Estratégias ambientais em postos de combustíveis

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Este trabalho apresentará como são os postos de combustíveis ecológicos.

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Estratégias ambientais em postos de combustíveis

  1. 1. ESTRATÉGIAS AMBIENTAIS EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS: O CASO DE POSTO DE COMBUSTÍVEL ECOLÓGICO VINÍCIUS BALTHAZAR PEREIRA DE OLIVEIRA (UFF) vecchi@imb.microlink.com.br PRISCILA LUGGERI GOMES (UFF) priscilaluggeri@hotmail.com ELSONN ANTONIO DO NASCIMENTO (UFF) elsonn@superig.com.brResumoEste trabalho apresentará como são os postos de combustíveis ecológicos, mostrandoum exemplo de um pioneiro que fica na cidade de Juiz de Fora no estado de MinasGerais. O trabalho se justifica, pois frente a tantos destratos à natureza faz-senecessário divulgar os importantes métodos e considerações que são dispensadas aotema. Existe hoje na lei brasileira uma preocupação com os postos que no textochamo de "comuns", mas é bem visualizado que nos postos ecológicos o cumprimentoda lei se dá de modo explícito. Toda a logística usada nos postos que têmbandeiras, ou nos ecológicos, têm uma eficácia, um arranjo de proteção, bem como,no caso dos postos ecológicos, uma preocupação com a preservação ambiental e obem estar de todos.AbstractThis work will show how are the ecological gas stations, showing an example of apioneer of Juiz de Fora, Minas Gerais state. The work is justified, because with somuch negligence with nature, its necessary to publish the important methods andconsiderations that are released on this subject. There is, in nowadays, on Brazilslaw, a concern with gas station that on the text i call "commons", but its well viewedthat on ecological gas stations the law is accomplished on an explicit way. All thelogistics used on gas stations that use flags, or on the ecological ones, have anefficacy, a protection arrangement, as, on the ecological gas stations, a concern withthe environment preservation.Palavras-chaves: Postos ecológicos, meio ambiente, proteção ambiental, bandeirasde postos.
  2. 2. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 20081. INTRODUÇÃO No governo militar os postos de combustíveis faziam parte de um setor consideradocomo de segurança nacional nesta época, o governo definia: o preço de venda, a qualidadeque podia ser fornecida pela distribuidora e até o horário de funcionamento dos postos. Não sepodia abrir um posto em qualquer lugar o candidato tinha que obter uma difícil concessão e alocalização era pré-determinada para evitar a proximidade e concentração. Com o fim do governo militar tudo mudou, veio à desregulamentação e o número depostos de combustíveis aumentou drasticamente. Lançados a concorrência seus proprietáriosviram suas margens de lucro baixaram significativamente. Nos últimos anos os postos de combustíveis deixaram de ser apenas um local deabastecimento, troca de óleo, para se tornar uma central de apoio aos clientes. Passou aagregar diferentes serviços como lojas de conveniências, lanchonetes, locadoras, entre outros. Após inúmeras mudanças, tornou-se obrigatória a realização do licenciamentoambiental, devido ao fator, principalmente de grande parte desses estabelecimentos selocalizarem muito próximos a áreas de ambiente vulneráveis, podendo em caso de vazamentode combustível, apresentar riscos de explosão, incêndios e contaminação, colocando, assim,em risco, toda a população. Para Sato (2003), a educação ambiental é um processo de reconhecimento e valores eclassificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento da habilidade e modificando asatitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanossuas culturas e seus meios, biofísicos, e também está relacionada com a prática das tomadasde decisões. Assim, a educação ambiental funciona como uma das ferramentas para o manejo etambém para a sustentabilidade, mas é preciso antes de qualquer coisa, trabalhar junto aosindivíduos na mudança da conscientização da preservação, despertando para a sensibilizaçãoe a percepção de uma nova era no mundo que nós pertencemos, quebrando os antigos mitosassim como o distanciamento em relação ao meio ambiente. São os resíduos produzidos pelosseres humanos que é a própria conseqüência da destruição e da falta de contato com anatureza e com as próprias sensações de vida. Este trabalho visará mostrar de modo breve um pouco do que tem sido os postos decombustíveis ecológicos existentes no Brasil,mas de modo mais específico um que existe nacidade de Juiz de Fora, na zona da mata mineira. Um dos pioneiros postos do Estado mineiro
  3. 3. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008pode ser paradigma para tantas outras iniciativas que visem resguardas a natureza. Eis umainiciativa pioneira que precisa ser ainda mais conhecida.2. ESTRATÉGIAS DE PESQUISA A metodologia deste trabalho consistiu em perscrutar a temática, primeiramente atravésdas bibliografias, que foram lidas e esplanadas, acerca da contaminação causada pela maioriados postos de combustíveis e como seria na realidade os postos ditos ecológicos. Tambémutilizei de pesquisas de campo, para que assim pudesse conhecer mais de perto a realidade dospostos de combustíveis. Mediante as poucas informações e divulgações esclarecedoras desteassunto fiquei incentivado a realizar este estudo e conseqüentemente, surgiu o interesse detrabalhar a conscientização dos atores envolvidos na questão e principalmente dosconsumidores que utilizam este serviço. Assim, foram visitados 10 postos ecológicos, com bandeiras, 4 postos sem bandeiras enão ecológicos, e ainda mais 3 postos que possuíam bandeiras, mas não ecológicos, em Juizde Fora - MG e região, e escolhidos aleatoriamente em função da diferenciação entre osmesmos.3. O MEIO AMBIENTE EM RISCO Mozart Schimitt de Queiroz comenta que ao iniciar um novo milênio, sobre o modelode desenvolvimento que impulsionou o crescimento industrial das sociedades capitalistas noséculo XX, criou-se uma indústria poluidora e de alto risco. Tem razão os que apelidaram opetróleo de “ouro negro”; Conseqüentemente viabilizaram as duas das indústrias mundiaismais rentáveis do século XX: a indústria do petróleo e a indústria automobilística. Com o avanço da indústria do petróleo, conseqüentemente o número dos postos decombustíveis cresceu desordenadamente, sem nenhum tipo de controle, com isso os impactosgerados por esses empreendimentos cresceu assustadoramente. Observamos que estes impactos são causadores de muitos danos ao meio ambiente edevem ter um maior controle e um monitoramento no sentido de minimizá-los, atuando juntoaos agentes envolvidos: armazenamento em tanques de combustíveis e depósitos; emissão degases, provenientes dos veículos, dos suspiros dos tanques e manuseio das bombas comliberação de odor; emissão de ruídos, efluentes líquidos liberados através de lava-jatos
  4. 4. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008(utilizados nas lavagens dos veículos); emissão de esgoto sanitário; contaminação de lençóisfreáticos através de emissão de produtos químicos, e também resultante da lavagem deveículos, do setor sanitário, da cozinha, dos filtros de retenção de impureza das bombas, datroca de óleo e abastecimento que originam resíduos de óleos, aditivos, filtros, pneus,borrachas e demais derivados. Devido ao fato de o homem ser arbitrário às leis naturais faz-se necessário estabeleceruma ordem civil através de uma convenção legislativa, que agora comentaremos no próximocapítulo.4. O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO? É importante antes que se aprofunde um pouco mais acerca dos postos ecológicos quese entenda o que diz a lei acerca do assunto, em relação aos postos de uma maneira geral, paraentender-se de que maneira os postos ecológicos bem se adequam a aquilo que se pede em leifederal.4.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL: Lei n. º 6.938, de 31 de agosto de 1981 - Dispõe sobre a Política Nacional de MeioAmbiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências,alterada pela Lei nº 7.804, de 18 de julho de 1989, e regulamentada pelo Decreto n. º 99.274,de seis de junho de 1990. Lei nº 9.433, de oito de janeiro de 1997 - Institui a Política Nacional de RecursosHídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta oinciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 demarço de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997 - Dispõe sobre a política energética nacional, asatividades relativas ao monopólio de petróleo, institui o Conselho Nacional de PolíticaEnergética e a Agência Nacional de Petróleo e dá outras providências.
  5. 5. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008 Lei n. º 9.605, de 13 de fevereiro de 1998 - Dispõe sobre as sanções penais eadministrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Medida Provisória nº 1.710, de sete de agosto de 1998 - Acrescenta dispositivo à Lei nº9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativasderivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. E suas edições mensaisposteriores. Decreto nº 3.179, de 21 de setembro de 1999 - Dispõe sobre especificação das sançõesaplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999 - Dispõe sobre a fiscalização das atividadesrelativas ao abastecimento nacional de combustíveis, de que trata a Lei nº 9.478, de seis deagosto de 1997, que estabelece sanções administrativas e dá outras providências. Decreto n. º 1.787, de 12 de janeiro de 1995 - Dispõe sobre a utilização de gás naturalpara fins automotivos e dá outras providências. Resolução CONAMA nº 20, de 18 de junho de 1986 - Estabelece a classificação daságuas segundo os usos preponderantes. Resolução CONAMA nº 01, de oito de março de 1990 - Estabelece critérios e padrõespara as emissões de ruídos. Resolução CONAMA nº 9, de 31 de agosto de 1993 - Regulamenta a obrigatoriedade derecolhimento e disposição adequada de óleo lubrificante usado. Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997 - Dispõe sobre olicenciamento ambiental de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientaisconsideradas efetiva ou potencialmente poluidoras". Resolução CONAMA nº 273, de 29 de novembro de 2000 - Dispõe sobre a localização,construção, instalação, modificação, ampliação e operação de postos revendedores, postos deabastecimento, instalações de sistemas retalhistas e postos flutuantes de combustíveis, e dáoutras providências.
  6. 6. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 20085. POSTOS DE COMBUSTÍVEIS “NÃO ECOLÓGICOS” E PRINCIPAISCARACTERÍSTICAS O posto não ecológico é “patrocinado” pela grandes bandeiras de vendas decombustíveis e graças a estas procuram viver na legalidade, mas não necessariamente sendoum posto ecológico,que tem algumas diferenças importantes. Algumas características próprias para um posto de combustível “ comum” são, ter umter sistema subterrâneo de armazenamento de combustível que tenha:tanque dearmazenamento; monitoramento intersticial; câmara de calçada impermeável; válvula anti-transbordamento no tubo de descarga; conexão selada do caminhão tanque; válvula deretenção de vapor em sua extremidade na linha de respiro; bomba de abastecimento;tubulações e sistema de filtragem. Além do sistema subterrâneo o posto “ comum” pode ter um sistema aéreo dearmazenamento de combustível, obedecendo alguns critérios: ter reservatórios; tubulações;respiros; e pisos de abastecimento diferenciado do padrão.6. OS POSTOS ECOLÓGICOS Os postos de combustíveis denominados “ecológicos” são aqueles em que há umarespeitabilidade e preservação da natureza mais acentuada. Existem medidas que vão além dasestabelecidas pelas leis federais ou até mesmo das modificações obrigatórias que as grandesmarcas solicitam, com as denominadas bandeiras, que já tratamos no capítulo anterior. Oposto natural está virando moda. Juiz de Fora está sendo vanguardista mineira nos postos de combustíveis naturais, noposto existem medidas de despoluição e preservação muito maior que nos postos, quecomumente temos por aí. Mas o que tem de novo? O que levou os proprietários a fazerem talposto? Onde se localiza? Vejamos abaixo as diferenças estruturais dos postos ecológicos e suas principaislogísticas,dentre elas os dispositivos:
  7. 7. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008 Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível (1) - Tanques de Parede Dupla: (2) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade: (3) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade: (4) - Descarga Selada: (5) - Câmaras de Contenção de Descarga ( SPILL CONTAINER): (6) - Câmaras de Contenção de Descarga ( SPILL CONTAINER): (7) - Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP): (8) - Sistema de Monitoramento de Tanque: (9) - Piso Impermeável: (10) - Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura: (11) - Caixa Separadora:Os principais dispositivos de proteção ambiental são os seguintes: - Válvula de retenção (check-valv) - Impede a contaminação do sub-solo porcombustível. Em caso de perfuração da tubulação entre o tanque do posto e a bombaabastecedora, essa válvula impede o fluxo de produto, fazendo com que o combustível retorneao tanque. - Câmara de contenção de descarga (spill container) - Evita pequenos derramamentosdurante a operação de abastecimento do tanque do posto pelo caminhão-tanque. - Válvula antitransbordamento (Over-fill preventions) - Também usada na operação derecebimento de combustível. Evita o transbordamento do tanque do posto, por falha humana. - Tanques de aço e carbono - Novo projeto de tanque subterrâneo para armazenagem decombustível, exigido para novas compras de tanques, conforme o padrão internacional desegurança. Tem paredes, simples ou duplas, mais resistentes a rupturas. - Caixas separadoras de água e óleo - Garantem a pureza dos efluentes que escoam paraa rede urbana. Equipamento desenvolvido com exclusividade, em conjunto com o fornecedor,específico para postos de abastecimento. Além dessas inovações, os postos como uns todos seguem procedimentos de proteção
  8. 8. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008ambiental, dentro de elenco de medidas de segurança e saúde. A operação de suprimento dostanques do posto pelos caminhões-tanque envolve uma série de cuidados, como o isolamentoda área por cones e corda. Na totalidade, adota-se a descarga selada, com vedação total dasconexões entre a tubulação e os tanques do caminhão e do posto. Um módulo de meioambiente faz parte do treinamento dos frentistas.(1) - Tanques de Parede Dupla: São tanques cilíndricos horizontais construídos de aço carbono, envolto em um outrotanque de material não metálico, com um interstício entre os dois tanques, permitindo assimque, se houver um furo por corrosão no tanque de aço, o produto fique contido no tanqueexterno evitando o escoamento do produto para o solo; Fonte: Imagem cedida por Master(2) - Tubulações de Polietileno de Alta Densidade: Devido à sua alta resistência e por não sofrer processo de corrosão, não permite ovazamento de produtos para o solo; Fonte: Imagem cedida pela Texaco
  9. 9. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008(3) - Válvula de Retenção Junto a Bomba de Abastecimento: Válvula de Retenção instalada junto à sucção de cada bomba da unidade deabastecimento ou do filtro prensa. Em caso de qualquer perfuração na tubulação que interligao tanque do posto até a bomba de abastecimento ou filtro prensa, o produto escoa diretamentepara o tanque, não permitindo assim contaminação do solo; Fonte: Imagem cedida pela Texaco(4) - Descarga Selada: Evita qualquer derrame de produto durante a descarga dos caminhões-tanque para ostanques dos postos. A mangueira do caminhão - tanque é conectada diretamente no bocal dotanque do posto; Fonte: Imagem cedida pela Texaco(5) - Câmaras de Contenção de Descarga (SPILL CONTAINER): São caixas impermeáveis instaladas no bocal de descarga do tanque. Evitam eventuaisvazamentos que possam ocorrer durante a descarga de produto para o tanque do posto;
  10. 10. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008 Fonte: Imagem cedida pela Texaco(6) - Câmaras de Contenção sob as Bombas de Abastecimento (SUMP): São caixas de contenções impermeáveis instaladas sob as bombas para contereventuais vazamentos que possam ocorrer nas manutenções das bombas de abastecimento; Fonte: Imagem cedida pela Texaco(7) - Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP): São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos paraconter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque doposto; Fonte: Imagem cedida pela Texaco
  11. 11. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008(8) - Sistema de Monitoramento de Tanque: São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos paraconter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque doposto; Fonte: Imagem cedida pela Tecnoposto(9) - Piso Impermeável: Toda a área de abastecimento de veículos embaixo da projeção da cobertura éconstruída de concreto, bem como sobre a área onde os tanques são instalados;
  12. 12. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008 Fonte: Imagem cedida pela Texaco(10) - Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura: Canaleta impermeável para contenção de eventuais vazamentos provenientes dotransbordamento dos tanques dos veículos durante o abastecimento. O seu conteúdo deve serconduzido por tubulação até a caixa separadora; Fonte: Imagem cedida pela Texaco(11) - Caixa Separadora: Utilizada para separar produtos imiscíveis em água. Existem diversos modelos que osórgãos estaduais adotam como padrão; Fonte: Foto cedido por Vinícius Balthazar
  13. 13. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008 Caixa Separadora com Placas Coalescentes. Fonte: Imagem cedida pelo Cont. Ambiental Percebe-se que o posto tem se tornado destaque na cidade para os ambientalistas, masnão existe por parte dos que lá trabalham uma consciência ecológica, quando perguntadosobre o posto o gerente da mesma empresa afirma: “o posto existe para cumprir as exigênciasde FEAM e por estar localizado numa área de proteção ambiental”; também por curiosidade omesmo gerente foi questionado acerca da venda se era maior por haver, por parte dos clientesconsciência ecológica, o que diz: “não nos preocupamos com isso, nossa preocupação é aqualidade do combustível, e por isso em nosso preço não existem promoções, apenasrepassamos aquilo que a empresa nos concede”. É mister a importância da preservação ambiental e inovadora a existência desses postosnaturais, que parecem ser uma pequena amostra daquilo que gostaríamos de chamar derespeito ambiental. O IBAMA órgão executor do Ministério do Meio Ambiente, declarou-nos através de umfiscal juizforano,que preferiu não ter o nome publicado: “que a consciência ambiental é lentaem nosso país; as pessoas não se conscientizam que se não nos preocuparmos com a natureza,nossa vida é que estará sendo descartada”. Segundo o mesmo, “a grande preocupação quetinha era que muitos só cumprem as leis, somente por medo e não por pura espontaneidade oupreocupação ambiental, ou seja, que ao lado de um posto de combustível que atende as leisbásicas pedidas pela legislação federal existem atitudes arbitrárias ao meio ambiente difíceisde serem punidas pelos órgãos responsáveis, por exemplo, ao lado de um postoregulamentado temos uma oficina que tanto polui o meio ambiente, seja o solo, a água ou ar”. É preciso conhecer então o posto vanguardista mineiro que é uma amostra depreservação, mas é necessário antes de tudo que os proprietários tenham a mesma atitude e, omesmo, os funcionários por respeito ao meio ambiente e não simplesmente para se cumprir às
  14. 14. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008leis. Mas quem de fato instala tal posto poderá demonstrar o respeito à natureza tão caro emnossas épocas. Filtros de impurezas e de água no diesel, com canaletas de contenção; Fonte: Foto cedido por Vinícius Balthazar No posto de combustível natural existe um tanque de armazenamento de combustívelecológico, tanque de paredes duplas de aço galvanizado, com o revestimento na sua superfíciede fibras de polietileno, e ainda é construída uma caixa de concreto no qual o tanque irá ficarprotegido, e ainda evitará vazamentos, e os mesmos são detectados através de censores.O piso é de concreto, não se vendem materiais poluentes, existe uma separação de óleo eágua quando o mesmo vai para o esgoto. Não se lava o carro inteiramente, para evitarescoamento poluente, e o mesmo acontece aos arredores do posto. Em última análise o postoevita poluição do ar, com equipamentos purificados de gases poluentes que possivelmente sepoderia emitir dos reservatórios.Vista do piso Impermeável, canaleta de contenção, câmaras de contenção de descarga e aofundo parte do parque da Lajinha. Fonte:
  15. 15. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008Foto: Cedido por Vinícius Balthazar6.1 A INICIATIVA É BOA, É IMPORTANTE, É ECOLÓGICA, MASQUAL A FINALIDADE? Do posto que visitei apenas cumprir uma lei, fazer propaganda, e ter melhor qualidadedo que se é vendido. Ficou-me claro que o posto tem por detrás da campanha ambientalista,falsamente feita, um modo de “marketing” para conquistar as pessoas que ultimamentepreocupam-se com a natureza, ou que buscam combustíveis de qualidade, mas em nenhummomento manifestou-se a boa intenção de não se degradar ao meio ambiente. É urgentemente necessária a atitude de respeito ambiental por parte dos postos decombustíveis que poluem nosso habitat, e não apenas adequação à lei. O posto de combustívelnatural é um bom exemplo que aqui acentuo, que em nosso exemplo trazem problemáticaséticas e de consciência ambiental, que se nos parece inexistente. Mas para início de conversajá é um passo a dar, mas o que é mais importante e urgente é uma consciência ambiental queparta de cada indivíduo, e utopicamente talvez, de toda sociedade, pois assim sendo, comotrataremos no próximo capítulo, desnecessário qualquer tipo de lei, e, por conseguinteirrespeitabilidade ambiental. Vista Panorâmica, com a placa de posto ecológico; Fonte: Foto Cedido por Vinícius Balthazar Percebe-se que o posto tem se tornado destaque na cidade para os ambientalistas, masnão existe por parte dos que lá trabalham uma consciência ecológica, quando perguntado
  16. 16. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008sobre o posto o gerente da mesma empresa afirma: “o posto existe para cumprir as exigênciasde FEAM e por estar localizado numa reserva ambiental”.7. CONCLUSÃO Para terminar gostaria de salientar algumas conclusões e problemáticas que este trabalhome motivou. A primeira é que existe uma contaminação latente feita pelos postos decombustíveis, e isso demonstra que o ser humano ainda não possui boa e eficaz consciênciaambiental; a segunda é que o homem moderno não entende o porquê das leis, e, portanto nasas vêem com bons olhos, e muitas são apenas penalidades e algo a se cumprir, simplesmentepor cumprir; Terceiro, é necessária e urgente a consciência ambiental como meio desalvaguardamos a natureza. Vivemos no período do descartável, tudo vem sendo relativizado, a cultura dodescartável faz parte ou se acentuará com maior prejudicabilidade em nossas épocas. Arevolução industrial possibilitou uma rapidez na construção e fabricação de grandesmáquinas, e um carro ou qualquer outro veículo de condução é feito com uma rapidezabsurda, com isso podemos falar de um “problema demográfico de veículos”, ou seja, umasuper quantidade de veículos motorizados circulando a todo tempo em nossas cidades enossos campos, em todo lugar. Com isso, aumenta-se a necessidade de combustível, portantode postos de combustíveis e assim aumenta-se o problema da poluição. A consciência ética não é contrária à industrialização, ou a utilização de tais veículos,mas se preocupa na forma como usamos os mesmos, quais nossas atitudes de caráter ético, noque tange ao ambiente. A consciência é progressiva e acontece num processo educacional,como forma de melhorar a relação entre o homem e a natureza.
  17. 17. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 20088. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAALSHAWABKEH, N. A.; RAHBAR, N.; SHEAHAN, T. A model for contaminant mass fluxin capped sediment under consolidation. In: Journal of contaminant hydrology, (2005).BRATBERG,D, HOPKINS,L. Risk based corrective action and risk assessment procedures inthe Unites States: a 1995 Survey. In: Petroleum Hydrocarbon and organic chemicals inground water: Prevention. Detection, and restoration conference, Houston, Texas. Nov.CORSEIL, H.X. Enhanced degradation of monoaromatic hydrocarbon In Sandy AquiferMaterial by inoculation using biologically active carbon reactors, PhD dissertation, AnnArbor. MI. USA, 1992.CORSEUIL, H.X, Weber, W.J, JR. Natural potential biomass limitations on rates ofdegradation of monoaromatic hydrocarbon by indigenous microbes subsurface soils, Wat.Res,v.28, 1994.FERNÁNDEZ.Javier Gafo. 10 palavras-chave em Bioética. Paulinas: São Paulo, 2000.GUIMARÃES, Mauro. Educação Ambiental. No consenso um embate? Campinas: Papirus,2002.MANCINI.Tiago Morais. Métodos de caracterização de áreas potencialmente contaminadaspor hidrocarbonetos de petróleo.Universidade Estadual Paulista: Rio Claro, 2002.PENNER, Giovanni C. “Estudos laboratoriais da contaminação do solo por gasolina com ouso de detetor de fotoionização ". USP: São Paulo, 2000.PINUAGA, Maitê Sanchez; HORTELANO, Xavier Serrano. Ecología Infantil y maduraciónhumana. España: Ester Orgon, 1996.RAJASEKARAN, G. et al. A. Contaminant transport modeling in marine clays. In: OceanEngineering 32, (2005), p. 175-194.
  18. 18. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO Responsabilidade Socioambiental das Organizações Brasileiras Niteroi, RJ, Brasil, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2008RICHTER, B. D.; MATHEWS, R.; HARRISON, D. L.; WIGINGTON, R. 2003 Ecologicallysustainable water management: Managing river flows for ecological integrity. EcologicalApplications, vol. 13 No. 1 pp. 206-224.SATO, Michele. Educação Ambiental. São Carlos: Rima, 2003.TURNER, R. K.; PEARCE, D.; BATEMAN, I. 1994 Environmental economics: Anelementary introduction. Harvester Wheatsheaf New York. 328 p.V.V.A. A Manual de Gerenciamento de áreas contaminadas. São Paulo: CETEB, 2001.V.V.A. A Manual de Gerenciamento de áreas contaminadas. São Paulo: CETEB, 2001.SCHIEL, Dietrich; MASCAREÑAS, Sérgio; VALIERAS, Nora; SANTOS, Sílvia A.M. dos.Uma estratégia para educação ambiental. São Carlos: RiMa, 2002. (Educação e Sociedade:Melhoria do Ensino Básico de Ciências na América Latina - Caso piloto São Carlos (Brasil) –Córdoba (Argentina).

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