Obras Projeto de Leitura - sínteses

4.558 visualizações

Publicada em

Pequenas sínteses de algumas obras propostas no Projeto de Leitura de 10ºano.

Publicada em: Educação
1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.558
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
327
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
28
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Obras Projeto de Leitura - sínteses

  1. 1. Colégio do Amor de Deus – Cascais Ano Letivo 2015/ 2016 Obras propostas para o Projeto de Leitura 10ºano – Resumos AA.VV. - Antologia do Cancioneiro Geral (poemas escolhidos) • Experiência amorosa e reflexão sobre o amor • Coita de amor A primeira edição desta obra, uma vasta compilação poética em português e castelhano, data de 1516. Publicado com o intuito de salvar do esquecimento muitas das composições nele recolhidas e para evidenciar as primeiras individualidades poéticas da nossa literatura, o Cancioneiro Geral deu início à tradição lírica portuguesa. Das 880 composições incluídas na edição original, a presente antologia reúne 110 agrupadas em três géneros principais: poesia de amor, poesia satírica e poesia de inspiração moral e religiosa. Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, Gil Vicente, D. João de Meneses e o próprio Garcia de Resende são alguns dos autores mais significativos. http://www.wook.pt/ficha/antologia-do-cancioneiro-geral Alves, Adalberto - O Meu Coração é Árabe (poemas escolhidos) • Experiência amorosa e reflexão sobre o amor • Relação com a amada e relação com a natureza O Meu Coração é Árabe revelou ao grande público português a sua herança poética árabe. São trezentas páginas preenchidas maioritariamente pela lírica de quarenta e sete poetas árabes que nasceram no espaço sul do Portugal hodierno. É uma poética refinada e densa, que fala do amor, da injustiça da morte, do quotidiano. Rica na sua expansividade, densa na emoção, esta poesia é também um alicerce, juntamente com a dos cancioneiros, do sentir poético português. Deve-se a Adalberto Alves este livro de paixão. http://www.almedina.net/catalog Eco, Umberto - O Nome da Rosa • Contexto medieval • Reflexão sobre o conhecimento Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville. Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal. Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca. http://www.wook.pt/ficha/o-nome-da-rosa
  2. 2. Moraes, Vinicius de - Antologia Poética (poemas escolhidos) • Experiência amorosa e reflexão sobre o amor • Mudança O “poetinha”, como Vinicius ficou conhecido, divide a antologia em três partes, que seriam as fases de sua obra. A primeira parte é mística e religiosa, a segunda, uma fase de transição, e a terceira parte do livro, de tendência esquerdista, com temas como a valoração do trabalho humano e os preconceitos de classe e de meio. Esta terceira parte da “Antologia” seria a segunda fase da obra de Vinicius de Moraes, aquela que ele vê como definitiva. http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/antologia+poetica+as+tres+fases+de+vinicius+de+moraes Scott, Walter – Ivanhoe • Representação da mulher • Representação do contexto sociopolítico Um clássico da literatura mundial, a obra prima de Sir Walter Scott. Ivanhoé é um livro do qual todos já ouviram falar. A saga do cavaleiro negro, os Templários e as Cruzadas. Uma história de amor, guerra e honra. http://www.fnac.pt/Ivanhoe-SCOTT-SIR-WALTER/a636615 A ação decorre na Inglaterra do século XII, numa altura em que se digladiam o mítico herdeiro do trono, Ricardo Coração de Leão e seu irmão, João Sem Terra (o Príncipe John da lenda de Robin dos Bosques), que usurpou o trono a Ricardo enquanto este combateu nas cruzadas. Regressado secretamente à Inglaterra, Ricardo conta com o apoio do povo e de um grupo de bravos cavaleiros, entre os quais Ivanhoe, para recuperar o trono. http://aminhaestante.blogspot.pt Pérez-Reverte, Arturo - A Tábua de Flandres • Desconcerto • Reflexão sobre a vida No final do século XV, um velho mestre flamengo introduz num dos seus quadros um enigma que pode mudar a história da Europa. No quadro, o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro estão embrenhados numa partida de xadrez enquanto são observados por uma misteriosa dama vestida de negro. Todavia, à época em que o quadro foi pintado, um dos jogadores já havia sido assassinado. Cinco séculos depois, uma restauradora de arte encontra a inscrição oculta: uis necavit equitem? (Quem matou o cavaleiro?) Auxiliada por um antiquário e um excêntrico jogador de xadrez, a jovem decide resolver o enigma. A investigação assumirá contornos muito singulares: o seu êxito ou fracasso será determinado, jogada a jogada, através de uma partida de xadrez constantemente ameaçada por uma sucessão diabólica de armadilhas e equívocos. Livro fundamental para os amantes do mistério, A Tábua de Flandres foi a obra que tornou Arturo Pérez-Reverte o escritor espanhol contemporâneo mais lido em todo o mundo. http://www.wook.pt/ficha/a-tabua-de-flandres Shakespeare, William - A Tempestade Algumas razões têm sido apontadas para o sucesso de "A Tempestade": a indeterminação do local da ação que, podendo remeter para tantos lugares (do Novo e do Velho Mundo), assegura a universalidade da peça; o facto de os temas desenvolvidos apontarem para tensões universais e atemporais; as encenações espetaculares que o texto proporciona e que maravilham o público – o naufrágio,
  3. 3. • Ambição de poder e de riqueza a monstruosidade física de Calibã, os espíritos preparando o banquete que será levado pelos ares por Áriel-harpia, e ainda a cena da mascarada, representada pelas deusas em toda a sua magnificência. A acrescer – ou talvez a sobrepor-se – a estes argumentos, está a excelência do texto, reconhecida por autores de todas as épocas. http://www.wook.pt/ficha/a-tempestade Zimler, Richard - O Último Cabalista de Lisboa • Dimensão religiosa Em abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de dois mil cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos- novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade. Berequias, sobrinho e discípulo de Abraão Zarco - iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa -, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos na cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um valioso manuscrito iluminado também desapareceu do seu esconderijo. Estarão os dois incidentes relacionados? Terá sido um cristão ou um judeu, como os indícios fazem crer, a assassinar o tio? Quem será a rapariga morta? Publicado originalmente em Portugal, O Último Cabalista de Lisboa é um extraordinário romance histórico, que catapultou o seu autor para um sucesso internacional, tendo sido publicado em toda a Europa, nos Estados Unidos e Brasil, onde depressa se tornou um bestseller. http://www.wook.pt/ficha/o-ultimo-cabalista-de-lisboa Énard, Mathias - Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes • Representação do quotidiano • Representação do sultão 13 de Maio de 1506: ao desembarcar em Constantinopla a, Miguel Ângelo sabe que enfrenta o poderio e a cólera de Júlio II, papa guerreiro e mau pagador, para quem deixou preparada a edificação de um túmulo em Roma. Mas como não havia de responder ao convite do sultão Bayazid, que, depois de ter recusado os planos de Leonardo da Vinci, lhe propõe a concepção de uma ponte sobre o Corno de Ouro? Assim começa este romance, todo ele feito de alusões históricas, que se serve de um facto concreto para expor os mistérios daquela viagem. Perturbante como o encontro do homem do Renascimento com as belezas do mundo otomano, exato e cinzelado como uma peça de ourivesaria, este retrato do artista em pleno trabalho é também uma fascinante reflexão sobre o ato de criar e sobre o simbolismo de um gesto inacabado para a outra margem da civilização. É que, através da crónica dessas poucas semanas da História, Mathias Énard esboça uma geografia política cujas hesitações ainda hoje, passados cinco séculos, são igualmente sensíveis. http://www.wook.pt/ficha/fala-lhes-de-batalhas-de-reis-e-de-elefantes
  4. 4. Anónimo - Lazarilho de Tormes • A fragilidade da vida humana condicionada pelas circunstâncias […] em 1554, La vida del Lazarillo de Tormes y de sus fortunas y adversidades fez um amável trabalho de escândalo […] Julio Cejador detém-se sobre o que teria sido, sob Filipe II, a sua popularidade: "Foi o livro de todos, dos letrados e dos leigos, do baixo povo e das pessoas da alta sociedade. Aventureiros e caminhantes não se esqueciam de o levar na bolsa, tal como estava na mochila de carregadores e soldados. Era visto na sala dos pajens e dos criados, e não menos na alcova das senhoras, na sala das damas e na secretária dos eruditos." O Lazarilho começava este êxito de best-seller quinhentista pelo estilo, recusando-se aos excessos verbais que os grandes nomes da literatura espanhola então afagavam; apoiava-se numa coloquialidade não conhecida ou pelo menos rara entre os escritores da época. Era, para ouvidos e sentimentos, de um realismo penetrante em linguagem de povo; uma reconhecível visão parodística da vida que então rodeava os seus leitores: visão da Espanha decadente, empobrecida com a emigração para as Américas e com as guerras, a que suscitava esta crítica de amargo humor a uma nova sociedade de burguesia a nascer, com parasitismos e ociosidades, abundância de deserdados e avessa, por descrença, aos méritos do trabalho. http://www.wook.pt/ficha/o-lazarilho-de-tormes Andresen, Sophia de Mello Breyner – Navegações • Carácter épico e heroico • Mitificação e imortalidade dos heróis As Navegações de Sophia de Mello Breyner Andresen não se resumem apenas a este livro, a este conjunto de poemas. Toda a obra da poetisa é uma incessante “navegação” de procura e de descoberta de si e dos outros, numa permanente tentativa de se explicar e de explicar o mistério do mundo que a rodeia. [...] Com efeito, em Navegações, tendo como base o arquétipo da literatura portuguesa de viagens, Sophia recria o percurso horizontal de expansionismo português, acrescentando-lhe sempre uma dimensão vertical simbólica de procura de uma unidade perdida fora de si e dentro de si que conduziria à essência do ser e do universo. As viagens de descoberta são assim transformadas em viagens iniciáticas onde o mito do Oriente se transforma em procura do Graal, com tudo o que essa procura implica de mistério, de espanto e de fusão primordial com o tempo, com o espaço e com os quatro elementos essenciais. http://repositorioaberto.uab.pt/handle/1400.2/378 Carey, Peter - O Japão é um Lugar Estranho • Representação do quotidiano • Relato de viagem Inspirado pela paixão do seu filho pela Banda Desenhada e pelos filmes de animação japoneses, Peter Carey decide organizar uma viagem ao Japão com Charley, de 12 anos. Os dois peregrinos vão explorar personagens e lugares inesperados, num roteiro difícil de adivinhar. Procurando entender os significados mais profundos da "manga" e do "anime", irão também tentar desvendar, muitas vezes com efeitos caricatos, o sentido do "verdadeiro Japão". De Manhattan até Tóquio, do Comodoro Perry até ao Godzilla, do teatro Kabuki até à obsessão pelos robôs, este livro eterniza as memórias de uma viagem pessoal, rica e divertida, onde se explora o contraste entre duas culturas radicalmente diferentes, mas também uma relação comovente entre pai e filho. http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-japao-e-um-lugar-estranho  

×