Histórico

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Histórico do Paisagismo. Glaucus Cianciardi MARÇO 2012

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Histórico

  1. 1. HISTÓRIA DAJARDINAGEM arq. msc. glaucus cianciardi
  2. 2. JARDINAGEM:‘A arte da transformação da paisagem’. Quais são os princípios que regem as artes?
  3. 3. Princípios que regem as artes: cor linha forma volume textura padronagem harmonia equilíbrio
  4. 4. Princípios que regem as artes ESTILOCondicionantes: sociais, econômicas, religiosas, culturais.
  5. 5. ‘Da anarquia às determinantes estilísticas’. ‘obra-prima’ ‘decadência’
  6. 6. Dificuldades de registro histórico:Guerras, mudança de estilo, reformas,crescimento das cidades, ausência daconsciência de preservação histórica.
  7. 7. As artes plásticas no registro da historicidade arte da jardinagem.
  8. 8. de 0 a 3.500 a.C.ERA ÁGRAFA arq. msc. glaucus cianciardi
  9. 9. 1.0 PRÉ-HISTÓRIAMesolítico (12 000 a.C.) – vida mais sedentária, fase detransição entre a coleta e a produção de alimentos.Neolítico ( 7000 a.C.) – desenvolvimento da agricultura.
  10. 10. Stonehenge – 3100 a. C.
  11. 11. 3.500 a.C.EGITOarq. msc. glaucus cianciardi
  12. 12. A importância do rio Nilo na cultura egípcia.
  13. 13. Deus Seth.
  14. 14. Deus-sol em forma de besouro.
  15. 15. Hórus, o deus falcão.
  16. 16. Amenemhat III representado com juba de leão.
  17. 17. Relevo do ‘Jardim Botânico’ – Templo de Amon
  18. 18. Avenida das esfinges em frente do Templo de Carnaque.
  19. 19. Reconstituição da cidade do templo de Carnaque.
  20. 20. O lago sagrado do Templo de Amon em Carnaque.
  21. 21. Signo humano: raciocínio – geometria e rígido equilíbrio simétrico.
  22. 22. Jardins retangulares rodeadospor muros: privacidade,enchentes, tempestades deareia.Jardins planos.
  23. 23. O conceito de jardins pátios.
  24. 24. Origem agrícola: canteirosretangulares, plantio em linha(quando não representavam mapascelestes), espécies eram deutilidade: medicinal ou alimentícia.
  25. 25. 3.500 a.C.MESOPOTÂMIA arq. msc. glaucus cianciardi
  26. 26. • Sumérios• Assírios• Babilônicos• Caldeus• Persas Gravura do séc. XVIII representando a cidade de Babilônia Iraque – 3500 a.C.
  27. 27. BABILÔNICOS• Influência egípcia.• Jardins murados efechados.• Início de jardins irrigadospor canais.• Utilização de fauna e floraexótica. Ruínas do Palácio de Nabucodonosor – séc. 6 a.C.
  28. 28. PERSAS• Persas tradição guerreira, vidarequintada, palácios ajardinados.• Jardins servindo de cenário aodescanso, prazer, diversão, luxo eao amor.• Buscavam permeabilidade visual.• Salas avarandadas.
  29. 29. •Grande preocupação comos aspectos estéticos.•Jardins com característicasmais sensuais do queutilitárias: ‘Jardim dasdelícias’.•Folhas e floresperfumadas. O Jardim das Delícias Terrenas, Hieronymus Bosch, 1500
  30. 30. plátano
  31. 31. PairidaezaPairidaeza (jardim persa cercado de muro) - paradeizos (grego) - Jardim do Éden.
  32. 32. Água elemento essencial nojardim: refrigeração,umidificação, efeito deiluminação, ampliação edinamismo para ascomposições.Sistema de irrigação.Canalização das águas dodegelo das montanhas pararegiões mais áridas.Canais ladeados por árvoresfrutíferas.
  33. 33. Chahar Bagh.
  34. 34. séc. VII a III d.C.CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS arq. msc. glaucus cianciardi
  35. 35. GRÉCIAséc. VII a V a.C.
  36. 36. ‘O homem como medida de todas as coisas.’
  37. 37. Caráter racionalista grego: ‘ Pensar é mais fácil quesentir.’ Gosto contido, racional e sóbrio.‘Jardins com influências egípcias e persas, comcomposição geométrica ou não, centrando acomposição em um tanque que passou de utilitáriopara ornamental.Vegetação ornamental e utilitária.As espécies podiam ser plantadas linearmente ou emforma de manchas.Residências com as aberturas voltadas para o pátiointerno.
  38. 38. ‘Lucus’ (bosque sagrado) onde viviam genius loci. Paternon – Atenas, 470 a 432 a.C.
  39. 39. • Os primeiros jardinsurbanos.• Jardins públicos maioressem muros de caráter maisnaturalista. Tesouro de Atenas – Delfos, 500 a 485 a.C.
  40. 40. ROMASéc.I a III d.C.
  41. 41. • Monumentalidade.• Gosto exuberante, emocional edramático.• Jardim espiritual .• Jardins internos e externos aoedifício. Perístilo romano
  42. 42. • Jardins mais planejados:escadarias, pérgulas, pórticos.• Jardins mais planejados• Poderio econômico de seuproprietário. Villa de Adriano, 118-134 d.C.
  43. 43. Villa de Adriano, 118-134 d.C.
  44. 44. •Tanques e canaisornamentais•Criação de peixes•Piscina Villa de Adriano, 118-134 d.C.
  45. 45. Planta envasada
  46. 46. plátanomalva amêndoa coníferas
  47. 47. 500 a 1500 d.C.IDADE MÉDIA arq. msc. glaucus cianciardi
  48. 48. Povos invasores:• Arte de fácil transporte• Floríferas de ciclo curto• Jardineiras nas janelas
  49. 49. JARDINS DE MOSTEIROS• Jardins rudes e pesados.• Jardins de pátios:Pomar-cemitério,Jardim culinário,Jardim físico (utilização de muretas combuxos podados). Mosteiro de Fontenay Abbey – França – 1139• Nos pátios espécies floríferas eramcultivadas em vasos.• No cruzamento dos caminhos: fonte,cruzeiro, arbusto simbólico.
  50. 50. TRADIÇÃO MOURA• Persas + Romanos• Pretendiam ser retrato do paraíso.• Água possuía simbologia sagrada eornamental. A água quase nunca émonumental, sempre ao nível do chão,por vezes descendo degraus.• Vegetação ornamental, muitas vezesdominada pela topiaria. Alhambra, Granada – Espanha, 1238.
  51. 51. Fonte parietal.
  52. 52. JARDINS DE CASTELOS• Destinados mais às mulheres –encontro com os amantes.• Influenciados pelos jardins dosmosteiros, depois pelo Jardimdas delícias herdado dos persas.• Possuíam um pradinho(gramado) poucos arbustos,canteiros floridos retangulares equadrados.• Banco relvado• Mesa de pedra.• Treliças.
  53. 53. 1420 a 1600 d.C.RENASCIMENTO arq. msc. glaucus cianciardi
  54. 54. Marco da transição dos JardinsClássicos Formais.Revolução na arte daJardinagem dos jardins muradosaos jardins abertos.
  55. 55. Fonte de inspiração:• as antigas villasromanas,• influênciaespanhola (técnicahidráulica),• influência medieval- ‘jardins físicos’,• Jardins terraço. O estilo italiano surge em Florença, logo sendo assimilado por Roma e no século XVI ganha toda a Europa.
  56. 56. Jardins espetaculares comdecoração exagerada:• grottos,• nymphaeum,• giocchi d’acqua,• autômatos.
  57. 57. Nymphaeum - A Villa Giulia , Roma - 1551. Nymphs and Satyr. Oil on canvas, William Bouguereau 1873.
  58. 58. giocchi d’acqua
  59. 59. autômatos
  60. 60. Jardins projetados antes de serem implantados.Chahar Bagh. Villa Medici, Roma
  61. 61. Villa Déste. Tivoli, Roma.
  62. 62. Villa Déste. Tivoli, Roma.
  63. 63. Villa Déste. Tivoli, Roma. Artemis / Diana
  64. 64. 1600 a 1750 d.C.BARROCO arq. msc. glaucus cianciardi
  65. 65. Jardim de Influência italiana.
  66. 66. Escola de Jardins do Renascimento Francês. André Lê Nôtre, 1613 - 1700
  67. 67. Domínio do homem sobre a natureza. Rei Sol: Luís XIV, 1638 - 1714 Apolo
  68. 68. TRÊS GRANDES MOMENTOS:• o eixo central, salas verdejantes e os bosquesde caça.• Terraços Cavaleiros para que se pudesseobservar os canteiros mosaicos (parterre debroderie – padrões bordados).• Mosaicos executados com floradasexuberantes, folhagens diversas, mineraisvariados, pedra tingida, tijolos moídos, terra. Vaux-le-Vicomte, André Lê Nôtre, 1661.• Mini-jardins zoológicos.
  69. 69. Vaux-le-Vicomte, André Lê Nôtre, 1661.
  70. 70. Claude Perrault, Louis Le Vau, Versailles - França. Séc. XVII
  71. 71. Palácio de Versailles:11 anos de projeto,50 anos para seremimplantados,30.000 pessoastrabalharam nos jardins.1 milhão de metrosquadrados.
  72. 72. Palácio de Versailles, André Lê Nôtre. Séc. XVII.
  73. 73. Palácio de Versailles: Sala Verdejante.
  74. 74. Palácio de Versailles, André Lê Nôtre. Séc. XVII.
  75. 75. séc. XVIII e XIXROCOCÓ & NEOCLÁSSICO arq. msc. glaucus cianciardi
  76. 76. ‘Doce não fazer nada.’ Rei Sol: Luís XIV, 1638 - 1714
  77. 77. ‘Liberdade, igualdade e fraternidade.
  78. 78. • Estilo mais frívolo, mais intimista.• Recuperação da grandiosidade do antigoimpério romano.• Ordenação geométrica, simetria, economia,simplificação.• Jardins mais verdes que coloridos, margeadospor bordaduras.• Redução nos elementos hidráulicos,escultóricos e arquitetônicos.• Vasos floridos sobre pedestais.
  79. 79. ‘Cheverny, França
  80. 80. Château de Malmaison, França
  81. 81. Château de Malmaison, FrançaColecionismo.
  82. 82. PLANTAS EXÓTICASSéc. XVI - rotas marítimas:África e Ásia.Inglaterra - interesse científicoFrança - interesse ornamental
  83. 83. Cartaz alusivo a ‘ tulipomania ‘ – séc. XVII.
  84. 84. Dr. Nathaniel Bagshaw Ward (1791-1868)• Orangerie.• Caixas Wardianas.
  85. 85. séc. XVIII e XIXO MOVIMENTO ROMÂNTICO arq. msc. glaucus cianciardi
  86. 86. Revolução industrial – séc. XVIII.
  87. 87. Criar paisagens mais naturais do que a própria natureza.• Lírico• Gosto pelo exótico.• Escapista• Historicista.• Nacionalista• Valorização do indivíduo.
  88. 88. Parques urbanos valorizados como ilhas verdes.
  89. 89. Neoclássico:gosto pelo clássico. Chiswick House, Londres – Burlington e Kent . Séc. XVIII
  90. 90. InspiraçãoClaude Le Lorrain 1602-1682
  91. 91. Neogótico:gosto pelo lúgubre. Strawberry Hill, perto de Londres, Horace Walpole - 1749
  92. 92. Pitoresco: gosto pelo exótico.Arq. Pitoresca: Royal Pavilion, Bringhton, John Nash - 1815
  93. 93. séc. XXMODERNISMO arq. msc. glaucus cianciardi
  94. 94. 11.0 MODERNIDADE SÉC. XIX E XXMovimento eclético oriundo da liberdade romântica.Jardins tornaram-se atrações turísticas.Redução do tamanho dos jardins - popularização da arte dajardinagem.Busca de novas linguagens artísticas.
  95. 95. Brenand - Recife
  96. 96. MINA KLABIN
  97. 97. Tradição estilística em contraposição aos novosmodos de produção, novos parâmetros sociais eflorescimento científico. Fallingwater House, Frank Lloyd Wright, Pensilvânia, 1934
  98. 98. Jardins de Casaforte, Recife PE,
  99. 99. ‘O passado é uma lição para se meditar, não para se reproduzir’. Mario de Andrade (1893-1945)
  100. 100. FARIELLO, Francesco. La arquitectura de los jardines. Barcelona: Editorial Reverté, 2004.

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