Monografia Paulo Vitor Matemática 2012

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Matemática 2012

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Monografia Paulo Vitor Matemática 2012

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA PAULO VITOR DE ALENCAR SALDANHAUma análise acerca do uso das novas tecnologias no ensino de Matemática no Colégio Estadual Senhor do Bonfim SENHOR DO BONFIM - BA 2012
  2. 2. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA PAULO VITOR DE ALENCAR SALDANHAUma análise acerca do uso das novas tecnologias no ensino de matemática no Colégio Estadual Senhor do Bonfim SENHOR DO BONFIM - BA 2012
  3. 3. PAULO VITOR DE ALENCAR SALDANHAUma análise acerca do uso das novas tecnologias no ensino de matemática no Colégio Estadual Senhor do Bonfim Monografia apresentada ao Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia–UNEB/CAMPUS VII, como parte dos requisitos para conclusão do Curso de Licenciatura em Matemática. Prof. Alayde Ferreira dos Santos Orientadora Senhor do Bonfim-BA 2012
  4. 4. FOLHA DE APROVAÇÃO UMA ANÁLISE ACERCA DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NO COLÉGIO ESTADUAL SENHOR DO BONFIM PAULO VITOR DE ALENCAR SALDANHA BANCA EXAMINADORAProf. ______________________________________Alayde Ferreira dos Santos (Orientadora)Universidade do Estado da Bahia - UNEBProf._______________________________________Wagner Ferreira SantanaUniversidade do Estado da Bahia - UNEBProf. ______________________________________Antonio Messias Dias ConceiçãoFaculdade Cenecista Senhor do Bonfim - FACESB Senhor do Bonfim, março 2012
  5. 5. Dedico este trabalho a meus pais, meu irmão e a minhanamorada, quatro pessoas a quem declaro meu amoreterno.
  6. 6. "Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! Amaravilhosa disposição e harmonia do universo sópode ter tido origem segundo o plano de um Ser quetudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última emais elevada descoberta." (Isaac Newton)
  7. 7. AGRADECIMENTOSEm primeiro lugar a Deus pelo dom da vida.Em segundo aos meus pais, Antonio Carlos e Renilde Alencar, e a meuirmão, Felipe Mateus, por sempre acreditarem no meu potencial e me darforça nos momentos mais difíceis.A minha namorada Jasiane pelo apoio e compreensão nos momentos emque o desespero e a falta de confiança surgiam.Aos alunos, professores e demais funcionários do Colégio EstadualSenhor do Bonfim.Aos colegas da turma de matemática do período 2005.2, Hildemá Tadeu,João Grassi, Adriano, Jucineide e Jucicleide e aos professores, Elizete,Wagner, Mirian, Ivan Costa e Antonio Messias que não mediram esforçospara transmitir os conhecimentos tão necessários à formação do futuroeducador.Em especial a professora Alayde Ferreira dos Santos, pelo grande apoioao longo do curso e na batalha frente à árdua tarefa de elaboração dotrabalho de conclusão de curso.
  8. 8. RESUMOO objetivo deste estudo foi realizar “Uma análise acerca do uso das novastecnologias no ensino da Matemática no Colégio Estadual Senhor do Bonfim”tendo como referencial teórico Pretto(2008), Moran(2009), Gil(2004),Santaella(2002), entre outros. Através da pesquisa qualitativa para a realizaçãode questionários e entrevistas procuramos saber os efeitos das tecnologias nocampo educacional na perspectiva dos sujeitos principais do nosso estudo, osalunos. Assim, buscamos obter uma compreensão de como a tecnologiaestava sendo usada por professores e alunos para o aprendizado deMatemática. Os resultados deste trabalho demonstram a necessidade dautilização e imersão dos recursos para que assim possamos educar e obtermosresultados satisfatórios que possam ser refletidos em sala através de alunosmotivados a aprender.Palavras-chave: Ensino de matemática; tecnologias; aprendizagemmatemática.
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................. 09CAPÍTULO I - PROBLEMATIZAÇÃO............................................................... 11CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................. 14 2.1 Tecnologia.............................................................................................. 14 2.1.1 Tecnologia nas escolas....................................................................... 16 2.2 Relação ensino-aprendizagem e tecnologia .......................................... 18 2.3 Professor e tecnologia .......................................................................... 19 2.4 Inclusão digital ....................................................................................... 21 2.5 Metodologia Educacional ....................................................................... 24 2.6 Ferramentas tecnológicas ...................................................................... 26CAPÍTULO III – METODOLOGIA .................................................................... 28 3.1 Tipo de pesquisa.................................................................................... 28 3.2 Espaço da pesquisa............................................................................... 29 3.3 Sujeitos da pesquisa .............................................................................. 30 3.4 Instrumentos da pesquisa ...................................................................... 30 3.4.1 Observação......................................................................................... 31 3.4.2 Questionário........................................................................................ 31CAPÍTULO IV – ANÁLISE DOS RESULTADOS ............................................. 335. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 43REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAPÊNDICES
  10. 10. 9INTRODUÇÃO No sistema educacional brasileiro, pesa sobre professores aresponsabilidade de conter a evasão escolar que afeta nossas escolas. Cabe aosprofessores resgatarem a motivação dos alunos para a aprendizagem, valorizandomais do que nunca uma forma prazerosa e produtiva de ensino. Dentro desse trabalho, buscamos analisar a importância do uso dastecnologias como uma ferramenta motivadora e essencial para a construção dosaber, mediante o auxilio de professores em especial da disciplina matemática. Não acreditamos que essa seja a solução imediata a todos os problemasenfrentados por educandos em salas de aulas, mas sim, uma transformação crucialpara que a matemática passe a ser vista não mais como um bicho de sete cabeçase sim como uma disciplina essencial para vivermos socialmente e usá-la no nossocotidiano. No primeiro capítulo do trabalho tratamos sobre o tema proposto justificandosobre a escolha do mesmo. Traçamos metas para que possam ser alcançadas nocapítulo IV comprovando tudo que relatamos no corpo da monografia. No capítulo II constam estudos e pesquisas bibliográficas embasadas emopiniões de autores relevantes como Pretto(2008), Moran (2009), Gil(2004),Santaella(2002) para o ensino no cenário brasileiro. Iniciamos definindo a palavratecnologia com um breve histórico no Brasil e no mundo. Em uma segunda etapa deste capitulo abordamos sobre as tecnologias eseu papel no âmbito educacional destacando a importância na relação ensino eaprendizagem. A necessidade do domínio de professores com a tecnologia, inclusãodigital, metodologias de uso, ferramentas tecnológicas e motivação são itensabordados neste capítulo que visam demonstrar e situar o leitor o momento atualbrasileiro no que remete ao campo tecnológico educacional. No capítulo seguinte apresentamos a metodologia utilizada, guiados atravésde citações de Andrade (1995), Rudio (1996), Galiano(1979), Prestes (2005) dentreoutros, onde buscamos descrever todos os métodos utilizados nos itens: Tipos de
  11. 11. 10pesquisa, o lócus, os sujeitos, instrumentos, observação e questionário buscandoalcançar todos os objetivos traçados inicialmente. Em seguida apresentamos as análises dos dados realizados durante aobservação e os questionários obtidos mediante após visitarmos o Colégio EstadualSenhor do Bonfim. Nesta etapa tomamos como embasamento citações de grandesescritores e educadores como D’Ambrosio (2005), Tahan (1961), Moran (2009),Freire (1993) e Stelmak e Teruya (2009). O questionário foi aplicado para alunosonde registramos importantes relatos acerca do uso social e educacional derecursos tecnológicos. Ilustramos através de gráficos todos os resultadosalcançados. Por fim temos as Considerações Finais no qual relatamos a conclusão dotrabalho e expomos todos os questionários aplicados para a obtenção das respostassobre as perguntas que nortearam este trabalho. Sendo de profunda importância para a formação do futuro professor, tendoem vista que o mesmo a todo instante deve estar fazendo o processo de autoavaliação acerca do seu trabalho frente ao processo de ensino aprendizagem,processo esse que exige do educador paciência e entrega, pois vivemos em ummundo de constantes transformações e aqueles que não dominam as novas TICs,tendem a ficar refém dessa sociedade capitalista que muitas vezes priorizam o terem oposição ao ser.
  12. 12. 11 CAPÍTULO I1. PROBLEMATIZAÇÃO Em tempos modernos a nova geração caminha em busca do comodismo,das melhoras e das facilidades para a realização das atividades, com isso oaumento dos recursos tecnológicos vê m invadindo nossas vidas em um tempoassustadoramente curto. Tudo muda rapidamente e temos que buscar nosadaptarmos ligeiramente a essas mudanças. Com isso a nova geração cresceincrivelmente “antenada” a esses recursos. Vários setores “sofrem” com essa mudança repentina, principalmente asindústrias que são as que mais imergem nesse mundo tecnológico. Antes daRevolução Industrial acontecida na Inglaterra o processo industrial era todorealizado artesanalmente. Com a imersão de máquinas houve uma mudançasignificativa na Inglaterra, principalmente na produção e na evolução de umcapitalismo comercial para industrial. Hoje o mundo ainda acompanha essa mudança industrial que vários setoresvivenciam. Vemos cotidianamente exemplos e uma busca para diminuir asdistâncias geográficas. Quem nunca ouviu falar, nas áreas de saúde, em cirurgiasrealizadas a distância com a ajuda de robôs? Ou até mesmo nas fotos tiradas deoutros planetas através de robôs programados? Essa tecnologia que invade nossasvidas deverá também invadir nossas salas de aulas daqui a alguns anos, Tecnologiade Informação e Comunicação (TIC), Educação à Distância (EAD), lousa digital,tablets1, computadores, notebook e muitos outros já estão presentes no nosso dia adia facilitando nossa vida. Logo, por que não aproveitá-los em salas de aula tirando proveito dosrecursos que nos oferecem? Será que esses aparelhos só são úteis fora de sala deaula na hora da preparação de trabalhos, de atividades e do planejamento escolar?1 É um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet,organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e paraentretenimento com jogos.
  13. 13. 12 A busca de melhorar a relação professor e aluno apresenta uma série depesquisas no âmbito educacional e projetos como o Programa Nacional deTecnologia Educacional (Proinfo) e a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), todos eles aplicados principalmente na área de Matemática.Uma das pesquisas aplicadas pela rede de lojas criadoras de hardwares paracomputadores, Dell, refere-se que a mudança não deve ser somente estrutural, masuma mudança na postura do professor em sala de aula. Vale salientar que quando tratamos de tecnologia a maioria das pessoas sóconseguem enxergar como ferramentas tecnológicas, nas áreas educacionais, asque podem ser tangíveis, tocadas, como computador, televisão, etc. Buscamosdemonstrar o outro lado da tecnologia e a necessidade de qualificação de quem comela trabalha: A presença de tecnologias mais simples, como os livros impressos, ou de outras mais avançadas, como os computadores em rede, produzindo novas realidades, exige o estabelecimento de novas conexões que as situem diante dos complexos problemas enfrentados pela educação, sob o risco de que os investimentos não se traduzam em alterações significativas das questões estruturais da educação (PRETTO; 2008, p. 81). Vale salientar que a educação dar-se através de comunicação, transmissãodo educador para o aluno, sendo que atualmente com a ajuda da tecnologia, podemser feitas de várias formas e com várias ferramentas, das quais encontram-seespalhados pela internet que são dentre elas sites de chat, vídeos, redes sociais,fóruns e muitos outros que podem servir de auxílio e de apoio para professores. Éassim que funciona essa cibercultura: as universidades e, cada vez mais, as escolas primárias e secundárias estão oferecendo aos estudantes a possibilidade de navegar no oceano de informação e de conhecimento acessível pela Internet. Há programas educativos que podem ser seguidos à distância no world wid web. Os correios e conferências eletrônicas servem para o tutoring inteligente1 e são colocados a serviço de dispositivos de aprendizagem cooperativa. (LÉVY; 1999, p. 170). Dessa maneira já que a imersão tecnológica em nossas vidas é tão intensa,essas ferramentas deveriam ser utilizadas por professores em salas de aula para omelhor aproveitamento da relação ensino e aprendizagem, um melhordesenvolvimento educacional. Então, existe uma necessidade natural de utilizá-los,já que nossa sociedade passa por transformações e inclusões principalmente derecursos tecnológicos. Nossos estudantes convivem com contato direto à
  14. 14. 13computadores e celulares conectados a internet. Nascemos totalmente dependentesdessas ferramentas. Porém, a tecnologia deve ser inserida como auxílio para quecom a mediação de professores sejam aplicados a diversificados métodos deensino. Um desses métodos é a modelagem matemática que é definida como “aaplicação de matemática em outras áreas do conhecimento” (BARBOSA; 2004,p.73). Portanto devemos trazer o universo do aluno para sala de aula, que ele sinta-se em “casa” enquanto estiver a estudar, sinta-se atraído, envolvido com amatemática. Ao utilizar estes métodos tornamos a abstração quase que inexistente diantedas possibilidades que os computadores oferecem. Geometria, funções gráficas,conjuntos, trigonometria e muitos outros conteúdos, não só matemáticos, podem serrelacionados e trabalhados através de recursos visuais o que torna o computadoruma ferramenta única na mão do professor, levando ao aluno o futebol, o basquete,a agricultura e todo o mundo que lhe atrai para sala de aula. Dessa forma a presente monografia parte do interesse em entender econscientizar como professores da disciplina matemática, mesmo com o advento datecnologia em todos os setores profissionais, não buscam inserir ferramentastecnológicas no meio escolar? Diante do que foi exposto, temos como objetivos:  Mostrar a professores a necessidade do uso de novas tecnologias que são muito atrativas e usadas no mundo moderno.  Compreender como o uso das tecnologias aplicadas à prática pedagógica podem agir como um fator motivacional para uma participação mais ativa de alunos no processo de aprendizagem. Motivação, metodologia e relação professor/aluno dentro e fora de sala deaula são fatores essenciais em qualquer processo ensino/aprendizagem. Diantedisso analisaremos todas as situações encontradas no Colégio Estadual de Senhordo Bonfim desde metodologias aplicadas pelos professores a toda a estrutura físicae de recursos tecnológicos que é disponibilizado para o mesmo.
  15. 15. 14 CAPÍTULO II2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo tentaremos descrever um pouco da história da tecnologia noBrasil e o andamento da inclusão digital na sociedade. Como está sendo realizadaessa mudança tecnológica, por quem está sendo realizada e como os governosfederais, estaduais e municipais se envolvem e ajudam nessa aproximação doestudante com a tecnologia, trazendo uma série de novas consequências àeducação.2.1 Tecnologia O Dicionário da Língua Portuguesa, define a palavra tecnologia como “umconjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam aum determinado ramo de atividade” (HOLANDA; 1986). Assim, podemos definir atecnologia como sendo uma facilitação de mecanismos em benefícios próprios,sejam mecanismos de comunicação, locomoção ou até mesmo para tornar a vidamais agradável. Para Kenski (2008, p.15), “as tecnologias são tão antigas quanto àespécie humana. Na verdade, foi à engenhosidade humana, em todos os tempos,que deu origem às mais diferenciadas tecnologias”. De uma lança utilizada pelos primatas, no período pré-histórico, comoferramenta de caça, até o mais moderno dos computadores servindo para infinitasfunções cotidianas como calcular, comunicar-se, digitar, estudar, educar, etc.observou-se o quão útil é a tecnologia e como invadiu a vida social modificando ohomem no decorrer da história, na sua forma de pensar, agir e cada vez mais naforma de educar. Atualmente a tecnologia encontra-se em diversos ramos de atividades, sejaem um escritório, em uma indústria e cada vez mais nos setores educacionais.Impossível não nos atermos a meios tecnológicos, principalmente quando falamos
  16. 16. 15em comunicação. Telefone, internet, celulares, televisores, etc, todos elesrevolucionaram suas épocas diante da evolução de um mundo globalizado. Foi durante a década de 1970 que o mundo encontrou-se em uma dasmaiores revoluções da humanidade: a produção do primeiro computador nosmodelos que conhecemos hoje. Tornou-se indiscutível as utilidades das máquinascomputacionais em nossas vidas, quase para todas as atividades diárias.Rapidamente mudou-se todas as relações humanas, deixamos de lado as distânciasgeográficas e imergimos em um mundo totalmente novo. Transformou a forma deagirmos, de atuarmos, de comunicarmos com o mundo como cita no seguintetrecho: Propiciada, entre outros fatores, pelas mídias digitais, a revolução tecnológica que estamos atravessando é psíquica, cultural e socialmente muito mais importante do que foi a invenção do alfabeto, do que foi também a revolução provocada pela invenção de Gutemberg. É ainda mais profunda do que foi a explosão da cultura de massas, com os seus meios técnicos mecânico-eletrônicos de produção e transmissão de mensagens. Muitos especialistas em cibercultura não têm cessado de alertar para o fato de que a revolução teleinformática, também chamada de revolução digital é tão vasta a ponto de atingir proporções antropológicas importantes, chegando a compará-la com a revolução neolítica. (SANTAELLA 2002, p. 389). Vemos assim como a tecnologia invadiu e tornou-se centro de muitas açõesque transformam o mundo. Nessa amplitude em que encontra-se e todo o seucontexto globalizado surge assim a cultura digital definida por durante seu períododiante do Ministério da Educação em visita a Universidade do Estado de São Paulo,registrado no site Cultura Digital como sendo: (...) um conceito novo. Parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O que está implicado aqui é que o uso de tecnologia digital muda os comportamentos. O uso pleno da Internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento, maximizar os potenciais dos bens e serviços culturais, amplificar os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializar também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte. GIL (2004) É desta forma que conseguimos interações, quebramos e vivemosquebrando paradigmas impostos pela sociedade. Vemos então na interligação decomputadores, quando conectado a redes, toda essa mistura de culturas econhecimentos que podem nos oferecer. Assim o cenário escolar torna-se maisheterogêneo, cheio de culturas que invadem nossas escolas, mesmo que de certaforma sem essas tecnologias estarem presente nela.
  17. 17. 162.1.1 Tecnologia nas escolas Quando falamos em tecnologia pensamos nos mais modernoscomputadores, redes sociais na internet, celulares com conexão 3G dentre outrosaparelhos presentes no cotidiano. Porém não podemos restringir somente a área dainformática, temos como tecnologia a televisão, aparelhos de som, rádio e atémesmo o cinema pode ser utilizado como um meio de propagação da educação.Para esses instrumentos damos o nome de Tecnologia da Informação eComunicação (TICs), ferramentas tecnológicas utilizadas como facilitador deinteração e comunicação entre pessoas. A tecnologia educacional utiliza-se de aparelhos, informatizados ou não,para facilitar o ensino e aprendizagem, como exemplo temos o quadro-negro, o gizque até hoje estão presentes em sala de aula e o livro didático que mesmo com aera da internet perpetua com absolutismo. Dessa forma a tecnologia será adaptadapara um apoio educacional acadêmico, será útil no ensino de várias áreas de estudocomo matemática, português, geografia, história, química, física, etc., mas para issoprecisamos de planejamento educacional, um conhecimento adequado paraprofessores e alunos adequarem-se às novas técnicas de ensino. Essa adaptação das escolas ao ramo tecnológico dar-se-á por meio deprojetos governamentais, federais ou estaduais, que implantam aparelhos como TVpen drive, leitores de DVD, aparelhos de som, computadores, notebook, data show,etc. Um desses programas do governo federal é o ProInfo que leva as escolas essesrecursos e com auxílio dos estados, distritos e municípios oferece estrutura ecapacitação profissional. Para BRASIL (2007) o Proinfo foi inicialmente um projeto do governo criadoem 1997 denominado Programa Nacional de Informática na Educação com afinalidade da promoção do uso da Telemática como ferramenta educacional noensino público fundamental e médio. O Proinfo também conta com Núcleos deTecnologia Educacional (NTE), que são laboratórios dotados de infra-estruturarepleta de computadores. Em 2007 o Proinfo passou a se chamar Programa
  18. 18. 17Nacional de Tecnologia Educacional visando distribuir em todas as escolas do setorpúblico equipamentos tecnológicos e recursos multimídias para professores de todoo país segundo dados do site da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura doRio Grande do Norte2. Porém essa imersão das escolas no âmbito tecnológico é projetada portécnicos nas áreas de informática. Os projetos para o uso da tecnologia na educação envolvem técnicos e especialista de áreas relacionados com a tecnologia, mas não envolvem os profissionais diretamente envolvidos com a educação – os professores de sala de aula. (PRETTO 2000, p.5) Percebemos que esse possa ser o grande problema que acarretou o nãouso desses meios tecnológicos. A falta da experiência sentida na sala de aula peloprofessor em atividade tenha gerado esse transtorno educacional. Pulamos umaetapa essencial, saber do que realmente o professor precisa, partindo deexperiências vividas, experiências essas que poderiam servir de auxílio na escolhadas ferramentas. Segundo Moran, Masetto e Behrens (2009, p. 8) “Como em outras épocas,há uma expectativa de que as novas tecnologias nos trarão soluções rápidas paramudar a educação.”. Sem dúvida a tecnologia veio para uma mudança educacional,ligada diretamente entre uma relação mais intensa entre professor e aluno. Ocenário escolar transformou-se diante dessa mudança, ela não é somente mais umcentro de conhecimentos científicos, passou a ser um transmissor de valores sociais,comportamentais. A escola tem hoje uma função de formar cidadãos pensantes ecríticos preparando seus estudantes para situações que encontrarão diante dasociedade vigente. Segundo dados do site Educar para Crescer3, da editora Abril, o projeto foidesenvolvido por especialistas da USP que deram treinamento adequado para queos professores se familiarizassem com as novas ferramentas tecnológicas. Portantoessa busca por aprimorar professores, no que se torna relevante ao manuseio dastecnologias acessíveis hoje para os alunos, é a busca mais sensata para darmosinício a essa revolução tecnológica em sala de aula e o melhoramento do nosso2 http://www.educacao.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/seec/programas/gerados/historico_proinfo3 http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/boletim-educacao/2011/07/08/tecnologia-usar-ou-nao-usar-2/
  19. 19. 18ensino. O rendimento dos alunos em matemática que participaram do projetomelhorou em 20% de acordo com a UNESCO, uma melhora significativa diante dasituação em que nossas escolas encontram-se.2.2 Relação ensino-aprendizagem e tecnologia No sistema de ensino brasileiro, em especial até a década de 70, a relaçãoentre professor e aluno dava-se com bases em conhecimentos entendidos comotécnicos: havia uma série de conteúdos, os quais o professor, com o seuconhecimento e formação técnica, esforçava-se a fazer com que seus alunos, deforma, passiva, assimilassem tais conteúdos. Não se prestigiava nem tão pouco seestimulava a reflexão crítica. Com a expansão das ideias de Piaget, Inhelder (1968) e Vigotski (1987),precursores do construtivismo – corrente de pensamento que acredita na interaçãoentre o homem e o meio, de forma contínua, na qual a cognição encontra-se emprocesso inacabado, sempre a se construir – a ideia de passividade dá lugar aopensamento crítico. Para tanto, nasce à necessidade de entender a relaçãoprofessor/aluno por outro ângulo: o professor passa a desempenhar um papel defacilitador, mediador, incentivador da aprendizagem, fazendo com que os alunos aose defrontarem com seus desafios e objetivos, adquira e desenvolva a consciênciade que é um agente transformador do seu tempo. Não se trata mais de um conhecimento pré-fabricado e pronto para uso.Trata-se agora de um processo de construção do conhecimento, que permite osurgimento e aprimoramento de competências para que os alunos enfrentem osproblemas do seu dia-a-dia. Ausubel (1980) traz relevante contribuição no tocante à aprendizagem, aodistinguir dois tipos de fenômenos cognitivos: a aprendizagem mecânica e aaprendizagem significativa. Aquela se dá “a partir da absorção literal e nãosubstantiva do novo material” (TAVARES, 2004, p.56). Esta se dá a partir daaprendizagem de significados, em que o aprendiz recepciona o novo conhecimentoaos seus já existentes, para, a partir disso, agir, conscientemente, com acombinação do conhecimento prévio com o novo conteúdo significativo.
  20. 20. 19 Dessa maneira com o advento da tecnologia, as práticas pedagógicasprecisam adequar-se a esta nova realidade. Se antes, a relação aluno/professordava-se apenas e unicamente de forma presencial, com a cultura digital, cria-seoutra forma de mediação: a partir do uso da tecnologia informatizada o professortrabalha na perspectiva de ofertar grande número de material que faça com que oaluno, à sua maneira, apreenda e reflita sobre o conhecimento oferecido,relacionando-o com sua realidade social. Assim, a tecnologia pode estar a serviçoda mediação pedagógica. As imagens, os textos, os sons, bem como os softwares, são ferramentasexcelentes para estimular a aprendizagem. Mas não são por si só capazes disso. Oessencial é ter o professor para transformar o tecnológico em conhecimentoeducativo. Por isso, é indispensável investir na formação do professor, para que asnovas tecnologias da informação e comunicação sejam mais desenvolvidas, a partirde uma mediação pedagógica consciente, responsável, e comprometida com asociedade.2.3 Professor e tecnologia O avanço tecnológico foi intenso e cresceu como uma bola de neve no iníciodo século XX com invenções de aparelhos dos quais até hoje fazem parte do nossocotidiano como televisão, telefone, aparelhos de som, etc. O professor por sua vezparou diante desse avanço e não acompanhou o crescimento tecnológico. SegundoMoran: Tanto professores como alunos temos a clara sensação de que em muitas aulas convencionais perdemos muito tempo. Podemos modificar a forma de ensinar e de aprender. Um ensinar mais compartilhado. Orientado, coordenado pelo professor, mas com profunda participação dos alunos, individual e grupalmente, onde as tecnologias nos ajudarão muito, principalmente as telemáticas. (MORAN; 2009, p.11). Essa falta de interação entre professor e aluno demonstra o quanto nossaformação docente torna-se ultrapassada, onde o professor comunica-se em umalíngua que o aluno não assemelha.
  21. 21. 20 A inadequação do professor com as novas tecnologias tornou o ambienteescolar exaustivo e pouco atrativo para os estudantes. Trazer novamente essaatração pela escola não é uma tarefa fácil, imergir no mundo tecnológico precisa deum conhecimento prévio que facilite a criatividade e manuseio dessas tecnologias. Atecnologia deve ser uma ferramenta de auxílio, um “tradutor” da língua falada peloprofessor e a escutada pelo aluno. Não abdiquemos totalmente dos velhos métodos de ensino como escrever,ler livros, realizar exercícios, etc. A educação deve estar voltada diretamente naaprendizagem do aluno e essa aprendizagem esta ligada à metodologia que mais seadapta a realidade do mesmo: Só pessoas livres - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar livremente. Só pessoas livres merecem o diploma de educadoras. Necessitamos de muitas pessoas livres na educação que modifiquem as estruturas arcaicas, autoritárias do ensino. (MORAN; 2009, p.63) Uma adaptação é essencial para que continuemos a educar, o professordeve se socializar com os alunos, comunicar e entender para que as aulas tornem-se mais produtivas, estarem sempre abertos as mudanças buscando através depesquisa e estudos adquirir novos conhecimentos para assim inovar suas práticas. A utilização das TIC por professores é extremamente necessária paraproporcionar o desenvolvimento de habilidades que possibilitará uma melhoria daqualidade do ensino. É bom salientar que as questões tecnológicas devem estar aserviço do pedagogo, e não o contrário, pois o professor é agente necessário àaprendizagem. É o que nos alerta Demo, ao dizer que: software educativo não existe - o “educativo” do software não está no aparato tecnológico, mas na habilidade humana ambiental. Enquanto o aparato tecnológico pode favorecer, empurrar, instigar, provocar, não consegue “educar” propriamente, porque esta habilidade exige a conexão semântica, muito além da sintática, ou dos códigos binários. (...) A peça mais essencial da aprendizagem ainda é o professor - sem ele temos tecnologia, mas não educação (DEMO; 2005 p.1). Há uma grande necessidade de intervenção no que se refere à formação deprofessores quanto à utilização das TIC’s como materiais didático-pedagógicos paraque não ocorra uma reprodução dos modelos tradicionais de ensino ao proporematividades com o uso desses materiais em sala de aula. Diante dessa observação, aprática pedagógica deve contemplar um conjunto de experiências a partir de um
  22. 22. 21processo dinâmico de interações e trocas entre meios e sujeitos para proporcionaruma aprendizagem colaborativa. Para Valente (2005), a formação do professor deve possibilitar a construçãode conhecimento sobre aspectos computacionais, a compreensão de perspectivaseducacionais subjacentes às diferentes aplicações do computador e o entendimentopara integrá-lo na sua prática pedagógica. O professor desempenha papel importante na observação de necessidadese particularidades dos alunos, o que inclui sua cultura e realidade para poder intervir.Diante disso é que a tecnologia digital é acolhida na prática pedagógica para apoiare enriquecer o processo educativo, desde que usem de forma adequada, ou seja,contextualizar o uso das tecnologias digitais para incorrer sobre a aprendizagem dosalunos, atuando diretamente no processo de inclusão digital.2.4 Inclusão digital Muito se fala sobre a inclusão digital para que todos tenham acesso adesenvolvimento tecnológico, porem muitos professores das escolas públicas nãoquerem se inserir nesse contexto social, justificando muitas vezes na falta de tempo,nas péssimas condições de trabalho em que encontram-se na falta de recursos e atémesmo na baixa renda em que os alunos encontram-se, não possuindo assim,acesso a esses recursos tecnológicos. Sendo assim praticam a exclusão digital semperceber, alegando que muitos desses alunos não têm acesso a tecnologiacomputacional. Entramos assim em um âmbito de grandes conflitos entre educação etecnologia: Exclusão de uns e resistência de outros. Não seria esse um dos entravespara que educação e tecnologia tragam resultados vantajosos para os temposatuais? A educação na visão tecnológica carece de um novo professor que saibamanusear, usar as novas ferramentas, isso por que a nova geração de estudantescresceu lidando com a tecnologia, uma nova geração que veio para transformar aeducação. A inclusão de novas tecnologias em salas de aulas tem que ser de umaforma que os alunos entendam que não é somente copiar e colar e sim fazer uma
  23. 23. 22leitura do texto do qual irá ser trabalhado. O professor como formador de opiniõesdeve romper essa barreira de ignorância digital para que assim o interesse pelasaulas traga mais alunos e que esses permaneçam nas salas de aulas diminuindo agrande evasão escolar que tem acontecido em nosso país. Assim como as grandes revoluções (a exemplo, a Revolução Industrial), estarevolução tecnológica, como não poderia deixar de ser, por ser historicamentedelimitada, está condicionada a processos socioeconômicos já constituídos ou viasde constituição. Fato que se torna bem nítido se observarmos o grau deacessibilidade à cultura digital: os mais afortunados terão maior acesso, ao passoque os menos favorecidos, ou terão em nível bem menor, ou, pior ainda, não terãoacesso algum. Ter acesso à cultura digital é estar incluído digitalmente, fenômeno tambémchamado de “infolinclusão, infouso, acesso universal, inclusão, alfabetização digital”(WAISELFISZ, 2007, p.7). Ainda, de acordo com o programa RITLA, as diferençasque norteiam o acesso à cultura digital evidenciam fenômenos sociais de inclusão eexclusão de indivíduos ou grupos de indivíduos, uma vez que as diferençasindividuais podem transformar-se em desigualdades sociais, bastando para tal quesejam: “associadas a mecanismos e privilégios no acesso aos recursos, serviços, benefícios ou honrarias que a sociedade oferece a seus membros. Noutras palavras, quando alguns papéis ou posições sociais possibilitaram a quem as exerce se apropriar de uma parcela maior de recursos ou benefícios sociais em relação aos demais indivíduos” (WAISELFISZ; 2007, p.9). No Brasil, segundo dados do site do Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística4 (IBGE), dos 58,6 milhões de domicílios investigados em 2009, mais de30% tinha microcomputador sendo 16,0 milhões destes com acesso a internet. Aregião Nordeste por sua vez apresentou uma porcentagem de 14,4%, uma das maisbaixas das regiões investigadas. Este é um número favorável e que cada vez maistende a crescer. Os jovens estão a cada dia mais conectados com a internet ebuscando cada vez mais esse tipo de entretenimento. Ainda segundo o IBGE, onúmero de pessoas acima de 10 anos de idades que declararam ter utilizado ainternet no ano de 2009 cresceu 21,5% em relação ao ano de 2008. Observamos4 www.ibge.gov.br/
  24. 24. 23como a nova geração cresce utilizando novos meios de comunicação, totalmente“antenado” nessa nova tecnologia que se torna cada vez mais acessível a todas asclasses sociais e culturais. As regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, em regra, apresentammelhores índices, e, em sentido contrário, ficam as regiões Norte e Nordeste. Issotorna claro o fato de que fatores sócio-econômicos, se não decidem, ao menosinterferem diretamente na questão do acesso ao mundo digital. O Governo Federal, bem como os governos locais, estão implantandoformas e mecanismos que permitam a inclusão digital e, como os estudantes são,em geral, o público-alvo por excelência, pois estão em contínuo processo deformação, vale à pena repensar ações que também preocupem-se com osprofessores. Pois, não é construtivo intensificar ações de inclusão digital para osestudantes, se os facilitadores, que são os professores e pedagogos, encontram-setambém em processo de exclusão. Portanto os cursos de formação de professores não devem se resumirapenas à instrumentalização, mas sim, e, fundamentalmente, na formação de umpensamento humanista comprometido com o espírito investigativo, rompendo commodelos educacionais já ultrapassados, e construindo um modelo pautado naaprendizagem significativa, trabalhando com interdisciplinaridade etransdisciplinaridade, em que os assuntos ganham significados para permitir que oaluno transforme sua realidade, ou seja, adquira a consciência de que é um agentehistórico. É necessário investir na formação do professor, possibilitando desenvolversua capacidade crítica, reflexiva e criativa. Para que isso ocorra, é fundamentalvivenciar e compreender as implicações educacionais incluídas nas diversas formasde utilizar o computador, onde propicie um ambiente de aprendizagem criativo ereflexivo para o aluno. Para Delizoicov (2002), um dos grandes desafios para o ensino de ciências,o que inclui a matemática, acena para a necessidade de mudanças, às vezesbruscas, na atuação do professor dessa área, nos diversos níveis de ensino. Diante
  25. 25. 24disso, percebe-se que é extremamente necessária a importância da tecnologia, poisé fundamental ter como pressuposto a meta de uma matemática para todos. Para contribuir com esta ideia, e potencializar as competências, as TICtrazem um novo direcionamento: os alunos e os professores tornam-se capazes derecorrer a inúmeras fontes de pesquisa, além de compartilhar deste material e deoutros que por ventura façam-se necessários, com a utilização de uma rede decomputador. Os aparatos tecnológicos vieram para modificar os métodos do professor emsala de aula, uma melhora na metodologia e na interação delas com o aluno. Atrair aatenção deles tornou-se essencial, nossa educação necessita dessa modificaçãometodológica. Aprendemos na formação docente muito sobre metodologias emodelagens matemáticas, hoje com os avanços tecnológicos temos as ferramentasem mãos que podem unir essas duas formas de ensino aliando-as com a tecnologia. Com a utilização de software podemos criar ambientes virtualizados eimergir os alunos nesses ambientes com interação máxima e a utilização damatemática diária, a matemática vivenciada por eles toda na tela de um computador.Não adiantaria somente enchermos as escolas de aparatos tecnológicos comocomputadores, tablets, internet sem fios e continuarmos com a metodologia dequando não tínhamos essas ferramentas.2.5 Metodologia Educacional O uso da tecnologia sem que haja uma inovação na metodologia daspráticas pedagógica dificilmente oferecerá avanços na educação. Porém o que faltapara sabermos usar de forma adequada a tecnologia na prática pedagógica? Mediante a todos os dramas vivenciados pelos professores, como baixosalário, péssima condição de trabalho, relação com aluno e baixa capacitação, entreoutros, surge mais um: o de ensinar mediante a um mundo globalizado e com oavanço tecnológico assombroso. Dentro deste assombroso avanço, entra o papel doprofessor, como intermediador entre o conhecimento e a sociedade.
  26. 26. 25 Ou professor se adéqua a novos momentos ou estará defasado para o novomercado de trabalho. Tecnologia na educação não é mais uma novidade. Está setornou a realidade das escolas brasileiras e principalmente do dia-a-dia dos jovensestudantes. Mas de nada adiantará se o educador não é preparado para utilizá-lasde forma conveniente, é preciso que se invista na formação e capacitação dessesprofissionais. Sem isso, introduzir novas tecnologias é inútil. Os desafios da sociedade no mundo contemporâneo em que a cultura do“ciberespaço” está cada vez mais sendo difundida, onde a internet está presente nodia-a-dia de um número cada vez maior de pessoas, nesse contexto a mediaçãopedagógica prejudica-se se os professores não pertencerem à cultura digital. Diantedessa situação acontecem eventos e congressos para que sejam suscitadasquestões pertinentes às competências dos profissionais, em especial, asdificuldades de se levar à sala de aula ferramentas tecnológica. O uso das TICs e seus impactos na educação vêm crescendodemasiadamente e a busca de novos modelos pedagógicos acompanham essaevolução tecnológica. Os ambientes e objetos de aprendizagem surgem comoinstrumentos para essa nova modalidade de ensino-aprendizagem, pois facilita adisponibilidade e acessibilidade da informação no “ciberespaço”, possibilitando aoaprendiz não somente dominá-los, mas, sobretudo, desenvolver uma postura críticaem relação a eles. Os objetos virtuais de aprendizagem surgem também para desenvolver essamodalidade educacional, tendo como uma das principais características areusabilidade. Esses objetos e ambientes de aprendizagem surgem com o papel defacilitar e promover uma troca eficaz de conhecimentos, como também de sereminstrumentos para uma nova forma de ensinar, trazendo consigo uma promessa demelhoria para situações de aprendizagem. Por esta razão, é fundamental uma reflexão sobre o papel do professor noprocesso de aprendizagem ante a cultura digital. Para tanto, necessita-se que esteprofissional esteja inserido no mundo da cultura digital, para ser um mediador entreos alunos e o conhecimento digital como um todo.
  27. 27. 262.6 Ferramentas tecnológicas Um dos grandes impasses que impedem o professor de dar o ponta péinicial para inserir as tecnologias em seus métodos de trabalhos é a “reformulação”do planejamento escolar. Essa adaptação requer um estudo mais aprofundado eque força ao professor sair de um comodismo de anos, muitos professoresacomodaram-se e ficaram com sua formação docente, metodológica, defasada.Muitos se sentem acanhados diante da situação, como começar? Quais ferramentastecnológicas usar? Não bastamos usar as ferramentas para produzir trabalhos,exercícios e materiais, mas sim para uma mediação educacional, uma ligação entrealuno e professor. Para o ensino da matemática os computadores nos proporcionaram mundostotalmente novos, levantando novas idéias. Tornou os conteúdos mais acessíveisdando a possibilidade de escolhas pedagógicas que nunca tivemos antes. Atecnologia pode nos oferecer uma interação virtual inacréditável, porém esse valorsó depende de como ele é usado. Objetos manipuláveis ou não, computadores,softwares, televisores, tablet, dentre outros, aumentam a variedade de problemaspara alunos pensarem e resolverem. Mas quais ferramentas tecnologicas podemos usar para melhorar a relaçãopedagógica entre aluno e professor? Observamos em muitos lugares e que emgrandes partes delas o grande empecilio não é o uso da tecnologia, mas sim comousa-la. Devemos abdicar mais de hardwares, gadgets e buscar mais as tecnologiasque nos oferece uma comunicação mais efetiva e uma interação maior. As tecnologias estão cada vez mais acessíveis, dificilmente andamos pelasruas e não nos deparamos com uma lan house ou um jovem conectado em seucelular via internet, cabe a nós, educadores, demonstramos e reeducarmos essaatual geração para um uso de forma responsável e inteligente dessa tecnologia quese desenvolve em nossas mãos. Fóruns de debates via internet, tornam-se cada vez mais frequentes,possibilitando uma troca de informações e compartilhamento de forma interativa,prazeroza e revolucionária. Estes fóruns nos proporcionam uma comunicação com o
  28. 28. 27aluno sem que o mesmo esteja em sala de aula. É uma forma de comunicação quenão é somente para relações professor/aluno mas tambem entre os alunos. Gruposde estudos via internet crescem e invadem diariamente as redes. Podemosencontrar hoje, cursos de línguas, manutenções de computadores e até resoluçõesmatemáticas para concurso. Uma das grandes ferramentas presentes na internet, mas com pouco usopor professores é o YouTube, site de vídeos onde há uma enorme gama deconteúdos por ser um site público no qual qualquer um pode postar vídeos. Ofereceaos professores uma biblioteca de vídeos que podem ser usados para um reforço daaula, uma revisão ou até mesmo para ensino de resoluções de questões. O sitepossui ainda diversos canais específicos na área de matemática com diversaspalestras, dicas que são úteis para todos os níveis de educação o que nos mostraque os vídeos são uma forte ferramenta de apoio para o professor. Calculadoras, software de computador e outras tecnologias podem ajudar arecolher registos, organizar e analisar dados, fornecer desenhos, precisos e comdinâmica, criar gráficos entre outros recursos computacionais. Com tais dispositivos,os alunos podem ampliar o alcance e a qualidade de suas investigaçõesmatemáticas encontrando idéias matemáticas em ambientes mais realistas. No contexto educacional, um programa de uso pedagógico para o ensino damatemática, bem articulada, aumenta tanto no âmbito do conteúdo, parte teórica,quanto matematicamente a gama de situações-problema que os estudantes podemalcançar, parte exercitada. Ferramentas poderosas para a construção derepresentações visuais oferecem acesso aos alunos conteúdos e contextosmatemáticos que poderiam ser muito complexo para eles explorarem. Usando as ferramentas da tecnologia para trabalhar em sala de aulaexpomos problemas interessantes que podem facilitar a relação dos alunos sobreuma variedade de habilidades de aprendizagem, tais como reflexão, raciocínio,problematização, resolução de problemas e tomada de decisão. Diante dessasituação os professores devem estar preparados para servirem como mediadores deinformações determinando como e quando os alunos devem utilizar a tecnologia deforma eficaz, prazerosa e produtiva.
  29. 29. 28 CAPÍTULO III3. METODOLOGIA A Pesquisa é um elemento indispensável no processo de ensinoaprendizagem no meio acadêmico, dessa maneira Andrade (1995; p103) definemetodologia como sendo “o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridosna busca do conhecimento”, assim tentamos transcrever tudo que foi realizado nabusca incessante para comprovar todos os objetivos que foram redigidos efundamentados no trabalho de conclusão. Entretanto buscamos também frisar quaisos tipos de pesquisas utilizados durante a realização do trabalho. Nos mais diferenciados conceitos de metodologia a definição de Prestes(2005, p.29) descreve da seguinte forma “é um conjunto de etapas, ordenadamentedispostos, a serem vencidas na investigação para alcançar determinado fim”, vemosa sistematização transcrita em suas palavras. A ordenação das etapas é essencial para a obtenção do sucesso, porémRudio (1986, p.14) busca a criatividade. Ele afirma que a metodologia requeradaptações e questionamentos durante o desenvolvimento que nem sempreestavam planejados “O trabalho de pesquisa não é de natureza mecânica, masrequer imaginação criadora e iniciativa individual”, dessa forma é necessárioressaltar que os resultados não se tornam importantes mediante esta etapa, aqui oimportante será como foi realizado o trabalho e todo o seu desenvolvimento.3.1 Tipo de pesquisa Torna-se irrelevante tratar sobre a pesquisa bibliográfica já que todo trabalhode conclusão nos remete a esse tipo de pesquisa. Historicamente quando tratamosde pesquisa sempre, em todos os conceitos, buscamos a racionalidade e deixamoso ceticismo de lado. Gil (1987 p.19) define a pesquisa como sendo um“procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostasaos problemas que são propostos.” a predominação do racional é realizado atravésde elementos científicos e sistematizado.
  30. 30. 29 Ao longo do trabalho de conclusão optamos pela pesquisa qualitativa quenos deu a opção de uma menor quantidade de amostras, produzindo informaçõesapenas sobre o caso particular estudado e a possibilidade de coletar dados atravésde entrevistas e discussões em grupo. Beuren (2009, p.92) diz que pesquisaqualitativa “... é adequada para conhecer um fenômeno social.” É realmente esse é nosso intuito, conhecer como está o andamento daescola com o desenvolvimento tecnológico e qual o contato de nossos alunos comessas ferramentas. A pesquisa qualitativa faz análise de informações através dequestionários e entrevistas, procuramos descobrir os significados da tecnologia paraos sujeitos da pesquisa (alunos), como eles interpretam as situações e quais assuas perspectivas sobre as questões.3.2 Espaço da pesquisa A pesquisa de campo foi realizada no Colégio Estadual Senhor do Bonfim(CESB) situado na Praça Nova do Congresso. Fundado em 30 de abril de 1970, oCESB é uma das escolas com maior destaque em educação na região, tendoformação no ensino fundamental, médio e nível técnico. Possui 25 salas de aulas e1 sala de informática. Em cada sala de aula possui 40 alunos matriculados, sendo que ao chegar ameados do mês de agosto esse número cai em 50% a 60%. Todas as salas têm TVPendrive e a lousa, que é um instrumento básico para o professor. Porém essesrecursos podem ser ampliados, pois a escola disponibiliza ainda outros recursos quenão são deixados em salas de aula como o Data show, retroprojetor, micro system eaparelho de DVD. Na sala de informática os recursos disponíveis são maior quantidade. A salaé equipada com 20 computadores, 10 deles adquiridos recentemente, TV, TVPendrive, aparelho de DVD, aparelho de som e pode-se também utilizar o Datashow, caso o professor necessite.
  31. 31. 303.3 Sujeitos da pesquisa A escolha dos sujeitos da pesquisa é um trabalho que exige calma eatenção, sendo que o capitulo das analises e discussão dos dados necessitam deinformações e respostas convincentes afim de que o trabalho alcance um resultadosatisfatório. Para a escolha do número de alunos nos baseamos na definição dapesquisa qualitativa colhendo somente alguns alunos para a realização dasamostras e que segundo Gil (1994, p. 53) ‘... como o pesquisador apresenta maiornível de participação, torna-se maior a probabilidade de os sujeitos ofereceremrespostas mais confiáveis.” Decidimos então escolher alunos os quais pudessem ajudar no trabalho comrespostas mais claras e precisas e com maior participação na entrevista contribuindoassim diretamente com a pesquisa. Essa escolha foi feita com a ajuda da professoraque ajudou a selecionar os alunos mais participativos e com maior dedicação emsala de aula. Os sujeitos da pesquisa foram alunos do 2º ano do Ensino Médio do turnomatutino, do Colégio Estadual Senhor do Bonfim localizado na Praça Nova doCongresso da cidade de Senhor do Bonfim. A turma continha 22 alunos com umafaixa etária entre 16 e 20 anos. Grande parte deles são moradores da sede e dazona rural de Senhor do Bonfim.3.4 Instrumentos da pesquisa Definido por Rudio (1986) como sendo “o que é utilizado para coleta dedados” faremos a descrição de quais instrumentos de pesquisa utilizamos em nossametodologia. Pela definição percebemos que esses instrumentos são os recursosutilizados para a obtenção das informações, para a realização do trabalho científico.Assim sendo, toda a análise foi coletada através de observação e questionários porserem segundo Gil (2008, p.42) “técnicas padronizadas de coleta de dados”, ou seja,técnicas comumente aplicadas sendo facilitadora para obtenção de umaamostragem superficial da pesquisa.
  32. 32. 313.4.1 Observação A princípio realizamos uma pesquisa exploratória no campus do ColégioEstadual do Senhor do Bonfim, onde buscamos identificar como se encontra aescola mediante a evolução tecnológica escolar do nosso país. A pesquisaexploratória é assim definida por Gil(2008, p.41) “Estas pesquisas têm como objetivoproporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo maisexplícito ou a constituir hipóteses”, assim, buscamos investigar todo o campus detrabalho onde o aluno encontra-se, suas ferramentas disponíveis e de que formaserão oferecidos esses recursos. Entende-se que o ambiente no qual se realizará o estudo permite umaobservação direta dos fenômenos, em que se dará a investigação e entrevistassobre como é visto todo o processo de inclusão digital na escola do ensino médio nacidade de Senhor do Bonfim. Consultamos toda a sala de informática e salas de aulainvestigando todas as ferramentas que são disponibilizadas para uso educacional. Vale salientar que a observação foi de suma importância para a realizaçãodo trabalho de pesquisa, pois ela contribui para que sejam eliminados alguns“achismos”, elemento comum no meio empírico, onde a maioria de estudantesutiliza, sem se preocupar com o lado teórico que toda pesquisa deve abordar,sustentado quase sempre por teóricos que embasam a temática.3.4.2 Questionário A pesquisa descritiva segundo Gil: “...têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática.”(Gil; 2008, p.42) Então após a investigação, realizamos as aplicações dos questionários paraa coleta de dados percentuais que nos ajudarão a registrar e resolver todos os
  33. 33. 32problemas aqui apresentados. Serão questões sobre o grau de acessibilidade dosalunos da rede pública às tecnologias educacionais. Acreditamos que seja umaetapa de grande importância na pesquisa, pois comprovaremos fatos os quais fazemparte do corpo do trabalho, como inclusão digital, relação professor e tecnologia emetodologia de ensino. Com a aplicação de uma pesquisa de campo, na qual são auferidos certosconhecimentos e desafios provocados pelas novas tecnologias, teremos elucidadoas dificuldades por que passaram os professores e alunos. Trata-se a referentepesquisa de uma abordagem qualitativa do problema, ora apresentada, ondebuscamos realizar questionários o qual consideramos de suma importânciadescobrindo o que realmente é importante para alunos e professores.
  34. 34. 33 CAPÍTULO IV4. ANÁLISE DOS RESULTADOS A análise e interpretação de todas as ideias e problemas apresentadosdurante o trabalho se dão na forma de buscarmos expor, através de questionários,tudo que de relevante foi evidenciado para a construção do mesmo. Estequestionário traz consigo questões consideradas essenciais para toda a formaçãodo trabalho, no qual todas as perguntas estão ligadas diretamente a todo odesenvolvimento e fundamentação apresentados. A pesquisa traz consigo grande relevância para o estudo da tecnologia noâmbito educacional e contributiva na melhora da Educação Matemática, trazendoresultados satisfatórios para a análise precisa do mesmo. Com a questão abaixo citada buscamos identificar qual a visão dosestudantes acerca da definição da palavra tecnologia. A 1° pergunta do questionário destinado aos alunos e também para oprofessor, foi destacado no início do trabalho como uma pergunta muito importantepara o desenvolvimento da pesquisa. Tratamos da definição da palavra tecnologia eperguntamos da seguinte forma:
  35. 35. 34 De todos os alunos investigados 60% disseram não saber o significado detecnologia, e 40% dão respostas confusas em relação a sua definição. Vale salientarque a palavra tecnologia confunde-se muito com ferramentas informatizadas outecnologia eletrônica. Os alunos questionados acreditam que apenas computadores,internet ou que aparelhos ligados à energia elétrica fazem parte de aparatostecnológicos desconsiderando que o giz, o lápis, o livro e muitos objetos didáticosforam e até hoje são ferramentas contributivas para facilitar nossas atividades,sendo por definição tecnologia. Nos ultimos anos o campo da matemática tem se beneficiado da tecnologiaao longo de sua história. Vale salientarmos que as ferramentas matemáticas têmavançado desde o ábaco para as calculadoras e os computadores de hoje. Estasferramentas podem ser usadas em sala de aula para promover o pensamento edestacar as ligações entre conceitos ensinados e suas aplicações no mundo real.Todavia, ela deve ser usada de forma correta, não tornando o aluno um ser refem. A gama de tecnologia de instrução aplicáveis à matemática é vasto e, àsvezes, avançam em um período de tempo avassalador. Uma multidão de hardware,software, e sites podem ser implementados de maneira convencional paracomplementar os conteúdos. Luckesi (1986, p.56) define Tecnologia Educacional como sendo “... a formasistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total da aprendizagem ...de maneira a tornar a instrução mais efetiva”. Mesmo assim ainda existe certo receiopor parte de professores e alunos quando tratamos e mencionamos o usotecnológico em salas de aula. Muitos acreditam que para se integrar nesseambiente, carece de tempo, estudo, análise e experimentos para que possam seraplicados em sala de aula. Todo esse receio faz com que o professor torne-se inevitavelmente comoum inibidor da inclusão digital. Nosso país ainda passa por um processo de inclusão
  36. 36. 35tecnológica o que torna o colégio um ambiente totalmente heterogêneo, comdiversas culturas e muitas delas sem acesso as novas tecnologias. O professor deve ser um mediador dessas ferramentas, instigar o aluno parao domínio e o acesso a elas, alcançando possibilidades inimagináveis de métodosde ensino e até mesmo para uma melhor integração social como cidadão. Após o questionamento sobre a definição do que é tecnologia, procuramossaber sobre as utilidades e necessidade que a tecnologia impõe sobre nossa vidasocial. Dos alunos entrevistados 100% vêem a tecnologia como uma ferramentaimportante para a “comunicação” e porque “somos dependente de tudo que envolvea tecnologia”. Vemos então que a tecnologia é uma ferramenta indispensável para autilização da etnomatemática já que segundo DAmbrósio (2005, p.112) "tem seucomportamento alimentado pela aquisição de conhecimento, de fazer(es) e desaber(es) que lhes permitam sobreviver e transcender”. O questionamento facilita a compreensão das ideias argumentadas nessetrabalho de imersão tecnológica nas escolas e principalmente na área dematemática já que a abstração torna-se um dos motivos nos quais a tecnologiaserve de facilitadora, ajudando a associação ao dia a dia do aluno para uma melhorrelação entre os conteúdos abstratos do livro matemático que são trabalhados nocotidiano dos estudantes. DAmbrósio (2005), afirma que a melhor definição para etnomatemática seria“A arte ou técnica de explicar, de conhecer, de entender-nos diversos contextos
  37. 37. 36culturais” assim sendo, atualmente nosso contexto cultural nos revela que somosinteiramente dependentes das tecnologias, seja para comunicação, locomoção, vidasocial, etc. Tornamo-nos ligeiramente ligados e conectados a rede tecnológica. Essa transformação incita que tomemos posições pedagógicas novas,embasadas na simples imersão do mundo matemático ao mundo social dosestudantes. Já que essas ferramentas são tão úteis em nossa vida, no nossocotidiano, por que abdicarmos de seu uso quando falamos em educação? Essa ligação entre meio social e escolar é mais um fator facilitador que nosconvida a usar criativamente todas as ferramentas disponibilizadas. Os Blogs nainternet proporcionam nos conectarmos com outras pessoas. Reunir pessoas parapartilhar experiências e perspectivas é uma poderosa forma de desenvolvimentoprofissional. Ao contrário de conferências ou cursos caros, o blog pode ser feitogratuitamente. Essas são as possibilidades que as novas tecnolgoias nos trazem.São possibilidades de interações, compartilhamentos de conhecimentos, tudo maisfacilitado, tudo ao nosso alcançe. Ainda em busca de questionamentos sobre a tecnologia educacional foiperguntando aos alunos se nas aulas de matemática, a professora costuma utilizaros recursos tecnológicos e quais são esses recursos? Surpreendentemente segundo70% dos alunos, o professor utiliza somente a calculadora como aparato tecnológicopara a resolução direta e mais eficaz dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
  38. 38. 37 Calculadora é uma ferramenta muito utilizada no nosso cotidiano social,profissional e educacional. Além de ser uma ferramenta tecnológica a calculadora noâmbito educacional proporciona aos alunos uma facilitação no desenvolvimento doraciocínio buscando diversas formas de resolução de questões tornando-o maisautônomo e mais confiante para o desenvolvimento na resolução de exercícios.Porém esse comodismo e a facilitação imediata podem ser desfavoráveis para aeducação e o melhor aprendizado da matemática que segundo o carioca Tahan5: "A generalização das calculadoras tornou inteiramente obsoletas as provas das operações. Não se pode falar em prova dos noves numa época em que as máquinas é que operam. Retirado esse entulho algebrístico, poderíamos ocupar o tempo do educando fazendo-o aprender outros pontos da Matemática que são de indiscutível interesse". A calculadora pode sim ser uma ótima ferramenta se bem usada paradesenvolvimento pedagógico e raciocínio do aluno, mas para que isso aconteçadeve-se ter um acompanhamento adequado do professor para o seu uso eficaz eproveitoso. Ressaltamos que a tecnologia, frequentemente, fornece maioresoportunidades de aprendizagem para os alunos. Computadores destinados aaplicações multimídia mostrando imagens, sons e vídeos são favoráveis para osdiferetnes tipos de aprendizagem diante da heterogeneidade dos alunos queencontramos em salas de aula. Além disso, os programas de software nos oferece uma vasta biblioteca deexercícios que visam diferenciar esses alunos em vários níveis académicos atravésda atribuição de uma pré-avaliação e depois para o desenvolvimento de atividadessob medida para melhorar as áreas de fraqueza de cada aluno. Apesar dos muitos benefícios da tecnologia no ensino de matemática,problemas e entraves podem existir e devem ser abordadas e trabalhadas a fim desoluciona-las. Os maiores obstáculos para a tecnologia em qualquer campo daeducação são de financiamento e de acesso.5 A calculadora libera a turma para pensar. Disponível em:<http://novaescola.abril.com.br/ed/168_dez03/html/calculadora.html> Acessado em 07/11/2011.
  39. 39. 38 Professores e alunos precisam ter acesso ao hardware e software antes dequalquer aplicação útil da tecnologia e os professores necessitam dedesenvolvimento profissional e tempo de construção para utilizar a tecnologia deforma eficaz. Muitos educadores temem que as calculadoras e outras tecnologias irãoeliminar as habilidades de seus estudantes de pensamento e raciocínio lógico.Professores e alunos devem usar calculadoras como uma ferramenta e não pararesoluções diretas, como um meio de propagar na matemática novas formas deaprendizado, exercitando as habilidades de pensar e trabalhar com mais eficiência eprecisão, sem sacrificar uma compreensão básica dos conceitos. Foi questionado a opinião dos alunos se eles acham importante a utilizaçãode instrumentos tecnológicos nas aulas de matemática: A respeito da importância da utilização dos recursos tecnológicos em sala deaula 80% dos alunos aprovaram esse uso alegando que “facilita o raciocínio” e“melhora a aprendizagem”. Nesse meio, o professor deve tomar consciência que eleatua com um papel exemplificador para o aluno, sendo assim seus atos serãorefletidos pelo aluno. Quando os alunos estão usando a tecnologia como uma ferramenta ou umsuporte para a comunicação com os outros, eles estão em um papel ativo em vez dopapel passivo de receptor das informações transmitidas por um professor, livro, etc.
  40. 40. 39O aluno está ativamente fazendo escolhas sobre como gerar, obter, manipular ouresolver questões. Usar a tecnologia permite que muitos alunos pensem ativamente sobre osconteúdos, fazendo escolhas e executandos suas habilidades o que não é típico dosprofessores exercitarem em nossa cultura. Além disso, quando a tecnologia é usadacomo uma ferramenta para apoiar os alunos na realização de tarefas autênticas, osestudantes estão na posição de definir seus objetivos, tomar decisões, e avaliar seuprogresso. Portanto, Moran (1995, p.51) evidencia que “É importante educar para aautonomia, para que cada um encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem” assimo aluno torna-se autodidata, utilizando mais seu raciocínio lógico uma vez queestimulam mais o trabalho mental, mas sempre necessistando crucialmente do seumentor, o professor. É um processo muito criativo, especialmente com ferramentasmultimídias. Usando a tecnologia podemos reduzir problemas de disciplina tornandoos alunos mais interessados nas aulas. Quando os alunos têm a possibilidade de encontrar suas próprias respostas,o processo de aprendizagem se torna muito mais interessante, a tecnologia permiteuma maior interatividade o que é impossível aos métodos tradicionais de ensino. É aconstrução do saber. O papel do professor muda também. O professor não é mais o centro dasatenções, não mais leva o conheçimento ao aluno, mas desempenha o papel defacilitador, estabelecendo metas e fornecendo orientações e recursos, passando dealuno para aluno, oferecendo sugestões e apoio para as suas atividades. Essasferramentas tambem podem ajudar a reduzir a carga sobre o professor para tarefasmundanas. Por fim e não menos importante que todas as outras perguntas aquiexibidas, colocamos em prática a pergunta que rege esse trabalho:
  41. 41. 40 90% dos alunos justificam que sim, as ferramentas ajudariam nodesenvolvimento de suas atividades, os deixam mais “interessados” por ser umaferramenta “muito atrativa” e por tornar a aula “mais divertida”. O fator principaldessa melhora em sala de aula é a motivação, como foi relatado por muitos dessesalunos nos trechos a seguir: Segundo Paulo Freire (1993) em entrevista concedida à repórter AmáliaRocha da TV Cultura "O Educador precisa estar à altura de seu tempo.", é comoestarmos em uma época totalmente diferente da que o aluno se encontra. A falta demotivação é que faz com que o aumento da evasão escolar seja tão surpreendentepara professores durante o ano letivo. Tecnologia é um desafio para esses alunos. É algo que eles queremdominar. Aprender a usá-lo aumenta sua autoestima e os torna mais animados parafrequentarem a escola. O computador tem sido uma ferramenta de capacitação paraos alunos e a motivação para usar as novas tecnologias é muito grande.
  42. 42. 41 Muitos dos alunos veem a tecnologia como uma ferramenta motivadora naeducação, melhora as aulas oferecendo a possibilidade de aprender com maisdiversão, de forma mais lúdica. As aulas ministradas são mais rápidas e dinâmicasassim obtemos um maior conteúdo de informações em um curto período de tempo. Aprender novos métodos de ensino, novas formas de resoluções, novasculturas, tudo isso é motivador para o aluno, saber que a matemática tem quasesempre mais de um método de resolução o deixa sempre mais confiável quanto aseus estudos. Mas qual realmente será o melhor método de aprendizado? Essaquestão com certeza é muito subjetiva, nos trazendo inúmeras respostas e ilimitadasperspectivas de respondê-las. Mas, todavia, algumas delas seriam de unanimesaceitação para muitos professores. Há uns 5 anos, muitas pessoas já tinham ouvido falar sobre internet, masnão tinham a menor idéia do que era. Hoje, a maioria dos alunos não só foramexpostos a internet, mas também têm acesso em casa ou na escola. Na verdade,em um grande número de escolas estão sendo adaptados para colocar a internet emcada sala de aula. Poder pesquisar sobre diversificados contextos sociais, culturais e diversosassuntos é a razão número um para se usar a internet na educação. Os alunos têmuma riqueza de informações ilimitadas para eles. Muitas vezes, quando eles estãopesquisando temas onde nas bibliotecas escolares ou munícipais não têm os livros erevistas necessários, a internet ajuda a resolver esse problema. Assim, Stelmaki eTeruya (2009, pg. 08) cita que “atualmente, quem não está familiarizado com astecnologias de informação e comunicação é considerado um ‘analfabetotecnológico’”. Diante disso, observamos que boa parte dos alunos já estão inseridos eadequados as tecnologias, o que vem a comprovar tudo que foi considerado notrabalho. Adequar-se as novas tecnologias deve ser uma questão de tempo, já quenão podemos fugir de uma realidade que esta tão presente e efetiva em nossasvidas. Tudo nos remete a essa direção, para que o ensino e a aprendizagempossam finalmente voltar a entender-se em uma nova linguagem de comunicação,
  43. 43. 42para que nos professores possamos cada vez mais nos apaixonarmos pela nossaprofissão cativando e atraindo mais alunos para as salas de aulas, pois como diriaAlbert Einstein "A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar ede conhecer.".
  44. 44. 435. CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa desenvolvida nesse trabalho foi propiciada através daoportunidade de conhecer sobre a influência tecnológica na vida das pessoas,ressaltando sempre no ambiente escolar, fazendo enxergar que essas ferramentas,ao contrário do que era imaginado, não serviam apenas como forma de lazer, muitasvezes vista como perda de tempo, mas sim como ferramentas úteis e contributivaspara facilitar nossas vidas. Apontamos uma nova postura profissional, uma mudança em métodos deensino que assim, nos servirão para melhorarmos nossa educação em matemática,atuando num sob um aspecto motivador todas as tecnologias possa modificar oambiente escolar e a relação ensino/aprendizagem tão defasada nos últimos anos. Baseando-se em grandes autores, como Freire e Pretto, vemos o quanto asnossas ideias já foram questionadas e nunca aplicadas em sala de aula. Com basenos dados da pesquisa e nas observações realizadas com os sujeitos, tudo nosremete a necessidade de uma modificação, de uma quebra de paradoxo ondevivemos no século XXI, onde o desenvolvimento tecnológico a cada dia se tornaultrapassado, alguns professores lecionam sob o comando do giz e da lousa. Claro que há a necessidade de ressaltar que a combinação de giz e lousaainda é, e sempre será por um longo tempo, o instrumento tecnológico mais usado ede maior necessidade em sala de aula. Porém, nossa pesquisa deixa claro que, emtempos modernos há a necessidade do advento de outros recursos para que nossasaulas tornem-se mais motivadoras. Durante toda a pesquisa do tema apresentado, observamos muito quediversos trabalhos sobre o assunto abordam como sujeito principal os mentoresresponsáveis pelo ensino: professor e direção pedagógica. Diante disso tratamos deabrir caminho para que outra opinião, não menos importante e talvez até maisnecessária que as outras duas citadas, fossem também modificadora do ambienteescolar e que são responsáveis pela aprendizagem: o aluno. Ele é o agente principale modificador do meio em que vivemos, é a construção do futuro do nosso país.
  45. 45. 44 Acreditamos que com essa pesquisa possamos alertar professores,causando reflexões para que nos remeta a novas discussões e tenhamos certezaque o trabalho será num todo, ampliado em novas pesquisas de graduação eespecializações que estarão por vir, sempre revisada, pois esse assunto sempreserá renovador mediante as avassaladoras transformações que a tecnologia nosproporciona. O educador inglês Lawrence Stenhouse nos proporcionou em uma de suasmais conhecidas frases o quão importante torna-se a pesquisa por parte deprofessores onde dizia o seguinte: “O pesquisador da educação e o docente devemcompartilhar a mesma linguagem.", acreditamos que essa seja a principal função detodos os nossos trabalhos, a busca incessante do compartilhamento de opiniões eda aprendizagem. Tudo nos guia a evolução. Após a observação pode se perceber que as relações entre professores ealunos dentro do campo de pesquisa nas aulas de matemática são de extremaprodutividade, tendo em vista que os professores ao longo das aulas utilizam umasérie de instrumentos a fim de dinamizar o processo de ensino aprendizagem. Contudo vale ressaltar que a maioria dos alunos apesar de utilizar as novasTICs em quase todo momento de suas vidas não consegue responder a perguntasimples, sobre ”o que é tecnologia?”. Além disso, no questionário encontrou-se a resposta de que 100% dosestudantes afirmam que a tecnologia é de extrema importância para a comunicaçãoe também para melhorar a transmissão dos conteúdos. No entanto o queobservamos é que a maioria dos professores ainda não sabe lidar com as novastecnologias, sendo desse modo importante que os governantes antes de enviar umagama de equipamentos tecnológicos para as unidades escolares capacitem toda aacomunidade escolar. É preciso que todos que participem de forma direta ou indireta do processode ensino aprendizagem tenham conhecimento sobre a utilização dos meiostecnológicos, pois vivemos na era da globalização e o conhecimento sobre atecnologia é tido como uma das formas de ascensão social.
  46. 46. 45 Dessa maneira o professor precisa está em constante busca peloconhecimento, sendo que os alunos de hoje são eternos investigadores e oprofessor pode ficar com o conhecimento defasado se não acompanhar asconstantes transformações do mundo contemporâneo.
  47. 47. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico.2.ed. São Paulo: Atlas, 1995, p. 103.AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. e HANESIAN, H. Psicologia educacional. Rio deJaneiro, Interamericana. Tradução para português, de Eva Nick et al., da segundaedição de Educationalpsychology: a cognitiveview, 1980.AZAREDO, Marina. Tecnologia: usar ou não usar?.Disponível em<http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/boletim-educacao/2011/07/08/tecnologia-usar-ou-nao-usar-2/>. Acesso em 22/12/2011.BARBOSA, J. C. Modelagem Matemática: O que é? Por que? Como?Veritati, n.4, p. 73- 80, 2004.BEUREN. Ilse Maria et al. Como elaborar trabalhos monográficos emcontabilidade: teoria e prática 3. ed. 4. Reimp. São Paulo: Altas, 2009.BONILLA, Maria Helena Silveira. PRETTO, Nelson De Luca. Políticas brasileirasde educação e informática. Disponível em:<http://www.faced.ufba.br/~bonilla/politicas.htm#_ftn1> Acesso em: 01/01/2012DAMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: Arte ou técnica de explicar econhecer. Sao Paulo: Ática, 1990.DELIZOICOV, D. e outros. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. SãoPaulo: Cortez, 2002, p. 365.DEMO, P. Inclusão digital – cada vez mais no centro da inclusão social.Inclusão Social. Brasília: IBICT, 2005, p. 1.FALZETTA, Ricardo. A calculadora libera a turma para pensar. 2003. Disponívelem: <http://novaescola.abril.com.br/ed/168_dez03/html/calculadora.html> Acessadoem 07/11/2011.GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, EditoraAtlas, 1987, p. 19.GIL, Antônio Carlos. Administracção de recursos humanos: um enfoqueprofissional. São Paulo: Atlas, 1994, p. 53GIL, Gilberto. Programa Cultura Viva. (2004) Em:<http://blogs.cultura.gov.br/culturadigital/sobre-2/>. Acesso em: 18/10/2011.GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo,SP:Atlas, 2008
  48. 48. HOLANDA. Aurélio Ferreira Buarque. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2.ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1986.KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: O novo ritmo da informação,Papirus Editora, 3ª edição, 2008, p.15.LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo, Editora 34, 1999.LUCKESI, C. Carlos. Independência e inovação em tecnologia educacional:ação-reflexão. Tecnologia Educacional . Rio de Janeiro, v. 15,nº 71/72, p. 55-64,1986.MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novastecnologias e mediação pedagógica, Papirus Editora – 13ª Edição, 2009, p.11 –63.MORAN, José Manuel. Novas Tecnologias e o Reencantamento do Mundo. InTecnologia Educacional. Rio de Janeiro,RJ. vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995,p. 51PIAGET, J. e INHELDER, B. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Difel, 1968.PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a construção do conhecimentocientífico do planejamento aos textos da escola à academia. 3ed. Revista Atuale ampl– São Paulo: Rêspel, 2005, p. 260.PRETTO, Nelson De Luca; SILVEIRA, Sérgio A. da.Além das redesdecolaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder. Salvador:EDUFBA,2008.PRETTO, Nelson de Luca. Uma escola sem/com futuro - educação e multimídia.Campinas/sp: Papirus, 1996. p. 247.RUDIO, Franz Vitor. Introdução ao projeto de pesquisa cientifica. Petrópolos,Vozes, 1986, p. 14.SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e Pensamento – Sonora VisualVerbal. São Paulo: Iluminuras, 2002, p.389STELMAKI, Marilucie TERUYA, Teresa. Informática Na Educação: Um DesafioPara A Ação Docente, 2009, disponível emhttp://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br >. Acesso em 15/11/2011.TAVARES, Romero.Aprendizagem Significativa.Revista Conceitos, 2004, p.56.VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. 1° ed. brasileira. São Paulo, MartinsFontes, 1987.VALENTE, José Armando. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com ocomputador. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005.
  49. 49. WAISELFISZ, JulioJacobo. Mapa das desigualdades digitais no Brasil. 1ª Edição,RITLA – 2007, p. 07-09.
  50. 50. Questionário ao aluno1. Em sua opinião, o que é tecnologia?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2. A tecnologia é importante na sua vida? Por quê?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________3. Nas aulas de matemática, a professora costuma utilizar os recursostecnológicos? Quais?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________4. Você acha importante a utilização de instrumentos tecnológicos nas aulas dematemática?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________5. Em sua opinião as ferramentas tecnológicas ajudam na melhoria doprocesso de ensino/aprendizagem?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  51. 51. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPTO. EDUCAÇÃO: CAMPUS VII - SENHOR DO BONFIM/BA CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO III TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOVocê está sendo convidado (a) a participar desta pesquisa. Ao aceitar, estarápermitindo a utilização dos dados aqui fornecidos para fins de análise. Você temliberdade de se recusar a participar e ainda de se recusar a continuar participando emqualquer fase da pesquisa, sem qualquer prejuízo pessoal. Todas as informaçõescoletadas neste estudo são estritamente confidenciais, você não precisará seidentificar. Somente o (a) pesquisador (a) e seu respectivo (a) orientador (a) terãoacesso as suas informações e após o registro destas o documento será arquivado.Tendo em vista os itens acima apresentados, eu, de modo livre e esclarecido (a),manifesto meu consentimento em participar da pesquisa, deixando aqui minhaassinatura. Senhor do Bonfim, Bahia, ______de ____________ de 2011 ____________________________________ Assinatura do Professor (a)INFORMAÇÕES SOBRE A PESQUISA:Título Provisório do Projeto:Pesquisador (a) Responsável:Pesquisador (a) Orientador (a):Telefones para Contato:
  52. 52. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS VII - SENHOR DO BONFIM/BA CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOEste aluno (a) está convidado (a) a participar desta pesquisa. Ao aceitar, estarápermitindo a utilização dos dados aqui fornecidos para fins de análise. Você temliberdade de impedir o (a) aluno (a) sob sua responsabilidade de participar, e ainda, dese recusar a continuar participando em qualquer fase da pesquisa, sem qualquerprejuízo pessoal.Todas as informações coletadas neste estudo são estritamente confidenciais, você ouo (a) aluno (a) não precisará se identificar e somente os (as) pesquisadores (as) e suaequipe terão acesso as suas informações.INFORMAÇÕES SOBRE A PESQUISATítulo Provisório do Projeto:Pesquisador (a) Responsável:Orientador (a):Tendo em vista os itens acima apresentados, eu, de forma livre e esclarecida, autorizoa participação do (a) aluno (a) sob minha responsabilidade a participar desta pesquisa. Assinatura do Responsável pelo (a) Aluno (a)

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