Romantismo

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Romantismo

  1. 1. Roman&smo   «Quem  diz  roman&smo  diz  arte  moderna,   isto  é  in&midade,  espiritualidade,  cor,   ânsia  de  infinito,  expressos  por  todos  os   meios  próprios  da  arte.»  Baudelaire,  1846   Alemanha  -­‐  Casper  David  Friedrich  
  2. 2. Pintura •    Neste período (séc. XIX) o artista faz obras por iniciativa própria. •  Começa a época das exposições e da crítica de arte jornalística. •  Os temas tradicionais da pintura (deuses e ninfas, alegorias de conceitos abstratos, cenas bíblicas, episódios da história antiga) são substituídos pelo mundo íntimo do artista, por aquilo que o emociona no presente e no passado histórico, no mito e na natureza que o rodeia, no real e no imaginário, no sonho, no devaneio fantástico. Alemanha  -­‐  Casper  David  Friedrich  
  3. 3. O  Roman&smo  na  Europa   §  O  Roman&smo  teve  origem  em  Inglaterra  (e  na  Escócia),  porque   este  país  foi  pouco  permeável  ao  Classicismo,  ligado  fortemente   às  suas  tradições.  Destacam-­‐se  as  figuras  literárias  de  Walter   ScoW,  Lord  Byron,  Mary  Shelley,  entre  outros;       §  Na  Alemanha,  lutando  contra  a  hegemonia  napoleónica  e   colando  a  França  ao  Classicismo,  a  acentuação  do  individualismo   favoreceu  o  clima  român&co  (Sturm  und  Drang).  Ocupam  um   papel  de  relevo  figuras  como  Goethe,  Hegel,  Schlegel,  entre   outros;   Espanha  -­‐  Goya  
  4. 4. §  Na  França,  o  Roman&smo  foi  preparado  pelos  filósofos  da  enciclopédia,  e   sobretudo  por  Rosseau,  criador  do  mito  da  bondade  natural  do  ser  humano  e  de   uma  literatura  confessional.     §  Assim,  quer  a  ascensão  da  burguesia  na  Inglaterra,  quer  o  nacionalismo   alemão,  quer  a  Revolução  francesa,  são  as  causas  polí&cas  do  movimento   literário  de  reação  contra  o  classicismo,  contra  o  iluminismo  racionalista,  em   defesa  da  liberdade  do  sen:mento  na  arte.       §  Assiste-­‐se  a  uma  explosão  de  valores  propulsores  do  progresso  cienbfico  e  técnico.   França  -­‐  Delacroix  
  5. 5. Roman&smo  em  Portugal   •  Contextualização  histórica   –  Ins&tuição  da  Monarquia  Cons&tucional  (1822)   –  Guerra  civil  e  consequente  ruína  económica   (1828-­‐1834)   –  Ascensão  polí&ca  e  cultural  da  burguesia  –   Convenção  de  Évora-­‐Monte  e  restabelecimento   da  paz  (Maio  1834)   –  Renovação  do  panorama  cultural  português  com  a   introdução  do  Roman&smo.   Portugal  -­‐  Francisco  Metrass  –  Camões  na  gruta  em  Macau  
  6. 6. §  Em todo o século XVIII, dá-se o aburguesamento da poesia: §  dirige-se a um público mais lato - tem de criar condições de adaptação a esse público de cultura inferior, sem preparação literária; §  O Romantismo português está diretamente ligado às guerras liberais: §  os escritores românticos, sobretudo Garrett e Herculano, foram soldados liberais. §  exilaram-­‐se  voluntariamente  em  Inglaterra  e  França,  durante  a  época  das  lutas  liberais;   §  tomaram  contacto  com  as  novas  ideias  e,  aquando  do  seu  regresso,  introduziram  em   Portugal  esse  movimento  novo  que  alastrava  por  toda  a  Europa. §  as suas obras refletem a ânsia de liberdade, a recusa total da tirania e a condenação da corrupção dos liberais que se tornam materialistas; §  Início do Romantismo - 1825 - publicação do poema Camões de Garrett. §  §  Início do Romantismo – 1836 - publicação de A voz do profeta de Alexandre Herculano. §  •  Esta obra não teve sequência imediata; Datação mais correta. Almeida  GarreW  centra-­‐se  nos  dramas  român&cos  de  origem  nacional  e  na  recolha  de  literatura   popular.   •  Alexandre  Herculano  desenvolve  o  romance  histórico  e  a  ideia  de  Pátria,  e  faz  a  valorização  da  Idade   Média  e  a  glorificação  do  povo  e  da  burguesia.    
  7. 7. Caracterís&cas  do  Roman&smo:   •  Individualismo  –  contra  a  sujeição  às  regras  dos  neoclássicos,   contra   a   imitação   dos   modelos,   os   român&cos   defendem   a   independência,   a   afirmação   do   indivíduo   em   si   mesmo,   o   “eu”  é  o  valor  máximo;     •  Ânsia  de  liberdade/  infinito  –  o  escritor  deseja  quebrar  todas   as   cadeias   que   o   limitem,   quer   sejam   polí&cas,   morais   ou   sen&mentais.   Comporta-­‐se   como   um   rebelde,   al&vo   e   desdenhoso,  desafia  a  sociedade  e  o  próprio  Deus;     •  Sacralização   do   amor   –   sen&mento   absolu&zado   e   exagerado,   que   deixa   o   amante   em   permanente   insa&sfação   e   contradição,  porque  nada  no  mundo  pode  preencher  os  seus   desejos   incontroláveis.   A   mulher   ou   é   um   ser   angelical   bom,   ou  um  ser  angelical  mau,  mas  sempre  idealizada;   Alemanha  -­‐  Casper  David  Friedrich  
  8. 8. •  “mal   du   siècle”   –   a   impossibilidade   de   realizar   o   absoluto   a   que   se   aspira   manifesta-­‐se   numa   frustração,   cansaço,   melancolia,   pessimismo,   angús&a   de   viver,   busca   de   solidão   e   desejo  de  morte;     •  Presença   constante   do   sonho   e   da   evasão,   resultantes   da   insa&sfação  do  presente;     •  “Locus   horrendus”   –   natureza   em   tumulto,   repleta   de   imagens  sombrias  e  noturnas,  capazes  de  provocar  sensações   violentas.   O   escritor   projeta   sobre   todas   as   coisas   os   seus   estados   emo>vos,   os   seus   sonhos   e   devaneios.   A   sombra,   a   noite,   a   lua,   o   cemitério,   o   mar,   a   tempestade,   o   pôr-­‐do-­‐sol,   o   abismo  cons>tuem  o  cenário  querido  dos  român>cos.   Inglaterra  -­‐  Georg  Stubbs  e  Turner  
  9. 9. •  A  procura  de  lugares  exó&cos,  como  palco  de  recreio  da  sua   fantasia   e   o   interesse   pela   Idade   Média,   porque   fora   uma   época   de   afirmação   das   nacionalidades   e   detentora   de   uma   fonte   inesgotável   de   lendas,   poesia,   canções   de   gesta,   fei&çaria,  tradições,  folclore,  etc.;     •  Exaltação  de  tudo  o  que  é  popular  e  nacional  –  o  folclore,  os   costumes,  as  figuras  nacionais,  a  história  da  pátria;     •  Sen&mento   religioso   –   panteísta   –   afirmam   sen&r   Deus   na   natureza;   a   sua   sensibilidade   leva-­‐os   a   amar   o   Cris&anismo,   em  detrimento  de  uma  mitologia  cruel  e  distante.   Portugal  -­‐  Francisco  Metrass  –  Inês  pressen&ndo  os  assassinos  
  10. 10. •  Sen&mentalismo  -­‐  domínio  do  coração  sobre  a  razão.     •  o  subjec&vismo  dos  filósofos  alemães  Kant,  Fichte,  Schelling  e   Schlegel  conduz  a  um  novo  antropocentrismo:   –  o  subjec&vismo  do  “eu”  pensante  -­‐    eu  sempre   subjacente;     •  sen&do  da  liberdade  na  Arte:   –  individualismo  –«escuta-­‐te  a  &  próprio»;   –  o  ar&sta  deixa  de  ser  o  imitador:   •  a  sua  imaginação,  posta  a  trabalhar,  permite-­‐lhe  a   criação  de  uma  sub-­‐realidade  e  a  transmissão  do  seu   sen&r  e  pensar.     Suíça  -­‐  John  Henri  Fuseli  

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