Críticas aos Peixes - Capítulo V

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Particularização dos Peixes no Sermão de Santo António aos Peixes - Capítulo V - Críticas

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Críticas aos Peixes - Capítulo V

  1. 1. Capítulo V – Particularização da crítica aos peixes Peixes Descrição/ Características Defeitos/Vícios dos peixes Crítica aos Homens Argumentos Santo António Roncadores (l.3-53) - Pequenos no tamanho; - Roncam; . - Roncam demais; - Vaidosos; - Exibicionistas - Vangloriam-se sem razão; - «o muito roncar antes da ocasião, é sinal de dormir nela» (l.32-33) - Condena os soberbos, arrogantes e exibicionistas que, apesar da sua insignificância, gostam de se fazer notar, sobressair. («Deus não quer Roncadores, e tem particular cuidado de abater, e humilhar aos que muito roncam» l.16-18); - A arrogância associa-se ao saber e ao poder. (l.52-53) - S. Pedro vangloriou-se que se todos fraquejassem, só ele havia de ser constante até morrer; no entanto, ele fraquejou mais que todos e tremeu perante a voz de uma mulherzinha e negou conhecer Cristo (l.22-26); - Antes, já S. Pedro tinha fraquejado, pois adormeceu no Horto das Oliveiras e negou a Cristo no pretório de Pilatos (l.26-32); - David venceu o gigante Golias apenas com uma fisga. (l.38-44) - Era detentor do saber e do poder e não se vangloriava por isso, tornando-se célebre pela sua discrição. Pegadores (l.54-126) - Pequenos; - Pegam-se aos costados dos peixes maiores e jamais desferram. - Juntam-se aos «grandes», aos seus hospedeiros e vivem à mercê destes, aproveitando-se dos seus benefícios; - Não têm a capacidade de sobreviver sozinhos. - Os parasitas, oportunistas e aduladores, aqueles Homens que vivem em voluntária e deliberada dependência daqueles que são detentores de uma maior distinção/posição social. - «Não parte vice-rei ou governador para as conquistas, que não vá rodeado de pegadores (l.67- 69); - Vivem à custa dos grandes, mas quando esses morrem, também eles morrem: «morre o Tubarão, e morrem com ele os pegadores.» (l.78-79) - Morto Herodes, apareceu o Anjo a José no Egito e disse- lhe que já poderia tornar à pátria, porque estavam mortos todos aqueles que queriam tirar a vida a Cristo menino. (l.81-88) - Adão – funciona como o tubarão de que a humanidade é pegadora, e por isso paga pelo seu pecado. (l.121-124) - Santo António, tal como David, pegou- se somente a Deus; - O Senhor fez-se pequeno para se pegar a Sto. António, mas S. António fez- se menor para se pegar mais a Deus.
  2. 2. Capítulo V – Particularização da crítica aos peixes Peixes Descrição/ Características Defeitos/Vícios dos peixes Crítica aos Homens Argumentos Santo António Voadores (l.127-199) - São peixes, com grandes barbatanas, que querem ser aves - Ambicionam ter outra condição que não a sua original; - «Mata-vos a vossa presunção, e o vosso capricho» (l.138) «Ao Voador mata-o a vaidade de voar, e a sua isca é o vento» (l.141-142) - os ambiciosos e presunçosos, aqueles que se deixam levar pela presunção e capricho; - «Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem» (l.161) - Cada um deve contentar-se com o que tem. (l.179) - Simão Mago quis passar- se por filho de Deus e ao precipitar-se para voar, não quis Deus que morresse logo, assim partiu os pés. Simão «pode andar e quer voar; pois quebrem-se-lhe as asas para que não voe, e também os pés, para que não ande.» (l.162-178) - Ícaro: símbolo da ambição humana e do seu castigo. (l.180) - Tinha asas (sabedoria) e não as usou para subir (exibir o seu valor), mas encolheu-as para descer (respeitar Cristo). Polvo (l. 200-223) - «Com aquele seu capelo, parece um monge, com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela, com aquele não ter osso, nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão» (l.202-204) - o maior traidor do mar («vestir, ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado») (l.208) - «escurecendo- se a si, tira a vista a outros» (l.220-221) - Dissimulado, fingido, astuto, enganoso (l.232) - os hipócritas, falsos, traidores dissimulados, fingidos e astutos. - «As cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia, as figuras que em Proteu são fábula, no polvo são verdade e artifício» (l.209-210) - Judas abraçou Cristo, mas não o prendeu – embora seja traidor é menos que o polvo. (l.216-220) - Esteve sempre afastado da traição, sempre houve candura, verdade e sinceridade nos seus atos e palavras. (l.240-242)

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