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1. Considere o papel da técnica no desenvolvimento da constituição de sociedades
e três invenções tecnológicas que marcaram esse processo: invenção do arco e
flecha nas civilizações primitivas, locomotiva nas civilizações do século XIX e
televisão nas civilizações modernas.

A respeito dessas invenções são feitas as seguintes afirmações:

I. A primeira ampliou a capacidade de ação nos braços, provocando mudanças na forma
de organização social e na utilização de fonte de alimentação.

II. A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, ampliando possibilidades de
locomoção e provocando mudanças na visão de espaço e de tempo.

III. A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envolvendo apenas participação
passiva do ser humano, não provocou mudanças na sua forma de conceber o mundo.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

2) Em usinas hidrelétricas, a queda-d'água move turbinas que acionam geradores.
Em usinas eólicas, os geradores são acionados por hélices movidas pelo vento. Na
conversão direta solar-elétrica são células fotovoltaicas que produzem tensão
elétrica. Além de todos produzirem eletricidade, esses processos têm em comum o
fato de:

a) não provocarem impacto ambiental.
b) independerem de condições climáticas.
c) a energia gerada pode ser armazenada.
d) utilizarem fontes de energias renováveis.
e) dependerem das reservas de combustíveis fósseis.

3) Um jornalista publicou um texto do qual estão transcritos trechos do primeiro e
do último parágrafo.

“'Mamãezinha, minhas mãozinhas vão crescer de novo?' Jamais esquecerei a cena que
vi, na TV francesa, de uma menina da Costa do Marfim falando com a enfermeira que
trocava os curativos de seus dois cotos de braços (...)”

“Como manter a paz num planeta onde boa parte da humanidade não tem acesso às
necessidades básicas mais elementares? (…) Como reduzir o abismo entre o camponês
afegão, a criança faminta no Sudão, o Severino da cesta básica e o corretor de Wall
Street? Como explicar ao menino de Bagdá que morre por falta de remédios, bloqueados
pelo Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer aos chechenos que o
que aconteceu nos Estados Unidos é um absurdo? Vejam Grozny, a capital da Chechênia,
arrasada pelos russos. Alguém se incomodou com os sofrimentos e as milhares de
vítimas civis, inocentes, desse massacre? Ou como explicar à menina da Costa do Marfim
o sentido da palavra 'civilização' quando ela descobrir que suas mãos não crescerão
jamais?” (UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17/9/2001).

Apresentam-se, abaixo, algumas afirmações também retiradas do mesmo texto. Aquela
que explícita uma resposta do autor para as perguntas feitas no trecho citado é:

a) “tristeza e indignação são grandes porque os atentados ocorreram em Nova Iorque”.
b) “ao longo da história, o homem civilizado globalizou todas as suas mazelas”.
c) “a Europa nos explorou vergonhosamente”.
d) “o neoliberalismo institui o deus mercado que tudo resolve”.
e) “os negócios das indústrias de armas continuam de vento em popa”.

4) A leitura do poema “Descrição da guerra em Guernica” traz à lembrança o
famoso quadro de Picasso.

Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores de cereal,
aos utensílios que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço, planta
no ar, como uma árvore
a chama do candeeiro.

                                (Carlos Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal
                                  da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.)

Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos
trechos do poema. Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:
a) a1, a2, a3.
b) f1, e1, d1.
c) e1, d1, c1.
d) c1, c2, c3.
e) e1, e2, e3.

5) Comer com as mãos era um hábito comum na Europa, no século XVI. A técnica
empregada pelo índio no Brasil e por um português de Portugal era, aliás, a mesma:
apanhavam o alimento com três dedos da mão direita (polegar, indicador e médio) e
atiravam-no para dentro da boca.

Um viajante europeu de nome Freireyss, de passagem pelo Rio de Janeiro, já no século
XIX, conta como “nas casas das roças despejam-se simplesmente alguns pratos de
farinha sobre a mesa ou num balainho, donde cada um se serve com os dedos,
arremessando, com um movimento rápido, a farinha na boca, sem que a mínima parcela
caia para fora”. Outros viajantes oitocentistas, como John Luccock, Carl Seidler, Tollenare
e Maria Graham, descrevem esse hábito em todo o Brasil e entre todas as classes
sociais. Mas para Saint-Hilaire, os brasileiros “lançam a [farinha de mandioca] à boca com
uma destreza adquirida, na origem, dos indígenas, e que ao europeu muito custa imitar”.

Aluísio de Azevedo, em seu romance Girândola de Amores (1882), descreve com
realismo os hábitos de uma senhora abastada que só saboreava a moqueca de peixe
“sem talher, à mão”.

Entre as palavras listadas abaixo, assinale a que traduz o elemento comum às descrições
das práticas alimentares dos brasileiros feitas pelos diferentes autores do século XIX
citados no texto.

a) Regionalismo (cárater da literatura que se baseia em costumes e tradições regionais).
b) Intolerância (não admissão de opiniões diversas das suas em questões sociais,
políticas ou religiosas).
c) Exotismo (caráter ou qualidade daquilo que não é indígena; estrangeiro; excêntrico,
extravagante).
d) Racismo (doutrina que sustenta a superioridade de certas raças sobre outras).
e) Sincretismo (fusão de elementos culturais diversos, ou de culturas distintas ou de
diferentes sistemas sociais).

6) Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das
sociedades Tupinambá com as chamadas “guerras de religião” dos franceses que,
na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes.

“(...) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade,
cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. (…) Não me parece
excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade [o canibalismo], mas que o fato de
condenar tais defeitos não nos deve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais
bárbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um
homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e
porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer entre
vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer
um homem previamente executado. (…) Podemos portanto qualificar esses povos como
bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós
mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades” (MONTAIGNE, Michel
Eyquem de. Ensaios, São Paulo: Nova Cultural, 1984).

De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne:

a) a ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero
humano e da sua religião.
b) a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes
sociedades.
c) os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude
cristã da piedade.
d) a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura
civilizada e racional.
e) a ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que
os seus costumes são similares.

7)




De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet,
pode-se afirmar que a postura de Hagar:

a) valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e
explicações desse universo.
b) desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma
única explicação para esse universo.
c) valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões
de mundo.
d) valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e
não navegantes.
e) desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas
pelos navegantes.

8) Para o registro de processos naturais e sociais devem ser utilizadas diferentes
escalas de tempo. Por exemplo, para a datação do sistema solar é necessária uma
escala de bilhões de anos, enquanto que, para a história do Brasil, basta uma
escala de centenas de anos. Assim, para os estudos relativos ao surgimento da
vida no Planeta e para os estudos relativos ao surgimento da escrita, seria
adequado utilizar, respectivamente, escalas de:

       Vida no Planeta               Escrita
a)     Milhares de anos         Centenas de anos
b)     Milhões de anos          Centenas de anos
c)     Milhões de anos          Milhares de anos
d)     Bilhões de anos           Milhões de anos
e)     Bilhões de anos          Milhares de anos

9) Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da
escravidão:

A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este
porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte
de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais:
torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel.

Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que
eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os
da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito cara se não
fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz.

                                                         (Montesquieu. O espírito das leis).

Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu,

a) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa.
b) a política econômica e a moral justificaram a escravidão.
c) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico.
d) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos.
e) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas.

10) A seguir são apresentadas declarações de duas personalidades da História do
Brasil a respeito da localização da capital do país, respectivamente um século e
uma década antes da proposta de construção de Brasília como novo Distrito
Federal.
Declaração I: José Bonifácio
Com a mudança da capital para o interior, fica a Corte livre de qualquer assalto de
surpresa externa, e se chama para as províncias centrais de excesso de população vadia
das cidades marítimas. Desta Corte central dever-se-ão logo abrir estradas para as
diversas províncias e portos de mar. (Carlos de Meira Matos. Geopolítica e modernidade:
geopolítica brasileira).

                          Declaração II: Eurico Gaspar Dutra
Na América do Sul, o Brasil possui uma grande área que se pode chamar também de
Terra Central. Do ponto de vista da geopolítica sul-americana, sob a qual devemos
encarar a segurança do Estado brasileiro, o que precisamos fazer quanto antes é realizar
a ocupação da nossa Terra Central, mediante a interiorização da Capital. (Adaptado de
José W. Vesentini. A Capital da geopolítica).

Considerando o contexto histórico que envolve as duas declarações e comparando as
ideias nelas contidas, podemos dizer que:

a) ambas limitam as vantagens estratégicas da definição de uma nova capital a questões
econômicas.
b) apenas a segunda considera a mudança da capital importante do ponto de vista da
estratégia militar.
c) ambas consideram militar e economicamente importante a localização da capital no
interior do país.
d) apenas a segunda considera a mudança da capital uma estratégia importante para a
economia do país.
e) nenhuma delas acredita na possibilidade real de desenvolver a região central do país a
partir da mudança da capital.

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História

  • 1. 1. Considere o papel da técnica no desenvolvimento da constituição de sociedades e três invenções tecnológicas que marcaram esse processo: invenção do arco e flecha nas civilizações primitivas, locomotiva nas civilizações do século XIX e televisão nas civilizações modernas. A respeito dessas invenções são feitas as seguintes afirmações: I. A primeira ampliou a capacidade de ação nos braços, provocando mudanças na forma de organização social e na utilização de fonte de alimentação. II. A segunda tornou mais eficiente o sistema de transporte, ampliando possibilidades de locomoção e provocando mudanças na visão de espaço e de tempo. III. A terceira possibilitou um novo tipo de lazer que, envolvendo apenas participação passiva do ser humano, não provocou mudanças na sua forma de conceber o mundo. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 2) Em usinas hidrelétricas, a queda-d'água move turbinas que acionam geradores. Em usinas eólicas, os geradores são acionados por hélices movidas pelo vento. Na conversão direta solar-elétrica são células fotovoltaicas que produzem tensão elétrica. Além de todos produzirem eletricidade, esses processos têm em comum o fato de: a) não provocarem impacto ambiental. b) independerem de condições climáticas. c) a energia gerada pode ser armazenada. d) utilizarem fontes de energias renováveis. e) dependerem das reservas de combustíveis fósseis. 3) Um jornalista publicou um texto do qual estão transcritos trechos do primeiro e do último parágrafo. “'Mamãezinha, minhas mãozinhas vão crescer de novo?' Jamais esquecerei a cena que vi, na TV francesa, de uma menina da Costa do Marfim falando com a enfermeira que trocava os curativos de seus dois cotos de braços (...)” “Como manter a paz num planeta onde boa parte da humanidade não tem acesso às necessidades básicas mais elementares? (…) Como reduzir o abismo entre o camponês afegão, a criança faminta no Sudão, o Severino da cesta básica e o corretor de Wall Street? Como explicar ao menino de Bagdá que morre por falta de remédios, bloqueados pelo Ocidente, que o mal se abateu sobre Manhattan? Como dizer aos chechenos que o que aconteceu nos Estados Unidos é um absurdo? Vejam Grozny, a capital da Chechênia, arrasada pelos russos. Alguém se incomodou com os sofrimentos e as milhares de vítimas civis, inocentes, desse massacre? Ou como explicar à menina da Costa do Marfim o sentido da palavra 'civilização' quando ela descobrir que suas mãos não crescerão
  • 2. jamais?” (UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil, 17/9/2001). Apresentam-se, abaixo, algumas afirmações também retiradas do mesmo texto. Aquela que explícita uma resposta do autor para as perguntas feitas no trecho citado é: a) “tristeza e indignação são grandes porque os atentados ocorreram em Nova Iorque”. b) “ao longo da história, o homem civilizado globalizou todas as suas mazelas”. c) “a Europa nos explorou vergonhosamente”. d) “o neoliberalismo institui o deus mercado que tudo resolve”. e) “os negócios das indústrias de armas continuam de vento em popa”. 4) A leitura do poema “Descrição da guerra em Guernica” traz à lembrança o famoso quadro de Picasso. Entra pela janela o anjo camponês; com a terceira luz na mão; minucioso, habituado aos interiores de cereal, aos utensílios que dormem na fuligem; os seus olhos rurais não compreendem bem os símbolos desta colheita: hélices, motores furiosos; e estende mais o braço, planta no ar, como uma árvore a chama do candeeiro. (Carlos Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.) Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos trechos do poema. Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:
  • 3. a) a1, a2, a3. b) f1, e1, d1. c) e1, d1, c1. d) c1, c2, c3. e) e1, e2, e3. 5) Comer com as mãos era um hábito comum na Europa, no século XVI. A técnica empregada pelo índio no Brasil e por um português de Portugal era, aliás, a mesma: apanhavam o alimento com três dedos da mão direita (polegar, indicador e médio) e atiravam-no para dentro da boca. Um viajante europeu de nome Freireyss, de passagem pelo Rio de Janeiro, já no século XIX, conta como “nas casas das roças despejam-se simplesmente alguns pratos de farinha sobre a mesa ou num balainho, donde cada um se serve com os dedos, arremessando, com um movimento rápido, a farinha na boca, sem que a mínima parcela caia para fora”. Outros viajantes oitocentistas, como John Luccock, Carl Seidler, Tollenare e Maria Graham, descrevem esse hábito em todo o Brasil e entre todas as classes sociais. Mas para Saint-Hilaire, os brasileiros “lançam a [farinha de mandioca] à boca com uma destreza adquirida, na origem, dos indígenas, e que ao europeu muito custa imitar”. Aluísio de Azevedo, em seu romance Girândola de Amores (1882), descreve com realismo os hábitos de uma senhora abastada que só saboreava a moqueca de peixe “sem talher, à mão”. Entre as palavras listadas abaixo, assinale a que traduz o elemento comum às descrições das práticas alimentares dos brasileiros feitas pelos diferentes autores do século XIX citados no texto. a) Regionalismo (cárater da literatura que se baseia em costumes e tradições regionais). b) Intolerância (não admissão de opiniões diversas das suas em questões sociais, políticas ou religiosas). c) Exotismo (caráter ou qualidade daquilo que não é indígena; estrangeiro; excêntrico, extravagante).
  • 4. d) Racismo (doutrina que sustenta a superioridade de certas raças sobre outras). e) Sincretismo (fusão de elementos culturais diversos, ou de culturas distintas ou de diferentes sistemas sociais). 6) Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambá com as chamadas “guerras de religião” dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes. “(...) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. (…) Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade [o canibalismo], mas que o fato de condenar tais defeitos não nos deve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. (…) Podemos portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades” (MONTAIGNE, Michel Eyquem de. Ensaios, São Paulo: Nova Cultural, 1984). De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne: a) a ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da sua religião. b) a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades. c) os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da piedade. d) a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e racional. e) a ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes são similares. 7) De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar: a) valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e explicações desse universo. b) desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma
  • 5. única explicação para esse universo. c) valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões de mundo. d) valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e não navegantes. e) desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes. 8) Para o registro de processos naturais e sociais devem ser utilizadas diferentes escalas de tempo. Por exemplo, para a datação do sistema solar é necessária uma escala de bilhões de anos, enquanto que, para a história do Brasil, basta uma escala de centenas de anos. Assim, para os estudos relativos ao surgimento da vida no Planeta e para os estudos relativos ao surgimento da escrita, seria adequado utilizar, respectivamente, escalas de: Vida no Planeta Escrita a) Milhares de anos Centenas de anos b) Milhões de anos Centenas de anos c) Milhões de anos Milhares de anos d) Bilhões de anos Milhões de anos e) Bilhões de anos Milhares de anos 9) Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão: A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel. Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito cara se não fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz. (Montesquieu. O espírito das leis). Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu, a) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa. b) a política econômica e a moral justificaram a escravidão. c) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico. d) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos. e) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas. 10) A seguir são apresentadas declarações de duas personalidades da História do Brasil a respeito da localização da capital do país, respectivamente um século e uma década antes da proposta de construção de Brasília como novo Distrito Federal.
  • 6. Declaração I: José Bonifácio Com a mudança da capital para o interior, fica a Corte livre de qualquer assalto de surpresa externa, e se chama para as províncias centrais de excesso de população vadia das cidades marítimas. Desta Corte central dever-se-ão logo abrir estradas para as diversas províncias e portos de mar. (Carlos de Meira Matos. Geopolítica e modernidade: geopolítica brasileira). Declaração II: Eurico Gaspar Dutra Na América do Sul, o Brasil possui uma grande área que se pode chamar também de Terra Central. Do ponto de vista da geopolítica sul-americana, sob a qual devemos encarar a segurança do Estado brasileiro, o que precisamos fazer quanto antes é realizar a ocupação da nossa Terra Central, mediante a interiorização da Capital. (Adaptado de José W. Vesentini. A Capital da geopolítica). Considerando o contexto histórico que envolve as duas declarações e comparando as ideias nelas contidas, podemos dizer que: a) ambas limitam as vantagens estratégicas da definição de uma nova capital a questões econômicas. b) apenas a segunda considera a mudança da capital importante do ponto de vista da estratégia militar. c) ambas consideram militar e economicamente importante a localização da capital no interior do país. d) apenas a segunda considera a mudança da capital uma estratégia importante para a economia do país. e) nenhuma delas acredita na possibilidade real de desenvolver a região central do país a partir da mudança da capital.