Quadro síntese da Lírica Trovadoresca

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Quadro síntese da Lírica Trovadoresca - Cantigas de Amigo, de Amor e de Escárnio e Maldizer

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Quadro síntese da Lírica Trovadoresca

  1. 1. Colégio do Amor de Deus – Cascais Ano Letivo 2015/ 2016 Quadro Síntese da Lírica Trovadoresca Cantigas de Amigo Cantigas de Amor Cantigas de Escárnio e Maldizer Influência Galaico-Portuguesa Provençal Galaico-Portuguesa e Provençal Sujeito de Enunciação Donzela Trovador 1ª e 3ª pessoa (identificada ou não) Objecto de Enunciação Amigo «Senhor» Pessoa não identificada/pessoa identificada Confidentes/Outros intervenientes «madre», natureza, amigas --- --- A natureza Confidentes, reflexo dos sentimentos da donzela; --- --- Caracterização do sujeito Auto-caracterização (louçã, velida, loada, leda, fremosa, bem parecer, apaixonada, solteira, saudosa, preocupada, triste, nervosa, ansiosa, infeliz, desgostosa...) Auto-caracterização (cativo, coitado, aflito, servidor, enlouquecido, sofredor, etc.). Não caracterizado ou auto—caracterizado (excomungado, triste, superior na classe social, ou através do objecto (louco trovador, mentiroso, maçador,... Caracterização do objecto Caracterizado diretamente pelo sujeito como mentiroso, traidor, fremoso, etc. ou indiretamente através da caracterização do sujeito. A mulher ideal (fremosura, beldade, bondade, lealdade, comprida de bem, bom sem, mui comunal, falar bem, prez, loor, grã valor, a melhor). Caracterização direta (traidor, pecador, escandaloso, louco, maçador, mentiroso, de má reputação, desleal, fingido). Conceito de Amor Amor possível, concretizável, verdadeiro, correspondido. Amor impossível, não correspondido, proibido, falso/artificial. Código do amor cortês. Aproxima-se do amor platónico. Inacessível pela diferença de classes. -------------
  2. 2. Relacionamento suj./obj. Plano de igualdade: sentimento amoroso espontâneo. Vassalagem amorosa do sujeito. Respeita as regras do amor cortês: sofrer quando ela quiser; guardar mesura; respeitar o seu prez; ter autodomínio; prestar vassalagem. Relacionamento crítico visando a denúncia dos defeitos e a moralização dos costumes. Tema O sentimento amoroso. O sentimento amoroso. A sátira (pessoal; social: moral e religiosa; política). Variedade do sentimento amoroso A tristeza da ausência do amigo; alegria de amar e ser amada; a saudade do passado; o ciúme; a vingança, etc. A coita de amor, o amor infeliz. Contexto/ Ambiente Natural, campestre, rural, bucólico. Cortês, palaciano. A vida social da época. Espaço social Povo, baixa burguesia. Nobreza, corte. Toda a sociedade. Cenário A natureza amiga e confidente. O campo (a fonte, o rio, a montanha, a ermida, o baile, a alvorada). O mar. A casa. A natureza convencionalizada. A descrição das flores de maio, da brisa da primavera e do cantar do rouxinol. A corte – o ambiente cortesão. A vida social da época. Valor documental A sociedade rural – séculos XII – XIV. A sociedade cortesã – séculos XII – XIV. Toda a sociedade – séculos XII – XIV. Aspetos formais Cantiga de refrão. Cantiga paralelística. Paralelismo perfeito. Cantiga de mestria (rara). Cantiga com finda (rara). Cantiga de mestria. Cantiga de refrão. Cantiga com dobre, mozdobre, finda, atafinda. Cantiga de descordo. Lais. A mesma das cantigas de amor. Linguagem Galaico-Português; arcaico; simples e mais acessível. Influência de termos provençais. Vocabulário e estrutura sintáctica mais rebuscada. Características quer da linguagem das cantigas de amigo, quer das de amor.

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