Huanglongbing (HLB – ex – Greening) e Diaphorina citri em Citros

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Workshop realizado pela SBDA e SEAPA em 11 de setembro de 2014, em Bento Gonçalves, RS.

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Huanglongbing (HLB – ex – Greening) e Diaphorina citri em Citros

  1. 1. Huanglongbing (HLB – ex – Greening) e Diaphorina citri em Citros Bernardo Ueno Pesquisador - Fitopatologia Dori Edson Nava Pesquisador - Entomologia
  2. 2. Huanglongbing huang (黄)= amarelo long (龙)= ponteiro (dragão) bing (病)= doença Doença do ponteiro amarelo Antes no Brasil o nome mais usado era doença do greening dos citros, mas hoje o nome oficial é huanglongbing
  3. 3. Greening dos citros ou Huanglongbing- HLB Candidatus Liberobacteramericanus Candidatus Liberobacter africanus Candidatus Liberobacter asiaticus
  4. 4. Greening dos citros ou Huanglongbing - HLB Foto: Colleta-Filho Foto: Colleta-Filho
  5. 5. Greening dos citros ou Huanglongbing - HLB
  6. 6. Mosqueamento assimétrico Source: Coletta-Filho et al Plant Dis - 2005
  7. 7. IAPAR, Londrina, 08.09.2008
  8. 8. IAPAR, Londrina, 08.09.2008
  9. 9. Huanglongbing dos citros Sintomas em frutos • Redução de tamanho • Formato irregular • Sementes abortadas • Coloração irregular Slide: Marcos Machado (IAC)
  10. 10. Gottwald et al. (2007) Fig. 11. Asymetrical “lopsided” sweet orange fruit from São Paulo, Brazil. Fig. 12. Mandarin from Fujian Province, China (PRC) displaying stylar end “lack of coloration,” the characteristic leading to the common name for the disease “greening.”
  11. 11. Gottwald et al. (2007) Fig. 13. Sweet orange section from HLB infected fruit from China displaying characteristic seed death (brown instead of light beige seed color). Fig. 14. Sweet orange fruit from Brazil infected with HLB displaying diagnostic orange-brown stain of the vascular columella.
  12. 12. Fig. 2. Places visited by Lin Kung Hsiang between 1941 and 1955 in southern China and Taiwan. Found affected by HLB: (*), with no clear evidence for HLB: (o). Bové (2006)
  13. 13. Perdas Econômicas Ásia • Doença endêmica – longevidade da planta 8-12 anos, baixa produtividade, frutos pequenos e sem qualidade comercial; menores danos em regiões mais frias e altas. África do Sul • Doença manejada pelo uso de mudas sadias, remoção de plantas doentes, controle de psilídeo; mais severo em regiões altas e frias. América Surgiu em 2004 no Brasil e nos EUA (Flórida em 2005). Cuba em 2007 e México em 2009 Argentina (Missiones em 2012) - Erradicada
  14. 14. Fonte: http://www.cabi.org/isc/datasheet/16567 2014
  15. 15. Perdas Econômicas 100 milhões de plantas erradicadas no mundo (até 1990) Em São Paulo – 34 milhões de plantas erradicadas (até 2013) Hoje (2014) – Situação em São Paulo 14 % de plantas com sintomas Ainda não erradicadas Em torno de 28 milhões de plantas com HLB Fonte: Fundecitrus
  16. 16. Agente causal: Bactéria limitada ao floema, não cultivável em meio de cultura (ainda), pleiomórfica, Gram-negativa, de gênero ainda não definido, por isso é denominado Candidatus Liberibacter, pertence a subdivisão alfa da classe Proteobacteria. Existem três espécies de Candidatus (Ca.) Liberibacter: Candidatus Liberibacter asiaticus (HLB asiático) Candidatus Liberibacter africanus (HLB africano) Candidatus Liberibacter americanus (HLB americano)
  17. 17. Fig. 21. TEM micrograph of Candidatus Liberibacter asiaticus bacteria, causal agent of HLB, within citrus phloem sieve tube. Photo courtesy of Monique Garnier Gottwald et al. (2007) Fig. 3. Electron micrograph of liberibacter cells in a sieve tube of sweet orange leaf in Saudi Arabia. Photo courtesy of Monique Garnier Bové (2006)
  18. 18. Candidatus Liberibacter spp. Bactéria • Proteobacteria • Alphaproteobacteria • Rhizobiales • Rhizobiaceae Candidatus Liberibacter - asiaticus - africanus - americanus Foto: Tanaka e Kitajima A B • Restrita ao floema • Não cultivável (em andamento) Slide: Marcos Machado (IAC)
  19. 19. Diagnóstico de HLB 1) Sintomatologia 2) TLC de ácido gentísico 3) Sondas 4) Microscopia eletrônica 5) Acúmulo de amido 6) Sorologia 7) PCR
  20. 20. Bruce D. Sutton and Yongping Duan
  21. 21. Levantamento HLB - Ano 2010 Período: Maio a Junho 7 mil talhões, 10% das plantas 140 inspetores Fundecitrus (2010) 38,8% dos talhões com HLB 1,87% das plantas com HLB
  22. 22. Disseminação da doença • Material de plantas infectadas que podem estar com ou sem sintomas (mas infectadas pela bactéria do HLB) - citros, Murraya (Murta), Severinia (Laranjinha) • Pelo vetor psilídeo infectado pela bactéria • Não é disseminado por contato, ferramentas ou equipamentos
  23. 23. Plantas hospedeiras de HLB • Todas espécies de citros são suscetíveis independemente do porta-enxerto usado • Severidade de sintomas varia com a estirpe de HLB • Altamente suscetíveis: laranja doce, tangerinas e seus híbridos • Moderadamente suscetível: toranja (grapefruit), limão e laranja azeda • Tolerantes: lima ácida, pomelo, Poncirus trifoliata
  24. 24. Vetores e Epidemiologia • Diaphorina citri – Psilídeo de citros asiático (Presente no Brasil desde 1940; na Flórida em 1998) -Transmite o HLB asiático - Locais mais quentes - Estabelecido no Brasil, Flórida, Ásia • Trioza erytreae - Psilídeo de citros africano PQ? -Transmite o HLB africano - Locais mais frios (não tolera temperatura >30ºC) - Só ocorre na África
  25. 25. No mundo são relatadas duas espécies de psilídeos vetores: 1) Psilídeo-africano-dos-citros: Trioza erytreae ocorre na África, Ilhas Reunião e Yemen. Prefere áreas com temperaturas mais amenas. 2) Psilídeo-asiático-dos-citros: Diaphorina citri, ocorre na Asia, India, Arábia Saudita, Ilhas Reunião e América. Prefere temperaturas mais quentes. 1 2 Fotos: Imagens – Google e Paulo Lanzetta Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  26. 26. Fotos: Imagens Google Fotos: Paulo Lanzetta Trioza erytreae Diaphorina citri Ca. Liberobacter americanus Ca. Liberobacter asiaticus Ca. Liberobacter africanus Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  27. 27. Classificação taxonômica Ordem: Hemiptera Sub-ordem: Sternorrhyncha Liviidae Família: Psyllidae Gênero: Diaphorina Espécie: Diaphorina citri Nome popular: psilídeo-dos-citros Fotos: Paulo Lanzetta Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  28. 28. India China Philippines Indonesia Distribuição geográfica Brazil Africa EUA ü Paleártica, Afrotropical, Oriental e Neotropical ü Foi relatado no Brasil em meados do século passado (Costa Lima, 1942). ü Registrado nos estados de São Paulo, Bahia, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Amazonas, Pará e Rio de Janeiro (Silva et al., 1968). Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  29. 29. Brasil (1942) Guadalupe (1998) Argentina (1997) EUA - Flórida + Caribe (1998) Venezuela (1999) Porto Rico (2002) Cuba (2001) Rep. Dominicana (2001) México (2002) Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  30. 30. Plantas hospedeiras Rutaceae - 21 espécies - Murraya paniculata (Orange jasmine) Fotos: Imagens Google, Dori E. Nava Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  31. 31. Fotos: Imagens Google e Dori E. Nava Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  32. 32. Fases do desenvolvimento Fase adulta • Mede de 3 a 4 mm • 10 gerações por ano • Ciclo de vida: de 15 a 47 dias • Adultos podem viver vários meses • Fêmeas colocam até 800 ovos Fotos: Paulo Lanzetta Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  33. 33. Os adultos ficam próximos das brotações alimentando-se. Fêmeas fertéis possuem o abdomem de cor amarela Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  34. 34. Fase de ovo • De cor amarela • Medem cerca de 0,3 mm • Colocados em locais protegidos das folhas • De difícil visualização Fotos: Paulo Lanzetta Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  35. 35. Fase de ninfa • Passam por 5 ínstares • Primeiro ínstar mede 0,3 mm • Último ínstar mede 1,6 mm • Ninfas são amarelas e os olhos de coloração vermelha Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  36. 36. • Quando jovens são facilmente confundidas com pulgões • Presença do honeydew cristalizado Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  37. 37. Ciclo biológico Duração • Ovo: 2,6 a 7,7 dias • Ninfa: 9,4 a 35,8 dias • Ciclo de 12,1 a 43,5 dias • Adultos podem viver vários meses Viabilidade • Ovo: 95% • Ninfa: 74% • Ciclo: 69% • Altas temperaturas (32ºC) são prejudiciais ao desenvolvimento Fotos: Heraldo Negri de Oliveira Montagem : Alexandre de Sene Pinto Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  38. 38. 4) Inimigos naturais Tamarixia radiata (Hym.: Eulophidae) Diaphorencyrtus aligarhensis (Hym.: Encyrtidae) Predadores Coccinelídeos, neurópteros e sirfídeos Ectoparasitóide Endoparasitóide Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa) e Paulo Lanzetta
  39. 39. Prejuízos folhas novas - sugam e injetam toxinas (enrolam, retorcem ou engruvinham as folhas) após 24 h - deformações irreversíveis queda de folhas fumagina superbrotação “greening” ou “huanglongbing” Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  40. 40. Folhas novas Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  41. 41. Danos nas folhas formadas Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  42. 42. Morte das brotações Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  43. 43. Produção do honeydew Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  44. 44. Presença de fumagina Fotos: Imagens Google Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  45. 45. Diaphorina citri Aquisição e Transmissão de Candidatus Liberibacter asiaticus Tempo para aquisição: 15 min a 24 h Tempo para inoculação: 15 min a 7 h Período de latência: 1 a 25 dias pós-aquisição Bactéria adquirida na fase ninfal: Adulto transmite logo CLas após emergência Transmissão transovariana: não comprovada (Estudos anteriores, baseado em observação visual de sintomas de HLB)
  46. 46. Taxa de aquisição de ninfa: 60 a 100% Taxa de aquisição de adulto após cinco semanas: até 40% Taxa de transmissão um inseto (sozinho): 4 a 10% Taxa de transmissão de 100 ou mais insetos: ± 88% Transmissão transovariana: Sim – taxa de 2 a 6% [Estudos baseado em detecção de CLas usando PCR em tempo real (TaqMan qPCR)]
  47. 47. Inoue, H., J. Ohnishi, T. Ito, K. Tomimura, S. Miyata, T. Iwanami, and W. Ashihara. 2009. Enhanced proliferation and eficient transmission of Candidatus Liberibacter asiaticus by adult Diaphorina citri after acquisition feeding in the nymphal stage. Annals of Applied Biology155: 29-36. Taxa de transmissão de CLas por ninfa: 67% Taxa de transmissão de CLas por adulto: 0% Aumento de população de CLas na ninfa: sim 10 dias depois: 25 x 15 dias depois: 360 x 20 dias depois: 130 x Aumento de população de CLas no adulto: não [Estudos baseado em detecção de CLas usando PCR em tempo real (TaqMan qPCR)]
  48. 48. Doenças Medidas de controle ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺ ☺☺ ☺ ☺ ☺ Gomose Rubelose Melanose Verrugose Queda Prematura dos Frutos Mancha Preta dos Citros Mancha Marrom de Alternaria Cancro Cítrico Clorose Variegada dos Citros (CVC) Huanglongbing (HLB) Leprose dos Citros Tristeza dos Citros Fonte: Bassanezi - Fundecitrus (2010) Controle do vetor Tabela: Medidas de manejo das principais doenças de citros. Desinfestação de equipamentos Poda de ramos doentes Eliminação da planta doente Controle químico Irrigação adequada Manejo do mato Quebra-vento Prevenção de ferimentos Preimunização Subenxertia Preparo adequado do solo Adubação adequada Sorose Variedades resistentes Porta-enxerto tolerante Muda sadia Morte Súbita dos Citros Declínio Xiloporose Exocorte ä ä ä â
  49. 49. Controle HLB Medida adotada de maneira isolada em cada propriedade Primeira tentativa (1990): Mudas sadias; inspeção e erradicação de plantas doentes; controle químico do vetor Segunda tentativa – pós-2004 Mudas sadias; Inspeção e erradicação de plantas doentes (6 a 12 vezes/ano); Controle químico do vetor (foliar 12 vezes/ano + sistêmico 2 vezes/ano ) Terceira tentativa – pós-2004 Mudas sadias; Inspeção e erradicação de plantas doentes (6 a 12 vezes/ano); Controle químico do vetor (foliar 24 vezes/ano + sistêmico 2 a 4 vezes/ano ) Bergamin Filho et al. (2014)
  50. 50. HLB – Praga Quarentenária Instrução Normativa nº 53/2008 (MAPA) 1) Levantamentos de detecção em UF sem HLB (semestral) 10% das propriedades, 20% das plantas do pomar Inspeção de borbulheiras e viveiros (50%) 2) Levantamentos de detecção em UF com HLB (semestral) 100% dos municípios 10% propriedades, 100% das plantas do pomar (município limítrofe) 10% propriedades, 20% das plantas do pomar (não limítrofe) Inspeção de borbulheiras e viveiros (100%) 3) Erradicação de plantas com HLB Pomar com plantas sintomáticas ≤28% - Eliminar as plantas com HLB Acima de 28% - Erradicar todas plantas do talhão
  51. 51. Manejo Integrado de HLB (Fundecitrus): 1) Inspeção frequente de todas as plantas do pomar Mínimo seis por ano. Sintomas mais visíveis em fevereiro a setembro) Maior atenção na borda do pomar 2) Erradicação das plantas com sintomas Pulverizar inseticida a planta antes do corte rente ao solo 3) Monitoramento e controle do psilídeo 4) Aquisição de mudas sadias 5) Eliminação das plantas de murta (hospedeira de HLB e do vetor) O manejo integrado de HLB deve ser feito na mesma região de maneira simultânea para ser mais eficiente
  52. 52. Alerta Fitossanitário – Diaphorina citri (Fundecitrus) Monitoramento da população de psilídeo Grupos de Manejo Regional do HLB (adesão voluntária) - 2009 Página na Web (www.fundecitrus.com.br) – 2013 Acesso à informação de monitoramento de psilídeo e estádio vegetativo dos citros quinzenal para a região Tomada de decisão conjunta no manejo regional do psilídeo Quatro Grupos de Manejo Regional de HLB em SP: região de Santa Cruz do Rio Pardo, Avaré, Araraquara e Bebedouro. A cada 15 dias: análise de 8.985 armadilhas adesivas amarelas, referentes a área de 108 mil ha de citros ou 48,6 milhões de plantas em 541 propriedades de 62 municípios
  53. 53. Slide: Renato B. Bassanezi (Fundecitrus)
  54. 54. Slide: Renato B. Bassanezi (Fundecitrus)
  55. 55. Slide: Renato B. Bassanezi (Fundecitrus)
  56. 56. Slide: Renato B. Bassanezi (Fundecitrus)
  57. 57. Perspectiva da utilização de outras medidas de controle • Controle biológico - Liberação de Tamarixia radiata - Pomares abandonados, área urbana e pomares orgânicos; - Núcleos de produção (60 a 100 mil parasitoides/mês) - Liberação de 400 fêmeas/ha. Fotos: Google Imagens Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  58. 58. • Feromônio e voláteis – Perspectivas - Feromônio: o inseto não responde; - Voláteis (Goiabeira): Muitos compostos e definição da dosagem dos mesmos; - Plantas transgênicas: expressando voláteis (A) e a partir da técnica do RNA de dupla fita. • Coquetel – Micronutrientes (zinco, boro, cálcio, magnésio, e manganês) - Usado na China e nos EUA; - Indutores de resistência e nutrientes foliares; - Mascara os sintomas. Fotos: Paulo Lanzetta Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  59. 59. Monitoramento Quando feito com armadilhas adesivas amarela ou verde - Colocadas nas bordas dos pomares, cercas vivas, próximos de locais umidos, matas e divisa com outras propriedades - Distribuidas a cada 100 m - Inspeções devem ser semanais/quinzenais - Monitorar 1% das plantas Quando feito com ramos - Inspecionar os ramos - Monitorar 1% das plantas, avaliando 3 a 5 ramos/plantas - Procurar por ovos, ninfas e adultos Em ambas as situações - Ao encontrar o inseto deve-se fazer o controle Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  60. 60. Total de insetos capturados em 8 armadilhas Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  61. 61. Monitoramento de Diaphorina citri, vetor do HLB nas regiões produtoras de citros do Rio Grande do Sul – 2008 a 2014 Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Embrapa Clima Temperado Detecção de D. citri nos municípios de: Marcelino Ramos (2010) Mariano Moro (2010) Porto Alegre (2012, 2013, 2014) Rosário do Sul (a partir de 2011) Crissiumal (2013) Humaitá (2013) Santa Cruz do Sul (2013) Ijuí (2013) A quantidade de insetos registrada sempre foi menor do que cinco e em apenas uma única coleta (armadilha e/ou inspeção no local). A exceção foi do município de Rosário do Sul, onde a infestação é maior. Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  62. 62. Fig. 1. Pioneering studies on HLB were conducted by: (A) Lin Kung Hsiang (1910- 1986) in China (Ph.D. from Cornell University, USA), (B) A.P.D. McClean (1900-1995) in South Africa (Ph.D. from Natal University, South Africa), (C) S.P. Capoor (1912-1993) in India (Ph.D. from London University, UK), and (D) Monique Garnier (1949-2003) in France (Ph.D. from Bordeaux 2 University, France). Bové (2006)
  63. 63. Fatores que afetam o seu desenvolvimento Faixa de desenvolvimento <15 15-24 25 – 28 29-30 > 30 Fonte: Graça, J.V. 1991. Annual Review Phytopatology. Faixa de Temperatura (oC) Não se desenvolve Não se Faixa ótima desenvolve 1) Condições térmicas Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  64. 64. 2) Alimento Duração e viabilidade das fases de ovo e ninfa de D. citri criados em diferentes hospedeiros. Hospedeiro Duração (dias) Viabilidade (%) Razão sexual Ovo Ninfa Ovo Ninfa Limão cravo Murta Tangerina 3,61a 3,63a 3,57a 14,0a 14,1a 13,5a 87,5a 88,4a 89,8a 82,4a 88,8a 44,6b 0,50a 0,50a 0,47a Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si, pelo teste de Tukey (P ≤ 0,05). Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  65. 65. 3) Umidade relativa do ar 21 18 15 12 0 3 6 9 Ovo Ninfa 30 50 70 90 Duração (dias) a a a a a a a a 120 90 60 30 0 30 50 70 90 Umidade relativa (%) Viabilidade (%) b a a a a a a a D. citri Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  66. 66. Inoculação (Planta sadia) Processo de transmissão Aquisição (Duração: 24 h a 12 dias) (planta infectada) - Ninfas de 4º e 5º íntares e adultos; - Patógeno é circulativo; - Transmissão é propagativa (multiplicação no vetor); - Transmissão é persistente - Transmissão transovariana Período de latência Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  67. 67. Huanglongbing (ex-greening) Descoberto no Brasil: 2004 Agente causal: Candidatus Liberobacter spp. Ca. Liberobacter americanus Ca. Liberobacter asiaticus Agente transmissor: Diaphorina citri
  68. 68. DMDS: Dissulfeto de Dimetila C2H6S2 Odor semelhante ao de gambá
  69. 69. However HLB was present on 15 citrus species which were tested in the experiment and HLB was not present on 3 species: C. grandis (toranja) C. hysterix (limão Kafir) Citrus sp. cv. Limau Tembikai.
  70. 70. Manejo de Diaphorina citri e HLB • Plantio de mudas sadias • Inspeções e eliminação de árvores doentes (Instrução Normativa MAPA nº 53/2008 ) • Monitoramento e controle do inseto vetor
  71. 71. Implantação do programa Manejo Regional Definição: Controle do psilídeo cooperativo de uma mesma região ao mesmo tempo. Instituições envolvidas: Fundecitrus e Indústria Princípio: - Movimentação do psilídeo - Ausência de nível de controle Resultado: - Diminuição do número de aplicações - Redução em até 90 vezes os níveis de incidência. Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  72. 72. Agrotóxicos registrados no MAPA para o controle de Diaphorina citri em citros no Brasil (abril de 2014). Fonte: Agrofit (2014) Ingrediente Ativo Nome Comercial Dose Classe Toxicológica Carência (Dias) Modo de Ação Sistêmico Contato Ingestão Translaminar Tiametoxan Actara 10 GR 75 g/planta III 180 x Foliar (14); Solo Tiametoxan Actara 250 WG 3 g/planta III (180) x Chlorantraniliprole + Lambdacialotrina Ampligo 10 a 30 ml/100 l de água II 21 x x Azadiractina AzaMax 200 a 250 ml/100 l de água III ---- Piriproxifem Cordial 100 6,25 ml/100 l de água I 14 x x lambda-cialotrina + tiametoxam Engeo Pleno 15 ml/100 l de água III ---- x x x Imidacloprido Imaxi 700 WG 05 a 1 g/planta I 21 x Piriproxifem Epingle 100 6,25 ml/100 l de água I 14 x x Imidacloprido Evidence 700 WG 0,5 a 1 gr/muda IV 21 x Fosmete Imidan 500 WP 25 a 50 gr/100 l de água I 14 x x Imidacloprido Kohinor 200 SC 15 a 20 ml/100 l de água III 21 x x x Clorpirifós Lorsban 480 BR 100 a 150 ml/100 l de calda II 21 x x Malationa Malathion 100 EC Cheminova 100 ml/100 l de água I 7 x x Permitrina Permitrina Fersol 384 EC 10 ml/100 l de água I 21 x x Imidacloprido Provado 200 SC 15 a 20 ml/100 l de água III 21 x Imidacloprido Rotaprid 350 SC 9 a 11 ml/100 l de água III ? x x x Etofenproxi Safety 30 ml/100 l água III ? x Es fenvalerato Sumidan 150 SC 10 a 12,5 ml/100 l de água I 7 x Piriproxifem Tiger 100 EC 6,25 ml/100 l de água I 14 x x Imidacloprido Winner 100 AL 5 ml/planta I 21 x x x Slide: Dori E. Nava (Embrapa)
  73. 73. Época recomendada para aplicação de inseticidas Produtos sistêmicos – aplicação nas mudas ou plantas em formação Inseticidas de contato – recomendados para pomares em formação e em produção Slide: Dori E. Nava (Embrapa)

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