Trauma, colisão e quedas

3.515 visualizações

Publicada em

Publicada em: Engenharia
0 comentários
3 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.515
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
6
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
63
Comentários
0
Gostaram
3
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Trauma, colisão e quedas

  1. 1. TRAUMA, COLISÃO E QUEDAS TRAUMA CRISTHIELE PIRES DANIELA KLOCKO HELLEN GOMES LAURIANE SOARES
  2. 2. TRAUMA  O trauma é hoje definido como um evento nocivo que advém da liberação de formas específicas de energia ou de barreiras físicas ao fluxo normal de energia. A energia existe em cinco formas físicas:  Mecânica;  Química;  Térmica;  Por irradiação;  Elétrica.
  3. 3. TRAUMA  DIAGNÓSTICO - cada vítima tem sua própria característica, sua própria lesão, mas há métodos similares de traumatismos, o que possibilita ao socorrista um rápido diagnóstico através de métodos visuais e usuais, podendo diagnosticar ferimentos ocultos e investigar todo tipo de ferimento, seja leve ou não.  AVALIAÇÃO – um evento traumático é dividido em três fases  Pré-colisão;  Colisão;  Pós-colisão
  4. 4.  PRÉ-COLISÃO - Inclui todos os eventos que precedem o incidente. Condições anteriores ao incidente, e que são importantes no tratamento das lesões do doente, também fazem parte da fase pré-colisão.  COLISÃO – começa no momento do impacto entre um objeto e um segundo objeto. O segundo objeto pode estar em movimento ou ser estacionário, e pode ser um objeto ou um ser humano.  PÓS-COLISÃO – o socorrista usa a informação colhida durante as fases anteriores para avaliar e tratar o doente. Essa fase começa tão logo a energia da colisão seja absorvida e o doente seja traumatizado. O índice de suspeita a respeito das lesões e a boa avaliação tornam-se cruciais para a evolução.
  5. 5. PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS QUE ENVOLVEM O TRAUMA Leis da energia e do movimento  A 1ª lei de Newton sobre o movimento - diz que um corpo em repouso permanece em repouso e que um corpo em movimento permanece em movimento a não ser que haja uma força externa.
  6. 6. PRIMEIRA LEI DE NEWTON Em qualquer colisão quando o corpo de um possível doente está em movimento, existem três colisões:  O veiculo bate em um objeto que está em movimento ou parado;  O possível doente bate no interior do veículo, colidindo com um objeto, ou é atingido pela energia de explosão;  Os órgãos internos interagem com as paredes de um compartimento corpóreo ou são soltos de suas estruturas de apoio.
  7. 7. PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS QUE ENVOLVEM O TRAUMA Leis da energia e do movimento  A lei da conservação da energia – descreve que a energia não pode ser criada nem destruída, mas pode mudar de forma. Assim como a energia mecânica de um carro que bate em uma parede é dissipada pela deformação da estrutura a de outras partes do veiculo, a energia do movimento de órgãos e estruturas internas do corpo deve ser dissipada quando sua movimentação para a frente for interrompida
  8. 8. CAVITAÇÃO  Quando um objeto sólido atinge o corpo humano, ou quando o corpo humano está em movimento e atinge um objeto estacionário, as partículas de tecido do corpo humano são deslocados de sua posição normal, criando um orifício ou uma cavidade. Por isso, esse processo é chamado de cavitação
  9. 9. EXEMPLO CAVITAÇÃO
  10. 10. CAVITAÇÃO  É causada pela distensão dos tecidos, que ocorre no momento do impacto. Devido às propriedades elásticas dos tecidos corpóreos parte ou todo o conteúdo da cavidade temporária retorna à sua posição anterior.  É deixada após o colapso da cavidade temporária e é a porção visível da destruição tecidual. A quantidade de cavidade temporária que permanece como cavidade permanente está relacionado à elasticidade do tecido acometido. CAVIDADE TEMPORÁRIA CAVIDADE PERMANENTE
  11. 11. TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA ENTRE UM OBJETO SÓLIDO E O CORPO HUMANO  Quando o corpo humano colide com um objeto sólido, ou vice-versa, o número de partículas do tecido atingido pelo impacto determina a quantidade de transferência de energia que ocorre. O número de partículas do tecido atingidas é determinado primeiro pela densidade do tecido e segundo pelo tamanho da área de contato no impacto.
  12. 12. COLISÕES AUTOMOBILÍSTICAS Podem ser divididas em cinco tipos:  Impacto frontal;  Impacto posterior;  Impacto lateral;  Impacto angular;  Capotamento.
  13. 13. IMPACTO FRONTAL  A intensidade do estrago no carro indica sua velocidade aproximadamente no momento do impacto. Quanto maior a velocidade do veículo, maior a transferência de energia e maior a probabilidade de que os ocupantes tenham lesões graves.
  14. 14. QUEDAS  As quedas permanecem sendo um dos mecanismos de trauma mais comuns entre todasas faixas etárias, com maior ocorrencia nas crianças e idosos. As quedas podem ser simples, como tropeçar ou escorregarem uma superficie molhada, até as quedas de um altura significativas, como de um paraquedas que resultam em lesões graves.
  15. 15. IMPACTO POR CIMA OU POR BAIXO
  16. 16. IMPACTO POSTERIOR  Ocorrem quando um veículo em movimento lento ou parado é atingido por trás por um veículo com maior velocidade. Quanto maior for a diferença entre a velocidade dos dois veículos, maior será a força do impacto inicial e maior será a energia disponível para provocar o dano e a aceleração. Os objetos soltos no interior do veículo, incluindo os ocupantes, só começarão o movimento para frente depois que alguma coisa em contato com o chassi começar a transmitir a energia do movimento.
  17. 17. IMPACTO LATERAL  Os mecanismos do impacto lateral ocorrem quando o veículo se envolve em uma colisão em um cruzamento (em formato de"T") ou quando o veículo sai da pista e b ate em um poste, uma árvore ou em outro obstáculo nas margens da estrada.
  18. 18. IMPACTO ROTACIONAL  Colisões com impacto rotacional ocorrem quando um canto do carro atinge um objeto imóvel, o canto de outro veículo ou um veículo em movimento mais lento ou na direção oposta ao primeiro veículo.
  19. 19. CAPOTAMENTO  Durante um capotamento, o carro pode sofrer muitos impactos em vários ângulos diferentes, assim como o corpo e os órgãos dos ocupantes não contidos. Podem ocorrer traumatismos e lesões em cada um desses impactos.
  20. 20. DISPOSITIVO DE CONTENSÃO  Cintos de Segurança - Com a utilização de dispositivos de contenção, a probabilidade de sofrer lesões com risco de vida diminui consideravelmente. Para que sejam eficientes, os dispositivos de contenção devem ser usados adequadamente, um dispositivo de contenção usado inadequadamente pode não proteger na eventualidade de colisão, podendo até mesmo provocar lesão.
  21. 21. DISPOSITIVO DE CONTENSÃO  AIRBAG - devem ser sempre usados em combinação com cintos de segurança para fornecer proteção máxima ao ocupante do veículo. Originalmente, os sistemas de airbag para o motorista e o passageiro do banco da frente foram projetados para amortecer o movimento para a frente. Os airbag absorvem lentamente a energia, aumentando a distância de parada do corpo são muito eficientes na primeira colisão de impactos frontais e quase frontais
  22. 22. Colisões de Motocicleta  Colisões de motocicleta são responsáveis por um número significativo de mortes todo o ano. Outro fator que aumenta a ocorrência de mortes, deficiências e lesões é a ausência de estrutura ao redor do motociclista, que está presente em outros veículos motorizados.  Essas variações ocorrem nos seguintes tipos de impacto:frontal, angular ou com ejeção.
  23. 23. IMPACTOS  Impacto Frontal - Uma vez que seu centro de gravidade se encontra acima e atrás do eixo da frente, que é o ponto fixo nessa colisão, a motocicleta tomba para a frente e o motociclista colide com o guidão. O motociclista pode sofrer lesões no crânio, no tórax, no abdome ou na pelve, dependendo da parte do corpo que colidir com o guidão.
  24. 24. IMPACTOS  Impacto Angular - Na colisão com impacto angular, a motocicleta atinge o objeto em ângulo. A motocicleta cai sobre o motociclista, ou prensa-o entre o veículo e o objeto que foi atingido. Podem ocorrer lesões nos membros superiores ou inferiores, o que resulta em fratura e lesão extensa de partes moles.
  25. 25. IMPACTOS  Impacto com Ejeção - Por não estar contido, o motociclista pode ser ejetado. Ele continua voando até que sua cabeça, braços, tórax, abdome ou pernas atinjam outro objeto, como um veículo motorizado, um poste ou o chão. A lesão ocorre no ponto de impacto e se irradia para o resto do corpo à medida que a energia é absorvida.
  26. 26. ATROPELAMENTO  Existem três etapas distintas na colisão entre pedestre e veículo motorizado. Cada etapa possui seu padrão de lesão: 1. O impacto inicial é nas pernas e às vezes nos quadris (Fig.4-38A). 2. O tronco rola sobre o capô do carro (e pode bater no pára-brisa)(Fig. 4-38B). 3. A vítima cai do carro no asfalto, geralmente de cabeça,com possível trauma da coluna cervical (Fig. 4- 38C).
  27. 27. LESÕES DE PEDESTRES POR ATROPELAMENTOS  Adulto - Se a vítima bater a cabeça no capô ou continuar a subi-lo, de modo a atingir o pára- brisa, podem ocorrer lesões faciais, cefálicas e na coluna cervical e torácica. Caso o veículo apresente uma grande área frontal (caminhões e SUV), o doente poderá ser atingido inteiramente. A vítima pode receber um impacto significativo em um lado do corpo, apresentando lesões nos quadris, ombros e cabeça. A lesão cefálica ocorre freqüentemente quando a vítima atinge o veículo ou o asfalto.
  28. 28.  Criança - O primeiro impacto ocorre, em geral, quando o pára-choque atinge as pernas (acima dos joelhos) ou a pelve da criança e lesa o fêmur ou a cintura pélvica. O segundo impacto ocorre quase imediatamente depois: quando a frente do capô do veículo continua a se mover para a frente, atingindo o tórax da criança. Se a criança cair de costas e ficar completamente sob o carro, pode sofrer quase qualquer tipo de lesão (p. ex., ser arrastada, atingida por saliências ou atropelada por uma roda).
  29. 29. Imagem : http://brasilfront.xpg.uol.com.br/queda- de-altura-saiba-como-evitar-acidentes-dicas-e- orientacoes
  30. 30.  Não é raro que a queda da propria altura com fratura da pelve evolua para redução importante da função e possivelmente a morte. As lesões nas vertebras lombares são comuns, assim como a coluna cervical, devido a hiperflexão do pescoço. A maioria das quedas resultam em fraturas ou lesão na cabeça, dependendo da superficie. QUEDA NO MESMO NÍVEL
  31. 31.  As quedas de altura resultam em transferência de energia. É importante identificar a parte do corpo sobre qual a vitima se apoiou as solo. Por exemplo atingir o solo com os pés pode causar fraturas dos calcâneos e dos ossos longos, assim como da coluna lombar ou da torácica., pois a força é transmitida a parte superior do corpo. Os órgãos sólidos também não toleram o estresse da carga e sofrem fratura. A força do impacto deve ser conhecidas por exemplo, uma queda de 3M equivale a queda de um saco de cimento de 100 kg jogado da janela do primeiro andar. QUEDA DE ALTURA
  32. 32. imagem: http://www.acessa.com/cidade/arquivo/fotos/2010/05/14- queda/
  33. 33. QUEDAS imagem: http://www.derly.com.br/?p=985 imagem http://segurancadotrabalhoalacarte.blogspo t.com.br/2012/08/risco-de-queda-seja-em- mesmo-nivel-ou.html

×