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A CRENÇA  NA IDADE MÉDIA O cristianismo preenchia a vida do homem, do nascimento até à morte.
NASCIMENTO BAPTISMO PADRINHOS IGREJA SACERDOTE
SACRAMENTOS OBRIGATÓRIOS BAPTISMO CRISMA PENITÊNCIA COMUNHÃO EXTREMA - UNÇÃO
DOUTRINAÇÃO CRISTÃ: Catequese COMUNHÃO   Na Páscoa, obrigatória  para todos os fiéis. CONFISSÃO Pelo menos,  uma vez por ano. 4º CONCÍLIO  DE LATRÃO  ( 1215 )
“ As penas mais violentas abrangiam quinze anos de penitência, com proibição de receber os sacramentos, jejuns e mortificações contínuas.(...) Recebiam-nas os sodomitas (...) os incestuosos (...) os incendiários de igrejas e os assassinos de clérigos (...).”
“  Pecava ( ... ) foi torpe em comer ou em beber, abrindo muito a boca ou soando com os beiços, como besta, ou vertendo os manjares ou o vinho por si ou por a mesa, ou metendo torpemente toda a mão ou todos os dedos em escudela(...)” “  Se algum se banhou em banho com as mulheres e as viu nuas, e ainda a sua mulher mesma, jejue dois dias em pão e água.”
“ Quase todas as penitências podiam, no entanto, ser remidas por oração ou por esmola. A um dia a pão e água equivaliam quarenta salmos rezados de joelhos ou setenta rezados em pé, acompanhados de caridade de dar de comer a um pobre.  Cinco dinheiros faziam o mesmo serviço remissório. (...) facilitava a absolvição dos pecadores ricos que distribuíam pelos pobres e pelos cofres da igreja somas avultadas.( ... ) era um meio de enriquecer o clero e promover a assistência aos pobres(...)”
Em casa, para rezar as horas canónicas, as classes mais abastadas utilizavam o seu LIVRO DE HORAS, ricamente ilustrado com iluminuras
PEREGRINAÇÕES
Santiago aparece, na imagem, representado com o traje típico de peregrino: a esclavina (  manto   comprido ), o  chapéu  com a vieira, o  surrão  (  saca  a tiracolo com os alimentos), a escarcela (  bolsa  à cintura com o dinheiro), o  bordão  no qual era colocada a  cabaça  para a bebida.
Ao longo dos principais caminhos de peregrinação escalonavam-se as albergarias. Eram em regra  muito pequenas mas ofereciam ao viandante esgotado, em troca de esmolas, os confortos que ele poderia desejar: uma cama ou um simples fardo de palha, um bom fogo, água e uma refeição frugal.
Igreja do Santo Sepulcro – Jerusalém. Roma
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ASILOS HOSPITAIS GAFARIAS ESTALAGENS
Crença nas  estrelas e nos signos. Acreditavam  no mau olhado, encantamentos, agoiros, magia. PAGANISMO PROFISSÕES Preparar filtros de amor e feitiços.  Fazer interpretações cabalísticas.
A Arte Românica
Arcos de volta inteira Abóbadas de berço
Nas igrejas mais modestas, como no caso português,  muitas construções têm uma só nave com cobertura  de travejamento em madeira . Igreja de Roriz Santo Tirso Capela de S. Miguel -  Guimarães
Paredes robustas, grossas e reforçadas com contrafortes para sustentar o peso das abóbadas. Interiores com pouca iluminação, convidando os fiéis ao recolhimento.  Igreja da Cedofeita - Porto Vézelay, Borgonha Sé Velha - Coimbra
É uma arte essencialmente religiosa que, a partir do século X e até ao séc. XII, se difundiu por toda a cristandade medieval, segundo um mesmo modelo mas com uma enorme diversidade  regional. Planta em cruz latina Catedral de Santiago de Compostela Nave central Naves laterais Cruzeiro ou Transepto Deambulatório Absidíolos
A escultura ocupava os tímpanos, as arquivoltas e os capitéis das colunas na fachada. Tímpano Portal Sul, Santiago de Compostela, Galiza
No interior, ou nos claustros, os capitéis eram historiados com cenas bíblicas, procurando evangelizar através das imagens. David e Golias Moisés lançado às águas do Nilo Vézelay; Borgonha; França
Monstros terríveis povoavam o imaginário e a escultura românicos, lembrando sempre aos fiéis os horrores do Inferno.
Edifícios militares: castelos e fortalezas  Penela
Em Portugal, as construções mais importantes são as sés – Braga, Porto, Coimbra, Lisboa…
O românico português caracteriza-se, contudo,  pela grande diversidade de pequenas igrejas rurais espalhadas pelo Norte e Centro do país. S. Pedro de Rates - Póvoa de Varzim
Século XII/XIII Um século de mudanças
Crescimento Demográfico Sécs. XII / XIII Diminuição Da Mortalidade Melhoria Das Condições De Vida Aumento Da Produção Agrícola
ARROTEIAS ABATE DE FLORESTAS, SECAGEM DE PÂNTANOS. ARRANJAR TERRAS DE CULTIVO.
PROGRESSOS TÉCNICOS
Utilização de um novo Sistema de Atrelagem. Utilização da Charrua e com Relha de Ferro.
Rotação Trienal Utilização de Instrumentos de Ferro
Utilização de Moinhos de Vento Utilização do Leme à Popa
REANIMAÇÃO DAS TROCAS COMERCIAIS Existência de  Excedentes. Maior segurança Nas vias de  Comunicação. Melhoria dos  Transportes.
ALMOCREVE Comerciantes que vendiam os seus produtos de terra em terra. FEIRAS Realizavam-se uma ou duas vezes por ano. MERCADOS Eram locais ou regionais e realizavam-se com frequência.
CAMBISTAS Avaliavam as diversas moedas e faziam as trocas. BANQUEIROS Cambistas que emprestavam dinheiro a troco do pagamento de juros. LETRA DE CÂMBIO Espécie de cheque que permitia levantar numa outra cidade e numa outra moeda, a importância que constava do documento.
LETRA DE CÂMBIO ESPÉCIE DE CHEQUE QUE PERMITIA LEVANTAR NUMA OUTRA CIDADE E NUMA OUTRA MOEDA, A IMPORTÂNCIA QUE CONSTAVA DO DOCUMENTO.
CIDADES EUROPEIAS MAIS PRÓSPERAS ITÁLIA NORTE DA EUROPA VENEZA GÉNOVA FLORENÇA BRUGES GAND LUBEQUE HAMBURGO LIGA HANSEÁTICA Intermediárias entre Ocidente  e  Oriente. Comercializavam principalmente Especiarias e Sedas . Comercializavam: Trigo, Peixe Seco, Peles, Metais.
O COMÉRCIO EUROPEU NOS SÉCULOS XIII E XIV
EUROPA DO NORTE FRANÇA INGLATERRA FLANDRES REGIÕES MEDITERRÂNICAS ITÁLIA N. ÁFRICA S. ESPANHA
FACILIDADES PARA  CONSTRUÇÃO E COMPRA DE NAVIOS ACIMA DE  DETERMINADA TONELAGEM. FUNDAÇÃO DA  COMPANHIA DAS NAUS ( ESPÉCIE DE SEGURO PARA MERCADORES ASSOCIADOS). D. FERNANDO
AUMENTO DA POPULAÇÃO CONQUISTA POVOAMENTO TERRITÓRIO P O R T U G A L
POPULAÇÕES DO NORTE NECESSIDADE DE NOVAS TERRAS PARA CULTIVAR. AVANÇO PARA SUL MAIS RICO E HABITADO.
NORTE DO PAÍS –  HONRAS SENHORIOS QUE NÃO PERTENCIAM À IGREJA. SUL DO MONDEGO –  COUTOS SENHORIOS QUE PERTENCIAM À IGREJA.
CONCELHOS Povoações com governo próprio, dependendo directamente do rei.
GOVERNO DO  CONCELHO  ERA BASEADO NOS COSTUMES E NO  FORAL Foral :  documento régio que estabelecia os direitos e as obrigações dos moradores. Homens-bons  (os ricos e livres) reuniam-se em assembleia onde tomavam decisões e escolhiam entre si os magistrados municipais, cujos mais importantes eram os juízes. Alcaide:  representante do rei, escolhido por ele, que vivia no concelho, no castelo da povoação. PELOURINHO Símbolo da justiça. Junto dele se aplicavam os castigos mais graves.
RENASCER DAS CIDADES COMERCIANTES ARTESÃOS BURGUESIA QUEREM LIBERTAR-SE  O PODER SENHORIAL.
O  P O D E R  C E N T R A L ALTOS  FUNCIONÁRIOS NOMEADOS PELO REI. CÚRIA  RÉGIA QUE ACONSELHA O REI. ALFERES-MOR MORDOMO-MOR CHANCELER ESCRIVÃES CONSELHO DO REI CORTES REI
Novas formas de arte ESTILO GÓTICO Acolhe estudantes ESCOLAS UNIVERSIDADES Desenvolve novos laços de solidariedade (novo sentimento de caridade cristã) TEMPOS DE MUDANÇA ,[object Object],[object Object],[object Object]
A  EXPERIÊNCIA URBANA Uma nova sensibilidade artística: o  GÓTICO As mutações na expressão da religiosidade:  as ordens mendicantes e as confrarias A expansão do ensino elementar: fundação das  Universidades
Até ao século XI  – Escolas monacais destinadas:    À preparação de jovens candidatos a monges;  Ao aprofundamento dos conhecimentos religiosos;    Localizam-se no meio rural. Séc. XI  – Escolas urbanas – escolas catedrais:    Têm tutela da Igreja,    Localizam-se no centro da cidade participando do seu dinamismo e do seu espírito;  Dirigem-se a um público mais vasto (clérigos e leigos);    Satisfazem as novas necessidades da administração e da economia (juristas, escrivães, notários são agora os novos funcionários de apoio ao crescente dinamismo urbano).
As Universidades Séc. XII  – necessidade de estruturação de um ensino mais rígido que definisse as matérias a estudar e a forma de obter os diplomas Os estudos universitários organizam-se em FACULDADES :    A partir do Séc. XII a Universidade toma uma feição mais nacional.    É neste contexto que surge o Estudo Geral de Lisboa – 1290    Com algumas indecisões quanto ao local de fixação (Lisboa/Coimbra) estabelece-se definitivamente na cidade do Mondego em 1537.
 
O orgulho da cidade pelo património colectivo ,[object Object],   Não se poupa a esforços para a embelezar e engrandecer;  O palácio comunal-símbolo da autonomia e poder da cidade-é muitas vezes o seu mais belo monumento.
A  Origem Situa-se, habitualmente  o aparecimento do gótico  em Saint Denis,  no século XII
A  Catedral A Luz Divina A aproximação do reino de Deus A Amplitude Sainte-Chapelle Colónia Salisbury
Características Milão
A Verticalidade Notre-Dame Colónia Tours
O Arco Ogival Saint Adriá de Besos Mosteiro da Batalha
Abóbodas em  Cruzaria de Ogivas   Sainte-Chapelle Amiens Saint-Denis
Arcobotantes e Botaréus Saint-Denis Notre-Dame
Amplas janelas Sainte-Chapelle Colónia
Rosáceas Sainte-Chapelle Notre-Dame Sainte-Chapelle
Os Vitrais Sainte-Chapelle
As plantas 1. Capela Radial 2. Deambulatório 3. Altar 4. Coro 5. Corredores laterais do coro 6. Cruzeiro 7. Transepto 8. Contraforte 9. Nave 10. Nave lateral 11. Fachada, portal. Chartres Amiens
Interiores amplos Sainte-Chapelle Canterbury
Portais  monumentais Tours Barcelona Abadia de Westminster
Pináculos e Agulhas Duomo de Milão Wells
Decoração Abundante Sevilha Duomo - Milão Eglise Saint Pierre Avignon
Associação à estatuária Notre-Dame Notre-Dame Estrasburgo
Gótico em Portugal ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Inicial Claustro da Sé do Porto Nave central-Mosteiro de Alcobaça Mosteiro de Leça do Balio
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Transformações séc. xii e xiii

  • 1.  
  • 2. A CRENÇA NA IDADE MÉDIA O cristianismo preenchia a vida do homem, do nascimento até à morte.
  • 3. NASCIMENTO BAPTISMO PADRINHOS IGREJA SACERDOTE
  • 4. SACRAMENTOS OBRIGATÓRIOS BAPTISMO CRISMA PENITÊNCIA COMUNHÃO EXTREMA - UNÇÃO
  • 5. DOUTRINAÇÃO CRISTÃ: Catequese COMUNHÃO Na Páscoa, obrigatória para todos os fiéis. CONFISSÃO Pelo menos, uma vez por ano. 4º CONCÍLIO DE LATRÃO ( 1215 )
  • 6. “ As penas mais violentas abrangiam quinze anos de penitência, com proibição de receber os sacramentos, jejuns e mortificações contínuas.(...) Recebiam-nas os sodomitas (...) os incestuosos (...) os incendiários de igrejas e os assassinos de clérigos (...).”
  • 7. “ Pecava ( ... ) foi torpe em comer ou em beber, abrindo muito a boca ou soando com os beiços, como besta, ou vertendo os manjares ou o vinho por si ou por a mesa, ou metendo torpemente toda a mão ou todos os dedos em escudela(...)” “ Se algum se banhou em banho com as mulheres e as viu nuas, e ainda a sua mulher mesma, jejue dois dias em pão e água.”
  • 8. “ Quase todas as penitências podiam, no entanto, ser remidas por oração ou por esmola. A um dia a pão e água equivaliam quarenta salmos rezados de joelhos ou setenta rezados em pé, acompanhados de caridade de dar de comer a um pobre. Cinco dinheiros faziam o mesmo serviço remissório. (...) facilitava a absolvição dos pecadores ricos que distribuíam pelos pobres e pelos cofres da igreja somas avultadas.( ... ) era um meio de enriquecer o clero e promover a assistência aos pobres(...)”
  • 9. Em casa, para rezar as horas canónicas, as classes mais abastadas utilizavam o seu LIVRO DE HORAS, ricamente ilustrado com iluminuras
  • 11. Santiago aparece, na imagem, representado com o traje típico de peregrino: a esclavina ( manto comprido ), o chapéu com a vieira, o surrão ( saca a tiracolo com os alimentos), a escarcela ( bolsa à cintura com o dinheiro), o bordão no qual era colocada a cabaça para a bebida.
  • 12. Ao longo dos principais caminhos de peregrinação escalonavam-se as albergarias. Eram em regra muito pequenas mas ofereciam ao viandante esgotado, em troca de esmolas, os confortos que ele poderia desejar: uma cama ou um simples fardo de palha, um bom fogo, água e uma refeição frugal.
  • 13. Igreja do Santo Sepulcro – Jerusalém. Roma
  • 14.
  • 16. Crença nas estrelas e nos signos. Acreditavam no mau olhado, encantamentos, agoiros, magia. PAGANISMO PROFISSÕES Preparar filtros de amor e feitiços. Fazer interpretações cabalísticas.
  • 18. Arcos de volta inteira Abóbadas de berço
  • 19. Nas igrejas mais modestas, como no caso português, muitas construções têm uma só nave com cobertura de travejamento em madeira . Igreja de Roriz Santo Tirso Capela de S. Miguel - Guimarães
  • 20. Paredes robustas, grossas e reforçadas com contrafortes para sustentar o peso das abóbadas. Interiores com pouca iluminação, convidando os fiéis ao recolhimento. Igreja da Cedofeita - Porto Vézelay, Borgonha Sé Velha - Coimbra
  • 21. É uma arte essencialmente religiosa que, a partir do século X e até ao séc. XII, se difundiu por toda a cristandade medieval, segundo um mesmo modelo mas com uma enorme diversidade regional. Planta em cruz latina Catedral de Santiago de Compostela Nave central Naves laterais Cruzeiro ou Transepto Deambulatório Absidíolos
  • 22. A escultura ocupava os tímpanos, as arquivoltas e os capitéis das colunas na fachada. Tímpano Portal Sul, Santiago de Compostela, Galiza
  • 23. No interior, ou nos claustros, os capitéis eram historiados com cenas bíblicas, procurando evangelizar através das imagens. David e Golias Moisés lançado às águas do Nilo Vézelay; Borgonha; França
  • 24. Monstros terríveis povoavam o imaginário e a escultura românicos, lembrando sempre aos fiéis os horrores do Inferno.
  • 25. Edifícios militares: castelos e fortalezas Penela
  • 26. Em Portugal, as construções mais importantes são as sés – Braga, Porto, Coimbra, Lisboa…
  • 27. O românico português caracteriza-se, contudo, pela grande diversidade de pequenas igrejas rurais espalhadas pelo Norte e Centro do país. S. Pedro de Rates - Póvoa de Varzim
  • 28. Século XII/XIII Um século de mudanças
  • 29. Crescimento Demográfico Sécs. XII / XIII Diminuição Da Mortalidade Melhoria Das Condições De Vida Aumento Da Produção Agrícola
  • 30. ARROTEIAS ABATE DE FLORESTAS, SECAGEM DE PÂNTANOS. ARRANJAR TERRAS DE CULTIVO.
  • 32. Utilização de um novo Sistema de Atrelagem. Utilização da Charrua e com Relha de Ferro.
  • 33. Rotação Trienal Utilização de Instrumentos de Ferro
  • 34. Utilização de Moinhos de Vento Utilização do Leme à Popa
  • 35. REANIMAÇÃO DAS TROCAS COMERCIAIS Existência de Excedentes. Maior segurança Nas vias de Comunicação. Melhoria dos Transportes.
  • 36. ALMOCREVE Comerciantes que vendiam os seus produtos de terra em terra. FEIRAS Realizavam-se uma ou duas vezes por ano. MERCADOS Eram locais ou regionais e realizavam-se com frequência.
  • 37. CAMBISTAS Avaliavam as diversas moedas e faziam as trocas. BANQUEIROS Cambistas que emprestavam dinheiro a troco do pagamento de juros. LETRA DE CÂMBIO Espécie de cheque que permitia levantar numa outra cidade e numa outra moeda, a importância que constava do documento.
  • 38. LETRA DE CÂMBIO ESPÉCIE DE CHEQUE QUE PERMITIA LEVANTAR NUMA OUTRA CIDADE E NUMA OUTRA MOEDA, A IMPORTÂNCIA QUE CONSTAVA DO DOCUMENTO.
  • 39. CIDADES EUROPEIAS MAIS PRÓSPERAS ITÁLIA NORTE DA EUROPA VENEZA GÉNOVA FLORENÇA BRUGES GAND LUBEQUE HAMBURGO LIGA HANSEÁTICA Intermediárias entre Ocidente e Oriente. Comercializavam principalmente Especiarias e Sedas . Comercializavam: Trigo, Peixe Seco, Peles, Metais.
  • 40. O COMÉRCIO EUROPEU NOS SÉCULOS XIII E XIV
  • 41. EUROPA DO NORTE FRANÇA INGLATERRA FLANDRES REGIÕES MEDITERRÂNICAS ITÁLIA N. ÁFRICA S. ESPANHA
  • 42. FACILIDADES PARA CONSTRUÇÃO E COMPRA DE NAVIOS ACIMA DE DETERMINADA TONELAGEM. FUNDAÇÃO DA COMPANHIA DAS NAUS ( ESPÉCIE DE SEGURO PARA MERCADORES ASSOCIADOS). D. FERNANDO
  • 43. AUMENTO DA POPULAÇÃO CONQUISTA POVOAMENTO TERRITÓRIO P O R T U G A L
  • 44. POPULAÇÕES DO NORTE NECESSIDADE DE NOVAS TERRAS PARA CULTIVAR. AVANÇO PARA SUL MAIS RICO E HABITADO.
  • 45. NORTE DO PAÍS – HONRAS SENHORIOS QUE NÃO PERTENCIAM À IGREJA. SUL DO MONDEGO – COUTOS SENHORIOS QUE PERTENCIAM À IGREJA.
  • 46. CONCELHOS Povoações com governo próprio, dependendo directamente do rei.
  • 47. GOVERNO DO CONCELHO ERA BASEADO NOS COSTUMES E NO FORAL Foral : documento régio que estabelecia os direitos e as obrigações dos moradores. Homens-bons (os ricos e livres) reuniam-se em assembleia onde tomavam decisões e escolhiam entre si os magistrados municipais, cujos mais importantes eram os juízes. Alcaide: representante do rei, escolhido por ele, que vivia no concelho, no castelo da povoação. PELOURINHO Símbolo da justiça. Junto dele se aplicavam os castigos mais graves.
  • 48. RENASCER DAS CIDADES COMERCIANTES ARTESÃOS BURGUESIA QUEREM LIBERTAR-SE O PODER SENHORIAL.
  • 49. O P O D E R C E N T R A L ALTOS FUNCIONÁRIOS NOMEADOS PELO REI. CÚRIA RÉGIA QUE ACONSELHA O REI. ALFERES-MOR MORDOMO-MOR CHANCELER ESCRIVÃES CONSELHO DO REI CORTES REI
  • 50.
  • 51. A EXPERIÊNCIA URBANA Uma nova sensibilidade artística: o GÓTICO As mutações na expressão da religiosidade: as ordens mendicantes e as confrarias A expansão do ensino elementar: fundação das Universidades
  • 52. Até ao século XI – Escolas monacais destinadas:  À preparação de jovens candidatos a monges;  Ao aprofundamento dos conhecimentos religiosos;  Localizam-se no meio rural. Séc. XI – Escolas urbanas – escolas catedrais:  Têm tutela da Igreja,  Localizam-se no centro da cidade participando do seu dinamismo e do seu espírito;  Dirigem-se a um público mais vasto (clérigos e leigos);  Satisfazem as novas necessidades da administração e da economia (juristas, escrivães, notários são agora os novos funcionários de apoio ao crescente dinamismo urbano).
  • 53. As Universidades Séc. XII – necessidade de estruturação de um ensino mais rígido que definisse as matérias a estudar e a forma de obter os diplomas Os estudos universitários organizam-se em FACULDADES :  A partir do Séc. XII a Universidade toma uma feição mais nacional.  É neste contexto que surge o Estudo Geral de Lisboa – 1290  Com algumas indecisões quanto ao local de fixação (Lisboa/Coimbra) estabelece-se definitivamente na cidade do Mondego em 1537.
  • 54.  
  • 55.
  • 56. A Origem Situa-se, habitualmente o aparecimento do gótico em Saint Denis, no século XII
  • 57. A Catedral A Luz Divina A aproximação do reino de Deus A Amplitude Sainte-Chapelle Colónia Salisbury
  • 59. A Verticalidade Notre-Dame Colónia Tours
  • 60. O Arco Ogival Saint Adriá de Besos Mosteiro da Batalha
  • 61. Abóbodas em Cruzaria de Ogivas Sainte-Chapelle Amiens Saint-Denis
  • 62. Arcobotantes e Botaréus Saint-Denis Notre-Dame
  • 66. As plantas 1. Capela Radial 2. Deambulatório 3. Altar 4. Coro 5. Corredores laterais do coro 6. Cruzeiro 7. Transepto 8. Contraforte 9. Nave 10. Nave lateral 11. Fachada, portal. Chartres Amiens
  • 68. Portais monumentais Tours Barcelona Abadia de Westminster
  • 69. Pináculos e Agulhas Duomo de Milão Wells
  • 70. Decoração Abundante Sevilha Duomo - Milão Eglise Saint Pierre Avignon
  • 71. Associação à estatuária Notre-Dame Notre-Dame Estrasburgo
  • 72.
  • 73. Inicial Claustro da Sé do Porto Nave central-Mosteiro de Alcobaça Mosteiro de Leça do Balio
  • 74. Apogeu – Mosteiro da Batalha