(2012/2013)
PATÓGENOS EMERGENTES – são aqueles que surgiram napopulação humana pela primeira vez ou já haviam ocorridoanteriormente, c...
 O desenvolvimento humanoe populacional dependegrandemente da qualidade equantidade dos recursoshídricos e da suaacessibi...
Entre a décadade 70 e 90, 35novos agentesde doença foramdescobertos emuitos maisreemergiramapós longosperíodos deinativida...
 Compreender como os patógenos emergem oureemergem é fundamental para a manutenção eficazdos recursos hídricos, tratament...
175 espéciesde agentesinfeciosos de96 génerosdiferentessãoclassificadascomo novosagentespatogénicos.Deste grupo,75% sãoesp...
 Contribuem para uma taxa elevada de mortes em países de baixoe médio rendimentos em todas as regiões do mundo. Em paíse...
 Distribuição de mortes devido a diarreia em países de baixo emédio rendimentos em 5 regiões da OMS.DOENÇAS E INFEÇÕES EN...
AeromonashydrophilamycobacteriumBactériasEscherichiacoli O157:H7HelycobacterpyloriGiardia lambliaCryptosporidium parvumCyc...
BACTÉRIASAeromonashydrophilaEscherichia coliO157:H7Helycobacterpylori
AEROMONAS HYDROPHYLABactéria gram-negativa, anaeróbia facultativa. Presente em solos e ambientes de água docee salgada. Po...
 Diagnóstico através de: Cultura de fezes ou de sangue em agarque contenha sangue e ampicilina (inibeo crescimento de co...
Enterobactéria gram negativa em forma de bastonetes recto, anaeróbia facultativaReservatório natural: intestino de humanos...
 Diagnóstico através de: Cultura e deteção de verotoxinas livres: Cultura de fezes através de coprocultura emagar-MacCo...
HELICOBACTER PYLORIBactéria gram-negativa em forma de bastonete espiral e possui entre 4 a 6 flagelos unipolaresCaracterís...
Diagnóstico através de: Testes respiratórios da ureia: ingestãode uma cápsula contendo uréia marcadacom C14, amostra do ...
PROTOZOÁRIOSGiardia LambliaCryptoesporidiumparvumCyclosporacayetanensisToxoplasma gondii
GIARDIA LAMBLIAG. INTESTINALIS OU G. DUODENALISProtozoário flageladoReservatório natural: intestino delgado(duodeno e jeju...
 Sintomas: diarreia, flatulência,fezes gordurosas que tendem aflutuar, dores no estômago enáuseas/vômitos, desidratação,p...
Diagnóstico através de: Exame parasitológico das fezes: Método de Faust: consiste na centrífugo-flutuação em sulfato de...
CRYPTOSPORIDIUM PARVUMProtozoário coccídio intracelular extracitoplasmático, encontrado no tratogastrointestinal e respira...
Diagnóstico através de: Exames de fezes: flutuaçãocentrífuga, e solução saturadade sacarose, solução deSheather ou sedim...
CYCLOSPORA CAYETANENSISParasita intracelular obrigatório, tem autofluorescência (azul-verde)SintomasPeríodoIncubaçãoTransm...
 Os oocistos libertam notrato gastrointestinal osesporozoítos que invademas células epiteliais dointestino delgado. Dent...
Diagnóstico através de: Pesquisa dos oocistos em fezes frescas no microscópio decontraste em colorações de ácido - resis...
TOXOPLASMA GONDIIÉ um protozoário intracelular obrigatório que infecta amaioria das espécies de animais de sangue quente.T...
Ciclo de Vida Os oocistos são eliminados nas fezese podem sofrer esporulação etornarem-se infetantes. Após aingestão, pe...
FUNGOSMicrosporidia
 Filo de fungos parasitas unicelulares, possui esporos resistentes. Antes era considerado um protozoário mas atualmente ...
 Existem duasformas desseparasita invadira célula dohospedeiro.Podedesenvolver nacélulahospedeira emcontacto diretocom oc...
 Nos últimos anos, surgiram novos desafios no campo do controlede doenças de veiculação hídrica associadas ao tratamento ...
Biofilmes – um problemacrescenteComunidades biológicas com umelevado grau de organização, onde asbactérias formam comunida...
Como prevenir a formação de biofilmes? Desenho correto das superfícies dos equipamentos em contactocom os alimentos. O t...
Boas Práticas e Sistema HCCP A implantação de sistemas de qualidade como:• Boas Práticas de Fabricação (BPF)• Sistema de ...
Apostar fortemente na informação e educação emsaúde De manipuladores de alimentos Na confeção de alimentos A populaçõe...
 E. coli Práticas apropriadas de controle de infecções são usadas parareduzir o risco de infecções nosocomiais (ex: rest...
Protozoários Propagam-se, principalmente, por meio de oocistos e cistos deCryptosporidium e Giardia, respectivamente, so...
 Ferver a água de beber de córregos e lagos ou em países comalta incidência de doença endémica. A manutenção adequada de...
 Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - CVE-SES/SP. (Agosto de 2011). Informenet.Obtido em Maio de 2013,...
 Microsporidiosis. (1 de Setembro de 2012). Obtido em 17 de Maio de 2013, de Centers for DiseaseControl and Prevention: d...
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Patogénios entéricos emergentes

  1. 1. PATÓGENOSENTÉRICOSEMERGENTESANÁLISE DEÁGUAS EALIMENTOS(2012/2013)
  2. 2. PATÓGENOS EMERGENTES – são aqueles que surgiram napopulação humana pela primeira vez ou já haviam ocorridoanteriormente, cuja incidência está a aumentar ou estão aexpandir-se para áreas onde não haviam sido reportadosanteriormente, nos últimos 20 anos (WHO, 1997)PATÓGENOS REEMERGENTES - são aqueles cuja incidência está aaumentar como resultado de alterações a longo prazo na suaepidemiologia subjacente. (WOOLHOUSE, 2002)ZOONOSE - qualquer doença ou infeção que é naturalmentetransmissível entre animais e humanos. Podem ser bacterianas,virais, parasitárias ou até envolver agentes não convencionais.(WHO)DEFINIÇÃO
  3. 3.  O desenvolvimento humanoe populacional dependegrandemente da qualidade equantidade dos recursoshídricos e da suaacessibilidade. A interface água-saúdehumana é muito importante. Infeções e doençasrelacionadas com a água sãomundialmente a maior causade morbilidade emortalidade. Apesar de uma grandeproporção das doençasserem causadas porpatogénios relacionados coma água ditos clássicos ( comotifóide ou cólera),patogénios recémreconhecidos e assim comonovas estirpes de patogéniosestabelecidos estão a serdescobertas representandodesafios adicionais aossectores hídricos e de saúdepública.O PAPEL DA ÁGUAFONTE: EMERGING ISSUES IN WATER AND INFECTIOUS DISEASE. WHO - 2003
  4. 4. Entre a décadade 70 e 90, 35novos agentesde doença foramdescobertos emuitos maisreemergiramapós longosperíodos deinatividade oucomeçaram aexpandir-se paraáreas para ondenão tinham sidopreviamentereportados.Neste grupoestão aquelesque podem sertransmitidospela água.O PAPEL DA ÁGUAFONTE: EMERGING ISSUES IN WATER AND INFECTIOUS DISEASE. WHO - 2003
  5. 5.  Compreender como os patógenos emergem oureemergem é fundamental para a manutenção eficazdos recursos hídricos, tratamento e distribuição deágua potável tornando-se uma prioridade para muitasorganizações nacionais e internacionais. Doenças infeciosas relacionadas com a água, como acólera, influenciaram o desenvolvimento politico esocial tendo um impacto direto em politicas oureformas do sistema de saúde pública assim como nosavanços na área da microbiologia.PATÓGENOS EMERGENTESFONTE: EMERGING ISSUES IN WATER AND INFECTIOUS DISEASE. WHO - 2003
  6. 6. 175 espéciesde agentesinfeciosos de96 génerosdiferentessãoclassificadascomo novosagentespatogénicos.Deste grupo,75% sãoespécieszoonóticas.REFERÊNCIA: EMERGING ISSUES IN WATER AND INFECTIOUS DISEASE. WHO- 2003DISTRIBUIÇÃO DE PATÓGENOSEMERGENTES POR GRUPO
  7. 7.  Contribuem para uma taxa elevada de mortes em países de baixoe médio rendimentos em todas as regiões do mundo. Em países desenvolvidos a grande maioria desses episódios sãoleves e mais um incómodo que uma doença grave. Já nos paísesem desenvolvimento o cenário não é o mesmo, a falta de águapotável, saneamento eficaz e higiene contribuem para múltiplosepisódios de doença mais graves especialmente em crianças maispequenas. As infeções entéricas são importantes contribuintes do declínionutricional (causam extrema desnutrição) e são antecedentesfrequentes das causas de morte.DOENÇAS E INFEÇÕES ENTÉRICASREFERÊNCIA: RESEARCH PRIORITIES FOR ZOONOSES AND MARGINALIZED INFECTIONS. OMS- 2012
  8. 8.  Distribuição de mortes devido a diarreia em países de baixo emédio rendimentos em 5 regiões da OMS.DOENÇAS E INFEÇÕES ENTÉRICAS NOMUNDO A mortalidade globaldevido a todas asinfeções entéricas emrecém-nascidos ecrianças menores de 5anos de idade é de 1,9milhões por ano. A proporção de mortesé maior no SudesteAsiático e regiões daÁfrica (da OMS)REFERÊNCIA: RESEARCH PRIORITIES FOR ZOONOSES AND MARGINALIZED INFECTIONS. OMS- 2012DISTRIBUIÇÃO DE MORTES DEVIDOA DIARREIA EM PAÍSES DE BAIXO EMÉDIO RENDIMENTOS EM 5REGIÕES DA OMS.
  9. 9. AeromonashydrophilamycobacteriumBactériasEscherichiacoli O157:H7HelycobacterpyloriGiardia lambliaCryptosporidium parvumCyclosporacayetanensisProtozoários ToxoplasmagondiiMicrosporidia FungosPATÓGENOSDEVEICULAÇÃOHÍDRICAEMERGENTESEREEMERGENTES
  10. 10. BACTÉRIASAeromonashydrophilaEscherichia coliO157:H7Helycobacterpylori
  11. 11. AEROMONAS HYDROPHYLABactéria gram-negativa, anaeróbia facultativa. Presente em solos e ambientes de água docee salgada. Potencial de crescimento nos sistemas de distribuição de água– biofilmes -resistente à cloração.CaracterísticasPatogénicasPeríodoIncubaçãoAlimentosenvolvidos emsurtosDoenças causadasVários fatores devirulência:endotoxina,hemolisina,enterotoxina,proteases,sideróforos, factoresde aderência, seupapel nas infeçõesnão é conhecido.Variável, dehoras a dias.Peixes emoluscos.Amostras decarnesvermelhas(carne de boi,carne de porco,carneiro) efrango.Doença sistémica oportunista emimunocomprometidos.Doença diarreica em indivíduossaudáveis.Infeções de feridas.Gastroenterite grave assemelha-se àshigelose pela presença de sangue eleucócitos nas fezes.
  12. 12.  Diagnóstico através de: Cultura de fezes ou de sangue em agarque contenha sangue e ampicilina (inibeo crescimento de competidores) Em águas para consumo: cultura emampicilina-dextrina agar Pré-enriquecimento em água peptonadaalcalinaAEROMONAS HYDROPHYLAColumbia horse blood AgarPCA
  13. 13. Enterobactéria gram negativa em forma de bastonetes recto, anaeróbia facultativaReservatório natural: intestino de humanos e animais de sangue quente.CaracterísticasPatogénicasT crescimentoPeríodoIncubaçãoAlimentosenvolvidos emsurtosDoençascausadasVerotoxinas ( VT1 eVT2)toxinas Shiga ( Stx-1 e Stx-2)adquiridas atravésde bacteriófagoslisogênicos7ºC a 50ºC (ótimade 37ºC)Destruída porcozedura dealimentos a 70ºC3-8 dias com médiade 3-4 dias, em quea maioria recupera-se dentro de 10diasfrutas e hortaliças(couve, alface,espinafres)hambúrgueres malcozidas, salamecurado seco,iogurte, queijofeito de leite cru ecidra de maçãpressionado fresconão pasteurizado.Cólicas abdominais,diarreias, emalguns casossanguinolenta,febre e vómitosEm casos rarospode conduzir asíndrome urémicahemolítica (pelaStx-2ESCHERICHIA COLI O157:H7
  14. 14.  Diagnóstico através de: Cultura e deteção de verotoxinas livres: Cultura de fezes através de coprocultura emagar-MacConkey com D-Sorbitol, sendo queesta bactéria não fermenta este açúcar. Oisolamento no alimento complementa odiagnóstico. PCR múltiplos: deteção rápida dos genesque decodificam as Stx. Técnica imunoenzimática (ELISA): deteçãodas cepas produtoras das citotoxinas,utilizando anticorpos específicos. Osresultados não são confiáveis quando setrabalha diretamente com fezes.ESCHERICHIA COLI O157:H7Agar MacConkeyELISA
  15. 15. HELICOBACTER PYLORIBactéria gram-negativa em forma de bastonete espiral e possui entre 4 a 6 flagelos unipolaresCaracterísticasPatogénicasT crescimentoPeríodoIncubaçãoDispersãoDoençascausadasProduz urease, queconverte ureia doácido gástrico emamônia e CO2 , queé convertido abicarbonato,neutralizaparcialmente oambiente ácido doestômago,prejudicial ascélulas epiteliais.37ºC e a um pH de5.5 e 8.0Transmissão:Gastro-oral e/oufecal-oral atravésde alimentoscontaminados oude resíduos deágua3 a 7 diasReservatórionatural: Estômagohumano eduodeno, têm sidoisoladas de fezes,saliva e placadentária depacientes infetados100% da populaçãoadulta da Américado Sul e da Áfricaestá infetada. Empaísesdesenvolvidosronda os 30 – 40%.Em cerca de 70% ainfeção éassintomática.2/3 da populaçãomundial sãoafetados pelabactéria.Dor no estômago eduodeno, náuseas,vômitosEm alguns casos ainfeção causacancro gástrico,linfoma MALT,úlceras pépticas.
  16. 16. Diagnóstico através de: Testes respiratórios da ureia: ingestãode uma cápsula contendo uréia marcadacom C14, amostra do ar expiradocoletado é analisada num contador Betaque deteta a presença do C14 nopaciente H. Pylori positivo.HELICOBACTER PYLORI Exame histológico de espécimes de biópsia gástrica: amostrascoradas com hematoxilina-eosina, e coloração de prata deWarthin-starry é a mais sensível. A sensibilidadeespecificidadeda análise histológica é próxima a 100% - teste "gold standard". Exames de sangue: pesquisa de anticorpos que aderem a H.pylori.Se positivo tem a infeção ou teve nos últimos 3 anos.
  17. 17. PROTOZOÁRIOSGiardia LambliaCryptoesporidiumparvumCyclosporacayetanensisToxoplasma gondii
  18. 18. GIARDIA LAMBLIAG. INTESTINALIS OU G. DUODENALISProtozoário flageladoReservatório natural: intestino delgado(duodeno e jejuno) dos mamíferos, inclusivenos seres humanos, e trato biliarDoençascausadasPeríodoIncubaçãoIncidênciaGiardíase,doençadiarreica, podecausar a faltade absorção degordura,lactose,vitamina A eB12.1 a 3 semanas,pode prolongara 6 semanasInfeta cerca de2% de adultos ede 6 a 8% decrianças de até10 a 12 anosnos paísesdesenvolvidos.Em países emdesenvolvimento é de 20% a30%.
  19. 19.  Sintomas: diarreia, flatulência,fezes gordurosas que tendem aflutuar, dores no estômago enáuseas/vômitos, desidratação,perda de peso. Transmissão: fecal-oral atravésdo contato com superfícies,alimentos( frutas e hortaliçasmal lavadas) ou água quecontém fezes de animaiscontaminados e oral-analdurante o sexo.Ciclo de VidaGIARDIA LAMBLIAG. INTESTINALIS OU G. DUODENALIS
  20. 20. Diagnóstico através de: Exame parasitológico das fezes: Método de Faust: consiste na centrífugo-flutuação em sulfato dezinco. Os ovos e cistos leves estarão presentes na películasuperficial, é colhida com alça de platina e confecionado a lâmina,tratada com lugol, para observação ao microscópio. Técnica ELISA: confirma a giardíase em 95% dos casos, mas poroutro lado 2% têm um resultado falso positivo. Tendo um altograu de sensibilidade (de 85 % a 95%) e de especificidade ( 90% a100%).GIARDIA LAMBLIAG. INTESTINALIS OU G. DUODENALIS
  21. 21. CRYPTOSPORIDIUM PARVUMProtozoário coccídio intracelular extracitoplasmático, encontrado no tratogastrointestinal e respiratório dos mamíferos sob a forma de oócitosesporulados( contendo 4 esporozoítos) e/ou esporozoítos.SintomasPeríodoIncubaçãoTransmissãoDoençascausadasDiarreia aquosa,dores deestômago,desidratação,náuseas, vômitos,febre, a perda depeso2 a 10 dias (médiade 7 dias)Ingestão ouinalação de oócitosesporulados viaoral-fecal atravésdo contato com aágua contaminada,excreçõesrespiratórias,vegetais e outrosalimentoscontaminados;Criptosporidiose,doença diarreica
  22. 22. Diagnóstico através de: Exames de fezes: flutuaçãocentrífuga, e solução saturadade sacarose, solução deSheather ou sedimentaçãopelo formol-éter ou métodosespeciais de coloração. Técnicas serológicas: teste deanticorpos policlonaisfluorescentes, reação deimunofluorescência indireta,ELISA e PCR.CRYPTOSPORIDIUM PARVUMCiclo de Vida
  23. 23. CYCLOSPORA CAYETANENSISParasita intracelular obrigatório, tem autofluorescência (azul-verde)SintomasPeríodoIncubaçãoTransmissão DispersãoDiarreiaNáuseaAnorexiaPerda de pesoFlatulênciaFadigaUma semanaapós a ingestãode água oualimentocontaminadoConsumo dealimentos ouáguacontaminados(frutas rasteiras everduras)As ciclosporíasessão relatadas emtodo o mundo eocorrem emregiões tropicaise subtropicais.
  24. 24.  Os oocistos libertam notrato gastrointestinal osesporozoítos que invademas células epiteliais dointestino delgado. Dentro das células vãosofrer multiplicaçãoassexuada edesenvolvimento sexualpara formar oocistosmaduros que depois serãoeliminados nas fezes.CYCLOSPORA CAYETANENSIS
  25. 25. Diagnóstico através de: Pesquisa dos oocistos em fezes frescas no microscópio decontraste em colorações de ácido - resistente.CYCLOPOSRA CAYETANENSIS
  26. 26. TOXOPLASMA GONDIIÉ um protozoário intracelular obrigatório que infecta amaioria das espécies de animais de sangue quente.Temcomo habitat os vários tecidos, líquidos orgânicos e nascélulas exceto nos eritrócitos.SintomasPeríodoIncubaçãoTransmissão DispersãoSão difíceis dereconhecer,no entanto,pode causar:Dor decabeça,FebreDor muscular10-23 diasapós aingestão dealimentos oude 5-20 diasnos gatosTransmissãoocorre deanimais para ohomem,transplacentária ou porconsumo dealimentos ouáguacontaminadosA infecção émais elevadasem locaisquentes ehúmidos.
  27. 27. Ciclo de Vida Os oocistos são eliminados nas fezese podem sofrer esporulação etornarem-se infetantes. Após aingestão, penetram no epitéliointestinal e transformam emtaquizoítos e quando essesmicrorganismos estão contidos noscistos são chamados bradizoítos.Diagnóstico através de: Testes sorológicos, por observaçãodireta do parasita (biópsia) e portécnicas moleculares.TOXOPLASMA GONDII
  28. 28. FUNGOSMicrosporidia
  29. 29.  Filo de fungos parasitas unicelulares, possui esporos resistentes. Antes era considerado um protozoário mas atualmente é incluído noreino dos fungos após estudos genéticos. Infeta principalmente os indivíduos imunocomprometidos. As taxas demicrosporidiose nesses indivíduos nos países em desenvolvimentoindicam índices preocupantes e atualmente aumenta cada vez o númerode casos. A contaminação dá-se através da ingestão de alimentos ou águacontaminados com esporos. Diagnóstico através de: ELISA e Western Blot são os métodossorológicos utilizados para o diagnóstico de microsporidiose emhumanos imunocompetentes como também a microscopia eletrónica detransmissão.MICROSPORIDIA
  30. 30.  Existem duasformas desseparasita invadira célula dohospedeiro.Podedesenvolver nacélulahospedeira emcontacto diretocom ocitoplasma(Enterocytozoon bieneusi) oudentro devacúolos(Encephalitozoon intestinalis).MICROSPORIDIA
  31. 31.  Nos últimos anos, surgiram novos desafios no campo do controlede doenças de veiculação hídrica associadas ao tratamento e aoabastecimento de água. Agentes patogénicos como protozoários – Cryptosporidium eGiardia – enterovírus, cianobactérias, além das bactériasheterotróficas, estão associados, direta ou indiretamente, ainúmeras doenças de veiculação hídrica. Estes patogénios são exemplos de microrganismos que não têmsido eficientemente eliminados das águas de abastecimento pormeio do tratamento convencional da água de abastecimento ou,ainda, que têm provocado a contaminação do sistema dedistribuição, principalmente por meio de biofilmes.DESAFIOS NO CONTROLO E PREVENÇÃO
  32. 32. Biofilmes – um problemacrescenteComunidades biológicas com umelevado grau de organização, onde asbactérias formam comunidadesestruturadas, coordenadas e funcionais.Encontram-se embebidas em matrizespoliméricas produzidas por elaspróprias.Fatores que afetam o crescimento dosbiofilmes nas redes de distribuição deágua: temperatura da água, velocidadeda água, tempo de residência da águanos condutos e tipo de tratamento daágua.DESAFIOS NO CONTROLO E PREVENÇÃO
  33. 33. Como prevenir a formação de biofilmes? Desenho correto das superfícies dos equipamentos em contactocom os alimentos. O tipo de material usado nos equipamentos deve ser de fácillimpeza e resistência à corrosão. É difícil erradicar um biofilme utilizando um único tipo detratamento ou um único desinfetante ou detergente. Os equipamentos devem ser desmontáveis facilmente para alimpeza ou que possam ser limpos sem ter que desmonta-los.DESAFIOS NO CONTROLO E PREVENÇÃO
  34. 34. Boas Práticas e Sistema HCCP A implantação de sistemas de qualidade como:• Boas Práticas de Fabricação (BPF)• Sistema de Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HCCP)São ferramentas eficazes para garantir a produção de alimentosseguros, simplificando as acções de segurança dos alimentos,indicando operações críticas e chaves do processo e oferecendoformas eficientes para controlá-las e monitorá-las.Possibilitando, portanto, também prevenir a formação debiofilmes.DESAFIOS NO CONTROLO E PREVENÇÃO
  35. 35. Apostar fortemente na informação e educação emsaúde De manipuladores de alimentos Na confeção de alimentos A populações de risco Higiene pessoal Higiene na preparação e confeção Reservatórios de águas e consumo de água Identificação e tratamento das fontes de infeção Os serviços de saúde devem ter por objetivo prioritário aidentificação e o tratamento de indivíduos cujas atividadesimpliquem maior risco para a disseminação dos parasitas: Examesperiódicos a fezesDESAFIOS NO CONTROLO E PREVENÇÃO
  36. 36.  E. coli Práticas apropriadas de controle de infecções são usadas parareduzir o risco de infecções nosocomiais (ex: restringir antibióticos,evitar o uso de cateteres urinários). Cozinhar apropriadamente os alimentos para reduzir o risco deinfecções por EHEC.Aeromonas controlo dos alimentos ou água contaminados, educação dapopulação para consumo de alimentos bem cozidos e outrasmedidas de ordem geral para a prevenção de doenças veiculadaspor água e alimentosMEDIDAS CONTROLO E PREVENÇÃO
  37. 37. Protozoários Propagam-se, principalmente, por meio de oocistos e cistos deCryptosporidium e Giardia, respectivamente, sobrevivem nomeio ambiente por extensos períodos de tempo, ondepermanecem infecciosos, e resistem aos químicos usados parapurificar a água. Uma remoção eficiente de cistos de protozoários pode seratingida desde que os filtros convencionais estejam a funcionarapropriadamente quando a água é tratada por coagulação,floculação e sedimentação antes da filtração de um modoeficiente.MEDIDAS CONTROLO E PREVENÇÃO
  38. 38.  Ferver a água de beber de córregos e lagos ou em países comalta incidência de doença endémica. A manutenção adequada de sistemas de filtração noabastecimento municipal de água também é necessária, pois oscistos são resistentes ao procedimento padrão de cloração. Devem ser feitos esforços de saúde pública para identificar oreservatório da infeção para evitar a disseminação da doença. Evitar comportamento sexual de alto risco.MEDIDAS CONTROLO E PREVENÇÃO
  39. 39.  Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - CVE-SES/SP. (Agosto de 2011). Informenet.Obtido em Maio de 2013, de Informações sobre doenças transmitidas por água e alimentos:http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/hidrica/hidri_doenca.html Organização Mundial de Saúde. (2012). Research Priorities for Zoonoses and Marginalized Infections.Obtido em Maio de 2013, de http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/75350/1/WHO_TRS_971_eng.pdf Organização Mundial de Saúde. (2013). Emerging issues in water and infectious disease. Obtido emMaio de 2013, de http://www.who.int/water_sanitation_health/emerging /emerging.pdf Organização Mundial de Saúde. ( s.d.). Guidelines for drinking-water quality - Aeromonas. Obtido emMaio de 2013, de http://www.who.int/water_sanitation_health/dwq/en/admicrob2.pdf Murray P. Rosenthal K. PFaller M. Microbiologia Médica. Rj Brasil. Elsevier Editora Lda. 2006 Miguel Sardinha Marques. Pesquisa de bacteriófagos de H.Pylori. 2011. Acedido em:http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/6370/1/ulfc092815_tm_miguel_marques.pdf http://www.fda.gov/Food/FoodborneIllnessContaminants/CausesOfIllnessBadBugBook/ucm070753.htm Luis. Garrido. Cryptosporidium parvum - patógeno emergente de veiculação hídrica: desafiosmetodológicos de detecção ambiental. Fevereiro / 2003. Acedido em:http://teses.icict.fiocruz.br/pdf/garridolemm.pdf A. Xande. ESCHERICHIA COLI ENTEROHEMORRÁGICA. São Paulo, nov. 2007. Acedido em:http://www.qualittas.com.br/principal/uploads/documentos/Escherichia%20Coli%20Entrerohemorragica%20-%20Adriana%20Carvalhaes%20Xande.PDF Wolfan, A. Revista da Faculdade de Ciências da Saúde: Microsporidia um parasita emergente.Universidade de Carabobo, em Dezembro de 2003. Brasil , P., Lima , D. B., & Moura, H. (Julho -Setembro de 1997). Revista da Associação Médica Brasileira:Microsporidiose humana na síndrome de imunodeficiência adquirida. Obtido em 18 de Maio de 2013,de Scielo.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  40. 40.  Microsporidiosis. (1 de Setembro de 2012). Obtido em 17 de Maio de 2013, de Centers for DiseaseControl and Prevention: dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Microsporidiosis.htm Gagliani, L. H., & Gotti, L. d. (Janeiro-Junho de 2011). Revista UNILUS Ensino e Pesquisa:Microsporidiose Humana - Aspectos Epidemiológicos e Diagnósticos nos Pacientes com AIDS. Obtidoem 18 de Maio de 2013, de Revista Lusiada: http://revista.lusiada.br/files/u2011v8n14e53.pdf Parasites - Toxoplasmosis . (10 de Janeiro de 2013). Obtido em 18 de Maio de 2013, de Centers forDisease Control and Prevention: http://www.cdc.gov/parasites/toxoplasmosis/biology.html Parasites - Cyclosporiasis - Cyclospora Infection. (10 de Janeiro de 2013). Obtido em 19 de Maio de2013, de Centers for Disease Control and Prevention: http://www.cdc.gov/parasites/cyclosporiasis/ Antunes, H., Mezzari, A., & Wiebbelling , A. (1999). Cyclospora cayetanensis um novo protozoário aser pesquisado. Obtido em 18 de Maio de 2013, de Scielo:http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n4/45n4a11.pdf Almeida, G. F., Gontijo, L. S., Prado, A. A., & Torres, M. L. (Maio de 2011). TOXOPLASMOSE: O QUE OPROFISSIONAL DA SAÚDE DEVE SABER. Obtido em 18 de Maio de 2013, de conhecer.org.br/enciclopédia biosfera: http://www.conhecer.org.br/enciclop/2011a/agrarias/toxoplasmose.pdfREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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