Faro 27,6,4,8,7

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Faro 27,6,4,8,7

  1. 1. Faro há 50 anos atrás <br />
  2. 2. Na Praça Ferreira de Almeida e arredores encontravam-se os moços de fretes, os estivadores que carregavam e descarregavam os barcos da doca, os carroceiros que implicavam a presença do ferrador, o albardeiro, o abegão, o aguadeiro, o latoeiro, os ardinas, os vendedores de lotaria, os carvoeiros, os varredores, os caiadores, os vendedores de produtos da ria, o limpa chaminés… e tantos… tantos outros, cuja actividade desapareceu por não ser necessária.<br />Faro retratos <br />
  3. 3. Imagens antigas<br />Aeroporto de Faro, anos 60<br />Inauguração do comboio em Faro<br />Faro “o progresso”<br />Faro -Palácio do Lã<br />
  4. 4. Era escolhida a maior divisão da casa, tapavam-se os móveis impossíveis de retirar com lençóis brancos, colocavam-se cadeiras à volta e o corpo do defunto ao centro, rodeado de flores e velas.<br />Velar o morto implicava o tempo necessário, dia e noite, até ao enterramento. Todos, no velório, vestiam-se de preto e, com um rosário nas mãos, dedilhavam o terço, continuadamente.<br />As velas acesas, as flores, as lágrimas, as preces, o negro das roupas impunham profunda solenidade ao velório. <br />Como se fazia um funeral?<br />
  5. 5. A morte de uma pessoa bem colocada na sociedade transformava-se numa verdadeira pompa fúnebre (preparativos para um funeral), sendo depois transportada por numa charrete (carro de funeral puxada por cavalos).<br />
  6. 6. Uma verdadeira homenagem a um homem de bem, é uma atitude justa e de bom exemplo. O respeito aos mortos implica enterrar e ocultar o corpo. A degradação que se segue não pode ser visível, o enterramento do ente querido alivia a dor da perda física.<br />Havia igualmente o hábito de vestir um mendigo com roupas de falecido, para que os pecados cometidos, durante o tempo de vida, fossem aliviados ou perdoados pela justiça divina . <br />
  7. 7. Ao sétimo dia os parentes mandam, por norma, rezar uma missa por alma do morto, acontecendo o mesmo passado um mês. O número de missas e de terços rezados implica o perdão e a esperança de alcançar o céu.<br />Actualmente, nota-se um afastamento dos jovens das tradições comuns à morte. Nota-se, igualmente, que as celebrações se desviam dos rituais religiosos, sentimentais e emocionais. <br />
  8. 8. Avenida do liceu ( Av. 5 de Outubro ) <br />Em 1950 ( há 60 anos ), o percurso pela avenida até ao liceu, partindo da pontinha, era totalmente diferente da actualidade . <br />Não existia o “ cimento “ que descaracterizou toda a área, apenas casas térreas, algumas de primeiro andar e uma ou duas de segundo (em faro não existia construção em altura). <br />A Pontinha, ponto de encontro de várias ruas, apresenta igualmente , uma diferença abismal . <br />
  9. 9. Rapazes e raparigas não subiam juntos a avenida: eles andavam para um lado, e elas para outro . <br />Em 1950 a família , a escola e a igreja impunham as suas regras e os jovens tinham que obedecer . <br />Não existiam os chamados tempos livres institucionalizados para ocupar a juventude.<br />
  10. 10. Os moços de fretes eram essencialmente carregadores, mas também faziam recados, entregavam cartas, transportavam encomendas e bagagens.Faziam as mudanças a pau e corda. Percorriam por vezes a cidade de uma ponta à outra a executar mudanças, das quais algumas demoravam três ou quatro dias de trabalho duro.Os moços de fretes, para exercerem a sua profissão, tinham de estar inscritos no Governo Civil. Em 1921, o edital camarário determina a sua inscrição na Câmara Municipal de Lisboa. A inscrição na Câmara efectuou-se a partir de 22 de Julho de 1922, e constava da data, do número de ordem da matrícula, o nome do indivíduo, o número da matrícula do Governo Civil, a morada e o local onde exercia a actividade.<br />Moços de fretes<br />
  11. 11. Com a introdução das camionetas no mercado, as mudanças feitas pelos moços de fretes decaíram a pique.A entrega de recados, de cartas de amor e de cartas de negócios feitas outrora por estas figuras de esquina deixaram também de se realizar, pois foram substituídas pelas mensagens telefónicas. <br />
  12. 12. Carros de emergências <br /> Postais antigos de Faro<br />Imagens antigas<br />
  13. 13. Os carroceiros<br />O albardeiro Aguadeiro<br />
  14. 14. Beatriz Nora Nº 6<br />Catarina Anacleto Nº 8<br />Beatriz Rodrigues Nº 7<br />Tiago Coelho Nº 27<br />André Silvestre Nº 4<br />Trabalho realizado por:<br />

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