RESUMOEsta pesquisa visou identificar e analisar a compreensão quealunos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado d...
APRESENTAÇÃOAs investigações que dão origem a este trabalho partem da intencionalidade deconhecer os caminhos da formação ...
No capítulo III fizemos uma abordagem sobre o Curso de Pedagogia da UNEB,Campus VII, o qual é o objeto principal do nosso ...
CAPÍTULO IPROBLEMATIZAÇÃOA essência deste trabalho está voltada para a formação docentedo profissional da educação onde to...
que eles eram vistos como “receptores de formação crítica que possibilitasse a criação de projetossociais que atendesse ao...
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Como já afirma Freire (2006):Dessa forma, se a educação objetiva a transformação dos sujeitos, deve-se considerar que ofut...
Temos evidenciado, portanto um problema em relação à Pedagogia, desdequando a identificaram como as “habilidades profissio...
A proposta do curso de pedagogia possibilita a superação da organização decentros de ensino e de pesquisas visando levar u...
transformá-lo em função das necessidades econômicas, sociais e políticas da coletividade. (p.16 e17).A partir das observaç...
2.1- COMPREENDENDO A PEDAGOGIA.Libâneo (2001) relata que “Há uma idéia de senso comum, inclusive de muitospedagogos de que...
Candau (2005) falando sobre a relação entre teoria e prática e suasimplicações nos cursos de formação de professores apres...
pedagógica em sala de aula, na área de Linguagem, Matemática, História,Geografia e Ciências Naturais. Tendo realizado a ob...
mudar os conceitos que possuímos, seja para processar novas informações, seja para substituirconceitos cultivados no passa...
sempre presente.2.2- O CURSO DE PEDAGOGIA DA UNEB CAMPUS VIISegundo o Projeto Político Pedagógico da UNEB, Campus VII, fun...
em espaços formais e em espaços não- formais, como já declarou Freire (1997):O corpo consciente e curioso, que estamos sen...
possível aprovação. (p.09).O pedagogo é um estudioso das ações educativas, sociais, culturais e intelectuaisdo sujeito den...
de Pedagogia/ Habilitação em Supervisão Escolar/ Administração Escolar ecoordenadores pedagógicos dentre outras habilitaçõ...
que suportam essas práticas. Devem-se abalar as convicções arraigadas, colocar dúvidas,desestabilizar. A partir da desestr...
O pedagogo tem se caracterizado como o profissional responsável pela docênciae especialidades na educação, tais como: Dire...
Entendendo a formação do professor como um processo contínuoconstruído em espaços coletivos de socialização, este trabalho...
Com base nas propostas sugeridas no Projeto Político Pedagógico da UNEB as bases queorientaram o Curso de Pedagogia busca ...
CAPÍTULO IIIMETODOLOGIA3.1. Tipo de pesquisaPor ser através da pesquisa que se produz o conhecimento científico, a qualpro...
Para obtenção de resultados, foram utilizados instrumentos adequados àabordagem qualitativa, sendo estes, o questionário f...
teórico para um melhor embasamento do que foi pesquisado.A análise de dados constitui a parte de maior importância de um t...
Fonte: Questionário fechado aplicado aos sujeitos de pesquisaOs participantes da pesquisa são em sua grande maioria de sex...
É importante perceber que maioria dos entrevistados já atuam na área daeducação o que nos leva a compreender que a maioria...
grande parte dos alunos pouca expectativa em relação a sua formação. Hoffmann (1998, 2000),aborda o comprometimento como u...
4.2.1. Quanto à cidade onde moram e saem para estudar.Podemos perceber por meio do questionário semi- estruturado,através ...
Em relação à fala de A3 já podemos perceber que não há uma firmeza quanto ao objetivo aoestudar Pedagogia, onde há a ausên...
Analisando a resposta de A5 percebemos que há um gosto e um prazer em realizar o curso, e que há umaperspectiva em poder c...
CONSIDERAÇÕES FINAISPor meio do assunto em pauta, o que constitui peça-chave para odesenvolvimento crítico do educador, o ...
Através dos questionamentos aplicados aos alunos de pedagogia, percebe-se quede fato há o que dantes foi introduzido neste...
REFERÊNCIASARRUDA, Maria Lúcia. História da Educação. 1ª Ed. SãoPaulo, 1989.CANDAU. V.M, Lelis. A relação teoria- prática ...
FREIRE. Paulo. Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez 4ª Ed. 2001FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes n...
formação. São Carlos: Edu FSCAR, 2002.OLIVEIRA, D. Reformas educativas na América Latina e trabalhos docentes.Autêntica: B...
ANEXOS
QUESTIONÁRIO – FECHADOPESQUISA MONOGRÁFICA1. PERFIL1.1 IDADE18 a 25( )        26 a 30(   )   acima de 30 (   )1.2 SEXO
(       ) masculino                                       (       ) feminino1.3 Além de estudar pedagogia, qual outra funç...
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  1. 1. RESUMOEsta pesquisa visou identificar e analisar a compreensão quealunos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado daBahia UNEB, Campus VII, em Senhor do Bonfim- BA têmsobre o curso e sua formação.Para a realização da mesma busquei suporte teórico em Freire (1992), (1998),(2000), (2002) e (2006), Oliveira (2003), Pimenta (1999) e (2004), Libâneo (1992),(2001), e (2002), Kullok (2000), Cortella (2001), Gomes (2003) Mizukami (2002)entre outros, os quais trazem contribuições de grande relevância, para que seconstrua uma reflexão crítica sobre a formação que o curso de Pedagogiaproporciona bem como a sua importância, buscando construir uma novacompreensão sobre o mesmo. Os procedimentos metodológicos, para arealização deste constituíram-se com a pesquisa qualitativa através questionário-fechado, para traçar o perfil dos sujeitos e o semi-estruturado, para identificar ascompreensões que estes têm sobre o curso. Através destes instrumentos e aanálise realizada foi possível identificar que os alunos do curso de pedagogia daUNEB, Campus VII, têm diferentes compreensões sobre o curso, onde muitos nãoconhecem a sua importância e não entendem a qualificação que o curso oferece.Com base na pesquisa realizada trazemos elementos para que se construa umamelhor compreensão, sobre o curso de Pedagogia, através dos seguintesconceitos:Compreendendo a pedagogia, O curso de pedagogia da UNEB Campus VII,Pedagogia e participação.
  2. 2. APRESENTAÇÃOAs investigações que dão origem a este trabalho partem da intencionalidade deconhecer os caminhos da formação pedagógica para o exercício da docênciasendo este estudo decorrente de uma pesquisa que tem como preocupação,conhecer e compreender o curso de Pedagogia e a construção dos saberesdocentes e seus processos no ensino universitário buscando identificar qualcompreensão que os estudantes do curso de Pedagogia da Universidade doEstado da Bahia (UNEB), Campus VII tem sobre o curso e seu processo deformação.Com base nos apontamentos, aqui feitos acredita-se que este estudo apresentauma relevância significativa no espaço do ensino do Curso de Pedagogia, e emespecial, para a formação acadêmica e pessoal dos discentes.A opção de identificar a compreensão que os alunos de Pedagogia têm sobrecurso partiu da relação que tenho com o curso pelo fato de ser estudante domesmo, e cultivar um interesse por ele o que me faz acreditar na educação e nadocência.No capítulo I é abordada a questão da formação docente, com suas mudanças etransformações no decorrer da história.No capítulo II faz-se uma abordagem sobre o curso de Pedagogia trazendo assimuma melhor compreensão sobre o curso e a formação que ele propõe.
  3. 3. No capítulo III fizemos uma abordagem sobre o Curso de Pedagogia da UNEB,Campus VII, o qual é o objeto principal do nosso estudo.No capítulo IV apresentamos questões sobre a Pedagogia participativa ondeabordamos a participação do discente no conhecimento pedagógico.No capítulo V apresenta-se a metodologia, que com base em alguns autores nostraz os meios para que se alcance dados.No capítulo VI apresenta-se a análise e interpretação dos dados obtidos, utilizandoassim o questionário fechado para traçar o perfil dos sujeitos e o questionáriosemi-estruturado para identificar a compreensão dos alunos de Pedagogia sobreeste curso.Culminando com as considerações finais através dos questionamentos aplicadosaos alunos de pedagogia, é percebido que convivemos ainda com umafragmentada e equivocada concepção que se tem do curso de Pedagogia. Ficaevidente na pesquisa realizada que há receio por parte dos estudantes em relaçãoà formação que ele propõe o que leva muitas vezes a uma insegurança emrelação à escolha do curso e até mesmo medo de encarar a realidade da sala deaula.
  4. 4. CAPÍTULO IPROBLEMATIZAÇÃOA essência deste trabalho está voltada para a formação docentedo profissional da educação onde tomaremos como referência ocurso de Pedagogia, que vem sofrendo mudanças sugeridas pelasexigências da formação e do exercício profissional.O processo educacional no decorrer da história tem passado por significativasmudanças, devido à globalização e avanços científicos o que delinearam ocaminho da educação e das políticas públicas no Brasil.Em conseqüência de diversos fatores, como a política educacional do país, quebuscava ampliar a oferta de vagas no ensino superior, aumentouprogressivamente a oportunidade de ingressar em um curso de graduação atravésdo vestibular. Porém como afirma Carvalho (1981):No que se refere ao nível superior, por ser o grau culminante do sistema, é onde se processamcom maior intensidade as desigualdades de oportunidades, como uma conseqüência natural dasdesigualdades sociais. Sendo o ingresso à universidade considerado como um canal demobilidade, social, acesso aos diferentes cursos, torna-se proporcionalmente mais difícil, emfunção do prestígio de que desfrutam os mesmos, levando os candidatos de situação sócio-econômica menos favorecida a optarem pelos cursos de menor prestígio. (p.28)Os estudantes de nível superior desenvolvem um papel de intelectuais na sociedade, segundo járelatava o educador e gestor das reformas educacionais Anísio Teixeira (1900- 1971), ao afirmar
  5. 5. que eles eram vistos como “receptores de formação crítica que possibilitasse a criação de projetossociais que atendesse aos anseios da sociedade.”A partir da formulação da constituição de 1988, a qual determinava a educação um direito de todose dever do Estado, esta seria incentivada e promovida visando o pleno desenvolvimento docidadão e sua inserção participativa na sociedade, sendo este preparado para exercer suacidadania e qualificado para as exigências no mercado de trabalho.Entrando no século XXI passamos a viver uma sociedade diferente, avançada,que proporciona mudanças constantes, pois o moderno é rapidamenteultrapassado devido a esse crescimento tecnológico que oferece a todo omomento novas opções.Estamos em uma época complexa de evidentes mudanças, onde não existemlimites para as pretensões humanas e onde o mundo evolui numa velocidade semprecedentes, com um crescimento assustador da população o que impulsiona ohomem a procurar novas alternativas e meios de preencher suas necessidades eseus desejos de buscas e realizações. Diante dessa realidade vivenciada a formação de educadores na atual conjuturada sociedade, exige destes disponibilidade e compromisso para compreender omomento atual e buscar, por meio dos conhecimentos adquiridos estabelecerações educativas transformadoras, tendo em vista uma sociedade mais justa,mais igualitária e mais humanizada.Como relata Nóvoa (2002) “Trata-se de procurar escapar ao vaivém tradicionalentre uma percapção micro e um olhar macro, privílegiando um nível meso decompreensão e intervenção.(p.15).Nesta época em que estamos vivendo, a competitividade e os interesses temdesenvolvido desigualdade estrutural, refletindo-se na distribuição de renda edesvalorização do trabalho do profissional da educação através da aplicaçãodesigual dos direitos. A lógica neoliberal vem impondo e privilégiando algumasáreas específicas, onde o sistema educacional brasileiro destaca-se emdesvantagens por causa das précarias condições de trabalho dos profissionaisdesta área.Por esta razão o ponto de partida deve ser o entendimento de que a formação doprofessor venha transformar os novos educadores em sujeitos capazes de opinar
  6. 6. e de decidir através de uma formação reflexiva e crítica, sendo este um agentetransformador.Ao afirmar que “formar é muito mais que puramente treinar o educando nodesempenho de destrezas” (FREIRE, 2002, p.14), Freire nos convida a repensarsobre a prática educativa.Essa formação busca e precisa garantir a aos estudantes do curso atitudes eposturas reflexivas e críticas, tanto do conhecimento elaborado por meio daspesquisas quanto do currículo presente em seu contexto educacional, levando-osa intervir em sua realidade.A sociedade da informação e do conhecimento exige maior qualificaçãoprofissional docente. Diante disso, a proposta do curso de Pedagogia constitui-seem preparar os alunos para atuarem na educação básica e para se exercitaremem práticas. É necessário, porém uma reflexão a respeito da formação desses,considerando a diversidade social e cultural, dos diferentes espaços onde elasocorrem e da necessidade do emprego de metodologias mediadas por diferenteslinguagens.Como afirma Oliveira 2003:Na realidade o que se espera nesses casos é que a educação contribua na redução dasdesigualdades sociais por meio de desenvolvimentos e de condições para que os indivíduospossam mobilizar-se socialmente ou obter grau de autonomia a fim de buscar soluções para suasobrevivência e dessa maneira sair da condição de vulnerabilidade social. (p.23).A educação é ainda o grande desafio a ser conquistado e melhorado emboratenhamos passado por grandes transformações. Os avanços científicos etecnológicos e a globalização da sociedade trazem novas exigências à formaçãode professores nesta nova organização social que exige mais da prática deensino.Busca-se hoje desenvolver o bom profissional da educação, por meio dos cursosde licenciatura que visam uma proximidade maior com ações reflexivas, presentesna ação e na formação do professor em meio à crise da sociedade industrialmoderna e as conseqüentes reformas sociais resultantes na ação docente.
  7. 7. Como já afirma Freire (2006):Dessa forma, se a educação objetiva a transformação dos sujeitos, deve-se considerar que ofuturo professor tenha a possibilidade de desenvolver, durante a formação, as bases para asdecisões que venha a tomar, com autonomia e o compromisso profissional com a sociedade.(p.26).Para que se alcance uma consciência crítica ao longo de um curso de formaçãode professores é imprescindível que se possibilite a vivência com a prática, e aosvários conhecimentos presentes no ambiente. O professor, hoje, é aquele queprecisa ter e desenvolver competências habilidades e equilíbrio emocionalconsciente da importância do desenvolvimento cognitivo e humano resultandonuma prática educativa pautada no respeito e compreensão às diferenças.Sobre esta questão, Pimenta (1999) explica que: Tanto a formação inicial como a contínua tem como especificidade o que oprofessor faz, e não o que deve fazer, ou o que vai fazer. Ao mesmo tempo, oestagiário pode aproximar-se da realidade, chegar perto do trabalho do professorem seu lócus de Ação, que é a escola, com a conotação de envolvimento e aintencionalidade investigativa. (p.46)Através do acúmulo de conhecimentos e as grandes exigências no mercado detrabalho, sobretudo no campo da pesquisa, surge assim uma nova concepção deensino baseada nos diversos campos de conhecimento. Nesse contexto a funçãoda universidade diante das mudanças é de através do corpo que a integra,especialmente com os alunos construir pela práxis, uma nova relação humanatomando consciência da participação pessoal na definição de papéis sociais. Neste contexto vivenciado a prática docente contribui para a transformação dauniversidade em um lugar onde saberes novo sejam construídos a partir deconhecimentos já existentes de forma crítica e coletiva avançando no confronto demétodos e teorias possibilitando uma interação, uma intersubjetividadeconstruídas em um trabalho interdisciplinar.
  8. 8. Temos evidenciado, portanto um problema em relação à Pedagogia, desdequando a identificaram como as “habilidades profissionais”, o que fez reduzir osestudos de Pedagogia nas faculdades. Libâneo (2001) vem confirmando este fatoquando diz que: “Hoje em dia muitos pedagogos parecem estar se escondendo desua profissão ou, ao menos precisando justificar cotidianamente seu trabalho.”(p.20) Diante desses fatos convivemos ainda com uma fragmentada e equivocadaconcepção que se tem do curso de Pedagogia. É percebido hoje, certo receio porparte dos estudantes em relação à formação que ele propõe o que leva muitasvezes a uma insegurança em relação à escolha do curso e até mesmo medo deencarar a realidade da sala de aula.Os estudantes ingressos no curso de Pedagogia muitas das vezes quando se dãoconta da proposta do curso e da habilidade que o mesmo exige, sendo necessáriointeresse, dedicação e vontade de exercer a função educacional contribuindo deforma direta na formação de crianças ficam desestimulados sem nenhumentusiasmo.Libâneo (2002) faz um esclarecimento sobre o curso quando afirma que:“O curso de pedagogia é aquele que forma o profissional qualificado para atuar em muitos camposeducativos para atender demandas sócio-educativas de tipo informal e coordenação pedagógicade escolas, mas também de pesquisa, de planejamento educacional, dos movimentos sociais. (p62).Diante dessa afirmação evidencia-se a qualidade do curso de Pedagogia o qualdeve formar o pedagogo/ou profissional qualificado para o exercício inteligente doofício.Segundo o projeto político pedagógico da UNEB Campus VII a estrutura curricularapresentada pelo curso foi elaborada a partir dos princípios de flexibilização,diversificação, autonomia e interdisciplinaridade.
  9. 9. A proposta do curso de pedagogia possibilita a superação da organização decentros de ensino e de pesquisas visando levar uma integração do ato educativo;ou como afirma Fazenda (1992): “Além disso, podem valer-se daintercomplementaridade, para o avanço de novos projetos, ou mesmo transformarespecialistas de outras áreas em educadores”. (p.78).Freire (2002) diz que:“É necessário encarar a educação e o conhecimento, sob a ótica epistemológica, sem desviar dosentido social e político, o que permitirá a obtenção de resultados que contribuam para o melhorestabelecimento da relação ensino-aprendizagem sendo essa produção um passo decisivo paraencarar o conhecimento como bem a ser construído por meio da obtenção de respostas aquestões voltados para a formação docente, de um ser competente, conscientemente inacabado,e, sobretudo com uma visão de mundo crítica, que permita um papel diferenciador, partindo datomada de consciência de que ensinar exige compreender que a educação é uma forma deintervenção no mundo” (p.110)Diante de tal fato é pertinente questionar neste momento sobre a compreensãoque os estudantes de pedagogia do Campus VII têm manifestado em relação àimportância do curso para sua formação como profissional na área da educação ea contribuição deste na construção dos valores e aprendizagem na vida dosalunos os quais devemos preparar para serem os novos profissionais. Partindo deste pressuposto e da evidente necessidade de pensar a educação e aformação pedagógica, como um processo de profundo compromisso eresponsabilidade social, surgiu então a inquietação sobre o curso de pedagogia oqual visa preparar um profissional comprometido com a educação. A preocupação,no entanto gira em torno da compreensão que os alunos do curso têm dadimensão da importância e comprometimento que este exige, pois como afirmaLibâneo (1992):O trabalho docente é parte integrante do processo educativo mais global, pelo qual os membros dasociedade são preparados para a participação na vida social. [...] Cada sociedade precisa cuidarda formação dos indivíduos, auxiliarem no desenvolvimento, formá-lo nas varias instancias da vidasocial. Não há sociedade sem pratica educativa, nem pratica educativa sem sociedade. A práticaeducativa não é apenas uma exigência da vida em sociedade, mas também o processo de provero indivíduo dos conhecimentos e experiências culturais que os tornam aptos no meio social e
  10. 10. transformá-lo em função das necessidades econômicas, sociais e políticas da coletividade. (p.16 e17).A partir das observações realizadas nas aulas do curso noturno de pedagogia naUniversidade do Estado da Bahia- UNEB, Campus VII, em Senhor do Bonfim–BA,objetivando investigar a compreensão que os alunos do referido curso têm sobre asua importância desenvolvi o meu problema de pesquisa.Nessa perspectiva e partindo das analises realizadas, nas aulas equestionamentos feitos com alunos do curso noturno de Pedagogia, da UNEB,Campus VII, busco por meio deste identificar: Qual a compreensão que os alunosdo curso noturno de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia, Campus VIItem sobre o curso.Tendo relevância no contexto em que se situa, este trabalho constitui-se degrande importância por que busca esclarecer a compreensão dos alunospromovendo uma reflexão sobre a necessidade de se compreender e aceitar ocurso de Pedagogia, ressaltando a sua importância dentro do sistema educativo.CAPITULO IIQUADRO TEÓRICOTratarei aqui do referencial teórico cujas articulações serão norteadaspelos seguintes conceitos: Compreendendo a pedagogia, O curso depedagogia da UNEB Campus VII, Pedagogia e participação
  11. 11. 2.1- COMPREENDENDO A PEDAGOGIA.Libâneo (2001) relata que “Há uma idéia de senso comum, inclusive de muitospedagogos de que a Pedagogia é como se ensina, o modo de ensinar a matéria, ouso de técnicas de ensino (p.21), para ele trata-se de uma idéia simplista ereducionista.Sobre esse aspecto é muito comum e consensual perceber as falhas do processoeducacional e das deficiências da escola dentre outros aspectos institucionais,mas Libâneo (2001) ao esclarecer este fato elevando a idéia do senso comumafirma que: A meu ver, a Pedagogia ocupa-se de fato, dos processos educativos, métodos, maneira deensinar, mas antes disso ela tem um significado bem mais amplo, bem mais globalizante. Ela é umcampo de conhecimentos sobre a problemática educativa na sua totalidade e historicidade, e aomesmo tempo uma diretriz orientadora da ação educativa. O pedagógico refere-se a finalidades daação educativa, implicando objetivos sociopolíticos a partir dos quais se estabelecem formasorganizativas e metodológicas da ação educativa. (p.22).Para a formação do pedagogo pressupõe-se um conjunto de valores,representações, saberes e práticas que, em sua heterogeneidade, constitui acultura pedagógica, estruturando a ação docente cotidiana. Cabe ressaltar, noentanto, que as aprendizagens realizadas por eles assumem uma grandeimportância para sua formação, uma vez que lhes permitem considerar de modoabrangente os múltiplos fatores inscritos na docência. Uma formação desse tipo, pautada em saberes e representações, apresentapossibilidades relevantes para a atuação do trabalho no exercício da prática.Nesse sentido, pensar a formação do futuro professor, para além de propostaspolítico-pedagógicas, implica investir esforços para uma formação ampla por meiodas diversas linguagens com o objetivo de possibilitar uma compreensão maiscrítica da profissão e da realidade.
  12. 12. Candau (2005) falando sobre a relação entre teoria e prática e suasimplicações nos cursos de formação de professores apresenta sua visão,afirmando que teoria e prática:(...) são consideradas o núcleo articulador da formação do educador na medida em que os doispólos devem ser trabalhados simultaneamente, constituindo uma unidade indissolúvel. Há umaimplicação mútua entre eles, superando assim uma tendência muito encontrada nos cursos dePedagogia e de licenciatura que considera a prática educacional como separada das teoriaspedagógicas (p.67- 68).Deste modo, é imprescindível que, durante o processo de formação inicial, ograduando atue pedagogicamente, analisando suas concepções e atitudes, demodo a lhe possibilitar a apropriação de instrumentos que permitam a elaboraçãodos seus próprios conhecimentos. Em consonância com esta idéia Kullok (2000)afirma que:A formação de profissionais da educação deverá ter como fundamento a associação entre teoriase práticas além do aproveitamento, experiências anteriores em instituições de ensino, devendoainda essa formação ocorrer em nível superior em cursos de licenciatura, graduação plena, emuniversidades e instituições superiores de educação. (p.10)Diante disso a prática de ensino do Curso de Pedagogia da UNEB está distribuídanas disciplinas Pesquisa e Prática Pedagógica e Trabalho de Conclusão de Curso.A primeira se divide em cinco disciplinas seqüenciadas: Pesquisa e PráticaPedagógica I, II, III, IV e V; e a segunda, representa o Trabalho de Conclusão decurso. Cada disciplina possui uma carga horária de 60 horas, que sãodesenvolvidas através de aula teórica com apresentação de seminários desocialização das produções dos/as alunos/as no final das disciplinas, e prática pormeio do Estágio Supervisionado.A proposta desenvolvida através de Pesquisa e Prática Pedagógica se dá a partirda aproximação do/a aluno/a com a escola, para que ele/a compreenda a práticaeducacional escolar e suas formas de organização e gestão. Em seguidaPesquisa e Prática Pedagógica II e III dão continuidade ao estudo voltando-separa a sala de aula procurando conhecer as formas de organização efuncionamento da Educação infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental.A partir de Pesquisa e Prática V o/a graduando/a irá exercitar e analisar a prática
  13. 13. pedagógica em sala de aula, na área de Linguagem, Matemática, História,Geografia e Ciências Naturais. Tendo realizado a observação e o estágio, oaluno/a irá elaborar um projeto de pesquisa, que depois de realizado resultará naelaboração de um relatório que ganha forma de artigo científico. O trabalho deconclusão de curso TCC culmina esta caminhada com a elaboração do trabalhomonografia.Como pontua Cortella (2001):(...) O bem imprescindível para nossa existência é o conhecimento, dado que ele, por se constituirem conhecimento, averiguação, e interpretação sobre a realidade, é o que nos guia comoferramenta central para nela intervir; ao seu lado se coloca a educação (em suas múltiplas formas)que é o veículo que o transporta para ser produzido e reproduzido. (CORTELLA, 2001, p.45, grifosdo autor). A pedagogia que forma o profissional não pode ser uma reprodução dos conteúdos curricularespara, depois, proceder à devolução desse conhecimento no momento da avaliação daaprendizagem. Precisa-se, construir uma pedagogia que promova um tratamento mais consistente com umametodologia de trabalho para a educação da atualidade o que se faz necessário buscar formas deensino que venham a auxiliar os futuros profissionais da educação a conquistarem elementosteórico-metodológicos sólidos e, ao mesmo tempo flexíveis, para uma assimilação crítica e nãomeramente reprodutiva. O momento pedagógico atual é, pois, o de superar a teoria didática que se contrapõe aotratamento totalizante do ato educativo. O desafio, portanto, será o de confrontar constantementeseu estatuto epistemológico com a realidade sócio-educativa, para realizar uma faxina pedagógica,diante das constantes mutações do contexto social. Como alguém se constitui no sujeito professor? Como os conhecimentos aprendidos nos cursosde licenciatura e as redes de histórias de cada um constituem os sujeitos professores? É precisobuscar essa identidade, pois como declara Chiarello:Com todas as transformações que estão ocorrendo no mundo, mais do que nunca é precisoaprender a viver com a incerteza. É preciso desenvolver a autonomia nos alunos e também nosprofessores, com auxílio de ambientes de aprendizagem, levando-os a aprender a aprender. Issoimplica ter a condição de refletir, analisar e tomar consciência do que sabemos dispormo-nos a
  14. 14. mudar os conceitos que possuímos, seja para processar novas informações, seja para substituirconceitos cultivados no passado e adquirir novos conhecimentos (CHIARELLO, sd, p.2).A preocupação do curso, portanto gira em torno de como formar o professor parauma sociedade, em constantes transformações, geradas pelas novas tecnologiasda informação e da comunicação e convivendo com a diversidadeA Instituição de Ensino Superior, onde esta prática é desenvolvida, busca comoobjetivo atender essas demandas agindo na formação de professores e estendesua responsabilidade social para além da dimensão da educação e da escola, poissegundo afirma Rodrigues (1987):Hoje, preparar culturalmente os indivíduos significa possibilitar-lhes a compreensão da visão demundo presente na sociedade, para que possam agir aderindo, transformando e participando damudança dessa sociedade. Sem essa compreensão, torna-se inviável a participação efetiva doindivíduo nessa produção cultural (1987; 58).Entretanto o curso propõe que o professor seja aquele que, além da competência,habilidade e equilíbrio emocional, tenha consciência da importância dodesenvolvimento cognitivo e do desenvolvimento humano e por isso prezem poruma prática educativa pautada no respeito e compreensão às diferenças, comoressalta Pimenta (2004) ao afirmar que: O exercício da atividade docente requer preparo. Preparo que não se esgota nos cursos deformação, mas para qual o curso pode ter uma contribuição específica enquanto conhecimentosistemático da realidade do ensino-aprendizagem na sociedade historicamente situada, enquantopossibilidade de antever a realidade que se quer (estabelecimento de finalidades, direção desentido), enquanto identificação e criação das condições técnico-instrumentais propiciadoras daefetivação da realidade que se quer. Enfim, enquanto formação teórica (onde a unidade teoria eprática são fundamentais para a práxis transformadora. (p. 105).As propostas para a formação de professores e seus objetivos têm sido discutidasconsideravelmente nas últimas décadas.Na busca da superação, os cursos de licenciatura têm buscado uma maioraproximação com ações reflexivas, presentes no desenvolvimento e na reflexãoda ação docente embasado na maneira de pensar, selecionar e saber, que focosprivilegiar se compreendermos que há uma curiosidade e um desejo de saber
  15. 15. sempre presente.2.2- O CURSO DE PEDAGOGIA DA UNEB CAMPUS VIISegundo o Projeto Político Pedagógico da UNEB, Campus VII, fundamentado naLei nº. 9.394/96 ainda como FESB, o Departamento iniciou suas atividadesoferecendo o curso de Licenciatura em Ciências com habilitação em Matemática.Em 1992, introduziu Licenciatura em Pedagogia e, em 1997, passou a incluirCiências, com habilitação em Biologia. (p.10) Como especificado no referente projeto: “Os cursos de Pedagogia instalados nosdiversos CAMPI da Universidade Estadual da Bahia têm como objetivo a formaçãode um profissional capaz de contribuir, efetivamente, para a melhoria dascondições em que se desenvolve a educação, e, conseqüentemente,comprometido com um projeto de transformação social” (p.32). E dentro dessaperspectiva oportunizar um ensino e uma formação multicultural. Conhecer e viver a pedagogia é encantar-se por aquilo que é ensinado fazendodeste uma prática, mudar de postura, desenraizar-se sem perder valores humanoscompreendendo o seu meio através da ética e da igualdade, construindo saberesque possam resultar em novos olhares, novas composições sobre a sociedade, acultura e a educação como revela Gomes (2003) quando diz que:Os educadores constroem valores, entre seus alunos e colegas, produzem conhecimentos edesenvolvem competências, próprias do seu campo de atuação, a saber, a docência. Masjuntamente com esses aspectos esse profissional também constrói e desenvolve valores acerca douniverso cultural e social em que vive, e isso envolve as representações sociais positivas enegativas que incidem sobre determinados grupos sociais. (p.160)O eixo e as temáticas presentes no curso abrangem as dimensões da formaçãopedagógica, que são a investigação, a prática da docência, o trabalho pedagógico
  16. 16. em espaços formais e em espaços não- formais, como já declarou Freire (1997):O corpo consciente e curioso, que estamos sendo e veio tornando capaz de compreender, deinteragir, técnica, ética, estética, científica e politicamente, precisa-se de uma intervenção naprática educativa, indiscutivelmente na qualidade política do educador. (p.64)A estrutura do currículo do curso de Pedagogia da UNEB, Campus VII buscaevidenciar o repensar das relações objetivas e subjetivas, da linguagem gestual edas práticas corporais uma vez que fornece subsídios na forma como se articulamas políticas educacionais e currículos, como, o quê e o pra quê ensinar, para issopretende-se oferecer aos alunos uma sólida formação teórica e prática quefavoreça a reflexão contextualizada sobre os principais problemas da educação eaponte possibilidades para a atuação de cada profissional da educação em seucampo de trabalho.É a partir das várias vivências e as relações desencadeadas na universidade queos acadêmicos percebem a partir das intervenções pedagógicas que estãoinseridos em um novo espaço político pedagógico no qual engajados naconstrução do conhecimento, descobrem a pesquisa estando os mesmos atentosàs mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais.Através do curso de Pedagogia percebe-se que as vivências oportunizadas aos alunos, osdiálogos estabelecidos com pessoas, grupos ou atividades diversas têm se apresentado como algode grande significado e relevância para que os sujeitos sejam provocados há compreender ostempos, os espaços, as identidades e os papéis sociais.Segundo o Projeto Político Pedagógico da UNEB: A proposta de Redimensionamento dos Cursos de Formação de Professores, no âmbito daUNEB, propõe-se a fazer uma reinterpretação das grades curriculares para possibilitar aflexibilização da estrutura curricular vigente no processo de ensino-aprendizagem. Portanto,faz-se necessária a reestruturação do curso de Pedagogia ministrado nos diversosDepartamentos da UNEB. É, no entanto, fundamental que o egrégio Conselho de Ensino,Pesquisa e Extensão – CONSEPE se proponha a fazer uma apreciação dessa proposta para
  17. 17. possível aprovação. (p.09).O pedagogo é um estudioso das ações educativas, sociais, culturais e intelectuaisdo sujeito dentro de uma sociedade na qual contribui para o seu desenvolvimento.Como alguns pensavam, não vivemos mais a época em que o pedagogo ocupava-se somente da educação infantil, atualmente a pedagogia dispõe de umaabrangente área de atuação, que inclui, além de instituições de ensino, empresasdos mais diversos setores.Buscando abranger a dimensão da proposta do curso, o seu Projeto PolíticoPedagógico apresenta um currículo:[...] para além da listagem de conteúdos, do saber "atrás das grades"; evidencia a Perspectiva deum Currículo não-linear, mas construído a partir dos seguintes princípios: Trabalho pedagógicoescolar como princípio educativo que norteia o desenvolvimento da proposta curricular; A práticada interdisciplinaridade como princípio para o desenvolvimento de um trabalho que articule osconteúdos das diversas áreas de estudo em torno de questões centrais e/ou que garanta aobservância do princípio definido. A pesquisa como princípio cognitivo e instrumentalizador do trabalho docente.Tenta avançar no sentido de assegurar uma formação, que, tomando o trabalho pedagógico comoprincípio educativo e constitutivo da formação integral do professor, propicie ao mesmo, um quadrotécnico referencial de análise que lhe permita compreender o processo pedagógico em suatotalidade e complexidade, o processo. (p.27)O estudo da pedagogia contribui para a transformação da universidade de umlugar de transmissão ou reprodução de um saber pré-fabricado, em um lugar ondenovos saberes sejam construídos de forma coletiva e crítica, a partir do qual oCurso de Pedagogia perseguirá nos propósitos da qualidade do ensino, com asexigências de uma compreensão crítica, contribuindo para a melhoria daqualidade do ensino do Sistema de Educação gerando possibilidades deintervenção e transformação. como declara Freire (2000) ao afirmar que:(...) a universidade tem uma responsabilidade social a cumprir junto aos demais graus de ensino euma contribuição fundamental a dar no que diz respeito à compreensão do conhecimento, àsperspectivas de avanço nas diferentes dimensões do conhecimento bem como nas questões deformação dos profissionais que atuam nas redes de ensino. (p.81)A proposta do curso atende o que está previsto no Projeto Pedagógico do curso
  18. 18. de Pedagogia/ Habilitação em Supervisão Escolar/ Administração Escolar ecoordenadores pedagógicos dentre outras habilitações e propõe-se atender asnecessidades da educação diante da demanda o qual pretende “formarprofissionais em educação com perfil crítico, pesquisador, dinâmico, inovador etransformador, pois como está explícito no Projeto Político Pedagógico:Considerando todo esse processo de discussões e organização política em torno do curso dePedagogia, porém sem querer esgotá-las, organizou-se esta proposta, buscando entender que a“pedagogia é um campo de conhecimento sobre a problemática educacional na sua totalidade ehistoricidade e, ao mesmo tempo, uma diretriz orientadora da ação educativa). Para isso, pretende-se oferecer aos alunos uma sólida formação teórica e prática que favoreça a reflexãocontextualizada sobre os principais problemas da educação e aponte possibilidades para aatuação de cada profissional da educação em seu campo de trabalho. (p.32)Esta proposta é resultado de uma decisão política de todos que estiveram com asquestões sociais e contemporâneas onde prioriza a investigação e as inter-relações entre cultura, educação e sociedade.A inquietação sobre formação pedagógica tem sido elemento impulsionador,na aprendizagem de cada disciplina que constitui o curso de Pedagogia,possibilitando uma perspectiva inovadora e desafiadora no meio acadêmico.A reflexão sobre o curso de Pedagogia pressupõe uma série de analise sobre aformação acadêmica, que este curso oferece. Nessa perspectiva busca-se instigarnossos/nossas alunos/alunas a também refletirem sobre sua própria formação eprovocarem mudanças em sua posturas e ações pedagógicas. Segundo afirma Mizukami (2002): O conhecimento se constrói a partir de hipóteses que se estruturam e se desestruturam. Oconhecimento docente também se constrói com a quebra de certezas presentes na práticapedagógica cotidiana de cada um de nós. Portanto é preciso intervir para desestruturar as certezas
  19. 19. que suportam essas práticas. Devem-se abalar as convicções arraigadas, colocar dúvidas,desestabilizar. A partir da desestruturação das hipóteses, constrói-se novas hipóteses, alcançamnovos níveis de conhecimento.(p.38)O curso em evidência continua ainda muito voltado para a escola, mas hoje aUNEB e as diversas faculdades têm revisado seus currículos, resultando em umaformação de profissional mais direcionada, pois as funções desempenhadas pelopedagogo são influenciadas por diversos fatores, como o desenvolvimentotecnológico, a competitividade e as exigências de mercado e a corrida paraalcançar as oportunidades.2.3- PEDAGOGIA E PARTICIPAÇÃOTrataremos aqui da participação no conhecimento pedagógico e dessa forma,confrontar saberes transmitidos e o conhecimento onde o sujeito e o objeto estãopróximos. Segundo Freire (2000):A participação (...) implica, por parte das classes populares, um “estar presente na História, e nãosimplesmente nela estar representadas”. Implica a participação política das classes popularesatravés de suas representações ao nível das opções, das decisões e não só do fazer o jáprogramado. (p.75) Partindo dos saberes e conhecimentos construídos no curso de formaçãopedagógica e procurando destacar suas contribuições nas perguntas geradoras doconhecimento e as respostas acadêmicas através da perspectiva de encontrarrespostas a essas indagações, buscamos desenvolver a compreensão dapedagogia participativa.
  20. 20. O pedagogo tem se caracterizado como o profissional responsável pela docênciae especialidades na educação, tais como: Direção, Coordenação, orientação eSupervisão, entre outras atividades específicas da escola.A distinção entre saberes e conhecimentos, possibilita superar o conflito daspedagogias da pergunta e da resposta e ajuda a compreender a relação entreensino e pesquisa.Na visão de Freire (2000) “a pedagogia da participação representa não apenastomar conhecimento daquilo que já foi decidido, mas um engajamento concretonas decisões, opções e disposição. Diante disso faz-se necessário ao estudantede pedagogia uma compreensão sólida da sua participação das diferentes formascom a sociedade, pois este é um instrumento essencial para, que os futuroseducadores reconheçam seu compromisso, como já destaca Freire (2001) quandoaborda que:[...] não me parece possível, nem aceitável a posição ingênua, ou, pior, astutamente neutra dequem estuda, seja o físico, o biólogo, o sociólogo, o matemático, ou o pensador da educação.Ninguém pode estar no mundo, com o mundo ou com os outros de forma neutra. Não posso estarno mundo com luvas nas mãos, constatando apenas. A acomodação em mim é apenas caminhopara a inserção que implica decisão, escolha, intervenção na realidade. [grifo do autor].Junto a uma participação democrática dentro da pedagogia propõe-se umaarticulação entre diferentes saberes que lutam por legitimidade dentro do campoacadêmico, o que visa problematizar as diversas formas de apropriação do saberdentro do currículo, o qual já traz em si questões de ordem política, como escreveFreire [...] “capacidade de viver com os diferentes para lutar com os antagônicos.É estimular, a dúvida, a crítica, a curiosidade, a pergunta, o gosto do risco, aaventura de criar” (200, p. 54).Dentro do contexto de um mundo globalizado, a reflexão a cerca datransmissão do saber acadêmico e os processos de democratização dessessaberes estão alicerçados na convicção de que precisamos construir novas basespara pensarmos e intervirmos nas escolas.
  21. 21. Entendendo a formação do professor como um processo contínuoconstruído em espaços coletivos de socialização, este trabalho discute aformação docente advindas de experiências e práticas voltadas para odesenvolvimento dos alunos de Pedagogia tecendo uma visão mais crítica daprofissão e da realidade com base na visão de Freire (1998) quando relata:Como prática estritamente humana, jamais pude entender a educação como uma experiência fria,sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos e os sonhos, devessem serreprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem tão pouco jamais compreendi a práticaeducativa como uma experiência a que faltasse o rigor em que se gera a necessária disciplinaintelectual. (p.164-165). Nesse sentido, pensar a formação do futuro professor, para além de propostas político-pedagógicas, implica investir esforços para uma formação ampla por meio das diversas linguagenscom o objetivo de possibilitar uma melhor compreensão do curso e de sua formação.Na prática profissional docente, são muitos os desafios. Acreditar na educação éaceitar o desafio de lutar por uma formação voltada para a construção doconhecimento, conciliando os conteúdos com o desenvolvimento decompetências.Durante a formação universitária, no curso de Pedagogia é indispensável que oacadêmico vivencie experiências de construção própria do conhecimento dentrode uma metodologia que privilegie as suas construções sendo necessárioprogramar atividades reflexivas para que eles possam ser mais preparados paralidar com o processo de ensino e aprendizagem como diz Freire (2003):[...] Ás vezes preservando determinadas formas de cultura. Outras interferindo no processohistórico, instrumentalmente. De qualquer modo, para ser autêntico, é necessário ao processoeducativo que se ponha em relação de organicidade com a contextura da sociedade a que seaplica. (p.10)É óbvio que precisa-se de discussão sobre a formação docente. Especialmente na práticade ensino e do curso de Pedagogia, o qual tem sofrido mudanças sugeridas pelasexigências da formação e do exercício profissional.
  22. 22. Com base nas propostas sugeridas no Projeto Político Pedagógico da UNEB as bases queorientaram o Curso de Pedagogia busca evidenciar a prática de ensino como eixoestruturador da prática docente. Essa proposta visa à organização da Prática de Ensino comoum trabalho pedagógico, de investigação coletiva e interdisciplinar.Segundo Freire as práticas sociais e as relações humanas geram participação, busca deautonomia, consenso, sensibilidade e humanização como afirma Lima (2007): “Para Paulo Freire aparticipação permite o estabelecimento de relações, o cruzamento de idéias e opiniões, masrequer sujeitos abertos às mudanças”. (p.83).A pedagogia e participação tem natureza pedagógica e política a qual visa descobrir novosformatos de avaliação e discutir novas aprendizagens. Embora tenha-se falado muito em avaliaçãoparticipativa na universidade, esta não tem sido um tema preferencial de pesquisa. É preciso quea avaliação e participação na universidade seja direcionada por princípios políticos para que ocorraparticipação com saberes, para além da simples autocrítica.
  23. 23. CAPÍTULO IIIMETODOLOGIA3.1. Tipo de pesquisaPor ser através da pesquisa que se produz o conhecimento científico, a qualpropõe confrontar dados, evidências e informações coletadas optamos comoreferência metodológica, empregar os princípios da pesquisa qualitativa, poissegundo Chizzotti 2006, é:[...] a identificação do problema e sua delimitação pressupõem uma imersão do pesquisador navida e no contexto, no passado e nas circunstâncias presentes que condicionam o problema.Pressupõem, também, uma partilha prática nas experiências e percepções que os sujeitospossuem desses problemas, para descobrir os fenômenos além de suas aparências imediatas.(p.81).Para empregar a pesquisa qualitativa, precisa-se buscar dados reais, com afinalidade de observar, analisar e constatar a clareza do que foi investigado. Poisde acordo com Borgdan Biklen (apud) Ludke:“A pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos obtidos nocontato direto do pesquisador com a situação estudada e enfatiza a perspectivados participantes.” (1986, p. 13).Todos os dados da pesquisa são de grande relevância, na qual o pesquisadordeve ter uma atenção especial. Como aponta Triviños (1987): “A pesquisa qualitativa tem um ambiente natural, com sua fonte direta dos dadose o pesquisador como instrumento chave. A pesquisa qualitativa é descritiva, e osignificado é a preocupação essencial na abordagem qualitativa” (p.13).3.2 Instrumentos de coleta de dados
  24. 24. Para obtenção de resultados, foram utilizados instrumentos adequados àabordagem qualitativa, sendo estes, o questionário fechado, e o semi- estruturadobuscando traçar o perfil dos sujeitos entrevistados.3.2.1 Questionário-fechado. Segundo Andrade (1999): “Perguntas fechadas sãoaquelas que indicam três ou mais opções de respostas ou se limitam à respostaafirmativa ou negativa e já trazem espaços destinados à marcação da escolha”(p.131)3.2.2 Questionário semi-estruturado. Segundo Marconi e Lakatos:“Questionário é um instrumento de coleta de dados constituído por uma sérieordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito e sem a presençado entrevistador.” (2000 p.87).3.3 Sujeitos da pesquisa.A pesquisa foi realizada com os alunos do curso de Pedagogia noturno daUniversidade do Estado da Bahia (UNEB), No Campus VII, EM Senhor do Bonfim-BA, buscando conhecer as compreensões que eles têm sobre o curso dePedagogia e sua formação.3.4 Lócus de pesquisaA pesquisa foi realizada na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), CampusVII, em Senhor do Bonfim BA, nas salas 2,5 e 9 do curso de Pedagogia noturno.CAPÍTULO IVANÁLISE DE DADOSPara constituir-se a análise de dados com a ajuda dos questionários, identificou-seo perfil dos alunos, sendo possível confrontar os dados obtidos com fundamento
  25. 25. teórico para um melhor embasamento do que foi pesquisado.A análise de dados constitui a parte de maior importância de um trabalho depesquisa, pois através desta adquirimos respostas as indagações do pesquisador.Neste capítulo se estabelece as relações entre as indagações feitas e osdados obtidos.A pesquisa foi desencadeada a partir um estudo, o qual se caracteriza comopesquisa, na qual buscamos identificar o tema a ser explorado e um refinamentodo instrumento de coleta de dados. Para a realização da mesma, procuramosentender as compreensões que os alunos do curso de Pedagogia do turno noturnoda UNEB Campus VII têm sobre o curso em sua formação profissional.Diante da necessidade de entender como os alunos do curso de pedagogia daUNEB, Campus VII, compreendem o curso, apresenta- se agora os resultados dainvestigação, obtidos através dos instrumentos utilizados.4. RESULTADOS DO QUESTIONÁRIUO FECHADO.Apresenta-se agora o perfil dos sujeitos, através das respostas coletadas por meiodo questionário- fechado.4.1. PERFIL DOS SUJEITOS:Os sujeitos aqui retratados são alunos do curso de Pedagogia oferecido pelaUniversidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus VII em Senhor do Bonfim-BA.4.1.1 SEXO
  26. 26. Fonte: Questionário fechado aplicado aos sujeitos de pesquisaOs participantes da pesquisa são em sua grande maioria de sexo feminino por sero curso de Pedagogia em grande numero composto de mulheres, pois como jáafirmam Ludke e Boing (2004) “É um grande número de pessoas que exerce otrabalho com crianças, e tem diferentes qualificações. É o número de mulheres naárea da educação [...].” (p.5).4.1.2 FAIXA-ETÁRIA.Fonte: Questionário fechado aplicado aos sujeitos de pesquisaQuanto à faixa-etária dos alunos, conforme apresenta no gráfico, eles têm em suamaioria entre 18 e 25 anos e entre os 26 a 30, com uma pouca quantidade comidade acima de 30. Conclui-se portando que os alunos são em sua maioria jovem,porém com um relativo grau de amadurecimento.4.1.3 ARÉA DE OCUPAÇÃOFonte: Questionário fechado aplicado aos sujeitos de pesquisa
  27. 27. É importante perceber que maioria dos entrevistados já atuam na área daeducação o que nos leva a compreender que a maioria busca no curso aqualificação profissional, adquirindo conhecimentos para que possa realizar bem oseu trabalho. Já relata Cortella (2001) que:(...) o bem imprescindível para nossa existência é o conhecimento, dado que ele por se constituirem entendimento, averiguação e interpretação sobre a realidade, é o que nos guia comoferramenta central para nela intervir, ao seu lado se coloca a educação que é o veículo que otransporta para ser produzido e reproduzido.(p.45 grifos do autor)4.1.4 O QUE BUSCAM AO ESTUDAR PEDAGOGIA.Fonte: questionário fechado aplicado aos sujeitos de pesquisa.Percebe-se através do questionário aplicado que os alunos de pedagogia buscam em sua maioriaqualificação profissional, tendo também aqueles que visam uma melhoria de salário ou apenas terum nível superior. Sendo a maioria dos alunos já atuantes na educação, é de grande importânciaque estes busquem enriquecer e melhorar seus conhecimentos.Gadotti (1998) aponta essa importância ao afirmar que: “O conhecimento não se reduz ao produto,ele é também um processo. Uma coisa é assimilar conhecimentos, outra coisa é a construçãodemocrática do conhecimento”.4.1.5 HOUVE MUDANÇA QUANTO AO OBJETIVO NO DECORRER DOCURSOQuando questionamos sobre a mudança quanto ao objetivo no decorrer do curso,percebemos que não houve um envolvimento total dos alunos com o curso, ficando evidente em
  28. 28. grande parte dos alunos pouca expectativa em relação a sua formação. Hoffmann (1998, 2000),aborda o comprometimento como um diferencial decisivo, na busca do aperfeiçoamento. Segundoa autora é preciso atingir a essência da dialética - conhecimento e criticidade. (Hoffmann, 1998p.17, grifos do autor).4.1.6 COMO AVALIAM O APROVEITAMENTO NO CURSO?Buscando entender como os alunos avaliam o seuaproveitamento no curso percebemos que a sua grande maioriaconsidera um aproveitamento regular, no entanto não é bom para nósconsiderarmos dessa forma, pois é preciso que haja um realaproveitamento para que possamos estar preparados como bomprofissionais para atuar na educação, pois esse será o pano de fundono qual irá refletir nossas ações e posturas pedagógicas. Freire (2002) traz orientações sobre essa competência abordandoque conhecimento deve ser compreendido como processo evolutivo econtínuo, fruto de dedicação, estudo e de pesquisa ao afirmar que“Ensinar inexiste sem aprender”... (p.26)4.2. RESULTADO DO QUESTIONÁRIO SEMI-ESTRUTURADOA partir do questionário semi-estruturado, obtivemos dados sobre acompreensão que os alunos estudantes do curso de Pedagogia temsobre o curso e a formação que ele oferece.
  29. 29. 4.2.1. Quanto à cidade onde moram e saem para estudar.Podemos perceber por meio do questionário semi- estruturado,através das respostas dos alunos entrevistados que em sua grandemaioria esses alunos se deslocam de outras localidades. Percebe-seque 60% dos alunos moram em outras cidades nas quais não há nívelsuperior. Algumas dessas localidades perto do Campus VII, emSenhor do Bonfim outras distantes. As cidades com maior incidênciade alunos são:Sobre isso o A1 afirma:Moro a 120 km daqui, e às vezes é complicado, pois trabalho o dia todo, tenho família e tenho quecorrer contra o tempo para estar todos os dias aqui, além do que às vezes temos problemas com oônibus, é distante chego muito tarde em casa.4.2.2 Por que está fazendo Pedagogia.Ao analisar as respostas dos alunos egressos no curso de Pedagogia da UNEB, Campus VII,percebe-se segurança e certeza do que quer em algumas falas, porém percebemos tambémbastante insegurança e falta de propósito com a formação do curso, pois enquanto o A2 diz que:Faço Pedagogia pelo leque de opções que ela traz e por habilitar e preparar para a docência comcrianças e jovens.O aluno faz menção da qualificação que o curso proporciona, e a formação que ele traz para aprática docente, mostrando que há uma compreensão acerca da sua escolha do curso o qual lhepossibilitará exercer uma prática significativa.A3 diz que:Faço Pedagogia porque fui chamada, passei e não sabia e quis experimentar, pois ainda não tinhanenhuma noção de nenhum curso.
  30. 30. Em relação à fala de A3 já podemos perceber que não há uma firmeza quanto ao objetivo aoestudar Pedagogia, onde há a ausência de uma compreensão sobre a área de formação que ocurso prepara.4.2.3 O que entende sobre o curso.Ao questionar sobre o que entende sobre o curso,A6 diz que:O curso prepara o profissional que vai atuar em sala de aula (professor/educador).Já A8 diz:Entendo pouca coisa. Quase nadaAnalisando a compreensão de A6 ao afirmar que este curso prepara o profissional para atuar em sala de aula,percebemos que há uma idéia restrita sobre a área de atuação do pedagogo, embora ele compreenda que o objetivo docurso é preparar o profissional.Quando partimos para analisar a compreensão de A8 percebemos uma lacuna muito grande em relação ao entendimentosobre o curso que exerce o que nos preocupa com a formação deste que se prepara para atuar na educação. Pois como jádeclarou Freire (2002):“Assim como não posso ser professor sem me achar capacitado para ensinar bem e certos osconteúdos da minha disciplina, não posso por outro lado reduzir a minha prática docente ao puroensino daqueles conteúdos (...), Tão importante quanto ele; o ensino dos conteúdos é o meutestemunho ético ao ensiná-los e a decência com que o faço. (p.116)4.2.4 Quanto ao que acha do curso? O que espera?Ao buscarmos entender o que acham e o que esperam do curso A5 respondeu:Um curso maravilhoso. Espero que através dele meus objetivos educacionais sejam alcançados.Enquanto isso A7 responde:O curso é bom, mas ultimamente anda meio desleixado. Espero terminar logo para me ver livre.
  31. 31. Analisando a resposta de A5 percebemos que há um gosto e um prazer em realizar o curso, e que há umaperspectiva em poder contribuir com a educação.Partindo para analisar a resposta de A7 nos preocupa perceber que há um desprazer na fala do aluno ao falar que desejaficar livre e ver o curso como desleixado, pois nos remete a querer entender se o problema esta no curso ou no aluno.Precisa-se abrir a visão sobre o que acontece, pois Freire (2000) declara que:Não podemos cruzar os braços diante das dificuldades, retirando dessa maneira nossaresponsabilidade pelas mudanças (...) o meu papel no mundo não é só de quem constata o queocorre, mas também o de quem intervém como sujeito. (p.79)4.2.5 Quanto à perspectiva ao estudar PedagogiaEm relação à perspectiva dos alunos sobre o curso, percebemos que a idéia de grande parte delesé obter conhecimentos, e qualificação e assim poderem atuar em suas áreas de trabalhos, porémpercebemos ainda a existência daqueles que estudam sem nenhuma expectativa em relação àeducação, buscando apenas ter um nível superior.A6 fala que:Pretendo ser uma educadora, E-D-U-C-A-D-O-R-A, ter conhecimentos adquiridos para melhorcompreender e ensinar aos meus alunos.A9 Nos traz a sua contribuição ao afirmar que:Eu gosto do curso, pois tem me ajudado muito em meu trabalho. Espero que ele continue a meajudar e que possa contribuir de alguma forma para a melhoria da educação.Mas podemos encontrar opiniões como de A10:Faço Pedagogia apenas por fazer, mas não tenho pretensão de ir para a sala de aula, pois não mevejo sendo professora. É um curso muito bom, mas vou apenas conclui.Sendo o gosto, o prazer e o interesse a chave para os desdobramentos na prática educacional emsua plenitude os conhecimentos adquiridos no curso de formação profissional, cabe ressaltar oenfatiza Gil Neto (1996): “(...) É oportuno retomar aqui e agora a questão do para quê e para quemensinar. E daí a sua decorrência: como ensinar. (p.18).
  32. 32. CONSIDERAÇÕES FINAISPor meio do assunto em pauta, o que constitui peça-chave para odesenvolvimento crítico do educador, o trabalho construído é de grande valia nocontexto em que se situa para a nossa formação acadêmica, bem como paracontribuir na prática exaltando a carência da compreensão da importância docurso de formação em nossas vidas, sobretudo da pedagogia. A pedagogia abre portas para o conhecimento e o desenvolvimento dacompreensão e da formação critica do aluno. Pretendemos por meio destecontribuir com a mudança da realidade visando um resultado significativo.Por meio do desenvolvimento deste trabalho ampliamos nossos conhecimentos,ao passo que podemos perceber e desenvolver a compreensão da importância docurso de pedagogia e trazer importantes contribuições de grandes autores quenos enriqueceram através de seus conhecimentos.Dentre as informações adquiridas podemos observar que os estudantes depedagogia da UNEB, Campus VII precisam ainda ampliar a visão em relação aeste curso e sua formação profissional tecendo um olhar e uma compreensãomais abrangente sobre ele.
  33. 33. Através dos questionamentos aplicados aos alunos de pedagogia, percebe-se quede fato há o que dantes foi introduzido neste trabalho, o fato é convivemos aindacom uma fragmentada e equivocada concepção que se tem do curso dePedagogia. É percebido ainda, certo receio por parte dos estudantes em relação àformação que ele propõe o que leva muitas vezes a uma insegurança em relaçãoà escolha do curso e até mesmo medo de encarar a realidade da sala de aula.Porem é compreendido por muitos a importância da formação pedagógica, emespecial para aqueles que almejam atuar na educação.É preciso perceber que o pedagogo tem se caracterizado como o profissionalresponsável pela docência e especialidades na educação, tais como: Direção,Coordenação, orientação e Supervisão, entre outras atividades específicas daescola. Muitos pedagogos precisam compreender ainda que é um estudioso das açõeseducativas que ocorrem em todas as vidas sociais, culturais e intelectuais dosujeito inserido em uma sociedade na qual ele contribui para o seudesenvolvimento. A pedagogia hoje dispõe de uma vasta área de atuação, queinclui, além de instituições de ensino, empresas dos mais diversos setores.Cabe ressaltar que o pedagogo não pode terminar o curso de graduação e acharque já está preparado e acabado, Pode e precisa este, porém buscar cursos deaperfeiçoamento, pós-graduação dente outros sendo que esteja sempre em buscade novos conhecimentos o que muito contribuirá para que se torne cada vezmelhor.
  34. 34. REFERÊNCIASARRUDA, Maria Lúcia. História da Educação. 1ª Ed. SãoPaulo, 1989.CANDAU. V.M, Lelis. A relação teoria- prática na formaçãodo educador. In. Candau, V.M. (org.) Rumo a uma novadidática. 16ª Ed. Petrópolis, RJ. Vozes, 2005.CHIARELLO. Ilze Salete. A leitura e o ensino compesquisa no curso superior: uma proposta de aprender aaprender. In:www.cdr.unc.br/PG/RevistaVirtual/NumeroOito/Artigo06_08-10.pdf CHIZZOTTI. Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. SãoPaulo: Cortez, 2006. CORTELLA. Mário Sérgio. A escola e o conhecimento: Fundamentosepistemológicos e políticos. 4ªed. São Paulo: Cortez. 2001FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensinobrasileiro: Efetividade ou ideologia? 4ª Ed. São Paulo. Loyola, 1992.FREIRE, Paulo. Política e educação. 2ªed. São Paulo: Cortez, 1997FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à práticaeducativa. 7ª Ed. São Paulo, Paz e terra, 1998.FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 4ª Ed. 2000
  35. 35. FREIRE. Paulo. Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez 4ª Ed. 2001FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à práticaeducativa. 22ª Ed. São Paulo, Paz e terra, 2002.FREIRE, Paulo. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez, 2003.GADOTTI, Moacir. Pedagogia da práxis. São Paulo, Cortez. 1998.GIL NETO, Antonio. A produção de textos na escola. 4 ed. São Paulo: EdiçõesLoyola, 1996.GOMES. Candido Alberto. A educação em perspectiva sociológica. 5 ed. SãoPaulo: EPU, 2003HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Pontos e Contrapontos: o pensar ao agirem avaliação. 5 ed. Porto Alegre: Mediação, 1998 KULLOK, Mais Gomes Brandão. As exigências da formação do professor naatualidade. Maceió: EDUFAL, 2000.KULLOK, Mais Gomes Brandão. Formação de professores para o próximomilênio: novo lócus? São Paulo: Annabluma, 2000.LIBÂNEO. José Carlos. Didática. Coleção magistério, 2º grau. Série formaçãodo professor. São Paulo: Cortez 1992LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos pra quê? São Paulo, Cortez,1998.LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática.Goiânia: Editora Alternativa, 2001. LIBÂNEO, José Carlos. Formação de profissionais da educação: visão crítica eperspectivas de mudança. SG PIMENTA, JC LIBÂNEO - Pedagogia e pedagogos:caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002LIMA, Márcia Regina Canhoto de. Paulo Freire e a administração escolar: Abusca de um sentido. Brasília: Liber Livro Editora, 2007.LUDKE, N. BOING L.A. Caminhos das profissões e da profissionalidadedocentes: Educação e sociedade, Campinas V.25, n.89, p. 1159-1181set.dec.2004MIZUKAMI, M. G. N. Processos de Investigação e Formação. IN: MIZUKAMI,M.G.N. et. Al. Escola e Aprendizagem da docência: processos de investigação e
  36. 36. formação. São Carlos: Edu FSCAR, 2002.OLIVEIRA, D. Reformas educativas na América Latina e trabalhos docentes.Autêntica: Belo Horizonte, 2003PIMENTA. Selma Garrido. LIMA, Maria do Socorro Lucena. Estágio e docência.São Paulo, Cortez 2004.PIMENTA. Selma Garrido. (ORG.) “Formação de professores: Identidade esaberes da docência” In: Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo:Cortez, 1999.RODRIGUES, Neidson. Por uma nova escola: o transitório e permanente naeducação. 6 ed. São Paulo: Cortez, 1987.TEIXEIRA, Anísio. Escolas de educação. Revista Brasileira de EstudosPedagógicos, Rio de Janeiro Abr/ Jun. 1969.
  37. 37. ANEXOS
  38. 38. QUESTIONÁRIO – FECHADOPESQUISA MONOGRÁFICA1. PERFIL1.1 IDADE18 a 25( ) 26 a 30( ) acima de 30 ( )1.2 SEXO
  39. 39. ( ) masculino ( ) feminino1.3 Além de estudar pedagogia, qual outra função você exerce?2. OBJETIVOS2. 1 O que você busca ao estudar Pedagogia?( ) Qualificação profissional ( )Mudança de nível( ) Falta de opção ( ) Ter uma profissão ( ) ter nível superior ( )Melhoria salarial3.1Houve mudança quanto ao seu objetivo no decorrer do curso? ( ) sim( ) não( ) Em partes3.1 Como você avalia o seu aproveitamento no curso?( ) bom ( ) ruim ( ) regular( ) ótimo ( ) péssimo

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