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119361750 revista-weril-nº-142 musica

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  1. 1. Diogo Pacheco: polêmico e talentoso Pág. 3 Angelino Bozzini testou a nova trompa dupla Weril Pág. 5 r e v i s t a JULHO/AGOSTO.2002.ANO 24.Nº142.WWW.WERIL.COM.BR Dicas do trombonista Bocato para curtir música em São Paulo Pág. 10
  2. 2. “Gostaria de parabenizar a equipe de edição e redação da Revista Weril pelo excelente trabalho feito durante estes anos e, é claro, pelas ótimas modifica-ções na publicação, que a deixaram com cara de século XXI. Parabéns também pela nova linha de trompetes. Muito me orgulha saber que temos instrumen-tos de tão alta qualidade produzidos no Brasil.” REVISTA WERIL é uma publicação bimes-tral da Weril Instrumentos Musicais Ltda. Conselho Editorial: Angelino Bozzini, Dalmário Oliveira, Domingos Sacco, Gilberto Siqueira, Mônica Giardini, Radegundis Feitosa, Renato Farias, Sílvio Depieri Editora: Aurea Andrade Figueira (MTb 12.333) - Redatores: Mônica Ranieri, Nelson Lourenço e Rafael Argemon - Fotos de capa: Beatriz Weingrill - Redação e correspondência: Em Foco Assessoria de Comunicação - Rua Dr. Renato Paes de Barros, 926, São Paulo/SP 04530-001 e-mail: revista@weril.com.br Projeto gráfico, diagramação e edito-ração eletrônica: Yvonne Sarué Design Tiragem: 35.100 exemplares As matérias desta edição podem ser utili-zadas em outras mídias ou veículos, des-de que citada a fonte. Matérias assinadas não expressam obri-gatoriamente a opinião da Weril Instru-mentos Musicais Distribuição gratuita Atendimento ao Consumidor Weril 0800 175900 S U A S N O T A S 10 5 Í N D I C E 190 2 08/2002 E D I T O R I A L 10 4 11 Perfil - Maestro Diogo Pacheco Efeito Sonoro – Conheça a trompa dupla Papo com o Mestre – Angelino, do Theatro Municipal de SP Por Estas Bandas – o ritmo contagiante do Berimbrown Intercâmbio Fique de Olho – lançamentos em CDs, livros e DVDs Música Viva – dicas de Bocato para curtir música em Sampa Dicas Técnicas Todos os tons– os profissionais dos “mil” empregos Entrevista – o norte-americano Steven Trinkle 6 15 Deivson Ferreira dos Santos (por e-mail) “Parabéns pela inovação gráfica da revista. Ficou simplesmente ‘brilhante’. As dicas técnicas estão muito melhores anexadas à revista. Valeu Weril!” Diego Coelho Adam (RS) “Continuem nos mantendo sempre atualizados a respeito dos eventos que acontecem no Brasil e no mundo. Gostaria que, nas próximas edições, publi-cassem uma matéria sobre festivais de músicas no Brasil” Douglas Vieira (SP) “Comecei a estudar clarinete e gostaria de pedir uma matéria na próxima edição sobre o clarinete baixo e o sax barítono, mostrando grandes músicos destes instrumentos”. José Aderaldo (PB) R.: Obrigado pelo seu contato, José. Sua sugestão foi anotada para publica-ção em uma próxima oportunidade. Agradecemos todas as correspondências recebidas. Se você também quer entrar em contato conosco, confira no expediente nosso endereço e e-mail. Correção O instrumento tocado por Quinzinho Oliveira é o trom-pete, e não o trombone, conforme publicado no ro-dapé da Dica Técnica 58, edição 141 da Revista Weril Os contatos também podem ser feitos através dos telefones (11) 4990-7401 e (11) 9620-8246. 16 3 8
  3. 3. P E R F I L Batuta polêmica Com talento proporcional à sua língua afiada, o maestro Diogo Pacheco não tem pudor em dizer que, no Brasil, o que falta para a música erudita “dar as caras” é pura vontade política do poder Beatriz Weingrill iogo Pacheco, hoje com 73 anos, poderia ser classi-ficado como uma pessoa polêmica. Diz que a músi-ca está em seu sangue: “Logo que saí da barriga de minha mãe, cantei uma ária de ópera”, brinca o maestro paulistano. Afirma ainda que ninguém tem coragem de fazer música erudita de vanguarda atualmente, pois as pessoas não se atrevem a se-rem execradas pelo público. Nascido em uma família cheia de músicos – seu irmão era tenor e sua irmã pianista, Pacheco conta que a primeira coisa que comprou na vida foi uma vitrola com rádio, na época, um móvel enorme. E foi graças aos programas que ali ouvia, que sua paixão pela música, erudita e popular, co-meçou a crescer. Talvez por isso, o maestro sempre tenha gosta-do de misturar esses dois mundos, participando de movimentos vanguardistas e realizando concertos com artistas contemporâneos da música popular, como a turma da Jovem Guarda. “Em 65, fui ex-pulso do Theatro Municipal, tive que sair pela ja-nela! Só porque fiz música de vanguarda. Fui o primeiro a fazer John Cage no Brasil (compositor vanguardista norte-americano que produziu alguns dos trabalhos mais radicais de experimentação den-tro da música, como a composição 4’33’’, toda fei-ta por pausas). Me desculpe a modéstia, mas não existe ninguém hoje para fazer esse tipo de coisa, como eu fazia”, afirma, enfatizando a constante necessidade da junção do antigo com o novo, do popular com o erudito e assim por diante. “Seria muito bom se os jovens músicos retomassem essa interação entre gerações e estilos musicais. Isso só enriqueceria nossa música e a eles mesmos”, acon-selha. Sobre o espaço que a música erudita tinha (e não tem mais) em redes grandes de TV, ele é enfático: “Não é espaço que falta à música erudita na TV, é patrocínio, vontade política. Quando o Boni, ex-diretor da Rede Globo, estava na emissora, sem-pre havia programas com música erudita. E para dar uma idéia da populari-dade que a TV dá a qual-quer coisa, na época em que eu apresentava o ‘Con-certos Internacionais’, não pagava conta de restaurante nenhum! Nem táxi! Uma vez um mendigo me parou na rua, no Rio de Janeiro, e me falou: ‘Bonita aquela música que o senhor faz de madrugada.’ Um mendigo! Isso pro-va que não precisa entender de música para gostar dela. Ora, não precisa entender de costura para se vestir, não?”, questiona. Quanto à sua intensa participação nos Festivais de Inverno de Campos de Jordão, Pacheco, que esteve presente já na primeira edição, em 1969, acha-o importantíssimo, mas afirma que a grande sacada do festival, idealizado pelo maestro Elea-zar de Carvalho, é a oportunidade dada a músicos bolsistas: estudar com grandes nomes durante o dia e de noite assistir artistas consagrados do cená-rio erudito nacional e internacional. Esse aprendi-zado é essencial para o jovem músico, que segun-do Pacheco, mesmo tendo talento, necessita de muito estudo bem direcionado e experiência. Um apaixonado pela música D “Em 65, fui expulso do Theatro Municipal, tive que sair pela janela! Só porque fiz música de vanguarda” r e v i s t a 3
  4. 4. E F E I T O S O N O R O Sonoridade “Made in 4 08/2002 Brazil” m ano de muitos lançamentos, a Weril coloca no mercado mais uma novidade: a trompa du-pla com mecânica 100% brasileira, fabricada a partir do que existe de mais moderno em tecno-logia para produção de instrumentos de sopro. A trompa, em Sib e Fá, apresenta quatro válvulas rotativas duplas, desenvolvidas no se-tor de projetos e confeccionadas no Centro de Torneamento Weril através do sistema compu-tadorizado CNC. O resultado foi um instrumen-to preciso, bem afinado, com perfeição sonora na execução dos mais diversos arranjos. Na medida exata para realização de performances inesquecíveis! O projeto, que custou aos engenheiros cer-ca de seis meses de pesquisa, incluiu no instru-mento a campana rosqueável, que permite ao músico “desmontar” a trompa, tornando seu transporte ainda mais fácil. E Gatilho e travessim do Flugelhorn Regium Foto: Marcelo Breyne Campana rosqueável Máquina dupla totalmente produzida na Weril
  5. 5. Trompa dupla: agora com o T H O M E N A G E M nosso gingado Maestro Eleazar de Carvalho r e v i s t a radicionalmente utilizada em orquestras, a trompa dupla funciona com se fossem dois instrumentos em um só: uma trompa em Sib e outra em Fá, tocando toda a ex-tensão com mais facilidade e naturalida-de. Além de permitir a mudança de uma para outra, conforme a exigência da peça que está sendo executada. Mas engana-se quem pensa que esse modelo só atende bem à música erudita. A trompa dupla tam-bém já está presente em um bom número de bandas. A preferência é compreensível: os arranjos para banda estão mais comple-xos atualmente, incorporando arranjos sin-fônicos e uma linguagem mais sofisticada. “Dentre todos os instrumentos de me-tal, a trompa é o que apresenta mecâni-ca mais sofisticada. Por isso, considero um grande avanço para nós, brasileiros, que a Weril esteja desenvolvendo o instrumen-to inteiramente no país e com resultados sonoros tão positivos”, afirma Angelino Bozzini, professor e trompista da Orques-tra Sinfônica Municipal de São Paulo, que experimentou a nova trompa dupla durante seus estudos e ensaios. Se-gundo ele, o segredo da boa sonori-dade está justamente no funciona-mento perfeito das válvulas rotativas, que devem estar bem vedadas e apresentarem movimento ágil. “Esse ajuste é obtido na fabricação da vál-vula, e exige muito cuidado ao ser construído”, revela o músico, que diz ter ficado satisfeito também com a afinação do instrumento. Para quem quer se aprimorar na trompa, dupla ou não, Angelino recomenda traba-lhar para cultivar o timbre específico do instrumento. “Isso é obtido ouvin-do- se bons concertos, como os Con-certos para Trompa de Mozart, Trio de Brahms, Concertos de Richard Strauss e Sonata de Beethoven. Um bom exemplo de músico da atualida-de que também vale a pena conferir é o professor iugoslavo Radovan Vlaktovic”, sugere. 5 P A P O C O M 0 M E S T R E Ele conquistou o respeito das platéias de todo o mundo, tanto por sua concepção musical na-tural e sincera, quanto por seus profundos co-nhecimentos da Sinfonia Fantástica, de Berlioz, e das sinfonias de Mahler e de Beethoven. Esse cearense talentoso, de nome Eleazar de Carva-lho, iniciou na carreira aos 11 anos de idade e, aos 30, já havia composto uma ópera, intitulada “A Descoberta do Brasil”, e sido convidado para o cargo de regente assistente da Orquestra Sin-fônica Brasileira. O maestro completaria 90 anos em 28 de ju-nho de 2002, grande parte dos quais dedicados à “Cultivar o timbre específico da trompa é fundamental” divulgação da música brasileira, regendo e ensinan-do sua arte em diversas orquestras e escolas de mú-sica de todo o mundo. Foi sob sua batuta que a OSESP teve seu primeiro período de prestígio a par-tir de 1973, quando, como diretor artístico, iniciou um trabalho para reerguer a orquestra: promoveu uma grande modernização, abrindo concursos no Brasil e convidando diversos músicos estrangeiros para completarem as vagas não ocupadas. A OSESP passou a se apresentar regularmente, com progra-mas muitas vezes inéditos, em São Paulo e no Bra-sil. Ali permaneceu como regente até sua morte, em 1996, aos 84 anos. Beatriz Weingrill
  6. 6. P 0 R E S T A S B A N D A S Suingue Um dia, assistindo a um programa sobre funk na TV Cultura, o trom bonista Bocato ouviu um som que o deixou fascinado. “Depois da morte do Chico Science, havia um vazio na nossa música”, diz o instru-mentista, garantindo que, naquele momento, viu uma chama de espe-rança se acender. Eram os meninos do Berimbrown tocando. Meses de-pois, assistiu um show do grupo ao vivo, em São Paulo. Foi o início de uma forte amizade. O Berimbrown nasceu no começo dos anos 90, com o nome de Bloco Afro do Povo de Minas. A proposta era resgatar a cultura africana exis-tente Beatriz Weingrill em Minas Gerais, e que é qua-se desconhecida do resto do Brasil. O caminho encontrado pelo idealizador do projeto, o mestre de capoeira Ne-gro Ativo, foi uma espécie de ação social voltada para crianças e adoles-centes da periferia de Belo Horizon-te, em que se ensinava a tocar tam-bor, bem ao estilo do grupo Ilê Ayê, da Bahia. Aos poucos, o que era ape-nas um grupo de percussão começou a tomar outra dimensão. Além de con-tar com a participação de 80 jovens, a vizinhança foi se aproximando e agregando novos instrumentos, for-mando um novo núcleo, mais bem estruturado, dentro daquele grupo 6 08/2002 afro-mineiro maior. Já no final da década, o grupo venceu o Festival de Novas Bandas de Minas Gerais e, além de um vide-oclipe como prêmio, ganhou também a simpatia do público e da mídia. “O som que eles fazem é uma mis-tura muito forte de funk com a música congada, as folias de reis de Minas Gerais, o folclore mineiro e a world mu-sic. É tudo muito original. Daqui a cin-co anos, o trabalho já vai estar consoli-dado e o Brasil inteiro estará conhecen-do esses talentos”, prevê Bocato. O grupo, que é formado por doze integrantes, inclui, além dos tambo-res, bateria, percussão – com alguns instrumentos próprios da capoeira –, instrumentos como o baixo, guitarra e um naipe de sopros, composto por trombone (Marcelo Oliveira), trompe-te (Adriano George) e sax (Marcelo Ro-cha). O Berimbrown tem um CD pron-to, e acabou de gravar uma música de Jorge Benjor para integrar a trilha sonora da Casa dos Artistas, progra-ma exibido pelo SBT. “O naipe de so-pros deixou de ser apenas um detalhe e cresceu dentro da banda. Descobri-mos que podemos apoiar a harmonia de forma mais efetiva, auxiliar nas fra-ses, nos ritmos, etc. Além disso, so-mos todos autodidatas, e agimos mui-to pelo sentimento, o que facilita na junção entre os metais e percussão”, conclui o trompetista Adriano. do rádio Manter viva a tradição das bandas de música – civis ou militares, não é uma tarefa das mais simples, mas o programa “Vamos Ouvir a Ban-da”, transmitido pela Rádio Ban-deirantes do Rio de Janeiro, e co-mandado pelo jornalista e radialis-ta Zair Cansado, tem exercido um papel determinante nesse sentido. O programa vai ao ar todas as sex-tas- feiras, das 22 às 23 horas, na fre-qüência 1360 kHZ, AM. Confira. Nas bandas CONTATOS: Berimbrown: (31) 9672-3945 – com Adriano e (31) 3432-2534 – com Mestre Nego Ativo Quinteto de Metais Goiânia Brass: (62) 943-7957 – com Alessandro Naipe de sopros do Berimbrown: amizade com Bocato
  7. 7. Divulgação Interação com a platéia Goiânia Brass não deixa escapar um de-talhe. Além dos recitais tradicionais, pro-curam tocar também em escolas, em concertos didáticos, onde apresentam os instrumentos e contam histórias so-bre as peças. “Nossa proposta é inte-ragir com a platéia, e conseguimos isso através da variedade de repertório e até do acompanhamento do público, em certas músicas populares”, acredita. Produzir música de câmara de qua-lidade, na cidade de Goiânia (GO). Esse foi o ponto de partida para que cinco músicos, integrantes da Orquestra Sinfônica de Goiânia e da Banda Sinfônica do CEFET - Centro Federal de Ensino Tecnológico, apos-tassem na formação do Quinteto de Metais Goiânia Brass. Criado em 2001, o grupo apresenta um vasto repertório, que mistura música popu-lar, especialmente a brasileira, e eru-dita. Nesse caso, são valorizadas composições feitas para essa forma-ção, com arranjos a partir de peças para orquestras, conjunto de cordas, de sopros e até mesmo para órgão. “Não temos material próprio. Pesqui-samos e compramos pela internet, procuramos em editoras e encomen-damos peças para compositores”, conta o trompetista Alessandro da Costa, que compõe o grupo ao lado de Jonas Figueiredo (trompete), Fer-nando Ferreira (trombone), Cristiano Aparecido da Costa (trompa), Eliel-son Paulo Dantas (tuba) e Wallace da Silva Patriarca (participação especial na percussão). A intenção do Quinteto é gravar um CD em 2003. Para isso, estão se preparando desde já. “Além de fazer uma intensa pesquisa do mercado musical, também de-dicamos bastante esforço às apresentações, pois a receptividade do público é funda-mental para o mú-sico”, explica Ales-sandro. No quesito apresentações, aliás, o r e v i s t a 7 Repertório do Goiânia Brass mistura música popular e erudita Resgate da tradição Criado em 1997 pela Secretaria de Estado e Cultura do Estado de São Paulo, o Projeto Pró Bandas vem se destacando como um ambicioso pro-jeto de apoio e resgate das bandas, ministrando cursos no interior paulis-ta, com a inclusão, este ano, das ban-das marciais e fanfarras. Os cursos (flauta, clarinete, saxofo-ne, trompete, fanfarra e banda-metais, trombone, tuba, informática ligada à música, saxofone, improvisação e arran-jos) percorrerão 25 cidades do interior paulista até setembro, e são ministra-dos por três equipes diferentes, com profissionais gabaritados, como o maes-tro Domingos Sacco e o trombonista Marcelo de Jesus da Silva, o Bam Bam. Outro destaque do projeto é a dis-tribuição de material didático para os Divulgação alunos, auxiliando ainda mais no res-gate da cultura, especialmente nos municípios em que as bandas e fan-farras ainda são o único núcleo de ati-vidade musical. O curso tem alcançado enorme su-cesso e receptividade, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (15) 251- 4573, no Conservatório Dramático Dr. Carlos de Campos, em Tatuí. Onde estarão acontecendo os próximos cursos do Pró Bandas: 17 e 18/08 - Queluz, Jaú e São José do Rio Preto 24 e 25/08 - São João da Barra, Tupi Paulista e Altinópolis 14 e 15/09 - Cafelândia, São Bernardo do Campo e São Luiz do Paraitinga 28 e 29/09 - Tatuí Três equipes se dividem para ministrar cursos em várias cidades
  8. 8. I N T E R C Â M B I O 8 08/2002 e escolas) – eangelodasilva@aol.com Nelilson (com músicos de todo o Bra-sil) – R. GB 36 Q70 L22 casa A, Jardim Guanabara 3, Goiânia (GO) – CEP: 74683-350 Denis Lima (com músicos de fanfar-ras, filarmônicas e orquestras) – R. Alto da Cruz, 29, Camaçari (BA) – CEP: 42800-000 Luciano de Lima Leite (com músi-cos cristãos) – R. Francisco Rodrigues Alves, 60, CECAP, Lorena (SP) – CEP: 22600-000 Luiz Cezar G. Serafín (com músi-cos de todo o Brasil) – R. Mme. Pom-mery, 825, Suzano (SP) – CEP: 08615-090 Joel Dionísio de Carvalho (com trom-pistas) – R. 3, 60, Chácara São José, Jd. Aeroporto, Campinas (SP) – CEP: 13054-052 QUEREM RECEBER DOAÇÕES DE TÉCNICAS / MATERIAIS João Muleano da Silva (para sax) – R. Santa Rita de Cássia, 396, Santa Rosa, Caruaru (PE) – CEP: 55000-000 Bárbara da Costa Araújo (para sax ou clarineta) – R. Valentim Cezar Tafner, 116, Vila Nova, Socorro (SP) – CEP: 13960-000 Romerito Santos de Souza (para iniciantes de trompete e trombone de pisto) – R. Loíde Alcântara, 78, (BA) – CEP: 45850-000 Edson Rocha (para trombone de pis-to) – R. Kaloré, 54, Pirituba, São Pau-lo (SP) – CEP: 02976-240 Ezequias de S. Cândida (para trom-pa) – R. V, 69, Vila Margarida, Itaguaí (RJ) – CEP: 23820-000 Arnaldo Roque da Silva (para prin-cipiantes em sax) – R. Heitor Azeve-do Hummell, 543, Parque Manches-ter, Sorocaba (SP) – CEP: 18056-340 Wagner Feliciano da Silva (para sax alto) – R. Renascensia, 1031, Praze-res, Jaboatão dos Guararapes (PE) – CEP: 54330-510 Renan Azambuja (CDs de bandas instrumentais e militares) – R. Lapla-ce, 61, Oficinas, Ponta Grossa (PR) – CEP: 84045-450 QUEREM TROCAR PARTITURAS Anderson Cleber Cardoso (sax tenor) – R. Flor de Lótus, 167, Jd. Maria Cân-dida, São Paulo (SP) – CEP: 02318-400 Aurélio Nunes Bezerra (dobrados, samba e chorinho para trombone) – R. Antônio Gomes de Sá, 01, Centro, Mirandiba (PE) – CEP: 56980-000 Odair Carlos (arranjos para bandas marciais e musicais) – Caixa Postal 4404, Presidente Prudente (SP) – CEP: 19020-990 Evandro de Souza (para trombone em Dó e flauta doce) – R. Veiga Filho, 547, Higienópolis, São Paulo (SP) – CEP: 01229-001 Renan Azambuja (solos de sax alto) – R. Laplace, 61, Oficinas, Ponta Gros-sa (PR) – CEP: 84045-450 QUEREM TROCAR CORRESPONDÊNCIAS Edmilson Ângelo da Silva (com entidades, federações musicais NAVEGUE www.jornalmovimento.com Neste site, dedicado à MPB, além de in-formações sobre a música nacional, o internauta encontra lançamentos em CD, cadastro de músicos, arquivos musicais e notícias atualizadas. http://certasmusicas.digi.com.br O site apresenta compositores e intérpre-tes de jazz, blues, MPB e música erudita. Fornece dados biográficos de Bach, Mo-zart, Billie Holiday, Janis Joplin, Elis Regi-na e Tom Jobim, entre outros artistas, além de entrevistas e notas exclusivas. EU RECOMENDO Arcádio Minczuk - Oboísta da Or-questra Sinfônica do Estado de São Paulo “Sinfonias de Camargo Guarnieri” - Sinfonias 2 e 3 Orquestra Sinfônica de São Paulo, regência de Jonh Neshling Selo: BIS Informações: (11) 3744-9720 “Recomendo este CD porque é um dos poucos registros existentes de compo-sitores brasileiros. Além disso, possui um altíssimo nível técnico de gravação” Edu Moreno, saxofonista “Do pedra espia” - Itiberê Orques-tra Família Gravadora: Jam Music Informações: (11) 3272-8585 – Distribuidora Caravelas “É um trabalho muito interessante, composto por jovens músicos que, li-derados por Itiberê, executam cerca de 22 instrumentos. É uma das me-lhores obras da atual música instru-mental brasileira”
  9. 9. F I Q U E D E O L H O CD Chorinhos Didáticos para Flauta, Altamiro Carrilho Gravadora: Movie Play Informações: (11) 3115-6833 O grande flautista Altamiro Carrilho apresenta neste traba-lho 12 chorinhos de sua autoria, acompa-nhados de partituras para flauta ou qual-quer instrumento em clave de Sol. Inclui playbacks de todas as faixas. Um CD que vai agradar professores e alunos. Vênus, Mauro Senise Gravadora Independente Informações sobre onde encontrar o CD: (21) 2294-8113 ou por e-mail: analu@oglobo.com.br Sexto CD solo do saxofonista e flautista Mauro Senise, “Vênus” é composto só com músicas brasileiras com nome de mulher. A gravação conta com a participação de alguns dos mais competentes músicos e arranjadores do cenário brasileiro. Body and Soul, Billie Holiday Gravadora: Universal Music Informações sobre onde o CD pode ser encon-trado: (11) 3889-5800 Conhecida como “Lady Day”, este relançamento reúne pérolas do repertório da artista, como “Darn That Dream” e “They Can´t Take That Away From Me”, além de presentear os fãs do jazz com três takes da canção “Comes Love”. DVD “Jazz”, de Ken Burns GNT/Som Livre Preço médio: R$ 165,00 Informações: (21) 2503-7738 O canal GNT e a Som Livre lançam no mercado um box set com 4 DVDs, que trazem a íntegra dos 12 programas da série “Jazz”, de Ken Burns, exibida há um ano pelo canal, com recorde de audiência. Consi-derada a obra definitiva sobre este gênero musical, a série vai além do simples estudo de um ritmo musical, retratando o gênero como uma testemunha da histó-ria dos Estados Unidos no século 20. Traz 498 músicas e mais de 2,4 mil fotografias, além de depoimentos de músicos como Wynton Marsalis e Harry Connick LIVROS A Arte de Ouvir Adamo Prince – Lumiar 50 páginas cada volume Preço: R$ 29,00 por volume Informações: (21) 2597-2323/ 2596-7104, lumiarbr@uol.com.br ou no site: www.lumiar.com.br Lançado em dois volumes bilíngües, o li-vro reúne material fonográfico de alto ní-vel artístico e didaticamente elaborado para evolução passo-a-passo da percepção rítmica. Cada volume é acompanhado de um CD, que traz estudos baseados em temas universais (clássicos e populares) ou em grooves percussivos. r e v i s t a 9 História Social do Jazz Eric J. Hobsbawm - Paz e Terra 316 páginas Preço:R$ 29,50 Informações: (11) 3337-8399 O historiador Hobsbawm analisa o jazz como uma criação revolucioná-ria dos negros. Em seu ensaio, ele nos oferece um belo quadro de como a industrialização e as transformações no padrão de consumo de pretos e bran-cos influenciou o jazz, sua indústria de dis-cos e espetáculos.
  10. 10. PM EÚ SR I FC IA L V I V A Um dia musical Vai a São Paulo nos próximos meses? Então aproveite as dicas do trombo-nista Bocato e cheque tudo que a ci-dade oferece para o músico. De um sim-ples CD até equipamentos eletrônicos: “A melhor opção para quem desem-barca em São Paulo é localizar a esta-ção de metrô mais próxima. Assim fica tudo fácil e muito mais rápido. Pegue o metrô para a linha Paulista e então des-ça na Estação Clínicas. É a mais perto da rua Teodoro Sampaio, o quadrilátero musical da cidade. Ali, o amante de música tem à disposição uma infinidade de lojas, com as mais variadas opções e preços. Eu, pessoalmente, gosto muito da Gang Instrumentos, onde pode ser encontrado o que há de melhor em equi-pamentos eletrônicos, como mesas de som, equalizadores, guitarras e teclados. Sérgio, o proprietário, entende muito do assunto e pode dar boas informações. Outra loja que costumo freqüentar, ain-da na Teodoro Sampaio, é a Ébano. Es-pecializada em instrumentos de sopro, o atendimento é de primeira linha, e tam-bém há grande variedade de acessóri-os. Seu proprietário, João Cuca, enten-de muito do assunto, e pode auxiliá-lo no que for preciso. Como sempre fui autodidata, não sa-beria indicar um local para compra de songbooks, métodos e partituras, mas, certamente, na região da Teodoro Sam-paio, existem excelentes opções para músicos amadores e profissionais. Se sua visita a Sampa for num sába-do, desça até a Praça Benedito Calixto, ali mesmo, na Teodoro Sampaio. Além de encontrar antiguidades de todos os tipos e muita gente interessante, você pode trocar, vender e comprar discos de vinil e CDs usados bem legais. A região, aliás, é o lugar certo para quem quer cruzar com músicos amadores e pro-fissionais. Ali também acontece, na par-te da tarde, uma das rodas de samba-choro mais tradicionais da Capital, com o pessoal da velha guarda do choro pau-listano apresentando-se a céu aberto. Outra opção para quem procura CDs é continuar descendo mais alguns quar-teirões, entrar na Av. Pedroso de Mora-es, e conhecer a Fnac, uma grande loja de vídeo e som, que oferece uma gama imensa de álbuns para todos os gostos e estilos, especialmente na área de jazz. Os atendentes são bem informados e conhecem bem o assunto. A loja tam-bém dispõe de uma seção de revistas importadas, onde você pode encontrar publicações específicas na área musical. Perca um pouco de tempo por lá, pois vale a pena! Volte pela mesma Teodoro Sampaio e, se for uma tarde de sábado, pare na loja Matic. Você logo vai reconhecer o local, já que, nesses dias, a partir das 16 horas, sempre acontece uma apresen-tação gratuita de música com grandes nomes. Os shows são na calçada mes-mo, e reúnem um bom número de inte-ressados. Ficando na cidade durante a sema-na, a dica para ouvir um bom som gas-tando quase nada é o Sesc Instrumental Paulista, no Sesc Paulista. A programa-ção musical acontece sempre a partir das 18h30 de segunda-feira. Já nas terças-fei-ras, às 20 horas, o bom é conferir o que rola no Teatro do Sesi, que oferece uma programação gratuita bem diversificada. A Expomusic, que neste ano aconte-ce de 25 a 29 de setembro, também é uma excelente oportunidade para quem quer aproveitar o máximo seu tempo em São Paulo. Ali, o artista vai encontrar tudo o que se refere à música, de parti-turas e instrumentos até programas de computador. A Feira da Música aconte-ce no Expo Center Norte, Pavilhões Azul, Branco I e Branco II“ S E R V I Ç O 10 08/2002 em Sampa As sugestões de Bocato para ouvir música, comprar CDs, equipamentos eletrônicos e ver gente do meio musical em São Paulo Beatriz Weingrill Praça Benedito Calixto – delimitada pelas ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio, fica em frente à Igreja do Calvário. As vias paralelas, entre as quais fica a Praça, são a avenida Henrique Schaumann e a rua João Moura Ébano – Rua Teodoro Sampaio, 782 – Tel.: (11) 3062-8974 Fnac - Av. Pedroso de Moraes, 858 - Pinheiros – Tel.: (11) 3097-0022 Gang – R. Teodoro Sampaio, 806 – Pinheiros – Tel.: (11) 3061-5000 Matic – R. Teodoro Sampaio, 850 – Pinheiros – Tel.: (11) 3061-1914/ 3063-1627 Sesc Paulista – Av. Paulista, 119 – auditório – Tel.: (11) 3179-3400 Teatro Popular do Sesi – Av. Paulista, 1313 – Tel.: (11) 3284-3639 Expomusic – Feira Internacional da Música, Instrumentos Musicais, Áudio, Iluminação e Afins – Expo Center Norte – R. José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme (de 25 a 29 de setembro).
  11. 11. D I C A T É C N I C A 60 Use escala cromática para gliss curtos Use escala cromática ou diatônica para gliss longos Bandas e Fanfarras: Análise técnica dos problemas constantes II Nesta edição, vamos finalizar o tema iniciado na Revista Weril 141: Fraseado e Articulações, com dicas particularmente indicadas para os mestres de banda. A s bandas logo se tornam familiares com as figuras rít-micas sincopadas (figuras que aparecem no tempo fra-co). Por esta razão, poderá ser um aspecto dificultante para alunos com pouca experiência em seguir o tempo forte do compasso. Portanto pede-se ao regente uma ins-trução especial neste sentido, particularmente se existir uma síncopa com nota longa, esta deve ser acentuada. Exemplo 22 Estudantes jovens podem ter a tendência em entrar atrasado nas mínimas. Veja o exemplo 22a. A pausa de semínima no tempo forte é passada antes que eles se dêem conta. Ensine-os a não se perderem. A pausa de semínima, particularmente em andamentos rápidos, é difí-cil de contar. Os alunos devem aprender a “ler na frente”. Ritmos tais como os do exemplo 23 podem apresentar problemas similares devido à alternância entre tocar no tempo forte e fora de tempo. Os alunos devem ser ins-truídos a marcar as notas tocadas no tempo. Exemplo 23 Em vez de explicar uma síncopa de colcheia como sendo a segunda metade de um tempo cheio, tente ex-plicá- la como sendo uma antecipação do próximo tempo. Exemplo 24 Falls off (queda) podem apresentar muitos problemas, o maestro deve instruir os alunos acerca do tamanho do fall. Alguns arranjadores são bastante específicos e indicam se o fall é short (curto) ou long (longo) - veja a tabela sobre articulações no final desta matéria. Confusões poderão ser evitadas, aconselhando os alunos a terminarem o fall num determinado tempo. O fall não deve ser abrupto, mas desaparecer gradualmente, seguido de um diminuendo ao longo do fall. Os alunos não precisam se preocupar com uma escala particular, pois o fall é meramente um efeito. Exemplo 25 Maestro Beto Barros* No caso do fall off, os músicos não devem se perder no compasso. Eles precisam continuar contando cuidado-samente através de seu comprimento inteiro. O fall deve ser curto se existe uma entrada imediatamente após, as-sim como no exemplo 26. Existem outros termos para fall off, como por exemplo, spill ou gliss, ou ainda drop, todas com o mesmo significado, que seria “cair fora da nota”. Veja exemplo 26. No caso deste exemplo, não existe muita diferença se o fall off não for executado, já que ele está muito perto do compasso seguinte. Em outros casos ele funciona com muita propriedade. Exemplo 26 Quando for realizar um gliss, glissando entre duas no-tas como no exemplo 27. A nota que aparece no final do glissando deverá ser ligeiramente acentuada, já que ela é a culminação do glissando. A escolha da escala para o glissando é livre, em alguns casos, é governada pela dis-tância entre as notas das pontas do glissando. Exemplo 27 Os alunos devem ser informados da importância de um bom ataque antes de se preocupar com os gliss ou falls. Jovens músicos são freqüentemente culpados de co-meçarem um gliss ou fall off antes que tenham executa-do um bom ataque na nota precedente. O arranque para o ataque do glissando ascendente é similar para o gliss descendente (fall off). Diferente do glissando descenden-te, o ascendente normalmente incorpora um crescendo. Os saxes poderão iniciar o gliss ascendente pianissimo, ou possivelmente em sub tone (sub tone é um efeito muito usado e bastante bonito. É utilizado basicamente em dois contextos: o backing, “cama” para um solo de metal ou soli, ou para um solo de saxs. Consiste em um som macio com um pouco de ar presente, produzido por um leve relaxamento, soltura da embocadura e com a colocação de ar nas bochechas e nas cavidades da boca). Os trom-bones têm uma vantagem óbvia em executá-los. Os trom-petes poderão usar a técnica de ½ válvula. Uma localiza-ção determinada da nota da culminância do glissando é muito importante e realmente muito difícil para jovens músicos com pouca experiência.
  12. 12. * Maestro Beto Barros dirige sua própria empresa de produções artísticas e culturais. Contatos para cursos e workshops: (11) 3257-7385 e 3151-4047 ou betobarros@ieg.com.br Tabela de Padronização das Articulações Heavy Accent / Acento Pesado Mantenha o valor total da nota Heavy Accent / Acento Pesado Mantenha menos do que o valor total Heavy Accent / Acento Pesado Mais curto possível Staccato / Destacado Curto, não pesado Legato Tongue / Ligado de Língua Mantenha o valor total da nota The Shake / Parecido com Trinado Variação da nota para cima Lip Trill / Trinado de Lábio Parecido com o shake, porém mais lento e com controle labial Wide Lip Trill / Trinado de Lábio Como lip trill porém com intervalo mais longo The Flip / Impulso Repentino Toque a nota, suba para o agudo e desça com um glissando The Smear / Deslizar Deslizar para a nota indicada The Doit / Brincar Toque a nota e faça um glissando ascendente Du / Fechado Falso ou abafado, surdina fechada Exemplo 30 Aguarde os próximos tópicos que serão abordados em edições futuras. Esta matéria é complicada e difícil, tanto para os alunos com pouca experiência, quanto para os instrutores. No entanto, a chave para o sucesso com a banda ou fanfarra é muito trabalho, ensaio e experi-mentação, por isso, o instrutor/maestro poderá mudar ou acrescentar marcações de articulações no seu reper-tório, adaptando-as para o seu grupo. O importante é ter uma direção da articulação que será usada para todos. Uma banda afinada e com fraseado e articulações bem resolvidos, já está um passo à frente. Wah / Aberto Nota cheia, não abafada. Surdina aberta Short Gliss Up / Gliss Asc. Curto Deslize para a nota ascendentemente; nenhuma nota individual é escutada Long Gliss Up / Gliss Asc. Longo Mais longo do que o de cima Short Gliss Down / Gliss Desc. Curto O contrário do short gliss up Long Gliss Down / Gliss Desc. Longo O contrário do long gliss up Short Lift / Elevação Curta Entre na nota via escala cromática ou diatônica começando +/- terça abaixo Long Lift / Elevação Longa Como o exemplo acima, porém com a entrada mais longa Short Spill / Queda Curta Queda rápida diatônica ou cromática; o contrário do short lift Long Spill / Queda Longa Como o exemplo acima, porém com a queda mais longa The Plop / Esquema Rápido deslizamento descendente antes de soar a nota Indefinite Sound / Nota Fantasma Nota indefinida ou nota engolida Exemplo 28 Notas fantasmas (ghost notes) são aquelas dedilha-das, mas que não soam realmente com a mesma força, peso e ataque, ou importância de uma nota regular. O exemplo 29 mostra o uso das notas fantasmas. Exemplo 29 É responsabilidade do líder, primeiro sax alto, decidir onde as notas fantasmas são apropriadas. Mesmo que não sejam indicadas, elas são muito usadas em andamentos rápidos e complexos. Normalmente em colcheias e semicolcheias, para facilitar um fraseado suave e equilibrado. O exemplo 30 ilustra a notação apropriada para trompetes e trombo-nes nas notas abertas e fechadas. Com surdina plunger mute, o sinal (+) indica fechado e o sinal (0) indica aberto.
  13. 13. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ D I C A T É C N I C A 6 1 Trombones de vara tenor e baixo: Empunhadura, postura e função dos rotores Otrombone de vara, assim como os demais instrumen-tos, requer uma adaptação físico-motora do músico, afim de que seja executado com naturalida-de e obedeça as exigências técnicas particulares de cada um. Portanto, antes mesmo de pensar na execu-ção musical, é necessário ter consciência de que estará exercendo uma atividade física da qual resultará uma expressão musical. Assim sendo, faz-se necessário bus-car condições físicas satisfatórias, para que se tenha uma boa produtividade nos estudos e na atividade elegida: a artística musical. A família dos trombones de vara é constituída por vá-rios modelos, sendo os mais usuais os trombones tenores e baixos. Outros modelos são o soprano, o alto e o contra-baixo. Dos três tenores, os modelos básicos são: tenor Sib (sem rotor) calibre médio com ∅ 12,70 mm e campana com ∅ 203mm, e o tenor Sib calibre largo com ∅ 13,90mm e campana com ∅ 216mm. Este modelo tem acoplado ao corpo da campana um conjunto de voltas tubulares que possibilita, ao acionar o gatilho, utilizá-lo em Fá, recurso responsável pela aproximação, por exemplo, das posições 6 e 7 para 1 e 2, bem como aumentar a extensão origi-nal do instrumento em uma quadra abaixo. O conjun-to, quando acoplado ao instrumento original, torna-o um pouco mais pesado. O trombone baixo (com 2 rotores) Sib/Fá/Solb/Ré ou Sib/Fá/Ré/Si (com pompa adicional em Ré) calibre ∅ 14,30mm e campana com ∅ 241mm ou ∅ 267mm, tem um peso ainda maior do que o tenor com 1 rotor, pois possui 2 rotores corresponden-tes a 2 conjuntos de vol-tas tubulares, que alte-ram sua extensão em quase 1 oitava. Para a boa utilização e proveito de todos es-tes sistemas, dois pon-tos são extremamente importantes: Renato Farias* . As diferentes empunhaduras, dependendo do modelo : . A postura correta de corpo e mãos, como na foto ao lado. 1. para os trombones tenores Sib (sem rotor) e Sib/Fá (com 1 rotor) 2. para os trombones baixos com a pompa normal (Solb) acionando os 2 rotores simul-taneamente 3. para os trombones baixos com pompa adicional em Ré acionando o 2º rotor inde-pendente 1 2 3 A variação da empunhadura nos trombones baixos, quando da utilização do 2ª pompa (adicional em Ré), é devido à necessidade de se ter o independente aciona-mento do 2° rotor ou o registro em Ré com o dedo anular, sendo que com o trombone com a 2ª pompa normal (em Solb), para se ter o registro em Ré, terá que estar aciona-do os dois rotores simultaneamente, permitindo maior fir-meza e equilíbrio na sustentação do instrumento. Obser-ve como o dedo indicador da mão esquerda funciona como escoramento, impossibilitando o desequilíbrio e o tomba-mento ao transpor para o lado esquerdo. Com estas vari-ações de empunhadura, o instrumento também poderá estar mais apoiado na palma da mão esquerda, permitin-do melhor acionamento dos rotores de forma indepen-dente ou simultânea. Deve-se levar em conta a necessi-dade de alongamento prévio e pós dos braços, pulsos e dedos, no caso do instrumentista passar longo tempo de sua atividade com o instrumento empunhado.
  14. 14. Nos trombones de vara, tenores e baixos com roto-res, é possível a utilização destes recursos através de estudos específicos de acionamento dos mesmos, utili-zando certas passagens ou combinações de intervalos primeiramente na mesma posição e, posteriormente, com-binando com outras posições. Algumas passagens, na região da extensão original do trombone em Sib (sem a utilização do rotor), devem ser estudadas e preparadas em suas posições e combinações normais para que a digitação não se acomode à utilização contínua do rotor. Isto, para evitar que a execução fique comprometida, caso ocorra por algum impedimento ou incidente, a ne-cessidade de tocar em um instrumento sem rotor. O trom-bone, quando utilizado com os rotores, passa a ter me-nos posições. Acionado o registro em Fá (rotor 1 tenor e baixo), dispõe somente de 6 posições. O trombone baixo com os dois rotores acionados dispõe de 5 posições. O trombone baixo, quando utilizado o 2º rotor indepen-dente com a pompa em Sol terá 6 posições. Já com a pompa adicional em Ré acionando somente o 2º rotor, obterá 5 posições. A prática de exercícios sistemáticos utilizando as várias combinações do rotor com notas exe-cutadas sem o mesmo, dará mais liberdade na utilização do sistema, proporcionando melhor qualidade musical em frases rápidas ou com intervalos mais distantes, principal-mente na região média para a grave. O rotor também pode ser utilizado em trinados ou trilos em algumas regi-ões do instrumento. Alguns métodos Importantes para estudos sistemáti-cos e utilização do rotor: G. Gagliardi – Coletânea de Estudos Diários para Trombone Joannes Rochut – Melodious Études for Trombone Jacques Toulon – Dix Études pour le Trombone Basse Fa et Ré A. Slama – Estudo de Escalas * Renato Farias é trombonista, professor e artista Weril. Contatos: (11) 9612-1296 ou e-mail: fariasrenato@yahoo.com.br Posições básicas do trombone * Pode ser utilizado com a pompa em Ré, acionando somente o 2° rotor.
  15. 15. Maratonistas CD passo a passo* musicais T OD0S OS T O NS r e v i s t a 1 5 Delícias e agruras de quem sobrevive de música em nosso país O músico e militar Aristóteles: vida corrida Muita gente acha que vida de mú-sico é moleza. Tem um dia-a-dia sem rotinas, acorda tarde, não tem que bater ponto e, muito menos, passar grande parte de sua vida dentro de um escritório, cum-prindo horários. Além disso, se di-verte. Mas a “tal liberdade” também cobra seu preço. No Brasil, o instru-mentista muitas vezes precisa se des-dobrar entre vários empregos e “bi-cos” para poder garantir o pagamen-to de suas contas no fim do mês. “Vou pegando tudo o que aparece: trabalhos em estúdios, aulas particu-lares e casamentos”, afirma Marcus Vinicius Manfredi, o Zão, trompetis-ta “pau pra toda obra”, que toca na banda Funkacid, de São Paulo. A carga horária de um músico, muitas vezes, pode ser comparada à de uma maratona. Zão que o diga: “Em um final de semana, já cheguei a tocar em casamentos às 17,18 e 19 horas, depois sai correndo para a fazer a entrada de uma noiva na Hebraica (clube paulistano), e voei para um show, pois também toco em algumas bandas que se apresentam na noite”, revela. Aliás, casamen-tos são um grande negócio para os trompetistas, que têm nesse nicho uma excelente oportunidade de ren-da. “Para nós é ótimo, pois é sem-pre um dinheiro que entra, mas me espanto como essa gente gosta de casar!”, comenta. Histórias de corre-corre também são contadas pelo saxofonista Sa-muel Pompeu, que certa vez se apresentou com a orquestra da Osesp, em São Paulo, das 17 às 18 horas e, no mesmo dia, às 22 horas, fez um show com o grupo Fat Fami-ly, em Juiz de Fora (MG). “O táxi já estava na porta do aeroporto me es-perando. Se tivesse chegado alguns minutos depois, iria perder a apre-sentação”, diz Samuel, que, mesmo tendo no currículo apresentações com bandas de artistas como Gilber-to Gil, Maria Bethânia, Skank, Mo-raes Moreira e muitos outros, ainda tem que participar do cotidiano “olímpico” do músico brasileiro. E a vida pessoal, como fica? Sa-muel revela que sua mulher também está acostumada à rotina de shows. “Ela é backing vocal do cantor ro-mântico Vavá. Como trabalha no show business, ela entende a situa-ção. Mas, mesmo assim, a gente acaba não se vendo por um bom tempo e, às vezes, isso é complica-do”, lamenta. Para evitar essa dis-tância, o trombonista Aristóteles San-tos, o Totty, leva a esposa em algu-mas apresentações, já que seu rit-mo é intenso - além de músico, é militar. Além dos ensaios e compro-missos da corporação, ele toca na noite em duas bandas, grava com alguns grupos de pagode e, até pou-co tempo, atuava como músico subs-tituto no musical Les Misérables. Beatriz Weingrill
  16. 16. 16 08/2002 Ficando em forma. Musicalmente Steven Trinkle, mestre em música e performance pelo Ithaca College, é professor de trompete da Shenan-doah Conservatory e Shenandoah University. O músico, que nasceu em Silver Lake, Kansas, EUA, também atua como regente e tem diversas aparições em renomadas orquestras do país e do Exterior, como as Sinfônicas de Houston e Maracaibo, na Venezuela. Atualmente, Trinkle é o diretor artístico do Trinkle Brass Works e membro honorário da ATB (Associação dos Trompetistas do Brasil), por seus esforços no desenvolvimento dos trompetistas no Brasil. Em recente visita à fábrica da Weril, o músico norte-americano concedeu esta entrevista: RW: O sr. vê diferença entre os mú-sicos de sua geração e os atuais estudantes? Quais? ST: Meus alunos estão tocando mú-sicas que eu não tocava quando es-tava nesse mesmo estágio. Eles to-cam melhor, são melhores nas téc-nicas, e isso acontece porque o con-tato com as diferentes técnicas dis-poníveis é mais fácil hoje em dia. Com isso, a possibilidade de cresci-mento musical é imensa, pois se aprende a tocar músicas de diversas culturas, e esse intercâmbio é ma-ravilhoso. Em contrapartida, eles têm bem menos experiência de palco. RW: O que o sr. aconselha a seus alunos para que se mantenham “musicalmente em forma”? ST: Para se manter sempre em sua melhor forma, o estudante deve se-guir uma rotina de prática diária de duas a três horas, que deve incluir ENTREVISTA Beatriz Weingrill exercícios de flexibilidade, interva-los, oitavas, escalas (estudo de afi-nação), arpejos, tocar sons em pia-no, notas longas, golpes de língua (1 múltiplo, 2 simples), ornamenta-ção, trinados labiais (trompetes em Sib, Dó e Ré), leitura à primeira vis-ta, treinamento de digitação, sons pedais, estudos de transposição e passagens orquestrais. Os treina-mentos também podem ser combi-nados, por exemplo: golpes de lín-gua com passagens orquestrais, di-gitação com flexibilidade. RW: Quais métodos e estudos con-sidera essenciais para o estudante iniciante? ST: Uma boa bibliografia consiste em Escalas Maiores e Menores e Arpegi-os Maiores e Menores, ambos do Ar-ban, Estudos, de Hering e Kopprasch, Flexibilidade, de Schlossberg e Solos, de Haydn, Hummel, Ropartz e Balay. Revista Weril: Quais atitudes o sr. considera importantes para quem quer obter um amadurecimento musical adequado? Steven Trinkle: Em primeiro lugar, é preciso não ser arrogante. O músi-co tem de ter humildade, tem que entender que ele é parte do todo. Muitos pensam que são melhores do que o colega ao lado e acabam com-prometendo o resultado do todo. Também é preciso estar em cons-tante atualização. A arte da música muda. O que aprendi há dez anos continua sendo importante, mas é diferente do que ensino hoje. RW: Na sua opinião, qual a situa-ção mais motivadora para um músico? ST: Para mim, tocar uma peça total-mente inédita, que nunca tenha ouvi-do, antes é um desafio genial. Uma situação realmente muito motivadora. Para Trinkle, o músico deve incorporar uma rotina diária de duas a três horas de estudos práticos

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