Trabalho de geologia

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Trabalho de geologia

  1. 1. Zonas Costeiras A zona costeira ou faixa litoral corresponde à zona de transição entre o domínio continental e o domínio marinho. É uma faixa complexa, dinâmica, mutável e sujeita a vários processos geológicos. Albufeira - Algarve
  2. 2. Geomorfologia do litoral As costas apresentam múltiplos aspetos resultantes da combinação de um conjunto de fatores: ação erosiva do mar, natureza das costas, correntes marítimas, etc.Arriba – costa alta de vertentes mais aomenos abruptas e desprovida devegetação, que estabelece contacto entre aterra e o mar. Gruta – pequenas cavidades nas arribas provocadas pela ação de desgaste do mar.
  3. 3. Geomorfologia do litoral Arco – resultam dos Farilhão – pilar que fica sucessivos abatimentos isolado, derivado doa abatimento de das grutas. um arco.Cabo – ponta da terra que entra pelo mar dentro. Esta forma litoralocorre quando há rochas mais resistentes que outras e o recuo da arriba émais lento.
  4. 4. Geomorfologia do litoral Golfo – é um braço de mar que penetra amplamente nas terras. Fiorde – recorte costeiro estreito e profundo, de margens alcantiladas e sinuosas, derivado de um antigo vale escavado e aprofundado por glaciares e invadido posteriormente pelas águas do mar.
  5. 5. Geomorfologia do litoralPraias e dunas – formas de acumulaçãode sedimentos, geralmente areias. Tômbolo – é um cordão de areia que une uma ilha ao continente.Restinga ou cabedelo – forma deacumulação de areias que crescem a partir dacosta.
  6. 6. Geomorfologia do litoral Delta e Haff-delta– bancos de areia que se estendem em vários braços ou num só braço (haff- delta) resultantes do depósito de materiais junto ao local onde desagua um rio. Ilhas barreiras – pequenos bancos de areia, que devido à ação das correntes se acumulam ao longo da costa. Laguna ou lagoa costeira – porção de mar ou superfície aquosa que ficou individualizada por uma restinga ou cordão.
  7. 7. Causas do recuo da linha de costa Subida do nível médio das águas, provocado pelo aquecimento global; Destruição antrópica de estruturas naturais; Diminuição do fornecimento sedimentar; Construção de obras pesadas de proteção costeira.
  8. 8. Formas de erosão nas zonas costeiras As formas de erosão resultam do desgaste provocado pelo impacto dos movimentos das águas do mar sobre a costa. A este desgaste provocado pelo mar dá-se o nome de abrasão marinha. A abrasão ocorre, principalmente, na base da arriba, em que o impacto das águas sobre as rochas vai escavando e provocando a queda de detritos que se acumulam nas zonas mais baixas, constituindo uma superfície designada por plataforma de abrasão.
  9. 9. Formas de erosão nas zonas costeiras Outras consequências da abrasão marinha são as cavernas, leixões e os arcos litorais. A natureza do material rochoso, o seu grau de dureza e compactação, a orientação e a posição dos estratos condicionam a velocidade da abrasão da arriba.
  10. 10. Formas de deposição nas zonas costeirasAs areias e outros materiais arrancados pelo mar ou transportados pelos riosdepositam-se quando as condições o propiciam, originando as praias,restingas, ilhas-barreiras ou tômbolos.
  11. 11. Situações de risco relativas à ocupaçãoantrópica das zonas costeiras As zonas litorais são sistemas dinâmicos condicionados por fatores naturais e antrópicos. Causas naturais Alternância entre regressões e transgressões marinhas; Alternância entre períodos de glaciação e interglaciação; Deformação das margens continentais devido a movimentos tectónicos.
  12. 12. Situações de risco relativas à ocupaçãoantrópica das zonas costeirasCausas antrópicas Agravamento do efeito de estufa e a consequente subida do nível médio das águas do mar; Diminuição da quantidade de sedimentos que chegam ao litoral, devido à construção de barragens nos grandes rios; Destruição das defesas naturais devido ao pisoteio das dunas, à construção desordenada, ao arranque da cobertura vegetal, e à extração de inertes, entre outros.
  13. 13. Situações de risco relativas à ocupaçãoantrópica das zonas costeirasConsequências da ocupaçãoantrópicaA ocupação humana nas zonas costeiras faz-se deforma desordenada, provocando alterações nos ciclosde abrasão (propiciando a erosão acelerada e avançodas águas do mar) e deposições marinhas quepotenciam o risco geológico de desabamento de casas eedificações, ameaçando assim a vida humana edestruição de bens. Como consequências,também altera as rotas migratórias destruindo muitoshabitats.
  14. 14. Obras de intervenção na faixa litoral De modo a minimizar os efeitos abrasivos da costa e proteger as populações, tem-se vindo a construir estruturas preventivas da erosão. Estas podem ser: Esporões – obras perpendiculares à linha de costa, normalmente de betão ou outro material rochoso. Aumentam a deposição de sedimentos num lado, aumentando a erosão do outro, o que leva á construção de sucessivos esporões.
  15. 15. Obras de intervenção na faixa litoral Paredões - estrutura paralela á linha de costa cujo objetivo é prevenir o avanço do mar, de modo a proteger habitações ou outras construções. Quebra-mares – estruturas destacadas.
  16. 16. Obras de intervenção na faixa litoralConsequências Infelizmente, a construção destas obras protegem uns locais mas agravam a situação nas zonas costeiras próximas desses locais, conduzindo à necessidade de novas medidas de protecção nessas zonas. Atualmente, muitos geólogos e organizações defendem a redução ao mínimo ou mesmo a eliminação destas construções de protecção, argumentando que deve ser o Homem a respeitar a dinâmica normal do litoral.
  17. 17. Plano de ordenamento de OrlaCosteira (POOC)Os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), surgem como uminstrumento enquadrador que as pode conduzir a umamelhoria, valorização e gestão dos recursos presentes no litoral, de forma adiminuir o risco de perdas humanas e materiais. Os Planos de Ordenamentoda Orla Costeira abrangem uma faixa ao longo do litoral, a qual se designapor zona terrestre de protecção, cuja largura máxima é de 500m, contados apartir do limite da margem das águas do mar.
  18. 18. Plano de ordenamento de OrlaCosteira (POOC)Objetivos Ordenar os diferentes usos e actividades específicas da orla costeira; Classificar as praias e regulamentar o uso balnear; Valorizar e qualificar as praias consideradas estratégicas por motivos ambientais e turísticos; Enquadra o desenvolvimento das actividades específicas da orla costeira; Assegurar a defesa e conservação da natureza; Assim, os planos de ordenamento de Orla Costeira preocupam-se, especialmente com a protecção e integridade biofísica do espaço, com a valorização dos recursos existentes e a conservação dos valores ambientais e paisagísticos.
  19. 19. Programa FINISTERRAObjetivo Dar um novo impulso à execução das medidas contidas nos POOC, através de:  Recuperação das dunas;  Alimentação artificial de praias;  Estabilização de arribas;  Manutenção e construção de esporões e muros de proteção;  Demolição e remoção de estruturas localizadas em áreas de risco.
  20. 20. Zonas de vertente As zonas de vertente são locais de declive acentuado, onde os fenómenos de erosão são particularmente intensos. Assim estes locais apresentam uma instabilidade geomorfológica. Serra do Pilar, Gaia
  21. 21. Localização das zonas de vertente de maiorrisco em Portugal Através da análise do mapa, podemos observar que as zonas de vertente de maior risco se localizam no norte de Portugal.
  22. 22. Situações de risco relativas à ocupaçãoantrópica das zonas de vertente A construção de habitações e vias de comunicação nas zonas de vertente, ou nas suas proximidades, potencia a possibilidade de acidentes. A destruição do coberto vegetal, que é um bem necessário para a todos os seres vivos, dificulta a sua sobrevivência.
  23. 23. Devido ao declive das zonas devertente, estas são zonas de elevadainstabilidade, estando os materiaisgeológicos nas zonas superiores sujeitos aserem mobilizados para as zonasinferiores, com consequências por vezesgraves em termos de perda de vidas ou dedanos materiais.
  24. 24. Assim os principais fatores de risco associados às zonas de vertente são: a erosão hídrica - é um fenómeno lento e gradual em que os materiais, de pequenas dimensões, são arrancados às vertentes, principalmente, pelo impacto das águas das chuvas e pelo escoamento das águas ao longo das vertentes. os movimentos em massa – deslocamento de grandes quantidades de materiais sólidos ao longo de uma vertente, de forma brusca e inesperada, devido à ação da gravidade.
  25. 25. Movimentos em massa Fatores condicionantes – correspondem às condições mais ou menos permanentes que podem favorecer ou não os movimentos em massa. Fatores desencadeantes - fatores que resultam de alguma alteração que foi introduzida numa determinada vertente e que pode despoletar um movimento em massa.
  26. 26. Movimentos em massa – Fatores condicionantes  Inclinação da vertente e gravidade - à medida que a inclinação da vertente aumenta, a componente tangencial da gravidade aumenta e componente normal diminui, contribuindo para a movimentação. As forças de resistência (forças que se opõem ao movimento) têm assim especial interesse numa zona de vertente, uma vez que impedem a movimentação dos materiais;
  27. 27. Movimentos em massa – Fatores condicionantes  Grau de alteração e fracturação das camadas rochosas; Orientação e inclinação das camadas rochosas;  Disposição das rochas nos terrenos; Teor da água no solo; Tipo de materiais geológicos.
  28. 28. Movimentos em massa – Fatores desencadeantes  Precipitação (intensa e pouco tempo ou moderada e prolongada);  Ação humana (remoção da vegetação, construção de estradas ou construções);  Atividade sísmica (as vibrações podem levar as formações rochosas instáveis a derrocadas); as tempestades nas zonas costeiras (queda de grandes blocos rochosos); as variações de temperatura (contração e a dilatação dos materiais rochosos).
  29. 29. Medidas de contenção e estabilização daszonas de vertente A ocupação antrópica nas zonas de vertente implica que se conheça a composição e as estruturas geológicas da área ocupada e ter parâmetros de previsão segura do comportamento dos materiais geológicos envolvidos. Assim, para diminuir os riscos de acidente geológico deve-se: Estudar as características geológicas e geomorfológicas de um local para avaliação do seu potencial de risco; Elaborar cartas de risco ecológico onde se evidenciem as áreas com diferentes probabilidades de ocorrência de movimentos em massa;
  30. 30. Medidas de contenção e estabilização daszonas de vertente Elaborar cartas de ordenamento do território com definição de zonas habitacionais, agrícolas, ecológicas, com interesse em explorar recursos e vias de comunicação; Remoção ou contenção (pregagens, muros de suporte, sistemas de drenagem, reflorestação, redes metálicas, etc.) dos materiais geológicos que possam constituir risco.
  31. 31. Cartas de ordenamento do TerritórioO ordenamento do território consiste num processo de organização doespaço biofísico, de forma a possibilitar a ocupação, utilização etransformação do ambiente de acordo com as suas potencialidades.Assim, as regras de ordenamento do território permitem controlar oaumento da ocupação antrópica bem como os problemas daí resultantes. A elaboração de cartas de ordenamento do território permite definir áreas destinadas às diferentes atividades humanas, como locais de habitação, locais para prática agrícola, zonas de interesse ecológico, etc.
  32. 32. Planos Diretores MunicipaisUm Plano Diretor Municipal (PDM) é um documento onde está definidaa organização municipal do território, onde se estabelece a referenciaçãoespacial dos usos e atividades do solo municipal através da definição declasses e categorias relativas ao espaço, identificando as redesurbanas, viária, de transportes e de equipamentos, de captação, ossistemas de telecomunicações, tratamento e abastecimento de água entreoutras.
  33. 33. Planos Diretores Municipais É constituído por três documentos diferentes: o regulamento - agrupa as condições legais que devem ser cumpridas na ocupação do solo municipal; a planta de ordenamento - representa o modelo de estrutura espacial do território municipal de acordo com os sistemas estruturantes e a classificação e qualificação dos solos, e também as unidades operativas de planeamento e gestão definidas; a planta de condicionantes - identifica as servidões e restrições de utilidade pública em vigor que possam constituir limitações ou impedimentos a qualquer forma específica de aproveitamento.
  34. 34. Bibliografia http://www.infopedia.pt/$zona-costeira http://biogeoart.blogspot.pt/2010/03/fenomenos-antropicos-obras-de.html http://www.slideshare.net/margaridabt/1-ocupao-antrpica-zonas- costeiras#btnNext http://www.inag.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=40&Ite mid=71 https://sites.google.com/a/agvv.edu.pt/geo-dinamica/conteudos-temas/8o- ano/dinamica-litoral-1/geomorfologia-litoral http://e-porteflio.blogspot.pt/2009/02/ocupacao-antropica-da-faixa- litoral.html http://maisbiogeologia.blogspot.pt/2009/03/ocupacao-antropica-e- problemas-de.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Director_Municipal http://www.infopedia.pt/$ordenamento-do-territorio# http://biofafe-11a.blogspot.pt/2010/02/zonas-de-vertent.html

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