John seymour o livro da auto suficiencia

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bom livro pra aprender algumas tecnicas de vida no campo.

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John seymour o livro da auto suficiencia

  1. 1. ', _ -U _ j A' _ y Í' V. Q _ A lx t u' . « ¡ l '_' j. - FP). _An_ f í * «L» _l . . . w js . -.a/ E . fr - Jr J *t* ~~n~ -›~. ~m›. ~»- N. . ~ _ _ i» x r 7. , _ _á *ti v f f ~ t . ,um ° ty* u ' _1 '71' l í b 1 7;_ ) 'ME #v ' ' * x 1' l' n' ' ~›'r: = 't 'É n .4 À ' ' v * _ * °-' : '~'›'^, Í _. › ç"" x N' t s ' "$33.- . x . ' . à -R fl . Í y Í Wu o ' . LW u. x' | t¡ _m H* _ s . Quo ' p V gl. Q , u H _, Õ r; 'h A . t ' , x1 __ _ y V¡ ' 'v "ÉX P l' . 2 Í "
  2. 2. o o N *ou í. _ W [x . _| pr» MN §! :l a WM »; j§íí[A&
  3. 3. o livro da IIIITD-SIIFIIIÊIIIIIII John Seymour <ê J- w › 'm x49'
  4. 4. Sumário O homem c o seu ambiente 8 i Ciclo natural i2 l As estações do ano i6 i A propriedade de meio hectare 20 l A propriedade de dois' hectares e tneio 24 Os frutos da terra Dcsbravamcnto do tcrrcno 28 Título do original The (Íomplcte Book ol Seltísufficiencv D'°"“F°, '“ do tcrrcno 30 'traduçao m. , ' Como irrigar o tcrrcno 32 Teresa Burros Pinto Utilização dos bosques 33 Mílriu inês Antunes Scbgg c ccrcng Rcwm' . pm Cavalo ou Cavalo-vapor 40 Margarida Murray _ d _ b lh 42 Revisão técnica de: O cavala ç_ m¡ a o Mam, ¡m-, u Fcmúu p¡, __. _ Preparaçao da terra Capa de: e scmcntcira 46 Eugenio Silva Couwiius 52 Art director: Obfcfullsgsó Raizer Brisiow "g0 Dcggner; Moagem 59 Sheiliigli Noble Fazer pão 60 Aveia e centeio 66 Licença editorial por concsin Ccvuda 53 dc Perspectivas à Realidades. Anes Gruliczis. Limitada Munagcm da Cevada 69 Primeira ediçao: 7500 exemplares Fala cçrvcja 7o Fotocoinposto em Times t0/ It), S pur O mllh” 74 Fotocoinpogrzifiea O arroz 75 : zmprcsT/ tâ ciiezidr-mudii por i sorgo 76 cso a UÍIKH¡ _ _ . , _ _ , _ "O m: : de Mam) de m8 1 Culturas pai. : d extmcguo do oleo 77 Só é pcrtnltidii ll venda ; nos sócios Erva (Êrmllíncux) c um” 78 do Círculo de Leitores Culturas de raiz 82
  5. 5. cai; ' l As árvores de fruto 177 j' * l O tratamento das arvores I i de fruto 180 Armazenamento de frutas i e legumes 182 l Fazer conservas 184 l Conservas em frasco |86 l l Fazer picles e v-ehutney» 188 Fazer doces e xaropes 190 Produtos de origem animal C°m° faz” ° V¡“h° 192 A qmnm no VM, 90 Fazer sidra e vinagre 196 A vaea 92 Fazer manteiga e nata 98 _ l Anes e ofícios Fíllargucijüioz A*. Ccsmria 220 0¡ '06 _ Olaria 222 A cabra nos - “V , Fiar lã e algodão 226 O P0P? ” "o i_ 'fm' Tingir e tecer 228 0 Camel? ” U3 u. a . a . . Fiar linho 230 O coelho 123 . 'V r " " "l- Curar e curtir o eoiro 23| Aves de capoeira l24 ' «x41 . x ' ' _ Fazer tijolos e telhas 232 Abelhas e mel 130 e_ 7 " , Trabalhar a pedra 234 Trabalhar os metais 238 4* Construir e cobrir com colmo 240 Trabalhar a madeira 242 Poços. tanques e piscicultura 244 Pmdm” d” “a9” c' Pcs” Artigos dontesticos 246 _ ^ “aq” F98 Um forno para todos os fins 248 Peixes e crustaceos 202 Plantas. nozes e bagas 208 Endereços ÚMS 25¡ Leituras aeonselhávels 252 p'°dlt"h': fnt°fàf°'“” Agradecimentos 253 As ferramentas do hortelào 138 Semeare plantar 140 x ' Cultivar em estufas 142 ' ; Zi . Luta contra as praigas 4--. . / ; . . ¡ e doenças 144 _. ; M: f. ; . , s; Os legumes 146 A ' , M / s ervas aromáticas 155 * V s_ , arm . ' Os legumes durante o ano 160 Inverno 162 Printavera 164 Energias Naturais inicio do Verão 166 Economizar energia 210 Final do Verao 168 Energia hidráulica 212 Outono 170 Energia solar 214 A estufa 172 Energia eólica 216 Frutos arbustivos 174 i Resíduos orgânicos 218
  6. 6. af' ' Ill, 1,37
  7. 7. Que se pretende com este livro? Demonstrar-lhe como c- possivcl viver. contando exclusiva- mente consigo e a Natureza. com vista a : atingiu na medida do possivel. a auto-suñciencizi. Mas o que c a : tuto-suficiência t? ) para alem dc uma palavra que logo provoca um brilho de incredulidade nos olhos dos leitores. tao habituados ¡¡ um certo estilo dc vida. que ja mio são capazes de distinguir a verdadeira cor do presunto ou o real sabor do pino; que sc queixam do --mau cheiro-- do campo. mas mio se lamentam do cheiro do ntetropolitano nas horas de ponta. nem protestam contra os produtos químicos contidos nos alimentos que diariamente ingerem? Abra os olhos. Auto-suficiência mio significa¡ o regressou um passado ntítico. em que as pessoas. recorrendo . ¡ utensílios arcaicos. arrancavam a custo do solo z¡ sua subsistência c queimavam os vizinhos incómodos. acttsando-«is de bruxaria. Auto-suficiência nao significa --voltar atrasa. nào significa aceitação de um nivel de vida inferior r desde que você não avalie o nível de vida pelo número de cilindros do seu carro. pelo número di: fatos ou vestidos que guarda nos tumzirios ou. ainda. pela arca do seu apartamento. A : tuto-suficiência ensinado-ú verdadeiramente a viver. liberta-lou¡ das tarefas arquiespecializadzis dos escritórios ou das oñeinais. pcrmitir- -lhc-a com inúmeros desafios_ que o farão chorar. muitas vezes. de zilegriat. outras. de tlesespcro. Alem disso. você sentir-sc-ai reviver. o seu corpo habituar-sc-a de novo aos alimentos frescos e naturais e os seus músculos desenvolver- -sc-ao. Sim. porque a auto-suficiência e' possível. provam-no os sucessos (é verdade que ainda pouco numerosos) de ¡tlgumus comunidades. mas ninguém ainda disse que se tratava de uma tarefa repousante. Pelo contrario. a sua cabeça e o seu corpo trabalharão de manha S¡ noite. mas. em contrapartida. você descobrirá a satisfação pelo trabalho bem realimdo. o sabor dos alimentos naturais e o são cansaço. Só por isto. ja vale a pena a aposta! E talvez. um dia. Scjilmüli todos obrigados a «apostar-- Quando tivemos esgotado. ou quase. todo o petróleo do nosso planeta. teremos que reconsiderar a nossa atitude em relaçao ao único bem verdadeiro e duradouro: a terra. Se tal ainda for possivel. teremos que tirar a nossa subsistência do que a terra for capaz de produzir. sem a ajuda de produtos químicos derivados do petróleo: t¡ terra pode alimentar-nos sem o recurso a produtos químicos. a adubos anifieiais. e a máquinas sofisticadas e carais. Mas é preciso que quem possuir um bocado de term o explore tão inteligente c intensivamcnte quanto possível: e que quem viver em suposta auto-suficiência. abandalhzitlo e conversando «lilosolieamentvn com as unigas c os curdos. regresso obrigatoriamente i¡ cidade. pois. se o não ñzer. estará a monopolizar uma term que deveria ser ocupada por quem soubesse verdadeiramente explora-la. Por «explo- rar» não sc entenda «tirar lucro a qualquer preço». O homem dcvc ser um agricultor e não um «explorador-u deve respeitar todas as formas de vida. para seu próprio bem. Destruir todas' as espécies. com excepção das que nos sao manifestamente úteis. contribui para a nossa destruição. A agricultura¡ tliversifi cada e ponderada que ira ser aplicada por quem viver no campo favorecem¡ o desenvolvimento de um grande número de fonnm¡ *Ritz-il* 'a ' - . l I. . vai-s. ; ll0 CÍÍíLiÍÍIiÍEi-Ê de vida. Todos deverão esforçar-se por ter na sua propriedade uma parcela de tem¡ verdade-iminente selvagem. onde vegeta- ção e 'animais possam desenvolver-se em pa). e sem entraves. Hs¡ ainda o problema do nosso relacionamento com os outros. Muitas pessoas se instalam no campo porque se sentem . sós nas grandes cidades. mesmo rodeada: : por muita gente. Quem viver no campo. mdeado por imensas quintas industria- lizadas. scntir-sc-a. igualmente. só. Mas. quem se instalar numa região em que haja gente com preocupações semelhantes às suas. tomar-se-a. muito rapidamente, membro de uma grande família. para quem a amizade nao e uma palavra vii, Para jr¡ não falar de cooperação: trabalhar em comum nos campos. ordcnhar c dar forragem aos animais da vizinho que foi de férias, licar com as crianças quando chegar a sua vez, :ajudar na construçao dc um celeiro. colaborar quando alguém - faz matança Numa palavra. uma redescoberta da verdadeira vida social que começa a desenvolver-se em cenas regiões da Europa e da América do Norte. em que estas ~comunidzidcs~ já sao numerosas. Mas ¡tuto-suñciéncia não esta reservada só a quem possui : tlguns hectares. Mesmo na cidade. quem consertar os seus sapatos ou cozer o seu pão com trigo comprado aos campone- ses pratica ja. em cena medida. :iuto-suticiéncia. O homem nào e a engrenagem de uma máquina; a Natureza predestinou-o s¡ polivnlcncia. a não trabalhar com o espírito ou com as maos isoladamente. mas em conjunto. Agora. resta-nos desejar boa sorte e coragem a quem quiser tentar u experiencia de viver no campo. Se encontrar nestas paginas algo que desconhecia. ou não sabia onde descobrir. tanto eu. como os que colaboraram nesta obra. sentiremos que o nosso trabalho nao fo¡ vão, OS GRANDES PRINCÍPIOS DA AUTO-SUFICIÊNCIA O único modo de cultivar. correcta e intensivnmcnte. consiste em aplicar uma variante daquilo que os nossos antepassados praticavam na Europa no século passado. Estes «precursores» conseguiram obter um equilibrio minucioso entre animais e plantas. As plantas alimentavam directamente os animais: estes alimcntavam a tem¡ com os seus excrementos. e a¡ terra, por sua vez. alimentava as plantas. Além disso. a tem¡ recebia alternadamcnte animais e plantas. a lim de que cada especie dela retirasse o que necessitava. e lhe oferecesse o que tinha a dar. A Natureza abomim¡ a monocultura. Olhe 5¡ sua volta. e constatarai que o ambiente natural e constituido por uma grande varidade de especies. Se plantar indefinidamente a mesma cultura no mestria local. os propaiiadores dc doenças desenvol- ver-seqio até um ponto em que se tomam irreversíveis. Quando uma especie se torna demasiado predominante na Natureza. surge. fatalmente. um flagelo ou uma doença. que a extennins¡ e z¡ reconduz a proporções mais naturais. Actual- mente. o homem consegue contrariar esta lei. exercendo pressões químicas cada vez mais fortes sobre a Natureza; mas os parasitas adaptam-se muito rapidamente aos novos produtos c os peritos só conseguem manter um curto avanço sobre as doenças. Entretanto. o solo empobrecc-se.
  8. 8. Viver no campo O homem e o su amb¡ ente " . ñ q m. . K Seu¡ s- ~. Qurm s-tvrr nn cumpu Im¡ que n/ urçur-J( por pau/ uu' u mu Irrm c- : uh: anpluni-Iu, Procura I'll (VUIJF/ 'Víli' l' llh'. lllllnfíllt” (l / krIr/ nludr du . wlu Ofurnunuln u rum/ un. upa-ruim¡ que min um¡ m¡ urulrnv numrul (Im m¡ . nas ¡traiu-u! umu . ui culluru. m¡ munm uma m' n/ ¡Hnr : Ir nnI~ rmm nn : nat/ nn ! num/ n ¡Í! Irrm Dura ¡nrfrrãnriu uu Inu/ ur mi- mrru puuivr/ :Ir ! Pl/ JH lr¡ vem' Iun e uni/ nun. Detran¡ mcumu m- prum' nu qulu-r) um: : ; uma «lu mu um¡ iurullu. [mm qur ! Ir/ u u' [uma ¡lruuvuln-rr uma mlu vmltulrlrumtnlc . velmxenr, Penn/ ni . vc-mpn. r rm nula ¡m- Iu/ nr, nm: mrnxitladrs : lu um trrru. /ulgumln nula pluma r uniu unimul pela r/ rilu Innajiro qm- narram um . cubra 0 aum» e . mhrr u Irrru. E. anhrñudo. Ir~ m' ¡Ilrnu mnxrlilvrlu (Ir qm- quunrln onlrrwür¡ m¡ cada-u¡ «lu vida. :lr qm- rh- própria c' um r/ n. n fu: vurumlu rlxrru, ¡nuív min ¡Irm- prrntrlmr u rqulllhrlu ¡mluml : lu Vil/ ll.
  9. 9. e _ _, _m-___e WÍM
  10. 10. Viver no campo Ottent ttuiser viver no campo tera. pois. que substituir os produtos químicos e as maquinas sofisticadas pelo trabalho tttattual. ;tpelando a toda a sua inteligencia e habilidade pura o poupar Por exemplo. se deixar os animais pnstarem nos campos. poupa o traballio de uma reeollut e do seu transporte; c. pelo tucstno tuotivo. nao devera deitar fora oetn espalhar o estrume. Leve os animais ao campo e náo o campo : nos animais, Mas. como já vimos. o bom ; tgricttltor nunca deixa a mesma especie de ¡nntntais permanecer tlemasiado tempo no ntestno sitio. assim como nao cultivarzi a mesma planta no tncstno local ntuitos anos seyuidos. F. isto porque. por exem- plo. todos os animais têm parasitas e. se se deixar uma especie permanecer muito tempo no lllcsmt) sitio. estes e os vectores das doenças propagar-se-ao. Ora. como regra _izcraL os parasi- tas de tttna dada especie . animal nao ; afectam outras, ns seus anintais correrão tnenos risco de serem infectados. se voce os for altemando nos campos. () verdadeiro explorador agrícola danse-a tnuito rapida mente conta de que. cada actividade da sua quinta exerce uma influência salutar sobre as outras. As vacas fomecem estrume it terra. que produz a alimentação irão só para o homem como tambem para os porcos. por exemplo; os produtos derivados do leite da vaca (leite desnatado e almece). constituem um alintcnto muito completo para os porcos c criaçao; os excre- tnentos dos ¡xireos e das galinhas zijutlam. por seu tumo. ao complemento da alimentação das vacas; as tzalitthats Csgfllvth tum nos excrementos dos outros animais e necuperatn os ; trans de cereais nào digeridos. Alem disso. todos os restos das colheitas contribuirão para : alimentar alguns animaisl Quanto aos restos que ate os porcos recusam. serão enterrados. por eles. e. depois, ;tranças aos seus excrementos. transformur-sc-áo num estrume dos ntelbores. sem que o agricultor tenha que mexer uma palha. Nada sc deva perder ou (icsperdiçztr na quinta de quem quiser viver no campo; c sem precisar de recorrer a caixotes do lixo sofisticados e a empregados de limpeza. E tudo o que tiver que ser queimado. fomecerú pottissít) it terra. Mas. antes de viverem no campo e de trilharem o caminho da «verdadeira dgfiCUilUHl-n os candidatos tcrao que se familiarizar com : tlgutn-. ts das lets fundamentais da Nature- za; quanto mais não seja. para compreenderem ltlclltOl' porque c quc umas coisas vao render c outras ttíto? A CADEIA ALIMENTAR A vida no nosso planeta jti foi eotnpitradtt a uma pirantitle com uma base incrivelmente larga e um cume muito estreito, Qualquer especie de vida tem necessidade de azoto e c por isso que este gas e um dos compostos essenciais da tnuteria viva. No entanto. .i tnaioria dos seres vivos mio pode utili/ .ar directamente este LIZOIO. que existe no estado livre na atmosfe- ra. É por isso que a base da ttossa pirâmide biológica c constituída por bactérias que vivem no solo. por vezes. etn simbiose com as plantas. e que tem o poder de captar o : noto du atmosfera. É inimagintivel o número destes microrganis~ 10 mos: digamos simplesmente que. num bocado de terra do tamanho da cabeça de utn ttlfinetc. existem milhoes deles Acima. fonua de Vidu fundamental c essencial. vive uma multidão de : tnimais microscópieos. À medida que subimos na pirâmide, ou nu cadeia alimentar sc : assim prelerlrtnos chamar- -lhe. constatamos que cada camada e muito menor do que aquela de que tira proveito. Por exemplo. um antílope necessi- ta de tnilltóes de pes dc erva; os camivoros comem os herbívoros tum leao precisa de centenas de ; tntilopes para sobreviver). O homem situa-se pcno do cimo. mas nao no cimo. porque e otnttivoro. É um dos felizes animais que eonseguent subsistir com uma grande variedade de ttlimentos. vegetais e animais. Dc alto u baixo da cadeia. ou dc alto a baixo das diferentes camadas da pirâmide. estabelecem-se correlaçoes muito complexas Hai. por exemplo. tnicrorgitnisntos pum- mentc camivoros. Há uma grande variedade de organismos saprólitas ou parasitarios: os primeims vivem dos hospedeiros que os : teolhenL mas vao-lhes ntinando as forças; os segundos vivem em simbiose ou cooperação amigável com outros organismos animais ou vegetais. Dissemos que os camivoros formavam o cume da cadeia atlimcntar. Mas onde se situa a pulga que viva no dorso do leao? Ou o pllfãtñllàl que habite nos intcstinos do leao? E que dizer da bacteria que »a vive (e pode atrtostar que hai ttmu) no corpo da pulga do leao? Talvc/ seja tnstis facil compreender este sistema de tao itrande complexidade : atraves da extrema csquematizaçat) deste dito famoso: «As pulginhas têm as costas pulginbas ainda mais peque- ninas. que as picarn. c as mais pequeninas têm as costas outras ainda mais pequeninas. e assim por diante. ad ¡It/ iniruntl» Fstas linhas referem-se unicamente ao parasitismo. mas é necessario salientar que. de alto a baixo da pirâmide. todas as coisas atcabtttn por ser consumidas por outras. li temos que nos incluir nesta cadeia da vida. a tnenos que u quebremos pelo sistema puramente destrutivo que ú a cremação. O homem. esse «macaco pcnsante-. vni intervir neste sistema (de que faz. pane. verdade que mio deveria esquecer) mas. ao faze-lo. com: riscos. Se. entre os grandes mamíferos. eliminarmos muitos camivoms. os herbívoros. que saio a presa destes catrnivoros. tomar--se-ait) demasiado numerosos. ultra bctn ttlitttcntztdos. e orlginanio tlesenos. Se. por outro lado. eliminarmos tnuitos hcrbivoros. a erva crescem¡ alta. ecrrada e incontroladamente; as boas ¡iasttuvens transfomittr-seíto ein matos c jtl não poderão. sc não forem limpas : alimentar muitos herbivoros. Se cxtenninarmos todas as espécies de hcrbívoros. excepto uma. as pastagens crescerúo menos eficazmente. E isto porque. enquanto os cumcims pastam muito perto do solo (cortatn a erva com os dentes incisivos). jai as vacas. que arrancam a erva enrolando-a na língua. a preferem alta. O «todo-poderoso» : agricultor tem que reflectir mttito seriamente e agir muito prudentementc. antes de utilizar o seu poder de intervenção sobre o resto du pirâmide. O : tmbientc natural oferece-nos também numerosas variedades de plantas'. e tetn boas mzocs para isso. Cada planta retira coisas diferentes do solo e dai-lhe também coisas diferentes. Os membros da familia das leguminosas. por exemplo. possuem nas suas raizes. nódulos com bactérias que retém o azoto atmosférico. assim.
  11. 11. podem fixar directamente o azoto de que necessitam. Mas pode-se matar o trevo de uma pastagem de irrarnineas e leguminosas aplicando-lhe azoto artificial. Não porque o trevo não goste do azoto artificial mas porque as gramíneas com azoto a contento conseguem ter crescimento muito mais rapido que as leguminosas (trevo). vindo assim a -abafã-laan. Observando a Natureza. constata-se que é evidente que a monocultura não está na ordem natural das coisas. Só é possivel manter um sistema de cultura única ¡ldübilndü-íl com elementos de que essa cultura necessita e destruindo. com a ajuda de produtos químicos. todos os rivais e inimipos dessa cultura. Se queremos recolher mais. respeitando as leis e os hábitos da Natureza. teremos que diversificar o mais possivel. tanto as plantas como os animais. O SOLO A base de toda a vida na Terra e'. evidentemente. o solo. Mas o solo donde nos. ¡tnintais terrestres. temos que tirar a nossa subsistência e. felizmente. essa rocha em pó que cobre izrande parte do globo. Uma parte desse po. ou terra. foi produzida pelas rochas nesse preciso local onde se encontra, outra parte foi trazida pela tlmlit. outra ainda (por exemplo o ftunoso solo de «lueszsw- que se encontra na America do None e na Chi- na) foi transportada pelo vento e. finalmente. outms foram amistadas ate' ao seu local actual pelos glaciatrcs por altura das eras glaciares. Mas. qualquer que seja o modo como o solo chegou ate onde hoje se encontra. foi originariamente reduzido a po. a ¡iartir das rochas. pela : acção do tempo. O pelo. bem como a ¡tltcrnãncia do calor e do frio. fa! , estalar as rochas. a aigua corroi-sts_ o vento provoca . i sua erosão e. esta¡ hoje provado. as bactérias e certos tipos de : algas comem-nus. Mesmo t› rochedo mais duro do mundo. desde que surja à superfície da terra. sofrerá. com o decorrer do tempo. ataques e crosfto. Uma terra recentemente constituida conterá. evidente- mente. todos os elementos minerais que se encontravam originariamente na rocha. mas earecerzi totalmente dc um elemento essencial: o húmus. E não haverá hútnus antes que a própria vida o crie; a vida. isto e. organismos outrora vivos e agora mortos e em decomposição. Só nessa altura o solo estan¡ completo. Como o solo provém de numerosas espécies de rochas. há muitos solos diferentes. E como nem sempre é fácil arranjar o solo de que se gostaria. o camponês deve aprender a timr o melhor partido possivel daquele de que dispõe. Os solos dividem-se em leves e pesados. consoxmte . r dimensão das suas particulas. existindo entre estes dois tipos um leque ilimitado de gradaçóes. Leve significa composto por grandes particulas; pesado. composto por pequenas partículas. 0 cascalho dificil- mente podera ser chamado solo. mas a areia sim: a areia pura é o solo mais leve que existe. O mais pesado e a espécie de : trgilai que é composta por partículas muito pequenas. Neste contexto. os temros leve e pesado não têm nada a ver com o peso. referindo-se à facilidade de trabalhar o solo. Você pode lavrar : t areia e trabalhada como quiser. que não lhe fara mal nenhum. Uma argila pesada é mais dificil de lavrar e amanhar, Viver no campo porque se tntnsfonnat muito rapidamente numa mittéria mole e viseosa e se estraga facilmente quando é tmbalhttdat húmitla Aquilo a que chamamos solo tem. izeralmente. uma espessura que se mede em centímetros. Ele combina-se com o subsolo. que não contém praticamente húmus. mas pode ser rico cm substâncias minerais de que : us plantas necessitam, As plantas que têm mizes profundas. como cenas arvores c a luzema. retiram a sua ¡tlimentaçzio do subsolo. A composição do subsolo é muito importante, por causa da sua influência na drenagem. Se for composto for argila pesada. por exemplo. a drenagem sen¡ ma e a terra húmida. Se for composto por areia. saibro. terra fraca ou calcário. a terra sera então provavelmente seca. Por baixo do subsolo ha a rocha, que se pmlonra até ao centro da Terra. A rocha também pode influenciar : r drenagem: a greda. o calcário. o arenito e as outras rocha¡ penneáveis são excelentes; a argila (os geólogos consideram-na uma rocha). a ardósia. alguns xistos. o granito e as outras rochas ignetts oferecem geralmente mas drenagens. Pode-se melhorar terras com ma drenagem. desde que se lhes consagre bastante tempo e capital. Examinentos agora diferentes tipos de solos: Argila pesada - Sc for bem drenada e trabalhada com competência. pode tomar-se um solo muito fértil. pelo menos para muitas culturas. Trigo. favas. battattts c muitas outras Culturas vingarão muito bem num solo de argila bem explora- do. Mas . s preciso possuir grande experiência para cultiva-la eficazmente. Com efeito. a argila tem tendência s. floculaçao. isto é. as particulas microscópicas que a compõem coagulam- -se e formam partículas maiores. Quando isso acontece. a argila trabalha-se mais facilmente. drena melhor e posslbillltt a penetração do ar na term (condição essencial ao crescimento das plantas). permitindo que as raizes das plantas se enterrem mais facilmente no solo. Numa palavra. tomar-se uma boa terra. Quando ocorre o fenómeno oposto. a chamada argila composta, isto e'. quando ela se transforma numa : nussa viscosa compatrável it que os oleiros utilizam para fabricar os seus vasos. a argila tornnase praticamente impossivel de trabalhar e. uma vez seca. tão dura como tijolos. A terra fica coalhadn com fendas e impmticúvel. C' onto factores favoráveis í¡ lloculaçzit) da argila podem apontarse a alcalinidade e. em menor grau. a acidez. a exposição ao ar e ao gelo. a incorpomçãt) de hútnus e uma boa drenagem. A acidez toma a argila compacta. assim como o trabalha-lu, quando ela esta¡ htimida. Só se deve trabalhar ou lavrar a argila quando ela esta em boas condiçôes de humidade c nunca se deve mexer-lhe quando esta húmida. Pode-se sempre melhorar a argila adicionando-lhe húmus (estrume composto. excrcmentos ou adubo. terriço de folhas mortas. adubo verde: restosvegetais ou animais). drenando-a. lavrando-it na ziltttra propria. para deixar que o ar e o ; zelo penetrem nela (o gelo aumenta de volume. separando as partículas tlesurtindwas), deitundo-lhc cal se estiver zicida. e, até mesmo. nos casos mais extremos. juntando-lhe areia. Um solo ¡trgiloso é uma terra «tnrdiam isto é. não produzirá nada no principio do ano. E uma terra dificil. Mas. como não e uma terra voraz. . o húmus que se lhe der aumentar-sea¡ por muito tempo. Um solo deste tipo tem tendência a ser rico em potássio.
  12. 12. (úi_1íq“l'. “:¡íi°f1“f_¡'-5"gm_ ›tfí4;§~;33'ü? fm7___ _ v_ _ &m; _ N: f à V - , -, _. __. _- í --^-_›-. :.: .-: :;r, t Í V À , ,h k _. . x- N ' ›. '›. L. 55» um* C' l 72;; ;na ma/ ;IF/ Ék ' *atue '9 . .q 75 . m. * 1 4.. .¡ A¡ wmvüm . . W
  13. 13. Viver no campo luz-games Raízes A pri/ min¡ rcgru u »rgmr por qurm quiser wrn rm uuIu-. I¡¡[¡4*I« Ein/ u c' mnlprnu-Iulrr u rir/ u rrurllu. u Itrru ¡Ilímrnlu m plumua. m ¡rlunlm ¡rlhrvrnluru «u qminvuix. ur unlmuít rvlrunuur¡ a Inru, u Irrru ulnnenlu «u plunnu, rn. O vrnludciru nxrisvtl/ nr rPlPf/ lilft¡ nlr vir/ u. r Ira/ un¡ lnIcgrur-. vr nrlr. ("u/ nu rulnrrlnl : lr planta: e rumivuru. vH-w nhrlguda u quo-hm¡ u rude/ u. u mio . nr qur ruprhr . tempra u Ir¡ : lu ITJlÍ/ lllçúll. Quer m» ¡Hzn qu( Iodo: m ruim (vrxrmu. urumuh r humuuus) devem ur ! tnhu/ dou u Irrra. xrju / uzrmltr m pcuxur pelo munlr «Ir rurume. prhu Inks/ lua. : dm rullmuu, m¡ pela rlmrruu. .n-ju / uzmrln-us enlrrrur nn mla prlm (ru/ nulla. O que' núo ; Im/ tr ser rrulluicln à term. ou ulllizmlu dr qualquer uulro moda. ¡lrvr _vrr quelmrulu pura / urnrcrr punir vlu uu ml». Numa pruprluluulr ruxttllluulu zm uulrmcwclincír¡ min . Ie rlrw tlrxprrdlçctr Iuulu. Ciclo dc produção ullmenlur C lclo dm desperdícios 13
  14. 14. Viver no campo Terra franca -› A terra franca situa~sc entre a argila e a areia. variando entre numerosos graus de leveza e pcsn. Ha¡ uma ntuito postula c outra : nais leve 'Ferra fmnca media é o solo iuats . ipiopriado a maior parte das culturas. Quase ltnlits suo lbrtlttttlas por uma iuistura de : irgilai c de areia. ainda que ulgutttas delas eompttrtctit ¡tatticulas da mesma grande/ a. Se a terra franca (ou qualquer outra terra) se ; npolar em rocha calcaria. sera provavelmente alcalina. e tt-. io ltuverzi neeessldir de de sc lhe _juntar cal. ainda que isto nao constitua¡ uma regra absoluta: e surpreendente. mas ha solos calcarios que precisam de cal. (Tomo qualquer outm . solo. a terra franca melhora quando se lhe junta húmus. Arclu - Um solo nrenoso - r o mais leve no leque dos solos c: _veralniettte bem drenado. muitas vezes acido (nesse caso. lta que Ihc deitar cal) e. tambem. frcquentcntcnte carece de potássio e lkisllwrtt. F. um solo “PTCCUCC". isto c. ziquecc muito rapitlaituente apos o lnvemo c produz logo no princípio do ano. F. tambcitt um solo uvorazn: quando . sc lhe junta liúutus. este nao se conserva ntuito tempo Para um solo arenoso se tomar produtivo necessita de grandes quantidades de matéria or¡! ¡ini› ca tos adubos inorgânicos desapareceram¡ rapidamente). As lcrrus arcnosais sao muito propíeias à cultura ltorticoln. sendo muito -prccoces- e faceis de trabalhar: são ainda muito rcceptivas a grandes quantidades de estrume. São muito bons para abrigar o gado durante o invemt) porque nino se tomam lamacentos, como os solos pesados (quer dizer. nao se lrausfonuam em latnciros depois de calcados). Quando sao plantados dc forragem e pisados. ficam de novo e muito rapidamente em bom estando, Mas não produzem tantos cones de forragem ou colheitas de outras culturas como uma terra tuais pesada. Eitxugam muito depressa e acusam a seca mais do que os solos zirgllosos. Turfu -- Os solos de turfa sào de um genero muito ¡tzirticttlar c, infelizmente. muito raros. A turfa e fomiada por substanciais vegetais que foram comprimidas em condições de ttnstcrohiosc l por exemplo. debaixo de agua) e nào atpodreceram. Um solo turfoso. acido e húmido nao e muito bom ¡aara a cultura. ainda que. se for drcnado. possa produzir batatas. ziveia. uipo c otttras culturas. Mas. quando natumlmente hein drcnados. os solos de turfa sao os melhores de todos. Fatrao crescer "qualquer coisa melhor do que qualquer outro solo. Nao tem necessidade de adubo: sao eles proprios um adubo Feliz ; aquele que trabalhar uma terra destas. porque ela lhe _earatttini praticamente o sucesso. ESTRUMAÇÂO As plantas precisam de quase todos os elementos. tnas aqueles de que elas têm necessidade. em grandes quantidades. :ao: o atzoto. o fósforo. o potzissit) c o calcio. os chamados macmnu- trientes O azoto - Como já vimos_ pode ser captado directamente da atmosfera pelas bactérias' qtte fixam o azoto. sendo as plantas que com ela vivem em simbiose as mais ¡tplus para se ahustcccrem desta fonte. Todavia. para se ; assegurar uma retencao verdadeiramente clicam. e necessário fomecer f¡ terra i4 estrume animal. que. ao decompor-sc. libcrtara azoto. e fundamentultnente aulubos azotttdos. O fósforo - Existe provavelmente no solo. mas talvez mio sc manifeste em quantidade suficiente. Sc as analises demonstra- rem uma seria falta de fósforo. e necessario adiciona-Io. Pode-se detectar a falta de fósforo pela obscrvaçat) de uma descoloraçat) violticea nas plantas muito jovens. u que . se sucede um : imurelceintento quando envelhecem. um cresci- mento fraco e um atraso na tnaturaçao, As ~escórias basicas-- de fosfato Thomas sao um adubo fosratado corrente: sào os resíduos sólidos provenientes da fusao dc tninérios metálicos c. portanto. um subproduto das indústrias do ; iço. O termo --biisico-~ significa¡ nesta aicepçao. irlealino. Esta espécie de adubo contribui para diminuir u acidez do solo. tal como a cal. Infelizmente. as novas tecnicas de fabrico do aço diminuíram a produçao deste tnateriul. Os fosfatos naturais sào adubos dc fundo de . lectio lenta. que devem ser usados em terras ácidas. que os solubilizaim rapidamente. e a sua eficacia c rapidez de acçúo são maiores quanto mais hmndos e linos forem: mas u seu efeito c- mais prolongado. o que torna mais adequado a maioria das plantas. O superfosfato c- um fosfato : nim-raul lou dos ossos) dissolvido em ácido sulfúrico; age depressa. mais rapidamente que as escórias. que por isso devem ser tlistrihuí- das mais' cedo. mas e caro e pode empobrceer o solo em microrganismos. Potássio - A falta de potássio pode ntanllestar-sc por um nmarclccímento das extremidade das folhas e por uma fragili- dade do caule dos cereais, que se vcrgam a menor fustigandelu de vento ou chuva. Existem no mundo montanhas de potássio mineral c. até que se crsgotcm. podem ser utilizadas para obviar a insuficiência de potássio. Uma terra ¡irgilosa raramente tem falta de potássio. Cailclo - A insuficiência de calcio provoca uma acidez. do solo que pode originar algumas mas formações mu¡ plumas. lim qualquer caso. o agricultor tera sempre que adicionar cal a um solo ; icido Pode-se aplicar a cal soh fomia de pedra (acção muito lenta). dc po (aceito bastante lenta). sol) forma de cal viva (acçtio rápida). ou sob fonnu dc cal mena (aeçao rapida). No entanto. a cal viva queima us plantas e os microrganismos, enquanto a cal morta t* inolensiva. Mas a sua terra pode ter falta de outms elementos. Se. apesar da ; idiç: 'it› dos que ja citamos ancima. voce' notar que as suas plantas ou animais tem um ar doentio. suspeite de que podem sofrer de falta de boto. ou dc qualquer outro «oligo- clemento e recorra aos conselhos de um perito. Mas. se a sua terra recebeu as incorporações : adequadas de adubo composto. de estrume. cxcrctnentos de animais ou sarguçu (este contem todos os elcmctllos). e pouco provavel que lhe falte o que quer que seja. Sc você mandar analisar a sua terra c. em face dos resultados da analise. você lhc juntar. de uma vez. para sempre. todos os elementos que lhe faltam e sc dai por diante praticar uma : agricultura profundamente organi- ca. a uvidau (a fertilidade) da sua terra : tumentara até atingir um nivel muito alto. Ja irao lhe sera necessario gatstar mais' dinheiro com aidubos.
  15. 15. O DOMÍNIO ECOLOGICO Uma das particularidades do sistema de cultura praticado tio sec. XVlll era o afolhamerito quudrirnnl. (l) 'Trata-se de um sistema de agricultura profundamente ecologico. que ainda hoje serve dc modelo pnni a exploração produtiva de cenas culturas. qualquer que seja a sua escala. O ufolhzimenio quadriemtl funcionava do seguinte modo: l. Primeira cultura - Era uma seincnteira com uma mistura dc lorragens e de trevo. A mistura em pastadn pelo gado. tendo como finalidade aumentar a fertilidade da terra. graças ao itzoto lixado nas nodosidades radiculares do trevo. graças aos excrementos dos aininiais que pastavum e ¡xraças a quantidade de vegetação enterrada na terra. quando era lavnida. 2. Cultura de raizes - [iram provavelmente culturas de nabos ou de mtabagais. destinadas s. ;alimentação das vacas. dos cameiros e dos porcos; dc batatas. sobretudo para as pessoas; dc beten-abas tonageiras. para o irado. assim como dc diferen- tes especies de couve (não sendo esta última verdadeiramente uma -raizm mas sendo como tal coitsiderttdai na fase preceden- te). Esta cultura visava aumentar a lenilidzttle da tem - porque a quase totalidade dos estrumes da quinta eram espalhados sobre as culturas 4 e -limpar- o solo (suprimir as ervas daninhas). Estas culturas siio. com efeito. culturas de limpeza porque sao plantadas em linha c devem ser frequentemente sachadas. A terceira vantagem desta etapa consistia na produçao de culturas que se enceleiravzim no Verao. para ser utilizadas como alimentação no lnvemo. 3. Cultura de cereais de Outono - Consistiii nas scmcntcirzts outonais de trigo. feijão. cevada. aveia e centeio. Estas permitiam explorar a fertilidade adquirida pela terra durante a primeira e segunda fases. com a vantagem aierescida da limpeza da terra resultante da cultura de raizes Para o : igriculton era a -cultum reitiuneradorm. com a qual ganhava o seu dinheiro. O feijão era utilizado para alimentar os cavalos t: O gtidu. 4. Cultura de cereais de Primavera - Traiiava-se. certa- mente. de trigo da Primavera e. sobretudo. de cevada Apos ter-se semeado a cevada. setneava-sc tambem na iitustittt Ieira de terra uma mistura forraaeirat de gramíneas e trevo. A cevada. a grtimincu c o trevo cresciam simuliaiieriniciite. quando a cevada era ecifada. ficava uma boa colheita de mistura lorrageira prestes a ser pustadrt durante a Primavera ou Verao seguintes. ou. cntúo. a ser cortada t' guardada como forragem para ser consumida durante o Inverno A cevada servia principalmente para alimentar o cado_ mas grande pane dela era trunsfomiatla em malte para fazer cerveja. A palha da aveia e da cevada cru tlada como alimento ao ando; a palha do trigo era utilizada como cama. com vista ii obteaçao de uma tírande quantidade de estrume (o melhor adubo composto jamais inventado): a palha do centeio servia para a conlccçao de tclllttdos de colmo: as raizes eram dadas como ¡ilimento ao gado: a farinha. o malte. a came c a la eram vendidas as pessoas da cidade. Nos finais do seculo XVIII. e no seculo XIX. uma terra itssim explorada produ/ .ia uma tonelada de trigo por cada meio hectare. e isto sent produtos quimico» derivados do petroleo. que nao existiam, Viver no campo li ntuito possivel imitar este sistema ecoloyieo. modifi- cando-o para que responda as necessidades de hoje, que sao diferentes. Nim-uam se contentara com a alimentação ele base de um camponês do seculo XVIII: pao. carne de vaca e cerveja lÊ desejável ter uma maior diversidade de produtos Iucicos (manteiga. queijo c leite). mais legumes. numa pala- vra. uma maior variedade de alimentos. Possuímos hoje novas tecnicas: culturas novas. como os tupinambos. os mbaneies e . is beterrubas forrageiras. o milho. bem como allaias tnuito recentes. alem (las cercas eléctricas. que aumentam as nossas possibilidades de ¡icçao Quem quiser viver em (autoeonsumo) auto-suficiência quer tenha um jardim atras da sua casa. um lote de terreno nos subúrbios ou uma exploração de 50o hectares. quer faça parte de uma comunidade detentora de 500 hectares. tera que respeitar os mesmos principios. Deve esforçarse por trabalhar com a Natureza. e nao contra cia: mio desistindo (los seus objectivos. deve tentar imitar tanto quanto possivel a Natureza. li. se quiser ¡iunientar e manter a fertilidade da sua terra. deve lembrar-sc de que: l. É preciso renunciar ii monocultum e a cultura. ano após aito. da mesma planta tia mesma terra. Os agentes propauado- res de doenças próprias de uma dada cultura desenvolvem-se sempre na terra em que a mesma se faz durante muitos anos, Por outro lado. cada cultura retira elementos diterentes do solo. :issim como também deixa nesse solo residuos (lift-rentes. 2. É preciso evitar criar uma so especie de aninisiis num mesmo terreno. por razões muito semelhantes as invocadas contra a monocultura. Os nossos antepassados diriam; ~A riqueza de um lavrador mede-se pela altum do seu monte de estrume. ~ Por outras palavras. os excreiiientos animais sao muito bons para a terra. Um gado diversificado c'- sempre preferível a um gado unifonne. c um pasto em sifolhamento. o melhor de todos: o pasto e a rotação de uma especie de . animais sobre uma terra, a fim de que estes la deixem os seus dejcctos (simulta- neamente com os inevitáveis ovos de pamsiias) e qucbrcm assim o ciclo de vida dos parasitas. Deve sempre pniticar-se a sucessão das especies segundo uma tal rotaçao. 3. É preciso desenvolver a cultura de misturas fomigciras. dai-las a pastur e, depois. cntemi-las. 4. É preciso produzir -adubo vegetal~ Mesmo sc voce nao quiser deixar crescer uma cultura pllfll dit-la como pasto aos seus animais. cultivc-a e entenc-a. 5. É preciso evitar lavrar a terra muitas vezes c muito profundamente. porque zissim se traz muito subsolo a superfí- cie. Por outro lado. a abertura de sulcos no solo com laminas eonatttes. nao revolve a terra. facilita a drenagem. esmaga as camadas duras do subsolo. c só pode ser benétiett. 6. É preciso nao deixar a tem¡ nua e exposta as intempéries mais do que o tempo necessario. Quando esta coberta de vegetação. ainda que esta sejam ervas ditninhas. a terra nao NOTAS ( l ) Sucessão de Culturas sobre o mesmo terreno. durante quatro sinos obtendo. com menor despesa. maior privação. i5
  16. 16. Viver no campo As estações do ano Início da Primavera Lam a : ua mm logo qu¡ a. : ; cada de Inverno a lan/ mm dmorroodo. Pnpan o: campo¡ para a: manu/ - ru: da Prlmawra ullllmndn uma CÍMPNM ou uma grade de bicos. e junIc-Iln. n ntrruárln. o¡ nutri- cnlu. Vá à caça uma: do fin¡ da tatuada. Prepare-sc para o pano da: ovelha: : a prlnclplo da Prlmwm l . a altum ¡doa! para Ino, pol: c¡ corda-Ira: podem allnaonlar-. rc da trva. Fim d¡ Prhmvm Samu d nado. ou com um amador mta-único. o pnpan-sc para mnlba- Ier a¡ trwu danlnluu qu: Mo lutar com o. : joven: nbenlo¡ por un¡ lugar ao . ml, Plant¡ a: .nau Maua¡ nova: na uuqfa. para apressar a matura- ção. o mu: : MMDÚIUUÍH: da vidro ou burro para prolqn da: geada: Iar- dla: os . ma mclóu o : mma cururu- Idccu: (nbóbamsuJ. [Í uma boa nl- Ium para preparar u cemja porque . vc apmrlnum trabalha¡ qu: pmvo- cum mk. como a mqula da: mmol- ro: e u cet/ a do: fuma. Mou mn pouco de uma! !adm ou meu: ao _ * longo do ano para ur nmpnfarlnha ' 1mm. Início do Verão No princípm do V000 (spam-o uma tarda mcantadnra: a : numa do. : carmhm. Bam¡ a Id de cinco : Mn para vmlr um famllla. Com o m bcnlar da forragem. a . ma vam val , .› ! amar a dar muito Ich¡ t. pur Ino. I* M. wir; " . Im¡ que / aur numlclga qua¡ todo: _k n_ nmw“w¡wqx. líârvx . o: dias. Apr-own: !mn o fell¡ Jahr# *"*'*“'* W “ *W . W cando »uma qucUo pan¡ o Inwrno. l¡ ¡, ,ww“w. l_, ''“¡k«_ b¡ para manda: do Vndo mn qu¡ , “dum '~ _x A . ' l , “JM” rol/ ar o fono uma tan/ a amuunn mmmv. t)yx ma: ria-u do concponxaccm. Purlm- a m. ' n¡ da q/ ucla do: ma: nnrlgm. do: WA WV_ uu: vizinha. r dt : nulla urvq/ a ' ' WW J l . um¡ mam n “m” Mññlnrmeammnhnuvayp* W v *E _ v 1 p WuMutnnIvIIH"" . r 1 x . " Í71ÊWREWÉ1VrV* _w ¡1.›¡_¡¡¡1x "r-a _w- 16
  17. 17. Viver no campo Fim do Verão A cai/ o do triw no jlm dn Vt-râo vortxtitttt' a gratuit- colhvitu do ano, Prcclsurt¡ dr tum¡ da¡ . rt-ur ttntigos t' trrt¡ : nais uma ocasião para [ksa-jar otttru provisão de ptio para um uno. l-, ' chi-gado n altura du apanha da fruta dos patriarca'. do. : vogutnrlos. das no- : t-. r i' dos' _tratos silsrc-. rtrcs que. depois dr cortados rm pt-tlttçox. .vrráo guardados rm bUÍÚifJ', ou postar em vlnugrr para tona-rn vp, t¡ tttilizttr duran/ t- o Inverno. l: tumbétn itgoro que sr fa: o vinho a . 'l' ttprttvritartt ox tomates- vrrtlt-. r que trtbrarttm para _fazer tuo/ im plcantr. Outono É no Outono qur trtn qur rrvolhrr as raia-s r guardo-las tw silo ou em qualquer outro local. Plant( Irlxo dr Outono r ; uma Dnit-eu a seiva das úrvurn, r é chrxtttlt¡ a ultttru dr CUIÍUV [IJ IHU' lNÍMslHlIlI ll IVIAIUÁÍU' cao. Slrnultanramrntr. ttrmuzenr a . _' madeira ¡rtorttt antes qur _üqur intitul- da r tttlltzt-a «roma lenha. No _üni do Otttonu a . ma ("nada mid pronta u . crr (ri/ nda r tera' ainda que rtrroruor tempo para / íar a lú. irem como para tt sua ctrl/ tetra anual dr linha. se o tiver. lnvemo A nulo do Inverno. quando ae/ tdhat ja' tiverem calda das arvores, pode construir : uma . iriam m¡ reparar as antigas. fazer m¡ consertar vrdaçôrs. porto” r barreiras. irem conta amo« lar r reparar os utrrulllns apzrlvoltu. 0 ierrtpo frio é o melhor para o abate das vaca: r dns rururlnn. .vrndtt o lnirltt do ano a tnrlhor altura para u matança dos porcos. O presunto e o f¡ l › ' _. › › toucinhopotlrnt conversar-sr rn¡ . rnl› 3_ â A 7 , ' tnouru ou serem postos ao Inmetro, q ' __ tlrptrls dr . vulgar/ tu. Ma¡ a Invrrno r . Lilillh. H b. ) - Jrtbrrutdo a altura do ano em qttr , . __ _ _ 7 ¡rodrrd saborear os [ratos do teu i traballio. _' -x- t( t . o *rf I M . _ . . ' A _ ~ ~. ' ' i 17
  18. 18. Viver no campo sofre erosão e nao se cstraiia. o que succdcrii se a deixarmos nua Uma cultura em pleno crescimento retém e zissimila o azoto c os outros elementos do solo e liberta-os quando começa t¡ dcciamimr-sc. Num solo nu. a maioria dos alimentos solúveis para as plantas sao amistados pela agua. 7. É preciso prestar atençao Ii drenagem. Uma terra com agua em demasia nao e uma boa terra e deterionir-se-zi. il menos que voce queira plantar arroz ou criar búfalos. R. É preciso agir sempre em conformidade com a lc¡ da restituiçau. 'fodos os residuos das culturas e dos animais devem ser ÍCNÍÍÍUÍÚDS a terra. Sc retirar alguma coisa da sua terra. deve dar-lhe em substituição. outra coisa de idêntico valor fertilizante. A lei da restituiçiio apllczi-se também ¡ios escremcntos humanos. Se a lei da restituição for forriialniente cumprida. e teoricamente possível tnantcr. e mesmo ztutllclllílr. a lertilitlade de uma terra sem que nela pasteiii animais. É preciso preparar cuidadosamente a humificnçào dos resíduos vegetais. Note-sc que. nas quintas onde níio hii : inimais e onde se observa um alto _erau de fertilidade. hi¡ sempre uma adição exterior de substâncias vegetais c. muito frequentemente também. uma adição de outras substancias de alto teor energético: o sargaço. o terriço formado pelas folhas das arvores. as folhas mortas recolhidas pelos serviços de limpeza das ruas e das cstnidas. os resíduos dos legumes teitipimks. a palha ou o feno impróprios para a alimentaçàt) dos zinimais os fetos arborescentcs prove- nientes dos terrenos públicos e das terras incultas. Todas estas provcniencias de restos vegetais são possíveis dc arranjar e permitem manter a fertilidade de uma terra sem animais. É difícil compreender porque é que c- prefcrivcl fazer passar os elementos vegetais pelo aparelho digestivo dos animais. que os devolvem a terra sob forma de excrementos. em vez de espalhar simplttsmentc estes vegetais directamente sobre : i terra, lr). todavia. este facto e uina evidencia. Qualquer lavrador com um pouco de experiencia sabe que hi¡ uma vwmaeia» fomiidavcl que transforma os residuos vegetais em estrume de extraordinário valor. ao faze-los atravessar os intestinos de um animal. Mas. se nos lemhrarmos de que animais e plantas evoluíram conjuntamente neste planeta, talvc/ deixemos di: nos surpreender tanto. Á primeira vista. nao lia na Natureza animais que possam viver sem um zimhiente vegetal Até mesmo os gases inalados c cxpelidos por estas duas diferentes formas de vida parecem ser cr›iiiple« mcntaircs: as plantas respirzim dióxido de carbono c libertam oxigénio. os animais fa/ .em o contrario. SER ou NÂO SER VEGETARIANO Ser ou não ser vegetariano e tema dc uma controvérsia que poderia (tttais nao deveria) romper o ciclo das materias Nao Iii¡ qualquer ra/ ,íio para que um Vcrclariant) c um mio vepctariiittt) níio possam viver felizes lado a lado, Os vegetarianos meu mciitam que são precisas muitas unidades de proteinas vegetais para se produzir uma unidade de proteína ziiiimal. soh . i fonna dc came; c. pois. preferível que o homem nào se alimente de animais c coma directamente as protcinzis veizetziis. Por seu 18 turno, os nao vegetarianos fazem notar que as unidades protciciis. que níio sao directamente tmnsfomiadas cm carne. não se perdem: sao devolvidas a terra sob outra fonna. a fim de ziumcntarem a sua lertilitlaile. contribuindo para o crescimento das culturas. Os vegetarianos dizem que e ttiiia crueldade matar os animais. A isto os nao vegetarianos replicam que i'- indispensável que algum factor contmlc o ¡iumento da popula- çao de cada especie. quer sejam as epidemias. a fome. uu os deprzidzidores (conto os nao vegetarianos) e. entre estes. e provzivcl que os homens sejam os mais numerosos. 0 vegeta- rianismo surge como uiii fenomeno quase esliisiviiincnte urbano. Os nào veiwtarianos (e iiic| uo~iiic nestes) afimiam quc os animais devem viver em condiçoes o mais possivel Clllcv lhantes as daqueles para quem foram criados. ser humana- mente tratados. nao ser objecto de nenhuma crueldade c. quando chegar ; i sua hora. ser abatidos rapidamente. sem terem que suportar longas viagens ate ao matadouro ou ari mercado. Tudo isto c- possivel numa quinta organizada em auto-sufi- ciência. e nunca os animais deverao prcssentir que esta para lhes acontecer : ilituma dcsitrztça. A l)ito isto, ;ilirmo que tambem c pcrlcitatncnte possivel viver numa quinta sem ¡ininiais e gozar dc hoai saude sepuiitdo um regime sem came. Contudo_ o eoiitríirio tambem c verda- dciro. A PROPRIEDADE DE MEIO IIECTARE Cada pessoa encaram. de modo inteiramente diferente. o cultivo da sua terra. .sendo pouco provavel que dois pequenos agricultores. de meio hectare cada uiii. iidopteiit o mesmo plano e os mesmos metodos. Uns gostam de vacas_ outros receiam-nas. Uns gostam dc cabras. outros : tao conseguem ittipcdHas de ir para a horta (e o meu caso e não conheço muitas pessoas que o consigam). Uns nao querem matar os ¡inimais e veem-se obrigados a vender o excedente do seu gado a outros. que os iiiatairaio; outros ainda nao querem vende-los porque sabem que os aiiiiiiaiis serao zibatidos. Uns sentem-sc felizes por terem tiiais caido do que aquele que . i sua terra pode alimentar. e compram forragem por fora. enquanto outros julgam que esta prática e contitiriu aos principios da . tuto- «suficiência Quanto a mim. se cu possuissc um inelo hectare de uma boa terra. bem drenada. penso que teria uma vaca c uma cabra. alguns porcos e. talvez. uma dúzia de patinhas. A cabra dar-me-ia leite quando a vaca estivesse seca. 'Talvev arriinjasse ittesnio tnais uma ou duas cabras 'fcria a vaca (dc tipo Jersey) para nos dar leite. a mim e aos meus porcos. mas te-Iiria sobretudo para que mc desse montes e montes de estrume maravilhoso. Porque. sc cu quisesse viver desse meio hectare. tosse de que maneira tosse. sem recorrer . i quantidades de adubos artificiais. precisaria de estniiiiii-Io zibiindzintemente. É certo que esse meio hcCltlfL' so daria para alimentar a minha vaca e nada mais. Teria. pois. .sem me ienverizonhar. que comprar a maior parte da sua alimentacao. Teria que comprar todo o feno. muita palha ia menos que conseyiiisse ; irranjar fetos num baldio). .i farinha de cevada. um pouco de farinha de trigo. e também. sem duvida. proteinas concentradas sol)
  19. 19. forma de farinha de soja ou de peixe (ainda que fizesse o possível por cultivar também soja). Dir-se-: i que c ridiculo pretender que se vive cm auto- -sulicrencizi quando se tem que comprar todos cxtcs produtos. É verdade! Voce cultivarri a maior parte da alimentação das vacas. dos porcos e da criaçao: beterraba. : lorragciras. couve». batataá forrageiras. consolda. luzema e toda uma série de produtox horticerlzis que não comcrzL Max. mesmo sossim. tera de comprar. todos os anos. cerca dc : ncia a tuna tonelada de feno. uma meia tonelada de diversas especies de cereais. L' meia tonelada a uma tonelada dc palha. sem esquecer a farinha para fazer o pao. A verdade c- que. numa parcelar tao pequena como um meio hectare de terreno. nao pensaria em cultivar trigo ou cevada. e preferiria coneentrarme em culturas mais valiosax que m. cereais. :mim como em culturas cuja frcsctrra fone um factor essencial. De qualquer modo. a cultura¡ dc cereais em tcnenos de pequenas dimensões torna-se pratica- mente impmsivel. devido aos cstnrgos provocados¡ pelas» aves. todavia. ja conwgtti cultivar trigo num canteiro. O grande problema que se põe é o de ter ou não ter uma vaca. Os argumentos pró e contra são numerosos e diversos. Os seus panidxírioa dizem que não hú nada como uma vaca para manter em bom nível u saúde duma família e dum teneno. Se você e os seus filhos tiverem : i vossa disposição muito leite puro. fresco e não pasteurizado. muita manteiga. natas. queijo bem curado e mal curado. iogurte. constituirão uma família de boa saúde. o que é já uma razão suficiente para criar uma vaca! E. se os seus porcos c as suas galinhas receberem igualmente. a sua pane de derivados do leite. gozarão também de boa saúde e desenvolver-serio favoravelmente. Essa vaca será verdadei- ramente a causa principal da sua boa saúde e do seu bem-estar. Outra coisa ainda: a alimentação que você comprar para essa vaca custar-lhc-ú um pouco caro por ano; mas. se você ñzer as contas ao que gasta também por ano em -produtos lricteos. consigo c com a sua familia. veni que e' bastante. _A isso junte a mais-vadia dos ovos. da carne de galinha e de porco de que podera dispor (e fique certo de que um quano da carne de porco fica a deve-la à vaca). além da fertilidade sempre crescente da sua terra. Um dos mais sérios argumentos contra c' que terá de que muntzir a vaca. Terá de munai-Ia duas vens por dia. pelo menos dez meses por ano. Mungir uma vaca nào demora muito tempo (cerca de oito minutos) e é muito agradável. se souber como fazé~lo. e se ela for gentil; mas terá de faze-lo. A compra duma vaca c' uma decisão muito importante. e não devera toma-la se pensar ausentar-se frequentemente e não tiver quem o substitua. Mura. mesmo que só tenha um piriquito, você tera de ter alguém que lhe dé comida quando se ausentar. Façamos então o projecto da nossa quinta. partindo do principio de que temos uma vaca. Propriedade de melo hectare, com uma vaca ~ Metade da terra sera plantada de forragem e a outra metade ficará para a lavoura (não estou a contar com o terreno em que se encontra a casa de habitação e ias outras consuuçóes). A primeira parte pode muito bem ficar sempre com pastagem e nunca ser lavrada. mw¡ também pode altemar. lavmndoa. por exemplo. de quatro em quatro anos. Se seguir esta sugestão. e' melhor Viver no campo faze-lo. de cada vez. só pan¡ um quarto da superfície da sua pastagem. Anualmentc. você plantam¡ de forragem um oitavo da sua quinta. Assim. todos o» anos. haven't uma pane de forragem semeada de fresco. uma pane de forragem com dois anos. outra pane eom três zmos. e outra ainda com quatro. Se altemar assim. de quatro em quatro anos. tomará a sua terra mais produtiva. A sua quinta ñcará dividida em duas: a horta c a pastagem. Começarri por pausar a Charrua nesta metade da sua quinta; deitarri então uma mistura de três qualidades (gramínea. trevo e luzema. por exemplo). Sc semear no Outono. a sua Vaca passara o lnvemo com o feno comprado. e você terá que aguardar o ano seguinte para a deixar pautar. Se ainda for a tempo de semear na Primavera e se viver num clima bastante húmido que lhe permita fazé~lo. poderá deixa-la pastar ja nesse Verão. Quando se semeia na Primavera é melhor não ceifar a forragem no ano seguinte e deixar a vaca pastar um pouco. retinmdo-a de lã ao menor sinal de destruição da forragem. provocada pelas palma. De resto. e preferível prende-la. ou delimitar a área de paistagcm por uma vedação eléctrica. Faça com que a vaca só diaponhzi de um sexto de forragem dc cada vez. deixe-a nesse local cerca de uma semana e. depois. leve-a para outro lado. 0 tempo que a vaca deve frear no mesmo sítio é uma questão de bom senao (e bem precisa de desenvolve-lo se quiser viver em autoeonsumo ou auto-suficiência). A razão de ser destas faixas de pastagem reside no facto de o pasto crescer melhor e produzir mais. se o deixarmos crescer tanto quanto posrtível antes de ser pastndo ou ceifado. depois. paatado ou cortado completamente. c então. de novo. deixado em descanso. Se for continuamente pastado. nunca tera oportunidade de desenvolver o seu sistema radicular. Ora. numa exploração tão intensiva como a que estamos a encarar. c' essencial vigiar a pastagem com muito cuidado. Numa superficie tão pequena. o metodo que consiste em deixar os animais pnstar presos a uma estaca é preferível no das vedações eléctricas. Uma vaca pequena. de tipo Jersey, habitua-se muito depressa a ficar presa ã estaca. sendo de resto por isso. que a raça foi desenvolvida na ilha de Jersey. onde começou a ser criada. Recomendo sineemmenre uma Jersey ao agricultor dc um meio hectare, porque estou convencido de que ela não tem rival neste género de experiência. Fiz tentativas. sem nenhum sucesso. com vacas de tipo Dexter. Mas. se conhecer uma Dexter que dê mais que uma mínima quantidade de leite (as minhas duas davam menos do que uma cabra). que seja tranquila e dócil. então. compre-a e boa sorte. Mas. não se esqueça de que uma Jersey de boa raça dá muito leite (o mais rico em nata de todos os leites do mundo). que é pequena. e tão dócil que até sentirá pena de não a levar consigo para casa. que tem um apetite moderado. é bonita. simpática. sadia e muito robusta. Uma vez preparada a pane que reservou para pastagem. devera assegurar à sua vaca quase toda a comida que ela necessita no Verão. É improvável que consiga ter tzunbém algum feno. mas. se vir que a forragem continua a crescer em redor da sua vaca. pode cortar alguma pan¡ ferrar. A outra metade da sua quinta. a parte arúvel. serii intensivamente explorada como horta. A solução ideal consiste em dividi-la em quatro parcelas em que as cultura-z que desejar |9
  20. 20. Viver no campo m, n¡ 4 _ . _.-: .. r , . w . ._ i r . - u. , p): 6111;; :J3<4.1r3.~: ;.ir@ mawsm» . ..IBC e Sr ¡nuaul um ! nr/ n hrmm- dr Ima Irrru. Ill/ rf: (sir/ u u prnmr ruluvt¡ In nu luluÍhÍtlx/ r mu¡ [rum r Ic-_wunrx Quunlu u num. ;Irwin/ nua rm Jum ¡Iunn r nrmnuh: rrvu nunm ¡urItn/ r. ; mm / u : Irimr ¡nulur uma mu¡ r : mm ruhnr qm* mr : Iurlu Itu( nur bmw¡ [IrIIlN/ IM rm qur u mu¡ rruvrnr- u-ru Armnjnrta¡ : :nula uma puuu. [mm rtpnnluçún, r uma «Iúna «Ir xu/ luhur. Trriu : Ie cum/ run'ulgunm . * «num/ u ¡Ium : n/lntrnlur ! mlm rum uumuua Im lnrrrnu, mu¡ . uchu , z ' . Inn prrfrrtvrl n Irr qm' ¡mnprur m [HIM/ UMM Iúclruv r u nnnr_ n , ^ ( qm', r/ r rrun_ mtu/ Mn¡ r uma vnluçüu Dtvu/ Niu u num¡ Inu/ ml( «lu 'w * z Irrm rm qua/ m [uma para rnlnvur Ic/ .vunm. .Ir mmln ¡nlrum-n, -- › 4x _ r' uIrI/ ntlrnlu. Jr : uu/ u vn. uma pura/ u m' hulukn. fu lvwrninuruv. u. : wrurifvnn r (La raias' Dividlria ! zumbi/ II . A ¡umlugrm rm qua/ rn ¡mr/ rr. r u/ Irruuriu ; Ir quulm rm quulru uma_ hm e'. ¡rlantunu 1mm 1' " ¡mr- rlu «lr (rm por um», r . m I-nlmrlu u lavra-lu quulrn : :um num Ian/ r (Hlnunurm um run/ Mila [mm u vara, parqur ! mn Irrlu ¡un/ ¡Lurnu ut/ ¡rlrulr ¡mru u «letmr [um ¡Iurumr Itu/ n n um¡ Tem¡ uma “lulu para m Iumulcirux. mlmriuj para ¡uuhr/ hum. r plnulurh: uma Imrm 1 um fl WI¡ urn/ nuurut¡ r [twitter / mru u ¡qwernu du um¡ 1 “' q . Vucu plislnndo presa ircàmcz ¡flf h i 'Ímr' Í. 1 r_ _ . L s: ' 4 - ›Poclla. fmóvçj_ -- , _ -_ . Lcuumlnomu Plante. prlu mrmn. uh «xp/ rm d¡ vagens (por exemplo. fel/ du wrdr. /rljdu dr Irrpur e fuma) e mulku rrvilhzu. Nu mm , trgulnln cuhlve : u (Vad/ rm: nula Ielru. Crucífcnu Nmlr mulnm. planta para cwuutnu ; nn/ mm : Im-nur rIpfrir-, n : Ir ruuvcx' muvr-lhrr. !mim/ tn r muvr : lr Im. , . nr/ m Puru ¡lur um unirmtix, piu/ ur (IHHTJ nuuJ, IIIIÍNH r rumhuyu¡ l ; do ruhrn. :nm (mn/ mn rruro/ rrus¡ Nu «nu , wmunIr plunlr nuns 1mm' raulrírn Couve» Brócolm _ , N» . r Couve Iontbumzn Í r* m. q: 44mm_ ~- a7 1376!' 11;) É_ Couve-Nor Srmalr mim n: amu m' burma; na purrzln . lr puxm : par/ ru lavrada 20 I-'rljaio verde
  21. 21. Viver no campo Pastagem Canteiro de legumes E! !! ; uma ullmenlun¡ u . mu vaca duranle o VCMÍU, Nu cume/ ro rr. rr¡~vuclz› mu lrgumrs Dri. " eu ma. : Kahn/ uu wrrrrr à vonladr r ! rula/ r aqui plunle Iexume: para : eupróprla mn~ um xalinlteiró nuível. mma. lixptnqfres. rennunu. uUaro-a. mp0, ulhuJ-porru: r rfehohu. em conjunta com u¡ legununnrur r cu V, 7 4 Mimas, proporr/ 'urnur-lite-ou rcjei~ ' ' gw. ; WlIÍüduJ. Próxunn da cnzinhu, : emelr ervas ummznlvn. : e xíntuüir ' A 7 _ mm 0.¡ qual¡ pmlrrz¡ fazer óleo. ;Í ' 4' , , - e « “u, e" 5 _ *WHF;1.“:1TB§FíâÍ; :_ . , ÉWÍÊ'ÍX. IILÍIÍTY7'~ÉI~, “v f. ; -« . ,. _ - A , _r _ . ._¡ v . __ _ _A _ 'J . v? ' “ l 9g'. A” * 3 g . .4 H . '« s N ' (Zíullnhcim móvel , r 1 , à¡ x" 'v I V . 4, : n "liglufn f' ' - f¡ Nnhruõnnlífchu¡ l ' ” s' ~ 'r- w x. . . Onchun f . 'x ¡ ' r Z bi-clufu (quente) . ___. ... _.. .,, «a A 'I r' Á*! °.'L°a9vmns›%*°_§; ') . x I' e r$; _._-_, _,3_Í , . : M-. yk NU «Um . Irrguinlr u Irr plantam/ u us rruc-(lerur plan/ r rulzn ; uma uI¡› ! nm/ ur m xeu: anunm. : na Inver- IHL wl›reluxlr› Iwlerrulrux'forragei- nu Nu nulm um¡ u ¡mui! rmrlr ÍWHININI nula ¡nesmu ! um
  22. 22. Viver no campo ter anualmente se succderão em rigorosa rotação (exporcl detalhadamente esta rotação no capítulo Produtos Honícolas), A única variante a introduzir nesta mtação consiste em que todos os anos você devera reservar uma parte para pastagem e. como vimos, lavrar tantbém uma parte do seu prado. Aconselho-o a plantar batatas nesta última parte. Se assim mu. it rotação sen¡ a seguinte: forragem (para quam) anos) -4 batatas - leguminosas - crucíferas « raízes e. de novo. forragem (para quatro anos). Se quiser semear fomigem no Outono. tem que recolher as raizes muito cedo. Pode faze-lo se viver num clima tempemdo; em regiões em que os invemos sejam muito rudes. tem que esperar. com certeza. pela Primavera seguinte. para semear. Nas regiões em que o Verão é muito seco. será melhor semear no Outono. salvo se tiver um sistema de irrigação. Finalmente. em certos climas (Verão seco e lnvemo frio). será talvez preferível semear a sua forragem no fim do Verão. depois das leguminosas. em vez de o fazer após as raízes. porque as leguminosas atingem a maturação mais cedo do que : Ls raizes. Neste caso. talvez lhe dê mais resultado semear as batatas depois da forragem. fazendo a seguinte rotação: forra- gem (para quatro anos) - batatas - cruciferas - raizes - leguminosas _ forragem (para quatro anos). Um dos inconvenientes deste método e' que você tem que esperar pelo Verão a seguir ao Outono da colheita das batatas pam plantar as suas eruciferas. Quando estas são plantadas a seguir its leguminosas crescem imediatamente. porque : rs crucifcras foram tratadas em estufas e ainda não é tarde para H5 transplantar no Verão. após a colheita das leguminosas. Mas as batatas não podem scr colhidas (como todas as grandes culturas) antes do Outono. quando já é tarde para plantar crucífenis. Se seguir este regime. só poderá plantar algumas no Verão. após as batatas novas. Ou então. se só cultivar batatas novas. pode plantar tudo. Uma solução consiste em plantar as crucifcras imediatamente após as batatas (isto fã-lo-á ganhar um ano). arrancando algumas batatas muito cedo e plantando. logo a seguir. couves ou nabos. repetindo a mesma operação após cada apanha de batatas. Para tenninar. você plantarã iu( crueiferas de Primavera depois de serem feitas m¡ principais colheitas. Mas só poderá proceder assim num clima muito temperado. Tudo isto pode parecer muito complicado. mas toma-se de mais fúcil compreensão quando se faz. do que quando se lê. Pense um pouco nas vantagens desta rotação: um quarto da sua terra arãvel é anualmente lavmda de fresco. para pastagem para quatro anos. uma tem¡ que se tomou muito fértil devido a toda a riqueza acumulada pela forragem que foi enterrada c vai decompor-se. sem contar com as bestas que a sua vaca lá deixou. durante quatro anos: a sua vaca passa o lnvemo deitada na palha que você comprou. mas, como a vai pisar c fazer os exerementos em cima dela. você tera à sua disposição uma enorme quantidade de um óptimo estrume. que podera espalhar pela sua terra; todos os restos de culturas que não consumir. servirão de alimentação s. vaca. aos porcos e às aves. Ficarei muito surpreendido se. após ter seguido este método durante : ilguns anos. você não me disser que a fertilidade do seu meio hectare aumentou. e que a sua tem: produz mais do que as quintas de cinco hectares. exploradas 22 segundo principios comerciais normalmente vulgares. Talvez você se lamentc por ter metade do seu terreno para pastagens. e ficar só com um bocadinho de terra para horta. Não se queixc. porque. se a sua horta for bem tratada. dar-lhc-á mais comida do que se você tntbalhasse um meio hectare completo. Além disso. como você a tera durante metade do tempo como prado. que será pautado e estrumado. aumentar-lhe-ã muito a fertilidade. Estou convencido de que você conseguira ter mais legumes do que se tivesse meio hectare sem vaca e não pratica-tsc a rotação. Discutiremos o tratamento a dar as diversas culturas e colheitas noutros capítulos deste livro, mas é necessário fazer algumas observações gentis sobre esta situação particular. Em primeiro lugar. a vaca não poderá ficar fora durante todo o ano. pois transformada muito rapidamente uma superficie tão pequena num Iamaçal. Por isso mesmo. terá que passar a maior parte do Inverno no estábulo. só saindo para fazer um pouco de exercício e tomar ar fresco. durante o dia e quando não chover. Mesmo que ela se ndaptasse. você não lucraria nada em té-la fora durante o Inverno. É preferível manté›la em casa. onde lhe fabricam¡ um estrume maravilhoso. tanto mais que terri de lhe dar a comer toda a verdura e todas as crucifcras que eultivou para ela na sua horta. No Verão deixe-a fora de dia e de noite. tanto tempo quanto achar que a pastagem aguenta. Poderá ter a sua vaca numa -cama funda-: à palha em que ela faz os seus excrementos junte todos os dias um pouco de palha fresca. Fiz isto durante anos. e o leite era óptimo e conservava- -sc muito bem. Poderá também manter a sua vaca num chão duro (se possivel. isolado) e fazer-lhe uma boa cama todos os dias. retirando a palha suja e colocando-a cuidadosamente. na meda de estrume. essa mina de fertilidade para o seu meio hectare. Constatará que a sua vaca não tem a minima necessidade de feno no Verão, mas que precisará dele durante o lnvemo. tendo você que lhe comprar. pelo menos. 800 quilos, Sc quiser criar o vitelo que ela terá todos os anos. até ele atingir um certo valor'. terá que contar com cerca de mais 250 quilos de feno suplementar. ' Deverá manter os porcos num recinto. pelo menos duran- te uma pane do ano (e precisará. portanto. de palha). pois não disporá de bastante terra fresca para os mzmter de boa saúde. O melhor seria que você possulsse uma pociiga móvel. com un. cercado sólido exterior. mas também serve uma pocllgzi lixa. No que respeita à alimentação. terá certamente que comprar alguns cereais, cevada ou milho. A isto acrescentar-sea¡ o leite desnatado mais : ilguns produtos hortíeolas. assim como os cereais forrageiras que cultivou especialmente pam eles. Gra- ças a tudo-isto. eles manler-se-ão muito bem. Se conhecer algum vizinho que tenha um varrasco e lho empreste. aconselho~o a que ¡irranje uma porca e a leve lã, É provável que ela lhe dê 20 bácoros por ano. Engorde dois ou três. para satisfazer as suas necessidades dc presunto c toucinho. e venda os outros como leitões (com 8 ou i2 semanas. consoante as exigências do mercado da sua região); render-lhe-¡io dinheim suficiente para que possa pagar o suplemento ¡illmcntar que tera¡ que comprar pan¡ eles. para as galinhas. e. talvez ntcsmo. para a vaca. Sc não encontrar um varrasco. compre leitões. só para as suas necessidades pessoais. e engorde-os.
  23. 23. Poderá criar as suas galinhas segundo o chmnado método -Balfourn (descrito na página 126) c. neste caso. ficarão anos seguidos no mesmo canto da hona. Mas. segundo a minha opinião, e melhor que elas esgantvzttcm a terra em galinheiros móveis. Pode-sc assim desloca-las ao longo do prado: as suas esgaravatadelas c cxeremcntos farão muito bem ã tem: : não tenha muitas galinhas. Uma dúzia da ovos que chegam para alimentar uma pequena familia c, até mesmo. no Verão. alguns a mais p: a vender ou dar. Compre-lhes alguns cereais e. no lnvemo. :tlgumzis proteinas. se não cultivar fitvas em quantidade suficiente. Também pode tentar cultivar. exclusi- vamente para elas. gintssóis. trigo mourisco ou outros alimen- tos. Prepare-se para ter um galinheiuro fixo onde possa guarda-las dumnte o mau tempo. que tenha luz eléctrica. à tarde. para que elas julguem que é a hora da postura e ponham bastantes ovos. no lnvemo. Quanto às culturas. são todas as culturas horticolas usuais. mais as betemtbas forrageiras para os animais. se conseguir reservar alguma terra para isso. Mas não se esqueça de que tudo quanto cultivar na horta para si. serve igualmente para os animais. e que eles comerão tudo quanto você não for capaz de consumir. Assim. você não precisará de adubo composto. Os seus animais se encarregarão disso. Se decidir ter cabras em vez de uma vaca (e quem sou eu para pretender que essa e' uma solução insensata? ), poderá orgzmizztr-se pouco orais ou menos da mesma maneira. Uma cabra dar-lhe-zi um pouco de estrume. mas não terá que comprar tanta palha e feno e talvez. nem tenha mesmo que comprar nada. Não terá tanto almcce nem tanto leite desnatado para alimentar os seus porcos se os tiver. e não aumentará a fertilidade da sua term tão depressa como se tivesse uma vaca. Se não quiser animais ou se só tiver algumas gtdinhas. poderá explorar a metade do seu meio hectare com horta. e cultivar trigo na outra metade. Aplicani a rotação como acima descrevemos. mas substituirá a forragem por trigo. Enem dúvida. uma boa solução. você for vegetariano. Mas não espere aumentar tanto a fertilidade e a produtividade da sua terra como se tivesse atnimais. A PROPRIEDADE DE DOIS HECTARES E MEIO Os principios que enunciei para a exploração de uma quinta com meio hectare aplicam-se. também. em larga medida. a uma superfície maior. A diferença principal reside no facto de. sc você possuir dois hectares e meio duma terra de qualidade média. numa região de clima temperado. e possuir os conheci- mentos requeridos. poder cultivar toda a ttlimentaçzit) necessá- ria a uma grande familia. com excepção. é evidente. do cha e do café. que só se dão em paises quentes. Mas poder-ú passar muito bem sem estes géneros. Cultivarlt trigo para o pão. cevada para a cerveja. toda a espécie de legumes, além de poder produzir toda a espécie de carne. ovos e mel. Se as pessoas que vivem ã face da Terra são diferentes umas das outras. o mesmo acontece com as terra-i de dois hectares e meio mas. aqui vai. a titulo de exemplo, um modelo rcalizávcl: Admitindo que a casa de habitação. as outras construções. Viver no campo o pomar c a hona. ocupam meio hectare. poder-se-z¡ dividir o resto do terreno em oito partes iguais. Sen¡ necessario veda-los dc modo pcmianentc. com um cercado eléctrico. por exemplo; ou. se você for adepto da estaca e preferir prender as suas vacas. porcos ou cabras. não arranjo vedação nenhuma. A rotação podia fazer-se do seguinte modo: fomtgem (para três anos) - trigo - cmciferas - batatas - legumino- sas - cevada. simultaneamente com um pouco de mistura de três espécies H lbrmgem (para tres imos). kestar-vos-zi. então. um pouco mais de um meio hectare de pasto. que podera ser muito produtivo; em bons anos. podem¡ chegar a ter cerca de 500 quilos de trigo. l0 toneladas de crucifcras. 2 toneladas de batata. 250 quilos de legumino- sas, 375 quilos dc cevada. Talvez você consiga produzir uma tonelada de erva para fenar no seu prado. alem de bastante renovo (a erva que cresce depois de ceifado o feno). para que a sua vaca possa pastar pelo outono adiante. Este plamo comporta milhares de possiveis variantes. A ¡tdapttnção constitui a essência de uma boa agricultura. Você poderá. por exemplo. semear as batatas logo após ter lavrado o seu prado. e. só depois, semear o trigo. Poderá cultivar aveia em vez de cevada. ou aveia em vez de trigo. Poderá semear centeio. sobretudo se tiver uma terra leve c seca. ou sc quiser uma boa forragem para o lnvemo ou. ziinda. se gostar de pão de centeio. Poderz¡ plantar menos leguminosas. Poderá tentar repartir as suas culturas horticolas só por quatro parcelas em vez de cinco c ter. ais-sim. um hectare de pastagem. Ven¡ que encontrara sítios para pastagem. na pane reservada às constru- ções. ou no pomar. por exemplo. se as suas ¡irvtares forem bastante altas para não serem danificadas pelo gado. É eviden- te que se você viver numa região de milho. cultivam¡ milho. talvez. em substituição das cruciferas ou das batatas. O melhor será perguntar a camponeses vizinhos quais an. culturas que se dão melhor na região. O mesmo sucede com os animais: arranjam¡ um cavalo para o ajudar nos trabalhos do campo, salvo se preferir utilizar um tractor. E. com dois hectares e meio. tera porcas suficien- tes para pensar em oferecer-lhes um varmsco; quatro porcas. pelo menos: tivemos seis porcos e um varrasco durante anos. que foram bastante compensadores. De facto. tamto nos bons como nos maus anos. pagaram sempre todas as facturas: de resto. os lrlandeses : tlcunhtmun assim o porco: -um grande senhor que paga o seu alugueh. e bem se percebe porquê. Mas os porcos só se tomam muito rendiveis, se for você a produzir a maior pane da sua alimentação. Faça com que as suas aves corram o mais possivel pela quinta. Nos campos de trigo ou cevada. depois de ccifndos, elas eomerño durante um certo tempo os grãos dispersos. e far-lhes-ão muito bem. csgaravatando e comendo diversas larvas. Se você deixar ir as aves para um bocado de terra lavrada, elas comerãoos insectos c as ervas dxminhas. Você tera bastamte alimentação e espaço para criar patos. gansos. perua. coelhos e pombos. animais que contribuirão quanto mais não seja para diversificar as suas refeições. Aconselho-o a ter (luas vacas. pois ¡lssiln ten¡ batstante leite ao longo do ano: no Verão terzi leite suficiente para fazer bom queijo. bem curado. que duran¡ todo o lnvemo. c tera 23
  24. 24. Viver no campo A q; Q- rpvIh~'r~@F3¡; '°: í«gaiL9 a . ' à- ' - . L. m' . .pt-h - 'L Sr liver dai: Ion-Ian¡ r : nr/ n . Ie boa terra, ;nn/ na minar: uma funil/ m dr : eu pessoa: e ainda mnarguir arranjar um excedente para vem/ er l* rena que mia eusmn dum pmprloalaclr: iguala. mas. de uma raanrira xeral. curuagrara¡ : nem herlare para a ram f 1 ' de halrilaçviu. manu columtçóes, u hurla e a marcar. r ilirirllria u V' " ' ! EJ/ O rm ami Par/ n igual¡ Em Iria : le/ iu «entraria anualmente H 1T¡ lurraxem, e prILIariu em adquirir . luas vacas pa¡ ("uma «Im prmlulm hitlem. quatro pau-iu, um varriucu. algun: carneiro: e alxuur pulos. para Ier carne. (IJJÍIII comu : il/ param xalinhaa, por ranma dm arm Além : l/Jm, Irria ainda garum. raul/ nm. pomba¡ r ahrlhaa male pudease ¡â-lm Na; :aura: riam pane: .venuearia irma, rain¡ cracijenh aa lula/ zu. Irgurnianaax. avriu, e errada rum uma mix/ ara de forragem Aliernuria xmuaimenle. para que rim/ mula feira ! Irene a mrxnm Cullum : luis aum urxuhlux, ru rpm a jammau¡ . sus luvraria uma parrela de [urrruuem Jr ni. : em IreÍ¡ aum lina para (fmlr Pastagem 4 ¡ O . xeulàrazlallrule N'Irl1P! IJ. r(lIP! Iiu^1› -¡; ~: www: ~ , v u" '~- _ ~ - -› . . ' ' - ' i : mu: de : nem hectare I'm/ r Ia deita¡ _ur- _' ' . Q *' t um . nau vamu. Carneiros, garmu e xaltahax. A pane exlrema «Ia rampa anula nau/ ui cri/ uniu Çiníaaigcuí z ° “W _ 3' na _ ¡f! .Inca / - a x_ _/ i L J' ¡tpgsczigcruxiie fgzweung, Ervilhas 7 l-'c-ljuu de trt-pur ›Fcljún verde in' 3.41_ _i _ _ . ,c. __. «.. -_. _.. .-s_. _¡ I" : Ucla « ' "Í t' . . n ~ _ A . .v. - [fa, . . i . L_ _ _ _ _ . - n. . . -« . . __J~-. ,¡___ . (Jullurzu de prinmvcra ' «1 Na Pranaverr¡ . remete uma (rim mm iegmnmmas r mara rum r rwulu¡ r aveia para (TI/ ll Ian/ ia, ("um u mu cevada ¡nLvIuIe graminrax e irem, qur 'w pudrrúa ser ; limit/ dm upon a cri/ a. ' 24
  25. 25. Viver no campo Raízes Divida u pane remar-vazia d cullura de rir/ ze: em varia¡ parrelax. e : emeie a. : ram ili/ erenles expaieiu. para aluneuiar u¡ mu unlmai: no Inverno. Depull auuruln u¡ arrancar. guarde-a. : na . vila au ern qualquer mara lava! , Madeira Se liver ulguraa nuuleira, aproveite-a para a miuriruçda e para u aqui-ri meniu. Iruballiuimlir iu ¡irmrex full* iamenie mnm na qalniu. Aluna : ru/ m u: amu us arvore» velhas u' limpe a Irrra. Pluuie sin-ore. : novas, mis m y mu freixoa. lirricios. raxianhemu e ' ¡yin/ vein». A parte doméstica E' n renirn da . ma quinta. A valia da uma, ,william-xe a taxa : lr luilriiaçun. u celelra, a tralha/ a_ e a qiieijaria Pon/ ia um ravalu riu -pam/ :Imi- na pasiaxem (TfIlll/ U, [raiar na lago. e alrrlluu rm pomar. !mu (infgiirr-. Ie : le que ! em espaço . uq/ latente para a Cullum das legumes e hagus. ! Mufu _e m (Tuna de”. hltxigaeu V_ v. ._ . r (gmtruçmt) dlwnax r ' ' "r i , . m' N_ i f Porcos '(1 ', *- v Wii¡ » , _r: ›_, . 5'( Wii_ " . *f a . wi -xiu iria para ¡JÀ V L _' . A , _ N, l/ gpr' __ __. l ~ « . i ¡_ _ ¡_ , g. , _, _¡, ..¡«-UI---0~v§n---~W Culturas da lnvcrno Semele Irma e luna/ iu au mam. : Iuherrulru. para talheiia iemparú nepal 1 : It colher a: balaius. prepare e exirume a Ierm_ para . n legurnmmaa ¡ll! , N _A V prrmmu ana F›'L V ix w-. ..AJHA- . ..atue V. .. 25
  26. 26. Viver no campo também bastante ulmece e leite desnatado para melhomr u : nlimcnwção normal dos porcos c dm aves. Se criar um vitelo todos os unos. guarde-o dezoito meses ou dois anos e depois lume-o: terá cume de bovino que dura¡ pura alimentar toda a sua família. no cuso de possuir um congeludor. Se não o tiver. terá que vender u cume e utilizar o dinheiro pan¡ eomprai-ltt no tnlho ou. melhor ainda. combine com os pequenos : ngricultores vizinhos. u ñm de que cada um mate um animal segundo umu ordem estabelecida. e repnnam u cume entre vós. de modo que ela possa ser consumida antes de se cstntgat'. De lnvemo. u cume de vucu conservar-se pelo menos durante um mês. Numa : incu tão pequena. os cumeims já são um empre- endimento mais duvidoso. pois não só precisam¡ de muito bons cercados como também porque se toma pouco rendível ter um cobridor purn menos de seis ovelhus. Mas já podera¡ ter anlgumus ovelhas. lcvá-Izrs : a emprenhatr no cobridor dum vizinho. criar os cordeiros e »guardar a¡ cume de carneiro e u lã. O que ¡ncubou de ler não pass: : de uma¡ introdução geral sobre o modo como quem quiser viver em ; auto-suficiência pode organizar um: : propriedade de dois hectares e meio. Mns, cada um devem¡ uduplur esuu directivas à sua própria situação, no tamanho da sua família¡ ou du suu comunidade e àx características da sua tem¡ e clima. O principal objectivo deste livro e' dur o maior número possível de conselhos práticos. que o ajudem n escolher e u explomr u sun term. us sum; culturas e o seu gndo. u lim de que se tomem fanctores produlivos na sua busca por umu vida melhor.
  27. 27. Os frutos da terra Fez ele saber que nn sua opinião. aquele que conseguisse cultivar duas espigas ou dois molhos de erva onde anteriormente só um crescia. seria um benfeitor du Humanidade SWIFT
  28. 28. Os frutos da terra D#: BSlílÍ'3:'í7f3Ll7Ílí. a3li31.il A Itaio ser que a sua propriedade seja extensa c que pretenda cultivar parte dela como mata de recreio. para dar os seus psinaeios. uma das suas prioridades . será a de verificar se não podera txanhar mais terreno. dcsbrnvtmdo areas cobertas por "NIKON e arbustos. Vale a pena limpar essas aire-as desde que Irão fiquem situadas em encostas cxillícftldàtlllclllc inerentes ou irremediavelmente pantanosais ou ainda cobertas por pcdregu- lho», Desbravar o terreno e um trabalho dificil mas compensa- dor carbon¡ pousa ser extremamente dispendioso e exiga muito tempo Desbravamenlo dum bosque Arrancar um bosque pode VII' a custar-lhe mais do que erumprar terreno novo. a mio . ser que viva num país que aubsidie largamente trslc lipo de traibulho. Ma». sc puder dispor do lentpo c do enonne esforço exigido. desbravar a mata c criar terra fértil ¡Íllldt! esta nào existia c uma tarefa mcritoria. No entanto. considere primeiramente xe niio seria tnelhor tomar a plantar cw: velho bosque como um novo bosque c cxplt›r; i-ls› como lloresta. O metodo mais dispendioso de limpar o terreno de : irvores Ferramentas manuais Sr mm ! uu-r nniqunrtr: ;mm limpar o Irrrvrtu, pode [nur-Io numuulmrlilr. ultima/ nm u ' / rrr ¡llllfllltll tqvruprttultn. Serra em turco l 28 ? Í.ÇG. L”lÍÇ°*3í4.T; O e arbustos e o de alugar um tractor de lâmina frontal c excarilicador. O : tlu-, zucr duma dessa ttuiquinzra mais o . seu trtotorista custa caro. mas sem dúvida que desenvolve um trabalho formidável numa hora. As arvores anunciadas ficarão. dcsordenudmnente. uma em cima das outras. Cabelhe então a si. a enomte tarefa dc limpar a madeira utilmivcl c de queimar a lenha miúda. ou seja Os pequenos. ramos. Proceder . i esta última (iperaçào enquanto a madeira ainda esta verde e uma tarefa muito mais árdua do que possa imarinatr. :nas tem que _scr efectuada antes que possa cultivar o terreno. É mais barato armncztr os ccpos com um macaco ou com um cabrestante. Pwera alugar ou pedir emprestado uma dcalas fcmuncntm. ou compra-la se tiver uma vasta area a desbravar. Poderá como ullcmtttivit cavar e iurancar os. cepas¡ com a pa¡ e o alviao. max e um trabalho pesado. Ou podera ainda : manta-los apliczuido um explosivo. como seja a pólvora ou a gelinhitc. Este processo requcre que se faça um tam. tzio profundo quanto posxívcl. debaixo do ccpo e ai nteter a carry: : explosiva. O melhor sera utilinar utn explosivo : ixcensitmaxl: a pólvora e boa se sc utilizar : t quamidade suficiente. O amonal e cxcc| cn~ te. :Mim como qualquer outro explosivo com alta taxa dc expanszitn. Assim é preferível empregar gclinhitc «de céu alberto» do que a gelinhite vulgar para quebrar roeltsir. . Quanto / K 4_7 - É Falem roçadourtt» 'r› ---'| "'Un""“"7_ 'm' 7 A _ 3 1 . .J _________ ____? __, ___ . _. .-- ; -~ â *§“~-- M» . , * ' l _ Mitelmdo V Alavanca.
  29. 29. às quantidades ú tudo uma questao de critério. ensaios e cms; 900 g dc amonal chegariam para extrair um grande carvalho enquanto que seriam necessários 4.5 kg de pólvora para se obter o ntesmo efeito. Deverti contudo procurar a ajuda de alguém que tenha experiência de explosivos. O CÍORIID dc soditn c- um tnetodo ntais acessível para a maior pane de nos. Faça buracos no ccpo. encha-os de clomto de sódio. tape-os para impedir que a chuva entre e espere um mes. Acenda uma pequena fogueira sobre o eepo. que depressa ttrdcni por completo. Retirar as pedras As pedras podem incomodar bastante. especialmente em terrenos de llfgiiíl saibmsa ou glaciar. onde este. ao retroceder. deixou ficar ao acaso rochas entiticas. Mais uma vez este problema pode ser solucionado pela eseavadora, caso Os rochedos não sejam muito grandes. içando-os e levandoos para fora do terreno. Pode. no entanto. elcvar pedras de maiores dimensões com a ajuda de alavancas. Cave a volta do mchedo e. num dos lados. estabeleça um ponto de apoio sólido r - podera servir-se de uma pedra: em seguida coloque uma longa viga de madeira¡ ou uma trave de ferro (o ideal seria um bocado de earril) e levante alguns centimetros desse lado do tochedo. Meta entao pequenas pedras debaixo do rochcdo. deixe que esta volte a sua posiçao e aplique a sua alavanca do outro lado. Repita o mesmo processo desse lado. Continue a trabalhar a volta do rochedo. elevando-o de cada ver. aqueles ¡xiucos centímetros que a sua alavanca lhe permite e preenchendo esses pequenos espaços com pequenas twdrats. Aestbani littultttcnte por cheirar : to nivel do solo. Uma ve¡ que tenha eonseeuidt) extrair o rochedt) poderá. atraves de alavancas. rola-lo ate à borda do terreno. Se for dcllluhiildtltncnlc grande. experimente acender uma grande fogueira por baixo do rochedo para o aquecer e depois atire-lhe com agua iria. [Este processo devera quebrar o rochedo. Quebrar as pedras O processo mais simples de quebrar as pedras e fazendo-as explodir. O tnelhor explosivo e' o plastico. mas a gclinhite de combustão rapida também e razoável. Faça um furo no rochcdo e coloque nele o explosivo; 28 g de gclinhitc sao suficientes para um rochcdo grande. Pode-se fazer o buraco com um compressor e perfuradora ou ntanualmcnte. com uma lerratncntzi de saltar. broca de aço que se assemelha a um eseopro comprido, e um martelo pesado. Mzmcla-se a broca para que entre no rochedo. amando-a depois de cada ntanclttda. De vez em quando deve-se deitar aigua no luro que esteja a fazer. Envolva a broca num trapo para evitar que a pasta. que : assim se for formando. lhe salte para a cara, Mas. repito. se nunca utilizou explosivos. aconselho~o a procurar ttlgttém mais experiente que o ajude da pnmetra vez. Os frutos da terra ›í: l'l' , , - 'i7 : s. _ ' 'em v 'k ! _ - . ,__. _ a , g J Utlllnoçáo dum cabrvstttnlr lIfWIIf qu( pretemlr arrancar Cmt¡ ! ot/ ui ut m/ :n qur put/ n r «lo-pois ! III/ lu u ! nur ilumu tirwrre cum» ¡umm dr jiruçzio e utr u mula : lr urumr. u mui: alla qu: pudrr. nu ¡um- i_ l . É. .. ÍJ, f, . , z' Faplodlr um cepa Coloque u carga deulru de um bum~ m hrm [um/ n rm c-rpo r «rbrixurar F «ça VIÃIÍILI' bumvor. racha-a: um¡ ¡Inrulu ¡Í! sódio e cubra-os. Espere um : mit r tlrpult ucwulr¡ umu fuxurl- ru John o cepa illevar um rachado - 1 112;¡ l fhlllzr mmn ponto ili- upa/ a, um Iwcuzlo : Ie mar/ rim uu uma palm. Fulnqur u aluwurm, Levante o m- rhrda n raul: que puder. r apoie-o com pec/ rar. Coloque u alavanca 1 n ¡umlu : lr apelo do outro lado do rrwheda Rrplla o procuro qmmlrta run [ur Iterrrtiirlo Inda u pouco r puum : ln-ando a rochedo. Uma~ vez que eu( : :lr/ u [oro do buraco poi/ ml rula-lu para forr¡ «lu Ituano, .l nula uu um¡ a ajuda duma aluvunm. 29
  30. 30. Os frutos da terra ~ a Sc tivcr sorte. talvez o seu tcneno nao precise de scr drenado. Uma grande parte du terra tem subsolo poroso e possivelmente rochas. pelas quais a água se podera inllltrar; talvez seja levemente inclinado c portanto seco, Mns os terrenos com subsolo impermeável, em que a tem¡ é muito pesada. os terrenos que sejam mo planos que a agua não possa escorrer. ou ; aqueles onde haja nascentes. poderão necessitar de drena- gem. 'ferreno mal drcnndo é terreno tardio, o que significa. que mio produzirá nada no principio da época, É um terreno frio. dificil de trabalhar. Nao o ptxie cultivar enquanto estiver húmido r especialmente se o solo for arniloso. Em resumo ttào produzirá boas colheitas. Poderá detemilnzir se o terreno e húmido. pelo tipo de plantas que. mesmo num Verão seco. ai cresçam. Plantio. . hcrbaiccas. tais como o íris. o caniço. ojunco e a cana. indicam que tttcslttn estando seco no Verão. o terreno estara húmido e saturado dc água no lnvemo. Drenagem por regos Frequentemente, os terrenos inclinados pimeriio ser drcnados. cavando um rcgo no seu topo (ver liizura). O objectivo deste rego é o de receber e evacuar a ¡ipua que escorre dc cima. A chuva que cai directamente sobre o terreno nao é sulicicnte para o saturar. nuas, sim. a agua que escorre dos terrenos zicima. Nascentes Poderá drcnar nascentes ligando~as por valas ou por dicnos (ver figura) a um riacho. que cseoe a ; igun em excesso. Poderá detectar as nascentes : itraves de ¡xwas dc : atua ou das plantas caracteristicas Sc existir uma nrande zona saturada de agua a. volta da ttascentc. o bom senso dir-lhc-ii que deve lazer um Tres situações que requerem drenagem A «l uguu t/ (Atf . iu Iuugu : lu fllftltlil ulmvii «Ir . solo param uu pedra. umu «lr ¡mngtr umu rmniidu ¡mprrntrtivel En¡ geral nm . tllimçiiii / urçci u ilxuu U . surgir n iuprdirir rm 10mm : Ir miwcrnlr Il [hn tubmli: nnprrniruvrl Int/ mir n rsmiintrnh: da¡ iwuut pluvial¡ (' Um Irrmm lulu/ Incluir p/ unu min ¡DUNMÍ alguma ln( Iluuçnu que Ihr / Ifllllllll . i ilrruuxrvn Ai [IÍtlIl/ [LÍ «lu «Im-uu . mu prum . rt-yum ¡Í! qnr u ! menu f Iummlu (du esquerda para u direita). .iumuiu. viulrlu du. ; ¡m/ ihiiciai, MJ. numgu 4' ¡I/ mwt Rocha poros: : _ A ij5lí°elíilagfàií'f_ « 'l'l*3l'ÍÍ. vÍ'3I. 'l'; 'i3 grande buraco à volta da boca do seu cano. cnchendmo de pedras. Drenos Os terrenos planos podem ser drenados simplesmente baixando o lençol freático. A toalha freatica e o nível a que tica a superficie dc ; igua subterrânea. Esse nível scrti mais elevado no Inverno do quc no Verão c. em casos extremos. podem¡ estar acima do nivel da superfície da terra. Baixa-se esse nivel. cavando vaias ou colocando canos de escoamento. que levam a agua. Poderá faze-lo mesmo em terrenos abaixo do nível do mar. bombeando a ; igua dos vales mais profundos para o mar ou para canais. que a levam para o mar. É obvio que Us solos pesados (solos muito argilosos) necessitam dc maior drcnancm do que os solos leves. mas mesmo a : trcia. o mais leve de todos os solos. pode estar saturado dc agua. e não sc conseguirá cultivar nada sem que ele seja drenada. Quanto mais pesado for o solo. ntuis próximos deveriio estar os drenos. pois que menor sera u distância a quc a ; igua se inliltrzi. Bastarzio apenas alguns canos para drenar solos leves ou arenosos Se nào tiver experiência neste campo sera¡ ttielhor : aconselhar-se com peritos: em países onde haja especialistas do povemo em drenagem. serão estes os mais indicados Taunhem existem frequentemente avaliados subsídios para os trabalhos de drenagem. Existetn três tipos principais de drenagem: as vnltis atbcrtas, os drenos subterrâneos e os que sao abertos pelos subsoladorcs. Uma vala aberta c- exaetaimente aquilo que o ttornc indica. Cave. ou faça cavar por maquina. uma vala com os taludes inclinados. Em solos leves (solo arenoso) a inclina- çíio deve ser muito maior do que cm solos pesados. pois que o solo pesado sc aguenta melhor. O bom senso lhe ditani qual a 30
  31. 31. J. _4 . .k-c 5.4.3.1' . t-'uhiihrndm , . O suhwindnr Cancun num objecto dr um em forma . lr cunhu. prrm à extremidade duma lâmina [inn e que e' arrartado pelo rola. A mnhuro ntreltu. feita pela lamina. l rtm/ rluntrntr preenchida. ma¡ o dreno permanece. Em drena dura muito ntui: em terreno argilas» da que em terrena leve e «trrnnw O cultlvndor pesado Em lipo : le : :human . rubmlttdtmt carta uma : mr dr ruim: pro/ Mudar, regularmente espaçadas no . rolo. É um proceno que rerultu muito bem rm terreno: urxlloso. : perez/ m. onde o: :uh-or : lutam muito tempo r «negaram uma drenagem livre. A utilização dt draw¡ c nim Um rega um por [unção interceptar u água que vem a ucorrer pela encosta abulm, conduzindo-o por um regu lateral ut¡ o um ngo colector que : e encontra tm fundo, Um dreno : ubterrdneo pode : er utilizado para drum: uma nascente e uma rede «Ie tirem» rubterrtinros. u ltleul nrlu que [unem concebido: d! moda a / ommrem capinha. pode escoar água . ridirlente at! que n nl vol do lençol freático baixe. Tente baixar eu( nlwl pelo ¡nem! S0 eentlmetro: aim/ au du . vuperjh-te. Ma: n ldml . u-rla I,2 metrm. Dream subterrâneos que baixam o nivel . ._ Dffflll' uma nascente Cave até à nascente. Coloque um cano ou cave uma trlneltelm para evacuar a água. Se a ntucenle [or grande. coloque pediu: «l volta do : eu cano. do lençol de úuuu Os frutos da terra inclinação que dcvc fazer: Sc os tttludcs dcsnbnrcm e porque a inclinação c pequena. Também u profundidade é uma questão de critério. Se a vala for suficientemente profunda dc modo u que baixe o nivel do lençol de água. dc modo a quc us colheitas cresçam sem problemas. então c' suficientemente profunda. Certamente que não quercrú ter água estagnndzn no solo a menos de 46 em da superfície: c . xará ainda melhor . se Conseyuir baixar em: nivel para 1.2 m. Se tiver que cavar à enxada, certamente que não vai querer vaias muito fundaua. E lembxe~sc que as Valim abertas pmciseim de cuidados de conservação c de limpeza para u destruição do mato e ervas. daninhas, todos os anus. ou de dois em dois anos. e da limpeza com px¡ todos os cinco ou dez unos. Além disso também precisam de ser vedadas. Os drcnus subterrâneos podem »er de variou tipos (Ver ligum). Desde que sejam suficientemente profundos para quc nào . scjnnx afectados pelo : irado ou oulnu¡ altains agricola-s. c. desde que o seu dcclive seja constante de modo a que nao liguem obstruídos. nao necessitam de manutenção e duram muito tempo. Os drenos feitos com xubsolador (ver figura) não duratn nmis que cinco a dez anos. e menos ainda cm terrenos arcnouos. Miu. u drenagem é. muito simplcsnnentc. uma qucxtài) de bom senso. imagine o que sc pxmu Ia¡ cm baixo. Cave buracos experimentam para verificar a profundidade da toalha frcúticn onde e que Ficam us nascentes. Arranje uma maneira de drenar essa agua até :1 ribeira ou corrente dc : igual mais próxima. ou mesmo deixe-a escoar para um terreno inculto longe do seu. Ten¡ entao um terreno bem drcnndo c produtivo. l Duna de tubo plástico 2 0mm de nnhuru em pedra J Breno de telha umlelrculnr «i Breno de nmhun com rumo-s Rego colector Dream subterrâneos 0: dreno: coberto: em pedra e ul de telha : ou naturalmente porowx. 0: drentu de tubo pltiulco apresentam runhurus ou sào perfurados. para que deixem rturur a água. 0 dreno romana de run/ mm. com rumos co- berro: com terra. pode : er reforçado mm uma chapa perfuradu de uço ondulado 31
  32. 32. Utilização dos bosques tiiais depressa do que as possa cortar para lenha. Um parque-no bosque constitui o tiiellior colector de calor solar do mando. O frcixo c a arvore que di¡ melhor lenha. «Seja verde ou seja podre c' digno ile uimi mlnhtlm Os ninios do treixo sao óptimos. Ardem bem tanto verdes como secos. Uma vez seco. o carvalho arde bem e durante riiuito tempo. mas o facto de crescer tiio lentamente nao justifica qui: seja plantado para esse lima O vidociri) branco e bom para lenha mas niio serve para muito mais. Quando seco. arde ilespretitleiido tnuiio calor c além disso cresce rapidamente. As conifcras nào são muito boas para lerilia. Racham-sc muito facilmente c ardem depres- sa mas. nos países frios do None, onde niio existe mais nada. estas tem que ser utilliaidxts para esse tim. O viilocim a. ; melhor lenlia e (iii-se em zonas mais ao norte que qualquer outra arvore. Todas as árvores selvagens tais como o amieiro e o salguciro ardem muito mal enquanto verdes, mas podem servir de Icnhu quando secas. embora mesmo assim nao ¡inlam bem nem desprcndam calor durante muito tempo. Mas que se pode fazer com essa madeira? Toda a espécie de madeira arde. Mas. sc plantar di: propósito para obter lenha. plante treino c desbaste-o. Dcsbastar significa cortar todas as árvores que tenham atingido o diâmetro de cerca de 23 em. deixando então que voltem a crescer. Cada pé dani varios rebentos Corte-os novamente dm' a cerca de t2 anos e. mais uma ver. . eles into rebentar. Este corte todos os i2 anos. pode durar centenas de anos c. assim. podera obter a maior quantidade possível de lenha da sua parcela de mata. Plantar árvores Plante as arvores umas perto das outras. pois que ¡issim irao crescer direitas e alias. s. procura da luz. De 2 erri 2 metros e o ideal. Logo que a rmita esteja espessa demais. taça uni nunk-us Emir . iiin alguma¡ ilu: ilrvorri mula iilrili qur von* pod( pliuiliir Im im lrrmtn' l F rrlm. 2 lxirirlu. J Vtdn~ eiro 4 l/ Imriru. 5 Nogurlru. f¡ Car IunIirIn› 7 Noguriru bra/ ira . Ia Amíriru. 8 Curva/ hu. 34 primcim desbaste e assim obterá uma pequena primeira colhei- ta. No lnvemo plante árvores com pelo menos 3 ziaos. Pode comprei-las em viveiros ou nos serviços Gore-stats ou pode Cria-las você mesmo. a partir da semente. Durante os primeiros três ou quatro anos. arranque as ervas daninhas. para que . is árvores nào sejam iihiifadas. Sem: os ramos mais baixos das arvores jovens. de modo a obter madeira limpa e sem nos. Sc for necessario. enriqueça o solo com fosfato. potássio e cal. O estrume e o adubo fazem com que as arvores cresçam mais rapidamente. Em bosques jsi existentes. :irranque as arvores selvarens (o amieiro. o «zilpueim e os arbustos) para que ai¡ outras . árvores tenham mais hipóteses de crescer. Um solo húmido favorece o crescimento das iirvorcs selvagens c. portiiiim. proceda s. sua drenagem. sempre quc possivel. F. . sc tiver tempo. corte o mato miúdo. Secagem da madeira Empillic as tábuas. tal qual elas são comidas do tronco. colocando entre elas tacos de madeira para que o . ir paisse. Poderá xeear rapidamente a madeira numa estufa. tiias, com o tempo. e melhor. Alituma madeira (como por tzxcmplo n Freixo) pode ser mcrgulhnda em agua. durante algumas sema- nas. para fazer sair a seiva. Assim. .icclerri-se a secagem. Mas, certas árvores precisam de anos pani ficar completamente secas. Se precisar da madeira para fabricar itiúveis_ por exemplo, é evidente que não se deve mexer mais na madeira. Mas para tmbalhos mais grosseiros. eiincclus, ou mesmo piini certas construções gmssciriis. ;i secagem não é tao importante. Tenliii sempre presente quc as arvores devem ser tratadas como uma colheita. Nao hesite em cortar arvores adultas quando for preciso. mas plante sempre maior número do que COHZI.
  33. 33. Cortar umu ¡Xrvorv Apart ! miau na ruins c anmanm com o nmchndo Utilize-o depois pan¡ com: : um cnlulllr. do Indo para o qua¡ quer quc .1 ; irvorc uma. Comece cnlúo u »crmr do Indo opualn. algum ccnlimclmx . ncimn du pum- mnin pro- Íundu do cnmlhc. Qu¡u¡du› a ¡irvorc bloquear n sem. uuluc o »eu nwço para ¡nlmduur uma cunha nu mola, :min da »cru Cnuuuuc u wmur ulé y . l . 1 » . l J chcmu pena do cmnmc, c quc n árvore esteja quuxe . n can_ Rcmc enlan n wmn. inlrudum n cunha mu: : pm¡ dentm. até qu: : u ¡irvnrr cnln Sobre o copo. fic: : um pcdnçu ¡muu- lm dc nmdenru. cortou cum u ; eu nluchudo. l-'rndvr com n cunha e n mnço A¡ cunha: c m mnçm um n¡ tncllw- rcs ferramentas pm¡ fender m¡ nnchnr grandes Irnncux. (Ínm u Illaçu. nun» duzn um: : cunha numn extremidade «lu Ironm. lim segunda ¡nlmdum uu- lrns Cunhas m¡ mchu nulm aluna. um quc n tronco rnchc . u Iodu u »cu 1? 7,5” 4 V j [N, . _u, k 3 h_ , . . u. *, '/ / cnmprilnevult) Numa ullluc u mw chndu (umu cunha. O punho nu cubo : ncuhzmi por punir Fender com o nmchado de fender conheco I'ma Mchur ¡rundcnn mnnx Inludn. a fcrrumcnln Idcul c u nmchudn d: : vuchnr Mnnclc . n lúmunxu com um maço. cnnlm uma dm¡ rain-anulada. lnlmdtun¡ n liuniunu mui¡ fundo nu Inudcm¡ utilizando u cabo cunno uh» vunrn Nan dcmom muun até quc .1 , .., mndcirn rnchc n Iodo n »eu compri- mcmo l-. uc puxrno r vnunu um». rápido du que u uuluuçiu dc cunhun, j- . -r 1 _ . yxvlgi. _l 'f 1". b W _ u' 1 "x _; -1 Ã. . 'a Setur lúbum A nem¡ ; mundo e umu Itnnmcnln já cunnnmadn. na Irnmlurunnuçúx¡ de Os frutos da terra lmncm cm nihuns. Um homem tica (lc pa* cm cum¡ do ¡mnco cnquumu o culto ñcn em buixu u tentar csquivanr- -xc dn wmmum A; senna dc ñm c : n scmu cnrculum min mui» lucch d: : cnnnuur. nm lurubênn : uma dI-. pcw dimm / '_. ¡ _x Ki¡- 2'_ ac i d . ,_/ Sccnrlúbuans Iírupnlhc . n (ábuxn. n¡ mcdidu quc m vn¡ cortando da lmnco. mm trapaça don-a. ;nun quc n nr possa cirrnlnr Íklxc . mml ¡mu! na Iuhmn dmunlr um tuíuimtr dc dcumo mem. . Ma. - v -, ~›”«; t.r_'›~'= 'xr' m “

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