O Menino que não Gostava de Ler

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O Menino que não Gostava de Ler

  1. 1. O menino que não gostava de ler Era uma vez um menino muito bonito, mas que tinha um grande defeito: não gostava de ler! Quando fazia anos, se alguém lhe desse um livro ele dizia logo muito depressa: - Livros não são prendas! - e atirava os livros para um canto.
  2. 2. À noite, a Ângela que era sua irmã e que só tinha dois anos, pedia-lhe para ler os livros da Camila, mas ele resmungava logo: - Não leio nada! Eu não gosto de ler! Sempre que a professora o mandava ler, ele resmungava baixinho e lia, mas sem nenhum gosto: não parava nos pontos finais, não fazia as vozes das personagens e tudo numa corrida. Os colegas não percebiam nada e tinha sempre vermelho na leitura.
  3. 3. Um dia, quando estava a dormir, ouviu um barulho e pareceu-lhe ouvir chamar: - Rodrigo! Rodrigo! Ele abriu os olhos e olhou para o lado, mas não viu ninguém! A única coisa de diferente no quarto era um livro pousado ao lado da sua almofada. Era vermelho, muito bonito e grande que se chamava “O sonhador”.
  4. 4. <ul><li>- Um livro?! Não gosto disto. Todos sabem que eu não gosto de ler! – resmungou o menino esfregando os olhos. </li></ul><ul><li>Mal lhe tocou para o arrumar, foi sugado para dentro de uma história. Foi transportado para um local com uma paisagem maravilhosa onde havia ao fundo um castelo feito de letras. Foi andando, …andando… e descobriu que todos os habitantes estavam tristes. Não se via ninguém com um sorriso! Tudo era desolador!... </li></ul>
  5. 5. <ul><li>- Onde me encontro? O que se passa aqui? Está tudo tão triste! – exclamou o Rodrigo pasmado. </li></ul><ul><li>Uma menina que se encontrava perto, ganhando coragem, disse-lhe assim: </li></ul><ul><li>- O rei vizinho anda em guerra com o nosso e tirou-nos todas as letras dos livros que eram o nosso passatempo preferido. </li></ul><ul><li>- Não faz mal! Quem precisa de livros?! – Respondeu o menino. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>- Como é que podes não gostar de livros? – espantou-se um coelhinho ao pé da menina. – Aqui na Livrolândia não vivemos sem os livros! Não vivemos sem as letras! Tudo brilha quando abrimos um livro! </li></ul><ul><li>Por isso é que estamos tão tristes! Até o castelo das letras onde mora o nosso rei está a perder a cor…– acrescentou a menina. </li></ul><ul><li>Não vamos sobreviver assim! O que vai ser de nós? O que vai ser das avezinhas da leitura se não as ajudarmos? – continuou o coelhinho. O rei não sabe das palavras… nós estamos quase a perder a v… </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Calou-se tão de repente que Rodrigo ficou preocupado. </li></ul><ul><li>- Vou-vos ajudar! Hei-de conseguir recuperar os vossos livros e ajudar a Livrolândia a voltar a ser o que era! – disse o menino verdadeiramente sentido. </li></ul><ul><li>Então o Rodrigo, com os seus novos amigos, partiu numa grande aventura começando pela terra do A… </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Quando lá chegou reparou que todas as pessoas tinham o seu nome começado pela letra A: Abel, Alexandra, Andreia, Álvaro, Ana, Amélia, António, Alice, André, Alberto, Afonso, Arminda, Alexandrino, Armanda… e todas as plantas, animais, e objectos começavam também por essa letra. </li></ul><ul><li>Toda essa terra era iluminada por um belo arco-íris, as casas construídas com areia e pintadas de azul e amarelo, com belos arcos, as portas e as janelas tinham o feitio da letra A. Também lá existiam grandes espaços verdes, cheios de árvores, com um límpido riacho cheio de peixes agulhas, o ar era puro e saudável . </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Quando o Rodrigo passeava pelo jardim viu uma menina a tocar harpa. A música era suave e agradável. Aproximou-se dela e disse: </li></ul><ul><li>- Que bela música! Chamo-me Rodrigo e tu como te chamas? </li></ul><ul><li>- Chamo-me Andreia. Rodrigo?! Tu chamas-te Rodrigo? Mas tu não podes viver aqui! Aqui só vivem pessoas que tenham o seu nome iniciado pela letra A. Tu deverias estar na Terra do R. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>- Sim tens razão, eu não vivo cá. Eu e os meus amigos teremos de viajar por todas as terras das letras do alfabeto para ajudar a Livrolândia a recuperar todas as suas letras. Para isso teremos ir ao castelo do rei A e pedir-lhe a letra A. Poderás indicar-nos o caminho. </li></ul><ul><li>- Não se preocupem, eu levo-vos lá. </li></ul><ul><li>Chegaram ao castelo. Rodrigo e os seus amigos dirigiram-se ao Rei A e pediram-lhe a letra. O rei preocupado com o problema na Livrolândia, rapidamente lhes deu a letra. </li></ul><ul><li>O Rodrigo e os seus amigos despediram-se de todos e dirigiram-se para terra da letra B. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Mal chegaram à terra da Letra B encontraram uma menina muito magrinha e muito baixinha chamada Beatriz. </li></ul><ul><li>A Beatriz era muito bonita, usava sempre dois totós e uma roupa de ballet. </li></ul><ul><li>Ela adorava bailar pelos campos maravilhosos daquele reino mas tinha uma grande tristeza porque era muito baixinha e todos se riam dela. O seu sonho era ser mais crescida. </li></ul><ul><li>O Rodrigo quando viu a Beatriz também teve vontade de se rir, mas não o fez. </li></ul><ul><li>Então perguntou-lhe: </li></ul><ul><li>- Por que é que és tão baixinha? </li></ul>
  12. 12. <ul><li>- Eu nem sempre fui assim, já estive maior, só que um dia deixei de comer alimentos saudáveis e passei a comer sempre lambarices. </li></ul><ul><li>- E depois??? </li></ul><ul><li>- Depois, nem imaginas! Fui pela floresta e encontrei uma casinha muito saborosa feita de chocolate e doces. Logo corri para ela e dei-lhe uma trinca. Dessa casa saiu uma bruxa e transformou-me nesta figura pequenina que hoje sou… </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Mais tarde após longa conversa sobre alimentação saudável a menina convidou o amigo para irem juntos almoçar. </li></ul><ul><li>Lá havia uma sopa só com legumes. </li></ul><ul><li>Quando a sopa terminou, Beatriz começou a crescer aos poucos. </li></ul><ul><li>O feitiço começava agora a quebrar-se!!! </li></ul><ul><li>Agora era a vez da menina ajudar o seu novo amigo… </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Beatriz tornara-se gigante e achava imensa piada olhar para as pessoas que agora considerava pequeninas. Mas, empenhada em ajudar Rodrigo e os amigos, aconselhou-os: </li></ul><ul><li>- Subam para as minhas mãos, pois com passos gigantes percorreremos o Universo das letras num abrir e fechar de olhos. </li></ul><ul><li>- Que ideia fantástica! Temos urgência em resolver este problema, pois as palavras estão a desaparecer e os habitantes da Livrolândia não poderão mais comunicar e até viver…- disse entusiasmado Rodrigo. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Muito delicadamente, Beatriz estendeu as mãos para que o Rodrigo e os amigos subissem. Então, pegando neles, colocou-os bem aconchegados num folho da sua saia de ballet. E começou a sua aventura. </li></ul><ul><li>Em dois passos gigantes chegou à Terra do C . Logo avistaram uma menina. Era o Capuchinho Castanho que andava a colher cogumelos no campo. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>- Por favor, indica-nos o caminho para o castelo do rei Carlos! – pediu Rodrigo do alto da saia de Beatriz. </li></ul><ul><li>- Quem falou? Foste tu, gigante? – perguntou a menina assustada. </li></ul><ul><li>Rodrigo esclareceu rapidamente o que se passava. O Capuchinho Castanho indicou o caminho para o castelo. O rei, muito compreensivo e carinhosamente entregou-lhes a letra C. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A aventura continuou e, de terra em terra, foram recolhendo todas as letras até que se depararam com uma grande gravidade… </li></ul><ul><li>Tinham chegado a Terra do G. Como as letras do alfabeto estavam a desaparecer, todos os habitantes dessa terra estavam a ficar gggaaaagggos . Pooorr iiissssoo, dddeeeemmmorrraarrraam mmmmaiiiiis ttteeeemmmmpo a recccccoooolherem a lllleeeettra G. </li></ul><ul><li>Não conseguiram compreender a mensagem e, por isso, verificaram que tinham de ser rápidos a recolher todas as letras, antes que as palavras desaparecessem de vez. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Regressando novamente à sua tarefa, saltitaram de país em país, colhendo as preciosas letras. </li></ul><ul><li>Para procurar o precioso P, partiram para país Perdido – onde Pedro podava papoilas prateadas para Paula, por paixão. </li></ul><ul><li>- Que engraçado! Aqui só se usam palavras começadas pela letra P… – constatou Rodrigo. </li></ul><ul><li>Também aí foram bem recebidos e todos se prontificaram a ajudar. </li></ul><ul><li>Depois de recolherem a letra, retomaram a sua aventura em busca de todas as letras do alfabeto. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Finalmente, e já exaustos, chegaram à Terra do Z. </li></ul><ul><li>Já muito cansados, recolheram a letra Z… A tarefa estava concluída! Só faltava mesmo entregar todas as letras na Livrolândia e era preciso agir depressa, senão tudo desaparecia… </li></ul><ul><li>Nas mãos juntas de Beatriz, Rodrigo e os seus amigos fizeram uma roda gigante com as letras, de mãos dadas. Agarraram-se muito bem! Beatriz com muito cuidado mas ao mesmo tempo com muita força, soprou e esta roda-viva foi pelo ar e depois de sobrevoar sobre as nuvens, foi parar num campo enorme, com uma erva acastanhada e murcha. Tinham voltado à Livrolândia! </li></ul>
  20. 20. <ul><li>- Adeus! Sejam felizes! </li></ul><ul><li>- Obrigado, Beatriz!- agradeceram todos , ainda meio tontos com a viagem. </li></ul><ul><li>De repente, as letras começaram a formar um pó cintilante que subia no ar. </li></ul><ul><li>Nesse momento, a erva começou a ficar verde, as pessoas começaram a sorrir e a correr pelo campo, os coelhos saltitavam, os pássaros, avezinhas da leitura, chilreavam e batiam com força as asas…A Livrolândia recuperava a sua cor e força! </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Rodrigo ficou parado a olhar tudo, encantado! “As letras têm tanta vida! Nunca tinha pensado nisso! E eu que não gostava delas nem dos livros!...” - pensou ele. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Alguém o chamou ao lado: </li></ul><ul><li>- Rodrigo! </li></ul><ul><li>Rodrigo olhou para o lado e viu a mãe. </li></ul><ul><li>- Como é que vieste parar aqui, mãe? </li></ul><ul><li>- Aqui, onde? – perguntou a mãe -São horas de lanchar! Adormeceste e parece que sonhaste! </li></ul><ul><li>Rodrigo olhou à volta e viu que estava na sua cama. </li></ul><ul><li>- Mãe! Chama a Ângela que eu quero ler-lhe uma história! </li></ul><ul><li>- O quê? Tu queres ler?!!!! Estarás doente? – perguntou a mãe pondo-lhe a mão na testa. </li></ul><ul><li>- Sim mãe, quero ler! Descobri que os livros nos dão vida e alegria . </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Ângela ficou muito feliz! Agora, todos os dias adormece com uma história que Rodrigo lhe lê. </li></ul><ul><li>   </li></ul><ul><li>Se escrevêssemos agora esta história, começávamos assim: </li></ul><ul><li>“ Era uma vez um menino que adorava ler!” </li></ul><ul><li>FIM </li></ul>
  24. 24. História elaborada: <ul><li>Por todos os alunos da Escola de Calvário1 </li></ul><ul><li>Ano Lectivo 2009/2010 </li></ul><ul><li>Assinalar o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares </li></ul><ul><li>30 de Outubro de 2009 </li></ul><ul><li>“ Parabéns a todos pelo empenho! </li></ul><ul><li>Não esqueçam! </li></ul><ul><li>A leitura é maravilhosa! </li></ul><ul><li>Com o livro podemos viajar por onde quisermos!” </li></ul>

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