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O Estado Novo e o 25 de Abril - trabalho de Afonso Sarnadas (6.ºAno), publicado pela Prof.ª Paula Morgado e retificado pela Equipa BE.

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  1. 1. O ESTADO NOVO E O 25 DE ABRIL
  2. 2. O ESTADO NOVO Estado Novo é o nome do regime político autoritário do Estado que vigorou em Portugal durante 41 anos sem interrupção, desde 1933, com a aprovação de uma nova Constituição, até 1974, quando foi derrubado pela Revolução do 25 de Abril. A Constituição de 1933 determinava 4 órgãos de soberania: o Presidente da República, a Assembleia Nacional ( Parlamento), o Governo e os Tribunais. A Assembleia Nacional deixou de ter o poder de nomear e de demitir o Presidente da República. Em contrapartida, o Governo passou a ser o órgão de soberania com mais poder e a decretar a maioria das leis.
  3. 3. CHEFES DO ESTADO NOVO Oliveira Salazar, Chefe do Estado Novo entre 1933 e 1968. Américo Tomás, Presidente da República entre 1958 e 1974. Marcelo Caetano, Chefe do Estado Novo entre 1968 e 1974.
  4. 4. O equilíbrio financeiro As obras públicas Salazar, em poucos anos, conseguiu que o Estado acumulasse algumas reservas de dinheiro e não precisasse de recorrer a empréstimos estrangeiros. Este equilíbrio financeiro foi possível porque Salazar:  Aumentou as receitas do Estado através de impostos.  Diminuiu as despesas com a educação, saúde e assistência social. Parte das reservas de ouro do Estado foi aplicada na construção de obras públicas:  novas estradas e pontes (ponte Salazar sobre o Tejo);  novos edifícios públicos – tribunais, estações dos correios, quartéis, bibliotecas;  escolas primárias, liceus e universidades;  grandes barragens hidroelétricas;  hospitais. A política de desenvolvimento do país
  5. 5. A política de desenvolvimento do país As obras públicas construídas neste período facilitaram o crescimento do turismo e de algumas importantes indústrias (têxteis, conservas, siderurgia). No entanto, esse crescimento não foi o suficiente para transformar Portugal num país moderno e desenvolvido. Nas cidades e no campo o desemprego mantinha-se. E muitos portugueses emigraram, principalmente para França e Alemanha.
  6. 6. A PROPAGANDA AO ESTADO NOVO Para garantir e manter o apoio da população portuguesa foi organizado um sistema de propaganda ao Estado Novo: Livros obrigatórios; Mocidade Portuguesa (7 aos 14 anos) – para desenvolver o espírito de obediência ao Estado Novo e o culto do dever militar.
  7. 7.  Antes do 25 de abril de 1974, em Portugal, não havia liberdade de expressão, existia censura, as pessoas não podiam dizer o que pensavam nem exprimir a sua opinião. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL
  8. 8. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL As pessoas não podiam escrever o que queriam, nem ler, ver e ouvir o que desejavam, tanto nos jornais, rádio ou televisão! Era tudo escolhido pela censura, conhecida como o "lápis-azul", que limitava a liberdade de expressão.  Qualquer pessoa que falasse mal do regime ou fosse contra o colonialismo dos países africanos era imediatamente presa pela PIDE, uma polícia política que vigiava, prendia e torturava quem tivesse ideias contrárias às do governo.
  9. 9. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL  Não havia Liberdade nem Democracia.  Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, na Guiné e em Moçambique.
  10. 10. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL PRISÕES para presos políticos: Caxias
  11. 11. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL Peniche
  12. 12. Tarrafal (Cabo Verde) PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL
  13. 13. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL Aljube (Lisboa) A cadeia do Aljube foi usada pela polícia política para interrogatórios, recorrendo aí a diversos métodos de tortura – espancamentos, privação de sono e «estátua» – numa sala do último andar, calafetada com cobertores, para que os gritos das vítimas não fossem ouvidos – a «sala dos reposteiros». Os protestos da vizinhança obrigaram a polícia a pôr termo a essas práticas no Aljube. Com a consolidação do regime, torna-se uma prisão para presos incomunicáveis, sujeitos a interrogatório.
  14. 14. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL Álvaro Cunhal Octávio Pato Mário Soares •ALGUNS NOMES DE PRESOS POLÍTICOS E PERSEGUIDOS
  15. 15. PORTUGAL ANTES DO 25 DE ABRIL Nomes de alguns cantores e poetas que lutaram contra o fascismo José Afonso José Mário Branco Sérgio Godinho António Gedeão Manuel Alegre Sophia de Mello Breyner Andresen
  16. 16. A revolução!!!
  17. 17. FACTORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA A REVOLUÇÃO
  18. 18. Como tudo aconteceu  Os militares já fartos de tantos conflitos e da falta de liberdade que se fazia sentir, criaram o MFA, Movimento das Forças Armadas, que tinha como missão, acabar com este governo.  Combinaram que, na madrugada do dia 25 de abril 1974, derrubariam o regime orientado por Marcelo Caetano (que seguiu as pisadas de Salazar, após a morte deste), logo depois de ouvirem na rádio duas "senhas" (sinais) que indicavam o momento certo para avançarem.  As senhas foram canções: a primeira foi "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho e a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso.
  19. 19. Como tudo aconteceu  Às 22h55m - Com a transmissão da canção "E Depois do Adeus", pelos Emissores Associados de Lisboa, no dia 24 de Abril de 1974, era dada a ordem para as tropas se prepararem e estarem a postos. E depois do adeus, canção cantada por Paulo de Carvalho no Festival da Canção de 1974.
  20. 20. Como tudo aconteceu 00:20min - Transmissão da canção “Grândola Vila Morena” na rádio Renascença! 4:20min É difundido pelo Rádio Clube Português, o primeiro comunicado ao país do Movimento das Forças Armadas (MFA). 13:30min As forças para-militares leais ao regime, começam a render-se. A Legião Portuguesa é a primeira. 14:00min Inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo. No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas vizinhas, juntam-se milhares de pessoas. Cerco do quartel do Carmo
  21. 21. Como tudo aconteceu 16:30min Termina o prazo inicial para a rendição. Este é anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia. O Quartel do Carmo iça a bandeira branca. 19:30min Marcelo Caetano rende-se! 20:00min Alguns elementos da PIDE disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45 feridos.
  22. 22. O cravo…  Devido à iniciativa de uma mulher, o cravo vermelho tornou-se num dos símbolos do 25 de abril, ficando esta ação militar mundialmente conhecida como a Revolução dos Cravos.  Celeste Caeiro, bengaleira no restaurante “Sirine”, na rua Braamcamp, começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das suas espingardas…
  23. 23. Salgueiro Maia Liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos Otelo Saraiva de Carvalho Estratega da revolução FIGURAS DE ABRIL
  24. 24. FIGURAS DE ABRIL  António de Spínola  A 25 de Abril de 1974, como representante do Movimento das Forças Armadas, recebeu do Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, a rendição do Governo (que se refugiara no Quartel do Carmo). Isto permitiu-lhe assumir assim os seus poderes públicos, apesar de essa não ter sido a intenção original do MFA.  Instituída a Junta de Salvação Nacional (que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe), à qual presidia, foi escolhido pelos seus camaradas para exercer o cargo de Presidente da República, cargo que ocupará de 15 de Maio de 1974 até à sua renúncia em 30 de Setembro do mesmo ano, altura em que foi substituído pelo general Costa Gomes.
  25. 25. Conclusão O 25 de abril foi uma ação militar que pôs fim ao regime que oprimia o país há quase cinco décadas. Era o caminho de regresso à Liberdade e à Democracia. O levantamento militar derrubou num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grandes resistências das forças leais ao governo. Esta revolução devolveu a liberdade ao povo português. Revolução dos Cravos: 25 de Abril 1974 - Noticiários RTP
  26. 26. Trabalho realizado por: Fontes: Afonso Sarnadas N.º 1, 6.º A Google Wikipédia Youtube História e Geografia de Portugal do 6.º ano O ESTADO NOVO E O 25 DE ABRIL

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