Violência infantil

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Publicada em

Beatriz Miranda.
Aluna do 3º ano do ensino médio.
Infelizmente nos deparamos com esse tipo de violência e muitas vezes não reparamos e nem nos importamos com os danos futuros que poderão trazer. Vamos lutar contra a violência infantil

Publicada em: Educação
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Violência infantil

  1. 1.  É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes, e é geralmente cometido pelo responsável. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.
  2. 2.  É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingui-las.
  3. 3.  É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.  É a consequência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil.
  4. 4.  Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes frequentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.
  5. 5.  É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie. Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.
  6. 6.  Os maus tratos na infância deixam sequelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.
  7. 7.  Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com frequência se torna impossível restabelecer a convivência.
  8. 8.  As crianças pequenas cujas mães são abusadas por seus parceiros têm maior risco de se tornarem obesas, segundo novo estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. E quanto mais vezes ocorrem esses abusos e violências, maiores os riscos de as crianças pré-escolares, especialmente as meninas, ganharem peso em excesso.
  9. 9.  Dados fornecidos pelo UNICEF analisam quase 45 mil casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes atendidos pelos Centros de Referencia Especializados de Assistência Social (CREAS) em 904 municípios brasileiros, durante o ano de 2006.  Nos índices de violência doméstica, a diferença de gênero não aparece fortemente na violência física, psicológica ou de negligência, mas sim na violência sexual : 4,5 vezes mais meninas foram vítimas de abuso sexual do que meninos, e 3,5 vezes mais meninas foram vítimas de exploração sexual do que meninos.
  10. 10.  Também segundo os CREAS, crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos de idade são os mais vulneráveis à violência doméstica. Os meninos e meninas dessa faixa etária são vítimas em 59% dos casos de violência doméstica atendidos.  De acordo com a Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), são 18 mil crianças agredidas por dia no Brasil. Pelo menos 750 são vitimizadas por hora e 12 são agredidas por minuto.
  11. 11.  Segundo os dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na infância, 12% dos cerca de 55 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas de alguma forma de violência todos os anos.  De acordo com dados da SDH (Secretaria de Direitos Humanos), cerca de 70% dos casos de violência contra crianças e adolescentes no Brasil acontece em residências, seja da vítima ou do agressor.
  12. 12.  Violência física - 4, 493 Violência psicológica - 4, 308 Abuso sexual - 2, 146 Exploração sexual - 279 Negligência - 6, 645 Total - 17, 871
  13. 13.  Violência física – 4, 164 Violência psicológica – 4, 592 Abuso sexual – 9, 932 Exploração sexual - 971 Negligência -6, 786 Total – 26, 427
  14. 14.  Redução de gravidezes não desejadas;  Redução dos níveis nocivos do álcool e uso de drogas ilícitas durante a gravidez;  Redução dos níveis nocivos do álcool e uso de drogas ilícitas por pais jovens;  Melhora no acesso aos serviços pré e pós-natal de qualidade;
  15. 15.  Oferecer treinamento para os pais sobre o desenvolvimento infantil, a disciplina sem violência e habilidades para resolver problemas.  A violência envolvendo crianças em ambientes comunitários pode ser prevenida por meio de:  Programas de enriquecimento pré-escolar para uma introdução educacional;  Treinamento de habilidades para a vida;
  16. 16.  Assistência à adolescentes em alto risco para completarem a escolaridade;  Redução da disponibilidade do álcool, através da promulgação e aplicação de leis de licenciamento de bebidas, impostos e preços;  Restringir o acesso a armas de fogo;  Prestação de serviços de visitas domiciliares por profissionais enfermeiros e assistentes sociais às famílias onde as crianças estão em alto risco de maus-tratos.
  17. 17.  É o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos”.  A “pedofilia” é um distúrbio de comportamento, e caracterizada pela recorrência de comportamentos, anseios e fantasias sexuais intensas por crianças e adolescentes. A “pedofilia” em si não pode ser tida como crime, uma vez que é um transtorno da personalidade. O crime é o do abuso sexual quando este é praticado. Nem todo pedófilo é criminoso e nem todo criminoso é pedófilo.
  18. 18.  A pederastia, dirige-se exclusivamente para adolescentes do sexo masculino e não possui essa conotação de doença mental Ele deriva diretamente do grego e tem uma significação mais erótica. Na origem, designava uma instituição moral e educativa da Grécia Antiga, construída em torno da relação particular entre um homem maduro e um garoto jovem, e não tinha as conotações atuais de abuso sexual.
  19. 19.  transformação do conceito social de pedofilia;  distinção entre abuso sexual e relações consentidas;  reconhecimento da liberdade sexual de crianças e adolescentes;  desclassificação da pedofilia como parafilia das listas oficiais de doenças e transtornos mentais;  reconhecimento da pedofilia como orientação sexual;  eliminação ou reforma da idade de consentimento;  promoção da pesquisa objetiva sobre a pedofilia;  liberdade de expressão e de informação.
  20. 20. Blogo ou boylovers Glogo ou Girllovers
  21. 21.  Alemanha  Austrália  Bélgica  Canadá  Dinamarca  EUA  França  Itália  Noruega  Países Baixos  Reino Unido  Suíça
  22. 22.  Apenas 0,65% das crianças e dos adolescentes vítimas de pornografia na internet em todo o mundo são identificados, de acordo com Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil. O índice de menos de 1% é preocupante e evidencia que mais de 99% das crianças abusadas e exploradas sexualmente no mundo não só se encontram fora dos serviços de atendimento, mas ainda podem estar sendo vítimas de seus agressores, explica.
  23. 23.  Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente.  Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.  Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.  Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.  Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.  Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
  24. 24.  Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.  Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.  Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual.  Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
  25. 25.  Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 29 dos 192 países reconhecidos proíbem todas as formas de castigo físico e humilhante contra as crianças, em qualquer ambiente. Em mais de 100 deles, a violência na escola é permitida pelo Estado e 30 ainda aplicam castigos físicos (até chicotadas!) em garotos e garotas nas instituições penais.
  26. 26.  O tráfico de crianças caracteriza uma violação dos direitos humanos que afeta hoje pelo menos um milhão de crianças, e provavelmente mais.  Falamos do comércio de crianças que são levadas de seu meio familiar para um outro lugar, muitas vezes, além das fronteiras de seu país, ou para outros continentes, para depois serem utilizadas por outros para diversos fins.
  27. 27.  Exploração sexual para fins comerciais (para a prostituição ou a pornografia);  Casamento;  Trabalho doméstico;  Adoção;  Trabalho forçado;  Mendicância;  Qualquer outra atividade ilícita (como o roubo)  Qualquer tipo de trabalho que coloque em perigo a saúde ou a vida da criança.
  28. 28.  Praticamente um em cada quatro casos de violência sexual infantil (exatamente 22% dos 14.625 casos pesquisados pelo VIVA) envolve uma criança de até um ano de idade.  Em três a cada quatro casos (77%), a vítima tem até nove anos. A agressão sexual é o segundo tipo de violência mais praticado nesta faixa etária, com 35% dos casos, contra 36% provocados por abandono ou negligência.
  29. 29.  Entre 10 e 14 anos, 10,5% das notificações de violência infantil no Brasil são sexuais, o segundo tipo, atrás apenas da física (13,3%).  De 15 a 19 anos, a agressão sexual fica em terceiro lugar, com 5,2% dos casos, seguida da psicológica (7,6%) e da física (28,3%).
  30. 30.  O número de denúncias de tráfico de crianças e adolescentes no Brasil aumentou 86% entre 2012 e 2013. O crescimento foi registrado pela SDH (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República).
  31. 31. 18 de maio de 1973 – Araceli Cabrera - 8 anos
  32. 32. 2008 - Isabella Nardoni- 5 anos
  33. 33. 2010- Joanna Marcenal – 5 anos
  34. 34. 2013- Joaquim Ponte- 3 anos
  35. 35. 2008- Rachel Genofre- 9 anos
  36. 36. 2014- Alex – 8 anos
  37. 37. 2011- Keanu Williams – 2 anos
  38. 38.  China  2013: Xiao Bao de apenas 8 meses de idades levou 90 tesouradas da mãe, foi descoberto pelo tio, e precisou receber cem pontos depois do incidente e permaneceu no hospital até se recuperar
  39. 39. 2013- Shanxi- 6 anos
  40. 40. Caso da mãe que vendeu as 3 filhas por U$ 3

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