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FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU - FECLI
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ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIP...
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AGRADECIMENTOS
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dificuldades ao longo do curso.
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tesouros porque jamais pode ser dado, nem
roubado, nem consumido”.
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RESUMO
O histórico de uso das plantas tem-se dado não apenas para fins alimentícios, mas
também como forma terapêutica...
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ABSTRACT
The historical of use of the plants has been given not only for food purposes but also
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................
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1 INTRODUÇÃO
Desde os primórdios as plantas têm participado da história do homem
que as tem utilizado para suprir suas ...
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que estas têm apresentado alternativas aos medicamentos alopáticos, sendo seus
usos impulsionados pela diversidade biol...
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2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Verificar o conhecimento que os alunos do 7º ano do Centro Educacional
Municipal Padre J...
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3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 MEDICINA CONVENCIONAL X MEDICINA NATURAL
3.1.1 MEDICINA CONVENCIONAL OU MODERNA
A medicina é ...
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medicamentos alopáticos. Nesse contexto, a flora medicinal, por ser de baixo custo,
tem constituído um arsenal de grand...
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3.1.2.1 Técnicas diversas da medicina natural
3.1.2.1.1 Aromaterapia
Aromaterapia é a ciência que explora o uso dos olé...
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A cromoterapia é uma técnica que dá atribuição de significados às cores,
onde estas revertem problemas de saúde e promo...
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Tendo em vista que as plantas medicinais apresentam significado
importante no tratamento de doenças, mas que nem todas ...
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Medicinais e Fitoterápicas (PNPMF), tem-se alegado que as plantas medicinais
brasileiras não estão validadas e havendo ...
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idade (RIOS, 2006). Outra planta abordada é a aroeira (Shunus molleoides L.),
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Podem-se mencionar algumas plantas como recurso terapêutico por
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e pode ser conhecida por mais de 20 nomes populare...
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mais adequados. Já Krasilchik (2008)...
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4.2 LOCAL DE ESTUDO
Iguatu é um município brasileiro, localizado na região Centro-Sul do
Estado do Ceará. Desmembrou-se...
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4.4 POPULAÇÃO E AMOSTRA
A população será composta pelos alunos do Centro Educacional
Municipal Padre Januário Campos.
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cravo, camomila, erva doce) - os mais c...
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4.7 ANÁLISE DE DADOS
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avaliados através de estatística de...
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5 RESULTADOS ESPERADOS
Após a execução desta pesquisa, espera-se que os alunos do 7º ano do
Centro Educacional Municipa...
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CRONOGRAMA
CRONOGRAMA DA PESQUISA
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Ações
Agosto/13
Setembro/13
Outubro/13
Fevereiro/14
Março/14
Abril/14
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REFERÊNCIAS
AGRA, M.F.; FRANÇA, P.F.; BARBOSA-FILHO, J.M. Synopsis of the plants known
as medicinal and poisonous in No...
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BRASIL. Agência Nacional de Vigilãncia Sanitária. Resolução - RDC n.º 17, de 24
de fevereiro de 2000. Diário Oficial da...
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FROST, E.L.; HOEBEL, E.A. Antropologia cultural e social. 9. ed. São Paulo:
Cultrix, 1999.
FUZER, L.; SOUZA, I. IBAMA d...
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http://tecnologiassociales.blogspot.com.br/2011/02/pesquisa-com-plantas-
medicinais-no.html Acesso em 17 de setembro de...
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MATOS, F.J.A. Farmácias vivas. Fortaleza: Editora da Universidade Federal do
Ceará, 1998.
MENDEL, S.; YOUDIM, M.B. Cate...
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PARENTE, C.E.T.; ROSA, M.M.T. Plantas comercializadas como medicinais no
Município de Barra do Pirai, RJ. Rodriguésia, ...
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SILVA, S. R.; BUITRÓN, X.; OLIVEIRA, L.D.; MARTINS, M.V.M. Plantas medicinais
do Brasil: aspectos gerais sobre legislaç...
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WOLFFENBÜTTEL, A. N. Base da química dos óleos essenciais e aromaterapia:
abordagem técnica e científica. São Paulo: Ro...
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APÊNDICES
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APÊNDICE A–QUESTIONÁRIO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LE...
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9) Onde você encontra planta medicinal:
( ) No jardim ou quintal da sua casa
( ) Nas bancas da feira
( ) Nos mercantis
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APÊNDICE B–FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DO VEGETAL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE...
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APÊNDICE C- TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊN...
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participação não acarretará qualquer prejuízo no seu direito a receber assistência
nessa instituição.
Ainda informo – l...
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APÊNDICE D - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO AOS
RESPONSÁVEIS PELO ALUNO.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - U...
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CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIMENTO
Tendo sido informado sobre a pesquisa acima citado, concordo em participar
da mesma, e...
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Plantas medicinais o conhecimento dos alunos do 7° ano do centro educacional municipal padre januário campos, iguatu ce - maria cleidelvania alves d

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Plantas medicinais o conhecimento dos alunos do 7° ano do centro educacional municipal padre januário campos, iguatu ce - maria cleidelvania alves d

  1. 1. i UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU - FECLI CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS MARIA CLEIDELVANIA ALVES DA SILVA PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU-CE IGUATU/CE 2014
  2. 2. ii MARIA CLEIDELVANIA ALVES DA SILVA PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU-CE Projeto de monografia submetido à Coordenação do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu, da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para aprovação na disciplina de Projeto de Monografia. Orientadora: Profa . Dra. Marlete Moreira de Sousa Mendes IGUATU/CE 2014
  3. 3. iii
  4. 4. iv A meu avô Miguel (in memoriam) que me inspirou quanto a este tema e que com muita sabedoria e simplicidade me ensinou segundo o seu conhecimento sobre o poder que as plantas medicinais tinham para cura de doenças, e aos meus pais que ao longo da vida têm me incentivado aos estudos. A eles dedico...
  5. 5. v AGRADECIMENTOS A DEUS que me deu o dom da vida e forças para superar tantas dificuldades ao longo do curso. A meus pais que mesmo sem formação me ajudaram dando forças e incentivando para que eu não desistisse. À minha amiga e irmã em Cristo, Patrícia Márcia formada em Ciências Biológicas pela mesma instituição, por ter-me incentivado na escolha do curso, da qual hoje não me arrependo e pelas aulas que me deu contribuindo para que eu chegasse à universidade. A meu avô Miguel (in memoriam) que me iluminou em relação a esse tema e que muito acreditava na cura através das plantas medicinais. A todos os meus professores desde as seriés iniciais e a todos da universidade mesmo os que de alguma maneira não tive tanta afinidade, a todos que me ensinaram com paciência mostrando sua sabedoria. Ao PIBID (PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA) e às supervisoras Clarice e Lucicleide que ao longo de um ano contribuíram com suas experiências me incentivando para o trabalho da docência. A minha orientadora, Marlete Mendes, pela atenção, apoio e dedicação ao longo deste trabalho. A Francisca Fernandes, aluna do curso de Ciências Biológicas e amiga de sala de aula, que ao longo do curso tem contribuído de forma significativa para essa formação. Às minhas irmãs Dora, Selma, Silene e Katiane que me compreendiam nos momentos de estresse e cansaço na mistura de trabalho e estudos. A Márcio meu companheiro e grande amigo, que está ao meu lado durante esse tempo, me aconselhando em muitas dúvidas e incertezas. Enfim, a todos que de alguma maneira acreditaram que eu chegaria ao fim. Obrigada!
  6. 6. vi “O conhecimento é o mais precioso dos tesouros porque jamais pode ser dado, nem roubado, nem consumido”. (Provérbio Sanscrito)
  7. 7. vii RESUMO O histórico de uso das plantas tem-se dado não apenas para fins alimentícios, mas também como forma terapêutica para a cura de muitas enfermidades. O conhecimento das plantas medicinais tem sido transmitido ao longo de gerações, de pais para filhos, sendo mantido até os dias atuais. Muitas regiões por todo o mundo, sobretudo aquelas com riqueza vegetal elevada ou com baixo desenvolvimento humano, têm buscado alternativas para suprir a carência medicamentosa da população através da medicina natural, que engloba o uso de produtos extraídos da natureza (ar, luz solar, água e plantas) da forma mais simples possível. Fazem parte da medicina natural, entre outras, a aromaterapia, a cromoterapia, a homeopatia e a fitoterapia, sendo esta última o principal enfoque desta pesquisa. O presente trabalho tem como objetivo verificar o conhecimento que os alunos do 7º Ano do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos possuem sobre as plantas medicinais e suas respectivas utilidades na cura de enfermidades. A referida escola está situada em uma região na qual a população apresenta uma renda considerada extremamente baixa, cujo rendimento domiciliar per capita mensal de 1/4 da população não passa de R$ 70,00. Para alcançar os objetivos propostos será realizada uma pesquisa do tipo exploratória, descritiva, numa abordagem quantitativa. Este estudo será feito através de um questionário e após informações colhidas será desenvolvida uma aula de botânica sobre os aspectos referentes às plantas medicinais como: partes utilizadas, indicações e aspectos morfológicos visando à confecção de um herbário (álbum) com auxílio dos alunos. Em outro momento, para melhor entendimento dos alunos, será realizado um workshop (oficina) com amostra de produtos feitos a partir das plantas medicinais (shampoo, xarope, gel, etc.) e exposição das plantas tanto frescas como secas (casca, pau, folha, raiz). Espera-se que esta pesquisa forneça dados quantitativos das relações que os alunos e familiares possuem quanto às plantas medicinais. Palavras-chaves: Medicina natural. Fitoterapia. Saúde. Ensino Fundamental.
  8. 8. viii ABSTRACT The historical of use of the plants has been given not only for food purposes but also as a therapeutics form to the cure of many diseases. The knowledge of medicinal plants has been passed over generations, from parents to children, being kept until today. Many regions around the world, especially those with high plant species richness or low human development, have sought alternatives to supply the lack of medication of the population through natural medicine, which includes the use of products extracted from nature (air, sunlight, water and plants) in the simplest possible way. The chromotherapy, homeopathy, aromatherapy and phytotherapy, among others, are part of the natural medicine, the latter being the main focus of this research. This study aims to check the knowledge that students of the 7th Year of the Padre Januário Campos Municipal Educational Center have about medicinal plants and their uses in curing diseases. That school is situated in a region where the population has a considered extremely low income, whose household income per capita monthly from1/4of the population is only R$ 70.00. To achieve the proposed objectives we will be held an exploratory and descriptive research, on a quantitative approach. This study will be done through a questionnaire that will be applied to students following information obtained by, we will develop a botany lesson on aspects related to medicinal plants as parts used, indications and morphological aspects for making a herbarium (album) with the help of students. In another moment, for better understanding of the students, a workshop with sample of products made from medicinal plants (shampoo, syrup, gel, etc.) and exposure of both fresh and dried plants (bark, wood products, leaf, root) will be carried out. It is expected that this research will provide quantitative data on the relationships that students and families have about the medicinal plants. Keywords: Natural medicine. Phytotherapy.Health.Primary school.
  9. 9. ix SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................10 2 OBJETIVOS...........................................................................................................12 2.1 OBJETIVO GERAL................................................................................................12 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ....................................................................................12 3 REFERÊNCIAL TEÓRICO....................................................................................13 3.1 MEDICINA CONVENCIONAL X MEDICINA NATURAL ...................................13 3.1.1 Medicina convencional ou moderna...........................................................13 3.1.2 Medicina natural.........................................................................................13 3.2 FITOQUÍMICA ......................................................................................................18 3.3 PLANTAS MEDICINAIS DE USO COMUM NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL .................19 3.4 MEDODOLOGIAS PARTICIPATIVAS PARA ENSINO-APRENDIZAGEM.......22 4 METODOLOGIA ....................................................................................................23 4.1 TIPO DE PESQUISA........................................................................................23 4.2 LOCAL DE ESTUDO........................................................................................24 4.3 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA..............................................24 4.4 POPULAÇÃO E AMOSTRA ...........................................................................245 4.5 MONTAGEM DOS HERBÁRIOS (ÁLBUNS) E OFICINA..................................25 4.6 COLETA DE DADOS........................................................................................26 4.7 ANÁLISE DE DADOS.......................................................................................27 5 RESULTADOS ESPERADOS ...............................................................................28 CRONOGRAMA .......................................................................................................29 REFERÊNCIAS.........................................................................................................30 APÊNDICES .............................................................................................................38
  10. 10. 10 1 INTRODUÇÃO Desde os primórdios as plantas têm participado da história do homem que as tem utilizado para suprir suas necessidades, as quais vão desde fontes alimentícias, industriais, médicas ou até mesmo ritualísticas. Em meio a esta relação, o homem aprendeu como manter uma alimentação mais saudável e curar suas enfermidades. Assim, logo percebeu as propriedades curativas e tóxicas dos vegetais, o que levou, ao longo dos tempos, à seleção daquelas que poderiam ser utilizadas (ALBUQUERQUE, 2002; MIGUEL; MIGUEL, 1999). Sabe-se que muitas comunidades e grupos étnicos utilizam as plantas como o único recurso terapêutico, buscando preservar a cultura familiar e/ou da região, mantendo assim um conhecimento que é transmitido através dos pais, avós e tios, onde os mais novos aprendem com os mais velhos, sobre como fazerem o uso de chás, infusões e lambedores utilizando as plantas (CUNHA, 2005; SIMÕES, 1999). O uso de plantas medicinais e rituais no Brasil tem sido o resultado da influência cultural dos indígenas locais miscigenada às tradições africanas e à cultura europeia trazida pelos colonizadores (ALMEIDA, 2003), sendo que este conhecimento é o único recurso terapêutico de muitas comunidades (TRESVENZOL et al., 2006). As plantas constituem-se atividade cultural, a qual é, segundo o pensamento antropológico, o sistema integrado de padrões de comportamento aprendidos, os quais são característicos dos membros de uma sociedade e não o resultado de herança biológica (FROST; HOEBEL, 1999). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as plantas medicinais continuam ocupando lugar de destaque no arsenal terapêutico considerando países emergentes como o Brasil. Cerca de 90% da população do Nordeste brasileiro, mesmo não tendo acesso a estudos que afirmem a eficácia das plantas, fez ou faz uso da medicina popular como solução de suas enfermidades, utilizando-se delas para substituir a assistência médica convencional (COSTA et al., 1998; YUNES et al., 2001). Segundo Guerra, Nodari e Pillon (2001, 2002), o Brasil possui a maior biodiversidade de plantas do mundo e tem ocupado posição de destaque, uma vez
  11. 11. 11 que estas têm apresentado alternativas aos medicamentos alopáticos, sendo seus usos impulsionados pela diversidade biológica e aspectos socioeconômicos e culturais (ALVES et al., 2008). Assim estudos etnobotânicos têm colaborado quanto ao uso crescente da flora medicinal de diversas regiões do Brasil nas técnicas de isolamento e identificação dos metabólitos secundários existentes em plantas medicinais (YUNES et al., 2001). Diante das desigualdades existentes, o Brasil tem procurado de alguma maneira assistência para suprir as necessidades medicamentosas da população. Os produtos fitoterápicos têm representado 6,7% do mercado total de medicamentos (OZAKI; DUARTE, 2006), para assistência da população brasileira, principalmente na região Nordeste onde há maior possibilidade de desenvolver doenças (COSENDEY et al., 2000; MATOS, 1998). Segundo o censo demográfico de 2010, o índice de desenvolvimento da população de Iguatu-CE denota uma renda considerada extremamente baixa, sendo que o rendimento domiciliar per capita mensal de 1/4 da população não passa de R$ 70,00 (IBGE, 2010). Nesta situação pode-se destacar o estado crítico de muitas crianças que vivem no municípiono qual a escola a ser utilizada para este estudo está situada, de forma que muitas delas não possuem dinheiro nem para comprar seu própio alimento. Diante do exposto e tendo como base pesquisas de diversos autores, que mostram a importância das plantas medicinais quanto à eficacia na cura de doenças, fica o questionamento: qual o conhecimento dos alunos do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos sobre as plantas medicinais, na busca de curar suas doenças, as quais estão inseridas em um contexto de elevada pobreza?
  12. 12. 12 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Verificar o conhecimento que os alunos do 7º ano do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos possuem sobre as plantas medicinais e seu uso na cura de enfermidades. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Fazer um levantamento das plantas medicinais mais conhecidas pelos alunos na região em que moram e suas respectivas utilidades; - Construir com os alunos um pequeno herbário (álbum) na escola; e, - Apresentar algumas plantas medicinais aos alunos e discorrer sobre suas formas de uso e indicações.
  13. 13. 13 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 MEDICINA CONVENCIONAL X MEDICINA NATURAL 3.1.1 MEDICINA CONVENCIONAL OU MODERNA A medicina é uma das áreas do conhecimento humano ligada à manutenção e restauração da saúde. A medicina convencional, um ramo da medicina amplamente reconhecido pelas autoridades governamentais como eficaz, é caracterizada pela rapidez em que ocorre a ação curativa. Pode-se assim destacar que a medicina moderna engloba os medicamentos alopáticos, ou farmacêuticos, os quais são produzidos pela indústria e utilizados no tratamento ou melhoria das condições de saúde das pessoas. Sua produção se baseia em pesquisas que envolvem diversas áreas de conhecimento, como a antropologia, botânica, ecologia, química, fitoquímica, química orgânica, farmacologia, toxicologia, biotecnologia, até a tecnologia farmacêutica (TOLEDO, 2003). A medicina convencional mostra-se tecnologicamente mais eficaz pelo uso de medicamentos industrializados que produzem no organismo do doente reação contrária aos sintomas que ele apresenta, a fim de diminuí-los ou neutralizá- los e mostra-se com grande sucesso terapêutico quando se refere ao controle das infecções, sendo assim utilizados analgésicos, antibióticos, anti-inflamatório, dentre outros. Embora as pessoas busquem um alívio imediato ou cura de suas enfermidades através dos medicamentos industrializados no qual os resultados se mostram eficazes e sedutores, pode-se perceber que entre elas, muitas estão insatisfeitas quanto aos efeitos indesejáveis dos medicamentos alopáticos, devido seus efeitos colaterais e toxicidade, motivo este que tem feito muitas pessoas buscarem uma medicina natural (OZAKI et al., 2006). 3.1.2 MEDICINA NATURAL Nos dias atuaismuita pessoa vem procurandona medicina natural uma alternativa à medicina convencional, tendo em vista muitos problemas oriundos dos
  14. 14. 14 medicamentos alopáticos. Nesse contexto, a flora medicinal, por ser de baixo custo, tem constituído um arsenal de grande importância em países subdesenvolvidos ou com má distribuição dos seus recursos como o Brasil. Desta forma fica claro que a população de baixa renda recorre às plantas medicinais para alívio de seus males (LAPA et al., 2004). Sabe-se que os conhecimentos sobre plantas medicinais têm sido usados para aplicação em tratamentos alternativos, visto que a saúde é uma grande preocupação humana tanto em âmbito coletivo (saúde pública), quanto individual. Assim, vários fatores contribuem para a procura de medicina alternativa em detrimento da convencional, como: baixo custo, não apresenta efeitos secundários como os causados por medicamentos industrializados, fácil acesso da maioria da população mundial, a tendência dos consumidores em utilizar preferencialmente produtos de origem natural, a carência de recursos dos órgãos públicos de saúde, ou simplesmente o modismo (PARENTE; ROSA, 2001; FUZER; SOUZA, 2003; BESERRAet al., 2007; AGRA; DANTAS, 2007). A medicina natural tem origem no raizeiro como um “médico”, “receitando” as plantas para atender as necessidades das pessoas que o procuram, aconselhando a maneira de usá-la e informando como prepará-la, a quantidade utilizada no preparo e quais as contraindicações (SILVA et al.; 2001). Porém, com o passar do tempo, essas tarefas ficaram a cargo dos líderes mais experientes na família, que adquiriram os conhecimentos através de seus antepassados. As observações populares sobre o uso e a eficácia de plantas medicinais mantêm em voga a prática do consumo de fitoterápicos. Assim a medicina popular tem-se tornado importante para pesquisadores em estudos multidisciplinares, sobretudo devido ao uso como terapêutico das plantas medicinais (MACIEL et al., 2002). A medicina natural, atualmente, engloba o uso de produtos extraídos da natureza (ar, luz solar, água e plantas) da forma mais simples possível. Fazem parte da medicina natural, entre outras, a aromaterapia, a cromoterapia, a homeopatia e a fitoterapia, sendo esta última o principal enfoque desta pesquisa.
  15. 15. 15 3.1.2.1 Técnicas diversas da medicina natural 3.1.2.1.1 Aromaterapia Aromaterapia é a ciência que explora o uso dos oléos das plantas para benefício da sociedade. É um ramo da fitoterapia fundamentado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo, sendo considerada na medicina natural, alternativa, preventiva e também curativa. As substâncias aromáticas das plantas são poderosas sendo encontrada em pequenas glândulas localizadas tanto nas partes mais externas quanto nas partes mais centrais das raízes, caule, folhas, flores ou frutos (BIASI, 2009). A extração dos óleos pode ser aplicada isoladamente ou em combinação com outros aromas, dependendo das enfermidades do indivíduo, sendo dividida nos ramos da alopatia médico/clínica, estética, holítica e cósmeticos, considerando que as plantas têm o poder de purificar o ar, fazer relaxar, estimular ou aliviar os nossos sentimentos, restaurando no organismo o equílibrio entre o corpo, a mente e o espírito, mantendo efeitos psicológicos e emocionais de acordo com sua composição química (WOLFFENBÜTTEL, 2007). 3.1.2.1.2 Cromoterapia Cromoterapia tem origem grega "khrôma" que significa cor. Esta ciência utiliza diversas cores para o tratamento e cura de doenças, mantendo no paciente a restauração do equilíbrio físico e emocional. As cores podem exercer grande influência para recuperação do individuio, modificando, animando e transformando o ambiente e a aparência das pessoas presentes (AMBER, 2000). No Brasil muitos hospitais têm utilizado as cores como forma de tratamento aos pacientes, visto que elas proporcionam tranquilidade e bem-estar e promovem excelente recuperação. Segundo Peccin (2002), a iluminação natural é de fundamental importância, pois ajuda na sincronia dos mecanismos fisiológicos dos usuários. Assim é comprovado que existe redução no tempo de internação quando o paciente consegue observar a variação da luz durante o dia e se tiver uma visão para oexterior, o que garante oconforto visual e psicológico.
  16. 16. 16 A cromoterapia é uma técnica que dá atribuição de significados às cores, onde estas revertem problemas de saúde e promovem o alívio sintomático quando o corpo absorve acor a ele atribuída. Para Gusmão e Brotherhood (2010), este método é uma terapia natural, que tem sido um complemento à medicina convencional, e que levam em conta todos os níveis do ser humano (físico, mental, emocional, espiritual e energético), e não apenas os sintomas físicos, já que corpo e mentes estão interligados. 3.1.2.1.3 Homeopatia Define-se homeopatia, como um método cujos fundamentos estão na similia similubus curentur-Lei dos Semelhantes, que diz que os semelhantes se curam pelos semelhantes, isto é, “um doente qualquer deve ser tratado com um medicamento capaz de produzir no corpo um conjunto de sintomas e sinais semelhantes aos que ele (o doente) apresenta” (HAHNEMANN, 1980, p. 207). Assim, o medicamento homeopático age recompondo a força energética do paciente estimulando, o próprio organismo a reagir às doenças. A homeopatia utiliza medicamentos em doses infinitesimais, diluídos em água e álcool, dinamizados para liberação de sua energia medicamentosa sendo uma alternativa boa e segura ao tratamento das doenças crônicas, aumentando a resolutividade clínica, diminuindo os custos e os efeitos iatrogênicos da terapêutica farmacológica convencional por um menor custo e com boa qualidade em atenção das suas necessidades (BERMÚDEZ, 2000). A homeopatia difere da fitoterapia por ter base em matéria-prima de origem vegetal, animal e mineral, enquanto a fitoterapia utiliza apenas produtos de origem vegetal. 3.1.2.2 Fitoterapia A fitoterapia pode ser definida como o uso de medicamentos cujos componentes ativos provêm exclusivamente de plantas, e que pode ser caracterizado tanto pela eficácia como pelos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade sendo utilizados para a cura e prevenção de doenças (ROSA et al., 2012).
  17. 17. 17 Tendo em vista que as plantas medicinais apresentam significado importante no tratamento de doenças, mas que nem todas foram adequadamente investigadas quanto aos princípios ativos que contêm, devem ser utilizadas de forma cautelosa, observando a correta identificação e manipulação das mesmas, a fim de se evitar casos de intoxicação (WOLFFENBÜTTEL, 2010). Os raizeiros contribuem na identificação de plantas tóxicas e não tóxicas, usam do seu conhecimento com o cuidado de não confundir espécies parecidas. Entretanto, percebe-se que amplas são as espécies de plantas que apresentam em cada região nomes e usos terapêuticos diferenciados (SILVA et al., 2001). Como exemplos dessa situação temos a melissa, também chamada de erva-cidreira, e a alfavaca, também conhecida como manjericão. Várias são as espécies que possuem o mesmo nome popular pelo qual são vendidas (ARREBOLA, 2004; SANT’ANA, 2004). Para um melhor acompanhamento quanto à eficácia das plantas o Brasil possui a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que é o principal órgão responsável pela regulamentação de plantas medicinais e seus derivados que, junto à autarquia do Ministério da Saúde, têm como objetivo proteger e promover a saúde da população para assim garantir segurança sanitária de produtos e serviços, participando da construção de seu acesso (RATES, 2001; BRASIL, 2000). Embora o papel da ANVISA seja o que se relata, pode-se perceber que as plantas medicinais foram tema de debates, sendo que, em 1997, o Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP) buscou junto à Diretoria Executiva de Assistência Farmacêutica, a regulamentação da fitoterapia e das plantas medicinais, promoveram o I Seminário de Fitoterapia do Estado de Pernambuco, com representantes da Universidade Federal e Rural de Pernambuco, da Cruzada de Ação Social, Secretaria de Saúde de Itapissuma, Secretaria de Saúde de Fortaleza/CE e grupos comunitários (BRASIL, 2006). Os profissionais da área de saúde, pesquisadores e representantes das comunidades de quase todo o país se reuniram para deliberar e lançar propostas para serem implementadas como política pública, sendo esta a primeira dentre muitos seminários e congressos para discussão sobre as plantas e os produtos fitoterápicos e sua regulamentação (VIGO, 2008). Com a pressão da indústria farmacêutica internacional e de multinacionais para impedir a regulamentação da Política Nacional de Plantas
  18. 18. 18 Medicinais e Fitoterápicas (PNPMF), tem-se alegado que as plantas medicinais brasileiras não estão validadas e havendo sido aprovadas apenas o guaco e o maracujá, o que abre possibilidades para os laboratórios internacionais venderem seus fitoterápicos a elevados preços (BRASIL, 2006). Assim a ANVISA tem como objetivo adequar sua legislação para laboratórios de pequeno e médio porte. Aliado a isto, promover o desenvolvimento e uso sustentável da biodiversidade nas cadeias produtivas de plantas medicinais e fitoterápicos e o retorno dos benefícios decorrentes do uso de recursos genéticos de plantas medicinais às comunidades onde esses conhecimentos foram pesquisados. 3.2 FITOQUÍMICA Pode-se mencionar outra abordagem quanto ao uso de vegetais e seus estudos - a fitoquímica. Esta é a química dos vegetais, que baseia estudos de suas substâncias ativas, as respectivas estruturas, distribuição na planta, modificações e alteração no decurso da vida da planta, durante a preparação do remédio vegetal e no período de armazenagem (MACIEL et al., 2002; MENDONÇA-FILHO; MENEZES, 2003; VENDRUSCOLO et al., 2005). A fitoquímica possui uma relação com a Farmacologia, ciência que estuda os efeitos das substâncias medicinais sobre o organismo humano. Está ligada aos princípios ativos no que se refere ao mecanismo de ação, velocidade da ação, processo de absorção e eliminação e indicações quanto ao uso na cura de certas doenças. Calixto (2000) diz que o aproveitamento adequado dos princípios ativos de uma planta exige o preparo correto, ou seja, para cada parte a ser usada, ou grupo de princípio ativo a ser extraído ou doença a ser tratada, existem formas de preparo e uso mais adequados, pois se estes vegetais forem utilizados em dosagens incorretas podem levar um indivíduo à morte. Pode-se mencionar como exemplo a hortelã (Menta arvensis L.) que é utilizada para combater a contração muscular brusca (espasmolítica), aumenta a produção da circulação da bílis, podendo ainda ser utilizada nas afecções estomacais e intestinais. A menta e o mentol podem apresentar como toxicologia a dispnéia e asfixia, não sendo recomendada para lactentes e crianças com pouca
  19. 19. 19 idade (RIOS, 2006). Outra planta abordada é a aroeira (Shunus molleoides L.), bastante usada como estimulante, diurética, antiinflamátoria, combate alergias, bronquite, reumatismo, sendo que sua casca é utilizada para feridas, tumores e inflamação em geral. Pode ser altamente tóxica, pois seu óleo produz edema extremo quando em contato com a pele (HERBARIO, 2006). Podem-se citar algumas formas de uso das plantas, tais como aluá, cataplasma, lambedor, pós, sinapismo, tintura, vinho medicinale, chás (infusão, decotação, maceração ou inalação). Desta maneira as plantas com propriedades terapêuticas foram adquirindo, ao longo dos tempos, importância para a medicina popular (SILVA; RITTER, 2002). 3.3 PLANTAS MEDICINAIS DE USO COMUM NA REGIÃO NORDESTE DOBRASIL Segundo Ogava (2003) e Michilis (2004), para suprir as necessidades da população nordestina o Ministério da Saúdetem desenvolvido uma Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Esta política visa um acesso seguro à população brasileira e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, e ainda promove o uso sustentável da biodiversidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional. O Sistema Único de Saúde (SUS) vem realizando no Brasila implantação de programas na atenção primária à saúde como: Programas de Fitoterapia, os quais objetivam suprir as carências de medicamentosem diversas comunidades, e o Programa Saúde da Família (PSF), através das Unidades de Atenção Básicas. Muitos dos programas de fitoterapia estão vinculados ao PSF e associados ao Projeto Farmácias Vivas. O primeiro programa de assistência social farmacêutica baseado no emprego científico de plantas medicinais ocorreu no Brasil, o qual foi desenvolvido pelo professor Francisco José de Abreu Matos da Universidade Federal do Ceará, e teve como objetivo a produção de medicamentos fitoterápicos para suprir as necesssidades das pessoas carentes (MATOS, 1998). Tendo sua criação no estado do Ceará, as fármacias vivas são referência tanto para o Nordeste brasileiro como para todo o país (MALTA et al., 1999).
  20. 20. 20 Podem-se mencionar algumas plantas como recurso terapêutico por grande parte da população brasileira, inclusive sendo empregadas em produtos industrializados com indicações terapêuticas, e comercializados nas mais diversas formas farmacêuticas. As plantas podem desenvolver açãono organismo como estimulantes, emolientes, calmantes, fortificantes, ter ação coagulante, serem diuréticas, hipotensoras, sudoríferas, reguladoras de intestino, depurativas, remineralizantes e reconstituintes (RUDDER, 2002). Destaca-se no Nordeste o uso de algumas plantas como o capim-santo (Cymbopogon citratus) (DC) Stapf, boldo (Plectranthus barbatus) Andrews, macela (Achyrocline satureioides) (L.) Less, malva (Plectranthus amboinicus) (Lour.) Spreng, hortelã (Menthasp), goiaba (Psidium guajava), mastruz (Chenopodium ambrosioides), maracujá (Passiflora edulis), camomila (Matricaria recutica), erva- cidreira (Melissa oficinalis), dentre muitas outras que possuem princípios ativos tidos como medicinais. Boa parte dessas plantas é utilizada na forma de chás. O chá é definido como uma bebida preparada a partir de um vegetal. Bastante consumido é uma das mais antigas do mundo, podendo ser considerado como uma das melhores fontes de compostos fenólicos (LIMA etal., 2004). Os chás têm sido atraentes ao longo dos tempos devido sua capacidade antioxidante e pelo uso abundantena dieta de milhares de pessoas. Ainda conhecido como decotação ou cozimento, para preparo coloca-se as ervas em uma vasilha e despeja água fria ou quente, deixa cozinhar entre 5 e 30 minutos. Nesta forma de preparo não há alteração nas características da planta, sendo que esta só será utilizada quando a matéria sobre a qual se opera se dissolve, sendo recomendável para cascas, raízes e talos (MORGAN, 2003). Outra forma de preparo das plantas é através da infusão, sendo que esta forma contribui para a extração de compostos fenólicos que trazem benefícios para a saúde, no caso aquelas que sejam ricas em catequinas e flavonóides, apresentando propriedades biológicas como atividades antioxidantes e sequestradoras de radicais livres (HIGDON; FREI, 2003; MENDEL; YOUDIM, 2004; BUNKOVA et al., 2005). Para o preparo da infusão se despeja água fervendo sobre as ervas, e colocadas em uma vasilha são tapadas, ficando em repouso por cerca de 10 minutos; para este procedimento são utilizadas folhas e flores (BRUNING, 1993).
  21. 21. 21 A espécie Cymbopogon citratus (DC) Stapf, pertence à família Poaceae e pode ser conhecida por mais de 20 nomes populares, dentre estes capim-limão e capim-santo. Esta é uma erva aromática, sespitosa, originária do Sudoeste asiático, e cultivada por todo o mundo (GOMES; NEGRELLE,2003). É encontrada em todo o território brasileiro e comumente citada em levantamentos de plantas medicinais e estudos etnobotânicos (ALBUQUERQUE; ANDRADE 2002; AMOROZO 2002; MEDEIROS et al., 2004). Possui hábito herbáceo, podendo crescer mais de 1m, sendo as folhas longas e estreitas quando esmagadas soltam um cheiro forte que lembra o limão. Matos (2002) afirma que o capim-limão ou capim-santo como é chamado pode agir no organismo como um sedativo e espasmolíto. Com sabor e aroma agradáveis, o chá pode ser preparado para o alívio de pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais, e atua no tratamento do nervosismo e estados de intranquilidade. O boldo (Plectranthus barbatus Andrews) é uma espécie de subarbustiva pertencente à família Lamiaceae e nativa das regiões central e sul do Chile, onde ocorre em abundância. Suas folhas são facilmente encontradas no comércio, nas bancas de raizeiros, podendo ser utilizadas na medicina natural para tratamento de distúrbios gástricos e hepáticos. O boldo também pode ser empregado na medicina homeopática (SPEISKY; CASSELS, 1994; BRANDÃO et al., 2006; AGRA et al., 2007). Outra planta bastante comum no Nordeste é a Egletes viscosa (L.) Less, pertencente à família Compositae, conhecida como macela, macela-da-terra e marcela. É uma erva silvestre, amarga, aromática, anual, que cresce à margem de lagoas, açudes ou cursos d’água, pode ser utilizada como antidispéptico e antidiarrêico usado nos casos de pertubarções gástricas alimentares, azia, diarréia e enxaqueca (LIMA, 2006). Pode-se mencionar outra planta também bastante utilizada o malvariço também conhecida como malva, hortelã-grande e malvarisco, que é uma planta da espécie Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng da família Lamiaceae (Labiatae). É uma erva erecta, aromática, bastante cultivada no Nordeste, e que produz flores. Esta planta possui diferença da malva-santa (Plectranthus barbatus) por apresentar folhas mais duras, quebradiças e sem sabor amargo. É muito utilizada para tratamento da rouquidão, inflamação na boca, garganta, bastante usada como
  22. 22. 22 antisséptico bucal, demulcente e balsâmico; por causa da mucilagem, as folhas da malva quando frescas servem para preparação de lambedor (MATOS, 2002). Ainda outra planta bem conhecida é a goiabeira-vermelha da espécie Psidium guajava, da familia Myrtaceae. É uma árvore frutífera das Américas Central e do Sul, sendo cultivada em todos os países de clima tropical. Podem-se mencionar dois tipos de goiabeiras, a branca e a vermelha, sendo que a segunda se mostra mais ativa. Desta planta podem-se usar os gomos foliares até a quarta folha tenra (olhos), sendo utilizada para cólicas, colite, como antidiarréico, no tratamento de diarréias acompanhado de soro caseiro hidratante, antiséptico usado em bochecho e gargarejo para inflamação da boca e garganta (VENDRUSCOLO et al., 2005; TÔRRES et al., 2005; OLIVEIRA et al., 2007; AGRA et al., 2007). Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70- 80% da população mundial utilizam plantas como recurso de tratamento para suas enfermidades, sendo assim perceptivel esse uso em países em desenvolvimento (CALIXTO, 2000). 3.4 METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS PARA O ENSINO- APRENDIZAGEM O modelo tradicional de ensino é ainda amplamente utilizado por muitos educadores nas nossas escolas de Ensino Fundamental e Médio, sendo que muitas vezes os alunos fazem papel de ouvintes e, na maioria das vezes, os conhecimentos passados pelos professores não são realmente absorvidos por eles, são apenas memorizados por um curto período de tempo e, geralmente, esquecidos em poucas semanas ou poucos meses, comprovando a não ocorrência de um verdadeiro aprendizado (CARVALHO, 2006). Assim as metodologias diferenciadas contribuem com os ensinamentos apresentados para os alunos e que podem ser aprimorados cada vez mais. Santin e Roza (2010) afirmam que estas técnicas fazem com que os conhecimentos permaneçam na memória e sejam conduzidos para a compreensão da sociedade e da natureza que os cercam. Dentre as modalidades didáticas existentes podemos mencionar aulas expositivas, demonstrações, excursões, discussões, aulas práticas e projetos, como
  23. 23. 23 forma de vivenciar o método científico, sendo que as aulas práticas e projetos são mais adequados. Já Krasilchik (2008) afirma que a principal função das aulas práticas é: despertar e manter o interesse dos alunos; envolver os estudantes em investigações científicas; desenvolver a capacidade de resolver problemas; compreender conceitos básicos e desenvolver habilidades. Assim as práticas quando planejadas levam em consideração estes fatores, no qual constituem momentos particularmente ricos no processo de ensino- aprendizagem (DELIZOICOV; ANGOTTI, 2000). 4 METODOLOGIA 4.1 TIPO DE PESQUISA O estudo será do tipo exploratório, descritivo, com abordagem quali- quantitativa. A pesquisa exploratória tem como finalidade proporcionar mais aproximação com o problema proposto. As pesquisas exploratórias envolvem levantamento bibliográfico, aplicação de questionário, entrevistas contextualizadas e a análise de exemplos que estimulam a compreensão (GIL, 2007). Trata-se de uma pesquisa descritivaque tem como objetivo conhecer e interpretar a realidade, por meio da observação, descrição, classificação e interpretação de fenômenos, sem nela interferir para modificá-la. Para Gil (2008) a grande contribuição das pesquisas descritivas é proporcionar novas visões sobre uma realidade já conhecida visando à descrição de características de uma determinada população, suas ocorrências e suas experiências. Segundo Gomes et al. (1994) a pesquisa qualitativa é aquela que procura compreender o problema a partir do ponto de vista dos envolvidos no estudo, para que nesse processo, o entrevistador obtenha seus resultados através da análise dos dados e objetivos a serem alcançados. A pesquisa quantitativa se caracteriza pelo emprego da quantificação, buscando traduzir em números, opiniões e informações. É utilizada quando se sabe precisamente o que deve ser perguntado para atingir os objetivos da pesquisa, permite a realização de projeções e generalizações, viabilizando, também o teste de hipóteses da pesquisa de forma precisa. Implica no uso de técnicas estatísticas (RICHARDSON, 2011).
  24. 24. 24 4.2 LOCAL DE ESTUDO Iguatu é um município brasileiro, localizado na região Centro-Sul do Estado do Ceará. Desmembrou-se da cidade de Icó em 1851, elevando-se à condição de cidade em 1874. Iguatu provém de origem indígena composta de IG OU (água) + CATU (bom, boa), significando rio bom ou água boa em alusão à lagoa existente perto da cidade e que é a maior do Ceará (IGUATU, 2010). Possui área territorial de 1.029 km2 e população de 96.495 habitantes (IBGE, 2010). O presente trabalho será realizado no Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos. A escola recebeu este nome em homenagem ao Padre Januário Campos e foi criado pela lei municipal nº 383 de 22 de janeiro de 1971, estando localizada na Rua Mônica Teixeira Peixoto S/N, Bairro COHAB II, Iguatu/CE. Esta escola é uma instituição mantida pelo governo municipal, que funcionaem regime misto com a modalidade fundamental I, II e EJA (Ensino de Jovens e Adultos). Totalizando 892 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite, que contam com a colaboração de 100 funcionários entre professores e monitores. 4.3 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA Toda a pesquisa ocorrerá de acordo com a Resolução N° 9.394/96, do Conselho Nacional da Educação (CNE) - Ministério da Educação (ME) a qual cita que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana e nas instituições de ensino. O estudo será realizado mediante autorização do Diretora do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos, Iguatu/CE (Apêndice C). Como procedimento ético, os participantes da pesquisa receberão um termo de consentimento na qual terá a assinatura do aluno e seu responsável, neste termo terão explicações sobre a finalidade e objetivos do estudo (Apêndice D). A partir disso, os voluntários que aceitarem participar da pesquisa irão responder ao questionário do referido estudo.
  25. 25. 25 4.4 POPULAÇÃO E AMOSTRA A população será composta pelos alunos do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos. A amostra será composta por alunos do 7º ano, série na qual são apresentados assuntos do reino das plantas, através das aulas de Ciências. As turmas possuem 62 (sessenta e dois) alunos no turno da manhã e 37 (trinta e sete) alunos no turno da tarde, totalizando 99 (noventa e nove) alunos matriculados. Os critérios para participar da amostra serão:  Todos os alunos que estiverem presentes na aula;  Todos os que se dispuserem a construir o herbário (álbum);  Todos os que estiverem em sala de aula para participação do workshop. 4.5 MONTAGEM DOS HERBÁRIOS (ÁLBUNS) E OFICINA Primeiro será realizado um estudo de botânica que permite aos alunos vivenciar os conteúdos teóricos previamente trabalhados de forma contextualizada (KRASILCHIK, 1996 apud SIQUEIRA; PIOCHON; SILVA, 2007), neste estudo será confeccionado um herbário em forma de álbum, onde os alunos farão a coleta das espécies vegetais e apresentarão sua identificação com o local de coleta, a data, o tipo de planta, o nome popular e específico, parte da planta colhida (raíz, caule ou folhas) onde os mesmos receberão uma ficha para a identificação da planta colhida (Apêndice B). À medida que os alunos forem coletando as amostras de plantas, elas serão colocadas sob pressão de livros ou cadernos antigos e expostos ao sol para ficarem secas, para melhor observação e montagem. Oliveira, Albuquerque e Silva (2012) consideram de extrema importânciaàs aulas práticas que associam o conteúdo de botânica ministrado em sala com o cotidiano dos alunos, pois desta maneira os alunos terão uma aprendizagem associada ao conteúdo do dia-a-dia. Para melhorar o aprendizado dos alunos e assim chamar a atenção dos mesmos, será realizado em outro momento um workshop de plantas medicinais onde os mesmos poderão exibir seus albúns, quando também será feita à
  26. 26. 26 degustação de vários chás (canela, boldo, cidreira, capim-santo, endro, macela, cravo, camomila, erva doce) - os mais consumidos pela população da nossa região. Além dos chás, algumas plantas serão expostas em forma de cascas, folhas secas e frescas, pó, flores, raíz, cascas e frutos. No workshop serão apresentados alguns itens fabricados a partir de produtos naturais como cosméticos (sabonete, shampoo, condicionador, hidratantes), alguns óleos, extratos, spray, xaropes, sachês, gel de massagem e pomadas. Para a realização desta etapa será feita uma parceria com a Flora Pura uma loja localizada na cidade de Iguatu-CE que vem trabalhando com produtos naturais há mais de 60 anos. Para finalizar esta parte do trabalho serão entregues algumas mudas de plantas medicinais comuns na região, que poderão ser cultivadas nas residências dos próprios alunos, para tanto, contar-se-á com a participação da Secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Iguatu-CE. 4.6 COLETA DE DADOS Os dados serão coletados durante osmeses de marçoe maio de 2014. Serão aplicados dois questionários (Apêndice A): um antes e outro após as intervenções aos alunos. O questionário permite que o pesquisador avalie algum objeto de estudo, sendo que as perguntas serão elaboradas de forma objetiva, quandofordirecionado para um determinado conhecimento que se quer saber, e abertas para as respostas que emitem conceitos abrangentes, como exemplo citar o nome de plantas que os alunos conhecem. Assim pode-se perceber que as perguntas serão duplas com características de perguntas abertas e fechadas (OLIVEIRA, 2005), sendo que as coletas servirão para obter maiores informações (LAKATOS; MARCONI, 1985).
  27. 27. 27 4.7 ANÁLISE DE DADOS Os dados consistem nos resultados dos questionários, que serão avaliados através de estatística descritiva e apresentados na forma de gráficos e/ou tabelas. O objetivo da análise de dados é sumariar as observações completadas, de forma que estas permitam respostas às perguntas da pesquisa. A análise se caracteriza pela decomposição dos dados, objeto de pesquisa. Essa fase se constitui como núcleo principal de toda a pesquisa, pois é nessa etapa que se chegará às respostas pretendidas (BARROS,1997).
  28. 28. 28 5 RESULTADOS ESPERADOS Após a execução desta pesquisa, espera-se que os alunos do 7º ano do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos obtenham conhecimento sobre as plantas medicinais e seu uso como cura de suas enfermidades. Durante esse processo de intervenção através das ações que serão desenvolvidas na escola, espera-se que haja um incentivo ao conhecimento sobre as plantas medicinais e seu uso como alternativa para o melhoramento da saúde, visando aos aspectos positivos e negativos pelas quais acontece a procura dos produtos naturais, e que esse estudo possa despertar um interesse por parte dos alunos na descoberta de novas plantas para deles fazerem uso para alívio de suas dores.
  29. 29. 29 CRONOGRAMA CRONOGRAMA DA PESQUISA Período Ações Agosto/13 Setembro/13 Outubro/13 Fevereiro/14 Março/14 Abril/14 Maio/14 Junho/14 Julho/14 Agosto/14 Escolha do tema X Delimitação do tema X Pesquisa bibliográfica X X Elaboração do projeto X X X Defesa do projeto X Coleta de dados X X Montagem dos álbuns X Workshop X Análise de dados X X Redação da monografia X Defesa da monografia X
  30. 30. 30 REFERÊNCIAS AGRA, M.F.; FRANÇA, P.F.; BARBOSA-FILHO, J.M. Synopsis of the plants known as medicinal and poisonous in Northeast of Brazil. Revista Brasileira de Farmacognosia, v.17, p. 114-140, 2007. ALBUQUERQUE, U.P. Introdução à Etnobotânica. Recife: Bagaço, 2002. 87 p. ALMEIDA, M.Z. Plantas medicinais. 2 ed. Salvador: EDUFBA, 2003. ALVES, R.R.N.; SILVA, C.C.; ALVES, H.N. Aspectos socioeconômicos do comercio de plantas e animais medicinais em áreas metropolitanas do Norte e Nordeste do Brasil. Revista de Biologia e Ciências da Terra, v.8, p.181-189, 2008. AMBER, R. Cromoterapia: aura através das cores. São Paulo: Cultrix, 2000. AMOROZO, M.C.M. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Leverger, MT, Brasil. Acta Botanica Brasilica, v.16, n.2, p.189-203, 2002. ARREBOLA, M.R.B.; PETERLIN, M.F.; BASTOS, D. H. M.; RODRIGUES, R. F. de O.; CARVALHO, P. de O. Estudo dos Componentes Lipídicos das Sementes de Três Espécies do Gênero Cordia L. (Boraginaceae). Revista Brasileira de Farmacognosia, v.14, p. 57-65, 2004. BERMÚDEZ, J.R.; QUIRÓS, F.B. La homeopatia: una terapia alternativa. Revistas de Ciências Administrativas y Financieras de la Seguridad Social. v.8, n.2, p.63- 72, 2000. BESERRA, N.M.; CARREIRA, C.F.S.; DINIZ, M.F.F.M.; BATISTA, L.M. Plantas medicinais comercializadas pelos raizeiros de feiras livres em Juazeiro do Norte - CE para o tratamento das afecções respiratórias. In: ENCONTRO DE EXTENSÃO E ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA, João Pessoa, PB, 2007. BIASI, L.A.; DESCHAMPS, C. Plantas Aromáticas do cultivo à produção de óleo essencial. Curitiba: Layer Studio Gráfico e Editora Ltda, 2009. p. 7. BRANDÃO, M.G.L.; COSENZA, G.P.; MOREIRA, R.A.; MONTE-MOR, R.L.M. Medicinal plants and other botanical products from the Brazilian Official Pharmacopoeia. Revista Brasileira de Farmacognosia, v.16, p.408-420, 2006.
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  38. 38. 38 APÊNDICES
  39. 39. 39 APÊNDICE A–QUESTIONÁRIO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS 1) Qual seu sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino 2) Sua família recebe quantos salários mínimos: ( ) Menos de um ( ) Um ( ) Dois ( ) Mais de dois 3) A casa que você mora é: ( ) De seus pais ( ) Alugada ( ) De outros parentes 4) Você já ouviu falar de plantas medicinais: ( ) Sim ( ) Não Se respondeu que sim, diga com suas palavras o que você entente por planta medicinal.____________________________________________ 5) Você conhece alguma planta medicinal: ( ) Sim ( ) Não Se sua resposta foi sim, cite o nome da planta que você conhece:__________________________________________________ 6) A planta que você conhece é utilizada para qual doença:__________________________________________________ 7) Como foi utilizada a planta: ( ) Chá ( ) Lambedor ( ) Crua ( ) Outra forma. Qual?___________________________________________________ 8) Você sabe qual (ou quais) parte (s) da planta foi (foram) utilizada(s): ( ) Raiz ( ) Caule ( ) Folhas ( ) Todas
  40. 40. 40 9) Onde você encontra planta medicinal: ( ) No jardim ou quintal da sua casa ( ) Nas bancas da feira ( ) Nos mercantis ( ) Na mata 10)Você já tomou algum remédio feito de planta medicinal? ( ) Sim ( ) Não 11)Quem fez o remédio e como ele aprendeu? _____________________________________________________ 12)O remédio curou? Foi rápido ou demorou? _____________________________________________________ 13)Por que você tomou o remédio feito em casa e não o da farmácia? ( ) Não tinha dinheiro para comprar ( ) O natural faz menos mal que o da farmácia ( ) A farmácia é longe ( ) Outras. Quais _____________________________________
  41. 41. 41 APÊNDICE B–FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DO VEGETAL UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Modelo de ficha de coleta Classificação do vegetal: Nome Científico ______________________ Nome Popular _________________________ Parte da planta coletada: Nome ______________________________ Possui cheiro: Sim ( ) ou Não( ) Coletado por:______________________ Data da coleta:____________________ Local da coleta:___________________ Características do local:_____________ __________________________________ __________________________________
  42. 42. 42 APÊNDICE C- TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Eu, Maria Cleidelvania Alves da Silva, sob orientação de Marlete Moureira de Sousa Mendes estou realizando um estudo com o intuito de realizar um levantamento sobre o conhecimento dos alunos do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos sobre as plantas medicinais. O referido trata-se de um estudo quali-quantitativo que tem como finalidade colher informações a cerca da utilização das plantas, que será realizada por essa instituição com o intuito de despertar nos alunos um conhecimento sobre as plantas, suas formas de uso, e o poder que possuem para a cura de suas enfermidades. Desse modo solicitamos, por meio deste, a autorização para a realização da pesquisa, intitulada “PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU-CE”. Coordenação do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu. Eu, __________________________________________________ nº RG__________________________________ ciente das informações recebidas, concordo com a coleta de dados da pesquisa intitulada “PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU-CE”. A pesquisa será realizada sob responsabilidade de Maria Cleidelvania Alves da Silva, graduanda do Curso de Ciências Biológicas, da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu - FECLI informo ao Coordenador Fernando Roberto Ferreira Silva de que, em nenhum momento, a instituição estará exposta a riscos causados pela liberação do estudo. Estou ciente também de que os resultados encontrados no estudo serão usados apenas para fins científicos. Fui informado de que a instituição não terá nenhum tipo de despesa ou gratificação pela referida participação, e que a não
  43. 43. 43 participação não acarretará qualquer prejuízo no seu direito a receber assistência nessa instituição. Ainda informo – lhe que os dados serão apresentados ao Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu, podendo ser utilizado também em eventos científicos, mas não mencionarei seu nome, pois este será preservado, ficando em sigilo a identidade do participante. Caso precise entrar em contato, informe – lhe que meu telefone é (88) 9452-4136. _______________________________________ Maria Cleidelvania Alves da Silva Tendo em vista, que fui satisfatoriamente informado sobre a pesquisa: “PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU- CE”, realizada sob a responsabilidade da pesquisadora Maria Cleidelvania Alves da Silva, concordo em participar da mesma. Estou ciente de que meu nome não será divulgado e que o pesquisador estará disponível para responder - me a quaisquer dúvidas. Iguatu,________de ________________2014 ___________________________________ Assinatura do participante
  44. 44. 44 APÊNDICE D - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO AOS RESPONSÁVEIS PELO ALUNO. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU - FECLI CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Eu, Maria Cleidelvania Alves da Silva, concludente do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu da Universidade Estadual do Ceará – FECLI/UECE estou desenvolvendo um estudo que tem como objetivo verificar o conhecimento dos alunos do Centro Educacional Municipal Padre Januário Campos na cidade de Iguatu- CE. Assim, peço sua autorização para que vossos filhos possam participar da pesquisa que tem como tema “PLANTAS MEDICINAIS: O CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO 7º ANO DO CENTRO EDUCACIONAL PADRE JANUÁRIO CAMPOS, IGUATU-CE”. Desde já, informo-lhe que os dados serão apresentados ao Curso de Ciências Biológicas na FECLI/UECE na cidade de Iguatu- CE. Porém, dou-lhe a garantia de que suas informações serão utilizadas apenas para eventos científicos. Caso precise entrar em contato comigo, informo-lhe que meu telefone é (88) 9452-4136. _____________________________ Maria Cleidelvania Alves da Silva
  45. 45. 45 CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIMENTO Tendo sido informado sobre a pesquisa acima citado, concordo em participar da mesma, e estou informado de que meu nome não será divulgado e ainda o pesquisador estará disponível para responder qualquer dúvida. Iguatu, ______ de _________________ de 2014. _________________________________________ Assinatura do Aluno _________________________________________ Assinatura do Responsável pelo Aluno

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