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Aula de Sociologia no Ensino Médio - Narrativas sobre o Impeachment de Dilma: da votação
na Câmara dos Deputados até a votação no Senado.
Nome:______________________________________________Turma:_________ Data: / /
Introdução: Em 2016, a menos de 100 dias dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o noticiário em língua inglesa
sobre o Brasil não se pautava em problemas que poderiam advir aos turistas que visitariam o país. Tal preocupação
estava bem presente na imprensa internacional no período anterior à Copa do Mundo de 2014, com várias dicas de
como se comportar e sobreveviver no Brasil. Em 2016, vários temas poderiam ter sido tratados como alertas àqueles
que viriam aos jogos: a epidemia de microcefalia causada pelo vírus Zika, a síndrome de Guillain-Barré, a dengue, a
febre Chikungunya, os cuidados para com o mosquito Aedes aegypti, o surto de H1N1, a violência crescente no Rio de
Janeiro, a falência do sistema de saúde pública, a poluição da Baía de Guanabara, a disputa entre taxistas e o aplicativo
Uber, os problemas nas obras públicas, etc. Entretanto, a questão que predominava na imprensa em língua inglesa era o
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, seguida de análises econômicas, políticas e sociais da
conjuntura brasileira. Em geral, havia uma dificuldade nestes órgãos de imprensa em entender questões fiscais como
passíveis de impeachment de uma presidente e não a corrupção ativa propriamente dita. Por outro lado, a alegação de
que o Brasil estava passado por um “golpe de estado” também não frutificou na imprensa internacional. Neste
processo, foi notável que tanto o governo Dilma quanto a oposição se preocuparam com a interpretação que a imprensa
internacional daria à crise política no Brasil. Assim, foi comum que os atores políticos procurassem órgão internacionais
para expressarem suas versões dos fatos. Desse modo, nesta atividade, serão lidas três reportagens: a primeira do The
Washington Post faz uma análise da percepção da crise nas classes mais pobres do Brasil e a perda de credibilidade do
Partido dos Trabalhadores com os trabalhadores do país; a segunda do The Economist faz uma análise do cenário
econômico e político que se desenhava com o fim do processo de impeachment no Senado; a terceira da rede britânica
BBC comenta as reviravoltas políticas do processo de impeachment, claramente o órgão destaca o exotismo do sistema
político brasileiro e seus personagens controversos. Começaremos com uma charge do artista brasileiro Amorim,
publicada no site internacional <http://www.cartoonmovement.com/cartoon/29205>.
1) Esta charge foi publicada entre a votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara e no Senado em
abril de 2016, assim, marque a alternativa que melhor interpreta seu significado:
(A) A presidente Dilma Rousseff aguardava ansiosamente a votação no Senado para saber qual seria o seu
destino político;
(B) Já era dada como certa pela imprensa que o Senado confirmaria o afastamento da Presidente Dilma
Rousseff encaminhado pela Câmara, assim, o tempo de Dilma como presidente parecia estar se acabando;
(C) Mesmo com a eminência da confirmação do prosseguimento do processo de impeachment no Senado, a
presidente continuava se atrasando para seus compromissos;
(D) A utilização de créditos de bancos públicos para mascarar o deficit nas contas do governo foi um dos
dois fatores que sustentam o pedido de impeachment da presidente;
(E) O Congresso Nacional funcionou como um relógio pela celeridade com que acolheu e deu
prosseguimento ao processo de impeachment da presidente.
Como os governo do Partido dos Trabalhadores perdeu os trabalhadores
The Washington Post, por Alex Cuadros, 24/04/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães)
Elen Rodrigues, 24, faz parte de uma geração de brasileiros que cresceu numa era dominada pelo
Partido dos Trabalhadores – um movimento que pela primeira vez na história deste país profundamente
desigual se pautava na erradicação da pobreza. Esta geração, acompanhada de outros milhões de brasileiros,
viram suas vidas melhorarem durante um boom econômico sem precedentes, tal fato inspirava a se falar em
um novo Rooseveltian dream, devido à ampla política de bem-estar social no Brasil. Rodrigues, que
ingressou em uma universidade pública, ainda não tinha se acostumado à prosperidade, quando a economia
mergulhou na mais profunda depressão em décadas.
Agora ela é uma, além de muitos dos pertencentes à classe trabalhadora brasileira, que se volta
contra o Partido dos Trabalhadores, rejeitando, até mesmo, seu antigo herói, o sindicalista que chegou à
presidência: Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio a uma ampla investigação de propinas e alegações de
fraudes no orçamento, a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, pode ser impichada pelo Senado no próximo
mês (maio de 2016). Elen Rodrigues não se importa em presenciar a saída da presidente de seu cargo. “Lula
fez um grande trabalho em muitas áreas, mas a corrupção na verdade me desapontou,” disse Rodrigues. “E o
governo de Dilma é uma confusão total – parece que ela simplesmente não sabe o que está fazendo.”
A crise tem cobrado um pesado preço para as classes mais baixas. A alta da inflação já está erodindo
os salários apertados e 3 milhões de brasileiros perderam seus empregos desde o ano passado – incluindo
muitos funcionários do setor metalúrgico onde Elen Rodrigues conseguiu um emprego administrativo. O
declínio no apoio dos trabalhadores não somente torna o afastamento de Dilma Rousseff mais provável, o
desapontamento com a presidente e especialmente com o carismático Lula, cofundador de um dos mais
duradouros movimentos de esquerda nas democracias latino-americanas, deixa um vácuo que nenhum outro
político parece capaz de preencher.
Para os brasileiros comuns, parte do apelo carismático de Lula nasceu de sua história de vida.
Nascido no desolado sertão nordestino, ele começou a trabalhar numa fábrica de autopeças próxima a São
Paulo aos quatorze anos. Como líder sindical no fim dos anos 1970, ele enfrentou a ditadura militar e
enquanto líder do Partido dos Trabalhadores nos anos 1980, ele ajudou a promover a transição para a
democracia. Lula e o partido chegaram ao poder em 2003. Ele é o primeiro presidente que nasceu pobre e
que elevou o salário-mínimo todos os anos de seu mandato. Ele também expandiu enormemente despesas
vinculadas ao bem-estar social com o programa chamado de Bolsa Família, que mantém 14 milhões de
famílias distantes da fome.
Uma das ironias na queda de prestígio do Partido dos Trabalhadores é a de que seus líderes tinham
antes prometido afastar do poder os políticos corruptos, mas terminaram por produzir seus próprios
escândalos. É a história do idealismo que definhou quando entrou em contato com o poder. Para aprovar
seus projetos com uma coligação política instável, em um Congresso fracionado, por muito tempo envolvido
em clientelismo e no financiamento de campanhas políticas, alguns dos mais próximos aliados de Lula e de
Dilma recorreram ao suborno para fazer a máquina andar. “Eu na verdade gostava do Lula,” disse Vera
Santos, 28, uma estudante de história do nordeste que vive da pensão de sua mãe adotiva doente. “Eu
gostava do jeito que ele falava, do quanto ele parecia comprometido em ajudar os mais pobres a
conquistarem os mesmos direitos que os demais. Mas o Partido dos Trabalhadores não é o que eu pensei que
fosse.”
Lula está sendo investigado no esquema da Petrobras, no qual bilhões foram retirados da companhia
petrolífera estatal, mas ele nega qualquer irregularidade. Ele e Dilma afirmam que o impeachment é uma
tentativa de golpe promovido pelas elites que usam o escândalo como um pretexto para chegar ao poder.
Aliás, muitos dos deputados que votaram pelo impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados este mês
(abril de 2016) estão eles próprios implicados neste e em outros esquemas de corrupção.
Enquanto os milhões que marcharam pela destituição de Dilma Rousseff são, em geral, brancos e
ricos se comparados com o conjunto da população, pesquisas de opinião indicam que por volta de 60 por
cento dos mais pobres também apoiam o impeachment da presidente. Eles apenas não tomam as ruas, tal
como os outros. Na maior parte, como Rodrigues, eles vivem longe do centro de sua cidade de mais de 20
milhões de habitantes (São Paulo) e teriam que percorrer uma longa viagem em vários ônibus e trens.
Geralmente, aqueles que participam dos protestos reclamam dos efeitos da corrupção na economia,
em vez de usarem termos morais. Jumar de Jesus Pereira, 40, que constrói linhas de metro para viver, tinha
votado em Dilma, mas agora quer seu impeachment. “O preço de tudo está aumentando,” ele disse. “Eles
estão quebrando o país com toda esta corrupção.” A popularidade de Dilma Rousseff com os mais pobres
começou a afundar logo depois que ela venceu de forma apertada sua reeleição em 2014. Com a economia
mostrando sinais de desaceleração, ela fez campanha prometendo não implementar medidas de austeridade.
Contudo, uma vez que ela venceu, abruptamente a economia mudou de curso, reduzindo os benefícios
sociais ao mesmo tempo que aumentavam as taxas de juro e o preço da energia. Tais reveses têm provocado
uma crise de identidade no Partido dos Trabalhadores. Celso Rocha de Barros, um apoiador do Partido que
escreve uma coluna para o jornal Folha de São Paulo, disse que perder o apoio do pobre é o “pior pesadelo”
para o movimento. Ele afirma, no entanto, que o governo é o principal responsável por esse fato.
Os “Campeões Nacionais”
Lula deve à sorte parte de seu sucesso. Depois de seu predecessor derrubar a hiperinflação nos anos
1990, os preços das commodities subiram cada vez mais e permitiram que ele investisse em programas
sociais sem criar conflitos com a classe empresarial. Quando os preços das commodities despencaram, o
balanço de pagamentos do governo entraram em deficit. Entretanto, Lula e Dilma Rousseff também
implementaram políticas que Barros e uma variedade de economistas descrevem como desastrosas – tais
como isenções fiscais para setores empresariais. Na esperança de criar “campeões nacionais” em áreas
industriais como a de carne e de construção, o Partido dos Trabalhadores transferiu dinheiro para o topo da
pirâmide de renda, beneficiando doadores de campanhas ricos ao mesmo tempo que incorporavam centenas
de bilhões de dólares à dívida pública.
O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) financiou obras essenciais de infraestrutura tais
como autoestradas e barragens, mas também projetos de questionável interesse público, como estádios da
Copa do Mundo (2014) e, até mesmo, portos e pontes em países estrangeiros – construídos por empresas que
estão no esquema da Petrobras. Enquanto isso, metade dos brasileiros ainda não possuem saneamento básico.
Esta desconexão não passa desapercebida pelos brasileiros comuns. Crisângela Barbosa, 36, que é
empregada doméstica, permaneceu às margens da marcha pelo impeachment em São Paulo. Ela disse que:
“eles estão emprestando bilhões para Cuba, Venezuela, África, enquanto nós vamos de mal a pior aqui.”
Entretanto, considerando os anseios urgentes dos mais pobres, não é surpreendente o fato deles não serem
favoráveis à oposição ao governo Dilma. Aqueles que estiveram à frente das manifestações pelo
impeachment reivindicavam diminuir o papel do Estado, mas pesquisas de opinião mostram que a classe
trabalhadora no Brasil tende a querer o oposto: um Estado forte que estenda a rede de seguridade social.
Assim, refletindo uma ampla insatisfação com a classe política, 9 em cada 10 brasileiros
pertencentes à classe trabalhadora não conseguem apontar um nome de algum político que possa liderar o
país para sair de sua crise. “O Brasil passou por crises antes, mas esta é primeira geração de brasileiros que
começam a perder aquilo que tinham conquistado,” disse Renato Meirelles, presidente da agência de
pesquisas de opinião Data Popular. “E o debate que realmente importa para eles é sobre como criar as
condições para melhorarem de vida, isto não está acontecendo.”
2) Marque (V) verdadeiro ou (F) falso nas expressões seguintes conforme o texto acima e não conforme às
suas convicções pessoais.
(__) Elen Rodrigues pertence a uma geração que participou de um boom econômico, mas que viu sua
prosperidade decair com a recessão econômica;
(__) com a queda de popularidade do Partido dos Trabalhadores não há outro movimento ou político que
poderia representar, naquele momento (2016), os anseios dos trabalhadores;
(__) o Partido dos Trabalhadores e seus líderes nunca prometeram afastar do poder os políticos corruptos;
(__) alguns dos mais próximos aliados de Lula e de Dilma recorreram ao suborno para fazer a máquina
andar;
(__) muitos dos deputados que votaram pelo impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados estão
envolvidos em esquemas de corrupção.
3) Sublinhe no texto a passagem que explicaria o porquê dos mais pobres, mesmo aqueles que apoiavam o
impeachment, não terem participado das manifestações contra o governo de Dilma Rousseff.
4) Qual foi a mudança, apontada pela reportagem, entre o discurso de Dilma Rousseff na campanha
presidencial de 2014 e a sua política econômica durante o seu segundo mandato?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________.
5) Circule no texto uma passagem que explicaria o porquê dos mais pobres mesmo apoiando o impeachment
não se identificarem com a oposição ao governo Dilma.
O que vem após a votação do impeachment da presidente do Brasil
O vice-presidente provavelmente assuma o poder. Ele não encontrará facilidades para governar o país
The Economist – 18/04/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães)
Às 23:07 horas do dia 17 de abril de 2016, o deputado federal Bruno Araújo de Pernambuco proferiu
o voto mais memorável de sua carreira no parlamento. O deputado da oposição de centro-direita do Partido
da Social-Democracia Brasileira (PSDB) foi o 342º membro do Câmara dos Deputados do Brasil que possui
513 membros a dizer “sim” para a continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma
Rousseff. O processo será encaminhado ao Senado. O limite necessário de dois terços dos deputados tinha
sido então ultrapassado; os adversários de Dilma na Câmara desataram a comemorar. Ao final da votação,
um pouco depois da meia-noite, eles tinham conseguido 367 votos. O governo, liderado pelo Partido dos
Trabalhadores de Dilma, contou com 137, somados com 7 abstenções e duas ausências, distante do número
de 172 necessário para barrar o processo.
Em seus breves discursos durante as 6 horas da agitada votação nominal, parlamentares pró-
impeachment declararam-se contrários ao desgoverno econômico de Dilma Rousseff e a corrupção no PT – o
partido e seus aliados estão envolvidos em um gigantesco escândalo de suborno na companhia petrolífera
estatal, Petrobras. Eles também declararam votar por suas famílias ou por seus eleitores ou por Deus. Um
eufórico deputado pró-impeachment disse que votava pela “paz em Jerusalém.” Poucos mencionaram a
acusação confusa contra Dilma Rousseff de que ela falsificou com bancos públicos o verdadeiro tamanho do
deficit orçamentário.
Com o voto de Bruno Araújo, o Brasil ingressou em um período tenso e incerto. Nos próximos dias
o presidente do Senado, Renan Calheiros, convocará uma comissão para analisar o processo da Câmara dos
Deputados. O Senado terá dez sessões para decidir se prossegue com o processo. No plenário, o parecer
necessitará da aprovação da maioria simples dos 81 senadores para ter prosseguimento. É provável que a
votação ocorra em meados de maio (2016).
Se os Senadores decidirem irem adiante com o processo, como é provável, Dilma Rousseff deve se
afastar da presidência. O vice-presidente, Michel Temer assumirá seu lugar por até 180 dias. Depois disso,
dois terços dos senadores precisam votar para remover Dilma Rousseff de seu cargo. Assim, Michel Temer
cumpriria o resto de seu mandato, que termina em 2018. Se ele ao final assumir o poder, encontrará uma
desalentadora tarefa: a economia está em queda livre. A produção econômica caiu 3,8% em 2015 e deverá
encolher novamente neste ano (2016) algo parecido, conforme o FMI. Mais de 10 milhões de brasileiros ou 1
em cada 10 trabalhadores estão sem emprego. A inflação está diminuindo ligeiramente, mas permanece
próxima de 10%, erodindo os salários. Dessa forma, para restaurar a confiança, Temer primeiramente precisa
reduzir o deficit orçamentário, que foi inflado de 2,4% do PIB para 10,8% desde que Dilma Rousseff chegou
à presidência em 2011. Isto tudo requer a combinação de cortes de gastos e aumento de impostos, nenhuma
das medidas teria apoio popular – sendo que algumas necessitariam de mudanças constitucionais para serem
promulgadas.
Investidores torcem pelo impeachment. Muitos consideram que qualquer um é melhor do que a
desafortunada Dilma Rousseff. Em novembro, Temer esboçou um conjunto de propostas de reformas pró-
mercado que estão na contramão do programa de esquerda do PT de Dilma Rousseff. Porém, a euforia terá
vida curta se Temer não apresentar rapidamente uma clara agenda de reformas e uma forte equipe
econômica. Apesar de seus instintos reformistas, nada está assegurado.
Além disso, mesmo com 72% de deputados da Câmara apoiando o impeachment, nada significa que
Temer terá facilidades para conseguir maiorias simples para reformas no Congresso, muito menos os três
quintos de ambas as casas congressuais necessários para aprovar emendas na Constituição. Ele não pode nem
mesmo contar com o apoio total de seu centrista Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB):
sete dos seus colegas de partido apoiaram Dilma Rousseff durante a votação do impeachment na Câmara,
incluindo o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani.
Na montagem de um novo governo, Temer terá que contrabalancear competências tecnocráticas com
as demandas de construir uma coalizão entre os 27 partidos do fracionado Congresso. Ele terá que se
esforçar para atrair talentos, fora de seus apoiadores, por causa dos problemas de imagem do PMDB. O
partido, que era o aliado mais próximo do PT até romper a aliança no mês passado (março de 2016), está
também envolvido no caso da Petrobras. Seis de seus Senadores estão sobre investigação, incluindo Renan
Calheiros; a Suprema Corte já indiciou o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (abril de
2016), por corrupção e lavagem de dinheiro. (Todos negam as irregularidades). O PSDB diz nos corredores
que pode apoiar o governo Temer sem entrar oficialmente no gabinete (embora alguns de seus políticos
possam aceitar postos ministeriais).
Embora o mercado seja pró-reforma em princípio, é provável que seja menos entusiástico na prática.
A alta de impostos é desaprovada pelas federações empresariais que exercem considerável influência com
muitos dos políticos do PMDB. Muitos empresários, especialmente os agraciados do setor manufatureiro do
Brasil, não estão tão entusiasmados em cortar seus subsídios ou derrubar as barreiras comerciais que os
protegem da concorrência estrangeira. Tampouco os empresários começarão a contratar de repente todos os
desempregados novamente: os prognósticos para tanto continuam incertos. A austeridade não foi a vencedora
das eleições; o novo governo estará relutante em cortar gastos antes das eleições locais de outubro, que são
especialmente importantes para o PMDB.
Talvez a tarefa mais difícil para Temer, uma vez que ele assuma o cargo, será persuadir a grande
minoria de brasileiros que ainda apoiam Dilma Rousseff que ele encabeça um governo legítimo. Não há nada
parecido com a unanimidade testemunhada em 1992, quando o Congresso impichou o primeiro presidente
popularmente eleito, Fernando Collor, por aceitar propinas. Daquela vez, apenas 38 deputados se opuseram
ao processo; Collor não tinha expressão popular que o defendesse. Apesar dos fracassos políticos e
econômicos, Dilma Rousseff ainda tem aqueles que a defendem. 53 mil manifestantes pró-impeachment
celebraram o resultado em frente ao Congresso; do outro lado de uma cerca de aço montada pela polícia, em
torno de 26 mil manifestantes contrários gritavam “golpe.” Cenas parecidas – porém sem a cerca – se
repetiram pelo Brasil. As multidões antigoverno podem agora se dispersarem, ao menos até a decisão final
do Senado no próximo mês (maio de 2015). Aqueles que consideram a remoção de Dilma Rousseff como um
golpe antidemocrático provavelmente não ficarão tão quietos.
6) Circule no texto a crítica do jornal ao modo como os deputados brasileiros votaram no processo de
impeachment.
7) Liste ao menos 3 problemas econômicos e sociais que um possível governo Temer teria pela frente para
resolver:
a)__________________________________________________________________________;
b)__________________________________________________________________________;
c)__________________________________________________________________________.
8) Sublinhe no texto uma das dificuldades políticas que um possível governo Temer teria que enfrentar.
Crise no Brasil: o processo de impeachment de Rousseff “volta aos trilhos”
BBC – 10/05/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães)
O processo de impeachment contra a presidente do Brasil Dilma Rousseff parece ter voltado aos
trilhos depois da revogação do presidente da Câmara de sua surpreendente decisão de suspender a votação do
impeachment (09/05/2016). O presidente Waldir Maranhão não deu nenhuma razão para voltar atrás,
decisão tomada menos de 24 horas depois dele ter cancelado a sessão do impeachment da Câmara. Espera-se
agora que o Senado vote na quarta-feira (11/05/2016) sobre o prosseguimento do processo de impeachment.
Se Dilma perder, ela será suspensa enquanto durar o processo. Ela responde por alegações de que seu
governo violou regras fiscais, o que Dilma afirma ser uma prática comum no Brasil.
A decisão anterior de Maranhão de anular o voto proferido em 17 de abril pela Câmara dos
deputados lançou o processo em um turbilhão. Waldir Maranhão argumentou que houve irregularidades
durante a sessão da Câmara, onde os deputados votaram esmagadoramente em favor do prosseguimento do
impeachment. Ele disse que os membros da Câmara não poderiam ter anunciado publicamente suas posições
antes da votação e que tinha sido um erro os líderes dos partidos terem orientado o voto dos deputados.
Movimentos apressados
A decisão controversa adicionou uma reviravolta dramática na crise política do Brasil. Os mercados
reagiram rapidamente: a moeda brasileira caiu 4,6% antes de se recuperar levemente. O índice das ações da
Ibovespa caiu em torno de 3,5%, refletindo o mau humor dos investidores com as políticas do Partido dos
Trabalhadores de Dilma Rousseff, que eles consideram intervencionistas. Entretanto, a decisão causou
confusão principalmente sobre o que aconteceria depois, ou seja, se o voto do Senado sobre o impeachment
de Dilma Rousseff aconteceria na quarta-feira tal como estava planejado.
O presidente do Senado Renan Calheiros afirmou que prosseguiria com o cronograma e acusou
Maranhão de “brincar com a democracia”. O discurso de Renan foi acolhido com vaias e aplausos pelos
senadores divididos pelo processo. Então, mais tarde, na madrugada (10/05/2016), Maranhão lançou um
comunicado em que dizia que tinha revogado a anulação. Ele não citou nenhuma razão. Os meios de
comunicação brasileiros relataram que ele foi pressionado por seu partido de centro-direita, Partido
Progressista, que ameaçou expulsá-lo se ele não mudasse seu posicionamento.
A imprensa brasileira no “furação político”
A última reviravolta na saga do impeachment dominou as manchetes. A mídia tradicional criticou o
caos causado por Waldir Maranhão. O jornal de orientação à direita, O Globo, descreve o evento como um
“furação político”, enquanto o jornal regional Diário Catarinense apresenta um artigo intitulado “Waldir
Maranhão e o circo do constrangimento nacional.”
Além destes, alguns meios de comunicação focaram nas razões que fizeram Maranhão mudar de
opinião. O diário de centro-direita, Folha de São Paulo, escreve que Maranhão “temeu” perder seu mandato
se ele não revogasse sua decisão e o inclinado à esquerda, Diário do Centro do Mundo, diz que o presidente
da Câmara foi “pressionado”.
Os eventos também deflagraram reações nas redes sociais. O advogado e jornalista Emerson
Damasceno (@EmersonAnomia) escreve no Twitter que Maranhão “será lembrado como o cara que
desagradou gregos e troianos no mesmo dia”.
Maranhão ainda não falou publicamente sobre sua mudança de orientação. Ele tinha desafiado seu
partido antes quando votou no dia 17 de abril contra o processo de impeachment ir adiante. Ele somente
assumiu como presidente da Câmara na semana passada. O presidente anterior, Eduardo Cunha, foi suspenso
por alegações de que ele obstruiu investigações de corrupção contra ele.
O que vem depois?
O Senado agora espera votar como originalmente planejado na quarta-feira (11/05/2016). Para o
processo de impeachment ir adiante, a simples maioria terá que votar favorável. Se os senadores votarem a
favor, Dilma Rousseff será suspensa enquanto durar o processo e o vice-presidente Michel Temer assumirá o
poder como presidente em exercício. No fim do processo, os senadores votarão se eles consideram Dilma
culpada ou não culpada. A maioria de dois terços é necessária para ela ser considerada culpada e ser banida
de cargos públicos por oito anos.
9) Sublinhe no texto a passagem que relata a reação econômica ao anúncio da suspensão do impeachment.
10) A reportagem relata três ações controversas de Walter Maranhão no processo de impeachment, aponte
estas ações e o motivo delas serem controversas:
17/04/2016: _____________________________________________________________________
______________________________________________________________________________.
09/05/2016: _____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________.
10/052016: ______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________.

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Aula de Sociologia no Ensino Médio - Narrativas sobre o Impeachment de Dilma II

  • 1. Aula de Sociologia no Ensino Médio - Narrativas sobre o Impeachment de Dilma: da votação na Câmara dos Deputados até a votação no Senado. Nome:______________________________________________Turma:_________ Data: / / Introdução: Em 2016, a menos de 100 dias dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o noticiário em língua inglesa sobre o Brasil não se pautava em problemas que poderiam advir aos turistas que visitariam o país. Tal preocupação estava bem presente na imprensa internacional no período anterior à Copa do Mundo de 2014, com várias dicas de como se comportar e sobreveviver no Brasil. Em 2016, vários temas poderiam ter sido tratados como alertas àqueles que viriam aos jogos: a epidemia de microcefalia causada pelo vírus Zika, a síndrome de Guillain-Barré, a dengue, a febre Chikungunya, os cuidados para com o mosquito Aedes aegypti, o surto de H1N1, a violência crescente no Rio de Janeiro, a falência do sistema de saúde pública, a poluição da Baía de Guanabara, a disputa entre taxistas e o aplicativo Uber, os problemas nas obras públicas, etc. Entretanto, a questão que predominava na imprensa em língua inglesa era o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, seguida de análises econômicas, políticas e sociais da conjuntura brasileira. Em geral, havia uma dificuldade nestes órgãos de imprensa em entender questões fiscais como passíveis de impeachment de uma presidente e não a corrupção ativa propriamente dita. Por outro lado, a alegação de que o Brasil estava passado por um “golpe de estado” também não frutificou na imprensa internacional. Neste processo, foi notável que tanto o governo Dilma quanto a oposição se preocuparam com a interpretação que a imprensa internacional daria à crise política no Brasil. Assim, foi comum que os atores políticos procurassem órgão internacionais para expressarem suas versões dos fatos. Desse modo, nesta atividade, serão lidas três reportagens: a primeira do The Washington Post faz uma análise da percepção da crise nas classes mais pobres do Brasil e a perda de credibilidade do Partido dos Trabalhadores com os trabalhadores do país; a segunda do The Economist faz uma análise do cenário econômico e político que se desenhava com o fim do processo de impeachment no Senado; a terceira da rede britânica BBC comenta as reviravoltas políticas do processo de impeachment, claramente o órgão destaca o exotismo do sistema político brasileiro e seus personagens controversos. Começaremos com uma charge do artista brasileiro Amorim, publicada no site internacional <http://www.cartoonmovement.com/cartoon/29205>. 1) Esta charge foi publicada entre a votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara e no Senado em abril de 2016, assim, marque a alternativa que melhor interpreta seu significado: (A) A presidente Dilma Rousseff aguardava ansiosamente a votação no Senado para saber qual seria o seu destino político; (B) Já era dada como certa pela imprensa que o Senado confirmaria o afastamento da Presidente Dilma Rousseff encaminhado pela Câmara, assim, o tempo de Dilma como presidente parecia estar se acabando; (C) Mesmo com a eminência da confirmação do prosseguimento do processo de impeachment no Senado, a presidente continuava se atrasando para seus compromissos; (D) A utilização de créditos de bancos públicos para mascarar o deficit nas contas do governo foi um dos dois fatores que sustentam o pedido de impeachment da presidente; (E) O Congresso Nacional funcionou como um relógio pela celeridade com que acolheu e deu prosseguimento ao processo de impeachment da presidente.
  • 2. Como os governo do Partido dos Trabalhadores perdeu os trabalhadores The Washington Post, por Alex Cuadros, 24/04/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães) Elen Rodrigues, 24, faz parte de uma geração de brasileiros que cresceu numa era dominada pelo Partido dos Trabalhadores – um movimento que pela primeira vez na história deste país profundamente desigual se pautava na erradicação da pobreza. Esta geração, acompanhada de outros milhões de brasileiros, viram suas vidas melhorarem durante um boom econômico sem precedentes, tal fato inspirava a se falar em um novo Rooseveltian dream, devido à ampla política de bem-estar social no Brasil. Rodrigues, que ingressou em uma universidade pública, ainda não tinha se acostumado à prosperidade, quando a economia mergulhou na mais profunda depressão em décadas. Agora ela é uma, além de muitos dos pertencentes à classe trabalhadora brasileira, que se volta contra o Partido dos Trabalhadores, rejeitando, até mesmo, seu antigo herói, o sindicalista que chegou à presidência: Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio a uma ampla investigação de propinas e alegações de fraudes no orçamento, a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, pode ser impichada pelo Senado no próximo mês (maio de 2016). Elen Rodrigues não se importa em presenciar a saída da presidente de seu cargo. “Lula fez um grande trabalho em muitas áreas, mas a corrupção na verdade me desapontou,” disse Rodrigues. “E o governo de Dilma é uma confusão total – parece que ela simplesmente não sabe o que está fazendo.” A crise tem cobrado um pesado preço para as classes mais baixas. A alta da inflação já está erodindo os salários apertados e 3 milhões de brasileiros perderam seus empregos desde o ano passado – incluindo muitos funcionários do setor metalúrgico onde Elen Rodrigues conseguiu um emprego administrativo. O declínio no apoio dos trabalhadores não somente torna o afastamento de Dilma Rousseff mais provável, o desapontamento com a presidente e especialmente com o carismático Lula, cofundador de um dos mais duradouros movimentos de esquerda nas democracias latino-americanas, deixa um vácuo que nenhum outro político parece capaz de preencher. Para os brasileiros comuns, parte do apelo carismático de Lula nasceu de sua história de vida. Nascido no desolado sertão nordestino, ele começou a trabalhar numa fábrica de autopeças próxima a São Paulo aos quatorze anos. Como líder sindical no fim dos anos 1970, ele enfrentou a ditadura militar e enquanto líder do Partido dos Trabalhadores nos anos 1980, ele ajudou a promover a transição para a democracia. Lula e o partido chegaram ao poder em 2003. Ele é o primeiro presidente que nasceu pobre e que elevou o salário-mínimo todos os anos de seu mandato. Ele também expandiu enormemente despesas vinculadas ao bem-estar social com o programa chamado de Bolsa Família, que mantém 14 milhões de famílias distantes da fome. Uma das ironias na queda de prestígio do Partido dos Trabalhadores é a de que seus líderes tinham antes prometido afastar do poder os políticos corruptos, mas terminaram por produzir seus próprios escândalos. É a história do idealismo que definhou quando entrou em contato com o poder. Para aprovar seus projetos com uma coligação política instável, em um Congresso fracionado, por muito tempo envolvido em clientelismo e no financiamento de campanhas políticas, alguns dos mais próximos aliados de Lula e de Dilma recorreram ao suborno para fazer a máquina andar. “Eu na verdade gostava do Lula,” disse Vera Santos, 28, uma estudante de história do nordeste que vive da pensão de sua mãe adotiva doente. “Eu gostava do jeito que ele falava, do quanto ele parecia comprometido em ajudar os mais pobres a conquistarem os mesmos direitos que os demais. Mas o Partido dos Trabalhadores não é o que eu pensei que fosse.” Lula está sendo investigado no esquema da Petrobras, no qual bilhões foram retirados da companhia petrolífera estatal, mas ele nega qualquer irregularidade. Ele e Dilma afirmam que o impeachment é uma tentativa de golpe promovido pelas elites que usam o escândalo como um pretexto para chegar ao poder. Aliás, muitos dos deputados que votaram pelo impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados este mês (abril de 2016) estão eles próprios implicados neste e em outros esquemas de corrupção. Enquanto os milhões que marcharam pela destituição de Dilma Rousseff são, em geral, brancos e ricos se comparados com o conjunto da população, pesquisas de opinião indicam que por volta de 60 por cento dos mais pobres também apoiam o impeachment da presidente. Eles apenas não tomam as ruas, tal como os outros. Na maior parte, como Rodrigues, eles vivem longe do centro de sua cidade de mais de 20 milhões de habitantes (São Paulo) e teriam que percorrer uma longa viagem em vários ônibus e trens. Geralmente, aqueles que participam dos protestos reclamam dos efeitos da corrupção na economia, em vez de usarem termos morais. Jumar de Jesus Pereira, 40, que constrói linhas de metro para viver, tinha votado em Dilma, mas agora quer seu impeachment. “O preço de tudo está aumentando,” ele disse. “Eles estão quebrando o país com toda esta corrupção.” A popularidade de Dilma Rousseff com os mais pobres começou a afundar logo depois que ela venceu de forma apertada sua reeleição em 2014. Com a economia
  • 3. mostrando sinais de desaceleração, ela fez campanha prometendo não implementar medidas de austeridade. Contudo, uma vez que ela venceu, abruptamente a economia mudou de curso, reduzindo os benefícios sociais ao mesmo tempo que aumentavam as taxas de juro e o preço da energia. Tais reveses têm provocado uma crise de identidade no Partido dos Trabalhadores. Celso Rocha de Barros, um apoiador do Partido que escreve uma coluna para o jornal Folha de São Paulo, disse que perder o apoio do pobre é o “pior pesadelo” para o movimento. Ele afirma, no entanto, que o governo é o principal responsável por esse fato. Os “Campeões Nacionais” Lula deve à sorte parte de seu sucesso. Depois de seu predecessor derrubar a hiperinflação nos anos 1990, os preços das commodities subiram cada vez mais e permitiram que ele investisse em programas sociais sem criar conflitos com a classe empresarial. Quando os preços das commodities despencaram, o balanço de pagamentos do governo entraram em deficit. Entretanto, Lula e Dilma Rousseff também implementaram políticas que Barros e uma variedade de economistas descrevem como desastrosas – tais como isenções fiscais para setores empresariais. Na esperança de criar “campeões nacionais” em áreas industriais como a de carne e de construção, o Partido dos Trabalhadores transferiu dinheiro para o topo da pirâmide de renda, beneficiando doadores de campanhas ricos ao mesmo tempo que incorporavam centenas de bilhões de dólares à dívida pública. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) financiou obras essenciais de infraestrutura tais como autoestradas e barragens, mas também projetos de questionável interesse público, como estádios da Copa do Mundo (2014) e, até mesmo, portos e pontes em países estrangeiros – construídos por empresas que estão no esquema da Petrobras. Enquanto isso, metade dos brasileiros ainda não possuem saneamento básico. Esta desconexão não passa desapercebida pelos brasileiros comuns. Crisângela Barbosa, 36, que é empregada doméstica, permaneceu às margens da marcha pelo impeachment em São Paulo. Ela disse que: “eles estão emprestando bilhões para Cuba, Venezuela, África, enquanto nós vamos de mal a pior aqui.” Entretanto, considerando os anseios urgentes dos mais pobres, não é surpreendente o fato deles não serem favoráveis à oposição ao governo Dilma. Aqueles que estiveram à frente das manifestações pelo impeachment reivindicavam diminuir o papel do Estado, mas pesquisas de opinião mostram que a classe trabalhadora no Brasil tende a querer o oposto: um Estado forte que estenda a rede de seguridade social. Assim, refletindo uma ampla insatisfação com a classe política, 9 em cada 10 brasileiros pertencentes à classe trabalhadora não conseguem apontar um nome de algum político que possa liderar o país para sair de sua crise. “O Brasil passou por crises antes, mas esta é primeira geração de brasileiros que começam a perder aquilo que tinham conquistado,” disse Renato Meirelles, presidente da agência de pesquisas de opinião Data Popular. “E o debate que realmente importa para eles é sobre como criar as condições para melhorarem de vida, isto não está acontecendo.” 2) Marque (V) verdadeiro ou (F) falso nas expressões seguintes conforme o texto acima e não conforme às suas convicções pessoais. (__) Elen Rodrigues pertence a uma geração que participou de um boom econômico, mas que viu sua prosperidade decair com a recessão econômica; (__) com a queda de popularidade do Partido dos Trabalhadores não há outro movimento ou político que poderia representar, naquele momento (2016), os anseios dos trabalhadores; (__) o Partido dos Trabalhadores e seus líderes nunca prometeram afastar do poder os políticos corruptos; (__) alguns dos mais próximos aliados de Lula e de Dilma recorreram ao suborno para fazer a máquina andar; (__) muitos dos deputados que votaram pelo impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados estão envolvidos em esquemas de corrupção. 3) Sublinhe no texto a passagem que explicaria o porquê dos mais pobres, mesmo aqueles que apoiavam o impeachment, não terem participado das manifestações contra o governo de Dilma Rousseff. 4) Qual foi a mudança, apontada pela reportagem, entre o discurso de Dilma Rousseff na campanha presidencial de 2014 e a sua política econômica durante o seu segundo mandato? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________.
  • 4. 5) Circule no texto uma passagem que explicaria o porquê dos mais pobres mesmo apoiando o impeachment não se identificarem com a oposição ao governo Dilma. O que vem após a votação do impeachment da presidente do Brasil O vice-presidente provavelmente assuma o poder. Ele não encontrará facilidades para governar o país The Economist – 18/04/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães) Às 23:07 horas do dia 17 de abril de 2016, o deputado federal Bruno Araújo de Pernambuco proferiu o voto mais memorável de sua carreira no parlamento. O deputado da oposição de centro-direita do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) foi o 342º membro do Câmara dos Deputados do Brasil que possui 513 membros a dizer “sim” para a continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O processo será encaminhado ao Senado. O limite necessário de dois terços dos deputados tinha sido então ultrapassado; os adversários de Dilma na Câmara desataram a comemorar. Ao final da votação, um pouco depois da meia-noite, eles tinham conseguido 367 votos. O governo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores de Dilma, contou com 137, somados com 7 abstenções e duas ausências, distante do número de 172 necessário para barrar o processo. Em seus breves discursos durante as 6 horas da agitada votação nominal, parlamentares pró- impeachment declararam-se contrários ao desgoverno econômico de Dilma Rousseff e a corrupção no PT – o partido e seus aliados estão envolvidos em um gigantesco escândalo de suborno na companhia petrolífera estatal, Petrobras. Eles também declararam votar por suas famílias ou por seus eleitores ou por Deus. Um eufórico deputado pró-impeachment disse que votava pela “paz em Jerusalém.” Poucos mencionaram a acusação confusa contra Dilma Rousseff de que ela falsificou com bancos públicos o verdadeiro tamanho do deficit orçamentário. Com o voto de Bruno Araújo, o Brasil ingressou em um período tenso e incerto. Nos próximos dias o presidente do Senado, Renan Calheiros, convocará uma comissão para analisar o processo da Câmara dos Deputados. O Senado terá dez sessões para decidir se prossegue com o processo. No plenário, o parecer necessitará da aprovação da maioria simples dos 81 senadores para ter prosseguimento. É provável que a votação ocorra em meados de maio (2016). Se os Senadores decidirem irem adiante com o processo, como é provável, Dilma Rousseff deve se afastar da presidência. O vice-presidente, Michel Temer assumirá seu lugar por até 180 dias. Depois disso, dois terços dos senadores precisam votar para remover Dilma Rousseff de seu cargo. Assim, Michel Temer cumpriria o resto de seu mandato, que termina em 2018. Se ele ao final assumir o poder, encontrará uma desalentadora tarefa: a economia está em queda livre. A produção econômica caiu 3,8% em 2015 e deverá encolher novamente neste ano (2016) algo parecido, conforme o FMI. Mais de 10 milhões de brasileiros ou 1 em cada 10 trabalhadores estão sem emprego. A inflação está diminuindo ligeiramente, mas permanece próxima de 10%, erodindo os salários. Dessa forma, para restaurar a confiança, Temer primeiramente precisa reduzir o deficit orçamentário, que foi inflado de 2,4% do PIB para 10,8% desde que Dilma Rousseff chegou à presidência em 2011. Isto tudo requer a combinação de cortes de gastos e aumento de impostos, nenhuma das medidas teria apoio popular – sendo que algumas necessitariam de mudanças constitucionais para serem promulgadas. Investidores torcem pelo impeachment. Muitos consideram que qualquer um é melhor do que a desafortunada Dilma Rousseff. Em novembro, Temer esboçou um conjunto de propostas de reformas pró- mercado que estão na contramão do programa de esquerda do PT de Dilma Rousseff. Porém, a euforia terá vida curta se Temer não apresentar rapidamente uma clara agenda de reformas e uma forte equipe econômica. Apesar de seus instintos reformistas, nada está assegurado. Além disso, mesmo com 72% de deputados da Câmara apoiando o impeachment, nada significa que Temer terá facilidades para conseguir maiorias simples para reformas no Congresso, muito menos os três quintos de ambas as casas congressuais necessários para aprovar emendas na Constituição. Ele não pode nem mesmo contar com o apoio total de seu centrista Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB): sete dos seus colegas de partido apoiaram Dilma Rousseff durante a votação do impeachment na Câmara, incluindo o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani. Na montagem de um novo governo, Temer terá que contrabalancear competências tecnocráticas com as demandas de construir uma coalizão entre os 27 partidos do fracionado Congresso. Ele terá que se esforçar para atrair talentos, fora de seus apoiadores, por causa dos problemas de imagem do PMDB. O partido, que era o aliado mais próximo do PT até romper a aliança no mês passado (março de 2016), está
  • 5. também envolvido no caso da Petrobras. Seis de seus Senadores estão sobre investigação, incluindo Renan Calheiros; a Suprema Corte já indiciou o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (abril de 2016), por corrupção e lavagem de dinheiro. (Todos negam as irregularidades). O PSDB diz nos corredores que pode apoiar o governo Temer sem entrar oficialmente no gabinete (embora alguns de seus políticos possam aceitar postos ministeriais). Embora o mercado seja pró-reforma em princípio, é provável que seja menos entusiástico na prática. A alta de impostos é desaprovada pelas federações empresariais que exercem considerável influência com muitos dos políticos do PMDB. Muitos empresários, especialmente os agraciados do setor manufatureiro do Brasil, não estão tão entusiasmados em cortar seus subsídios ou derrubar as barreiras comerciais que os protegem da concorrência estrangeira. Tampouco os empresários começarão a contratar de repente todos os desempregados novamente: os prognósticos para tanto continuam incertos. A austeridade não foi a vencedora das eleições; o novo governo estará relutante em cortar gastos antes das eleições locais de outubro, que são especialmente importantes para o PMDB. Talvez a tarefa mais difícil para Temer, uma vez que ele assuma o cargo, será persuadir a grande minoria de brasileiros que ainda apoiam Dilma Rousseff que ele encabeça um governo legítimo. Não há nada parecido com a unanimidade testemunhada em 1992, quando o Congresso impichou o primeiro presidente popularmente eleito, Fernando Collor, por aceitar propinas. Daquela vez, apenas 38 deputados se opuseram ao processo; Collor não tinha expressão popular que o defendesse. Apesar dos fracassos políticos e econômicos, Dilma Rousseff ainda tem aqueles que a defendem. 53 mil manifestantes pró-impeachment celebraram o resultado em frente ao Congresso; do outro lado de uma cerca de aço montada pela polícia, em torno de 26 mil manifestantes contrários gritavam “golpe.” Cenas parecidas – porém sem a cerca – se repetiram pelo Brasil. As multidões antigoverno podem agora se dispersarem, ao menos até a decisão final do Senado no próximo mês (maio de 2015). Aqueles que consideram a remoção de Dilma Rousseff como um golpe antidemocrático provavelmente não ficarão tão quietos. 6) Circule no texto a crítica do jornal ao modo como os deputados brasileiros votaram no processo de impeachment. 7) Liste ao menos 3 problemas econômicos e sociais que um possível governo Temer teria pela frente para resolver: a)__________________________________________________________________________; b)__________________________________________________________________________; c)__________________________________________________________________________. 8) Sublinhe no texto uma das dificuldades políticas que um possível governo Temer teria que enfrentar. Crise no Brasil: o processo de impeachment de Rousseff “volta aos trilhos” BBC – 10/05/2016 (Tradução: Rodrigo Belinaso Guimarães) O processo de impeachment contra a presidente do Brasil Dilma Rousseff parece ter voltado aos trilhos depois da revogação do presidente da Câmara de sua surpreendente decisão de suspender a votação do impeachment (09/05/2016). O presidente Waldir Maranhão não deu nenhuma razão para voltar atrás, decisão tomada menos de 24 horas depois dele ter cancelado a sessão do impeachment da Câmara. Espera-se agora que o Senado vote na quarta-feira (11/05/2016) sobre o prosseguimento do processo de impeachment. Se Dilma perder, ela será suspensa enquanto durar o processo. Ela responde por alegações de que seu governo violou regras fiscais, o que Dilma afirma ser uma prática comum no Brasil. A decisão anterior de Maranhão de anular o voto proferido em 17 de abril pela Câmara dos deputados lançou o processo em um turbilhão. Waldir Maranhão argumentou que houve irregularidades durante a sessão da Câmara, onde os deputados votaram esmagadoramente em favor do prosseguimento do impeachment. Ele disse que os membros da Câmara não poderiam ter anunciado publicamente suas posições antes da votação e que tinha sido um erro os líderes dos partidos terem orientado o voto dos deputados. Movimentos apressados A decisão controversa adicionou uma reviravolta dramática na crise política do Brasil. Os mercados reagiram rapidamente: a moeda brasileira caiu 4,6% antes de se recuperar levemente. O índice das ações da Ibovespa caiu em torno de 3,5%, refletindo o mau humor dos investidores com as políticas do Partido dos
  • 6. Trabalhadores de Dilma Rousseff, que eles consideram intervencionistas. Entretanto, a decisão causou confusão principalmente sobre o que aconteceria depois, ou seja, se o voto do Senado sobre o impeachment de Dilma Rousseff aconteceria na quarta-feira tal como estava planejado. O presidente do Senado Renan Calheiros afirmou que prosseguiria com o cronograma e acusou Maranhão de “brincar com a democracia”. O discurso de Renan foi acolhido com vaias e aplausos pelos senadores divididos pelo processo. Então, mais tarde, na madrugada (10/05/2016), Maranhão lançou um comunicado em que dizia que tinha revogado a anulação. Ele não citou nenhuma razão. Os meios de comunicação brasileiros relataram que ele foi pressionado por seu partido de centro-direita, Partido Progressista, que ameaçou expulsá-lo se ele não mudasse seu posicionamento. A imprensa brasileira no “furação político” A última reviravolta na saga do impeachment dominou as manchetes. A mídia tradicional criticou o caos causado por Waldir Maranhão. O jornal de orientação à direita, O Globo, descreve o evento como um “furação político”, enquanto o jornal regional Diário Catarinense apresenta um artigo intitulado “Waldir Maranhão e o circo do constrangimento nacional.” Além destes, alguns meios de comunicação focaram nas razões que fizeram Maranhão mudar de opinião. O diário de centro-direita, Folha de São Paulo, escreve que Maranhão “temeu” perder seu mandato se ele não revogasse sua decisão e o inclinado à esquerda, Diário do Centro do Mundo, diz que o presidente da Câmara foi “pressionado”. Os eventos também deflagraram reações nas redes sociais. O advogado e jornalista Emerson Damasceno (@EmersonAnomia) escreve no Twitter que Maranhão “será lembrado como o cara que desagradou gregos e troianos no mesmo dia”. Maranhão ainda não falou publicamente sobre sua mudança de orientação. Ele tinha desafiado seu partido antes quando votou no dia 17 de abril contra o processo de impeachment ir adiante. Ele somente assumiu como presidente da Câmara na semana passada. O presidente anterior, Eduardo Cunha, foi suspenso por alegações de que ele obstruiu investigações de corrupção contra ele. O que vem depois? O Senado agora espera votar como originalmente planejado na quarta-feira (11/05/2016). Para o processo de impeachment ir adiante, a simples maioria terá que votar favorável. Se os senadores votarem a favor, Dilma Rousseff será suspensa enquanto durar o processo e o vice-presidente Michel Temer assumirá o poder como presidente em exercício. No fim do processo, os senadores votarão se eles consideram Dilma culpada ou não culpada. A maioria de dois terços é necessária para ela ser considerada culpada e ser banida de cargos públicos por oito anos. 9) Sublinhe no texto a passagem que relata a reação econômica ao anúncio da suspensão do impeachment. 10) A reportagem relata três ações controversas de Walter Maranhão no processo de impeachment, aponte estas ações e o motivo delas serem controversas: 17/04/2016: _____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________. 09/05/2016: _____________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________. 10/052016: ______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________.