Memorial do Arquidiocesano <br />orgulhosamente apresenta...<br />
Clovis Graciano <br />Vida e obra de um artista modernista. <br />
Clovis Graciano nasceu em Araras (SP) em  1907 e faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1988 .<br />    Pintor, desenhis...
Em 1927 empregou-se na Estrada de Ferro Sorocabana no interior do estado de São Paulo, passando a pintar postes, tabuletas...
	Em 1937, integra o Grupo Santa Helena. <br />	Freqüenta o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes, até 1938. <...
Em 1941 realiza sua primeira exposição individual.<br />	Foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP...
Permanece dois anos em Paris, onde estuda pintura mural e gravura. <br />    Técnica que a partir dos anos 1950, dedicou m...
Em 1971-72, assume o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. <br />	De 1976 a 1978, exerce a função de adid...
Grupo Santa Helena <br />O Grupo Santa Helena surge da união espontânea de alguns artistas utilizam salas como ateliê no P...
Em datas diversas, compunham o grupo Francisco Rebolo, Mario Zanini, Manoel Martins, FulvioPennacchi, Bonadei, Alfredo Vol...
O ambiente criado nas salas de trabalho era de troca mútua, dividindo-se os conhecimentos técnicos de pintura e as sessões...
Os artistas do Santa Helena eram a ala moderada do Modernismo paulista. Seu mérito maior foi ter revelado alguns dos mais ...
Família Artística Paulista (FAP)<br />A agremiação Família Artística Paulista, fundada e dirigida por Rossi Osir e Waldema...
     A FAP realiza três grandes exposições, as obras de Clovis Graciano já são apresentadas na primeira edição do evento. ...
	Por ocasião do segundo salão, o escritor e crítico Mário de Andrade tenta definir os contornos de uma "escola paulista", ...
 	Em artigo posterior sobre Clovis Graciano (1944), Mário enfatiza como as origens sociais do grupo influenciam sua produç...
	Mário de Andrade chama a atenção, para a formação desses “artistas operários”,  em escolas profissionalizantes da época, ...
 	"A geração que despontou na década de 30 foi decerto mais conservadora; tinha, porém, maior consciência de que os proble...
Um pouco de Clovis Graciano <br />no Arquidiocesano <br />Resgate e restauro da obra “Crucificação de Cristo”<br />
Em outubro de 2008 a equipe do Memorial se deparou com uma feliz surpresa. Esquecido atrás de um armário estava uma tela. ...
Obra a qual foi dada o nome “Crucificação de Cristo” é assinada por Clovis Graciano.<br />
Através das assinaturas existentes atrás da tela, foi possível identificar sua origem. <br />	A obra foi adquirida na déca...
O restauro mostrou-se como melhor alternativa perante o desejo de garantir para as futuras gerações a existência dessa obr...
	Toda restauração é realizado de forma minuciosa e  delicada.<br />	 Processo que vai além de refazer o que se perdeu. <br...
A tela foi entregue a Florence White de Vera, restauradora experiente e muito familiarizada com arte contemporânea. <br />...
1ª etapa:  diagnóstico do estado da obra <br />Documentação fotográfica da obra e do verso onde constam assinaturas de ex-...
Exame da pintura com luz ultravioleta que nos mostrou alterações intensas do verniz e que a obra não tinha tido nenhuma ou...
2º etapa : Higienização da obra <br />	A primeira limpeza foi efetuada com “biocida” diluído em água destilada, aplicada p...
Nos locais onde haviam desprendimento de policromia foi aplicado pontualmente o adesivo especial para fixação local.<br />...
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A obra foi volteada com a pintura para cima e foi feita a extração do verniz após testes com solventes, que apontaram qual...
3ª etapa : reconstituição e reforço das estruturas: <br />Com a obra limpa, tanto na frente como no verso, nela toda foi a...
Em todas as áreas onde havia perdas de policromia foi feito o nivelamento.<br /> 	A seguir, sobre os nivelamentos, foram f...
A obra restaurada pode ser admirada por todos durante essa semana na Biblioteca Central. <br />
Divulgação Memorial Arquidiocesano.<br />Produção da apresentação, seleção de imagens e textos <br />Natalia Ribeiro Andra...
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Clovis Graciano

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Apresentação traz o processo de resgate e restauro de uma pintura do artista plástico Clóvis Graciano.

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Notas
  • CLÓVIS GRACIANO DESPERTA EM BRASILIA
    Num mix de técnicas, fases, paletas, períodos e materiais, este artista tão completo, que passou de pintura de carroças à grandes Murais, tem sua obra mostrada na CAIXA Cultural Brasilia, a partir de 13 de agosto até 20 de outubro.
    A mostra é de obras de cavalete, o que Graciano considerava o “recreio do artista”, dai o nome Arte de Cavalete, apresentando 40 obras entre pequenas e médias de acervos particulares e familiares.
    Além disto, o espaço permite mostrar as mais variadas participações do artista, importante membro do famoso Grupo Santo Helena, nas mais diversas manifestações artísticas.
    A coletânea de livros ilustrados por Clóvis Graciano entre 1943 a 1973 impressiona, de Jorge Amado a Dorival Caymmi, de Carlos Soulié a Raul Pompéia, de O Armorial de Paulo Bonfim à Castro Alves além de livros infantis de Mauricio Goulart e Nelson Palma.
    A coleção de 14 desenhos que formou, em 1966,o Álbum, para poucos, de Rubem Braga “Mestres do Desenho” é de excepcional qualidade.
    E assim, de participações em pequenas tiragens de grandes literatos, a exposição disponibiliza ao olhar e conhecimento, outros méritos deste historiador e artista paulista, que reuniu e harmonizou grandes figuras da história tanto da cidade como da arte.
    Seu currículo é romanceado através de um vídeo que conta as etapas mais importantes de sua vida e trajetória, enriquecido por depoimentos de velhos amigos e companheiros.
    Intimista mas completa é um programa imperdível.

    Serviço:
    Abertura: 13/08/13 às 19h.
    Visitação: de 14/08/13 a 20/10/13
    Terça a domingo, das 9h às 21h
    CAIXA Cultural Brasília – Galeria Vitrine
    61 3206-9448 / 61 3206-9449
    www.caixa.gov.br/caixacultural

    Curadoria: Enock Sacramento
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Clovis Graciano

  1. 1. Memorial do Arquidiocesano <br />orgulhosamente apresenta...<br />
  2. 2. Clovis Graciano <br />Vida e obra de um artista modernista. <br />
  3. 3. Clovis Graciano nasceu em Araras (SP) em 1907 e faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1988 .<br /> Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador de grande importância para a arte plástica brasileira. <br />
  4. 4. Em 1927 empregou-se na Estrada de Ferro Sorocabana no interior do estado de São Paulo, passando a pintar postes, tabuletas, letreiros e avisos para as estações ferroviárias.<br /> No ano de 1934 muda-se para São Paulo, passando a partir daí a dividir seu tempo entre o emprego e a arte. <br /> E inicia seus estudos de arte com o pintor Waldemar da Costa. <br />
  5. 5. Em 1937, integra o Grupo Santa Helena. <br /> Freqüenta o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes, até 1938. <br /> No ano de 1939 torna-se presidente da Família Artística Paulista – FAP. Através da qual participa dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos. <br />
  6. 6. Em 1941 realiza sua primeira exposição individual.<br /> Foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP em 1948. <br /> Viaja para a Europa no ano seguinte, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. <br />
  7. 7. Permanece dois anos em Paris, onde estuda pintura mural e gravura. <br /> Técnica que a partir dos anos 1950, dedicou maior atenção.<br /> Fez ilustrações para obras literárias, de Dorival Caymmi e Jorge Amado . <br />
  8. 8. Em 1971-72, assume o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. <br /> De 1976 a 1978, exerce a função de adido cultural em Paris.<br /> Ao longo de sua carreira permanece fiel ao figurativismo, com o predomínio de temas sociais. <br />
  9. 9. Grupo Santa Helena <br />O Grupo Santa Helena surge da união espontânea de alguns artistas utilizam salas como ateliê no Palacete Santa Helena, antigo edifício na Praça da Sé, em São Paulo, a partir de meados de 1934. <br />
  10. 10. Em datas diversas, compunham o grupo Francisco Rebolo, Mario Zanini, Manoel Martins, FulvioPennacchi, Bonadei, Alfredo Volpi, Humberto Rosa e Rizzotti e Clovis Graciano. <br />
  11. 11. O ambiente criado nas salas de trabalho era de troca mútua, dividindo-se os conhecimentos técnicos de pintura e as sessões de modelo vivo, decidindo sobre a remessa de obras aos salões e organizando as famosas excursões de fim de semana aos subúrbios da cidade para execução da pintura ao ar livre.<br />
  12. 12. Os artistas do Santa Helena eram a ala moderada do Modernismo paulista. Seu mérito maior foi ter revelado alguns dos mais importantes pintores brasileiros do século XX.<br />
  13. 13. Família Artística Paulista (FAP)<br />A agremiação Família Artística Paulista, fundada e dirigida por Rossi Osir e Waldemar da Costa, contava com a participação de diversos artistas, como Volpi, Anita Malfatti, Pennacchi, Candido Portinari, Nelson Nóbrega, Ernesto de Fiori e Clovis Graciano. <br />
  14. 14. A FAP realiza três grandes exposições, as obras de Clovis Graciano já são apresentadas na primeira edição do evento. <br />
  15. 15. Por ocasião do segundo salão, o escritor e crítico Mário de Andrade tenta definir os contornos de uma "escola paulista", marcada por uma espécie de modernismo de tom moderado e situada num lugar intermediário entre as experimentações da década de 1920 e a arte acadêmica, ainda viva no ambiente artístico paulistano.<br />
  16. 16. Em artigo posterior sobre Clovis Graciano (1944), Mário enfatiza como as origens sociais do grupo influenciam sua produção. O que caracteriza esses artistas, diz ele, "é seu proletarismo. Isso lhe determina a psicologia coletiva e, conseqüentemente, sua expressão"<br />
  17. 17. Mário de Andrade chama a atenção, para a formação desses “artistas operários”, em escolas profissionalizantes da época, entre elas o Liceu de Artes e Ofícios. <br /> Totalmente à margem dos círculos de vanguarda.<br /> Sem dúvida, a produção plástica dos anos de 1930 se distância da experimentação dos anos 1920. <br />
  18. 18. "A geração que despontou na década de 30 foi decerto mais conservadora; tinha, porém, maior consciência de que os problemas da arte se resolviam em primeiro lugar no campo da arte, no embate concreto com suas tradições e suas técnicas.”<br />
  19. 19. Um pouco de Clovis Graciano <br />no Arquidiocesano <br />Resgate e restauro da obra “Crucificação de Cristo”<br />
  20. 20. Em outubro de 2008 a equipe do Memorial se deparou com uma feliz surpresa. Esquecido atrás de um armário estava uma tela. <br /> Abaixo de uma consistente camada de poeira a obra de arte revelava uma cena religiosa de traços belos e singulares. <br /> A existência de rasgos, respingos de tinta látex, fungos e oxidação eram testemunhos de que o tempo coloca a arte e o conhecimento em risco. <br />
  21. 21. Obra a qual foi dada o nome “Crucificação de Cristo” é assinada por Clovis Graciano.<br />
  22. 22. Através das assinaturas existentes atrás da tela, foi possível identificar sua origem. <br /> A obra foi adquirida na década de 60, pelos membros da Associação de Antigos Alunos do Arquidiocesano. <br /> Destacam-se entre as informações, as datas de estudo dos ex-alunos do colégio, e nome de figuras que foram muito marcantes na trajetória da instituição, como Nilo Vergueiro. <br />
  23. 23. O restauro mostrou-se como melhor alternativa perante o desejo de garantir para as futuras gerações a existência dessa obra de arte. <br />Entretanto não se trata de um intervenção simples. <br />
  24. 24. Toda restauração é realizado de forma minuciosa e delicada.<br /> Processo que vai além de refazer o que se perdeu. <br /> O restaurador resgata a vibração de cores e traços de tempos atrás, sendo comedido nas intervenções e ao mesmo tempo, totalmente fiel as escolhas feitas pelo artista. <br />
  25. 25. A tela foi entregue a Florence White de Vera, restauradora experiente e muito familiarizada com arte contemporânea. <br /> Florence registrou todo o processo que hoje nos possibilita usufruir de toda a beleza da obra de Clovis Graciano. <br /> As etapas do restauro serão mostradas nessa apresentação. <br />
  26. 26. 1ª etapa: diagnóstico do estado da obra <br />Documentação fotográfica da obra e do verso onde constam assinaturas de ex-alunos do colégio.<br />  Desmontagem da tela de seu chassi original e descarte do mesmo por estar infestado por cupins.<br /> <br />
  27. 27. Exame da pintura com luz ultravioleta que nos mostrou alterações intensas do verniz e que a obra não tinha tido nenhuma outra restauração anterior.<br /> A análise visual, com luz reversa, identificou a intensidade de fungos sobre a policromia.<br />
  28. 28. 2º etapa : Higienização da obra <br /> A primeira limpeza foi efetuada com “biocida” diluído em água destilada, aplicada para a retirada dos fungos superficiais.<br />  Nos dois locais onde haviam rasgos foram feitas as suturas das fibras e, pelo verso, aplicados dois pequenos remendos com material especifico de restauração e tela de poliéster transparente.<br /> <br /> <br />
  29. 29. Nos locais onde haviam desprendimento de policromia foi aplicado pontualmente o adesivo especial para fixação local.<br /> Nesta etapa a tela foi levada à mesa térmica com vácuo para planificação do suporte.<br /> <br />
  30. 30. Com o suporte planificado foi feita a limpeza do verso da tela em duas etapas:<br /> A primeira, mecânica, com trincha e aspiração para retirada das sujidade superficial.<br /> A segunda, com isopo e benzina, respeitando os limites de todas as assinaturas com o objetivo de, limpando o entorno, realçar as assinaturas já esmaecidas.<br />
  31. 31. A obra foi volteada com a pintura para cima e foi feita a extração do verniz após testes com solventes, que apontaram qual era eficiente sem colocar em risco a integridade da policromia.<br />
  32. 32. 3ª etapa : reconstituição e reforço das estruturas: <br />Com a obra limpa, tanto na frente como no verso, nela toda foi aplicada um produto para proteger a policromia das etapas posteriores do trabalho.<br /> Foi encomendada a confecção de um chassi adequado para a sustentação da obra, com tratamento anti cupim. <br /> A nova tela para o reentelamento, transparente para permitir a visualização das assinaturas do verso e dar sustentação ao suporte original da obra.<br />
  33. 33. Em todas as áreas onde havia perdas de policromia foi feito o nivelamento.<br />  A seguir, sobre os nivelamentos, foram feitas as reintegrações cromáticas com pigmentos para restauro.<br />  A etapa seguinte foi a aplicação de verniz.<br /> A obra pronta foi montada em sua nova moldura e recebeu no verso elementos de fixação.<br /> <br /> <br />
  34. 34. A obra restaurada pode ser admirada por todos durante essa semana na Biblioteca Central. <br />
  35. 35. Divulgação Memorial Arquidiocesano.<br />Produção da apresentação, seleção de imagens e textos <br />Natalia Ribeiro Andrade<br />Raquel Quirino Piñas<br />

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