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Cultura digital: conceitos e projetos

  • 1. cultura digitalBianca Santana biancasantana@gmail.com aula do Curso Sesc de Gestão Cultural Centro de Pesquisa e Formação do Sesc 20 de janeiro de 2017
  • 2. nome; de onde veio; expectativas em relação à aula em 15 segundos.
  • 4. 1. conceitual cultura digital, cibercultura, cultura da convergência, cultura hacker, comum 2. projetos e políticas
  • 5. “ “ Cultura digital é um conceito novo. Parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O que está implicado aqui é que o uso de tecnologia digital muda os comportamentos (...) Gilberto Gil, 2004, em uma aula magna na USP
  • 6. “ “ (...) O uso pleno da Internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento, maximizar os potenciais dos bens e serviços culturais, amplificar os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializar também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte." Gilberto Gil, 2004, em uma aula magna na USP
  • 7. André Lemos faz uma ressalva importante: “Não há cultura natural. A cultura se constitui por artefatos. Desde sempre.”
  • 9. Leis fundadoras da cibercultura 1. libertação do pólo da emissão; 2. conexão em rede; 3. reconfiguração de formatos midiáticos e práticas sociais (é possível escapar do tempo linear e do espaço geográfico). (Andé Lemos)
  • 10. Arquiteturas de Rede (diagramas de Paul Baran)
  • 12. Re-mixagem princípio que rege a cibercultura “Conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens, cut-up de informação a partir das tecnologias digitais” (André Lemos)
  • 13. Re-mixagem: princípio que rege a cibercultura
  • 14. Re-mixagem: princípio que rege a cibercultura
  • 15. Re-mixagem: princípio que rege a cibercultura
  • 17. Em vez da maximização da produção, o informacionalismo busca a acumulação de conhecimentos e maiores níveis de complexidade no processamento da informação CASTELLS, 1999
  • 21. “Meu objetivo aqui é documentar, e não criticar, perspectivas conflitantes sobre a transformação das mídias” (p. 40)
  • 23. Convergência “1. fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia; 2. cooperação entre múltiplos mercados midiáticos; 3. comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca de experiências de entretenimento que desejam.
  • 24. Nao é um fenômeno apenas tecnológico, mas um fenômeno também, e essencialmente, cultural. convergência
  • 25. Em vez de produtores e consumidores em papéis separados, “participantes INTERAGINDO de acordo com um conjunto de regras, que nenhum de nós entende por completo”. http://farm9.staticflickr.com/8067/8257278626_08 76f8504b_z.jpg cultura participativa
  • 26. inteligência coletiva “Nenhum de nós pode saber tudo; cada um de nós sabe alguma coisa; e podemos juntar as peças, se associarmos nosso recursos e unirmos nossas habilidades.”
  • 27. “No futuro próximo, a convergência será uma espécie de gambiarra - em vez de um sistema completamente integrado”. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Juga ad.jpg/800px-Jugaad.jpg
  • 28. muitas leis de direito autoral não dão conta...
  • 30. Software Livre ● A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito; ● A liberdade de estudar o software; ● A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo; ● A liberdade de modificar o programa e ● distribuir estas modificações, ● de modo que toda a comunidade se beneficie.
  • 32. “Nesse sentido, o verbo ‘hackear’ deve ser entendido como ‘reconfigurar’, explorar novas características, ir além do que os protocolos delimitaram, buscar a superação do controle” (Sergio Amadeu da Silveira)
  • 34. Cultura hacker acesso ilimitado a computadores informações livres desconfiança das autoridades descentralização
  • 35. Cultura hacker Colaboração com autonomia. Paixão, alegria, realização. Desafios. Emancipação individual pelo conhecimento: hiperindividualismo construído no e pelo coletivo.
  • 36. comum
  • 37. Comum ou commons: recursos possuídos e compartilhados por uma comunidade.
  • 38. bens digitais direitos adquiridos software livre hortas urbanas cozinhas comunitárias (FEDERICI, 2014)
  • 39. “ Falar sobre uma sociedade do comum, só em relação ao digital, é absurdo(...) o mundo digital está completamente privatizado. Essa ideia de trabalho colaborativo, criando redes de solidariedade, é porque temos Facebook ou Twitter?” Silvia Federici
  • 40. “ (...) Sim, nós podemos usar. Mas os proletários, as classes trabalhadoras serão sempre usadas. Pensamos que agora estamos em um novo mundo, e que temos novas formas de trabalho, com essas possibilidades comunitárias, quando a maior parte do mundo das tecnologias é fruto de trabalho escravo. É uma distorção imaginar que finalmente entramos em uma nova era em que o digital eliminaria a exploração e criaria novas formas de solidariedade comunal. Qual a condição de vida das pessoas que fazem o trabalho tecnológico?” Silvia Federici, em entrevista publicada na revista Cult.
  • 41.
  • 42. CC - Georgia Haddad Nicolau
  • 43. CC - Georgia Haddad Nicolau
  • 46. gigapixel “A tecnologia ajuda a suplantar a barreira de acesso, mesmo que não substitua a experiência”
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  • 48. Syria Tracker Campanha do Obama em 2012
  • 49.
  • 50. “A minha história com a internet começou com a chegada do telefone em Santa Rita, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, onde fui criada, e de um programa do Governo Federal, que permitiu incentivos fiscais para a fabricação em grande escala de computadores a serem vendidos a preço popular. O nome do programa era Computador para Todos (...) Um novo mundo se abriu para nós. O mundo digital. O mundo do upload.”
  • 52. “Territórios criativos são bairros, cidades ou regiões que apresentam potenciais culturais criativos capazes de promover o desenvolvimento integral e sustentável, aliando preservação e promoção de seus valores culturais e ambientais.”
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