A Cultura E O Saber Medievais

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tudo o que precisa de saber sobre o ensino, as universidades, a cavalaria, a cultura e a literatura da idade media

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    1. 1. A CULTURA MEDIEVAL Trabalho realizado por: Beatriz Dias Nr. 2, Agrupamento 4 10º ano
    2. 2. Apresentação  A expansão do ensino elementar  A fundação das universidades  A cultura leiga e profana nas cortes régias e senhoriais: → O id a d c va ria e l e a la → A e uc ç o c va ire c d a ã a le s a → O a o c rtê mr o s → A influê iad lite tura nc a ra → Cultod m m riad sa p s a o a e ó o nte a s d s
    3. 3. A Expansão do Ensino Elementar
    4. 4. Os Factores Que Levaram à sua Expansão Nos séculos XII e XIII verifica-se na Europa um grande aumento das instituições de ensino e cultura. Porquê?  De modo a corresponder às novas necessidades da administração e da economia – as cidades precisavam de juristas, notários, escrivães...devidamente formados.  Para corresponder ao aumento do volume das trocas e à formação de grandes companhias comerciais, que obrigam a registos minuciosos.
    5. 5. As Escolas → Até ao século XI, a leitura e a escrita estavam a cargo dos eclesiásticos. → As escolas destinavam-se à formação dos futuros clérigos, embora aceitassem também outros alunos – aulas públicas. → Existiam quatro tipos de escola: → Catedrais ou episcopais – funcionavam junto das sés, sob a tutela dos bispos e dirigidas por um mestre-escola. → Monacais ou conventuais – funcionavam nos mosteiros. → De colegiada – destinadas a alunos pobres. → Paroquiais – sob a direcção dos párocos locais.
    6. 6. As Escolas Urbanas → No século XI organizam-se as primeiras escolas urbanas. → A tutela da Igreja mantém-se, mas o local e os destinatários destas novas escolas – escolas catedrais – são outros:  Localizam-se junto das sés.  Estão no centro da cidade, participando do seu dinamismo e espírito.  Dirigem-se a um público mais vasto, admitindo, além de clérigos, numerosos leigos.  A revitalização das cidades fez decair as escolas monacais, que se inseriam em áreas rurais.
    7. 7. A Fundação das Universidades
    8. 8. A SUA FUNDAÇÃO EXPLICA-SE DEVIDO A UM CONJUNTO DE FACTORES: Crescimento demográfico O aumento das heresias e a Os progressos técnicos e maior afluxo de alunos às necessidade que a Igreja e culturais da época, escolas tradicionais sentiu de aumentar a que tornaram formação intelectual dos necessário diversificar seus clérigos, de modo a e aprofundar as estarem preparados para matérias de ensino. as combaterem.
    9. 9. A Fundação das Universidades  Ao longo do século XII, algumas escolas catedralícias obtiveram fama internacional, pela qualidade dos seus mestres.  Atraíam numerosos estudantes estrangeiros e especializaram-se em áreas como o Direito, a Teologia ou a Medicina.  À medida que a estrutura da escola se foi complicando, mestres e alunos sentiam necessidade de:
    10. 10. Novas Características Duas das escolas catedrais que primeiro se organizaram nestes moldes foram a de Notre-Dame e a de Bolonha. • Uma organização mais rígida • De tipo corporativo • Que definisse claramente as matérias a estudar e a forma de obtenção dos graus académicos • Que defendesse os seus membros de pressões externas A esta organização se chamou universidade (universitas).
    11. 11. Uma Maneira de Reforçar a Fé  Também chamadas de Estudos Gerais, estavam destinadas a quem desejasse uma formação mais completa e aprofundada.  Os papas viam nelas um excelente meio de fortalecer a sua autoridade e de difundir o ensino de acordo com as doutrinas da Igreja, apoiando a sua formação e reservando para si a autorização da sua criação.  Em algumas universidades, o desejo de autonomia lançou professores e estudantes em acesas lutas contra as autoridades laicas e eclesiásticas.  Tinham uma língua comum, o latim.  Mestres e alunos agrupavam-se em nações, consoante o seu local de origem.
    12. 12. O Curso das Artes  Os estudos universitários dividiam-se em faculdades, termo que designa o grupo de professores e alunos de um mesmo ramo do saber.  Todas as faculdades tinham, no entanto, o curso de Artes, considerado a base dos estudos universitários.  Durava 6 anos, iniciava-se entre os 14 e os 16 anos e conferia o grau de licenciado.  Era composto por 7 disciplinas, agrupadas no: Trivium – Gramática, Retórica e Lógica. Quadrivium – Aritmética, Geometria, Astronomia e Música.
    13. 13. As Especializações  Uma vez licenciado em Artes, o estudante podia especializar-se em Medicina, Direito ou Teologia.  Enquanto os cursos de Direito e Medicina obrigavam a mais 6 anos de estudo, o de Teologia chegava a exigir 15.  O ensino baseava-se sobretudo na leitura e comentário, pelo mestre, dos escritos das autoridades no assunto versado.  As universidades conferiam os graus de bacharel, licenciado e doutor.
    14. 14. Os Burgueses  Os burgueses candidatavam-se muito às universidades, pois era uma forma de conseguirem ascender socialmente.  Alguns também pretendiam ser legistas (licenciados em leis), o que faria com que desempenhassem um importante papel na sociedade: - Como conselheiros e embaixadores reais. - Como legisladores de negócios.
    15. 15. A Primeira Universidade Portuguesa  O rei D. Dinis fundou o Estudo Geral de Lisboa em Março de 1290, sendo a primeira universidade portuguesa.  Esta foi confirmada pela bula do papa Nicolau IV, em Agosto do mesmo ano. Entre as primeiras  O Estudo Geral de Lisboa funcionou com as faculdades de universidades figuram Artes, Direito Canónico, Leis e Medicina. as de Paris, Bolonha na Itália, e Oxford na  Em 1308, foi transferida para Coimbra, devido aos Inglaterra. protestos da população lisboeta contra os privilégios dos estudantes.  A Universidade de Coimbra era do tipo bolonhês – corporação de estudantes – pois eram os alunos que elegiam as autoridades escolares. 1348 Coimbra Lisboa Coimbra Lisboa 1354 1377 1537
    16. 16. Cultura Erudita  Conhecimento letrado adquirido por estudo e reflexão dos textos, sobretudo dos autores clássicos (Platão, Aristóteles...), mas também dos Árabes e da Igreja Cristã.  Nas cortes do rei e dos grandes senhores desenvolveu-se sob o espírito cavalheiresco.
    17. 17. Cultura Cortesã  Conjunto de manifestações culturais que se desenvolviam nas cortes senhoriais ou régias. Em Portugal, a cultura laica e profana começou por se afirmar nas cortes senhoriais, onde circulava a poesia trovadoresca. Nos reinados de D. Afonso III e D. Dinis, a corte régia era o principal centro desta cultura, que atingiu um grande desenvolvimento.
    18. 18. Cultura Popular  Conjunto de manifestações culturais desenvolvidas entre as classes populares. Na época em estudo, os seus centros difusores foram as festas e romarias e os seus principais agentes os jograis.
    19. 19. A Cultura Leiga e Profana nas Cortes Régias e Senhoriais
    20. 20. + Reflectem-se no domínio cultural, originando: - Gosto pela erudição - Uma vida mais requintada, tanto nos recintos urbanos como nas cortes
    21. 21.  Violência dos sentimentos Dão lugar à contenção e à  Rudeza das maneiras delicadeza. O nobre passa a identificar-se com o cavaleiro ideal:  Bom, corajoso, desinteressado  Capaz de defender os fracos e a justiça  Capaz de cortejar a sua dama segundo as regras do “amor perfeito.”
    22. 22. O Ideal de Cavalaria  Difundiu-se nas cortes da Europa por volta de 1300.  Apesar dos tempos continuarem a ser violentos, o que mudava era o ideal com que a nobreza se identificava: o do perfeito cavaleiro.  O arcanjo São Miguel é considerado o fundador da cavalaria.  A cavalaria é simultaneamente um ideal profano e religioso.
    23. 23. Condições Exigidas  O Bom Nascimento – para aspirar à cavalaria é necessário ser nobre.  Virtudes Militares – herdadas dos séculos anteriores:  honra;  coragem;  lealdade;  virtude;  piedade;  o ideal de cruzada.  Seguir os Grandes Exemplos – os cavaleiros devem seguir S. Miguel e outros modelos, como os grandes vultos da Antiguidade (César, Aníbal, Alexandre) ou o lendário rei da Bretanha, Artur, e os seus cavaleiros da Távola Redonda.
    24. 24. Os Romances de Cavalaria • César Estas e outras figuras foram objecto de narrativas • Aníbal romanceadas que os reis e os grandes senhores faziam • Alexandre ler ao serão, na presença de toda a sua corte. • Rei Artur  Costumam agrupar-se em ciclos, isto é, conjuntos de novelas que giram à volta do mesmo assunto e movimentam as mesmas personagens.  De carácter místico e simbólico, relatam aventuras penetradas de espiritualidade cristã e subordinam-se a um ideal místico, que diviniza o amor profano.
    25. 25. As Novelas Arturianas  Foram as mais difundidas de todas as sagas cavaleirescas, tendo inspirado muitos outros relatos.  A sua acção desenrola-se a partir da corte de Bretanha, onde Artur reúne os seus cavaleiros numa távola redonda.  Estes tomam sobre os seus ombros a mais nobre das tarefas: a procura do Santo Graal.  Os seus temas, as aventuras amorosas e galantes, os feitos militares, a que acrescia um fundo místico, eram fortemente apreciados pela nobreza cortesã.  A Demanda do Santo Graal, traduzida para português, é o mais antigo texto português em prosa.
    26. 26. Amadis de Gaula  Na Península, o interesse por estas narrativas desembocou, no século XIV, no romance Amadis de Gaula, que obteve extraordinário sucesso.  A sua autoria é incerta, sendo tanto atribuída a Vasco de Lobeira quanto ao espanhol Montalvo.  Amadis é o paradigma do cavaleiro andante, sendo virtuoso, destemido, profundamente apaixonado, que percorre o mundo em defesa das causas nobres.  No fim, é recompensado com o amor de Oriana, a Sem Par.  Está na origem do chamado ciclo dos Amadises, um dos de maior sucesso na literatura peninsular.
    27. 27.  A concretização dos ideais cavaleirescos fazia-se, em primeiro lugar, através de uma educação rigorosa.  Só depois de ter transposto todas as etapas e de ter dado provas da sua destreza e valentia, o jovem tinha a suprema honra de ser “armado cavaleiro”.  Passava depois a integrar uma das muitas ordens de cavalaria que, nesta época, proliferavam pela Europa. A sua educação estava organizada da seguinte maneira:
    28. 28. Os Primeiros Anos  Aos 7 anos, o rapaz deixava os cuidados da mãe e era enviado para o paço de um senhor de maior estatuto, onde permanecia até à idade adulta.  Servia primeiro como pajem, iniciando-se: - Na equitação - No manejo de armas  Na adolescência era promovido a escudeiro. Servia nesta qualidade durante outros 7 anos, um cavaleiro: - Tratava do seu cavalo e armas - Acompanhava-o nas suas expedições - Assistia-o em tudo o que respeitasse às lides da cavalaria
    29. 29. Os Desportos A destreza dos cavaleiros e dos escudeiros estava constantemente à prova, pois boa parte do tempo de que dispunham era ocupado em desportos mais ou menos violentos que contribuíam para manter o vigor físico.  Entre estes desportos, cuja prática se considerava essencial, destacam-se a caça, os torneios e as justas.
    30. 30. A Caça  A caça obrigava a grandes cavalgadas pelos bosques.  Existiam vários géneros, por exemplo: Montaria – perseguição violenta a grandes animais. No nosso país perseguia-se sobretudo o javali. Cetraria – utilizavam-se aves de rapina domesticadas para a captura de outras aves ou pequenos animais.
    31. 31. Torneios  Justa - realizava-se apenas entre dois cavaleiros.  Geralmente, os torneios eram amigáveis combates simulados.  Realizavam-se num espaço vedado, junto do qual se montavam bancadas.  Eram incluídos em todas as festividades.  Nos séculos XIV e XV, transformaram-se em autênticos desfiles teatralizados, com os participantes vestidos de forma extravagante e disputando um prémio preestabelecido.
    32. 32. Os Manuais Foi o primeiro tratado de equitação da Europa 1391-1438 “Livro da Ensinança da Arte de Bem Cavalgar em Toda a Sela”  Regulava as normas a seguir nestas actividades e tudo o que dissesse respeito aos conhecimentos da cavalaria.
    33. 33. Armar o Cavaleiro  Depois de catorze anos de dura aprendizagem, o jovem escudeiro proferia os votos da  Muitas vezes, para além de purificar a alma, o cavaleiro cavalaria. purificava também o corpo através de um banho simbólico.  Eram voto sagrados, de significado espiritual, sendo enquadrados num ritual solene,  Por fim, era investido numa ordem de cavalaria, recebendo que incluía: as esporas de cavaleiro e a tão desejada espada. - Uma noite de vigília na Igreja; - A assistência à missa; - Comunhão
    34. 34. O Amor Cortês  Conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiqueta para enaltecer o amor, e que gerou vários géneros de literatura medieval, incluindo o romance.  O florescimento das cortes régias e senhoriais proporcionou um convívio mais mundano entre os dois sexos.  Surgiu nas cortes ducais e principescas das regiões onde hoje se situa a França meridional, no século XII.  “Um amor ao mesmo tempo ilícito e moralmente elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente”
    35. 35. A Cavalaria e o Amor Cortês  Capaz das maiores proezas guerreiras, o cavaleiro deve mostrar-se delicado e tímido em frente da sua amada.  O código de cavalaria integra, também, um código de amor, um conjunto de regras que dizem quem e como se deve amar.  Definem o lugar que o amor ocupa na vida do cavaleiro ideal: o cavaleiro é o herói que combate por amor.  Sem quebrar os laços com a sensualidade e o amor físico, o amor cortês era essencialmente espiritual, um campo aberto a todas as perfeições morais.
    36. 36. O Amante Cortês  O amante cortês é altruísta e virtuoso. a) É contido nos gestos e palavras; b) Paciente; c) Respeita as mulheres; d) Tem bom humor; e) É elegante no vestir; f) É bravo. Tudo isto o eleva perante Deus e perante os homens. Torna-se, em suma, exemplo de educação e refinamento.
    37. 37. A Dama A dama deve corresponder ao tipo idealizado de mulher: - Bela; - Serena; - Bem-falante; - Pudica; - Deveria alimentar o amor com gestos comedidos (um sorriso, a dádiva de um lenço, de um anel, mais tarde de um beijo).
    38. 38. O Romance da Rosa • Foi iniciado antes de 1240 por Guillaume de Lorris e completado em 1280 por Jean de Meung. • A sua popularidade perdurou por dois séculos. • É uma alegoria ao Amor, em que a rosa simboliza a amada. Só após duras provas pode ser “colhida” pelo seu cavaleiro.
    39. 39. Poesia Trovadoresca  Na propagação do ideal de amor cortês tiveram importância decisiva os poetas, que fizeram dele o tema central das suas composições.  A poesia trovadoresca nasceu no Sul de França, nas regiões da Provença.  É escrita, na sua maioria, pelos trovadores, e divulgada pelos jograis.  Espalhou-se pelas cortes da Europa, animando os serões com os seus versos. Eram cantados com acompanhamento musical (por exemplo, com alaúdes, harpas, saltérios...)  É constituída por: - Poemas líricos - Poemas satíricos
    40. 40. Poemas Líricos  O sujeito poético é o homem que Cantigas de Amor exprime o seu amor pela amada, que designa por “dona” ou “senhor” – vassalagem amorosa.  A mulher amada é perfeita e inacessível como uma deusa e por isso ele deverá cultivar e desenvolver as suas próprias virtudes, purificando-se de todo o mal, para ser digno de a “servir” sem esperar qualquer recompensa. Tiveram a sua origem na Provença.
    41. 41. Poemas Líricos  O sujeito poético é uma jovem que exprime o seu amor pelo amado, que designa por Cantigas de Amigo “amigo”.  É uma rapariga do meio rural, cheia de juventude e alegria, que confidencia às amigas, à mãe ou à natureza as suas mágoas, preocupações, saudades do namorado.  As cantigas de amor dão-nos uma imagem da vida sentimental da rapariga do povo que chora ou celebra os amores.  Este género teve origem na Península Ibérica.
    42. 42. Poemas Satíricos Cantigas de Escárnio  Na cantiga de escárnio, o eu-lírico faz uma sátira a uma pessoa.  Essa sátira era indirecta, cheia de duplos sentidos.  As cantigas de escárnio definem-se, pois, como sendo aquelas feitas pelos trovadores para dizer mal de alguém, por meio de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos, num processo que os trovadores chamavam quot; equívocoquot; .
    43. 43. Poemas Satíricos Cantigas de Maldizer  Ao contrário da cantiga de escárnio, a cantiga de maldizer traz uma sátira directa e sem duplos sentidos.  É comum a agressão verbal à pessoa satirizada, e muitas vezes, são utilizados até palavrões.  O nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado.
    44. 44.  As cantigas foram depois manuscritas em cadernos de apontamentos, que mais tarde foram postos em colectâneas de canções, chamadas Cancioneiros .  São conhecidos três Cancioneiros galaico-portugueses: o quot; Cancioneiro da Ajudaquot; , o quot; Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboaquot; e o quot; Cancioneiro da Vaticanaquot; .  Além disso, há um quarto livro de cantigas dedicadas à Virgem Maria pelo rei Afonso X.
    45. 45. Porque é que se Prestava Culto aos Antepassados? Constituía uma Esta memória dos antepassados compensação do que cada é característica das famílias um dos seus descendentes nobres que assim trazem ao tinha recebido (vida, presente os feitos valorosos da património, virtude, glória). sua ascendência.
    46. 46. Como?  Um dos filhos da família era o substituto, que tinha o mesmo nome e que deveria possuir as virtudes e realizar o mesmo ofício que o seu avô, bisavô, trisavô...  Aos serões, quando as famílias se reúnem no salão, são recitadas as genealogias e relembradas as bravuras e as honras das linhagens.  Estas lembranças eram passadas de boca em boca, de geração em geração. Mas corriam o risco de se perder, tornando-se necessário registá-las para a posterioridade.  Os túmulos e os epitáfios cumpriam essa função, mas não bastava...
    47. 47.  No século XII os senhores fizeram escrever estas memórias ancestrais por gente letrada.  Nasce assim uma literatura genealógica que se difundiu largamente entre a nobreza europeia dos séculos XIII e XIV.  Este tipo de livros não esquecia as lendas arturianas, sendo também impregnado do espírito da cavalaria.
    48. 48. Em Portugal este género foi Punham-se em evidência muito cultivado, dando origem famílias que tivessem aos livros de linhagem desempenhado um papel (nobiliários). relevante na reconquista do país aos mouros. A mais interessante das obras do género é o “3º Livro de Linhagens”, da autoria de D. Pedro, conde de Barcelos, filho bastardo de D. Dinis. Embora os primeiros textos datem do “O Nobilário do Conde D. tempo de Afonso II, foi no reinado de D. Pedro” é uma espécie de Afonso III que esta cultura genealógica história universal escrita numa atingiu maior vigor, continuada no perspectiva genealógica. reinado de D. Dinis.
    49. 49. BIBLIOGRAFIA  http://pwp.netcabo.pt/0511134301/trovador.htm  http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_93-98.html  http://gloriadaidademedia.blogspot.com  http://www.hottopos.com/notand7/raul.htm  Pinto, Elisa, Plural, Lisboa Editora  Carvalho, Manuela, Cadernos de História, Porto Editora  Couto, Célia Pinto, O Tempo da História, Porto Editora

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