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Ondas do mar de Vigo

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Análise da cantiga "Ondas do mar de Vigo" de Martim Codax

Publicada em: Educação
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Ondas do mar de Vigo

  1. 1. Ondas do mar de Vigo1, se vistes2 meu amigo? e ai Deus, se verrá3 cedo? Ondas do mar levado4, 5 se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? e ai Deus, se verrá cedo? 10 Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado? e ai Deus, se verrá cedo? MarBm Codax 1 Na época medieval, apenas uma pequena povoação nas Rias Baixas galegas; ria ou baía. 2 Dizei-me se… 3 Virá 4 Bravo, encapelado
  2. 2. Ondas do mar de Vigo1, se vistes2 meu amigo? e ai Deus, se verrá3 cedo? Ondas do mar levado4, se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado? e ai Deus, se verrá cedo? MarBm Codax CanBga de amigo – o sujeito lírico é uma mulher/donzela que se dirige ao seu “amigo”/amado. Sujeito lírico: •  Ansioso, agitado e preocupado. Devido à incerteza da chegada e à demora do seu amigo. O sujeito poéBco encontra-se sozinho a observar o mar que parece estar cada vez mais agitado, espelhando o seu estado de espírito e as suas emoções – a donzela encontra-se angusBada e desesperada pela ausência do amigo. O mar surge aqui como confidente em subsBtuição da mãe ou da amiga embora represente, simultaneamente, um obstáculo que se interpõe entre os dois amados. O mar apresenta-se com ondas, revolto e bravo, consBtuindo assim um obstáculo acrescido, fazendo com que a donzela se sinta cada vez mais ansiosa. VocaBvo, apóstrofe e personificação
  3. 3. Ondas do mar de Vigo1, se vistes2 meu amigo? e ai Deus, se verrá3 cedo? Ondas do mar levado4, se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado? e ai Deus, se verrá cedo? MarBm Codax Duas primeiras estrofes – interpelação feita pelo sujeito poéBco às “ondas do mar de Vigo” a fim de obter informações acerca do seu “amigo”. Duas úlBmas estrofes – demonstração do estado de espírito do eu lírico: preocupação e desespero pela ausência do seu “amigo”. A segunda cobla repete o conteúdo da primeira exisBndo apenas pequenas variações linguísBcas. A segunda cobla repete o conteúdo da primeira exisBndo apenas pequenas variações linguísBcas. As alterações linguísBcas introduzidas em cada par de estrofes reduzem-se à troca de palavras/expressões com significado semelhante.
  4. 4. Ondas do mar de Vigo1, se vistes2 meu amigo? e ai Deus, se verrá3 cedo? Ondas do mar levado4, se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado? e ai Deus, se verrá cedo? MarBm Codax Refrão – verso que se repete no final de cada estrofe. Recurso uBlizado que comprova o caráter oral das canBgas (fácil memorização). -  Realça o estado de ansiedade e angúsBa que o sujeito poéBco experiencia em virtude da demora do seu amado. -  Realça a religiosidade existente na época. Paralelismo perfeito – repeBção de versos: - 2ºverso da 1ªestrofe é igual ao 1ºverso da 3ªestrofe; o 2ºverso da 2ªestrofe é igual ao 1ºverso da 4ªestrofe.
  5. 5. “Trata-se, nas canBgas de amigo, […] de uma espécie de ‘travesB’ poéBco – pela primeira vez na nossa literatura fica clara a não confusão entre o autor e sujeito poéBco (o Eu da enunciação, Eu poéBco ou Eu que nos fala) […]” Amélia Pinto Pais, in História da Literatura em Portugal – Uma perspeBva didáBca Produção de um texto informaBvo Num parágrafo com um máximo de setenta palavras, fundamenta as asserções de Amélia Pinto Pais, aplicando-as à canBga que analisaste anteriormente. Tópicos – Plano de pré-escrita •  “travesB poéBco” – autor masculino que assume o papel de enunciador lírico feminino: •  clara diferença entre o poeta e o sujeito poéBco; •  o autor – MarBm Codax – dá voz a uma donzela apaixonada e saudosa na sua canBga de amigo;
  6. 6. Textualização As canBgas de amigo estabelecem, desde o início da literatura portuguesa, a clara disBnção entre poeta e sujeito da enunciação. O “travesB poéBco” existente neste género da lírica trovadoresca é comprovado pelo facto de um autor masculino assumir o papel de enunciador lírico feminino. Desta forma, em “Ondas do mar de Vigo”, o autor MarBm Codax dá voz a uma donzela apaixonada e saudosa do seu “amado”. 67 palavras Frase introdutória Frase conclusiva Desenvolvimento – explicação do tópico pedido

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