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Amabile Pinceli
Ariel Rodrigues
Bianca Lontro
Caroline Inomata
Guilher...
OBSERVAÇÕES
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do 3º semestre, foi possível entend...
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sistema. Consideramos que trabalhar com a definição d...
Dentro desse desejo foi crucial um aprofundamento muito grande em relação
ao público alvo escolhido, assim nos utilizamos ...
Sem dúvidas a relação entre estética e funcionalidade foi um dos pontos
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Isso é refletido diretamente na tríade do nosso conceito de criação:
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Em suma, executar um trabalho como esse é um exercício que estimula o
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  1. 1. MEMORIAL DESCRITIVO SINALIZAÇÃO // AVENIDA PAULISTA Amabile Pinceli Ariel Rodrigues Bianca Lontro Caroline Inomata Guilherme Cunha Martin Buber Phelipe Dos Santos Samir Gomes Tannus
  2. 2. OBSERVAÇÕES
  3. 3. 1/2 Depois de três meses de preparação para a reta final do projeto interdisciplinar do 3º semestre, foi possível entender sua fama de “divisor de águas” do curso de Design Gráfico, pois analisando este projeto desde sua origem até o presente momento notamos que trata-se de algo tão complexo quanto imaginávamos. Lidar com o tema “sinalização” envolve um olhar panorâmico e desafiador em todos os sentidos, e com certeza o objeto de estudo desse projeto expõe claramente essa questão. A Avenida Paulista é um importante pólo econômico e sócio-cultural, e por isso é frequentada por muitas pessoas, o que a primeira vista pode parecer um grande problema, além disso, esse local envolve uma problemática maior do ponto de vista antropológico, ou seja, desenvolver um sistema externo de uma avenida extensa e movimentada, composta por basicamente prédios e construções de altíssimo contraste visual, e ergonomicamente funcional, com certeza foi uma dificuldade muito grande. Devido a tal complexidade foi fundamental seguir as etapas de desenvolvimento projetual, pois as mesmas nos ajudaram a melhor organizar todo o trabalho e alocar as atividades dentro do prazo. Na primeira etapa, nos atemos a escolha de um sub-tema e consequentemente ás pesquisas de campo e fundamentação teórica, porém, resultante dessas pesquisas e do contato com o objeto, um embate surgiu em relação ao sub-tema já definido - Mobilidade urbana voltada a deficientes visuais e portadores de mobilidade reduzida - e como consequência disso houve um ajuste geral da base do projeto. Nossa primeira visita de campo, isso é o primeiro contato com a Paulista, nos fez enxergá-la de um jeito. Nós andamos por toda a extensão fazendo comentários sobre a sinalizaçao existente, percebendo algumas falhas e alguns acertos, mas algo bastante superficial. Depois de prepararmos a maior parte teórica do que pretendíamos com o subtema escolhido, nos demos conta que havíamos nos equivocado, e então a mudança de subtema. Essa mudança deu-se justamente porque nossos horizontes estavam muito ampliados, nossa noção sobre o projeto não estava muito concreta, e estávamos querendo “abraçar o mundo”. Queríamos fazer uma sinalização eficiente para todos os públicos: deficientes, turistas, analfabetos, motoristas, pedestres... Após repensar o projeto, percebemos que não havia condições de conciliar um trabalho bom e sem falhas e um público tão abrangente quanto o que tínhamos, pois isso colocaria o andamento do projeto em risco. Foi assim que nós decidimos nos aprofundar na mobilidade urbana e nos equipamentos socioculturais em relação aos turistas pedestres que visitam a Paulista. E então novamente repetimos nosso primeiro passo, onde o segundo contato com a avenida já foi pautado com mais clareza, já havia um propósito maior, porém milietricamente delimitado.
  4. 4. 3/4 Dentro desse desejo foi crucial um aprofundamento muito grande em relação ao público alvo escolhido, assim nos utilizamos do briefing para entender cada detalhe do perfil do nosso “consumidor”, observando singularmente seus hábitos, valores e atitudes tanto estabelecendo dados físicos, de contato direto com o público quanto levantamentos teóricos, conscientes sobre nossa meta de satisfazer as necessidades desse público em relação á sinalização, delineando objetivos gerais e específicos e estratégias dentro do projeto, usufruindo dos equipamentos socioculturais para fundamentar ainda mais a estrutura de todo o projeto. Consideramos que lidar com “turistas” foi uma decisão bastante peculiar, pois a partir do momento que se conceitua um sistema de sinalização baseado em um segmento que tem pouco contato com o ambiente, a busca pela capacidade de tornar esse sistema o mais habitual e familiar possível, consequentemente favorece outros públicos, e isso foi um dos quesitos que nos motivou a buscar um sub tema diferente e nos dedicar a esse projeto.
  5. 5. A segunda etapa em geral foi o desenvolvimento em si do projeto e do sistema. Consideramos que trabalhar com a definição da área piloto para a criação do sistema trouxe maior conforto para nós. Á partir daí referências foram melhor observadas, pois elas possibilitam ao profissional observar as diversas hipóteses e ideias tanto estéticas como funcionais, e abrir a mente para mais possibilidades, se deixando usufruir mais de sua imaginação. Referências iconográficas de outros projetos de sinalização e as próprias referências do projeto de Cauduro & Martino foram levantadas para a criação dos layouts e de uma identidade visual especificamente falando. Entretanto, nós lidamos dentro desse projeto, com outros aspectos além do que já havíamos vivenciado, um grande exemplo é a parte de processos e materiais. A cada nova peça criada, um obstáculo era vencido e surgiam mais dez á frente, isso porque nós dependemos de “ciências” diferentes trabalhando juntas, porém vale salientar que cada obstáculo foi de grande aprendizado.
  6. 6. Dentro desse desejo foi crucial um aprofundamento muito grande em relação ao público alvo escolhido, assim nos utilizamos do briefing para entender cada detalhe do perfil do nosso “consumidor”, observando singularmente seus hábitos, valores e atitudes tanto estabelecendo dados físicos, de contato direto com o público quanto levantamentos teóricos, conscientes sobre nossa meta de satisfazer as necessidades desse público em relação á sinalização, delineando objetivos gerais e específicos e estratégias dentro do projeto, usufruindo dos equipamentos socioculturais para fundamentar ainda mais a estrutura de todo o projeto. Consideramos que lidar com “turistas” foi uma decisão bastante peculiar, pois a partir do momento que se conceitua um sistema de sinalização baseado em um segmento que tem pouco contato com o ambiente, a busca pela capacidade de tornar esse sistema o mais habitual e familiar possível, consequentemente favorece outros públicos, e isso foi um dos quesitos que nos motivou a buscar um sub tema diferente e nos dedicar a esse projeto. A segunda etapa em geral foi o desenvolvimento em si do projeto e do sistema. Consideramos que trabalhar com a definição da área piloto para a criação do sistema trouxe maior conforto para nós. Á partir daí referências foram melhor observadas, pois elas possibilitam ao profissional observar as diversas hipóteses e ideias tanto estéticas como funcionais, e abrir a mente para mais possibilidades, se deixando usufruir mais de sua imaginação. Referências iconográficas de outros projetos de sinalização e as próprias referências do projeto de Cauduro & Martino foram levantadas para a criação dos layouts e de uma identidade visual especificamente falando. Entretanto, nós lidamos dentro desse projeto, com outros aspectos além do que já havíamos vivenciado, um grande exemplo é a parte de processos e materiais. A cada nova peça criada, um obstáculo era vencido e surgiam mais dez á frente, isso porque nós dependemos de “ciências” diferentes trabalhando juntas, porém vale salientar que cada obstáculo foi de grande aprendizado. Existem peças no nosso trabalho, como o tótem principal e a placa da grade que dependeram muito da parte de engenharia e arquitetura. Nós sofremos muito para conseguir criar formatos matematicamente possíveis, no sentido de ângulação e outras propriedades, que nos possibilitassem uma estética diferenciada, ou seja, sair do comum “retângulo” e partir pra algo mais complexo, sofisticado e prático. É extremamente abstruso unir forma, matéria e cor a funcionalidade, dizemos exatamente no sentido de desenvolvimento das peças em si, como citado acima, peças que fossem suficientemente eficientes e ao mesmo tempo esteticamente agradáveis. 5/6
  7. 7. Sem dúvidas a relação entre estética e funcionalidade foi um dos pontos mais discutidos pelo grupo, em todas as reuniões, fóruns e oportunidades. Foi difícil aceitar as restrições técnicas já estabelecidas por códigos que envolvem os sistemas de sinalização e buscar proporcionar a comunicação mais eficiente entre usuário e peça, principalmente tratando-se de uma sinalização externa. Muitas ideias foram descartadas por serem muito bonitas no papel mas não tão úteis quanto deveriam. Embora nós tenhamos considerado a arquitetura da Paulista e também a utilização de elementos já existentes lá como uma estratégia, ainda houve um desconforto dentro dessa questão estética versus funcionalidade, e isso foi bem refletido na nossa peça para os carros. Desde o início nós abordamos em particular um elemento já existente na Paulista: o poste de luz. Criamos uma série de layouts de peças para contemplar esse elemento, mas nenhum foi produzido, embora tenha servido de inspiração para a criação de outras peças. Assim, consideramos conveniente usar este poste para favorecer os motoristas, usando elementos de sinalização para os carros. Entretanto nós nos desfizemos dessa ideia pois não conseguimos alcançar nosso objetivo, no que diz respeito a uma diagramação que reunisse todas as informações necessárias e fosse eficiente. Isso não prejudicou o sistema em si, pois era um desejo nosso para agregar mais valor ao trabalho, mas foi uma ideia que sentimos não poder aprimorar e utilizar, até pela questão do prazo.
  8. 8. 7/8 As relações entre informações que a peça deve conter, a distribuição dessas informações dentro de uma boa diagramação, o material que suportaria essa peça, a localização dela dependem de justificativas fieis ao que pretendemos, além disso, os objetivos e estratégias traçados estão em constante movimento. Cada peça deve corresponder as metas que o grupo estabelece na primeira etapa, e como consequência, as estratégias também fazem parte dessa correspondência. Através do fluxograma e do zoneamento do objeto de estudo, percebemos que esses objetivos e estratégias também expuseram oportunidades de beneficiar outros públicos, efetivando a qualidade do projeto.
  9. 9. Isso é refletido diretamente na tríade do nosso conceito de criação: Receptividade, Integração e Ambientalização, que propõem o seguinte: sobre a receptividade, a in-formação dentro do sistema além de funcional deve ser convidativa, deve conter hospital-idade e deve contribuir para a experiência do visitante, afirmando o compromisso com o seu bem-estar, um bom exemplo dentro do nosso projeto é o uso de um Segundo idioma, no caso o inglês, para melhor situar o turista dentro do ambiente. A integração sugere a relação espacial entre a disposição dessas informações e a arquitetura da Paulista. E por fim, a ambientalização tem como objetivo estimular os sentidos cognitivos contribuindo com a memória e a familiarização do individuo com o ambiente. Esses três conceitos alinhados com os demais eixos que compõem o projeto, caracterizam a essência do mesmo Mesmo com todos os conceitos, objetivos, estratégias e todo um plano quase palpável prontos o projeto sofreu diversas alterações para cada vez mais corresponder as perspectivas do trabalho. Todos esses conceitos que devem ser considerados influenciam diretamente no sistema, ou seja, nas peças. Essas peças, como já citado, foram constantemente modificadas, algumas até excluídas ou produzidas novamente, e essa parte também nos deixou um pouco tristes, pois nos deparamos com situações que não conseguimos contornar, um exemplo foi uma placa que desenvolvemos para colocar nas grades de proteção nas esquinas das ruas que cruzam a Paulista, também já mencionada. Inicialmente queríamos uma placa que contornasse essas grades, uma peça bem grande que deveria dispor de uma angulação para satisfazer nosso propósito. Ficamos muito tempo pesquisando soluções para usar essa peça com o formato que pensamos, mas infelizmente não conseguimos. Concluímos que estávamos gastando muito tempo quando tínhamos muito a fazer, e a peça teve que sofrer uma alteração que fugiu muito do que havíamos proposto inicialmente.
  10. 10. 9/10 Em contrapartida, toda a produção de peças nos ensinou algo novo ou complementou o conhecimento que já tínhamos, no caso de tipografia e paleta de cores por exemplo. O desenvolvimento do desenho técnico, das pranchas, do manual executivo e até este memorial foram passos bastante particulares a esse semestre, assim como a modelagem e implantação em 3D das peças que nós abordamos dentro da nossa apresentação. Infelizmente devemos ressaltar sempre que o tempo é um fator que atrapalha bastante, pois mergulhando na complexidade desse projeto, nota-se que um único semestre não é suficiente para desenvolver um sistema completo, que nos permita criar soluções e repensa-las antes da entrega do trabalho. Entretanto isso também depende da organização e disposição do grupo para que cada etapa seja concluída dentro do prazo, assim o projeto passa a fluir naturalmente, mais detalhes são revistos e melhor pensados, para que até o dia de entrega o trabalho esteja o mais próximo da impecabilidade. É importante citar também a relevância dos professores e as orientações que recebemos deles no direcionamento dos processos projetuais, e também na admin-istração desse prazo de conclusão.
  11. 11. Em suma, executar um trabalho como esse é um exercício que estimula o designer em vários aspectos, pois depende de várias áreas alheias ao que até agora conhecíamos. É também uma forma de identificar as habilidades e a capacidade dos pro-jetantes dentro do universo do design como ferramenta para a solução de um importante desafio contemporâneo que é a mobilidade urbana.azendo uma reflexão sobre este pro-jeto os resultados finais mostram que existe uma grande harmonia entre o que se sonhou e o que está concretizado.

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