Aula aLeR+             17/04/2012
Sei que me vês                      As portas que se fecham e eu na minhaQuando os teus olhos me ignoram     A tua sombra ...
RedaçãoUma senhora pediu-meum poema de amor.Não de amor por ela,mas «de amor, de amor».À parte aquelastrivialidades «minha...
O amor é o amor - e depois?!Vamos ficar os doisa imaginar, a imaginar?..O meu peito contra o teu peito,cortando o mar, cor...
Quantas vezes me fechei para chorarna casa de banho da casa de minha avólavava os olhos com shampooe choravachorava por ca...
Body Art?Com os remédiosengordo 30 kgo carteiro pergunta-mepara quandoé o meninonos transportes públicosas pessoas levanta...
Toda a gente que tem as mãos friasPoema Pial             Deve metê-las dentro das pias.             Pia número UM         ...
Pia, pia, piaO mocho,Que pertenciaA um coxo.Zangou-se o coxoUm dia,E meteu o mochoNa pia, pia, pia...
Dizem que finjo ou minto AutopsicografiaO poeta é um fingidor.         Dizem que finjo ou mintoFinge tão completamente    ...
Ó mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram,Quantos filhos em vão rez...
http://cvc.instituto-camoes.pt/desafios/10/desafios10.html                                                       Bocage
As amorasO meu país sabe às amoras bravas no verão.Ninguém ignora que não é grande,nem inteligente, nem elegante o meu paí...
Amor é fogo que arde sem se verÉ ferida que dói e não se senteÉ um contentamento descontenteÉ dor que desatina sem doerÉ u...
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2241http://www.ruadapoesia.com/content/view/52/39/http://cvc.instituto...
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Aler+poesia

  1. 1. Aula aLeR+ 17/04/2012
  2. 2. Sei que me vês As portas que se fecham e eu na minhaQuando os teus olhos me ignoram A tua sombra é o lugar onde me deitoQuando por dentro eu sei que Vamos fazer o que ainda não foi feitochoram E eu sou mais do que te inventoSabes de mim Tu és um mundo com mundos por dentroEu sou aquele que se esconde E temos tanto pra contarSabe de ti, sem saber onde Vem nesta noiteVamos fazer o que ainda não foi Fomos tão longe a vida todafeito Somos um beijo que demoraTrago-te em mim Porque amanhã é sempre tarde demaisMesmo que chova no verão Tens uma estradaQueres dizer sim, mas dizes não Tenho uma mão cheia de nadaVamos fazer o que ainda não foi Somos um todo imperfeitofeito Tu és inteira e eu desfeitoE eu sou mais do que te invento Vamos fazer o que ainda não foi feitoTu és um mundo com mundos por E eu sou mais do que te inventodentro Tu és um mundo com mundos por dentroE temos tanto pra contar E temos tanto pra contarVem nesta noite Vem nesta noiteFomos tão longe a vida toda Fomos tão longe a vida todaSomos um beijo que demora Somos um beijo que demoraPorque amanhã é sempre tarde Porque amanhã é sempre tarde demaisdemais Vem nesta noiteE eu sei que dói Fomos tão longe a vida todaSei como foi andares tão só por Somos um beijo que demoraessa rua Porque amanhã é sempre tarde demaisAs vozes que te chamam e tu na Porque amanhã é sempre tarde demaistua Porque amanhã é sempre tarde demaisEsse teu corpo é o teu porto, é o Porque amanhã é sempre tarde demaisteu jeitoVamos fazer o que ainda não foifeito http://www.youtube.com/watch?v=14_-_N2xJ3ISabes quem sou, para onde vouA vida é curva, não uma linha Pedro Abrunhosa
  3. 3. RedaçãoUma senhora pediu-meum poema de amor.Não de amor por ela,mas «de amor, de amor».À parte aquelastrivialidades «minha rosa, lua do meu céu interior»que podia eu dizerpara ela, a não destinatária,que não fosse por ela?Sem objeto, o poemaé uma redaçãodos 100 Modelosde Cartas de Amor. Alexandre O’Neill
  4. 4. O amor é o amor - e depois?!Vamos ficar os doisa imaginar, a imaginar?..O meu peito contra o teu peito,cortando o mar, cortando o ar.Num leitohá todo o espaço para amar!Na nossa carne estamossem destino, sem medo, sem pudor,e trocamos - somos um? somos dois? –espírito e calor!O amor é o amor - e depois?! Alexandre O´Neill
  5. 5. Quantas vezes me fechei para chorarna casa de banho da casa de minha avólavava os olhos com shampooe choravachorava por causa do shampoodepois acabaram os shampoosque faziam arder os olhosno more tears disse Johnson & Johnsonas mães são filhas das filhase as filhas são mães das mãesuma mãe lava a cabeça da outrae todas têm cabelos de crianças loiraspara chorar não podemos usar mais shampooe eu gostava de chorar a fioe choravasem um desgosto sem uma dor sem um lençosem uma lágrimafechada à chave na casa de banho Adília Lopesda casa da minha avóonde além de mim só estava eutambém me fechava no guarda-vestidosmas um guarda-vestidos não se pode fecharpor dentronunca ninguém viu um vestido a chorar
  6. 6. Body Art?Com os remédiosengordo 30 kgo carteiro pergunta-mepara quandoé o meninonos transportes públicosas pessoas levantam-separa me dar o lugarsento-me sempreEmagreço 21 Kgas colegas No metro um rapazda Faculdade de Letras e um velhoperguntam-me discutemse é menino se eu estou grávidaou menina o rapaz quer-me dar o lugar Detesto o sofrimento Adília Lopes
  7. 7. Toda a gente que tem as mãos friasPoema Pial Deve metê-las dentro das pias. Pia número UM Para quem mexe as orelhas em jejum. Pia número DOIS, Para quem bebe bifes de bois. Pia número TRÊS, Para quem espirra só meia vez. Pia número QUATRO, Para quem manda as ventas ao teatro. Pia número CINCO, Para quem come a chave do trinco. Pia número SEIS, Para quem se penteia com bolos-reis Pia número SETE, Para quem canta até que o telhado se derrete. Pia número OITO, Para quem parte nozes quando é afoito. Pia número NOVE, Para quem se parece com uma couve. Pia número DEZ, Para quem cola selos nas unhas dos pés. E, como as mãos já não estão frias, Tampa nas pias!
  8. 8. Pia, pia, piaO mocho,Que pertenciaA um coxo.Zangou-se o coxoUm dia,E meteu o mochoNa pia, pia, pia...
  9. 9. Dizem que finjo ou minto AutopsicografiaO poeta é um fingidor. Dizem que finjo ou mintoFinge tão completamente Tudo que escrevo. Não.Que chega a fingir que é dor Eu simplesmente sintoA dor que deveras sente. Com a imaginação. Não uso o coração.E os que leem o que escreve,Na dor lida sentem bem, Tudo o que sonho ou passo,Não as duas que ele teve, O que me falha ou finda,Mas só a que eles não têm. É como que um terraço Sobre outra coisa ainda.E assim nas calhas de roda Essa coisa é que é linda.Gira a entreter a razão,Esse comboio de corda Por isso escrevo em meioque se chama o coração. Do que não está de pé, Livre do meu enleio, Sério do que não é. Sentir? Sinta quem lê!
  10. 10. Ó mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram,Quantos filhos em vão rezaram!Quantas noivas ficaram por casarPara que fosses nosso, ó mar!Valeu a pena? Tudo vale a penaSe a alma não é pequena.Quem quer passar além do BojadorTem que passar além da dor.Deus ao mar o perigo e o abismo deu,Mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa
  11. 11. http://cvc.instituto-camoes.pt/desafios/10/desafios10.html Bocage
  12. 12. As amorasO meu país sabe às amoras bravas no verão.Ninguém ignora que não é grande,nem inteligente, nem elegante o meu país,mas tem esta voz docede quem acorda cedo para cantar nas silvas.Raramente falei do meu país, talveznem goste dele, mas quando um amigome traz amoras bravasos seus muros parecem-me brancos,reparo que também no meu país o céu éazul. Eugénio de Andrade
  13. 13. Amor é fogo que arde sem se verÉ ferida que dói e não se senteÉ um contentamento descontenteÉ dor que desatina sem doerÉ um não querer mais que bem quererÉ solitário andar por entre a genteÉ nunca contentar-se de contenteÉ cuidar que se ganha em se perderÉ querer estar preso por vontadeÉ servir a quem vence, o vencedorÉ ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favorNos corações humanos amizade,Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões
  14. 14. http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2241http://www.ruadapoesia.com/content/view/52/39/http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digitalcamoes/doc_details.html?aut=140

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