ISOLADAS: BRASIL COLÔNIA

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ISOLADAS: BRASIL COLÔNIA

  1. 1. ISOLADAS DE HISTÓRIA PROF. BIDU
  2. 2. Lembrete: ►Toda essa história começou por que os europeus almejavam chegar às índias... ►AAss cciiddaaddeess iittaalliiaannaass ddee GGêênnoovvaa ee VVeenneezzaa mmoonnooppoolliizzaavvaamm oo mmeeddiitteerrrrâânneeoo.. NNaavveeggaarr eerraa pprreecciissoo......
  3. 3. Modelos de colonização da América ►Modelo Português ►Modelo Espanhol ►CCoollôônniiaa ddee EExxpplloorraaççããoo ►CCoollôônniiaa ddee EExxpplloorraaççããoo ►PPllaannttaattiioonn ((llaattiiffúúnnddiioo aaggrroo-- eexxppoorrttaaddoorr)) ►PPllaannttaattiioonn ((llaattiiffúúnnddiioo aaggrroo-- eexxppoorrttaaddoorr)) ►MMããoo ddee oobbrraa eessccrraavvaa ►MMããoo ddee oobbrraa eessccrraavvaa ((mmaaiiss íínnddiioo ddoo qquuee nneeggrroo)) ((mmaaiiss nneeggrroo ddoo qquuee íínnddiioo)) ►SSoocciieeddaaddee mmeennooss hhiieerraarrqquuiizzaaddaa ((lliivvrreess ee ccaattiivvooss)) ►SSoocciieeddaaddee mmaaiiss hhiieerraarrqquuiizzaaddaa ((cchhaappeettoonneess,, ccrriioollllooss,, mmeessttiiççooss,, nneeggrrooss ee íínnddiiooss)) ►AAddmmiinniissttrraaççããoo mmaaiiss ssiimmpplleess ee cceennttrraalliizzaaddaa ► AAddmmiinniissttrraaççããoo mmaaiiss ccoommpplleexxaa ee ddeesscceennttrraalliizzaaddaa
  4. 4. Pacto Colonial ►A vinda dos portugueses para o Brasil atendeu a necessidades históricas de expansão da economia capitalista de mercado em sua etapa de formação (século XVI). ► O Estado ggaarraannttiiaa ooss lluuccrrooss ddaa bbuurrgguueessiiaa mmeettrrooppoolliittaannaa,, ssiimmuullttaanneeaammeennttee ssee ffoorrttaalleecceennddoo,, aattrraavvééss ddaa ttrriibbuuttaaççããoo.. ► AA IIggrreejjaa aassssuummiiaa oo ppaappeell ddee jjuussttiiffiiccaaddoorraa ddaa eemmpprreeiittaaddaa.. ► TTrriippéé eessccrraavviissmmoo,, mmoonnooccuullttuurraa ee llaattiiffúúnnddiioo.. ► EExxcclluussiivvooss ccoommeerrcciiaall ee ddee ttrraannssppoorrttee,, ee aa pprrooiibbiiççããoo ddee mmaannuuffaattuurraass..
  5. 5. O PACTO COLONIAL Envio de matéria-prima COLÔNIA MONOPÓLIO METRÓPOLE Consumo de manufaturas
  6. 6. Antecedentes dA colonizAção portuguesA e início dA colonizAção
  7. 7. BRASIL: TERRA À VISTA • UM DOS PRIMEIROS MITOS QUE DEVEMOS DERRUBAR É O USO DA EXPRESSÃO “DESCOBRIMENTO DO BRASIL” • DESCOBRIR É ENCONTRAR ALGO OU LOCAL QUE NINGUÉM JAMAIS VIU OU TEVE CONTATO.
  8. 8. A CHEGADA DOS PORTUGUESES • A Conquista do Brasil - 22 de abril 1500: frota portuguesa de Cabral chega a Porto Seguro na Bahia - 1° contato com os índios : troca de sorrisos e presentes - A 1ª Missa no Brasil rezada no Brasil  As nações indígenas em 1500 - tupi-guarani, Jê, aruaque, caríba, charrua, pano, tucano e outros - tupinambás: eram canibais - Exploração, violência, escravidão (contra o índio)
  9. 9. POVOS INDÍGENAS DO BRASIL • Tupiniquim:(o grupo visto por Cabral – Sul da Bahia e em São Paulo – 85 mil habitantes) • Tupi:(em torno de 1 milhão de homens que viviam no atual estado do Ceará indo até o litoral de São Paulo) • Potiguar: (viviam no Ceará – 90 mil homens) • Tabajara: (Pernambuco e Paraíba – 40 mil homens) • Caeté: (Nordeste do Brasil – 75 mil homens) • Tamoio: (Baía de Guanabara – Rio de Janeiro – 70 mil almas). • Tupinambás, Carijós, Teminimó entre outras centenas de etnias viviam no atual território brasileiro. HAVIAM MAIS DE 5 MILHÕES DE NATIVOS DE DIVERSAS ETNIAS NO BRASIL
  10. 10. A conversão dos indígenas • Os jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega, chegaram com o primeiro governador geral para iniciar a conversão dos índios. • Os índios recebiam a catequese, com prioridade na conversão das crianças. • Os índios eram agrupados em “reduções”, que eram uma espécie de comunidade liderada pelos jesuítas. Foram criadas para reformular o padrão cultural dos índios e reforçar o processo de conversão.
  11. 11. - Expedições de reconhecimento e defesa - Exploração do pau-brasil: > monopólio real > mão-de-obra indígena (escambo) > instalação de feitorias  A colonização necessária - ameaça de invasões estrangeiras (piratas holandeses, ingleses e franceses ameaçavam o litoral)
  12. 12. Período Pré-Colonial • Caracterização do período: desinteresse de Portugal em ocupar o Brasil após a chegada de Cabral. • Motivo do desinteresse: ausência de metais e pedras • preciosas no litoral e comércio lucrativo de especiarias das Índias, estabelecido pelo Périplo Africano. • Entre 1500 e 1530, Portugal realizou no Brasil: expe• dições de reconhecimento (Gonçalo Coelho), extração de pau-brasil e expedições guarda-costas (Cristóvão Jacques) – estas com a finalidade de proteger o litoral brasileiro contra as incursões de franceses que, não respeitando o Tratado de Tordesilhas, extraíam pau-brasil.
  13. 13. Extração de pau-brasil • Madeira usada para tingir tecidos manufaturados na • Europa – valor comercial • Construção de feitorias para o armazenamento da madeira até ser embarcada para a Europa
  14. 14. • RAZÕES - investidas estrangeiras - decadência do comércio com Oriente - economia portuguesa em péssimo estado - esperança de encontrar ouro no Brasil
  15. 15. • A primeira expedição colonizadora ocorreu em 1530, sob a chefia de Martim Afonso de Souza, que veio para o Brasil com as seguintes atribuições: - expulsar piratas das costas brasileiras - organizar expedições em busca de ouro - iniciar o povoamento da colônia - criar organizações administrativas
  16. 16. - Sistema através do qual o território foi dividido em faixas invendáveis e doadas a homens de confiança do rei, denominados donatários, cujas principais funções eram: . Administrar as terras e protegê-las . Exercer a justiça e cobrar impostos . Fundar vilas . Incentivar a produção de artigos lucrativos . Distribuir grandes lotes de terras chamados “sesmarias”, a outros portugueses que quisessem vir para o Brasil.
  17. 17. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios.
  18. 18. Criadas para viabilizar a empresa açucareira e, portanto, a colonização do Brasil. Território dividido em 15 faixas de terra Donatários  administradores (12 administradores) Documentos: ● Carta de doação
  19. 19. Motivo da falência dos donatários: • Ataques indígenas •Índios não aceitavam ser escravizados • Falta de dinheiro • Falta de apoio do governo português • Falência dos donatários antes da primeira colheita • Descentralização política Capitanias que deram certo: São Vicente e Pernambuco ● Devido à essa descentralização do poder, foi adotado o Governo Geral. ●
  20. 20. OS GOVERNOS GERAIS  Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. • Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. A capital do Brasil neste período foi Salvador.
  21. 21. GGOOVVEERRNNOOSS GGEERRAAIISS O Governador Geral executava, na colônia, as ordens do rei de Portugal CARGOS AUXILIARES: • Provedor- mor (responsável pela cobrança de impostos) • Capitão-mor (responsável pela defesa) • Ouvidor-mor (responsável pela justiça) •As Câmaras Municipais: –Instâncias de poder local. –Homens bons (proprietários de terras e escravos)
  22. 22. O AÇÚCAR E OS ENGENHOS • A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.  As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.  O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
  23. 23. A SOCIEDADE AÇUCAREIRA • A sociedade açucareira era patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder familiar, social e político. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos. Era também imobilista e estratificada.
  24. 24. Símbolo de status e poder, a Casa-grande representava o domínio dos senhores de engenho sobre a população local. É em quase toda a colônia, em torno da grande propriedade rural, como a que você vê abaixo, que se desenvolve a vida social. Os povoados e as vilas têm papel secundário, limitado a funções administrativas e religiosas. Casa -grande Senzala Engenho Igreja
  25. 25. ESCRAVIDÃO • A Vida do escravo - Muito trabalho sem remuneração (coisificação) - Castigos físicos e tratamento desumano - Preconceito - Fugas, revoltas e formação dos quilombos - Quilombo dos Palmares – líder Zumbi
  26. 26. GALERIA - Cenas do cotidiano: Pau para andar na linha, um pedaço de pano para se vestir e um pedaço de pão para sobreviver. Do escravo, a sociedade branca esperava fidelidade, obediência e humildade: "Essas três qualidades especiais conformam a personalidade do bom escravo". (Kátia Matoso, 1982). Pode-se imaginar o tamanho do desespero, da depressão e da insegurança que acometiam muitos escravos. Os que sobreviviam precisavam se adaptar às duras condições de trabalho, às longas jornadas, à alimentação precária, aos maus tratos e castigos. Essas eram as condições objetivas em que viviam. As regras básicas de sobrevivência implicavam trabalhar e obedecer. Não necessariamente sem resistência. (Guillen/Couceiro, adaptado)
  27. 27. ►União Ibérica (1580-1640): período em que Portugal foi administrado pelo rei da Espanha... IInnvvaassõõeess HHoollaannddeessaass ► Por determinação ddoo nnoovvoo rreeii,, rroommppee--ssee aa ppaarrcceerriiaa lluussoo-- ffllaammeennggaa.. ► OOss hhoollaannddeesseess iinnvvaaddeemm aa BBaahhiiaa -- 11662211 ((11 aannoo)) ee,, ddeeppooiiss,, PPeerrnnaammbbuuccoo -- 11663300 ((88 aannooss)) == ““NNoovvaa HHoollaannddaa”” ► AAddmmiinniissttrraaddoorr:: MMaauurríícciioo ddee NNaassssaauu ► TToolleerrâânncciiaa rreelliiggiioossaa,, eemmpprrééssttiimmooss aaooss llaattiiffuunnddiiáárriiooss,, eessttuuddiioossooss ee aarrttiissttaass ddee rreennoommee nnaa EEuurrooppaa vviieerraamm aaoo BBrraassiill,, iinnvveessttiimmeennttooss eemm iinnffrraa--eessttrruuttuurraa ((uurrbbaanniizzaaççããoo ddee RReecciiffee,, ppoonntteess,, jjaarrddiinnss,, ppaalláácciiooss eettcc)) ► AA eexxppuullssããoo ddooss hhoollaannddeesseess ((IInnssuurrrreeiiççããoo PPeerrnnaammbbuuccaannaa)) tteevvee aa ccoonnccoorrrrêênncciiaa aannttiillhhaannaa ccoommoo ccoonnsseeqquuêênncciiaa......
  28. 28. AASS MMIISSSSÕÕEESS As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de evangelizar e catequizar os nativos.
  29. 29. BBAANNDDEEIIRRIISSMMOO As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Paulo durante os séculos XVI, XVII e XVIII. Geralmente ultrapassavam a linha do Meridiano de Tordesilhas o que contribuiu para aumentar consideravelmente o território brasileiro. Utilizavam os rios Tietê, Paraná, São Francisco e os afluentes meridionais do Amazonas. DDee aapprreessaammeennttoo:: ccaappttuurraa ddee íínnddiiooss DDee pprroossppeeccççããoo:: bbuussccaa ddee mmeettaaiiss pprreecciioossooss SSeerrttaanniissmmoo ddee ccoonnttrraattoo:: ccaappttuurraa ddee eessccrraavvooss ffuuggiittiivvooss MMoonnççõõeess:: bbaannddeeiirriissmmoo ddee ccoomméérrcciioo ppoorr vviiaass fflluuvviiaaiiss EExx:: BBoorrbbaa GGaattoo,, RRaappoossoo TTaavvaarreess,, FFeerrnnããoo DDiiaass,, DDoommiinnggooss JJoorrggee VVeellhhoo..
  30. 30. EEXXPPAANNSSÃÃOO EE FFRROONNTTEEIIRRAASS O Tratado de Tordesilhas, na realidade, nunca foi respeitado. A situação se agravou com a União Ibérica. A cobiça dos portugueses pela área do Prata é comprovada pela fundação da Colônia do Sacramento em 1680, defronte a Buenos Aires, centro da disputa entre espanhóis e portugueses. O contrabando, facilitado pela presença da Colônia do Sacramento provocou intensos choques entre portugueses e espanhóis, levando-os a assinarem diversos tratados a respeito da região.
  31. 31. TTRRAATTAADDOOSS EE FFRROONNTTEEIIRRAASS •Primeiro Tratado de Utrecht (1713) Firmado entre Portugal e a França para estabelecer os limites entre os dois paises na costa norte do Brasil. Defendia a posição brasileira na questão do Amapá. •Segundo Tratado de Utrecht (1715) Firmado entre Portugal e a Espanha, garantindo a posse da Colônia de Sacramento para Portugal.
  32. 32. TTRRAATTAADDOOSS EE FFRROONNTTEEIIRRAASS •Tratado de Madri (1750) Estabeleceu os limites respeitando o princípio do uti posseditis e abandonando inteiramente a "linha de Tordesilhas". A Colônia de Sacramento passaria para o domínio da Espanha e o Brasil teria a posse da região de Sete Povos das Missões. Os padres jesuítas espanhóis, juntamente com os comerciantes da região não se conformaram com as decisões do Tratado de passar a região dos Sete Povos das Missões para o domínio português: instigaram os índios a uma luta, ocasionando a "Guerra Guaranítica”.
  33. 33. TTRRAATTAADDOOSS EE FFRROONNTTEEIIRRAASS •Tratado de Santo Ildefonso (1777) Seguiu em linhas gerais os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri, embora com prejuizo para Portugal no extremo sul do Brasil.
  34. 34. MMIINNEERRAAÇÇÃÃOO A descoberta de ouro nos séculos XVII e XVIII vai provocar uma profunda mudança na estrutura do Brasil colonial. Para administrar a região mineradora foi criada, em 1702, a Intendência das Minas, órgão responsável pela fiscalização e exploração das minas. Realizava a distribuição de datas-lotes a serem explorados, e pela cobrança do quinto ( 20% do ouro encontrado). Em1720, foram criadas as Casas de Fundição- transformavam o ouro bruto ( pó ou pepita ) em barras já quintadas. Quando ocorre o esgotamento da exploração aurífera, o governo português fixa uma nova forma de arrecadar o quinto: 100 arrobas anuais de ouro por município.
  35. 35. CCOONNSSEEQQUUÊÊNNCCIIAASS DDAA MMIINNEERRAAÇÇÃÃOO A mineração mudou o eixo econômico da vida colonial -do litoral nordestino para a região Centro-Sul; incentivou o comércio interno, garantindo a interligação da região das minas com outras regiões do Brasil. Houve também um grande aumento populacional na região das minas. A sociedade passa a ter um caráter urbano e multiplica-se o número de comerciantes, intelectuais, pequenos proprietários, funcionários públicos, artesãos. A sociedade mineradora passa a apresentar uma certa flexibilidade e mobilidade.
  36. 36. ►Lavras Mineração ►Faisqueir as ►FFiixxaass ((nnaass ddaattaass)) ►IIttiinneerraanntteess ((nnooss rriiooss)) ►EEssccrraavvoo ►LLiivvrree ►TTééccnniiccaa ss ssooffiissttiiccaaddaass ►TTéécc.. RRuuddiimmeennttaarreess ((bbaattééiiaa)) ►OOuurroo ddee mmiinnaa ►OOuurroo ddee aalluuvviiããoo
  37. 37. A Arte Barroca no Brasil O estilo barroco chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores, sobretudo portugueses. Seu desenvolvimento pleno se deu no século XVIII, cem anos após o surgimento do Barroco na Europa, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX. As primeiras manifestações do espírito barroco foram presenciadas não só em fachadas e frontões, mas também, principalmente, na decoração de algumas igrejas em meados do século XVII. A talha barroca dourada em ouro, de estilo português, espalhou-se pelas regiões do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Com a perda da força econômica e política, iniciou-se um período de certa estagnação no nordeste, com exceção de Pernambuco que conheceu o estilo rococó na segunda metade do século. O foco então voltou-se para o Rio de Janeiro, transformada em capital da Colônia em 1763, e a região de Minas Gerais, desenvolvida às custas da descoberta de minas de ouro (1695) e diamante (1730). Não por acaso, dois dos maiores artistas barrocos brasileiros trabalharam exatamente neste período: Mestre Valentim (1745-1813), no Rio de Janeiro e o Aleijadinho, em Ouro Preto e adjacências. E foi na suavidade do estilo rococó mineiro (a partir de 1760) que encontrou-se a expressão mais original do Barroco Brasileiro. A cultura colonial baseou-se nos princípios universais do cristianismo. “Crucificação de Cristo – Obra de Aleijadinho- Século XVIII”
  38. 38. Consequências da Mineração (Resumo) ►Corrida para a região das minas (rush) ► Crise ddee ddeessaabbaasstteecciimmeennttoo ► UUrrbbaanniizzaaççããoo ee ffiixxaaççããoo ddoo hhoommeemm nnoo iinntteerriioorr ► DDeessllooccaammeennttoo ddoo eeiixxoo eeccoonnôômmiiccoo ddoo nnoorrddeessttee ppaarraa oo ssuuddeessttee ► AAuummeennttoouu oo ffiissccaalliissmmoo ppoorrttuugguuêêss:: CCaassaa ddee FFuunnddiiççããoo,, IInntteennddêênncciiaa ddaass MMiinnaass,, QQuuiinnttoo,, DDeerrrraammaa,, CCaappiittaaççããoo...... ► BBaarrrrooccoo ► MMaaiioorr mmoobbiilliiddaaddee ssoocciiaall
  39. 39. OO GGAADDOO EE OO TTRROOPPEEIIRRIISSMMOO Nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades pequenas dentro do sul do Brasil. Os tropeiros conduziam o gado e levaram mercadorias para serem comercializadas na feira de Sorocaba. De São Paulo seguiam para os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Em direção às minas, o transporte feito no lombo de animais foi fundamental devido aos acidentes geográficos da região, que dificultavam o transporte. O tropeiro passou a ser o principal abastecedor do mercado das Minas Gerais.
  40. 40. RReebbeelliiõõeess NNaattiivviissttaass Contestavam aspectos específicos do Pacto Colonial, não propriamente falando em independência, possuindo caráter regionalista.
  41. 41. RReevvoollttaa ddee BBeecckkmmaann ((MMaarraannhhããoo -- 11664488)) Latifundiários do Maranhão revoltaram-ssee ppoorrqquuee ffaallttaavvaamm eessccrraavvooss ee ooss jjeessuuííttaass ccoonnddeennaavvaamm aa eessccrraavviiddããoo iinnddííggeennaa.. OO ggoovveerrnnoo ppoorrttuugguuêêss ccrriioouu aa CCoommppaannhhiiaa ddee CCoomméérrcciioo ddoo MMaarraannhhããoo ppaarraa ccoonnttrroollaarr oo ccoomméérrcciioo nnaa rreeggiiããoo.. CChheeffiiaaddooss ppoorr MMaannuueell ee TToommaass BBeecckkmmaann,, ooss ccoolloonnooss ssee rreebbeellaarraamm,, eexxppuullssaannddoo ooss jjeessuuííttaass ddoo MMaarraannhhããoo,, aabboolliinnddoo oo mmoonnooppóólliioo ddaa CCoommppaannhhiiaa ee ccoonnssttiittuuiinnddoo uumm nnoovvoo ggoovveerrnnoo,, qquuee dduurroouu qquuaassee uumm aannoo CCoomm aa iinntteerrvveennççããoo ddaa CCoorrooaa PPoorrttuugguueessaa,, ffooii nnoommeeaaddoo uumm nnoovvoo ggoovveerrnnaaddoorr ppaarraa aa rreeggiiããoo qquuee ppuunniiuu ooss rreevvoollttoossooss ccoomm aa ccoonnddeennaaççããoo àà pprriissããoo oouu aaoo eexxíílliioo.. MMaannuueell BBeecckkmmaann ee JJoorrggee SSaammppaaiioo ffoorraamm ccoonnddeennaaddooss àà mmoorrttee..
  42. 42. Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir, os paulistas queriam ter mais direitos e benefícios sobre o ouro que haviam encontrado. Entretanto, os forasteiros, chamados emboabas, formaram suas próprias comunidades, dentro da região de exploração aurífera. Formaram-se asiim, dois grupos rivais. Os paulistas eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato e o líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana. Entre as lutas mais intensas, o combate desenvolvido no Capão da Traição ficou conhecido pela morte de 300 paulistas pela mão dos emboabas. No ano de 1709, a Coroa Portuguesa determinou a imediata separação territorial das capitanias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao fim da guerra, os bandeirantes buscaram outras jazidas nas regiões de Mato Grosso e Goiás
  43. 43. GGuueerrrraa ddooss MMaassccaatteess ((11771100--11771144)) Conflito ocorrido em Pernambuco, resultado do choque entre a aristocracia rural de Olinda e os comerciantes ("Mascates") de Recife. A principal causa do confronto foi a decadência da lavoura açucareira devido a concorrência antilhana que levou os senhores de engenho de Olinda a endividar-se com os comerciantes de Recife. Olinda era Vila, possuía Câmara Municipal e tinha autonomia em relação a Recife, que era sua comarca e subordinada administrativamente.
  44. 44. A elevação de Recife a categoria de vila pelo rei de Portugal no final de 1709, por pressão dos "mascates" separando-a de Olinda precipitou a guerra. Os senhores de engenho de Olinda, liderados por Bernardo Vieira de Melo, invadiram Recife em 1710, derrubando o pelourinho (símbolo de autonomia administrativa) e obrigando o governador a fugir para a Bahia. Logo em seguida, os recifenses conseguiram retomar o controle de sua cidade em uma reação militar apoiada por autoridades políticas de outras capitanias. Em 1711, Félix José de Mendonça foi nomeado governador da província com a missão de pacificar o conflito. O novo governador apoiou os mascates portugueses e estipulou a prisão de todos os latifundiários olindenses envolvidos com a guerra. Determinou também a administração semestral para cada uma das cidades garantindo autonomia política de Recife.
  45. 45. RReevvoollttaa ddee FFeelliippee ddooss SSaannttooss ((11772200)) O principal motivo dessa revolta foi a instalação, pelo governo português, das Casas de Fundição para controlar a cobrança do quinto. Os mineiros, chefiados por Filipe dos Santos, revoltaram-se, exigindo que o governo português acabasse com as Casas de Fundição e diminuísse o valor dos impostos cobrados. A revolta foi denunciada ao governo de Minas Gerais, que mandou prender Filipe dos Santos. Condenando à morte, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, em Vila Rica.
  46. 46. EErraa ppoommbbaalliinnaa -- MMaarrqquuêêss ddee PPoommbbaall  rreeccoonnssttrruuiiuu LLiissbbooaa aappóóss oo tteerrrreemmoottoo ddee 11775555 ;; ccrriioouu ddiivveerrssaass ccoommppaannhhiiaass ddee ccoomméérrcciioo..  ggaarraannttiiuu oo ccoonnttrroollee ddaa AAmmaazzôônniiaa ;; ccrriioouu oo BBaannccoo RReeaall ,, oorrggaanniizzoouu aa aarrrreeccaaddaaççããoo ddee iimmppoossttooss ((eessttaabbeelleecceeuu aa ddeerrrraammaa))  oorrggaanniizzoouu aallffâânnddeeggaass,, ttrriibbuunnaaiiss ee oouuttrraass iinnssttiittuuiiççõõeess ddoo EEssttaaddoo ;; pprrooccuurroouu rreeaaqquueecceerr aa llaavvoouurraa aaççuuccaarreeiirraa ddoo nnoorrddeessttee ..  tteennttoouu ddiimmiinnuuiirr aa ddeeppeennddêênncciiaa eeccoonnôômmiiccaa ddee PPoorrttuuggaall ccoomm aa IInnggllaatteerrrraa;; eexxppuullssoouu ooss jjeessuuííttaass ddee PPoorrttuuggaall ee ssuuaass ccoollôônniiaass,, ccoonnffiissccaannddoo sseeuuss bbeennss ((TTeerrrroorr PPoommbbaalliinnoo))  mmuuddoouu aa ccaappiittaall pprroo RRJJ;; iinncceennttiivvoouu mmaannuuffaattuurraass nnaa ccoollôônniiaa
  47. 47. IInnccoonnffiiddêênncciiaa MMiinneeiirraa ((11778899)) O grupo composto pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, pelo dono de mina Inácio de Alvarenga e pelo padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira decidiu lutar contra os abusivos impostos cobrados pela Coroa portuguesa na região de Minas Gerais. Influenciados pelos ideais iluministas e pela Guerra de Independência dos Estados Unidos, o objetivo do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).
  48. 48. Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que entregou seus companheiros em troca do perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas pelas autoridades de Portugal. O governador da província, Visconde de Barbacena iniciou o processo da devassa. Num primeiro momento, onze foram os condenados à morte pela forca, os outros eram condenados ao degredo perpétuo na África. Ao fim da devassa, somente Tiradentes foi condenado a morte: foi enforcado na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de abril de 1792. Logo depois foi esquartejado, e seus quartos foram espalhados pela estrada real, sendo a cabeça exposta na praça central de Vila Rica
  49. 49. Conjuração BBaaiiaannaa –– RReevvoollttaa ddooss AAllffaaiiaatteess ((11779988)) Foi um movimento separatista que contou com a participação de sapateiros, alfaiates, bordadores, ex-escravos e escravos. Em alguns momentos, teve o apoio de padres, médicos e advogados. A transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763 fez com que privilégios fossem retirados de Salvador e os recursos destinados à cidade foram reduzidos. O aumento de impostos prejudicou sensivelmente as condições de vida da população local. O movimento foi fortemente influenciados pelos ideais iluministas propagados pela Revolução francesa, pela luta de independência do Haiti e dos Estados Unidos e pela maçonaria. Formou-se então a sociedade secrete “Cavaleiros da Luz”. Alguns dos participantes do movimento distribuíam panfletos convocando a população a se posicionar contra o domínio de Portugal. Passaram a difundir propostas e ideais radicais entre os regimentos de soldados e a população em geral.
  50. 50. Os membros da elite que estavam envolvidos no movimento foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas. Em contrapartida, os populares que encabeçaram o movimento conspiratório foram presos, torturados e, ainda outros, mortos e esquartejados. O médico Cipriano Barata foi um ativo propagandista do movimento, atuando principalmente entre a população mais humilde e junto aos escravos. Desse modo, a Conjuração baiana foi assumindo feições revolucionárias, tendo em vista a defesa dos interesses das camadas sociais mais pobres, dos humildes e dos escravos. Com a delação do movimento, seus representantes foram presos pelas autoridades Cipriano Barata
  51. 51. A vinda da FFaammíílliiaa RReeaall ppaarraa oo BBrraassiill
  52. 52. Paisagem e temporalidade social Fotos do Largo da Carioca
  53. 53. Largo da Carioca 1608
  54. 54. Largo da Carioca 1650
  55. 55. Largo da Carioca 1723
  56. 56. Largo da Carioca 1824
  57. 57. Largo da Carioca 1910
  58. 58. Largo da Carioca 1955
  59. 59. Largo da Carioca 1999
  60. 60. Influência portuguesa Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa. Durante 322 anos o País foi colônia de Portugal, e houve uma transplantação da cultura da metrópole para as terras sul-americanas. Os colonos portugueses chegaram em maior número à colônia à partir do século XVIII, sendo que já neste século o Brasil era um país católico e de língua dominante portuguesa. Influência indígena As primeiras décadas de colonização possibilitaram uma rica fusão entre a cultura dos europeus e a dos indígenas, dando margem à formação de elementos como a língua geral, que influenciou o português falado no Brasil e diversos aspectos da cultura indígena herdadas pela atual civilização brasileira. Além da dizimação dos povos autóctones, houve a ação da catequese e a intensa miscigenação, o que contribuiu para que muitos desses aspectos culturais fossem perdidos. A influência indígena se faz mais forte em certas regiões do país, em que esses grupos conseguiram se manter mais distantes da ação colonizadora e em zonas povoadas recentemente, principalmente em porções da região norte do Brasil.
  61. 61. Influência africana A cultura africana chegou através dos povos escravizados trazidos para o Brasil em um longo período que durou de 1550 à 1850. A diversidade cultural da África refletiu na diversidade trazida pelos escravos, sendo eles pertencentes à diversas etnias, falando idiomas diferentes e de tradições distintas. Assim como a indígena, a cultura africana fora subjugada pelos colonizadores, sendo os escravos batizados antes de chegarem ao Brasil. Na colônia, aprendiam o português e eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo. Alguns grupos, como os escravos das etnias hauçá e nagô, de religião islâmica, já traziam uma herança cultural e sabiam escrever em árabe, e outros, como os bantos, eram monoteístas. Através do sincretismo religioso, os escravos adoravam seus orixás através de santos católicos, dando origem à religiões afro-brasileiras como o candomblé. Os negros legaram para a cultura brasileira uma enormidade de elementos na dança, música, religião, cozinha e no idioma. Essa influência se faz notar em praticamente todo o país, embora em certas porções (nomeadamente em estados do nordeste como Bahia e Maranhão) a cultura afro-brasileira é mais presente.
  62. 62. Filmes, séries e vídeos

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