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Aula de Sociologia no Ensino Médio – EUA reatam relações diplomáticas com Cuba
Nome:…………………………..………….………….. Turma:……….…………… Data: / /
1) Observe a charge abaixo do chargista jordaniano Omar Al Abdallat, publicada em: <http://www.
cartoonmovement.com/cartoon/28480>. Nela estão sobrepostos dois símbolos antagônicos. Faça
uma descrição da charge, revelando quais seriam estes símbolos e qual deles deve possuir maior
força no contexto em que foi publicada, ou seja, durante a visita do presidente norte-americano
Barak Obama à Cuba em março de 2016?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________.
2) Conforme a charge apresentada acima, marque a alternativa que melhor representaria o
significado da visita do presidente norte-americano à ilha caribenha em março de 2016.
(A) A visita representa a recolonização da ilha em curso pelos E.U.A, tornando-a parte do território
norte-americano;
(B) Para celebrar a visita e melhor reatar as relações diplomáticas entre os dois países, o chargista
indica um possível rótulo para o famoso refrigerante;
(C) A imagem indica a fama que o ex-líder da Revolução Comunista de 1959 possui nos E.U.A,
cujo governo Obama passou a apoiar tal movimento na atualidade, sendo que tal líder é venerado
como se fosse uma estrela pop, principalmente pelos cubanos residentes em Miami;
(D) A imagem representa a transformação econômica que Cuba pode começar a vivenciar após a
visita do presidente norte-americano e o reinício das relações diplomáticas entre E.U.A e Cuba, no
sentido de aprofundar a presença do livre mercado na ilha;
(E) A charge demostra que nunca o famoso refrigerante terá espaço na ilha caribenha, a não ser em
suas versões diet e zero.
3) No início do século XX, os E.U.A tiveram uma política bastante agressiva no Caribe, tendo
inclusive ocupado militarmente o Haiti entre 1915 e 1934. Tal política que incluía Cuba estava
voltada para transformar as ilhas da região em fornecedoras de matérias-primas, principalmente
cana-de-açúcar para as indústrias norte-americanas que se instalavam na região, aproveitando a
mão-de-obra barata destes países. Para isso, era necessário que governos favoráveis aos interesses
dos Estados Unidos estivessem no poder tanto em Cuba quanto no Haiti. Em Cuba, o governo
ditatorial de Fulgencio Batista aliado dos E.U.A acabou sendo derrubado por um movimento
popular em 1959 e desde esta época as relações comerciais e diplomáticas entre os E.U.A e Cuba
foram interrompidas. Assim Cuba, após a Revolução de 1959 que destituiu Fulgencio Batista e que
elegeu os E.U.A como seu principal inimigo, passaria a ser governada por uma ditadura comandada
por Fidel Castro que para sobreviver política e economicamente se aproximaria, na época:
(A) do Brasil, pois em 1964 o país passaria a viver sob uma ditadura militar que aproximaria os dois
países na negação de princípios democráticos;
(B) da Alemanha Ocidental, que após o fim da II Guerra Mundial procurava novos parceiros
comerciais, fornecedores de matérias-primas tropicais;
(C) da União Soviética, que durante o período conhecido por Guerra Fria buscava ampliar a
influência do bloco socialista em países da periferia do capitalismo, tendo até instalado mísseis
nucleares no território cubano. O episódio ficou conhecido como a crise dos mísseis de 1962;
(D) da África, pois Cuba enviaria tropas para ajudar os socialistas numa guerra civil em Angola nos
anos de 1970;
(E) da França, para oferecer aos franceses um lugar turístico como destino tropical e lucrar com a
construção de hotéis e restaurantes.
4) A visita de Barack Obama à Cuba e, depois, à Argentina em março de 2016 faz parte de uma
narrativa política mais ampla. Durante os primeiros anos do século XXI, vários países da América
Latina foram governados por partidos populistas de esquerda, que preferiram manter fortes laços
comerciais com a China do que formar um bloco de livre comércio com os EUA, aproveitando os
altos preços internacionais das commodities que exportavam. Os principais países da região que
mais marcadamente adotaram uma política de esquerda foram o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a
Bolívia e o Equador. A Argentina foi o primeiro país a se afastar dessa política ao eleger o liberal
Macri em 2015, assim, Barack Obama queria influenciar os demais países a tomarem o mesmo
rumo político. No mapa abaixo, com os contornos da divisão política do Continente Americano,
circule a América Latina, faça um E no território dos Estados Unidos, um B no do Brasil, um A no
território da Argentina, um V no da Venezuela e um C no de Cuba.
Leia a reportagem do jornal The New York Times sobre a visita de Barack Obama à Cuba.
Obama, em discurso em Havana, diz que Cuba não tem nada a temer dos E.U.A
por: Julie Hirschfeld Davis 22/03/2016
tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães
HAVANA - O presidente Obama nesta terça (22/03/2016) fez um pedido em alto e bom som por
mudança e maior abertura para o governo autocrático de Cuba, realizando um apelo direto ao
presidente Raúl Castro para afrouxar seu controle sobre a política e a economia, pois há o risco dele
desperdiçar os frutos deste degelo histórico nas relações entre os dois países.
“É tempo de levantar o embargo, mas mesmo que nós o levantemos amanhã, os cubanos não
perceberiam seu potencial sem uma mudança contínua aqui em Cuba,” disse Obama, em um
discurso que foi transmitido ao vivo em Cuba. “Se você não pode acessar informação online, se
você não pode ser exposto a diferentes pontos de vista, você não alcançará todo o seu potencial e,
ao longo do tempo, a juventude perderá todas as esperanças.”
O discurso foi endereçado à Raúl Castro, que ouviu atentamente em uma galeria do Grande
Teatro de Havana. Obama disse que Cuba não tinha nada a temer dos E.U.A. Assim, ele fez um
discurso apaixonado em favor dos princípios da democracia e do livre mercado.
“Eu quero que vocês saibam que eu acredito que minha visita aqui demonstra que vocês não
precisam temer uma ameaça dos Estados Unidos,” disse Obama para Raúl Castro. “Eu estou
também confiante que vocês não precisam temer as diferentes vozes entre o povo cubano.”
O discurso foi proferido no mesmo prédio onde Calvin Coolidge, o último presidente norte-
americano que visitou Cuba, falou há 88 anos. Tratou-se de um momento emocionante em que
Obama promoveu a superação de meio século de hostilidade e isolamento entre os Estados Unidos e
Cuba, talvez a principal realização em política estrangeira do final de seu governo.
“Eu venho aqui para soterrar as últimas remanescências da Guerra Fria nas Américas,” disse
o presidente. “Eu venho aqui para estender uma mão de amizade para o povo cubano.”
Obama arrancou mais aplausos quando disse à audiência que ele tinha pedido ao Congresso
para rescindir o embargo comercial com Cuba e quando ele proclamou que era tempo de “deixar
para trás as batalhas ideológicas do passado.”
Benjamin J. Rhodes, conselheiro de Obama sobre segurança nacional que esteve à frente das
conversações secretas que permitiram o degelo há 15 meses, afirmou que o discurso foi a
oportunidade do presidente colocar em perspectiva as mudanças e o debate que tem sido realizado
desde então, particularmente para os cubanos daqui e dos Estados Unidos.
5) Sublinhe na reportagem uma passagem no discurso de Obama onde ele expõe explicitamente sua
visão de que Cuba é um país fechado e que restringe direitos de seus cidadãos.
6) Em seu discurso, Barack Obama faz referência à Guerra Fria, que foi um período histórico que
compreendeu a disputa econômica e política entre os blocos capitalista (EUA) e comunista (URSS)
após o fim da II Guerra Mundial em 1945 até o colapso do bloco comunista simbolizado pela queda
do Muro de Berlim em 1989. O termo Guerra Fria faz referência ao fato de que não houve uma
guerra real entre os Estados Unidos e a União Soviética, mas ocorreram conflitos regionais
importantes na periferia dos blocos, tal como a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, a Guerra do
Afeganistão, etc. Esta também foi uma época em que havia um medo crescente no Ocidente,
alimentado pelo cinema, de que o fim do mundo ou a aniquilação da humanidade poderia ser
causado:
(A) Por invasores alienígenas;
(B) Por uma guerra nuclear entre as duas superpotências;
(C) Pelo abandono do cristianismo nos países comunistas;
(D) Por uma crise ambiental devido ao consumismo nos países capitalistas;
(E) Por um colapso na produção de alimentos devido ao aumento populacional no mundo.
O jornal The New York Times também publicou um ensaio fotográfico sobre a vida da
população em Cuba após mais de meio século de bloqueio comercial com os E.U.A. Veja
abaixo o ensaio.
Cuba à Beira da Mudança
Fotografias: New York Times
Texto: Azam Almed
Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães
É uma terra de interminável espera e erosão palpável. Mesmo depois de todas estas
décadas, uma excepcional sinceridade permanece entre o povo cubano.
Cuba às vezes pode parecer uma nação abandonada. A degradação dolorida de suas
cidades, a vegetação selvagem de seu interior, o litoral que permaneceu inabitado – meio
século de isolamento mergulharam o país na decadência. Ainda assim, poucos lugares do
mundo transbordam uma abundância de vida tal como existe em Cuba, um contraste
profundamente presente em sua grandeza desbotada.
Eles esperam, cobertos de esperanças. Por páginas da internet para download. Pelo
vai e vem de turistas e suas compras. Por uma bandeira para ser levantada. Cubanos sabem
como esperar. Assim, depois de décadas de governo comunista, eles estão menos preparados
para lidar com o sentimento de oportunidade que permeia agora sua ilha e, também, com a
resistência de seu governo em deixá-los aproveitarem-se disso.
Sair de Havana é essencial, revelador, mas de todo modo quase impossível. Voos são
irregulares, eles parecem possuir um tempo próprio – se isso fosse possível. A procura por
um carro que possa enfrentar estradas esburacadas e a infraestrutura antiga levará ao ápice
qualquer paciência. O esforço, entretanto, vale a pena. O interior do país revela toda a
complexidade, beleza e idiossincrasia de uma das últimas fronteiras remanescentes no
mundo.
Qualquer um que observe a distância, verá que a destruição é palpável. Pinturas
descascam das paredes. Estruturas se curvam para um dos lados. Fachadas de casas se
partem deixando-as como casas de bonecas, cujo interior está exposto. Entretanto,
aproximando o olhar, há enfeites dispostos em prateleiras. Pisos quebrados, varridos e
limpos. Flores de plástico arrumadas perfeitamente. Um orgulho silencioso em todo o
detalhe.
A revolução está cabada. Isto já faz décadas. Mas você não saberia disto através da
retórica ou da adulação conferida a esta parte da história cubana, ao menos pelos líderes do
Partido Comunista. Assim, quando o som das ondas se acalmam e a propaganda se cala, o
que você encontra é um apego militar pela relevância histórica, porém isto já tem um lugar
incerto na Cuba de hoje. Como muitas coisas lá, seu armamento ultrapassado e seus oficiais
superiores têm permanecidos fechados em uma cápsula do tempo por mais de 50 anos.
Os adornos do passado são literais em Cuba – os antigos chevrolets, os pôsteres
desbotados de Fidel. Isto tudo pode, às vezes, parecer um estudo histórico, um museu de
singularidades, até você precisar ir para algum lugar e perceber que estes carros clássicos
não são apenas bonitos, mas um meio de transporte vital para as massas de Havana. (…)
O turismo é imprescindível na Cuba atual. Selfies no Malecon. Fotos dos carros
clássicos. Camisetas de Che. Para os cubanos, o turismo é agora o maior apelo da emergente
ordem econômica. Este é uma das poucas formas de escapar dos salários mensais que
dariam apenas para pagar por uma hora de estacionamento em Miami. Os cubanos se unem
para oferecer serviços fora de suas áreas de especialização. Aqui, médicos dirigem táxis,
engenheiros vendem pamonhas como ambulantes e agricultores oferecem passeios de
cavalo aos viajantes.
Em uma terra de imagens icônicas, talvez nada seja mais venerado, comercializado e
penetrante dos que as imagens dos heróis revolucionários da nação. O grau zero dessa
iconografia é a Plaza de la Revolucíon. Os contornos negros de Fidel Castro, Ernesto Che
Guevara e Camilo Cienfuegos enfeitam os muros de prédios que contornam a Plaza, suas
imagens pairam sobre o coração da nação.
Embora a sociedade cubana tenha permanecido fechada ao mundo por meio século,
lá permanece uma incrível abertura entre as pessoas da nação. Ao entrar aleatoriamente em
qualquer apartamento, o pior que você receberia seria um olhar receoso, seguido por uma
brincadeira. Cubanos parecem estar afastados de qualquer preocupação com privacidade que
infesta os outros países. A vida é vivida em público aqui, portas escancaradas de noite,
acenando para os transeuntes.
7) No ensaio fotográfico do jornal norte-americano The New York Time, em várias passagens do
texto, ressalta-se o fato de que a ilha caribenha não se desenvolveu economicamente, permanecendo
materialmente muito parecida com a época da Revolução Comunista de 1959, ou pior, apresentando
nítidos sinais de decadência em seus prédios e em sua infraestrutura. Assinale a alternativa que não
representa uma citação para exemplificar aquilo que foi exposto acima:
(A) “A vida é vivida em público aqui, portas escancaradas de noite, acenando para os transeuntes;”
(B) “Os adornos do passado são literais em Cuba – os antigos chevrolets, os pôsteres desbotados de
Fidel;”
(C) “Como muitas coisas lá, seu armamento ultrapassado e seus oficiais superiores têm
permanecidos fechados em uma cápsula do tempo por mais de 50 anos;”
(D) “Fachadas de casas se partem deixando-as como casas de bonecas, cujo interior está exposto;”
(E) “A degradação dolorida de suas cidades, a vegetação selvagem de seu interior, o litoral que
permaneceu inabitado – meio século de isolamento mergulharam o país na decadência.”
8) Silvio Gallo, no livro didático Ética e Cidadania, explica o conceito de ideologia, tratando-o
como uma forma de manter o domínio político em uma sociedade. O autor afirma que: “Uma forma
de manter-se no poder é usar a violência contra todos aqueles que forem contrários a ela. Mas a
violência pode voltar-se também contra aqueles que estão no poder: a violência pode gerar a revolta
do povo. É, então, muito mais fácil e mais eficiente dominar as pessoas pelo convencimento. É aí
que entra a ideologia: ela constituirá um corpo de ideias produzidas pela classe dominante que será
disseminado por toda a população, de modo a convencer a todos de que aquela estrutura social é a
melhor ou mesmo a única possível. Com o tempo, essas ideias se tornam as ideias de todos; em
outras palavras, as ideias da classe dominante tornam-se as ideias dominantes na sociedade.” Assim,
em várias passagens do texto do The New York Times, percebe-se a sobrevivência da ideologia
que deu sentido à Revolução Comunista de 1959 na vida social do povo cubano. Dessa forma,
assinale a alternativa que apresenta uma citação do texto que melhor exemplifique a presença da
ideologia da Revolução de 1959 entre o povo cubano:
(A) “Ao entrar aleatoriamente em qualquer apartamento, o pior que você receberia seria um olhar
receoso, seguido por uma brincadeira;”
(B) “Os contornos negros de Fidel Castro, Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos enfeitam os
muros de prédios que contornam a Plaza, suas imagens pairam sobre o coração da nação;”
(C) “Aqui, médicos dirigem táxis, engenheiros vendem pamonhas como ambulantes e agricultores
oferecem passeios de cavalos aos viajantes;”
(D) “Para os cubanos, o turismo é agora o maior apelo da emergente ordem econômica;”
(E) “O interior do país revela toda a complexidade, beleza e idiossincrasia de uma das últimas
fronteiras remanescentes no mundo.”
9) Em setembro de 2015, o jornal The New York Times publicou um estudo sobre o estado social
de Cuba, em meio a visita do Papa Francisco à ilha. Nele se afirma que: “A repressão em Cuba tem
muito aspectos. Pessoas cujas críticas cruzam uma linha invisível podem perder seu emprego,
perceber que seus filhos estão proibidos de frequentar a escola ou podem ser impedidos de irem a
locais de propriedade do Estado. O Observatório dos Direitos Humanos diz que é 'virtualmente
impossível' saber o número de prisioneiros políticos porque o sistema de justiça cubano é muito
obscuro. (…) O que é claro é que dissidentes continuam a ser perseguidos e detidos por espaços
curtos de tempo: 4.264 pessoas foram detidas nos primeiros 8 meses de 2015, significativamente
menos do que no mesmo período de 2014, quando as prisões atingiram um ápice, mas muito similar
aos anos recentes” (tradução de Rodrigo Belinaso Guimarães). Em relação a este texto, assinale a
alternativa que melhor apresenta um direito humano que estaria sendo violado em Cuba neste
período:
(A) Ninguém pode ser mantido em escravidão ou em servidão; a escravatura e o comércio de
escravos, sob qualquer forma, são proibidos;
(B) Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade;
(C) Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade;
(D) Toda a pessoa tem direito ao repouso e ao lazer e, especialmente, a uma limitação razoável da
duração do trabalho e a férias periódicas pagas;
(E) Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a
liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir
informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras.
10) A blogueira do jornal O Estado de São Paulo esteve presente no show dos Rolling Stones em
Cuba logo após a visita de Barack Obama à ilha caribenha e relatou o seguinte: A banda subiu ao
palco às 20h37, determinada a seduzir os cubanos. Jagger se dirigiu várias vezes à plateia em um
espanhol carregado de sotaque inglês. A frase de mais significado político veio depois das duas
primeiras canções. “Sabemos que antes era difícil escutar nossa música em Cuba, mas aqui
estamos. Os tempos estão mudando, não?”, exclamou o vocalista, sem receber uma resposta
entusiasmada do público. Muitos em Cuba ainda estão céticos quanto aos rumos do país, mesmo
depois do restabelecimento de relações diplomáticas com os EUA. “Aqui estamos finalmente.
Estamos certos de que esta será uma noite inesquecível”, declarou Jagger, vestindo uma camisa
pink e dançando sem parar. A música foi para o Ocidente um fator de mudança nas atitudes juvenis
nas décadas finais do século XX, bandas como os Rolling Stones inseriram nestas sociedades uma
cultura de rebeldia juvenil contra autoridades constituídas. Atualmente, o Rock perdeu muito de
suas qualidades políticas para se converter em um entretenimento global que produz grandes
espetáculos para o consumo em massa. Porém, a reportagem resgata algum sentido político para a
apresentação dos Rolling Stones em Cuba, assim, este sentido pode ser melhor expresso através da
alternativa:
(A) As pessoas em Cuba talvez possam agora ter suas próprias bandas de rock, demonstrando muito
entusiasmo com o show dos Rolling Stones;
(B) As pessoas em Cuba aproveitaram o show dos Rolling Stones para expressarem sua aprovação
do regime comunista, demonstrando muito entusiasmo com o governo de Raúl Castro;
(C) Os Rolling Stones disseram que coisas que antes eram proibidas agora podem se tornar
realidade na ilha, mas a plateia não reagiu com entusiasmo, parecendo não acreditar em grandes
mudanças;
(D) Os Rolling Stones acreditam que o povo cubano viverá melhor sob o regime comunista, já que
o povo poderá ouvir suas músicas;
(E) Os Rolling Stones fizeram apologia ao consumismo ao tocarem de graça num país onde poucas
pessoas teriam condições de pagarem o ingresso que normalmente é cobrado em seus shows.

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Aula de Sociologia para o Ensino Médio: EUA reatam relações diplomáticas com Cuba

  • 1. Aula de Sociologia no Ensino Médio – EUA reatam relações diplomáticas com Cuba Nome:…………………………..………….………….. Turma:……….…………… Data: / / 1) Observe a charge abaixo do chargista jordaniano Omar Al Abdallat, publicada em: <http://www. cartoonmovement.com/cartoon/28480>. Nela estão sobrepostos dois símbolos antagônicos. Faça uma descrição da charge, revelando quais seriam estes símbolos e qual deles deve possuir maior força no contexto em que foi publicada, ou seja, durante a visita do presidente norte-americano Barak Obama à Cuba em março de 2016? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________. 2) Conforme a charge apresentada acima, marque a alternativa que melhor representaria o significado da visita do presidente norte-americano à ilha caribenha em março de 2016. (A) A visita representa a recolonização da ilha em curso pelos E.U.A, tornando-a parte do território norte-americano; (B) Para celebrar a visita e melhor reatar as relações diplomáticas entre os dois países, o chargista indica um possível rótulo para o famoso refrigerante; (C) A imagem indica a fama que o ex-líder da Revolução Comunista de 1959 possui nos E.U.A, cujo governo Obama passou a apoiar tal movimento na atualidade, sendo que tal líder é venerado como se fosse uma estrela pop, principalmente pelos cubanos residentes em Miami; (D) A imagem representa a transformação econômica que Cuba pode começar a vivenciar após a visita do presidente norte-americano e o reinício das relações diplomáticas entre E.U.A e Cuba, no sentido de aprofundar a presença do livre mercado na ilha; (E) A charge demostra que nunca o famoso refrigerante terá espaço na ilha caribenha, a não ser em suas versões diet e zero. 3) No início do século XX, os E.U.A tiveram uma política bastante agressiva no Caribe, tendo inclusive ocupado militarmente o Haiti entre 1915 e 1934. Tal política que incluía Cuba estava voltada para transformar as ilhas da região em fornecedoras de matérias-primas, principalmente cana-de-açúcar para as indústrias norte-americanas que se instalavam na região, aproveitando a
  • 2. mão-de-obra barata destes países. Para isso, era necessário que governos favoráveis aos interesses dos Estados Unidos estivessem no poder tanto em Cuba quanto no Haiti. Em Cuba, o governo ditatorial de Fulgencio Batista aliado dos E.U.A acabou sendo derrubado por um movimento popular em 1959 e desde esta época as relações comerciais e diplomáticas entre os E.U.A e Cuba foram interrompidas. Assim Cuba, após a Revolução de 1959 que destituiu Fulgencio Batista e que elegeu os E.U.A como seu principal inimigo, passaria a ser governada por uma ditadura comandada por Fidel Castro que para sobreviver política e economicamente se aproximaria, na época: (A) do Brasil, pois em 1964 o país passaria a viver sob uma ditadura militar que aproximaria os dois países na negação de princípios democráticos; (B) da Alemanha Ocidental, que após o fim da II Guerra Mundial procurava novos parceiros comerciais, fornecedores de matérias-primas tropicais; (C) da União Soviética, que durante o período conhecido por Guerra Fria buscava ampliar a influência do bloco socialista em países da periferia do capitalismo, tendo até instalado mísseis nucleares no território cubano. O episódio ficou conhecido como a crise dos mísseis de 1962; (D) da África, pois Cuba enviaria tropas para ajudar os socialistas numa guerra civil em Angola nos anos de 1970; (E) da França, para oferecer aos franceses um lugar turístico como destino tropical e lucrar com a construção de hotéis e restaurantes. 4) A visita de Barack Obama à Cuba e, depois, à Argentina em março de 2016 faz parte de uma narrativa política mais ampla. Durante os primeiros anos do século XXI, vários países da América Latina foram governados por partidos populistas de esquerda, que preferiram manter fortes laços comerciais com a China do que formar um bloco de livre comércio com os EUA, aproveitando os altos preços internacionais das commodities que exportavam. Os principais países da região que mais marcadamente adotaram uma política de esquerda foram o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia e o Equador. A Argentina foi o primeiro país a se afastar dessa política ao eleger o liberal Macri em 2015, assim, Barack Obama queria influenciar os demais países a tomarem o mesmo rumo político. No mapa abaixo, com os contornos da divisão política do Continente Americano, circule a América Latina, faça um E no território dos Estados Unidos, um B no do Brasil, um A no território da Argentina, um V no da Venezuela e um C no de Cuba.
  • 3. Leia a reportagem do jornal The New York Times sobre a visita de Barack Obama à Cuba. Obama, em discurso em Havana, diz que Cuba não tem nada a temer dos E.U.A por: Julie Hirschfeld Davis 22/03/2016 tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães HAVANA - O presidente Obama nesta terça (22/03/2016) fez um pedido em alto e bom som por mudança e maior abertura para o governo autocrático de Cuba, realizando um apelo direto ao presidente Raúl Castro para afrouxar seu controle sobre a política e a economia, pois há o risco dele desperdiçar os frutos deste degelo histórico nas relações entre os dois países. “É tempo de levantar o embargo, mas mesmo que nós o levantemos amanhã, os cubanos não perceberiam seu potencial sem uma mudança contínua aqui em Cuba,” disse Obama, em um discurso que foi transmitido ao vivo em Cuba. “Se você não pode acessar informação online, se você não pode ser exposto a diferentes pontos de vista, você não alcançará todo o seu potencial e, ao longo do tempo, a juventude perderá todas as esperanças.” O discurso foi endereçado à Raúl Castro, que ouviu atentamente em uma galeria do Grande Teatro de Havana. Obama disse que Cuba não tinha nada a temer dos E.U.A. Assim, ele fez um discurso apaixonado em favor dos princípios da democracia e do livre mercado. “Eu quero que vocês saibam que eu acredito que minha visita aqui demonstra que vocês não precisam temer uma ameaça dos Estados Unidos,” disse Obama para Raúl Castro. “Eu estou também confiante que vocês não precisam temer as diferentes vozes entre o povo cubano.” O discurso foi proferido no mesmo prédio onde Calvin Coolidge, o último presidente norte- americano que visitou Cuba, falou há 88 anos. Tratou-se de um momento emocionante em que Obama promoveu a superação de meio século de hostilidade e isolamento entre os Estados Unidos e Cuba, talvez a principal realização em política estrangeira do final de seu governo. “Eu venho aqui para soterrar as últimas remanescências da Guerra Fria nas Américas,” disse o presidente. “Eu venho aqui para estender uma mão de amizade para o povo cubano.” Obama arrancou mais aplausos quando disse à audiência que ele tinha pedido ao Congresso para rescindir o embargo comercial com Cuba e quando ele proclamou que era tempo de “deixar para trás as batalhas ideológicas do passado.” Benjamin J. Rhodes, conselheiro de Obama sobre segurança nacional que esteve à frente das conversações secretas que permitiram o degelo há 15 meses, afirmou que o discurso foi a oportunidade do presidente colocar em perspectiva as mudanças e o debate que tem sido realizado desde então, particularmente para os cubanos daqui e dos Estados Unidos. 5) Sublinhe na reportagem uma passagem no discurso de Obama onde ele expõe explicitamente sua visão de que Cuba é um país fechado e que restringe direitos de seus cidadãos. 6) Em seu discurso, Barack Obama faz referência à Guerra Fria, que foi um período histórico que compreendeu a disputa econômica e política entre os blocos capitalista (EUA) e comunista (URSS) após o fim da II Guerra Mundial em 1945 até o colapso do bloco comunista simbolizado pela queda do Muro de Berlim em 1989. O termo Guerra Fria faz referência ao fato de que não houve uma guerra real entre os Estados Unidos e a União Soviética, mas ocorreram conflitos regionais importantes na periferia dos blocos, tal como a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, a Guerra do Afeganistão, etc. Esta também foi uma época em que havia um medo crescente no Ocidente, alimentado pelo cinema, de que o fim do mundo ou a aniquilação da humanidade poderia ser causado: (A) Por invasores alienígenas; (B) Por uma guerra nuclear entre as duas superpotências; (C) Pelo abandono do cristianismo nos países comunistas; (D) Por uma crise ambiental devido ao consumismo nos países capitalistas; (E) Por um colapso na produção de alimentos devido ao aumento populacional no mundo.
  • 4. O jornal The New York Times também publicou um ensaio fotográfico sobre a vida da população em Cuba após mais de meio século de bloqueio comercial com os E.U.A. Veja abaixo o ensaio. Cuba à Beira da Mudança Fotografias: New York Times Texto: Azam Almed Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães É uma terra de interminável espera e erosão palpável. Mesmo depois de todas estas décadas, uma excepcional sinceridade permanece entre o povo cubano. Cuba às vezes pode parecer uma nação abandonada. A degradação dolorida de suas cidades, a vegetação selvagem de seu interior, o litoral que permaneceu inabitado – meio século de isolamento mergulharam o país na decadência. Ainda assim, poucos lugares do mundo transbordam uma abundância de vida tal como existe em Cuba, um contraste profundamente presente em sua grandeza desbotada. Eles esperam, cobertos de esperanças. Por páginas da internet para download. Pelo vai e vem de turistas e suas compras. Por uma bandeira para ser levantada. Cubanos sabem como esperar. Assim, depois de décadas de governo comunista, eles estão menos preparados para lidar com o sentimento de oportunidade que permeia agora sua ilha e, também, com a resistência de seu governo em deixá-los aproveitarem-se disso.
  • 5. Sair de Havana é essencial, revelador, mas de todo modo quase impossível. Voos são irregulares, eles parecem possuir um tempo próprio – se isso fosse possível. A procura por um carro que possa enfrentar estradas esburacadas e a infraestrutura antiga levará ao ápice qualquer paciência. O esforço, entretanto, vale a pena. O interior do país revela toda a complexidade, beleza e idiossincrasia de uma das últimas fronteiras remanescentes no mundo. Qualquer um que observe a distância, verá que a destruição é palpável. Pinturas descascam das paredes. Estruturas se curvam para um dos lados. Fachadas de casas se partem deixando-as como casas de bonecas, cujo interior está exposto. Entretanto, aproximando o olhar, há enfeites dispostos em prateleiras. Pisos quebrados, varridos e limpos. Flores de plástico arrumadas perfeitamente. Um orgulho silencioso em todo o detalhe.
  • 6. A revolução está cabada. Isto já faz décadas. Mas você não saberia disto através da retórica ou da adulação conferida a esta parte da história cubana, ao menos pelos líderes do Partido Comunista. Assim, quando o som das ondas se acalmam e a propaganda se cala, o que você encontra é um apego militar pela relevância histórica, porém isto já tem um lugar incerto na Cuba de hoje. Como muitas coisas lá, seu armamento ultrapassado e seus oficiais superiores têm permanecidos fechados em uma cápsula do tempo por mais de 50 anos. Os adornos do passado são literais em Cuba – os antigos chevrolets, os pôsteres desbotados de Fidel. Isto tudo pode, às vezes, parecer um estudo histórico, um museu de singularidades, até você precisar ir para algum lugar e perceber que estes carros clássicos não são apenas bonitos, mas um meio de transporte vital para as massas de Havana. (…)
  • 7. O turismo é imprescindível na Cuba atual. Selfies no Malecon. Fotos dos carros clássicos. Camisetas de Che. Para os cubanos, o turismo é agora o maior apelo da emergente ordem econômica. Este é uma das poucas formas de escapar dos salários mensais que dariam apenas para pagar por uma hora de estacionamento em Miami. Os cubanos se unem para oferecer serviços fora de suas áreas de especialização. Aqui, médicos dirigem táxis, engenheiros vendem pamonhas como ambulantes e agricultores oferecem passeios de cavalo aos viajantes. Em uma terra de imagens icônicas, talvez nada seja mais venerado, comercializado e penetrante dos que as imagens dos heróis revolucionários da nação. O grau zero dessa iconografia é a Plaza de la Revolucíon. Os contornos negros de Fidel Castro, Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos enfeitam os muros de prédios que contornam a Plaza, suas imagens pairam sobre o coração da nação.
  • 8. Embora a sociedade cubana tenha permanecido fechada ao mundo por meio século, lá permanece uma incrível abertura entre as pessoas da nação. Ao entrar aleatoriamente em qualquer apartamento, o pior que você receberia seria um olhar receoso, seguido por uma brincadeira. Cubanos parecem estar afastados de qualquer preocupação com privacidade que infesta os outros países. A vida é vivida em público aqui, portas escancaradas de noite, acenando para os transeuntes.
  • 9. 7) No ensaio fotográfico do jornal norte-americano The New York Time, em várias passagens do texto, ressalta-se o fato de que a ilha caribenha não se desenvolveu economicamente, permanecendo materialmente muito parecida com a época da Revolução Comunista de 1959, ou pior, apresentando nítidos sinais de decadência em seus prédios e em sua infraestrutura. Assinale a alternativa que não representa uma citação para exemplificar aquilo que foi exposto acima: (A) “A vida é vivida em público aqui, portas escancaradas de noite, acenando para os transeuntes;” (B) “Os adornos do passado são literais em Cuba – os antigos chevrolets, os pôsteres desbotados de Fidel;” (C) “Como muitas coisas lá, seu armamento ultrapassado e seus oficiais superiores têm permanecidos fechados em uma cápsula do tempo por mais de 50 anos;” (D) “Fachadas de casas se partem deixando-as como casas de bonecas, cujo interior está exposto;” (E) “A degradação dolorida de suas cidades, a vegetação selvagem de seu interior, o litoral que permaneceu inabitado – meio século de isolamento mergulharam o país na decadência.” 8) Silvio Gallo, no livro didático Ética e Cidadania, explica o conceito de ideologia, tratando-o como uma forma de manter o domínio político em uma sociedade. O autor afirma que: “Uma forma de manter-se no poder é usar a violência contra todos aqueles que forem contrários a ela. Mas a violência pode voltar-se também contra aqueles que estão no poder: a violência pode gerar a revolta do povo. É, então, muito mais fácil e mais eficiente dominar as pessoas pelo convencimento. É aí que entra a ideologia: ela constituirá um corpo de ideias produzidas pela classe dominante que será disseminado por toda a população, de modo a convencer a todos de que aquela estrutura social é a melhor ou mesmo a única possível. Com o tempo, essas ideias se tornam as ideias de todos; em outras palavras, as ideias da classe dominante tornam-se as ideias dominantes na sociedade.” Assim, em várias passagens do texto do The New York Times, percebe-se a sobrevivência da ideologia que deu sentido à Revolução Comunista de 1959 na vida social do povo cubano. Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta uma citação do texto que melhor exemplifique a presença da ideologia da Revolução de 1959 entre o povo cubano: (A) “Ao entrar aleatoriamente em qualquer apartamento, o pior que você receberia seria um olhar receoso, seguido por uma brincadeira;” (B) “Os contornos negros de Fidel Castro, Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos enfeitam os muros de prédios que contornam a Plaza, suas imagens pairam sobre o coração da nação;” (C) “Aqui, médicos dirigem táxis, engenheiros vendem pamonhas como ambulantes e agricultores oferecem passeios de cavalos aos viajantes;” (D) “Para os cubanos, o turismo é agora o maior apelo da emergente ordem econômica;” (E) “O interior do país revela toda a complexidade, beleza e idiossincrasia de uma das últimas fronteiras remanescentes no mundo.” 9) Em setembro de 2015, o jornal The New York Times publicou um estudo sobre o estado social de Cuba, em meio a visita do Papa Francisco à ilha. Nele se afirma que: “A repressão em Cuba tem muito aspectos. Pessoas cujas críticas cruzam uma linha invisível podem perder seu emprego, perceber que seus filhos estão proibidos de frequentar a escola ou podem ser impedidos de irem a locais de propriedade do Estado. O Observatório dos Direitos Humanos diz que é 'virtualmente impossível' saber o número de prisioneiros políticos porque o sistema de justiça cubano é muito obscuro. (…) O que é claro é que dissidentes continuam a ser perseguidos e detidos por espaços curtos de tempo: 4.264 pessoas foram detidas nos primeiros 8 meses de 2015, significativamente menos do que no mesmo período de 2014, quando as prisões atingiram um ápice, mas muito similar aos anos recentes” (tradução de Rodrigo Belinaso Guimarães). Em relação a este texto, assinale a alternativa que melhor apresenta um direito humano que estaria sendo violado em Cuba neste período: (A) Ninguém pode ser mantido em escravidão ou em servidão; a escravatura e o comércio de
  • 10. escravos, sob qualquer forma, são proibidos; (B) Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade; (C) Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade; (D) Toda a pessoa tem direito ao repouso e ao lazer e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas; (E) Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras. 10) A blogueira do jornal O Estado de São Paulo esteve presente no show dos Rolling Stones em Cuba logo após a visita de Barack Obama à ilha caribenha e relatou o seguinte: A banda subiu ao palco às 20h37, determinada a seduzir os cubanos. Jagger se dirigiu várias vezes à plateia em um espanhol carregado de sotaque inglês. A frase de mais significado político veio depois das duas primeiras canções. “Sabemos que antes era difícil escutar nossa música em Cuba, mas aqui estamos. Os tempos estão mudando, não?”, exclamou o vocalista, sem receber uma resposta entusiasmada do público. Muitos em Cuba ainda estão céticos quanto aos rumos do país, mesmo depois do restabelecimento de relações diplomáticas com os EUA. “Aqui estamos finalmente. Estamos certos de que esta será uma noite inesquecível”, declarou Jagger, vestindo uma camisa pink e dançando sem parar. A música foi para o Ocidente um fator de mudança nas atitudes juvenis nas décadas finais do século XX, bandas como os Rolling Stones inseriram nestas sociedades uma cultura de rebeldia juvenil contra autoridades constituídas. Atualmente, o Rock perdeu muito de suas qualidades políticas para se converter em um entretenimento global que produz grandes espetáculos para o consumo em massa. Porém, a reportagem resgata algum sentido político para a apresentação dos Rolling Stones em Cuba, assim, este sentido pode ser melhor expresso através da alternativa: (A) As pessoas em Cuba talvez possam agora ter suas próprias bandas de rock, demonstrando muito entusiasmo com o show dos Rolling Stones; (B) As pessoas em Cuba aproveitaram o show dos Rolling Stones para expressarem sua aprovação do regime comunista, demonstrando muito entusiasmo com o governo de Raúl Castro; (C) Os Rolling Stones disseram que coisas que antes eram proibidas agora podem se tornar realidade na ilha, mas a plateia não reagiu com entusiasmo, parecendo não acreditar em grandes mudanças; (D) Os Rolling Stones acreditam que o povo cubano viverá melhor sob o regime comunista, já que o povo poderá ouvir suas músicas; (E) Os Rolling Stones fizeram apologia ao consumismo ao tocarem de graça num país onde poucas pessoas teriam condições de pagarem o ingresso que normalmente é cobrado em seus shows.