Jovem guarda

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Jovem guarda

  1. 1. JOVEM GUARDA E TROPICALIA
  2. 2. JOVEM GUARDA Num sentido estrito, a expressão Jovem Guarda designou programa da TV Record, de São Paulo SP, estreado em setembro de 1965 e findo em 1969, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia; mas tem sido comumente empregada para definir gênero musical também conhecido como iê-iê-iê, seja, a versão brasileira do rock internacional. A Jovem Guarda foi, entretanto, cristalização de uma tendência bem anterior: a informação do rock’n’roll norte-americano da década de 1950 já criara no Brasil um mercado de consumidores e aficionados, permitindo que, desde 1957, os primeiros cantores e compositores brasileiros do gênero tentassem reproduzir o ritmo com letras em português ou cantando no original.
  3. 3. Com o nome definitivo de Jovem Guarda, o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os  Eduardo Araújo  Sérgio Murilo  Agnaldo Rayol  Reynaldo Rayol  Martinha  Cleide Alves  Meyre Pavão cantores:  Rosemary e os grupos:  The Jordans  The Jet Blacks  Renato e seus Blue Caps  Os Incríveis e  Golden Boys.
  4. 4. JOVEM GUARDA * RENATO E SEUS BLUE CAPS * OS INCRÍVEIS
  5. 5. Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos “Quero que vá tudo pro inferno”, que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou Outros artistas se juntaram ao grupo inicial:  Vanusa  De Kalafe  Deny e Dino  Leno e Lilian  Antônio Marcos tendência musical.  Os Vips  Ronnie Von  Os Brasões  The Pops, entre outros.
  6. 6. ... VANUSA ANTONIO MARCOS RONNIE VON
  7. 7. JOVEM GUARDA
  8. 8. TROPICÁLIA A Tropicália, Tropicalismo ou Movimento tropicalista foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha também objetivos sociais e políticos, mas principalmente comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
  9. 9. TROPICÁLIA
  10. 10. É PROIBIDO PROIBIR Um ano depois do impacto causado pelas guitarras nas canções “Alegria, alegria” (Caetano) e “Domingo no parque” (Gil), apresentadas no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram a surpreender o público no III FIC, Festival Internacional da Canção, promovido pela Rede Globo. Caetano, acompanhado pelos Mutantes, defendeu “É proibido proibir” e Gilberto Gil, com os Beat Boys, “Questão de Ordem”. A apresentação de “É proibido proibir” acabou se transformando num happening acaloradíssimo naquela noite de domingo, 15 de setembro de 1968. Na final paulista do FIC, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, a música de Caetano foi recebida com furiosa vaia pelo público que lotava o auditório.
  11. 11. Os Mutantes mal começaram a tocar a introdução da música e a platéia já atirava ovos, tomates e pedaços de madeira contra o palco. O provocativo Caetano apareceu vestido com roupas de plástico brilhante e colares exóticos. Entrou em cena rebolando, fazendo uma dança erótica que simulava os movimentos de uma relação sexual. Escandalizada, a platéia deu as costas para o palco. A resposta dos Mutantes foi imediata: sem parar de tocar, viraram as costas para o público. Gil foi atingido na perna por um pedaço de madeira, mas não se rendeu. Em tom de deboche, mordeu um dos tomates jogados ao chão e devolveu o resto à irada platéia. Caetano fez um longo e inflamado discurso que quase não se podia ouvir, tamanho era o barulho dentro do teatro.
  12. 12. A CRUZADA TROPICALISTA O filme Bonnie and Clyde faz atualmente um tremendo sucesso na Europa e sua influência estendeu-se à moda, à música, à decoração, às comidas, aos hábitos. Os anos 30 revivem em força total. Baseados nesse sucesso e também no atual universo pop, com o psicodelismo morrendo e novas tendências surgindo, um grupo de cineastas, jornalistas, músicos e intelectuais resolveu fundar um movimento brasileiro mas com possibilidades de se transformar em escala mundial: o Tropicalismo. Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mal gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra ainda desconhecido.
  13. 13. A FESTA E A ARTE O lançamento da cruzada tropicalista seria feito em uma festa no Copacabana Palace. A piscina estaria coberta de vitórias-régias, palmeiras por toda a pérgula, bebidas servidas em abacaxis ou cocos, abacaxis que também serviriam de abajur, iluminados por dentro. Precisamos renovar a arte no Brasil. É preciso mais do que nunca reabilitar Oswaldo Teixeira, trazer de novo para os lares as naturezas-mortas, os tachos de estanho e de cobre, frutas espalhadas pelo meio. Que volte a pureza de formas, a mestria e delicadeza do traço. Fora com Portinari e Antonio Dias!
  14. 14. PROVAÇÕES E INSULTOS Quando foram convidados para debater o Tropicalismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP, a FAU, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Torquato Neto nem suspeitaram do que estava por vir. Mas, naquele dia 6 de junho de 68, quando chegaram ao auditório da faculdade sob o som de vaias e estouros de bombinhas pressentiram a armadilha que havia sido preparada para provocá-los e agredi-los. Logo na entrada, os estudantes distribuíam um panfleto com um texto de Augusto Boal intitulado “Chacrinha e Dercy de Sapato Branco”, com pesadas críticas aos tropicalistas. Daí já dava para perceber o clima de animosidade que pairava no ar. E para completar o cenário de guerra que fora armado, os organizadores ainda escalaram dois ferrenhos opositores do movimento tropicalista, o compositor Maranhão e o jornalista Chico de Assis.
  15. 15. Para contrapor e equilibrar o debate, Guilherme Araújo percebendo a saia justa em que se encontravam, convidou mais dois tropicalistas de peso para engrossar o time dos convidados, os poetas concretos Augusto de Campos e Décio Pignatari. Augusto abriu o debate falando que as incursões tropicalistas de Gil e Caetano eram uma verdadeira revolução contra o medo. Pignatari falou na seqüência, mas a platéia estava nitidamente agitada. O estopim da revolta entre o público presente aconteceu quando Gil argumentou que não foram eles que fizeram da música deles mercadoria, mas que ela só penetra quando é vendida. A confusão chegou ao ápice quando Caetano citou Chacrinha. Esta foi a senha para que a platéia, enraivecida além de vaiar e estourar bombinhas atirasse bananas sobre eles. Mesmo debaixo da chuva de insultos, Pignatari não se intimidou, levantou e sozinho vaiou aquela platéia enfurecida.
  16. 16. LOUCURA E FRENESI A badalada boate Sucata, no Rio de Janeiro, decidiu apostar na ousadia dos tropicalistas e, na noite de sexta-feira, 4 de outubro de 1968, deu início a uma temporada de duas semanas de shows memoráveis. Eles já vinham em ritmo alucinado das atuações no FIC, mas, naquele momento, deram o tom de superação que marcaria as apresentações nas semanas seguintes: gritos, assobios, ruídos, gemidos, distorções de guitarra e respostas debochadas às provocações da platéia. A chamada do show tentava alertar os mais desavisados: “Um espetáculo violento, diferente de tudo que já foi feito”. Desavisado ou não, o público compareceu em peso nos nove dias da temporada.
  17. 17. Neste programa de estréia, receberam os Mutantes, com quem dividiram a canção “Baby”. Na seqüência, o trio trocou as guitarras por uma bateria improvisada, feita com latas amassadas para acompanhar Gil em “A Luta contra a Lata ou a Falência do Café”, tendo também a participação de Gal Costa. Esta edição ainda teve direito a performances desconcertantes de Caetano que se atirou no chão e plantou bananeira. Gil também não ficou atrás e riu, dançou e rodopiou pelo palco, completamente à vontade. Nem é surpresa dizer que a farra televisiva acabou gerando manifestações de repúdio da ala mais conservadora e careta da sociedade. Pais de família escreviam cartas cheias de ira para a direção do programa e políticos de cidadezinhas do interior se revoltaram com o que chamaram de “agressões”.
  18. 18. Aluna Bianca Pollyanna

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