Como	vivo	coitada,	madre,	por	meu	amigo, 	 		
		 	 	 	ca	m'enviou	mandado	que	se	vai	no	ferido; 		
	 	 								e	por	el	vi...
Como	vivo	coitada,	madre,	por	meu	amigo, 	 		
ca	m'enviou	mandado	que	se	vai	no	ferido; 		
												e	por	el	vivo	coita...
Como	vivo	coitada,	madre,	por	meu	amigo, 	 		
ca	m'enviou	mandado	que	se	vai	no	ferido; 		
												e	por	el	vivo	coita...
Como	vivo	coitada,	madre,	por	meu	amigo, 	 		
ca	m'enviou	mandado	que	se	vai	no	ferido; 		
												e	por	el	vivo	coita...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

"Como eu vivo coitada" de Martim de Ginzo (ou de Grijó)

3.262 visualizações

Publicada em

Análise da cantiga de amigo "Como eu vivo coitada" de Martim de Ginzo (ou de Grijó)

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.262
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
841
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
217
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

"Como eu vivo coitada" de Martim de Ginzo (ou de Grijó)

  1. 1. Como vivo coitada, madre, por meu amigo, ca m'enviou mandado que se vai no ferido; e por el vivo coitada. Como vivo coitada, madre, por meu amado, 5 ca m'enviou mandado que se vai no fossado; e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no ferido, eu a Santa Cecilia de coraçom o digo: e por el vivo coitada. 10 Ca m'enviou mandado que se vai no fossado, eu a Santa Cecilia de coraçom o falo: e por el vivo coitada.
  2. 2. Como vivo coitada, madre, por meu amigo, ca m'enviou mandado que se vai no ferido; e por el vivo coitada. Como vivo coitada, madre, por meu amado, ca m'enviou mandado que se vai no fossado; e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no ferido, eu a Santa Cecilia de coraçom o digo: e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no fossado, eu a Santa Cecilia de coraçom o falo: e por el vivo coitada. Voca@vo e apóstrofe Mãe enquanto confidente da donzela Tom confessional da can@ga Revelador do sofrimento e infelicidade em que vive o eu lírico. Estado de espírito do sujeito poé@co A donzela sente-se infeliz, miserável e desesperada pela ausência do seu amigo e incerteza do seu regresso, já que ele par@u para a guerra (o que representava um des@no muito incerto). O sofrimento patente na donzela é agudizado por todo o ambiente de incerteza que envolve uma ida para a guerra, por esse mo@vo recorre à crença em Santa Cecília.
  3. 3. Como vivo coitada, madre, por meu amigo, ca m'enviou mandado que se vai no ferido; e por el vivo coitada. Como vivo coitada, madre, por meu amado, ca m'enviou mandado que se vai no fossado; e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no ferido, eu a Santa Cecilia de coraçom o digo: e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no fossado, eu a Santa Cecilia de coraçom o falo: e por el vivo coitada. Recursos expressivos mais relevantes Apóstrofe Através da interpelação à mãe, fazendo desta sua confidente, o sujeito poé@co pretende reforçar todo o sofrimento, infelicidade e insegurança demonstrados no tom confessional e sincero que percorre toda a can@ga. Estrutura paralelís@ca O paralelismo presente na can@ga enfa@za o sofrimento do “eu” lírico, na medida em que, sistema@camente, está a referir a dor da ausência do amado e a incerteza do seu regresso. A donzela mostra-se infeliz, magoada e preocupada pelo facto do amigo par@r para a guerra, deixando-a sozinha com a incerteza do seu regresso. Refrão A repe@ção do úl@mo verso, que revela o extremo sofrimento sen@do, reforça a intensidade do estado de espírito da donzela.
  4. 4. Como vivo coitada, madre, por meu amigo, ca m'enviou mandado que se vai no ferido; e por el vivo coitada. Como vivo coitada, madre, por meu amado, ca m'enviou mandado que se vai no fossado; e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no ferido, eu a Santa Cecilia de coraçom o digo: e por el vivo coitada. Ca m'enviou mandado que se vai no fossado, eu a Santa Cecilia de coraçom o falo: e por el vivo coitada. Contexto sociopolí@co e cultural da época medieval Esta can@ga apresenta um forte valor documental no plano sociopolí@co, cultural e religioso da época medieval. Assim, através dela confirmamos tratar-se de um período em que os conflitos e as guerras eram uma constante, o que pode ser atestado nas expressões “que se vai no ferido” e “que se vai no fossado”. As mulheres ficavam sempre arredadas desse ambiente bélico, razão pela qual sofrem, “[vivendo coitadas]”, pela ausência do seu amado e refugiam-se na religiosidade, apelando aos santos pela salvação/pelo regresso do seu amor.Em suma, as can@gas de amigo são um espelho da sociedade de então. Conflitos/guerras Sofrimento das mulheres Religião Textualização

×