A Saga
de
Sophia de Mello Breyner
Andresen
Madalena Fernandes
AEQB 2014-15
Biografia de Sophia de
Mello Breyner
Andresen
• Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919
no Porto, onde passa a ...
Curiosidades
• O seu pai, João Henrique Andresen, era neto de um dinamarquês, Jan Henrik, que se fixou no
Porto e que ali ...
Maria de Mello Breyner
Andresen, grávida,
esperando o nascimento
de Sophia.
Porto, Junho de 1919
Sophia com o avô
Thomaz de Mello B.
Com o marido e a
filha Isabel
Casa Andresen - Extremo norte do Jardim Botânico junto
a...
Algumas das suas obras
Histórias da Terra e do Mar
Histórias da Terra e do Mar é um livro de Sophia de
Mello Breyner Andresen, publicado em 1984....
A Saga
“A «Saga» nasceu, na realidade, de uma história de família: o
meu bisavô veio realmente de uma ilha da Dinamarca,
e...
Resumo
O conto “Saga” relata a história de Hans, um rapaz de 14 anos que sonhava em navegar para Sul num navio,
sendo o se...
CATEGORIAS DA NARRATIVA
(ANÁLISE)
O texto narrativo
O narrador
“Hans concentrava o seu espírito para a exaltação crescente do grande
cântico marítimo. Tudo nele estava atento...
A ação
Processo de organização das ações:
 Encadeamento
 Alternância
 Encaixe
É o encadeamento. As
sequências narrativa...
“Os seus irmãos mais novos -
Gustav e NieIs - tinham morrido
no naufrágio de um veleiro que
lhe pertencia.”
O narrador rec...
“Mas Hans sentia a elasticidade
do barco, a sua precisão de
extremo a extremo e o equilíbrio
que, entre vaga e contra-vaga...
Caracterização das
personagens
A caracterização física e
psicológica podem ser feitas
direta ou indiretamente.
Caracteriza...
caracterização física
• “aos catorze anos já tinha
quase a altura de um homem “
• “Hans agora já não viajava.
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caracterização psicológica
• “Para resistir ao vento, estendeu-
se ao comprido no extremo do
promontório.”
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O espaço
“O mar do Norte, verde e cinzento,
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varriam os rochedos escuros.”
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Espaço psicológico:
Local onde se
encontra o
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personagem.
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discurso narrativo
As modalidades
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É o relato de ações e de
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É o momento da narrativa
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Diálogo:
É uma conversa entre duas
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Contribui para o dinamismo
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• Monólogo (a
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consigo próprio.
É desta maneira que o leitor
fica a conhecer os
pensamentos da
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Importância das camélias
• A vida de Hans, personagem
principal do conto “Saga” da obra
Histórias da Terra e do Mar de
Sop...
Sua simbologia
• Relativamente ao significado da camélia, há diferenças dependendo
da cor das flores. As camélias cor de r...
Simbolicamente, as camélias são as flores do Inverno. Também Hans floresce
no Inverno, só tem sucesso fora de tempo e, sob...
Recursos expressivos
• “A tempestade, como uma boa orquestra”
• “Nuvens sombrias enrolavam os anéis enormes”
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A Saga de Sophia de Mello Breyner Andresen

  1. 1. A Saga de Sophia de Mello Breyner Andresen Madalena Fernandes AEQB 2014-15
  2. 2. Biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen • Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância, no seio de uma família fidalga. • Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno. • Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. • Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte. • Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. • Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. • A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. • Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa, e o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional precisamente a 2 de julho de 2014, 10 anos após o seu falecimento.
  3. 3. Curiosidades • O seu pai, João Henrique Andresen, era neto de um dinamarquês, Jan Henrik, que se fixou no Porto e que ali fez fortuna, primeiro no sector da cabotagem, depois no negócio dos vinhos. • A infância e adolescência, passou-a Sophia na quinta portuense do Campo Alegre, adquirida pelo seu avô Andresen no final do século XIX. "Uma parte do que dele resta é hoje o Jardim Botânico do Porto”. • Um dos costumes da casa, como recorda o escritor Ruben A., primo de Sophia, nos seus volumes autobiográficos, era o de se organizar, pelo Natal, um espectáculo protagonizado pelas crianças da família. Foi justamente uma destas celebrações que originou o primeiro contacto de Sophia com a poesia. Tinha três anos e ainda não sabia ler, mas uma criada, desgostosa por ver a menina excluída do elenco de artistas, ensinou-a a recitar "A Nau Catrineta". • A sua verdadeira iniciação na poesia portuguesa, ficou a devê-la, no entanto, ao avô materno, Thomaz de Mello Breyner, 4º conde Mafra, que lhe deu a ler Camões e Antero. • Não menos marcante do que a Quinta do Campo Alegre, foi a casa de férias na queirosiana praia da Granja, onde a família passava os verões.
  4. 4. Maria de Mello Breyner Andresen, grávida, esperando o nascimento de Sophia. Porto, Junho de 1919
  5. 5. Sophia com o avô Thomaz de Mello B. Com o marido e a filha Isabel Casa Andresen - Extremo norte do Jardim Botânico junto ao muro que encosta à Travessa de Entre-Campos Sophia com o marido e os netos Rita, Sofia, Gonçalo e Pedro no jardim da casa da Travessa das Mónicas. Anos 80
  6. 6. Algumas das suas obras
  7. 7. Histórias da Terra e do Mar Histórias da Terra e do Mar é um livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1984. É composto por cinco contos - "História da Gata Borralheira", "O Silêncio", "A Casa do Mar", "Saga" e "Vila d'Arcos" - que nos transportam para o universo da infância. Cada um deles tem uma harmonia própria que vive de alargadas descrições, de personagens encantadas e de metáforas expressivas. Conto "A Saga", encontrado online no site ... http://pt.slideshare.et/risoletamontez/saga-textointegral-41256835
  8. 8. A Saga “A «Saga» nasceu, na realidade, de uma história de família: o meu bisavô veio realmente de uma ilha da Dinamarca, embarcado à aventura e foi assim que acabou por chegar ao Porto. O episódio da zanga com o capitão, o do número de circo com a pele de urso no cais, o abandono do navio – tudo isso aconteceu de facto. Também são verdadeiras as palavras que ele disse, mais tarde, a uma das netas: ‘O mar é o caminho para a minha casa’ – e outras coisas ainda. Mas, claro que depois há toda uma fusão imaginária desta realidade e todo um trabalho de invenção que são obra minha.” http://purl.pt/19841/1/1920/1920.html Fotografia da campa do bisavô de Sophia de Mello Breyner Andresen no cemitério de Agramonte.
  9. 9. Resumo O conto “Saga” relata a história de Hans, um rapaz de 14 anos que sonhava em navegar para Sul num navio, sendo o seu capitão. Hans vivia no interior da ilha de Vig, no mar do Norte, com a sua família: o seu pai Sören, a sua mãe Maria e a sua irmã Cristina. Certo dia, Sören chamou Hans para lhe comunicar que o ia mandar estudar para Copenhaga, tentando impedir o seu filho de seguir o seu sonho que era ser marinheiro. Sören não concordava com o sonho de Hans, pois os seus irmãos m ais n ovos, Gustav e Niels, haviam falecido num naufrágio. Como viu que o seu pai não o apoiava, Hans decidiu fugir num cargueiro inglês, Angus. Assim, alistou-se como grumete, mas, após a sua primeira paragem, abandonou o navio, pois foi chicoteado pelo seu capitão. Hans, sozinho numa cidade desconhecida, caminhou durante quatro dias, até que conheceu Hoyle. Este armador e negociante inglês acolheu-o, tratando-o como um filho e fazendo dele, aos 21 anos, capitão de um dos seus navios. Após várias viagens, que Hans contava por carta à sua mãe, Hoyle adoeceu, tornando-o seu sócio e confiando-lhe todos os seus negócios. Hans, agora um dos notáveis da burguesia local, casou-se e teve sete filhos, tendo o primeiro morrido. Alguns anos mais tarde, Hans apercebeu-se de que a sua fuga tinha sido em vão, sentido remorsos por deixar a família. Quando adoeceu para morrer, pediu que construíssem um navio naufragado em cima da sua sepultura, este estranho pedido foi concretizado, tornando-se num dos monumentos mais famosos da cidade. Reza a lenda que, em dias de temporal, Hans navega nele para Norte, rumando a Vig. http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/portugues/10_sophia_mello_breyner_d.htm#vermais
  10. 10. CATEGORIAS DA NARRATIVA (ANÁLISE) O texto narrativo
  11. 11. O narrador “Hans concentrava o seu espírito para a exaltação crescente do grande cântico marítimo. Tudo nele estava atento como quando escutava o cântico do órgão da igreja luterana, na igreja austera, solene, apaixonada e fria.” “Pensava na mulher, nos filhos que tinham crescido, e que, ao crescer, se tinham ido definindo, enquanto ele, atentamente, procurava neles parecenças – ecos de memórias, sombras de rostos amados e perdidos. Depois o seu pensamento derivava e a alta proa do grande navio avançava com terra à vista ao longo de praias desertas. O cheiro de África penetrava o seu peito. Via as florestas, as embocaduras, ouvia gemer os mastros.” “Mas dele, Hans, burguês próspero, comerciante competente, que nem se perdera na tempestade nem regressara ao cais, nunca ninguém - contaria a história, nem de geração em geração, se cantaria a saga. “ Classificação do narrador quanto à sua participação e posição: O narrador é não participante e subjetivo. É também omnisciente..
  12. 12. A ação Processo de organização das ações:  Encadeamento  Alternância  Encaixe É o encadeamento. As sequências narrativas sucedem- se de forma lógica e cronológica. “Durante seis dias, Hans sereno e consciente pareceu resistir. Mas ao sétimo dia a febre subiu, a respiração começou a ser difícil e na sua atenção algo se alterou. No quarto o ambiente tornou-se sussurrado, com luzes veladas e gestos silenciosos como se cada pessoa tivesse medo de quebrar qualquer fio. Ao cair da noite, Hans - que durante longas horas parecera semiadormecido - abriu os olhos e chamou.”
  13. 13. “Os seus irmãos mais novos - Gustav e NieIs - tinham morrido no naufrágio de um veleiro que lhe pertencia.” O narrador recorda um facto passado que fez com que o pai de Hans não o deixasse ser navegador. A esse recuo no passado dá-se-lhe o nome de analepse.
  14. 14. “Mas Hans sentia a elasticidade do barco, a sua precisão de extremo a extremo e o equilíbrio que, entre vaga e contra-vaga, não se rompia. Mais tarde os navios de Hans nunca naufragaram.” O narrador antecipa a ação, isto é, diz o que vai acontecer no futuro. A este salto no tempo dá-se- lhe o nome de prolepse.
  15. 15. Caracterização das personagens A caracterização física e psicológica podem ser feitas direta ou indiretamente. Caracterização direta : É feita pelo narrador ou pelas personagens. Caracterização indireta : É feita pelo leitor que deduz características através do comportamento da personagem.
  16. 16. caracterização física • “aos catorze anos já tinha quase a altura de um homem “ • “Hans agora já não viajava. Estava velho como um barco que não navegava mais e prancha por prancha se vai desmantelando. Tinha as mãos um pouco trémulas, o azul dos olhos desbotado, fundas rugas lhe cavavam a testa, os cabelos e as compridas suíças estavam completamente brancas. “ • “aos catorze anos já tinha quase a altura de um homem “ Caracterização direta Caracterização indiretaÉ um rapaz alto.
  17. 17. caracterização psicológica • “Para resistir ao vento, estendeu- se ao comprido no extremo do promontório.” • “Foi no Angus que Hans fugiu de Vig, alistado como grumete.” • “Carregado de imaginações queria ser, como os seus tios e avós, marinheiro. Não para navegar apenas entre as ilhas e as costas do Norte, seguindo nas ondas frias os cardumes de peixe. Queria navegar para o Sul. Imaginava as grandes solidões do oceano, o surgir solene dos promontórios, as praias onde baloiçam coqueiros e onde chega até ao mar a respiração dos desertos. Imaginava as ilhas de coral azul que são como os olhos azuis do mar. Imaginava o tumulto, o calor, o cheiro a canela e laranja das terras meridionais.” Hans não tem medo da tempestade. É corajoso, aventureiro, sonhador e quer conhecer novas coisas. Caracterização indireta
  18. 18. O espaço “O mar do Norte, verde e cinzento, rodeava Vig, a ilha, e as espumas varriam os rochedos escuros.” “Na luz vermelha do poente a cidade parecia carregada de memórias, insondavelmente antiga, feérica e magnetizada, com todos os vidros das suas janelas cintilando. Animava-a uma veemência indistinta que aqui e além aflorava em ecos, rumores, perpassar de vultos, gritos longínquos e perdidos, reflexo de luzes sobre o rio.” Espaço físico: Local onde decorrem as ações. Ex: Vig (casa de Hans, promontório), cidade do Porto (cais, casa de Hans, casa de Hoyle), golfo da Biscaia, etc.
  19. 19. Espaço psicológico: Local onde se encontra o pensamento do personagem. “E, ora a bordo ora em terra, ora debruçado nos bancos da escola sobre mapas e cálculos, ora mergulhado em narrações de viagens, estudando, sonhando e praticando, ele preparava-se para cumprir o seu projeto: regressar a Vig como capitão de um navio, ser perdoado pelo Pai e acolhido na casa.” “…enquanto ele, atentamente, procurava neles parecenças – ecos de memórias, sombras de rostos amados e perdidos. Depois o seu pensamento derivava…” “…pensava: «Um dia levarei estes búzios para Vig.»”
  20. 20. Modalidades discursivas da narrativa/Os Modos de representação do discurso narrativo As modalidades discursivas da narrativa/Os Modos de representação do discurso narrativo são:  Narração  Descrição  Diálogo  Monólogo
  21. 21. • Narração (momento de avanço na ação): É o relato de ações e de acontecimentos. Características:  O pretérito perfeito do indicativo e os verbos predominam na narração. “Nenhum homem se salvou. O vento espalhou os gritos no clamor da escuridão selvagem, a força das braçadas desfez-se nos redemoinhos, a água tapou as bocas. Nem os que treparam aos mastros se salvaram, nem os que se meteram nos botes, nem os que nadaram para terra. O mar quebrou tábua por tábua o casco, os mastros, os botes e os marinheiros foram rolados entre a pedra e a vaga.”
  22. 22. • Descrição (momento de pausa): É o momento da narrativa destinado à apresentação, com alguns pormenores, das personagens, dos objetos e do espaço. Representa um momento de pausa na ação. Características:  O pretérito imperfeito do indicativo , os adjetivos e os recursos expressivos predominam na descrição. “E no canto do átrio vazio cismava vagamente, nem sequer sabendo que cismava, debruçado sobre papeladas, contas e jornais ingleses. Mas de súbito estremecia e passava para além do próprio cismar: a memória de Vig subia à flor do mar. Os nevoeiros marítimos invadiam a sua respiração. Desde o horizonte os navios avançavam para a ilha.”
  23. 23. Diálogo: É uma conversa entre duas ou mais personagens. Contribui para o dinamismo da narrativa – ficamos a saber o que aconteceu, o que está a acontecer ou o que irá acontecer. Características:  O travessão, os 2 pontos ,os verbos declarativos. As interjeições, … “- Avô - disse Joana - porque é que está sempre a olhar para o mar? - Ah! - respondeu Hans. - Porque o mar é o caminho para a minha casa.”
  24. 24. • Monólogo (a personagem fala consigo próprio. É desta maneira que o leitor fica a conhecer os pensamentos da personagem.) É a reprodução do pensamento de uma personagem.
  25. 25. Importância das camélias • A vida de Hans, personagem principal do conto “Saga” da obra Histórias da Terra e do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen, vai decorrendo consoante o ciclo de floração das camélias, distinguindo-se estas de todas as outras flores.
  26. 26. Sua simbologia • Relativamente ao significado da camélia, há diferenças dependendo da cor das flores. As camélias cor de rosa significam grandeza de alma; as camélias brancas são uma alusão à beleza perfeita e as camélias vermelhas são um sinal de reconhecimento. http://www.significados.com.br/camelia/ • Significado: Beleza perfeita http://artflor.weebly.com/simbologia-das-flores.html • Beleza da alma • Arrependimento • Indicadas para situações especiais, íntimas • Camélias Brancas representam a beleza perfeita • Camélias Rosadas, grandeza da alma Camélia • Camélias Vermelhas falam sobre o reconhecimento http://www.mulhervirtual.com.br/flor/Camelia.html
  27. 27. Simbolicamente, as camélias são as flores do Inverno. Também Hans floresce no Inverno, só tem sucesso fora de tempo e, sobretudo, fora do espaço – só tem sucesso em áreas que não contribuem para a sua felicidade • Alguns excertos do conto: «E foi no tempo das últimas camélias (vermelhas, pesadas e largas) que nasceu o seu primeiro filho.» (pág. 97) • «Nasceu o seu segundo filho no tempo das primeiras camélias, em Novembro do seguinte ano. » (pág. 98) • «As camélias brancas estavam em flor, levemente rosadas, macias, transparentes. Algumas lhe trouxeram ao quarto, apanhadas à beira do roseiral.» (pág. 109) • Nota: O facto de as camélias surgirem recorrentemente neste conto, não será de todo alheio, para além da simbologia já referida, a circunstância de a escritora ter passado muitos momentos da sua infância e adolescência em casas rodeadas de jardins onde imperavam estas flores, ou melhor dizendo, estas árvores. Podem referir-se ,por exemplo, aos jardins da Casa Andresen, hoje Jardim Botânico do Porto, e aos jardins da fundação Eng .António de Almeida, propriedade que também pertenceu a familiares da escritora. http://pt.slideshare.net/bibliobeiriz1/as-camlias-na-saga-de-sophia-de-mello- breyner-andresen-escola-eb23de-beiriz?related=1
  28. 28. Recursos expressivos • “A tempestade, como uma boa orquestra” • “Nuvens sombrias enrolavam os anéis enormes” • “O voo das gaivotas era cada vez mais inquieto e apertado” • “ apaixonado e frio.” • “entre o sussurrar dos abetos,” • “Queria ser um daqueles homens que a bordo do seu barco viviam rente ao maravilhamento e ao pavor, um daqueles homens de andar baloiçado, com a cara queimada por mil sóis, a roupa desbotada e rija de sal, o corpo direito como um mastro, os ombros largos de remar e o peito dilatado pela respiração dos temporais.” • “erguia-se o casario branco, amarelo e vermelho,“ COMPARAÇÃO HIPÉRBOLE DUPLA ADJETIVAÇÃO ANTÍTESE PERSONIFICAÇÃO ENUMERAÇÃO

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