Do salazarismo ao 25 de abril

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Do salazarismo ao 25 de abril

  1. 1. PIDE Censura Mocidade Portuguesa Legião Portuguesa Propaganda União Nacional
  2. 2. ► Nacionalismo ► Anti-Parlamentarismo ► Mono-Partidarismo ► Autoritarismo ► Totalitarismo ► Corporativismo ► Colonialismo Anti-Democrático Anti-Capitalista Anti- Comunista
  3. 3. “Orgulhosamente sós”
  4. 4. A II Guerra Mundial ► Após a II Guerra as principais ditaduras caíram, contudo mantiveram-se os Regimes autoritários de Portugal e Espanha. ► Em Portugal, os oposicionistas pensavam em recuperar as liberdades e exigiam eleições livres. ► Do exterior, os países democráticos como os E.U.A. e a Inglaterra exerciam pressões políticas sobre o nosso país. ► Cedendo às pressões, em Set. de 1945 foi dissolvida a Assembleia Nacional e foral marcadas eleições legislativas em Nov. desse ano. Salazar afirmou que as mesmas deveriam ser “tão livres como na Livre Inglaterra” Franco
  5. 5. ►A oposição ao regime organizou-se no MUD (Movimento de Unidade Democrática), para concorrer às eleições. ► A tarefa tornou-se difícil pelo facto de não lhe ser dada a hipótese de se organizarem e serem dificultados os acessos aos meios de comunicação social. ► As dificuldades levaram-nos a retirar-se da corrida eleitoral. ► Sem adversários, a União Nacional, partido do governo, ganhou as eleições. ► Iniciou-se uma campanha de perseguição a todos os que apoiaram o MUD: Uns perderam o emprego; Outros exilaram-se; Muitos foram presos.
  6. 6. O Estado Novo recusou a democratização do país, servindo-se da polícia política, das prisões e da censura para silenciar os opositores.
  7. 7. ► Em 1958, a candidatura às presidenciais de Humberto Delgado ( da ala oposicionista) fez tremer o governo. ► Este acto fez encher de entusiasmo a população de todo o país. ► Os resultados não foram os esperados, pois os procedimentos foram fraudulentos. Tendo ganho o candidato apoiado pelo governo, Américo Tomás. ► Os actos eleitorais serviam, exclusivamente, como arma de propaganda internacional, para convencer os países democráticos de que o regime nada tinha de fascista e contava com o apoio popular. “- Obviamente, demito- o!”. Referindo-se a
  8. 8. ► Durante a II Guerra Portugal manteve-se neutral. ► O nosso país pode vender os seus produtos aos estados em guerra, gerando prosperidade; ► No final da guerra, Portugal não acompanhou o desenvolvimento económico dos outros países, tendo mesmo recusado o auxílio do Plano Marshall. ► Salazar continuava preocupado com o equilíbrio orçamental, não investindo as reservas de dinheiro acumuladas, necessárias ao desenvolvimento do país.
  9. 9. ► A partir dos anos 50, o governo executou os Planos de Fomento Industrial, com o objectivo de promover o desenvolvimento industrial do nosso país. ► Surgiram novas indústrias, em especial na química e na metalurgia. Para apoiar a industrialização construíram-se barragens hidroeléctricas e centrais termoeléctricas. ► Em 1959, Portugal aderiu à EFTA (European Free Trade Association), o que permitiu o aumento das exportações, uma vez que o nosso país beneficiou com o fim das taxas alfandegárias no comércio com os países membros dessa organização. ► Portugal exportava: têxteis, vinho, azeite e maquinaria.
  10. 10. Operário Fabril 11$00
  11. 11. ► As exportações eram muito superiores às importações. O défice da balança foi-se reduzindo, também para isso contribuíram as divisas do emigrantes e o turismo. Portugal pretendia tornar o país auto-suficiente, de acordo com o princípio do Nacionalismo Económico (o ideal de autarcia). Contudo… ► Portugal não conseguia recuperar o atraso que o separava dos países mais desenvolvidos. ► Era sobretudo um país agrícola, em que os trabalhadores rurais tinham grandes dificuldades de subsistência. ► Deflagrava a miséria, por todo o país faltava assistência médica, as habitações (na sua maioria) não tinham água canalizada ou luz eléctrica.
  12. 12. ► As más condições de vida levaram milhares de pessoas a abandonar as suas terras dirigindo-se para as grandes cidades: Lisboa, Porto e Setúbal. ► Iam viver em bairros clandestinos nos arredores das cidades. ► O Ultramar português foi um dos destinos escolhidos pelos Portugueses. ►A emigração para países industrializados foi a saída para milhares de portugueses, que procuravam além fronteiras salários mais elevados. Se até à década de 60 os portugueses emigravam para o Brasil, a partir daqui, dirigiam-se para países europeus como a França e a Alemanha, que necessitavam de mão-de-obra para se reconstruírem após os efeitos da II Guerra Mundial.
  13. 13. A emigração contribuiu para o nosso país: a) Com receitas dos emigrantes; b) Mecanização agrícola (devido à falta de trabalhadores); c) Modernização de algumas aldeias e vilas.
  14. 14. ► Com o fim da II Guerra Mundial intensificou-se o processo de descolonização que levou à independência política de algumas colónias Europeias, nomeadamente na Ásia e em África. ► Quando Portugal se tornou membro da ONU, em 1955, foi-lhe recomendado que concedesse a independência às suas colónias (a exemplo do que já tinham feito outros países europeus) ► Salazar teimava em manter o nosso império colonial, defendendo que “Portugal não era um país pequeno”, “Portugal ia do Minho a Timor” e designando as colónias como Províncias Ultramarinas e os colonos como cidadãos portugueses.
  15. 15. ► No final dos anos 50 e início dos anos 60 do séc. XX, surgiram movimentos defensores da independência em quase todas as colónias portuguesas. Em Angola O MPLA (1961) A UPA/ O FNLA (1962) A UNITA ( 1966) Na Guiné ► O PAIGC (1963) Em Moçambique ► A FRELIMO (1964)
  16. 16. ► Os guerrilheiros iniciam os ataques contra a presença dos portugueses nas colónias. Surge um sentimento generalizado de medo entre os colonos. ► Salazar mobilizava tropas, na flor da idade, para combaterem no Ultramar. “Para Angola, rapidamente e em força!” ► Iniciou-se uma guerra de guerrilha iria durar 13 anos, com vitórias e reveses de parte a parte. ► De Lisboa partiam sucessivos contingentes de militares com destino às colónias. ► A Guerra Colonial provocou milhares de mortos e de feridos, consumindo verbas muito avultadas aos nossos cofres. ► Esta Guerra sem tréguas levou a que Portugal ficasse cada vez mais isolado a nível internacional, levando Salazar a fazer a célebre afirmação: “Estamos orgulhosamente sós”.
  17. 17. UPA (União das Populações de Angola) um Movimento de Libertação de Angola (altamente violento)
  18. 18. ► Durante o Estado Novo desenvolveu-se a Música de Intervenção, com o intuito de criticar o governo e chamar a atenção do povo para a miséria, injustiças e sofrimento em que estava mergulhado. ► Os arautos da Revolução foram Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco…
  19. 19. ► Em 1968 Salazar adoeceu depois de sofrer um acidente, o que o impossibilitou de continuar á frente do governo, tendo sido substituído por Marcelo Caetano. ► Este condensou o seu programa político na fórmula.” renovação na continuidade”. Procurava , obter um consenso nacional. Aos grupos conservadores prometia a continuidade, ao mesmo tempo que acenava com a renovação àqueles que exigiam a democratização e a modernização do país. Vive-se a chamada “Primavera Marcelista”
  20. 20. 1 -A polícia política e a censura continuam a actuar. A polícia política apenas mudou de nome e passou a chamar-se Direcção-Geral de Segurança (DGS) 2- Um ano após a substituição de Salazar, a Guerra Colonial mantinha-se, com todas as suas nefastas consequências. A Descolonização continuava a ser um “projecto adiado”. 3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades. 4- A luta contra o regime intensifica-se •Não se concedia amnistia aos presos políticos; •Recusava-se a liberdade de associação; •Os partidos políticos não tinham sido autorizados
  21. 21. ► As eleições legislativas trouxeram algumas alterações em relação ao passado Salazarista. ► Pela primeira vez, a oposição foi às urnas em quase todo o país. ► As forças oposicionistas puderam concorrer às eleições como comissões eleitorais: •A CDE (Comissão Democrática Eleitoral)- controlada pelos comunistas; •A CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática), controlada pelos socialistas e liberais. • Os delegados da oposição puderam, mesmo, fiscalizar as assembleias de voto.
  22. 22. 3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades A oposição não conseguiu vencer as eleições, porque: ► A campanha eleitoral durou apenas um mês; ► Milhares de votantes não estavam registados; ► Outros tinham sido riscados dos cadernos eleitorais; ► Muitos não votaram por não ter confiança nem no governo, nem na oposição; ► Os resultados foram manipulados A oposição sofreu uma pesada derrota; A Assembleia Nacional foi, uma vez mais, ocupada exclusivamente por deputados da União Nacional
  23. 23. ► Logo em 1970 vários oposicionistas foram obrigados a exilar-se (para alguns países Europa e para a Argélia no Norte de África). Contam-se entre os mais famosos exilados: Mário Soares e Álvaro Cunhal (entre muito outros) e outros ainda, foram presos… A esperança da liberalização fracassara. Na Assembleia Nacional alguns deputados “da ala liberal” acreditavam ser possível fazer reformas democrática no interior desse orgão, depressa se convenceram da impossibilidade de as fazer.
  24. 24. : Marcelo Caetano esforçou-se por tomar algumas medidas que fossem ao encontro das expectativas da população, tais como: • O alargamento da Segurança Social aos trabalhadores rurais; • A escolaridade obrigatória de seis anos e a construção de novas escolas. No entanto o Regime entrou em agonia sobretudo devido… Ao desgaste provocado pela GUERRA COLONIAL
  25. 25. ►A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau (Guiné) ,em 21 de Agosto de 1973. ► Dá-se a origem do Movimento das Forças Armadas (MFA). Este movimento foi encabeçado por militares de alta patente, passando a denominar-se “O Movimento dos Capitães”. ► O General Spínola adianta uma saída política para a questão colonial, com a obra “Portugal e o Futuro”. ► O governo demite Spínola e Costa Gomes dos seus cargos. ► No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
  26. 26. ► Em 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA), constituído por um grupo de militares, decidiu pôr fim à ditadura através de um golpe militar, planeado secretamente durante meses, de acordo com um plano, que teve como mentor Otelo Saraiva de Carvalho (entre outros militares de alta patente).
  27. 27. ► No dia 25 de Abril de 1974 deu-se uma acção militar que iria pôr fim ao regime que oprimia o país há várias décadas. Era o caminho de regresso à Liberdade e à Democracia. ► O levantamento militar derrubou num só dia , o regime politico que vigorava em Portugal desde 1926 , sem grandes resistências das forças leais ao governo ► Foi em pouco mais de doze horas que os militares passaram a dominar os pontos estratégicos do país. 24 de Abril, transmissão pela rádio da canção "E Depois do Adeus”de Paulo de Carvalho. Esta foi a 1ª senha da Revolução, para o início da mobilização das tropas de todo o país para a capital. 22.55min
  28. 28. Transmissão da canção “Grândola Vila Morena” na Rádio Renascença! É difundido, pelo Rádio Clube Português, o primeiro comunicado ao país, do Movimento das Forças Armadas (MFA). As forças para-militares leais ao regime, começam a render-se. A Legião Portuguesa é a primeira. 00:20min 04:20min 13:30min
  29. 29. .► Inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo. No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas vizinhas, juntam-se milhares de pessoas. ► Os populares juntaram-se aos militares, aplaudiram e distribuíram cravos vermelhos, passando a ser conhecida como a “Revolução dos Cravos” 14:00min
  30. 30. ► O Cravo vermelho tornou-se num dos símbolos do 25 de Abril, ficando esta acção militar mundialmente conhecida como a Revolução dos Cravos. ► Alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das suas espingardas…
  31. 31. Milhares de pessoas no largo do Carmo.
  32. 32. ► Termina o prazo inicial para a rendição. Este é anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia. O Quartel do Carmo iça a bandeira branca. Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se. ► Marcelo Caetano rende-se e entrega o poder ao General Spínola, que tinha sido chamado ao interior do Quartel do Carmo para receber o poder da sua mão, para que este não caísse na rua. 16:30min 18:00min
  33. 33. ► Marcelo Caetano e o seu governo saem escoltados do Quartel do Carmo, uma vez que o povo estava revoltado, gritando “- Assassinos! - Assassinos!” Tiveram autorização de ir para a Madeira e mais tarde exilaram-se no Brasil ► Alguns elementos da PIDE disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45 feridos. 20.00min.
  34. 34. ► Os oficiais do MFA entregaram o poder a uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo general Spínola, com a missão de governar o país até à formação de um governo provisório.
  35. 35. ► N a madrugada do dia 26 de Abril, o General Spínola, em nome da Junta de Salvação Nacional, deu a conhecer aos portugueses através da televisão, o Programa do MFA, que era desenvolvido em torno de três Objectivos: Democratizar Descolonizar Desenvolver
  36. 36. ► Extinção da Polícia Política, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa; ► Abolição da Censura e reconhecimento da liberdade de expressão e pensamento; ► Libertação dos presos políticos. A Junta de Salvação Nacional nomeou o General Spínola Presidente da República e este indicou o Professor Adelino da Palma Carlos para chefe do Governo Provisório que deveria governar o País até às primeiras eleições legislativas em liberdade.
  37. 37. A mudança não se efectuou num dia… Tempo Sacrifícios Foi preciso: Empenho Coragem Para que: Liberdade Solidariedade Democracia Não sejam apenasNão sejam apenas palavras!!!palavras!!!
  38. 38. 45 Prof.ª Isabel

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