3886 apostilha-esgoto(superior)

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3886 apostilha-esgoto(superior)

  1. 1. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DA PARAÍBA INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIO PROFESSOR : JEFERSON MACK S. DE OLIVEIRA JANEIRO/2006
  2. 2. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIOS SUMÁRIOI. OS ESGOTOS 1. CLASSIFICAÇÃO DOS ESGOTOS .................................................................... 3 1.1 Esgotos domésticos ................................................................................................. 3 1.2 Esgotos industriais ................................................................................................... 3 2. DESTINO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS ........................................................ 3 2.1 Com água ................................................................................................................. 3 2.2 Sem água .................................................................................................................. 3II. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIOS 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 2. DIVISÃO DAS IPES ................................................................................................ 3 3. DESCONECTORES ................................................................................................ 3 4. TUBULAÇÕES CONSTITUINTES DAS IPES ................................................... 4 5. CAIXAS E RALOS .................................................................................................. 4 5.1 Caixa de inspeção (CI) ............................................................................................. 4 5.2 Caixa de gordura (CG) ............................................................................................. 4 5.3 Caixa sifonada (CS) ................................................................................................. 5 5.4 Caixa sifonada especial (CSE) ................................................................................. 6 5.5 Ralo sifonado e Ralo seco (R) .................................................................................. 6 6. TUBOS E CONEXÕES EMPREGADOS NAS IPES ........................................... 6 6.1 Instalações de esgoto primário e ventilação ............................................................. 6
  3. 3. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PB6.2 Instalação de esgotos secundário ..............................................................................67. ELEMENTOS DO PROJETO ...............................................................................67.1 Condições gerais ......................................................................................................67.2 Simbologia ...............................................................................................................77.3 Representação gráfica no desenho ........................................................................... 8 4
  4. 4. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PBI. OS ESGOTOS Os esgotos são os despejos líquidos de casas, edifícios, estabelecimentos comerciais,instituições e indústrias.1. CLASSIFICAÇÃO DOS ESGOTOS:1.1 ESGOTO DOMESTICOS a) ÁGUA IMUNDAS  Esgotos que contém matéria fecal. b) ÁGUAS SERVIDAS  Esgotos provenientes de operações de lavagem e limpeza.1.2 ESGOTOS INDUSTRIAIS a) DESPEJOS INDUSTRIAIS  Águas que passaram por processos industriais.2. DESTINO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS O destino final dos esgotos domésticos vai ser função da disponibilidade ou não deágua para ser utilizada como veículo de transportes dos dejetos.2.1 COM ÁGUA ( com transporte hídrico) a) SISTEMA INDIVIDUAL  Fossa séptica  Sumidouro, Vala de infiltração, Vala de filtração ou filtro anaeróbio. b) SISTEMA COLETIVO  Rede coletora ETE  Emissário.2.2 SEM ÁGUA ( sem transporte hídrico) a) FOSSA SECA b) FOSSA NEGRAII. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIOS ( I.P.E.S.)1. INTRODUÇÃO As IPES destina-se a coletar e afastar da edificação todos os despejos provenientesdo uso da água para fins higiênicos, encaminhando-os a um destino indicado pelo poderpúblico competente.2. DIVISÃO DAS IPESa) Esgoto primário - Conjunto de tubulações e dispositivos nos quais têm acesso gasesprovenientes do coletor público ou da fossa séptica.b) Esgoto secundário - Conjunto de tubulação e dispositivos onde não têm acesso gases. 3
  5. 5. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PBc) Ventilação - Tubulações que permite o escoamento de ar da atmosfera para a instalaçãode esgotos e vice-versa, com a finalidade de protegê-la contra possíveis ruptura dos fechohídrico dos desconectores e possibilitar a saída dos gases emanados dos coletores.3. DESCONECTORES Dispositivos dotados de uma camada líquida chamada de fecho hídrico, destinada avetar a passagem de gases das instalações de esgotos primários, para as de esgotossecundários ou para o interior dos recintos. Principais desconectores: sifão, caixa sifonada, vaso sanitário, etc.4. TUBULAÇÕES CONSTITUINTES DAS IPESa) Ramal de descargab) Ramal de esgotoc) Ramal de ventilaçãod) Tubo de quedae) Tubo de gorduraf) Tubo secundáriog) Coluna de ventilaçãoh) Sub-coletori) Coletor predial5. CAIXAS E RALOS5.1 CAIXA DE INSPEÇÃO (CI) As caixas de inspeção são destinadas a limpeza e desobstrução das tubulações,devendo ser sempre usadas na junção de duas redes. São normalmente confeccionadas emalvenaria de ½ vez. O formato poderá ser circular com diâmetro de 0,60 m ou quadrado com 0,60 m delado. Sua profundidade não deverá exceder a 1,00 m, quando isto for inevitável utiliza-se opoço de visita. A distância máxima entre caixas será de 25,00 m.5.2 CAIXA DE GORDURA (CG) As caixas de gordura são destinadas a receber efluentes das pias de cozinha e tem afinalidade de separar a gordura da água. Podem ser confeccionadas em concreto, ferrofundido, fibrocimento, PVC e alvenaria de tijolos. Conforme a NB-19 da ABNT (NBR 8160) as caixas de gordura são de quatro tipos:1 - Pequena (CGP) ou Individual (CGI) Usada para uma cozinha.- Parte submersa do septo ===> 20 cm.- Capacidade de retenção ===> 18 L.- Tubulação de saída ===> 75 mm. 4
  6. 6. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PB2 - Simples (CGS) Usada para duas cozinhas.- Parte submersa do septo ===> 20 cm.- Capacidade de retenção ===> 31 L.- Tubulação de saída ===> 75 mm.3 - Dupla (CGD) Usada entre três e doze cozinhas.- Parte submersa do septo ===> 35 cm.- Capacidade de retenção ===> 120 L.- Tubulação de saída ===> 100 mm.4 - Especial (CGE) Usada acima de doze cozinhas.- Parte submersa do septo ===> 40 cm.- Capacidade de retenção ===> V=(2N + 20), onde N = No de pessoas servidas.- Tubulação de saída ===> 100 mm.5.3 CAIXA SIFONADA (CS) Destina-se a receber as águas servidas de lavatórios, banheiras, chuveiros, tanques emáquinas de lavar roupa, ao mesmo tempo que impede o retorno dos gases contidos nosesgotos para o interior dos ambientes. Além disso, permite recolher as águas provenientesde lavagem de pisos e protege a instalação contra a entrada de insetos e roedores devido aofecho hídrico. Os detritos porventura existentes se depositam no fundo, o que permite a suainspeção e limpeza. Os corpos das caixas sifonadas são produzidos nos diâmetros de 100 e 150 mm, com1, 3 ou 7 entradas de DN 40 mm. As saídas possuem bitolas de 40, 50 e 75mm. Tabela resumo de dimensões de caixas sifonadas BITOLA ALTURA DIÂMETRO QUANTIDADE DA DA DE SAÍDA DE CAIXA CAIXA ENTRADAS mm mm DN DN 40 100 100 40 1 100 100 50 1 100 150 50 3 150 150 50 7 150 185 75 7 Quando a caixa sifonada receber efluentes de máquina de lavar roupa e banheiras,deve-se adotar caixas sifonadas com saída de 75 mm, devido à grande formação de espumaprovocadas por estes aparelhos.5.4 CAIXA SIFONADA ESPECIAL (CSE) A caixa sifonada especial é destinada a receber efluentes de tubos de quedasecundários, que escoam os esgotos provenientes de máquinas de lavar roupas e/ou tanque,situados em pavimentos superpostos de edifícios. 5
  7. 7. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PB O formato poderá ser circular com diâmetro mínimo de 0,30 m, ou quadrado comlado mínimo de 0,30 m. A caixa sifonada especial terá um fecho hídrico com altura mínimade 0,20 m e deverá ser hermeticamente fechadas. O diâmetro de saída mínimo será de 75 mm.5.5 RALO SIFONADO E RALO SECO (R) Os ralos sifonados e os secos servem para captar as águas provenientes de chuveirose de lavagem de pisos. Os mesmos devem ser sempre ligados a um desconector que poderáser um caixa sifonada. Os ralos sifonados e secos são fabricados nos diâmetros de 100 mm, quandocilíndricos ou cônicos e na largura de 100 mm, quando quadrados. O diâmetro de saída serásempre de 40 mm.6. TUBOS E CONEXÕES EMPREGADOS NAS IPES Os tubos e conexões empregados nas IPES podem ser confeccionados em ferrofundido, fibrocimento, cerâmica, e PVC. No nosso estudo vamos nos restringir aos tubos e conexões de PVC, devido ao seumaior emprego. Os tubos de PVC rígido são fabricados nos tipos ponta e bolsa, emcomprimentos de 3m e no tipo ponta lisa (sem bolsas), com comprimento de 6 m.6.1 TUBULAÇÃO PARA ESGOTO PRIMÁRIO E VENTILAÇÃO TUBOS ⇒ DN(mm) - 50, 75, 100, 150 ... CONEXÕES ⇒ com junta soldada ou elástica, nos mesmos diâmetros dos tubos.6.2 TUBULAÇÃO PARA ESGOTO SECUNDÁRIO TUBOS ⇒ DN(mm) - 40 CONEXÕES ⇒ com junta soldada, no mesmo diâmetro do tubo.7.0 ELEMENTOS DO PROJETO7.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS As instalações prediais de esgotos sanitários devem ser projetadas e executadas demodo a: a) Permitir rápido escoamento dos esgotos sanitários e fáceis desobstruções; b) Vedar a passagem de gases, insetos e animais das tubulações para o interior dasedificações; c) Não permitir vazamentos, escapamentos de gases e formação de depósitos nointerior das tubulações; d) Impedir a poluição da água potável. O desenvolvimento das tubulações deve ser de preferência retilíneo, devendo sercolocados elementos de inspeção que permitam a limpeza e desobstrução dos trechosadjacentes.7.2 SIMBOLOGIA 6
  8. 8. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PB Tubulação de esgoto secundário Tubulação de ventilação Tubo que sobe Tubo que desce Tubo de queda Tubo de gordura Tubo secundário Coluna de ventilação Sifão Ralo Sifonado (RS)Tubulação de esgotoprimário Caixa Sifonada (CS) Caixa de Gordura (CG) Caixa de Inspeção (CI)7.3 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA NO PROJETO7.3.1 Caixa de Inspeção, Caixa de Gordura, Caixa Sifonada e Ralo. Deve-se representar o símbolo representativo da caixa, indicando dentro ou ao lado aabreviatura: CI, CG, CS e R.7.3.2 Tubulações primárias Devem ser desenhadas em traço cheio grosso, com a espessura do traço variandocom o diâmetro, indicando em cada trecho o seu diâmetro e a declividade. Pode-se suprimira indicação da declividade desde que se coloque uma observação com a indicação dasmesmas, em parte visível do projeto. 7
  9. 9. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários – CEFET-PB7.3.4 Tubulações secundárias Devem ser desenhadas em traço cheio fino, tracejado (ver simbologia – tubulação deventilação), com as mesmas indicações exigidas para as tubulações primárias.7.3.5 Ramais de ventilação Devem ser desenhados em traço fino pontilhado (ver simbologia – tubulação deventilação), com as mesmas indicações exigidas para as tubulações primárias.7.3.6 Colunas de Ventilação e Ventilador primário Em planta, são representados apenas por um pequeno círculo. No esquema vertical,devem ser desenhados em traço grosso pontilhado. Sua indicação será com um círculo com10mm de diâmetro, sendo colocado sua abreviatura, CV e VP, respectivamente, seguido denumeração. A numeração do ventilador primário será igual a do tubo de queda que ooriginou.7.3.7 Tubos de Queda, Tubos Secundário e Tubos de Gordura Em planta, são representados apenas por um pequeno círculo. No esquema verticaldevem ser desenhados em traço grosso cheio. Sua indicação será igual a das colunas deventilação e ventilador primário. 8

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