Crítica da Forma &Crítica da Redação    Brian Kibuuka
Crítica da Forma
Terminologia• Crítica da Forma é o nome em português da  Formgeschichte alemã (“história da forma”), ou  da “Gattungsforsc...
Background da Crítica da FormaF.C. Baur propôs um modelo de reconstrução da  história da igreja.• O professor alemão adoto...
História da Igreja de BaurIgreja Judaica           Igreja Gentílica• Pedro                  • Paulo• Judeus               ...
Background da Crítica da FormaDavid Friedrich Strauss:• Aproximação mítica dos evangelhos• Escreveu Leben Jesu em 1835.• E...
Background da Crítica da FormaBernard Weiss & H.J. Holzmann:• Teoria documentária dos evangelhos• Popularizou a teoria dos...
Background da Crítica da FormaAntigos argumentos liberais:• Removem os milagres, estabelecendo retratos  de Jesus como:  –...
Background da Crítica da FormaWilhelm Wrede & Julius Wellhausen:• Ceticismo• Consideram Marcos & Q construções  teológicas...
Form Criticism          in the Old TestamentHermann Gunkel:• Distinguiu pequenas unidades em Gênesis e  Salmos e percebeu ...
Crítica das Formas no Novo              TestamentoRudolf Bultmann:• Depois da Primeira Guerra Mundial, aplicou os  métodos...
Métodos da Crítica da Forma
O que é uma forma?• Formas físicas:  – Forma concreta  – Forma de gelo• Formas de linguagem:  – Uma introdução polida  – U...
O que é uma forma?• Formas literárias:  – Um soneto     • 14 linhas, iâmbo, pentâmetro     • Lírica     • Rima
Premissas da Crítica da Forma• Período oral• Material dos Evangelhos circulou em unidades  independentes.• Unidades podem ...
Procedimentos da Crítica da Forma• Isolar a estórias e ditos do seu contexto• Usar as leis da tradição para recuperar o se...
Aplicação da Crítica da FormaFormas básicas são identificadas:• Estórias de milagres  – Estrutura:    • Descrição do probl...
Aplicação da Crítica da Forma• Narrativas de ditos:  – Uma narrativa com um dito é central  – A narrativa é dirigida para ...
Aplicação da Crítica da Forma• Narrativa de ditos:  – Bultmann vê dois diferentes tipos:     • Judaísmo: similar à literat...
Aplicação da Crítica da Forma• Ditos:  – Originalmente não tem nenhuma narrativa  – Algumas são agrupadas em “sermões”  – ...
Crítica da Redação
O que é Crítica da Redação?• Redação  – Atividade de um redator• Redator  – Sinônimo de “editor”• Crítica da Redação  – Es...
História da Crítica da Redação•   Problema sinótico e Crítica das Fontes•   Realidade histórica dos Evangelhos•   Crítica ...
Métodos da Crítica da Redação• Selecionar um Evangelho ou um documento  (seja Q, M, L, Proto-Marcos) para o estudo• Compar...
Alguns resultados da Crítica da          Redação• Em círculos liberais  – Pouco se sabe sobre Jesus  – Sabe-se muito sobre...
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  1. 1. Crítica da Forma &Crítica da Redação Brian Kibuuka
  2. 2. Crítica da Forma
  3. 3. Terminologia• Crítica da Forma é o nome em português da Formgeschichte alemã (“história da forma”), ou da “Gattungsforschung” (“pesquisa de gênero”).• Crítica da forma é uma tentativa de analisar os materiais orais (ou os materiais transmitidos oralmente) para identificar suas formas literárias e reconstruí-los em suas versões mais primitivas.
  4. 4. Background da Crítica da FormaF.C. Baur propôs um modelo de reconstrução da história da igreja.• O professor alemão adotou a filosofia de Hegel e aplicou à história da igreja.• Hegel: história é um conflito de ideias: tese versus antítese => síntese• Baur aplicou o mesmo método à história da igreja.
  5. 5. História da Igreja de BaurIgreja Judaica Igreja Gentílica• Pedro • Paulo• Judeus • Gentios helenistas• Jesus como • Jesus como Deus de taumaturgo e messias uma nova religião de• Ênfase na lei mistério• Salvação nacional • Ênfase nos sacramentos • Salvação individual
  6. 6. Background da Crítica da FormaDavid Friedrich Strauss:• Aproximação mítica dos evangelhos• Escreveu Leben Jesu em 1835.• Evangelhos são peças de propaganda que ensinam verdades religiosas, mas os eventos que eles narram nnão aconteceram.• Crítica da forma, especialmente Bultmann, também entende os evangelhos como míticos.
  7. 7. Background da Crítica da FormaBernard Weiss & H.J. Holzmann:• Teoria documentária dos evangelhos• Popularizou a teoria dos dois documentos, proposta anteriormente por Eichhorn• Marcos & Q são fontes de Lucas e Mateus• Crítica das Formas vê Marcos & Q como fontes subjacentes aos Evangelhos, mas tenta ir até antes das mesmas, tenta reconstituir as fontes orais primitivas
  8. 8. Background da Crítica da FormaAntigos argumentos liberais:• Removem os milagres, estabelecendo retratos de Jesus como: – Um pregador moral – Um líder revolucionário – Um profeta escatológico – Um charlatão• Com as partes selecionadas e rejeitadas, diferentes retratos de Jesus são propostos• Bultmann e outros esperavam que a crítica da forma auxiliasse no projeto de estabelecer um retrato de Jesus mais próximo daquele proposto pelos primeiros cristãos
  9. 9. Background da Crítica da FormaWilhelm Wrede & Julius Wellhausen:• Ceticismo• Consideram Marcos & Q construções teológicas• A opção metodológica de Wrede e Wellhausen é dissolver os panoramas com maior amplitude e se concentrar nos ditos de Jesus• É isso exatamente o que a Crítica da Forma proporá
  10. 10. Form Criticism in the Old TestamentHermann Gunkel:• Distinguiu pequenas unidades em Gênesis e Salmos e percebeu evidências de circulação oral nelas• Unidades em Gênesis eram lendas que explanavam sobre a origem de nomes, lugares santos etc.• Unidades dos Salmos eram materiais cúlticos usados em ocasiões específicas• Gunkel reconstruiu configurações contextuais• Bultmann tentou fazer a mesma coisa nos Evangelhos Sinóticos
  11. 11. Crítica das Formas no Novo TestamentoRudolf Bultmann:• Depois da Primeira Guerra Mundial, aplicou os métodos de Gunkel a partes isoladas de Marcos & Q, como sugerido por Wrede & Wellhausen.• Bultmann argumentou que seu método poderia distinguir materiais mais primitivos dos mais recentes, gentílicos ou judaicos• Os métodos foram sendo refinados desde as pesquisas de Bultmann até a prática mais ávida dos mesmos no “Jesus Seminar”.
  12. 12. Métodos da Crítica da Forma
  13. 13. O que é uma forma?• Formas físicas: – Forma concreta – Forma de gelo• Formas de linguagem: – Uma introdução polida – Um sermão• Formas legais ou financeiras: – Cheques, escrituras, testamentos etc.
  14. 14. O que é uma forma?• Formas literárias: – Um soneto • 14 linhas, iâmbo, pentâmetro • Lírica • Rima
  15. 15. Premissas da Crítica da Forma• Período oral• Material dos Evangelhos circulou em unidades independentes.• Unidades podem ser classificadas como: – Ditos – Narrativas de ditos – Narrativas de milagres• Igreja Antiga preservou e inovou• Materiais tem pouco valor histórico• Versão original de cada unidade pode ser recuperada e a história pode ser traçada usando as leis da transmissão da tradição
  16. 16. Procedimentos da Crítica da Forma• Isolar a estórias e ditos do seu contexto• Usar as leis da tradição para recuperar o seu estado primitivo – As narrativas primitivas tem particularidades – Desenvolvimentos são reconhecíveis por evidências• Para cada original, decida a respeito da sua fonte: – Igreja primitiva – Jesus – Judaísmo
  17. 17. Aplicação da Crítica da FormaFormas básicas são identificadas:• Estórias de milagres – Estrutura: • Descrição do problema • Solução do problema • Efeito – Exemplos: • Marcos 1:23-27: endemoninhado na sinagoga • Marcos 4:35-41: Jesus acalma a tempestade
  18. 18. Aplicação da Crítica da Forma• Narrativas de ditos: – Uma narrativa com um dito é central – A narrativa é dirigida para que o dito cause impacto – Características gerais: • Ênfases no dito de Jesus • Uma breve narrativa é suficiente para fazer o dito compreensível • Estória contém algum interesse biográfico • Estória gira em torno de algum dito ou ação de Jesus
  19. 19. Aplicação da Crítica da Forma• Narrativa de ditos: – Bultmann vê dois diferentes tipos: • Judaísmo: similar à literatura rabínica: – Alguém faz uma pergunta ao Rabbi – O Rabbi responde com uma parábola ou com outra questão – Marcos 3:2-6: homem com a mão ressequida é curado – Marcos 2:23-28: colheita de grãos no sábado • Gentilismo: como nas anedotas sobre filósofos gregos – Fórmula estereotipada: “Quando perguntado sobre…" – Lucas 17:20-21
  20. 20. Aplicação da Crítica da Forma• Ditos: – Originalmente não tem nenhuma narrativa – Algumas são agrupadas em “sermões” – Bultman encontra 5 diferentes tipos de ditos: • Provérbios • Ditos profético ou apocalípticos • Mandamentos • Ditos “Eu” • Parábolas
  21. 21. Crítica da Redação
  22. 22. O que é Crítica da Redação?• Redação – Atividade de um redator• Redator – Sinônimo de “editor”• Crítica da Redação – Estudo da atividade dos redatores – Encontrado em textos bíblicos – Especialmente os Evangelhos Sinóticos
  23. 23. História da Crítica da Redação• Problema sinótico e Crítica das Fontes• Realidade histórica dos Evangelhos• Crítica das Formas• Crítica da Redação – Bornkamm sobre Mateus (1948ff) – Conzelmann sobre Lucas (1954) – Marxsen sobre Marcos (1956) – Mais tarde: • Estudo de Q e João • Círculos evangélicos
  24. 24. Métodos da Crítica da Redação• Selecionar um Evangelho ou um documento (seja Q, M, L, Proto-Marcos) para o estudo• Comparar diferenças e paralelos nos Evangelhos• Descobrir que diferenças são obras do redator do Evangelho• Deduzir qual seria a motivação teológica do redator• Reconstruir o Sitz im Leben do redator
  25. 25. Alguns resultados da Crítica da Redação• Em círculos liberais – Pouco se sabe sobre Jesus – Sabe-se muito sobre as seitas e movimentos cristãos pelos documentos• Em círculos conservadores – Algumas narrativas não são históricas – mas são conclusões comedidas – Para Gundry, Mateus é um tipo de midrash – um recontar imaginativo de evetos sob um ponto de vista teológico

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